“O socialismo com características chinesas não é uma outra doutrina qualquer. Não podemos abandonar os princípios básicos do socialismo científico, caso contrário, isso não é o socialismo”, Xi Jinping em “A Governança da China”, volume I.
"Atento ás estruturas de poder e aos efeitos políticos da dominação de classe, inerentes à democracia burguês, Lênin chegou rapidamente à conclusão de que a revolução proletária possui um padrão histórico próprio. Em contraste com a revolução burguês, ela não pode iniciar-se antes da tomada do poder pelo proletariado e da dominação pela maioria. Por isso, o problema estratégico de luta pelo poder tinha de ser proposto em termos do uso, revolucionário do espaço político que a classe operária pode conquistar e manejar com relativa autonomia, ilegal e legalmente, no seio da sociedade de classes. Como a dominação burguesa também implica socialização ideológica e politica do resto da sociedade pela burguesia, tal uso do espaço político impunha, naturalmente, certas condições básicas: 1) formação de uma minoria contestadora fortemente organizada, capaz de atuar legalmente e ilegalmente, sem vacilações, como vanguarda revolucionária da classe operária; 2) a ruptura com tosas as formas diretas ou indiretas e visíveis ou invisíveis de acomodação à ordem democrática burguesa; 3) a educação política do proletariado e, na medida do possível, das massas pobres e da pequena burguesia, através de situações e de reivindicações concretas, do desenvolvimento da consciência de classe e da agudização (aos níveis econômico, sócio-cultural e político) dos conflitos de classe. Isso punha em primeiro plano a questão da organização do partido revolucionário do proletariado e de sua orientação política. E, de outro lado, exigia uma nova mentalidade e uma nova prática política nas relações do partido com sua base e com a massa.
(...)
Sem ignorar que qualquer transformação política possui uma base econômica e social concreta, ele desvendou, mais que os outros pensadores marxistas, o grau de autonomia relativa do político e a intensificação dessa autonomia nos momentos de crise e revolução. Com ele, o marxismo torna-se politicamente operacional, o que explica porque, depois dele, converte-se em marxismo-leninismo."
Florestan Fernandes
(...)
Sem ignorar que qualquer transformação política possui uma base econômica e social concreta, ele desvendou, mais que os outros pensadores marxistas, o grau de autonomia relativa do político e a intensificação dessa autonomia nos momentos de crise e revolução. Com ele, o marxismo torna-se politicamente operacional, o que explica porque, depois dele, converte-se em marxismo-leninismo."
Florestan Fernandes
🗣️✊ *CONJUNTURA #003: Anistia ou punição ao golpismo?*
🚩🎬Acompanhe o programa Conjuntura, uma iniciativa do Rondó da Liberdade para difundir conhecimentos políticos sobre o momento atual do Brasil e do mundo.
🚨⚙️Em nosso episódio #003, receberemos _Armando Boito Jr._, para analisar os rumos da democracia brasileira, diante da tramitação do Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e do julgamento do Supremo Tribunal Federal às denúncias da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
📉🔊 O entrevistado é especialista em política brasileira e analisa os conflitos de classes e frações de classes por trás das disputas entre as instituições democráticas.
🗓️🕓 24 de abril de 2025, quinta-feira, às 19h.
🔗▶️ Link da transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=6i9FxRxj2KQ
💬Acompanhe e mande seus comentários e dúvidas pela chat!
🚩🎬Acompanhe o programa Conjuntura, uma iniciativa do Rondó da Liberdade para difundir conhecimentos políticos sobre o momento atual do Brasil e do mundo.
🚨⚙️Em nosso episódio #003, receberemos _Armando Boito Jr._, para analisar os rumos da democracia brasileira, diante da tramitação do Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e do julgamento do Supremo Tribunal Federal às denúncias da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
📉🔊 O entrevistado é especialista em política brasileira e analisa os conflitos de classes e frações de classes por trás das disputas entre as instituições democráticas.
🗓️🕓 24 de abril de 2025, quinta-feira, às 19h.
🔗▶️ Link da transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=6i9FxRxj2KQ
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Conjuntura #003: Anistia ou punição ao golpismo?
No episódio #003 do programa Conjuntura, receberemos Armando Boito Jr. para analisar os rumos da democracia brasileira. O entrevistado desvendará os conflitos sociais e as disputas por trás do Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos na tentativa de golpe…
"Um partido marxista-leninista não se deve limitar a seguir as formas de luta que aparecem espontaneamente nas massas trabalhadoras. Deve elevar estas formas de luta para que se transformem em meios mais adequados para realização de seus interesses de classes”, Marta Harnecker em "Os conceitos fundamentais do Materialismo - Histórico".
“Como o futuro em geral, também o futuro da China ninguém está em condição de prever. Convém concentrar-se no presente: certamente não faltam as zonas de sombra, os erros, os atrasos, as contradições, os motivos de preocupação e de desapontamento. Por outro lado, está sob os olhos de todos o espetáculo de mais de um quinto da população mundial que, a passos bastante rápidos, supera a miséria, o sub-desenvolvimento, o atraso. Não é só questão de economia. Ignorar a forte carga de emancipação política, social e ideológica inserida no extraordinário desenvolvimento econômico da República Popular Chinesa significa ser incapaz de ver as árvores por causa da floresta”, Domenico Losurdo em “Revolução chinesa, antimperialismo e a luta pelo socialismo hoje”, entrevista na revista Crítica Marxista para Quartim de Moraes.
Xi Jinping: “alguns não acreditam no marxismo-leninismo”
“Devemos admitir que a maior parte dos nossos quadros são firmes em seus ideais e convicções e são politicamente confiáveis. Entretanto, existem alguns quadros do Partido que falharam em preencher esses requisitos. Alguns são céticos em relação ao comunismo, considerando-o uma fantasia que nunca se transformará em realidade; alguns não acreditam no marxismo-leninismo, mas em almas de morto e santos do céu, procurando consolo espiritual em superstições feudais e demonstrando grande interesse na feitiçaria, adoração ao buda para obter ‘conselhos de divindades’ na solução de seus problemas; alguns têm um fraco juízo sobre o certo e o errado e não têm princípios, exercendo suas funções com a cabeça confusa; alguns chegam mesmo a se sentirem atraídos por sistemas e valores do Ocidente, perdendo confiança no futuro do socialismo; e alguns adotam uma atitude ambígua, passiva e confusa diante das provocações políticas contra a liderança do Partido e contra o caminho do socialismo com características chinesas, bem como outras questões de princípio. Estes quadros, com postura passiva, procuram evitar discussões relevantes, pois não têm coragem de expressar suas opiniões, chegando mesmo a ser manhosos. Não é um grande absurdo quadros do Partido, especialmente aqueles de alto escalão, ficarem indiferentes e não tomarem uma posição clara em relação às questões de princípios, incidentes políticos e questões delicadas?
Por que o formalismo, o burocratismo, o hedonismo e a extravagância prevalecem hoje em dia? Por que há quadros que se tornaram corruptos, cometendo crimes? Afinal de contas, é porque eles não são firmes nos seus ideais e nas suas convicções. Eu tenho dito frequentemente que os ideais e as convicções são o ‘cálcio’ dos comunistas. Com firmes ideais e convicções teremos ‘ossos fortes’; sem ideais e convicções ou com ideais e convicções não firmes teremos problema de ‘falta de cálcio’ e poderemos padecer da ‘osteomalacia’.
Os fatos comprovaram mais de uma vez que o momento mais perigoso para uma pessoa é quando ela vacila nos ideais e convicções. Sempre penso se nossos quadros poderão agir de forma resoluta para salvaguardar a liderança do Partido e o sistema socialista, caso ocorra uma situação complexa como, por exemplo, uma ‘revolução colorida’? Eu acredito que a maioria dos nossos militantes e quadros serão capazes de agir dessa maneira.
Durante a guerra revolucionária, a forma de julgar se um quadro estava firme ou não em seus ideais e convicções era ver se ele podia ou não arriscar a sua vida pela causa do Partido e do povo e se ele podia ou não se lançar à batalha logo que o clarim tocasse. Essa é a prova mais direta. Ainda existem testes de vida ou morte no período atual de paz e desenvolvimento, mas em um número muito menor do que antes. Como resultado, é realmente difícil verificar se um quadro está firme ou não em seus ideais e convicções. Nem mesmo os raios X, os exames de tomografia computadorizada ou as imagens de ressonância magnética são suficientes para tal.
Apesar disso, existem meios para isso, quer dizer, ver se eles tem ou não a determinação política face aos grandes desafios políticos, se eles têm em mente o propósito fundamental do Partido, se cumprem com os seus deveres de uma forma extremamente responsável, se são os primeiros a suportar as dificuldades e os últimos a desfrutar das comodidades; se podem arcar com as responsabilidades de forma corajosa face às urgências, dificuldades e perigos, e se podem resistir às tentações do poder, do dinheiro e dos prazeres. Tais testes não podem ser realizados da noite para o dia, em umas poucas tarefas ou com algumas promessas. Trata-se de um teste a ser feito por longo tempo ou por toda a vida sobre seu desempenho”, Xi Jinping em “Formar e selecionar bons quadros”, que está no livro “A Governança da China”, volume I.
“Devemos admitir que a maior parte dos nossos quadros são firmes em seus ideais e convicções e são politicamente confiáveis. Entretanto, existem alguns quadros do Partido que falharam em preencher esses requisitos. Alguns são céticos em relação ao comunismo, considerando-o uma fantasia que nunca se transformará em realidade; alguns não acreditam no marxismo-leninismo, mas em almas de morto e santos do céu, procurando consolo espiritual em superstições feudais e demonstrando grande interesse na feitiçaria, adoração ao buda para obter ‘conselhos de divindades’ na solução de seus problemas; alguns têm um fraco juízo sobre o certo e o errado e não têm princípios, exercendo suas funções com a cabeça confusa; alguns chegam mesmo a se sentirem atraídos por sistemas e valores do Ocidente, perdendo confiança no futuro do socialismo; e alguns adotam uma atitude ambígua, passiva e confusa diante das provocações políticas contra a liderança do Partido e contra o caminho do socialismo com características chinesas, bem como outras questões de princípio. Estes quadros, com postura passiva, procuram evitar discussões relevantes, pois não têm coragem de expressar suas opiniões, chegando mesmo a ser manhosos. Não é um grande absurdo quadros do Partido, especialmente aqueles de alto escalão, ficarem indiferentes e não tomarem uma posição clara em relação às questões de princípios, incidentes políticos e questões delicadas?
Por que o formalismo, o burocratismo, o hedonismo e a extravagância prevalecem hoje em dia? Por que há quadros que se tornaram corruptos, cometendo crimes? Afinal de contas, é porque eles não são firmes nos seus ideais e nas suas convicções. Eu tenho dito frequentemente que os ideais e as convicções são o ‘cálcio’ dos comunistas. Com firmes ideais e convicções teremos ‘ossos fortes’; sem ideais e convicções ou com ideais e convicções não firmes teremos problema de ‘falta de cálcio’ e poderemos padecer da ‘osteomalacia’.
Os fatos comprovaram mais de uma vez que o momento mais perigoso para uma pessoa é quando ela vacila nos ideais e convicções. Sempre penso se nossos quadros poderão agir de forma resoluta para salvaguardar a liderança do Partido e o sistema socialista, caso ocorra uma situação complexa como, por exemplo, uma ‘revolução colorida’? Eu acredito que a maioria dos nossos militantes e quadros serão capazes de agir dessa maneira.
Durante a guerra revolucionária, a forma de julgar se um quadro estava firme ou não em seus ideais e convicções era ver se ele podia ou não arriscar a sua vida pela causa do Partido e do povo e se ele podia ou não se lançar à batalha logo que o clarim tocasse. Essa é a prova mais direta. Ainda existem testes de vida ou morte no período atual de paz e desenvolvimento, mas em um número muito menor do que antes. Como resultado, é realmente difícil verificar se um quadro está firme ou não em seus ideais e convicções. Nem mesmo os raios X, os exames de tomografia computadorizada ou as imagens de ressonância magnética são suficientes para tal.
Apesar disso, existem meios para isso, quer dizer, ver se eles tem ou não a determinação política face aos grandes desafios políticos, se eles têm em mente o propósito fundamental do Partido, se cumprem com os seus deveres de uma forma extremamente responsável, se são os primeiros a suportar as dificuldades e os últimos a desfrutar das comodidades; se podem arcar com as responsabilidades de forma corajosa face às urgências, dificuldades e perigos, e se podem resistir às tentações do poder, do dinheiro e dos prazeres. Tais testes não podem ser realizados da noite para o dia, em umas poucas tarefas ou com algumas promessas. Trata-se de um teste a ser feito por longo tempo ou por toda a vida sobre seu desempenho”, Xi Jinping em “Formar e selecionar bons quadros”, que está no livro “A Governança da China”, volume I.
“Carta de um Herege ao Último Papa Decente”
Encontrei esta nota respeitosa e dissidente de um “Ateu Agradecido”, Julian Antonio López Diaz, a quem não conheço.
“Adeus, Francisco: Carta de um Herege ao Último Papa Decente”
Querido Francisco,
Não vou te chamar de Sua Santidade, porque isso deixamos para quem ainda acredita que o Espírito Santo é algo mais do que um mito com forma de pomba. Não, falo contigo como se fala entre humanos decentes, porque foi isso que você foi: decente. Um sujeito que, dentro da instituição mais antiquada e anacrônica do planeta, conseguiu fazer com que os ateus levantássemos uma sobrancelha… não por ceticismo, mas por respeito.
Você não era perfeito, claro que não. Ainda acreditava em um ser invisível, em milagres e que uma hóstia é literalmente carne mágica. Mas veja, comparado com a fauna que costuma habitar o Vaticano, você era praticamente um herege infiltrado. Não vivia por aí condenando mulheres, nem chamando a comunidade LGBT de “demoníaca”, nem promovendo exorcismos por Zoom. Falava de amor, de pobreza, de justiça social… e dava para perceber que você acreditava nisso. Que escândalo para muitos cristãos: um Papa que parecia ter lido Jesus sem usá-lo como desculpa para espancar o próximo.
E o melhor é que os seus não te suportavam. Essa é a prova mais contundente de que você estava no caminho certo. Quem te temia não eram os ateus, eram os beatos. Aqueles que sabem todos os dogmas, mas não entenderam uma só parábola. Os que preferem mil vezes um Papa com capa dourada e punho de ferro a um que se ajoelha para lavar os pés de um preso. Aqueles que odeiam mais os homossexuais do que o pecado, que defendem a vida apenas enquanto está no útero e esquecem dela quando sai pedindo pão.
Você vai embora, e não posso evitar sentir algo parecido com respeito. Talvez até carinho, se eu estiver emotivo. Porque você foi um cristão que não causava vergonha alheia. E isso, acredite, já é um feito histórico. Não nos deu razões para acreditar, mas sim motivos para não desprezar. E para muitos de nós, isso vale mais do que uma bula papal.
Então adeus, Francisco. Vá em paz. Não o canonizaremos, fique tranquilo, isso deixamos para a engrenagem absurda do Vaticano. Mas, deste canto ateu do mundo, mandamos um aplauso silencioso e uma risada cúmplice. Porque você foi, por uma vez, o Papa que não nos fez querer tacar fogo no púlpito.
E isso, velho amigo, é mais do que podemos dizer dos outros.
Com irreverência e respeito,
Um ateu agradecido.
Encontrei esta nota respeitosa e dissidente de um “Ateu Agradecido”, Julian Antonio López Diaz, a quem não conheço.
“Adeus, Francisco: Carta de um Herege ao Último Papa Decente”
Querido Francisco,
Não vou te chamar de Sua Santidade, porque isso deixamos para quem ainda acredita que o Espírito Santo é algo mais do que um mito com forma de pomba. Não, falo contigo como se fala entre humanos decentes, porque foi isso que você foi: decente. Um sujeito que, dentro da instituição mais antiquada e anacrônica do planeta, conseguiu fazer com que os ateus levantássemos uma sobrancelha… não por ceticismo, mas por respeito.
Você não era perfeito, claro que não. Ainda acreditava em um ser invisível, em milagres e que uma hóstia é literalmente carne mágica. Mas veja, comparado com a fauna que costuma habitar o Vaticano, você era praticamente um herege infiltrado. Não vivia por aí condenando mulheres, nem chamando a comunidade LGBT de “demoníaca”, nem promovendo exorcismos por Zoom. Falava de amor, de pobreza, de justiça social… e dava para perceber que você acreditava nisso. Que escândalo para muitos cristãos: um Papa que parecia ter lido Jesus sem usá-lo como desculpa para espancar o próximo.
E o melhor é que os seus não te suportavam. Essa é a prova mais contundente de que você estava no caminho certo. Quem te temia não eram os ateus, eram os beatos. Aqueles que sabem todos os dogmas, mas não entenderam uma só parábola. Os que preferem mil vezes um Papa com capa dourada e punho de ferro a um que se ajoelha para lavar os pés de um preso. Aqueles que odeiam mais os homossexuais do que o pecado, que defendem a vida apenas enquanto está no útero e esquecem dela quando sai pedindo pão.
Você vai embora, e não posso evitar sentir algo parecido com respeito. Talvez até carinho, se eu estiver emotivo. Porque você foi um cristão que não causava vergonha alheia. E isso, acredite, já é um feito histórico. Não nos deu razões para acreditar, mas sim motivos para não desprezar. E para muitos de nós, isso vale mais do que uma bula papal.
Então adeus, Francisco. Vá em paz. Não o canonizaremos, fique tranquilo, isso deixamos para a engrenagem absurda do Vaticano. Mas, deste canto ateu do mundo, mandamos um aplauso silencioso e uma risada cúmplice. Porque você foi, por uma vez, o Papa que não nos fez querer tacar fogo no púlpito.
E isso, velho amigo, é mais do que podemos dizer dos outros.
Com irreverência e respeito,
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"#3 Anistia ou punição ao golpismo?" Confira o programa completo em nosso canal no YouTube.
Link:https://www.youtube.com/watch?v=6i9FxRxj2KQ
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🧠 Anistia ou punição ao golpismo?
🗣️Armando Boito Jr. desvenda os bastidores da disputa política e o papel do STF e do Congresso Nacional.
🎥 Assista agora no YouTube:
https://www.youtube.com/live/p46sFXqTQ7s?si=03JfqwEEd5kryFNe
🗣️Armando Boito Jr. desvenda os bastidores da disputa política e o papel do STF e do Congresso Nacional.
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Conjuntura #003: Anistia ou punição ao golpismo?
No episódio #003 do programa Conjuntura, receberemos Armando Boito Jr. para analisar os rumos da democracia brasileira. O entrevistado desvendará os conflitos sociais e as disputas por trás do Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos na tentativa de golpe…
Não é verdade que os EUA pretendam se reindustrializar apenas por meio das tarifas do governo Trump
O “tarifaço” anunciado por Donald Trump tem o objetivo declarado de reduzir as importações e incentivar a produção doméstica, visando reverter a desindustrialização dos EUA e sufocar economicamente a China. Mas a estratégia de reindustrialização estadunidense não tem se limitado às tarifas, nem começou com o governo republicano.
Em 2022, durante a presidência de Joe Biden, foi sancionada a lei bipartidária CHIPS and Science Act (Lei de Chips e Ciência). Ela destinou US$ 52,7 bilhões em recursos federais para a construção e ampliação de fábricas de semicondutores nos EUA, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e formação de mão de obra. Além disso, criou um crédito tributário estimado em US$ 24 bilhões para investimentos em plantas de semicondutores.
Desde a aprovação da CHIPS and Science Act, mais de 90 novas fábricas de chips estão em construção ou planejamento no país. As cinco líderes globais de semicondutores — Intel, TSMC, Samsung, Micron e SK Hynix — anunciaram a construção de novos complexos industriais em solo estadunidense.
Outra frente importante de reindustrialização veio com a aprovação, também em 2022, da Lei de Redução da Inflação (IRA). Apesar do nome, trata-se, fundamentalmente, do maior pacote de investimentos em energia limpa e indústria verde da história dos EUA. A IRA prevê US$ 369 bilhões em investimentos para estimular a produção doméstica de tecnologias da transição energética. Desde a sua promulgação, houve um aumento significativo nos investimentos internos nos setores de veículos elétricos e baterias.
Além dos pacotes citados, o governo Biden e o atual governo Trump têm reforçado as regras do “Buy American”: um conjunto de leis e políticas que priorizam a aquisição de produtos fabricados no país em contratos governamentais. Essas medidas ampliam o mercado desses produtos, funcionando como uma política industrial indireta.
No início de abril de 2025, Trump lançou um ambicioso sistema de compras do Pentágono, com o objetivo de modernizar as aquisições de defesa e estimular a inovação no setor industrial militar.
Os EUA também estão injetando recursos em pesquisa e desenvolvimento. Programas foram lançados para criar polos regionais de inovação (Tech Hubs). Em 2023, o Departamento de Comércio selecionou 31 regiões para receber financiamento inicial destinado ao desenvolvimento de conglomerados industriais em áreas como biotecnologia, robótica, inteligência artificial aplicada e manufatura digital. Cada polo reúne universidades, governos locais e empresas, numa abordagem de parceria público-privada para difundir a capacidade industrial pelo país, e não apenas no Vale do Silício.
Outro pilar da estratégia de reindustrialização envolve ações e parcerias diretas com as grandes empresas de tecnologia. Sob incentivos e pressão governamental, a Apple anunciou, em fevereiro de 2025, um plano recorde de investir US$ 500 bilhões nos EUA em quatro anos, incluindo a construção de uma nova fábrica no Texas dedicada a tecnologias de inteligência artificial. A Amazon, por sua vez, está construindo nos EUA uma infraestrutura própria de hardware, com apoio da NASA e subsídios estaduais.
Essas e outras iniciativas de reindustrialização têm sido adotadas como política de Estado nos EUA, independentemente do partido no governo. O imperialismo que sufocou a maioria da população do planeta por décadas busca manter sua hegemonia a qualquer custo. Os EUA terão muitas dificuldades em sua estratégia industrial e em sua investida contra a China, como a subida de preços, a escassez de trabalhadores especializados e o tempo necessária para desenvolver complexos industriais, mas não se deve subestimar o império ferido.
O “tarifaço” anunciado por Donald Trump tem o objetivo declarado de reduzir as importações e incentivar a produção doméstica, visando reverter a desindustrialização dos EUA e sufocar economicamente a China. Mas a estratégia de reindustrialização estadunidense não tem se limitado às tarifas, nem começou com o governo republicano.
Em 2022, durante a presidência de Joe Biden, foi sancionada a lei bipartidária CHIPS and Science Act (Lei de Chips e Ciência). Ela destinou US$ 52,7 bilhões em recursos federais para a construção e ampliação de fábricas de semicondutores nos EUA, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e formação de mão de obra. Além disso, criou um crédito tributário estimado em US$ 24 bilhões para investimentos em plantas de semicondutores.
Desde a aprovação da CHIPS and Science Act, mais de 90 novas fábricas de chips estão em construção ou planejamento no país. As cinco líderes globais de semicondutores — Intel, TSMC, Samsung, Micron e SK Hynix — anunciaram a construção de novos complexos industriais em solo estadunidense.
Outra frente importante de reindustrialização veio com a aprovação, também em 2022, da Lei de Redução da Inflação (IRA). Apesar do nome, trata-se, fundamentalmente, do maior pacote de investimentos em energia limpa e indústria verde da história dos EUA. A IRA prevê US$ 369 bilhões em investimentos para estimular a produção doméstica de tecnologias da transição energética. Desde a sua promulgação, houve um aumento significativo nos investimentos internos nos setores de veículos elétricos e baterias.
Além dos pacotes citados, o governo Biden e o atual governo Trump têm reforçado as regras do “Buy American”: um conjunto de leis e políticas que priorizam a aquisição de produtos fabricados no país em contratos governamentais. Essas medidas ampliam o mercado desses produtos, funcionando como uma política industrial indireta.
No início de abril de 2025, Trump lançou um ambicioso sistema de compras do Pentágono, com o objetivo de modernizar as aquisições de defesa e estimular a inovação no setor industrial militar.
Os EUA também estão injetando recursos em pesquisa e desenvolvimento. Programas foram lançados para criar polos regionais de inovação (Tech Hubs). Em 2023, o Departamento de Comércio selecionou 31 regiões para receber financiamento inicial destinado ao desenvolvimento de conglomerados industriais em áreas como biotecnologia, robótica, inteligência artificial aplicada e manufatura digital. Cada polo reúne universidades, governos locais e empresas, numa abordagem de parceria público-privada para difundir a capacidade industrial pelo país, e não apenas no Vale do Silício.
Outro pilar da estratégia de reindustrialização envolve ações e parcerias diretas com as grandes empresas de tecnologia. Sob incentivos e pressão governamental, a Apple anunciou, em fevereiro de 2025, um plano recorde de investir US$ 500 bilhões nos EUA em quatro anos, incluindo a construção de uma nova fábrica no Texas dedicada a tecnologias de inteligência artificial. A Amazon, por sua vez, está construindo nos EUA uma infraestrutura própria de hardware, com apoio da NASA e subsídios estaduais.
Essas e outras iniciativas de reindustrialização têm sido adotadas como política de Estado nos EUA, independentemente do partido no governo. O imperialismo que sufocou a maioria da população do planeta por décadas busca manter sua hegemonia a qualquer custo. Os EUA terão muitas dificuldades em sua estratégia industrial e em sua investida contra a China, como a subida de preços, a escassez de trabalhadores especializados e o tempo necessária para desenvolver complexos industriais, mas não se deve subestimar o império ferido.