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Panorama no ar 🎤🎧🦅📱🎯
OVERVIEW. Sinais positivos predominam nas bolsas internacionais, após dados fortes do varejo no Reino Unido apoiarem os mercados na Europa, enquanto os futuros de Nova York estão sem direção única, diante de notícias contraditórias sobre estímulos fiscais nos EUA, deixando no foco o presidente do Fed, Jerome Powell, que fala no fim da tarde. E com a agenda de indicadores esvaziada, os mercados locais ficam mais sensíveis à volatilidade externa e a notícias relacionadas à covid-19 no País e às contas públicas e o problema fiscal do governo.

NO EXTERIOR. Enquanto os senadores voltam a debater um novo pacote fiscal no Congresso americano, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, informou ao Federal Reserve que não renovará os programas de apoio ao crédito, que terminam em 31 de dezembro. Na terça-feira, o presidente da instituição, Jerome Powell, indicou que não achava apropriado permitir que os programas expirassem. Mais cedo, a presidente do BCE, Christine Lagarde, falou no Congresso Bancário Europeu que o debate em torno do estímulo a novas tecnologias está além da alçada da política monetária, apesar de afetar o trabalho dos banqueiros centrais, o que não teve impacto aparente nos mercados da região. O petróleo se recupera moderadamente, após cair ontem, em meio a preocupações com a demanda diante do aumento de casos e mortes por coronavírus pelo mundo e o aumento da produção americana da commodity. Já o dólar opera em alta discreta frente pares principais, mas cai majoritariamente ante divisas emergentes e ligadas a commodities, após manutenção de juros na China.

POR AQUI. Os ativos financeiros tendem a acompanhar a recuperação externa. Na B3, as ações do setor elétrico podem reagir a varias notícias relacionadas ao apagão no Amapá, que trazem risco regulatório e de funcionamento do sistema elétrico brasileiro. No câmbio e juros futuros, as preocupações com o problema fiscal do governo podem continuar limitando eventuais quedas das taxas, bem como as discussões sobre eventual adoção de restrições em alguns municípios do País, embora o Ministério da Saúde só tende a endurecer restrições para o controle da pandemia de coronavírus no País quando houver consistente aumento no número de mortes.

NA POLÍTICA. Com a crescente desconfiança dos investidores em relação ao quadro fiscal brasileiro, devem repercutir hoje declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem à noite em evento promovido pelo Bradesco, de que fará “o que for necessário” para reduzir a dívida, incluindo a possibilidade de “até vender um pouco de reservas”. Guedes afirmou ainda que o governo pode acabar retomando apenas o Bolsa Família em 2021, por falta de solução para bancar um novo programa de renda, e disse também que deve voltar a falar sobre a ideia de criação de um imposto sobre transações eletrônicas após o segundo turno da eleição municipal, no dia 29, porque parou de comentar sobre o assunto por preocupação de que fosse ser explorado politicamente nas eleições. Além disso, o Broadcast apurou que governo e lideranças do Congresso negociam uma regra de transição junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para abrir caminho à destinação de recursos na reta final do ano a obras que serão executadas só ao longo de 2021. Seria uma forma de aplacar a ira de parlamentares, que viram o dinheiro travado por uma norma do Ministério da Economia, que acabou embolando ainda mais o meio de campo das articulações para tentar avançar na pauta econômica no fim deste ano.
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