Fé e Gnosis
Pistis e Gnosis é uma dicotomia geralmente traçada por estudantes dos frutos do vigoroso pensamento alexandrino que abarcou cristãos, hermetistas, platonistas e gnósticos na antiguidade tardia.
Colocam, de um lado, aquele que conhece a Deus, o gnóstico, e do outro, aquele que meramente acredita em Deus e espera por Sua Graça, o fiel. Daí julgam que, pelo conhecer ser superior ao crer, o primeiro supera o segundo e que, portanto, as tradições "písticas" são inferiores às "gnósticas".
Trata-se de um julgamento pautado em aparências. Para os platônicos que, seguindo os oráculos de Juliano, o Caldeu, e seu filho, e o que Platão afirma n'As Leis, a Fé é aquilo que se tem por quem estamos comungados com, e justamente por isso é uma virtude preciosíssima, pois é unitiva. Não só está unido o que crê, mas, e é nesse sentido que Platão e seus discípulos expõem, eminentemente aquele que tem absoluta confiança e amor ao seu amado, sendo nutrido pela verdade nesse processo, é um verdadeiro enlace.
Por outro lado, pseudo-Dionísio rebaixa a Gnosis e proclama uma Agnosis, um supraconhecimento, aqui, a gnosis está equacionada com a Theoria ou Iluminação do Homem pelas Energias Divinas, de maneira que a Fé, em sua realização final estará para além disso, sendo a Gnosis preparação para ela.
Agostinho entenderá a Fé de maneira dupla: primeiro em seu ato principal, o ato de crer, ultimamente da mesma forma que Marcus, sendo o termo médio entre o ato de Fé e a Fé mesma o conhecimento. Define isso ao comentar Paulo quando este fala que enquanto no corpo, devemos caminhar não pela visão, mas pela fé (2Cor 5:6-7), dizendo que esta fé dita por Paulo é princípio para a iluminação/theoria (Com. em João XXII, 2 c/c XXXIV, 7)
Muitos também dizem, erroneamente, que Fé se trata de sentimentalismo ou de um aspecto infrarracional ou até mesmo racional-teológico e que não toca o nível suprarracional ou metafísico, a estes contrastamos Diadoco de Photike, que, em suas definições, define Fé (pistis) como conhecimento apatético de Deus; e conhecimento como perder ciência de si através da ida para Deus em êxtase. Ainda, diz que a Fé é energizada pelo amor (ágape) e nutrida pela Theoria (Do conhecimento espiritual e discriminação, 7-8). Concepções que necessariamente extrapolam esses dois níveis, como expôs também J. Borella em sua obra Amour et vérité: La voie chrétienne de la charité.
Pistis e Gnosis é uma dicotomia geralmente traçada por estudantes dos frutos do vigoroso pensamento alexandrino que abarcou cristãos, hermetistas, platonistas e gnósticos na antiguidade tardia.
Colocam, de um lado, aquele que conhece a Deus, o gnóstico, e do outro, aquele que meramente acredita em Deus e espera por Sua Graça, o fiel. Daí julgam que, pelo conhecer ser superior ao crer, o primeiro supera o segundo e que, portanto, as tradições "písticas" são inferiores às "gnósticas".
Trata-se de um julgamento pautado em aparências. Para os platônicos que, seguindo os oráculos de Juliano, o Caldeu, e seu filho, e o que Platão afirma n'As Leis, a Fé é aquilo que se tem por quem estamos comungados com, e justamente por isso é uma virtude preciosíssima, pois é unitiva. Não só está unido o que crê, mas, e é nesse sentido que Platão e seus discípulos expõem, eminentemente aquele que tem absoluta confiança e amor ao seu amado, sendo nutrido pela verdade nesse processo, é um verdadeiro enlace.
Por outro lado, pseudo-Dionísio rebaixa a Gnosis e proclama uma Agnosis, um supraconhecimento, aqui, a gnosis está equacionada com a Theoria ou Iluminação do Homem pelas Energias Divinas, de maneira que a Fé, em sua realização final estará para além disso, sendo a Gnosis preparação para ela.
Aquele que não conhece a verdade não pode verdadeiramente ter Fé; pois, naturalmente, a verdade precede a Fé (i.e em uma perspectiva ascencional, a verdade [aletheia] é inferior à Fé). (Marcus Eremita, Sobre a Lei Espiritual, 110)
Os primeiros de todos os obstáculos é a ignorância; em seguida a falta de Fé. (Marcus Eremita, Sobre aqueles que creem ser justos pela obras, 105)
Agostinho entenderá a Fé de maneira dupla: primeiro em seu ato principal, o ato de crer, ultimamente da mesma forma que Marcus, sendo o termo médio entre o ato de Fé e a Fé mesma o conhecimento. Define isso ao comentar Paulo quando este fala que enquanto no corpo, devemos caminhar não pela visão, mas pela fé (2Cor 5:6-7), dizendo que esta fé dita por Paulo é princípio para a iluminação/theoria (Com. em João XXII, 2 c/c XXXIV, 7)
Muitos também dizem, erroneamente, que Fé se trata de sentimentalismo ou de um aspecto infrarracional ou até mesmo racional-teológico e que não toca o nível suprarracional ou metafísico, a estes contrastamos Diadoco de Photike, que, em suas definições, define Fé (pistis) como conhecimento apatético de Deus; e conhecimento como perder ciência de si através da ida para Deus em êxtase. Ainda, diz que a Fé é energizada pelo amor (ágape) e nutrida pela Theoria (Do conhecimento espiritual e discriminação, 7-8). Concepções que necessariamente extrapolam esses dois níveis, como expôs também J. Borella em sua obra Amour et vérité: La voie chrétienne de la charité.
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[Os anjos] são nossos professores, assim como são uns dos outros; pois os inferiores são ensinados por aqueles que os supervisionam e possuem mais luz, e assim cada ordem é iluminada desde a de cima até aquela [ordem] que possui a Santíssima Trindade como Mestre. E além disso, esta primeira ordem em si diz abertamente que não é instruída por si mesma, mas tem Jesus, o Mediador, como seu Mestre, de Quem recebe e então transmite para aqueles abaixo dela.
- Santo Isaque, o Sírio. Hom. 28.
- Santo Isaque, o Sírio. Hom. 28.
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União e aniquilação - 1/2
A palavra “fusão” ou, como diz São Macário Magno, a união de nosso espírito com o Espírito de Cristo, ou seja, Sua Divindade, não deve ser entendida de tal forma que a independência de nossa alma ou sua consciência se perca, afundando na Divindade como uma gota no mar, e se tornando uma, fundindo-se na unidade da Natureza Divina. Não, você não pode fazer isso. Mas para que toda a alma, unindo-se - no sentimento do coração - com todos os seus poderes, pensamentos, sentimentos, desejos e sensações, seja penetrada nessa unidade reunida pela presença de Cristo, como o raio de sol penetra no vidro.
A palavra “fusão” ou, como diz São Macário Magno, a união de nosso espírito com o Espírito de Cristo, ou seja, Sua Divindade, não deve ser entendida de tal forma que a independência de nossa alma ou sua consciência se perca, afundando na Divindade como uma gota no mar, e se tornando uma, fundindo-se na unidade da Natureza Divina. Não, você não pode fazer isso. Mas para que toda a alma, unindo-se - no sentimento do coração - com todos os seus poderes, pensamentos, sentimentos, desejos e sensações, seja penetrada nessa unidade reunida pela presença de Cristo, como o raio de sol penetra no vidro.
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União e aniquilação - 2/2
Isso nada mais é do que a habitação interior de Jesus Cristo em nosso coração, quando ouvimos Suas palavras, Sua presença e até mesmo, se assim posso dizer, Sua respiração, e somos “um espírito” com Ele. Mas, ao mesmo tempo, o homem se reconhece como uma pessoa completamente separada; sua personalidade e autonomia não são perdidas de forma alguma e sua liberdade não é suprimida, mas apenas sua alma, em todos os seus poderes, deve se elevar ao grau do ser mais elevado - o bem-aventurado, que é o objetivo de todo Ser racional - anjo e homem.
Hilarion, Nas Montanhas do Cáucaso, VII.
Isso nada mais é do que a habitação interior de Jesus Cristo em nosso coração, quando ouvimos Suas palavras, Sua presença e até mesmo, se assim posso dizer, Sua respiração, e somos “um espírito” com Ele. Mas, ao mesmo tempo, o homem se reconhece como uma pessoa completamente separada; sua personalidade e autonomia não são perdidas de forma alguma e sua liberdade não é suprimida, mas apenas sua alma, em todos os seus poderes, deve se elevar ao grau do ser mais elevado - o bem-aventurado, que é o objetivo de todo Ser racional - anjo e homem.
Hilarion, Nas Montanhas do Cáucaso, VII.
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União e aniquilação - Comentário
O objetivo final, nessa perspectiva, não é um retorno total à divindade. Deus criou o homem e o insuflou com seu Espírito. Sua alma e corpo seriam destruídas se se unissem com Deus, seja porque um vaso não pode conter o Oceano, ou porque sua natureza a levaria à morte: "Se a natureza, que é inclinada à aberração, recebesse a Verdade, morreria em razão da impetuosidade de sua aberração" (Santo Isaque, o Sírio, Hom. 27), ou à ilusão, pois, ao ter a visão de Deus negada pela nuvem negra do desconhecimento, criariam imagens de Deus, e as faria seus ídolos.
Em seu Espírito, o homem alcança sua união completa, pois ser um com o Cristo é ser um com Deus, "para que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós" (João, 17:20-21).
Mas em sua alma e corpo, isso não acontecerá, salvo indiretamente. Isso não significa que a união não seja total, pois o corpo, a alma e o Espírito são um na medida em que sua vontade é una, este é o significado do raio de sol penetrando no vidro. O Espírito tem todos em si, e todos voltam ao espírito pela transformação da vontade (Evágrio, Epistola a Malênia, 26).
Agora, a extensão da criação divina é a manifestação da Sabedoria. Ela se manifesta na Igreja, pois Paulo (Ef. 3:8-10) diz:
Cristo é a Cabeça da Igreja, a Igreja é seu corpo. Cristo é a Unidade, a igreja é a multiplicidade. A perfeita alma de Cristo, o primeiro ente em dignidade de toda a Natureza, a Alma Perfeita, manifesta no corpo (a Igreja) a Luz Incriada da Trindade.
A manifestação divina em todos os níveis ontológicos é o florescimento, na criatura, da perfeição divina e o objetivo final da vida cristã. Tudo será submetido a Deus para que tudo possa ser feito perfeito "para que ele seja tudo em todos" (1Cor. 15:28), isso é, para que tudo seja divino. Por essa razão, não faz sentido dizer que haverá uma aniquilação em Deus, mas que as almas serão humilhadas e unidades em Espírito e logo exaltadas e trarão perfeição às Eras, se tornando as criadoras de suas próprias eras, como Evágrio disse:
Será chamada "deus" porque, com a mesma luz que recebe d'Ele, iluminará o corpo e as coisas do corpo.
O objetivo final, nessa perspectiva, não é um retorno total à divindade. Deus criou o homem e o insuflou com seu Espírito. Sua alma e corpo seriam destruídas se se unissem com Deus, seja porque um vaso não pode conter o Oceano, ou porque sua natureza a levaria à morte: "Se a natureza, que é inclinada à aberração, recebesse a Verdade, morreria em razão da impetuosidade de sua aberração" (Santo Isaque, o Sírio, Hom. 27), ou à ilusão, pois, ao ter a visão de Deus negada pela nuvem negra do desconhecimento, criariam imagens de Deus, e as faria seus ídolos.
Em seu Espírito, o homem alcança sua união completa, pois ser um com o Cristo é ser um com Deus, "para que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós" (João, 17:20-21).
Mas em sua alma e corpo, isso não acontecerá, salvo indiretamente. Isso não significa que a união não seja total, pois o corpo, a alma e o Espírito são um na medida em que sua vontade é una, este é o significado do raio de sol penetrando no vidro. O Espírito tem todos em si, e todos voltam ao espírito pela transformação da vontade (Evágrio, Epistola a Malênia, 26).
Agora, a extensão da criação divina é a manifestação da Sabedoria. Ela se manifesta na Igreja, pois Paulo (Ef. 3:8-10) diz:
A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo e de pôr em luz a dispensação do Mistério oculto desde os aeons em Deus [...] para dar agora a conhecer [...] por meio da Igreja, a multiforme Sabedoria Divina.
Cristo é a Cabeça da Igreja, a Igreja é seu corpo. Cristo é a Unidade, a igreja é a multiplicidade. A perfeita alma de Cristo, o primeiro ente em dignidade de toda a Natureza, a Alma Perfeita, manifesta no corpo (a Igreja) a Luz Incriada da Trindade.
A manifestação divina em todos os níveis ontológicos é o florescimento, na criatura, da perfeição divina e o objetivo final da vida cristã. Tudo será submetido a Deus para que tudo possa ser feito perfeito "para que ele seja tudo em todos" (1Cor. 15:28), isso é, para que tudo seja divino. Por essa razão, não faz sentido dizer que haverá uma aniquilação em Deus, mas que as almas serão humilhadas e unidades em Espírito e logo exaltadas e trarão perfeição às Eras, se tornando as criadoras de suas próprias eras, como Evágrio disse:
Quando o Nous tiver recebido a iluminação (theoria) da essência, então será chamado deus (theos), pois também será capaz de plasmar variadas mundos/eras. (Evágrio, K.G. V, 81)
Será chamada "deus" porque, com a mesma luz que recebe d'Ele, iluminará o corpo e as coisas do corpo.
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Sophia de Kiev
"A Sabedoria (Sophia) construiu a sua casa, talhando suas sete colunas. Abateu seus animais, misturou o vinho e pôs a mesa. Enviou suas criadas para anunciar nos pontos que dominam a cidade: "Os ingênuos venham aqui; quero falar aos sem juízo; Vinde comer do meu pão, e beber do vinho que misturei. Deixai a ingenuidade e vivereis, segui o caminho da inteligência" (Provérbios, 9:1-6)
"A Sabedoria (Sophia) construiu a sua casa, talhando suas sete colunas. Abateu seus animais, misturou o vinho e pôs a mesa. Enviou suas criadas para anunciar nos pontos que dominam a cidade: "Os ingênuos venham aqui; quero falar aos sem juízo; Vinde comer do meu pão, e beber do vinho que misturei. Deixai a ingenuidade e vivereis, segui o caminho da inteligência" (Provérbios, 9:1-6)
Sophia de Novgorod
Esse anjo de fogo, Sophia, é Jesus.
"Os judeus pedem sinais, e os gregos andam em busca de sabedoria (sophia); anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura, mas para aqueles que são chamados [...] é Cristo, poder de Deus e Sabedoria de Deus" (1Cor 1:22-24)
"[...] no meio dos candelabros, [vi] alguém semelhante a um Filho do Homem, vestido com uma túnica longa e cingido à altura do peito com um cinto de ouro. [...] seus olhos pareciam uma chama de fogo. Os pés tinham o aspecto de bronze quando está incandescente no forno [...] Sua face era como o sol, quando brilha com todo seu esplendor." (Ap. 1:13-16)
Esse anjo de fogo, Sophia, é Jesus.
"Os judeus pedem sinais, e os gregos andam em busca de sabedoria (sophia); anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura, mas para aqueles que são chamados [...] é Cristo, poder de Deus e Sabedoria de Deus" (1Cor 1:22-24)
"[...] no meio dos candelabros, [vi] alguém semelhante a um Filho do Homem, vestido com uma túnica longa e cingido à altura do peito com um cinto de ouro. [...] seus olhos pareciam uma chama de fogo. Os pés tinham o aspecto de bronze quando está incandescente no forno [...] Sua face era como o sol, quando brilha com todo seu esplendor." (Ap. 1:13-16)
Todas as imagens de Sofia expressam uma ideia principal: a Mãe de Deus, que serviu à encarnação do Filho de Deus, ou a Sabedoria de Deus encarnada a partir dela. Portanto, a celebração de Sofia - a Sabedoria de Deus é correta. A Igreja celebra Sophia, a Sabedoria de Deus, na festa da Dormição da Theotokos nos dias de festa da Mãe de Deus, por exemplo, em Kiev, no dia da Natividade da Theotokos; em Novgorod, Vologda, Tobolsk, Moscou e outros lugares, na festa da Dormição da Theotokos.
- São Filareto (Gumilevsky) de Chernigov, Celebração de Santa Sophia, a Sabedoria Divina.
- São Filareto (Gumilevsky) de Chernigov, Celebração de Santa Sophia, a Sabedoria Divina.
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Forwarded from Alexandria Apócrifa
Você poderia entender as Torres como todas aquelas Graças e Dádivas que o Espírito Santo concedeu à Humanidade do Alto – Quero dizer a Sabedoria Intelectual, na qual foi revelada à Humanidade em certos momentos do tempo de acordo com a Celestial Benevolência em favor de nós. 1) Para Abraão, 2) para os Caldeus, e além disso, 3) aos Gregos; De fato, o Pedagogo da nossa Igreja, Paulo, fala da [Sabedoria Grega] deriva do mesmo Espírito [Santo], chamando-a, de acordo, "Sabedoria Divina". E agora, nós ousamos dizer que nossa Torre que é Christós, que é Grande e Transcendentemente maior que qualquer coisa considerada "Elevada", vinculou junto todas as outras Torres e as puxou para si mesma, como discípulos de seu Mestre.
_ São João Petritze, da Geórgia.
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Ao longo do ciclo das calamidades, os cinco elementos de difundem e nutrem [a si mesmos], mutualmente se protegem e dão origem à existência;
Sem o Dao, nada se ilumina [se manifesta]
Sem o Dao, não há clareza;
Sem o Dao, nada se estabelece;
Sem o Dao, nada é verdadeiro.
Quando se perde o Dao, surgem os distúrbios: as corrupções se condensam como névoa, e as forças perversas e monstros se espalham.
A virtude divina do fluxo natural circula continuamente; expulsa e combate as forças do mal sem cessar — isso é o modelo sagrado e maravilhoso.
É a tradição suprema do mistério elevado: o Polo Supremo (Taiji), o Portal de Jade, o Palácio Dourado, a Capital Espiritual — a harmonia de Yin e Yang.
- Yuan Shi Wu Liang Du Ren Shang Pin Miao Jing
Sem o Dao, nada se ilumina [se manifesta]
Sem o Dao, não há clareza;
Sem o Dao, nada se estabelece;
Sem o Dao, nada é verdadeiro.
Quando se perde o Dao, surgem os distúrbios: as corrupções se condensam como névoa, e as forças perversas e monstros se espalham.
A virtude divina do fluxo natural circula continuamente; expulsa e combate as forças do mal sem cessar — isso é o modelo sagrado e maravilhoso.
É a tradição suprema do mistério elevado: o Polo Supremo (Taiji), o Portal de Jade, o Palácio Dourado, a Capital Espiritual — a harmonia de Yin e Yang.
- Yuan Shi Wu Liang Du Ren Shang Pin Miao Jing
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Jacob Böhme, Dialética e Teodicéia
Theoscopia. I, 7-8.
As penúrias deste mundo, o mal e a discórdia são, portanto, a fim de que o homem possa conhecer, dialeticamente, a si e a Deus.
Theoscopia. I, 7-8.
Nada sem contrariedade pode se tornar manifesto a si mesmo [...] Se a vida natural não tivesse contrariedade e fosse sem limite, ela nunca indagaria sobre seu fundamento de onde surgiu; e, portanto, o Deus oculto permaneceria desconhecido para a vida natural. Além disso, se não houvesse contrariedade na vida, não haveria sensibilidade, nem vontade, nem eficácia nela, nem entendimento nem ciência.[...] Uma coisa única não pode conhecer nada mais do que uma [única coisa]; e mesmo que seja em si boa, ainda assim não conhece nem o mal nem o bem, pois não tem nada em si mesma para tornar isso perceptível.
As penúrias deste mundo, o mal e a discórdia são, portanto, a fim de que o homem possa conhecer, dialeticamente, a si e a Deus.
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