O Último Arconte ♄
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III - Ptah, o Corpo e o Mundo

Amum é o coração de todas as coisas, aquele que está oculto mas vem a se revelar por meio de seus nomes feitos em palavras. Essa revelação se dá tanto nos Neteru quanto no Mundo. Em sua função criativa, é dito que Amum é incriado, mas cria a si mesmo, afirmação aparentemente paradoxal, mas que se o mundo for entendido como em Amum e de Amum, é resolvida.

Ele está oculto para deuses e homens, e Ele é um mistério para Suas criaturas. Nenhum homem sabe como conhecê-Lo — Seu nome permanece oculto; Seu nome é um mistério para Seus filhos. Seus nomes são inumeráveis, são múltiplos e ninguém conhece seu número — Deus é a verdade e Ele vive pela verdade e se alimenta dela. Ele é o rei da verdade e estabeleceu a terra sobre ela - Deus é vida e por meio dele só, o homem vive. Ele dá vida ao homem, Ele sopra o fôlego da vida em suas narinas — Deus é pai e mãe, pai dos pais e mãe das mães. Ele gera, mas nunca foi gerado; Ele produz, mas nunca foi produzido; Ele gerou a si mesmo e produziu a si mesmo. Ele cria, mas nunca foi criado; Ele é o criador de sua própria forma e o modelador de seu próprio corpo — o próprio Deus é existência, Ele perdura sem aumento ou diminuição, Ele se multiplica milhões de vezes e é múltiplo em formas e em membros — Deus fez o universo e criou tudo o que nele existe; Ele é o Criador do que está neste mundo, do que foi, do que é e do que será. Ele é o Criador dos céus e da terra, do abismo, das águas e das montanhas. Deus estendeu os céus e fundou a terra — o que seu coração (Ba) concebeu imediatamente aconteceu, e quando ele falou, aconteceu e permanece para sempre — Deus é o pai dos deuses; Ele formou os homens e formou os deuses. (Hino ao Deus Uno; Amum)


Re é sua face luminosa e revelada, Ptah é a imanência de Amum, seu corpo.

Todos os deuses são três:
Amon, Re e Ptah; não há ninguém como eles.
Aquele que esconde seu nome como Amon,
ele é Re (o sol) na (visão dos) rostos,
seu corpo é Ptah (a terra).


O corpo muitas vezes é referenciado como terra e, como mostrado acima, associado a Ptah; terra aqui não deve ser entendido em sentido elemental ou topográfico, mas no sentido de corpo, por isso é associado a Ele. Ele é descrito tanto astrologicamente quanto topograficamente, de modo que todo o mundo é o Corpo de Amum.

Sua pele é a luz, seu sopro é o "fogo da vida",
todas as pedras preciosas estão unidas em seu corpo.
Seus membros são o sopro da vida para cada nariz,
inalar você traz vida.
Seu paladar é o Nilo,
as pessoas se ungem com o brilho do seu olho-de-luz (...)
Ir e vir é possível quando você aparece
como deus da terra. (Hino de Ramesses III)

Pois é do seu nariz que vem o ar
e da sua boca que vem o dilúvio.
A "árvore da vida" cresce sobre você,
você torna a terra verde, para que os deuses tenham mais do que o suficiente,
assim como os seres humanos e os animais.
É a sua luz que os faz ver.
Quando você se põe, a escuridão vem.
Seus olhos criam luz (...)
Seu olho direito é o sol,
seu olho esquerdo é a lua. (Hino a Ptah)


Esse corpo é principial às diversas criaturas mortais.

Pelo meu olho eu chorei. E das minhas lágrimas surgiram os homens (Hino a Amum)


O corpo divino descrito tem em cada parte um princípio dos fenômenos naturais, porém isso não exclui as criaturas oriundas desses princípios do corpo. Essa não exclusão se dá em dois níveis: (i) A vida de todas as coisas é divina, e enquanto é plural por habitar cada um de nós é um "membro" de Amum, como foi citado: "Seus membros são o sopro da vida para cada nariz", alegoria parecida com os membros da Igreja em Paulo, já explicada por nós. (ii) Todas as coisas são transformações divinas, apesar de distintas de Amum.
IV- Considerações e Conclusão

Os hinos citados são um recorte de diversos períodos, não representam uma teologia concisa, mas visam dar ao leitor notícia de certas ideias como enunciadas por alguns acadêmicos.
São tentadoras as associações com o conteúdo do Corpus Hermeticum. Sabemos que os assuntos se comunicam, mas não podemos traçar qualquer influência direta, sendo aconselhado ao leitor se manter no nível puramente especulativo.

Enfim, do que foi dito é possível abstrair (conclusivamente e especulativamente) alguns pontos:

1. A Unidade do Princípio.
2. O caráter oculto do que se encontra nessa unidade antes do ato criativo.
3. Que o que se encontra oculto, de certa forma, é conteúdo essencial (Ba) daquilo que se manifesta.
4. Há múltiplos nomes divinos ocultos na unidade, dos quais alguns serão revelados, ocasionando o fenômeno da multiplicidade tanto de Amum quanto das processões dele.
5. Amum é o Princípio Oculto. Re é a Revelação. Ptah é o topos e sustentáculo daquilo que se revela.
6. Amum tem um corpo, Deus tem um corpo, e esse corpo é o mundo.
7. Esse corpo é, de certa forma, principial aos homens e demais criaturas.
8. O mundo, portanto, é o ícone da Divindade.
AMON E O CORPO

Sumário

I -
Período Amarnita
II -
O Coração (Ba) de Todas as Coisas
III -
Ptah, o Corpo e o Mundo
IV -
Considerações e Conclusão

Bibliografia
(Os hinos que citei genericamente podem ser encontrados aqui)
J. Assmann, Thinking the One in Egyptian Theology.
Matthews e Benjamin, Old Testament Parallels.
J. H. Breasted. Development of Religion and Thought in Ancient Egypt.
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A Vitória sobre Apep

Volta! Vai! Vai embora! Tu caíste, foste expulso e retrocedeste, ó ʿApep. A Grande Enéade que está em Heliópolis te expulsa, Hórus repeliu tua fúria, Seth tornou teu momento de ação impotente. Ísis te repele, Néftis te corta, a Grande Enéade que está na proa do barco de Rê te expulsa, Seth te apunhalou no pescoço, os Filhos de Hórus cravaram suas lanças em ti, aqueles deuses que guardam as portas dos portais misteriosos te repelem, sua rajada de fogo sai contra ti em fogo. Vai embora na rajada de chamas que sai de suas bocas, cai e rasteja para longe, ʿApep [...] Seu Ba foi aniquilado, seu Sheut (sombra) foi destruído, pois você foi destinado ao Olho flamejante de Hórus; ele terá poder sobre você, ele o devorará completamente. Sê aniquilado, ó Apep! Ele te traspassou, te fez voltar, te destruiu, te aniquilou.

-- Os Livros da Derrubada de Apep, 23-24
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Osíris e Set eram de fato irmãos e nasceram da mesma semente. Não há, contudo, entre eles, uma única e mesma relação que entre almas e corpos. Pois não é congruente para as almas nascerem na Terra, dos pais de alguém, mas sim fluírem de uma única fonte. Mas a natureza do mundo concede duas fontes; uma de fato sendo luminosa, mas a outra obscura e sem luz. E uma espalha seus fluxos da terra, como se tivesse suas raízes abaixo, e salta de cavernas terrenas, a fim de oferecer violência à lei divina. Mas a outra está suspensa no fundo do céu. E é enviada de lá, de fato, com o propósito de adornar o lote terreno.

-- Sinésio de Cirene, Da Providência.

Imagem: Horus e Set coroando Ramesses III
Eros como Unidade

'Quem é então Eros?', perguntei; 'Ele é mortal?' 'Não.' 'O que é então?' 'Como no caso anterior, ele não é mortal nem imortal, mas um meio-termo entre os dois.' 'O que é ele, Diotima?' 'Ele é um Grande Daemon e, como todos os daemons, é intermediário entre o divino e o mortal.' 'E qual', eu disse, 'é o seu poder?' 'Ele interpreta', ela respondeu, 'entre deuses e homens, transmitindo e levando aos deuses as preces e sacrifícios dos homens, e aos homens as ordens e respostas dos deuses; ele é o mediador que atravessa o abismo que os divide e, portanto, nele tudo está unido, e por meio dele as artes do profeta e do sacerdote, seus sacrifícios, mistérios e encantos, e toda profecia e encantamento, encontram seu caminho.

-- Platão, Simpósio.
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A Unidade Imanente

Tendo dividido com razão cada um dos membros e, ao mesmo tempo, as partes, e tendo concordado que todas essas coisas são aquele único [ser que está sendo dividido], ele refuta zombando que foi forçado a dizer monstruosidades — tanto que o Uno é múltiplas [coisas] e infinitos, quanto que as múltiplas coisas são Uma [coisa] só.

-- Platão. Fílebo, 14e
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Legislar Verdadeiramente é Conhecer e Educar Através das Leis - 1/4

concordamos quanto a ser lei o descobrimento do que é. — Parece que sim. [...] quem, possuindo ciência, distribui sobre a terra as sementes? — O fazendeiro. — S: E este distribui as sementes dignas a cada terra? — Sim. — O fazendeiro, portanto, é um bom distribuidor destas e as leis e distribuições dele sobre estas são corretas. — Sim. [...] As leis do pastor, portanto, são as melhores para as ovelhas. — Sim. — As do boiadeiro para os bois. — Sim. — E as leis de quem são as melhores para as almas dos homens? Não são as reais? Dize. — Digo que sim, certamente.

-- Minos 317d-318b
Legislar Verdadeiramente é Conhecer e Educar Através das Leis - 2/4

As melodias [de Mársias e Olímpio] com aulo são diviníssimas, e sozinhas movem e revelam os que estão em necessidade dos deuses; e ainda também agora só elas são remanescentes porque são divinas. — Estas coisas são assim mesmo. — Mas quem dos antigos reis é dito ter vindo a ser bom legislador, do qual ainda também agora os costumes legais permanecem porque são divinos?

-- 318b-c
Legislar Verdadeiramente é Conhecer e Educar Através das Leis - 3/4

[Hesíodo diz: Minos era] “o qual vinha a ser o mais real dos reis mortais / e era senhor da maioria dos vizinhos humanos, / possuindo o cetro de Zeus: e, por isso, reinava sobre cidades”. Também este diz ser o cetro de Zeus nada mais do que a educação de Zeus, com a qual conduzia Creta.

-- 320d
Legislar Verdadeiramente é Conhecer e Educar Através das Leis - 4/4

[Minos] era bom, legal e, o que precisamente dizíamos nos discursos de antes, bom distribuidor, este é o maior sinal: suas leis são imóveis, na medida em que são do que descobriu bem a verdade do que é em relação à administração da cidade.

[...] não te parecem os cidadãos cretenses de Minos e Radamante usarem as leis mais antigas? — Parecem. — Estes, portanto, vieram a ser os melhores legisladores dentre os antigos: distribuidores e pastores de homens, como também Homero dizia ser pastor de tropas o bom general.

-- 321b-c
É bom saber que Lei [νόμος], distribuir [νέμω] e Minos [Μίνως] eram palavras tidas como de mesma etimologia pelos Gregos.
Assim, o curso do mundo triunfa sobre o que constitui a virtude em oposição a ele; triunfa sobre a virtude para a qual a abstração sem essência é a essência. No entanto, não triunfa sobre algo real, mas sobre o produzir de diferenças que não são nenhumas; sobre discursos pomposos a respeito do bem supremo da humanidade, e de sua opressão; e a respeito do sacrifício pelo bem, e do mau uso dos dons. Semelhantes essências e fins ideais desmoronam como palavras ocas que exaltam o coração e deixam a razão vazia; edificam, mas nada constroem. Declamações que só enunciam este conteúdo determinado: o indivíduo que pretende agir por fins tão nobres e leva adiante discursos tão excelentes, vale para si como uma essência excelente. Tudo isso não passa de uma intumescência, que faz sua cabeça e a dos outros ficarem grandes, mas grandes por uma oca flatulência. +
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A virtude antiga tinha significação segura e determinada, porque tinha uma base, rica de conteúdo, na substância de um povo, e se propunha como fim, um bem efetivo já existente. Não se revoltava contra a efetividade como se fosse uma perversão universal e contra um curso do mundo. Mas a virtude de que se trata aqui é uma que está fora da substância, uma virtude carente de essência - uma virtude somente da representação e das palavras, privada daquele conteúdo substancial.

-- G.W.F. Hegel. A Fenomenologia do Espírito, 360.
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[Os demônios] em seus movimentos contra nós nos impedem de cumprir o que é possível e nos forçam a cumprir o impossível:

Impedem o enfermo de dar graças em sua dor e em ser paciente ao receber seus serviços.

Eles exortam os fracos a jejuarem

E aqueles que estão sobrecarregados a cantarem os salmos em pé.

-- Evágrio Pôntico. Praktikos, 40.
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Salmos

"O principiante recite os Salmos; o que progride leia os Provérbios e o Eclesiastes; o perfeito interprete o livro de Jó." (Texto presente em alguns manuscritos do Praktikos de Evágrio Pôntico)

"A pessoa reza levantando as mãos para o céu, juntamente com os olhos e a mente. Ela imagina conceitos divinos, as coisas boas do Céu, os exércitos dos anjos santos, as residências dos santos e, em resumo, reúne em sua mente tudo o que ouviu nas Sagradas Escrituras." (Simeão Neoteólogo. Sobre a Oração e Nepsis; obs. Salmos se rezava em pé)

"A Salmodia pertence à sabedoria multiforme; A oração é o prelúdio do conhecimento imaterial e uniforme."

"A Salmodia acalma as paixões e põe fim à desarmonia do corpo; A oração desperta o nous para ativar sua própria atividade." (Ev. Sobre a Oração, 85, 83)

Uma grande coisa - orar sem distração; uma coisa ainda maior - cantar salmos sem distração. (Ev. Praktikos, 69)
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Evágrio — Máximas em ordem alfabética (Γνῶμαι κατ᾿ ἀλφάβητον) — Extratos

Se queres conhecer a Deus, deves primeiro conhecer a si mesmo.

Da vida irracional um demônio é guia.

A nobreza (εὐγένεια) da alma se mostra em sua Eutonia (εὐτονίας; em seu bom tom, boa tensão, bem equilibrada, harmônica).

O devoto é aquele que não fala de si.

[O] Templo de Deus (ἱερὸν θεοῦ) é um homem irrepreensível (sem pecados; ἀνεπίληπτος).

O estrangeiro (ξένος) e o pobre (πένης) são o colírio de Deus.

Aquele que o recebe (o colírio? os pobres e estrangeiros? a pobreza e o fato de ser estrangeiro? o texto lê αὐτὸν, está no singular, o latino lê ipsos, plural) terá sua visão restaurada.

O Pináculo da Alma — contemplação (θεωρία) verdadeira (ἀληθής)

Alma Pura — Deus depois de Deus (μετὰ θεὸν θεός).
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Ó trevas, afastem-se dele. Ó Luz, traga a Luz a mim. Ó pShai, que estava nas águas primordiais, traga a Luz a mim. (PDM. XIV, 30ss)

Da luz... uma palavra santa (λόγος ἅγιος) atacou a Natureza, e um fogo puro saltou da natureza úmida (ὑδρãς φύσεως) acima para o alto. [...]

Aquela luz — disse Poimandres — sou eu, Nous, o teu Deus, o que é anterior à natureza úmida manifesta da escuridão. (C.H. I)

pShai, Pai dos pais de todos os Neteru (PDM. II, 21)
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Extratos dos PGM e PDM sobre Agathodaemon, identificado com pShai.

Isis, a que traz o fogo (planeta Vênus) que se erge do trono brilhante de pShai. (ibid. XV, 9)

Dona Isis, quem Agathos Daimon permitiu governar toda a terra negra (Egito). (PGM VII. 490ss)

Agathos Daemon, para o qual o céu se tornou via processional (PGM. IV. 1605)

Vós que dos quatro ventos, Deus, governante do Todo, que insuflou espírito nos homens para os dar vida, mestre das coisas boas no mundo. [...] O Céu é vossa cabeça; o Éter [é vosso] corpo; a Terra [vossos] pés; e a água envolta de vós, Oceano, [Ó] Agathos Daemon. Sois o senhor, progenitor, nutridor e aumentador do Todo. (PGM. XII, 238ss)

Vós sois o oceano, progenitor das coisas boas e nutridor do mundo civilizado[...] Vossos são os efluxos beneficentes das estrelas, daemones e fortunas e fados, pelos quais são dados riqueza, boa velhice, bons filhos, boa sorte e um bom funeral. (PGM. XIII. 774ss)

[...] o primeiro servo do Grande Deus, aquele que dá luz em abundância, o companheiro da chama, aquele cuja boca é a chama que nunca se extingue. (PDM. XIV. 128ss)

Vós sois Thot. Tu viestes do coração de pShai, Pai dos pais de todos os Neteru. (PDM, XIV 20ss)
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Governar as coisas como elas são sem tentar mudá-las.

O louco Jie Yu disse: "Esta á uma virtude inautêntica. Tentar governar o mundo dessa forma [através do artifício e manipulação] é como tentar andar no oceano, perfurar um rio ou fazer um mosquito carregar uma montanha! Quando o sábio governa, ele governa o que está do lado de fora? Ele primeiro se certifica de si mesmo e depois age. Ele se certifica absolutamente de que as coisas podem fazer o que devem fazer, só isso. O pássaro voa alto no céu, onde pode escapar do perigo de flechas afiadas. O camundongo-do-campo se enterra nas profundezas da colina sagrada, onde não precisa se preocupar com pessoas cavando e defumando-o. Você tem menos juízo do que essas duas criaturinhas?"

- Zhuangzi, cap. 7
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O Humanismo de Sêneca

"Posso estabelecer para a humanidade uma regra curta para os nossos deveres nas relações humanas:

Tudo o que você vê, o que abrange o divino e o homem, é um – somos partes de um grande corpo. A natureza nos produziu relacionados uns com os outros, já que ela nos criou da mesma fonte e para o mesmo fim. Ela engendrou em nós um afeto mútuo, e nos fez propensos a amizades. Ela estabeleceu equidade e justiça; de acordo com sua decisão, é mais lamentável lesar que ser lesado. Por meio de suas ordens, deixe nossas mãos estarem prontas para todos que precisam ser ajudados.

Deixe este verso penetrar seu coração e estar sempre pronto nos seus lábios:

sou homem, tudo quanto é humano me concerne."


-- Sêneca. Cartas Morais a Lucílio, 95.
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