Eu passei quase 3 anos numa das empreitadas mais caras e drenantes da minha vida: tentar fabricar um drone quadricóptero 100% brasileiro (agro, automação industrial, delivery autônomo).
O protótipo funcionou. Voou. A gente chegou a fabricar coisas aqui dentro (tipo PCB), mas a realidade bateu forte: peças críticas ainda precisavam vir de fora porque não existe cadeia local suficiente (motores pequenos, baterias, componentes especializados, maquinário de produção, etc.).
Quando eu comecei a cotar a transformação disso em escala, a conversa mudou:
pra sair de “protótipo” e virar manufatura viável, eu estava entrando na casa do milhão só em estrutura/maquinário;
importar ferramentas e peças “de verdade” aqui é um soco no caixa — você paga caro, espera, e ainda tem imposto que parece punir quem tenta produzir;
um mentor mandou a real: “com o que você gastou tentando fabricar aqui, dava pra ir pra China, fechar fornecedor, validar orçamento e voltar com o jogo mais pronto”.
E aí vem a parte que ninguém gosta de ouvir: eu coloquei o projeto em hold. Não por falta de vontade, mas porque é insustentável passar anos queimando tempo e dinheiro sem um plano de retorno minimamente tangível. Tem hora que você precisa escolher entre “alimentar o sonho” e “pagar a vida”.
Isso expõe um problema maior: o Brasil não só é difícil — ele é estruturado pra te empurrar pra serviços e sobrevivência, não pra indústria e tecnologia de ponta. E ainda existe uma cultura tóxica onde o empreendedor é pintado como vilão… quando a maioria tá mais perto da classe trabalhadora do que do estereótipo do “chefe diabólico”.
O resultado é previsível:
pequeno e médio ficam esmagados por custo/risco;
indústria local não ganha tração;
inovação vira luxo, não padrão;
e quem tem liquidez (grupos grandes) sobrevive, enquanto o pequeno fecha cedo.
Minha visão hoje é simples e pragmática:
soberania real vem de manufatura local e ecossistemas independentes — mas pra chegar lá você precisa de estratégia, capital e tempo. Sem isso, você vira mártir do “sonho”.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=HUgp2i_jymI
O protótipo funcionou. Voou. A gente chegou a fabricar coisas aqui dentro (tipo PCB), mas a realidade bateu forte: peças críticas ainda precisavam vir de fora porque não existe cadeia local suficiente (motores pequenos, baterias, componentes especializados, maquinário de produção, etc.).
Quando eu comecei a cotar a transformação disso em escala, a conversa mudou:
pra sair de “protótipo” e virar manufatura viável, eu estava entrando na casa do milhão só em estrutura/maquinário;
importar ferramentas e peças “de verdade” aqui é um soco no caixa — você paga caro, espera, e ainda tem imposto que parece punir quem tenta produzir;
um mentor mandou a real: “com o que você gastou tentando fabricar aqui, dava pra ir pra China, fechar fornecedor, validar orçamento e voltar com o jogo mais pronto”.
E aí vem a parte que ninguém gosta de ouvir: eu coloquei o projeto em hold. Não por falta de vontade, mas porque é insustentável passar anos queimando tempo e dinheiro sem um plano de retorno minimamente tangível. Tem hora que você precisa escolher entre “alimentar o sonho” e “pagar a vida”.
Isso expõe um problema maior: o Brasil não só é difícil — ele é estruturado pra te empurrar pra serviços e sobrevivência, não pra indústria e tecnologia de ponta. E ainda existe uma cultura tóxica onde o empreendedor é pintado como vilão… quando a maioria tá mais perto da classe trabalhadora do que do estereótipo do “chefe diabólico”.
O resultado é previsível:
pequeno e médio ficam esmagados por custo/risco;
indústria local não ganha tração;
inovação vira luxo, não padrão;
e quem tem liquidez (grupos grandes) sobrevive, enquanto o pequeno fecha cedo.
Minha visão hoje é simples e pragmática:
soberania real vem de manufatura local e ecossistemas independentes — mas pra chegar lá você precisa de estratégia, capital e tempo. Sem isso, você vira mártir do “sonho”.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=HUgp2i_jymI
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Empreender no Brasil em 2026 é burrice?
🚨 Empreender no Brasil é um ato de resistência.
Você já tentou construir algo do zero neste país? A maioria desiste antes de completar dois anos — e os que persistem, carregam nos ombros o peso de impostos, burocracia e um sistema projetado para te fazer…
Você já tentou construir algo do zero neste país? A maioria desiste antes de completar dois anos — e os que persistem, carregam nos ombros o peso de impostos, burocracia e um sistema projetado para te fazer…
Qual a melhor escala: 5x2, 4x3?
Eu: Escala Tallis Gomes, trabalho enquanto estou acordado!
Eu: Escala Tallis Gomes, trabalho enquanto estou acordado!
