♃ | Augusto Freddo Fleck
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Gaúcho, dissidente, bacharel em Ciências Sociais e tradutor.
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As forças vivas desenvolvidas pelo espírito na história e a ação destas forças sobre a marcha e progresso das sociedades são fatos suscetíveis de observação exterior, fatos reais e concretos. Mas como estes fatos se ligam ao espírito e são precisamente criações do espírito, resulta daí que, conquanto possam ser observados exteriormente em seus efeitos objetivos, todavia só podem ser devidamente apreciados em face dos nossos próprios estados de alma; quer dizer: sendo consideradas à luz das operações de nossa atividade psíquica e como através do espelho de nossa própria consciência. Trata-se, por conseguinte, ainda aí, de introspecção. É bem certo que de introspecção indireta. Mas esta depende da introspecção direta. Nem se poderia conceber o contrário. E deste modo, tratando-se dos fatos psíquicos, quer na esfera da consciência individual, quer na esfera da consciência coletiva; quer considerando, cada um, as operações da própria consciência, quer considerando as operações de consciências estranhas, o método próprio para a elaboração do conhecimento é sempre a observação interior ou a introspecção. E quanto à história em particular, pode dizer-se que é uma espécie de introspecção organizada e sistemática. Por onde se vê que na filosofia, quer seja esta considerada em seu sentido restrito, como ciência do espírito, quer em seu sentido mais amplo, como solução ou tentativa de solução do problema da universal existência — de toda a forma, a verdade fundamental, a verdade que é o centro de todo o trabalho do espírito e o princípio mesmo do método, é ainda e será talvez sempre, a que se encerra no velho preceito socrático: Conhece-te a ti mesmo.

— Raimundo de Farias Brito
♃ | Augusto Freddo Fleck
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O novo trailer d'A Odisséia de Christopher Nolan foi recebido com certas reticências por aparentes escolhas estéticas e históricas do diretor. Já existia um descontentamento por conta de algumas escalações, como a superestimada Zendaya para interpretar a deusa Atena, mas a impressão que o primeiro trailer oficial passa é de que Nolan realmente atingiu uma espécie de platô estético do qual ele não mais consegue escapar, isso mais ou menos desde A Origem, de 15 anos atrás.

A discussão sobre acuidade histórica é relevante porque vivemos um momento bastante sensível sobre a manipulação de elementos étnicos e identitários em geral, com grandes questões sendo postas sobre as contradições nas escolhas feitas pela grande indústria midiática sobre o que deve ser respeitado e o que é manipulado e triturado até não restar nem embarcação nem Teseu.

Além disso, os filmes de Nolan sempre foram caracterizados por uma relação com forte "realismo" na abordagem dos seus temas e períodos, indo às minúcias de conceituações científicas, por exemplo, em Interestelar. Mas a verdade é que quando falamos de realismo histórico, dentro de obras como A Odisséia, o conceito que melhor se adequa é a de uma necessária observação do historial, isto é, a fundação existencial de um dado contexto histórico. Neste tipo de empreitada, é preciso citar o excelente trabalho realizado por Robert Eggers com mito e folclore, ao explorar tanto a fidelidade material dos períodos históricos quanto suas tonalidades existenciais/espirituais.

No caso de Nolan, a impressão que o trailer passa é de que ele não foi capaz de captar nenhuma das coisas. Além das caracterizações materiais estarem ora mais parecidas com um episódio de Game of Thrones e ora parecerem saídas de sua trilogia do Batman (como o Agamemnon na imagem), a sua imagética desbotada que rememora sempre um certo niilismo contemporâneo em nenhum momento consegue nos fazer sentir que estamos na Grécia Antiga, o que filmes como A Guerra de Tróia (1961) e Ulysses (1954) faziam com muita competência e menos recursos.

Além disso, preocupa que recentemente Nolan tenha reproduzido em entrevista um clichê hermenêutico da relação humana com os deuses, em que estes seriam apenas os recursos que uma sociedade ainda sem ciência teriam para lidar com o mundo fenomênico. Aproximadamente 100 anos de Antropologia e Ciência da Religião já seriam suficientes para desmantelar um discurso tão pedante, mas podemos ir até as fontes originais e ver que esse simplismo não se sustenta de forma alguma.

Se por realismo se entende a ideia de que o real é só aquilo que percebemos sob a lente ôntica da modernidade e pós-modernidade no século XXI, A Odisséia corre o risco de ser uma das caracterizações mais irreais possíveis do épico grego, seja em sua dimensão mítica, seja em sua materialidade histórica.
Estimadas e respeitadas todas as suas crenças, descrenças, convicções, dúvidas e/ou ceticismos, desejo a todos uma feliz noite de Natal! Que ela seja um momento para celebrar a vida e o amor entre os seus e também por aqueles que não estão mais aqui, mas sempre estarão conosco.

Abençoados sejam!
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A passagem de ano é sempre significativa e carrega consigo um reencantamento da experiência humana. Qualquer um de nós, ao meditar sobre esse momento, percebe o peso dessa tonalidade afetiva especial dos novos começos.

Nossa missão é, portanto, não permitir que ela se apague já nas primeiras horas do novo ciclo, mas aproveitar, especialmente no primeiro dia do ano, seu potencial contemplativo e fortificante.

Desejo a todos uma aprazível despedida de 2025, com a queima daquilo que precisa ser purificado e a preservação daquilo que foi importante. Estimo ainda um auspicioso 2026 a todos, com as bençãos divinas e as intuições para a vitória.
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📝 Notas de geopolítica, 03.01.2026

Um espectro ronda a Venezuela


"The Maduro has fallen (de maduro)", gritam os ianques. Bem, anunciam. Não há comoção suficiente para gritos.

Os ventos anunciavam essa intervenção há algumas semanas, porque todos os itens da lista na doutrina norte-americana estavam sendo preenchidos. A questão era quando e sob quais circunstâncias operancionais: Invasão, opressão ou extração. A terceira opção acabou sendo a escolhida.

A evolução do cenário pós captura-sequestro do presidente venezuelano indicam uma grande intriga para substituir a liderança sem quebra do regime mas com as mudanças mais relevantes de postura geopolítica para os lados envolvidos e interessados. Se for verdade, quer dizer que Maduro realmente não era considerada uma personalidade muito interessante para ninguém, e é fato que mesmo entre seus aliados ele nunca foi o herdeiro favorito de Chaves.

O que sustenta essa tese é a aparente tranquilidade com que a vice-presidente Delcy Rodriguez assume o trono, pedindo tranquilidade e paciência ao povo venezuelano, ao mesmo tempo em que Trump sugere uma transição tranquila com ela e joga a oposição para escanteio.

Trump realiza um ataque para ianque ver: prende um adversário ligado aos temores de comunismo e tráfico como o bode expiatório ritual, fortalece a posição dentro do espaço americano, dá as costas para as regras internacionais dos democratas ocidentais, organiza uma negociação com os adversários globais, causa danos sem envolver processos de invasão prolongada.
E agora, Bolívar?

Apesar do tom relativamente tranquilo que surge dessa operação, não nos enganemos: Os EUA executaram uma operação de intervenção direta, agressão internacional não sancionada e quebra de todo e qualquer preceito de soberania dos povos.

Os efeitos disso são menos práticos do que se imagina, mas podem ser.

Vejam, do ponto de vista do realismo geopolítico, toda e qualquer nota de repúdio e apelo ao direito internacional, cartas da ONU, democracia e demais discursos batidos (como faz o Brasil), não representam mais do que um jogo de aparências, do qual os EUA costumavam participar ativamente para mascarar seus crimes. O cenário agora meio que muda, pero no mucho, porque o ataque foi escancarado e Trump está cagando para a lei internacional.

Os efeitos imediatos disso são: primeiro, uma necessária percepção, já atrasada em décadas, de que os preceitos do direito internacional estão defasados e não são suportados por qualquer arcabouço material relevante; segundo, clarificação de que soberania não é uma abstração jurídica, mas uma qualidade adquirida pela força. Soberano é aquele que decide o próprio destino porque pode manifestar sua vontade de modo independente. Quem não pode, está sujeito a esse tipo de evento. A Coréia do Norte enfatizou isso hoje, ao lembrar Venezuela e Irã do erro de não se armarem com artefatos nucleares.
A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser!

De quem é a "culpa" pela queda de Maduro? É uma questão interessante e longe de ser trivial. Exige um certo perspectivismo. Logicamente, os EUA são os agentes diretos da queda, mas dentro de uma discussão mais ampla, aparecem as questões de apoio internacional e soberania regional.

Por exemplo, há quem esteja culpando aliados como China e Rússia por não interferirem diretamente para impedir o golpe. Ora, serão eles responsáveis pelo quintal ibero-americano? Queremos realmente tratar potencial de cooperação internacional e multipolar como linha de amizade e apoio irrestrito dentro de um território tão sinuoso como a política internacional? Não, China e Rússia não podem ser culpados aqui. Se mais nada, a Rússia parece ter se interessado o suficiente para garantir uma transição menos agressiva e evitar que a região se torne um polo de conflitos incessantes, embora isso ainda esteja indefinido. Tudo indica que a Venezuela viverá tensões que precisarão ser administradas internamente, com a influência dos demais interessados. Não descarto a possibilidade de manipulação de guerrilhas e conflitos civis patrocinados ao longos dos próximos meses e anos.

E o Brasil? Bom, se formos pensar dentro do contexto de grande espaço ibero-americano, o Brasil não pode passar incólume. O Brasil tratou todo o período de tensão entre EUA e Venezuela como um agente neutro e impotente. Começou pelo não reconhecimento da vitória de Maduro nas eleições, se submetendo ao jugo de observadores internacionais sobre questões regionais; agora, emite uma dessas notas de condenação que os diplomatas costumam usar pra limpar a bunda, sem qualquer efeito prático. Para todos os efeitos, o Brasil age cedendo à quaisquer que sejam os resultados de um conflito geopolítico no qual ele deveria ser um dos principais interessados.

O Brasil não parece ainda compreender a mudança (ou regeneração) do conceito de soberania. Nossa força política e operacional é risível e provavelmente troçada pelas próprias avaliações dos outros atores relevantes.

Isso retoma a questão da culpa estrangeira: Um movimento que procurasse defender o território e regime venezuelano frontalmente precisaria necessariamente angariar o apoio político, territorial e operacional brasileiro para responder em tempo hábil, o que provavelmente foi considerado inviável, dada a postura do Itamaraty e de Lula.
Reflex(ã)o

É estranho pensar nisso, mas o Brasil parece ser o grande perdedor do dia. Se pensamos num cenário de multipolaridade definido por um equilíbrio advindo da manutenção da tensão permanente, em que os polos são organizados principalmente por um poder regional proeminente, nosso Estado demonstra mais uma vez sua completa inaptidão para essa função e vê a própria realidade local ser movida e reordenada pelos outros.

Quem mais sofre é o povo venezuelano e ibero-americano como um todo, refém da falta de orientação, senso de destino. A história se move e apenas observamos, famintos por existência e resistência autênticas.
Algo que deveria fazer o cérebro da direita conservadora trumpófila pifar, mas pra isso ela precisaria, de fato, usar o cérebro:

Entre os regimes da América Ibérica, a Venezuela de Maduro era o mais conservador em medidas efetivas, muito mais do que a Argentina de Milei, o Brasil de Bolsonaro, etc.

Entender como essa aparente contradição na verdade revela perfeitamente as motivações existenciais dos atores seria um passo importante para solidificar uma posição mais autêntica e legitimamente patriótica.

O que acontece na verdade é a revelação ainda mais clara dessa direita brasileira como sendo 100% norte-americana, usando o nacionalismo como proxy.
Marco Rubio disse hoje que está pouco se lixando para a ONU. O sequestro de Maduro corrobora isso.

Novamente, sabemos que soberania é força, e que força não é apenas militar, mas política, cultural, social. É preciso mobilizar um povo na direção da soberania, ou não se tem nada. Não se pode dar abertura para revoluções coloridas e generais vendilhões. A questão é: temos isso aqui? É óbvio que não. A Nova República apodrece e é prato cheio para o caos.

Outros podem fazer o mesmo que os EUA? Talvez, mas é necessário. Na Rússia, na China, no Oriente Médio, na África. Não se pode continuar o jogo internacional e agir sob os panos; as coisas estão mudando, o pano está sendo arrancado pelos próprios ianques.
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Puta merda, tem neocon literalmente invocando o conceito de "guerra justa" pra justificar a prisão de Maduro pelos EUA. Essa gente não cansa de inventar razões pra lamber bolas norte-americanas.
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Cada dia que passa incomodamos mais alguma autoridade ou instituição internacional.

Que orgulho fazer parte da Nova Resistência e da Associação Nova Roma, guardiões da Verdade do Brasil que vem aí.
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O sionismo representa, fundamentalmente, o epicentro escatológico de um mundo moderno que descende em si mesmo e espirala em direção aos abismos antifrásicos do imaginário.

O sionismo é uma imanentização da escatologia, de modo semelhante com que a utopia imanentiza o paradisismo e a conspiralogia substitui a teologia.

As polaridades são invertidas e neste processo o espelhamento primariamente devolve um ponto cego do mundo afirmando a si mesmo.

Assim é que a "traição sagrada" se consolida como ascese da implosão e o messianismo é atomizado num coletivismo étnico divino.

Claro, essa imanentização é composta por um elemento sutil de projeção das sombras.

Se é papel do rei-filósofo retornar à caverna com a luz transcendente para libertar os demais, o rabino-filósofo da imanência não retorna de lugar algum. Sua jornada de "ascese" é ao posto de emanador das sombras, a única "verdade" que há.

Resta ainda a questão de Al-Aqsa, é claro.

Fala-se muito sobre sua destruição e a construção forçada do Terceiro Templo, do mesmo modo forçoso com que o próprio estado de Israel foi construído. No entanto, vide a história de Sabbatai Zevi, não é de todo estranho supor que o plano seja a própria perversão da mesquita como o templo, mais uma vez apelando para a inversão da narrativa mítica para uma estrutura de imanência sincrônica.
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Devemos formar pessoas sóbrias e pacientes, que não se desesperem diante do pior dos horrores nem se emocionem por qualquer coisinha. Pessimismo intelectual, otimismo da vontade.

— Antonio Gramsci
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Lewis Hamilton, em entrevista recente, disse que espera muito que os líderes africanos se unam para "tomar a África" de volta dos europeus e expulsá-los. Esse é um ótimo exemplo de análise que exige contexto do autor. Explico:

Em sentido estrito, Hamilton exprime uma opinião que poderia ser considerada bastante alinhada com os princípios de uma soberania alternativa ao pós-modernismo liberal.

Mas Hamilton é o filho querido e porta-voz do falso identitarismo, abraçando toda e qualquer pauta pós-moderna como um verdadeiro outdoor ambulante. Focando ainda especificamente na ideia implicada na expressão "tomar de volta" a África, caímos num ponto interessante sobre a distinção entre uma teoria dos grandes espaços que pense a soberania do espaço africano e um discurso "decolonial" do ressentimento.

Vejam, qualquer pessoa que esteja mais ou menos inserida na proposta dissidente de uma quarta teoria política, uma política ontológica e pragmática, a ideia de uma "África para os africanos" que expulse os últimos vestígios de domínio colonial do continente é absolutamente bela e moral.

O mesmo direito que europeus tem de se revoltar contra a crise migratória que vivem tem os africanos em desejar a partida daqueles que os subjugam. Mas há uma nuance importante a ser considerada desde um falso discurso soberanista decolonial que não é outra coisa se não um artifício liberal.

O problema surge quando esse discurso se maquia de algum devaneio pseudo-reconstrucionista de uma identidade africana — ou até mesmo no nosso caso, latino-americana — pré-colonial.

Isso simplesmente não existe.

A África antes da colonização era um território vasto e disputado por uma miríade de identidades e formações civilizatórias. Qualquer ideia de pan-africanismo existe como um projeto de resistência posterior e que implica uma visão geopolítica mais ampla sem a homogeneização cultural de seus povos.

É aí que a dissidência, ao meu ver, se separa integralmente do pensamento decolonial. Enquanto aquele reconhece a decadência moderna da Europa e seus erros espalhados pelo mundo, ela também reconhece que no interior de muitos desses erros — entre os quais está a colonização como uma forma pervertida e decaída da conquista — emergem novas possibilidades existenciais para novos povos, que englobam aspectos de suas diversas afluentes simbólicas conforme suas assimetrias históricas.

Para o decolonial, por outro lado, tudo (sem hipérbole, é tudo mesmo) que chega da Europa para outros continentes é uma chaga que deve ser apagada. É o ressentimento vitimista das esquerdas pós-modernas afrancesadas que vivem de um fetichismo antropológico pelos povos autóctones. Ironicamente, seus conceitos são emprestados do pensamento europeu masoquista e travestidos de reconstrucionismo quimérico e materialista das cosmovisões locais. É o mesmo tipo de gente que, paradoxalmente, acha um absurdo que europeus sejam contra migrações em massa.

Então é importante que se saiba que a África que pode "retomar" seu território é uma África bastante plural, profundamente influenciada e formada pela herança europeia sem se subjugar a esta, e que se abraçar esse caminho saberá que o faz através de um esforço geopolítico mais amplo de resistência.

O mesmo pode ser dito da América, naturalmente.
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Trump, falastrão que é, anunciou a vitória na guerra contra o Irã. Só faltou combinar com os iranianos que continuam bombardeando a região, neste exato momento.

Surpreende? Não. O presidente norte-americano traz esse elemento de canastrice sincera para o cenário geopolítico, que abre certas oportunidades escancarando o que sempre foi o caráter dos EUA. Neste sentido, ele é útil.

Isso, naturalmente, não é um elogio a Trump, apenas uma constatação de quem procura no caos uma escada.
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Um século depois da República de Weimar, o Brasil descende em sua própria República de Neymar:

Apatia, jogatina e putaria.
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Quando essa figura realizou aquela denúncia em vídeo sobre a exploração de menores, eu inicialmente elogiei e desconfiei das críticas excessivas porque me pareciam aquele tipo de ataque programado pra colocar o tema sob o tapete. Conforme as coisas se desenvolveram e esse apoio da mídia se manifestou, os primeiros sinais de alerta se acenderam.

Depois, suas manifestações e campanhas recheadas de simbologia esotérica pesada que deixavam até dúvidas se ele era já um agente declarado ou apenas um peão útil de forças obscuras.

Mas sua resposta extremamente evasiva e condescendente sobre a "Lei Felca" e agora essa emergência como símbolo midiático do cuidado com saúde mental e perigos do ambiente digital, sendo ele mesmo uma figura claramente limítrofe e com históricos questionáveis, só fortalece a convicção de que Felca, é, de fato, um agente de subversão através de uma máscara de empatia.

Não me surpreenderia que aparecessem ligações mais ou menos diretas com Israel e o sionismo, visto que essa é uma prática bastante típica da sua ideologia, baseada na infiltração através da traição redentora.

Ele me recorda em muito o problema com as caridades e ações da tal Martina Oliveira, que sob a máscara da caridade acaba vendendo um universo de perversidade e devassidão que atraem cada vez mais jovens desavisados.
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