Imparável, por Gabriel Granjeiro
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Inspiração para você ser imparável, mesmo em dias difíceis.
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No ônibus a caminho da prova no Rio Grande do Norte. Amanda ouvia louvores nos fones, cheia
de medos e inseguranças. Ainda muito nova no mundo dos concursos, a pergunta era inevitável:

“E se eu nunca conseguir
?"
A partir dali, Amanda usou cada prova como laboratório. Rio Grande do Norte, Pernambuco,
Alagoas: passou em todos. E, a cada resultado, construía dentro de si uma certeza silenciosa:
quando saísse o edital do Ceará para delegada, ela estaria pronta.

Antes disso, porém, a jornada lhe cobrou a decisão mais difícil.

Aprovada em Alagoas, chegou a concluir o curso de formação. Tudo indicava que assumiria. Só
que, no mesmo período, saiu o edital do Ceará, e ela entendeu, com a lucidez de quem já conhecia o preço da dispersão, que tomar posse em Alagoas significaria não dar o máximo na prova da sua vida.
Aprovada para delegada da PC-AL, Amanda desistiu de tomar posse para apostar no concurso

do Ceará. Trocar o certo pelo incerto é loucura? Ou é fé com método?
Escolheu o risco. Abriu mão de Alagoas. Depois, de Pernambuco. Apostou tudo no Ceará.
Lembra-se da Camila, a “Barbie das Profissões”, cujo relato também já contei aqui? Ela
almejava o cargo de delegada, mas entendeu que entrar “por baixo” era tática, não sinal de
derrota. Amanda fez o inverso: já tinha o cargo inferior garantido e desistiu dele para mirar o
topo. São caminhos opostos sustentados pela mesma coragem: a de não se acomodar.

Na reta final, Amanda intensificou a preparação, com resolução de questões em escala,
sucessivas revisões e estudo do perfil da banca para afinar a tática de prova... Nada de folga.
Apenas ação, dia após dia, com a plataforma do Gran como aliada – aquela que, cabe um
parêntese, um dia a receberia como professora. Mas já já falamos sobre isso...

O resultado veio: sexto lugar geral para Delegada de Polícia Civil do Ceará. Em casa. No estado
que ela nunca quis deixar. Foi o perfeito encontro entre vocação e pertencimento.

É esse o ponto que merece especial reflexão nesta história. Amanda resistia à opção do concurso
público justamente porque não queria sair do Ceará. No fim, foi aprovada em vários estados, mas
ficou onde sempre quis ficar. Não precisou abandonar suas raízes.

Hoje, além de delegada, Amanda é professora do Gran. Aliás, vale dizer, há algo bonito quando a
roda gira assim. Nós sentimos um orgulho imenso quando o aluno se torna colega. Neste caso, a
aluna virou voz. Ela sabe o que é estudar cansada, duvidar de si mesma, recomeçar do zero,
trocar o certo pelo duvidoso. Ensina não de cima para baixo, mas de igual para igual, como quem
dividiu a trincheira.
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Ontem, Amanda assistia às aulas dos professores do Gran. Hoje, tornou-se colega deles. Já

imaginou isso para você?
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Talvez a história de Amanda seja tão poderosa porque envolve não só uma aprovação, mas
também a construção de um sonho que não veio pronto, que não estava previsto no roteiro
original. Amanda queria o FBI dos filmes. A vida não deu. Deu algo melhor, mais real, mais
próximo, mais profundo: um caminho que ela mesma pavimentou com medo, necessidade,
disciplina e insistência.

Talvez a história de Amanda seja tão poderosa porque envolve não só uma aprovação, mas
também a construção de um sonho que não veio pronto, que não estava previsto no roteiro
original. Amanda queria o FBI dos filmes. A vida não deu. Deu algo melhor, mais real, mais
próximo, mais profundo: um caminho que ela mesma pavimentou com medo, necessidade,
disciplina e insistência.

Talvez a história de Amanda seja tão poderosa porque envolve não só uma aprovação, mas
também a construção de um sonho que não veio pronto, que não estava previsto no roteiro
original. Amanda queria o FBI dos filmes. A vida não deu. Deu algo melhor, mais real, mais
próximo, mais profundo: um caminho que ela mesma pavimentou com medo, necessidade,
disciplina e insistência.

Sabe aquele sonho que você ainda não sabe que tem? Pois é. Ele pode estar escondido no lugar
que você menos espera, talvez atrás de uma porta que acabou de se fechar, talvez dentro de um
edital que você nunca planejou abrir. O que Amanda nos ensina é que nem sempre escolhemos o
sonho. Às vezes, é ele que nos escolhe. A nossa parte é estar prontos quando ele chegar.

Fico com Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas: “O real não está na saída nem na
chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.” Amanda atravessou. E o sonho,
aquele que ela nem sabia ter, estava esperando do outro lado.

Continue firme no seu projeto de mudança de vida. Sempre em frente.
Estude que a vida muda.
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Nova semana, novo começo 💪

A primeira semana do mês é como uma página em branco. Cheia de oportunidades pra fazer diferente, melhorar e chegar mais perto dos seus objetivos. Não precisa ser perfeito, só precisa começar.

Dê o seu melhor hoje, ajuste o que for preciso amanhã e siga em frente com consistência. Pequenos passos também te levam longe 🚀

Bora fazer essa semana valer a pena!

Reaja com um 🔥 se você está pronto para dar o seu melhor.
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Boa tarde, Imparável!

Fillipe Medeiros se formou em Direito, passou na OAB, mas escolheu o serviço público.

Começou sem método, acumulou reprovações e precisou parar após crises de ansiedade.

Em 2020, mudou tudo: adotou método e constância.

Em 2022, foi aprovado no Banco do Brasil e, no dia da posse, mesmo após um acidente, seguiu de carona para assumir.

Com a chegada do filho, elevou o nível e conquistou seu maior resultado: auditor de controle interno da CGE-SP, dentro das vagas.

🎥 A história completa sai hoje, às 19h, no canal Imparável. Clique no link e ative o 🔔.
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Bom dia, Imparável!

Todo aprovado já esteve cansado, com dúvidas e pensando em parar. Se você está assim hoje, está no caminho certo, só não pode desistir agora.

Faça o básico bem feito neste fim de semana: revise, resolva questões, avance um pouco e também cuide de você, da sua mente e de quem está do seu lado.

Não precisa ser perfeito, precisa ser contínuo. Você não está estudando à toa. Uma hora, tudo isso vira resultado. 🚀

Aqui vai uma playlist do meu canal Imparável no YouTube para te encorajar ainda mais:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLHtXvE-6TCNHnkp1j8r7DFP1KUOe-UFYO&si=4k2hRHcFSa__PcYL
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Olá, imparável! Tudo bem?

Espero que sim. Tem artigo novo e especial saindo do forno e vocês são os primeiros a recebê-lo! Espero que gostem! ☺️

Este já é o nosso artigo de número 539. Ele se chama Alfabetizado aos 14. Imparável para sempre.
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A história que vou contar hoje é de alguém que não conheceu a infância. Quando Paulo Ferreira Lopes pensa no tempo de menino, não lhe vêm à mente imagens do corre-corre matinal para chegar à escola no horário, das horas a fio brincando na rua ou mesmo de um lar no qual se sentisse acolhido. Na verdade, para ele, recordar a infância é também recordar um trauma que quase condenou seu futuro.

Aos 4 anos, Paulo viu os pais se separarem. Pior: a mãe simplesmente foi embora e o deixou para trás com um pai alcoolista e violento. O garoto, então, foi morar na casa de uma tia na zona rural, onde o estudo era uma ideia que pertencia a outro mundo, um mundo que, ao que tudo indicava, não era o dele. De fato, enquanto outras crianças da sua idade aprendiam a ler, ele aprendia apenas a obedecer, a suportar, a produzir. O seu lema, na época, era trabalhar.

Passou anos entre a casa dessa tia e a do pai, que continuava com os velhos problemas de sempre. Nada mudava, até que um dia Paulo se viu sem ter para onde ir e foi parar na rua, chegando a dormir na rodoviária da cidade. O acolhimento veio de uma família que o abrigou em troca de ajuda nas tarefas da casa e na venda de pães e geladinhos... e de boas notas na escola.

O problema era que, com 14 anos, ele não sabia nem ler. Não escrevia nem mesmo o próprio nome. Ele mesmo conta, sem dramatizar, que olhava para as letras como se elas fossem um código de acesso que nunca lhe haviam mostrado, como se a porta da leitura tivesse sido construída para todo mundo entrar, menos ele.

Sem desistir, foi aprendendo aos poucos, com a paciência de quem sabe que está chegando tarde ao que deveria ter vindo primeiro, mas que não vai reclamar do atraso, só caminhar mais rápido. Terminou o ensino médio aos 28 anos, idade em que a maioria das pessoas espera já estar formada. Àquela altura, uma certeza nova pulsava no peito: tudo poderia ser diferente.

Antes, porém, viria mais trabalho duro. Casado, Paulo foi de tudo um pouco. Trabalhou como vaqueiro, vigilante e ajudante de pedreiro. Encarava serviço pesado, instável e mal pago. Nada que indicasse um horizonte melhor, apenas uma renda que resolvia o imediato.

Então veio um dos momentos mais críticos. Sem emprego fixo e nenhuma comida em casa, Paulo e a esposa grávida se mantinham de pé à custa da mangueira do quintal. Almoço e janta eram manga verde com sal, isso quando havia sal. Certa tarde, enquanto ele tentava resolver como pagaria as contas do dia seguinte, a mulher desmaiou de fome.

Provavelmente foi esse evento que impulsionou Paulo a tomar a decisão da sua vida. Concursos públicos surgiram como única saída da situação em que ele e a família se encontravam.

Contudo, na cidade pequena onde viviam, não existia cultura de concurso. Preparatório, orientação, simulados? Que nada! Tudo que Paulo tinha era uma percepção simples e brutal: ou isso muda, ou nada muda.

Então, ele começou como podia, com apostila comprada de vendedor de rua, material trazido por colegas de outras cidades, estudo em biblioteca, ajuda de um diretor de escola nas horas vagas. Paulo estudava com fome, com sede e exausto do trabalho. Nada de bonito nisso; apenas a realidade nua e crua dele e de tantos em condições semelhantes...

Eis que, em 2011, veio a primeira aprovação, para a Guarda Municipal da Bahia. O nome no Diário Oficial não era apenas um resultado. Era uma ruptura, a prova concreta de que nada era impossível. Paulo se emocionou. Não acreditava completamente, mas, sim, seu nome estava lá! A vida começava mesmo a mudar.
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A posse como guarda municipal tirou Paulo e a família da miséria. Foi o início de uma profícua jornada de aprovações.
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Foi, para dizer o mínimo, um respiro. Deixou de faltar comida na mesa, e Paulo compreendeu que aquele era apenas o primeiro degrau de uma escada que ele podia, sim, subir.

Continuou estudando como dava, entre as jornadas de trabalho e as responsabilidades de pai de família, no intervalo do almoço e nas folgas. Com a plataforma do Gran, estruturou melhor a preparação, o que lhe garantiu a aprovação para a Polícia Penal de Minas Gerais. Ficou mais de uma década no cargo, mas, de novo, não parou.
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Estudando com a querida professora Geilza.
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Vieram outras provas bem-sucedidas, nos concursos das polícias penais do Espírito Santo e de Goiás. Junto, veio algo ainda mais importante: o exemplo para os filhos, que
começaram a repetir o padrão do pai concursado. Um deles, com 17 anos, já está prestando concursos.
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Após ser aprovado no TAF, Paulo se ajoelhou e agradeceu a Deus. Mais uma vitória!
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Hoje, o Paulo adulto é capaz de olhar para o Paulo criança sem tristeza. Ele não apaga a dor nem suaviza o passado, mas também não se define por ele. Tem casa. Tem carro. Tem segurança. Tem algo que, para muita gente, parece básico, mas, para ele, foi fruto de muito empenho: estabilidade e a consciência de que foi capaz de construí-la do zero, com as próprias mãos. Alfabetizado aos 14 anos. Aprovado em 7 concursos policiais. Pai de um filho de 17 que já estuda para seguir seus passos.

Não faz muito tempo, escrevi que, às vezes, a distância entre uma criança que trabalha para sobreviver e um servidor público de farda cabe em uma única decisão reafirmada todos os dias (leia AQUI). Paulo é outra prova concreta dessa verdade. Ele não teve infância. Não teve base. Não teve caminho pavimentado. Teve ausência, violência, fome e um atraso que seria desculpa suficiente para qualquer um se conformar com a própria sorte. Mas teve também algo que, no fim, pesou mais que tudo: resiliência.

Nem quando parecia tarde demais, ele desistiu. Ao contrário, seguiu firme, seguiu constante, seguiu determinado. Às vezes, é só isso que importa.
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Estuda que até a roupa – no caso, a farda – muda.
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