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Debate // «Donbass: Passado, Presente, Futuro»

São raras as ocasiões em que se abrem espaços para falar do Donbass, essa região encurralada entre sucessivos governos hostis, instalados em Kiev desde 2014, e os cálculos geopolíticos da Rússia. Uma região cuja população e as suas vontades são invisíveis a Ocidente e a Oriente, sujeitos a um regime de terror durante anos pelas forças ucranianas, sujeitos a um regime interno tudo menos democrático e popular, e condenados agora a uma ainda mais brutal e devastadora guerra.

O debate foi moderado por Rosalba Alarcón Peña, directora do projecto de média independente colombiano AlCarago.org, e contou com a participação do nosso Francisco e de Benjamín Gutiérrez, licenciado em Geografia e História e membro do comité asturiano de solidariedade com o Donbass. O terceiro participante, Francisco Abad Díaz, membro do colectivo Internacionalistas 36, não pôde participar por motivos técnicos.
Como não podia falhar num mundo cada vez mais a preto e branco, depois de 3 meses a ser chamados de putinistas, o Francisco passou a "apoiante dos ukronazis" por acompanhar as críticas à Ucrânia com críticas às autoridades das regiões separatistas e à invasão russa.

Para assistir em http://youtu.be/XLuMOJw6Em8
Robespierre Amou Demais | O #Podcast da Guilhotina
Episódio 1: A vida nas colónias do Estado Novo

A Guilhotina.info, depois de respectivo processo burocrático, inaugura finalmente o seu podcast - “Robespierre amou demais”.

Neste primeiro episódio vamos dar início a uma série dedicada à história recente de Portugal. Do período da 1ª República, passando pelas guerras de libertação em África, até ao período entre 25 de abril de 1974 e 25 de novembro de 1975.

O objetivo do podcast é tentar fazer uma análise sobre temas de interesse histórico ou da actualidade. Ou seja, vai ser uma continuação do trabalho já realizado na Guilhotina.info nos últimos 9 anos.

A apresentação está a cargo do Luís e do Pedro Nemrod, dois especialistas de coisa nenhuma, “jornalistas” amadores de média alternativa.

#EstadoNovo #Colonialismo #GuerrasdeLibertação #África #Angola #Guiné #Moçambique
No primeiro episódio cometemos alguns erros. Caímos na “armadilha”, como qualquer pseudo-historiador branco, de utilizar o conceito capitalista e ocidental (colonialista também) de civilização para qualificar as condições de vida de determinadas populações. Pedimos desculpa e prometemos autocrítica.

Aproveitamos também para corrigir uma informação presente no episódio. Quando indicamos Diamangol, essa informação está incorreta, o nome correto da empresa era Diamang.

Esperemos que gostem e divulguem o podcast.

Para ouvir:

- no Podbean:
https://robespierreamoudemais.podbean.com/e/ep1-vida-nas-colonias-do-estado-novo/

- no iVoox: https://go.ivoox.com/rf/87914636

- no Youtube: https://youtu.be/i96w-bfGiXA

E também no site em
http://guilhotina.info/2022/06/05/podcast-ep1-estadonovo/
Afinal, quem é a única portuguesa a combater na #Ucrânia? // A "enfermeira" entrevistada pela TVI é uma neo-nazi, "kamaraden" de Mário Machado. Conheçamos o seu percurso, para o caso de lhe voltarem a dar o palanque mediático.

Tomámos conhecimento da presença de Ana Cristina Cardoso na Ucrânia há duas semanas, quando foi denunciada por Miquel Ramos, um dos maiores especialistas em extrema-direita do estado espanhol.

Qual foi a nossa surpresa quando descobrimos que, no domingo da semana passada, foi entrevistada pela TVI e apresentada como uma simples enfermeira que luta “com muito amor, muita vontade”.

Afinal, quem é Ana Cristina Cardoso?

Muito foi dito na última semana – que foi militante do Chega, que participou na marcha nocturna na sede do SOS Racismo (à moda do Ku Klux Klan) e que fez parte da Nova Ordem Social e da Resistência Nacional. Será tudo isto verdade?

Artigo completo, com imagens e todas as fontes: https://guilhotina.info/2022/06/08/quem-e-a-portuguesa-na-ucrania/
Uma poesia surrealista para a esperança

O fotojornalista argentino Maurício Centurión acaba de publicar um trabalho incrível sobre a passagem das zapatistas pelo território português. Saiu em português, em papel, no mais recente número da revista Flauta de Luz, e agora também em castelhano na Revista Anfíbia, e pode ser lido online.

https://www.revistaanfibia.com/zapatistas-en-europa/
Curdistão // Rebentos da Revolução [Fotorreportagem]

Após cinco dias de viagem, atravesso de Sulaymaniyah (no Curdistão Iraquiano) para Rojava (o Curdistão Sírio) para registar uma manifestação de jovens que apoiam esta revolução de 10 anos.

Uma ponte precária divide a fronteira: ali está o Tigre, um dos poucos e maiores rios da região. Após horas de burocracia, apresentando documentos e cartões de identificação, e tentando ultrapassar as barreiras linguísticas, consigo atravessar para a próxima fronteira, a 500 metros de distância.

Um olhar desde a América Latina sobre a revolução em Rojava, hoje ameaçada pela Turquia e defendida nas ruas por jovens que cresceram no seu seio. Por Mauricio Centurión, para diferentes meios independentes de ambos os lados do oceano.

Em português em https://guilhotina.info/2022/06/10/curdistao-rebentos/
Na madrugada de 11 de Junho do ano passado, chegava aos #Açores o Esquadrão 421, a primeira das delegações dzapatistas que visitaram a #Europa naquele que foi o primeiro capítulo da Viagem pela Vida.

Recordamos, nesta data, o artigo publicado pelo Jornal Mapa sobre a chegada desta delegação composta por quatro mulheres, dois homens e "unoa otroa", a palavra usada pelas zapatistas para designar as pessoas que não cabem na visão binária do género.

"Pelo tempo e calendário da geografia mexicana «seriam as 22:10:15 horas do 10 de Junho, quando, entre as brumas da madrugada europeia, desde o cesto da gávea de La Montaña se alcança vislumbrar a montanha irmã, Cabeço Gordo, na ilha do Faial do arquipélago dos Açores, região autónoma da geografia chamada Portugal, na Europa.». Assim relata o Subcomandante Galeano, transmitindo no site zapatista, o relato que lhe chega da viagem. (...)"
«Ao longe, a oriente, as colunas de Hércules [estreito de Gibraltar] – que no seu tempo eram o limite do mundo conhecido –, olhavam assombradas uma montanha que navegando desde o ocidente vêem»."

O Esquadrão 421 acabou por desembarcar em Vigo, a 22 de Junho, depois de cruzar o Atlântico, completando assim a viagem inversa à dos colonizadores espanhóis, cinco séculos depois, como haviam anunciado em Setembro de 2020.

Durante 3 meses, o Esquadrão 421 percorreu vários territórios e encontrou-se com diferentes colectivos, projectos e organizações, regressando ao México dias antes da chegada d' A Extemporânea, a delegação de cerca de 170 zapatistas que aterrou em Viena de Áustria a 17 de Setembro.

Jornal Mapa: "A Montanha Zapatista nos Açores" | https://www.jornalmapa.pt/2021/06/12/montanha-zapatista-acores/

Artigos sobre a Viagem pela Vida na Guilhotina | https://guilhotina.info/tag/zapatismo-pt/
Na semana anterior à 1ª volta das legislativas francesas, observámos mais um exemplo da manipulação mediática com que somos bombardeados diariamente.

Os media decidiram realçar a “ameaça” que representa a coligação de esquerda liderad por Mélenchon que, aparentemente, é especialmente preocupante por poder ser ainda “mais forte do que a extrema-direita” e a coligação de Macron. O exemplo em que pegamos, da SIC Notícias, é apenas uma réplica do discurso que foi propagado pelos media pelo Ocidente fora, e de forma especialmente agressiva em França.

A NUPES E MÉLENCHON: EXTREMA-ESQUERDA?

É quase cómico sugerir que Mélenchon é um "radical", ou que a Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES) tem algo que remotamente se assemelhe a "extrema-esquerda".

Aliás, seria, não tivessem sido as últimas duas presidenciais disputadas entre o neoliberalismo autocrático e securitário de Macron e a extrema-direita nacionalista de Le Pen.

Para ler em: guilhotina.info/2022/06/17/manipulacao-media-eleicoes-franca/
A NUPES não é mais do que o retorno da “esquerda plural” e da social democracia ao cenário político francês, sem qualquer programa de ruptura, sem discurso anti-capitalista, sem candidatos vindos das lutas sociais (salvo raras excepções) e recheado de candidatos dos aparelhos partidários, nomeadamente do Partido Socialista, que ainda não tinha recuperado da derrocada eleitoral que se seguiu à presidência austeritária de François Hollande, entre 2012 e 2017. (...)
O DISCURSO ÚNICO E AS CAÇAS ÀS BRUXAS

A propaganda mediática que pretende demonizar e ostracizar tudo o que tenha um sequer leve ar de esquerda, entrou numa nova fase, mais acelerada, com a invasão russa da Ucrânia. Em meio da presente "histeria anti-comunista", quem, dentro das esquerdas e dos anarquismos, acha que é bem feito, que "os comunistas" estão a pagar pelos seus pecados, esquece-se que, a seguir aos comun-istas, outros -istas virão. E, quando se deixa que estas caças às bruxas, de mãos dadas com um discurso reaccionário, se normalizem e enraízem nas nossas sociedades, no final nem a esquerda liberal, moderna e perfeitamente integrada no sistema, se vai safar. Tudo o que fuja ao consenso neoliberal vai ser trucidado de forma implacável. (...)

Artigo completo, com referências e fontes, em https://guilhotina.info/2022/06/17/manipulacao-media-eleicoes-franca/
Dez anos depois de se refugiar na embaixada do Equador, Julian Assange está à beira de ser extraditado pelo governo britânico para os #EUA

Há exactamente dez anos, Julian Assange tinha acabado de passar a primeira noite na embaixada equatoriana em Londres. Foi lá que permaneceu durante 7 anos até, em 2019, ser traído pelo novo presidente do Equador e detido pelas autoridades britânicas.

A propósito da recente decisão tomada pela Ministra do Interior britânica de extraditar Julian Assange para os Estados Unidos, recuperamos um artigo que publicámos em 2019 – «As reais razões pelas quais Assange tem a cabeça a prémio».

Lê o artigo completo no site: https://guilhotina.info/2019/04/12/assange-cabeca-premio/
Há exactamente um ano, dava-se início, nas praias de uma cidade galega, a uma invasão daquelas que não fazem capas de jornais, não abrem noticiários e não entram na história canónica. Uma invasão muito outra, protagonizada por um grupo de guerrilheiros indígenas que sonha um mundo onde caibam muitos mundos, e que ao sonhar o torna realidade.

Há exactamente um ano, 500 anos depois da queda de Technochtitlan, o esquadrão marítimo zapatista concluiu a travessia transatlântica, e desembarcou em Vigo, a cidade que se tornou a sua porta de entrada para o Velho Continente. Dois dias antes, La Montaña, a embarcação a bordo da qual cumpriram este feito, havia fundeado na baía de Baiona, onde em 1493 chegou a primeira caravela espanhola vinda das Américas, carregada com alguns “espécimes” indígenas que viriam a ser expostos para satisfazer as curiosidades europeias.

Vídeo da chegada à baía de Baiona: https://vimeo.com/565396427

Artigo completo no site | https://guilhotina.info/2022/06/22/invasao-z-um-ano/
Há exactamente um ano, o Esquadrão 421, a primeira delegação zapatista, iniciava o primeiro capítulo da Viagem pela Vida. As primeiras palavras de Marijose, uma outroa (designação zapatista para as pessoas que não se identificam como homens nem como mulheres), foram dedicadas a rebaptizar o Velho Continente, que se passou a chamar SLUMIL K´AJXEMK´OP, que quer dizer “Terra Insubmissa” ou “Terra que não se resigna, que não desanima”. «E assim será conhecida pelos próprios e por estranhos enquanto houver aqui alguém que não se renda, que não se venda e que não capitule».

Vídeo do desembarque em Vigo: https://youtu.be/zXwxUjHZ4bM
Há exactamente um ano, vários povos indígenas de raiz maia do estado de Chiapas, no sul do México, – que se afirmaram pública e colectivamente como zapatistas no Levantamento de 1 de Janeiro de 1994 – concretizaram algo que os intelectuais ocidentais jamais imaginariam possível. Um feito histórico, fruto da auto-organização e da determinação colectiva de um grupo de povos indígenas que decidiu fazer a viagem inversa à dos colonizadores espanhóis. Os zapatistas venceram todos os obstáculos impostos pelo racismo do estado mexicano e pelo securitarismo da Fortaleza Europa e cumpriram a sua promessa – invadir a Europa 500 anos após a batalha que marcou o fim da primeira fase da conquista espanhola do que é hoje o México.

Um exemplo de como a organização popular e a acção colectiva podem tornar realidade coisas que à primeira vista parecem impossíveis. E, com esta viagem, os zapatistas não nos deram só o exemplo de como a organização colectiva tudo pode. Também nos obrigaram a experimentá-lo na prática, ao desencadear um processo que envolveu mais de 1500 colectivos de toda a Europa Insubmissa.

(...)

Hoje, um ano depois, boa parte da Europa acaba de viver ondas de calor inéditas para esta altura do ano e, com o Verão ainda no início, muitas regiões encontram-se já em seca severa. Vemos agora, com os nossos próprios olhos, aquilo que os companheiros e companheiras zapatistas e do CNI nos vieram dizer – que «[a] Mãe Terra nos pede, aos gritos, que nos levantemos de uma vez e travemos a destruição que a vai matar, e que vai levar-nos a todos com ela.»

Há um ano, vieram para curar as feridas entre os povos. Hoje, uma onda de ódio varre o continente europeu, e todas as nações estão (aparentemente) unidas no ódio ao inimigo comum – de um lado, um inimigo a leste, do outro, a ocidente. A Ocidente e a Oriente, as elites não parecem estar preocupadas com a possibilidade de uma guerra aberta entre potências nucleares, que arrastaria a Humanidade para a ruína e depois da qual não haverá paisagem.

Lê o artigo completo no site: https://guilhotina.info/2022/06/22/invasao-z-um-ano/
Protestos contra a Cimeira da #NATO, este fim-de-semana em #Madrid

A Plataforma Estatal por la Paz “OTAN NO” está a organizar uma cimeira alternativa pela paz e duas manifestações, em oposição à cimeira da Aliança Atlântica - que se realiza na próxima semana em Madrid.

A Cimeira para a Paz é composta por 16 eventos, que estão a decorrer entre hoje e amanhã no Auditório Marcelino Camacho da sede das CCOO em Madrid, como um apelo à desescalada militar e à resolução de conflitos através do diálogo e de meios diplomáticos e pacíficos.

#NATOsummit #FuckWar #NoToWar
Algumas das ideias que serão debatidas na cimeira pela paz são as alternativas de segurança colectiva sem corpos militares, a relação entre militarismo e patriarcado, as consequências globais da guerra na Ucrânia e o impacto económico dos gastos militares, bem como uma posição crítica de rejeição à Aliança Atlântica - que será o fio condutor de todos os actos. O culminar deste evento será uma manifestação contra a NATO, no domingo em Madrid, onde será lido um manifesto unitário defendendo a sua dissolução

Lê o artigo no nosso site | https://guilhotina.info/2022/06/24/cimeira-nato-madrid/