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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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21/22) Como prevenir a instrumentalização do “Efeito Manada” para impor controle sobre a internet, especialmente nas redes sociais?

Adotar uma abordagem informada e estratégica que considere a sinergia entre Forma e Conteúdo nas manifestações sobre diversos temas é essencial.

Independentemente dos temas estarem nos “Top Trends” ou não, a habilidade de adaptar o conteúdo das manifestações à forma como é disponibilizado publicamente é crucial.

Se essa adaptação não for realizada de maneira eficaz, sempre existirá o risco de alcançarmos resultados aquém do esperado.
22/22) Ou seja, sem adequarmos a forma ao conteúdo com o qual nos manifestamos, publicamente e sobre os mais variados temas nas redes, alimentaremos políticas que limitarão ainda mais as liberdades de expressão e manifestação do espectro político com o qual nos identificamos.

Desde de janeiro de 2019, observo que a direita que nasceu no período pós impeachment e que foi vitoriosa nas eleições de 2018, guardadas as devidas proporções, não soube articular suas mensagens de maneira eficiente, alcançando resultados negativos.

Assim sendo, acredito que a direita enfrenta um dilema: decidir se está disposta a aprender a adequar a Forma ao Conteúdo e a aplicar esse conhecimento como uma condição crucial para evitar que o “Efeito Manada” seja explorado para fins de controle da internet, entre outros.

Esta é uma decisão de cada um e ela só será encarada como parte dos problemas que jazem à porta das nossas liberdades se estivermos dispostos a sofrer transformações em benefício das transformações as quais desejamos ocorram nos espaços da nossa cidadania.
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.“

Provérbios 4:23

Após uma sexta-feira determinante, Roma estava tranquila, pois o poder do Estado prevalecera.

O sumo sacerdote do território ocupado sentia-se aliviado por ter assegurado a paz após três anos tumultuados por um homem e seus seguidores.

No epicentro desse drama, um grupo permanecia oculto, aterrorizado, tentando reunir os fragmentos da esperança que se despedaçara dentro deles.

Diante de todas as perdas, a paz se destacava como a mais visível e profunda.

Numa pequena casa, homens e mulheres se reuniam, buscando compreender o momento ímpar que viviam, enquanto lhes faltava o essencial – a paz.

Um ditado, pesado como a atmosfera que os envolvia, ecoava a importância desse elemento fundamental:

"É preferível passar três dias com fome a viver um minuto sem paz."

Aquele que não está em paz não enxerga claramente os fatos ao seu redor; a falta de clareza impede a compreensão, resultando na perda da capacidade de liderar a si mesmo e aos que estão sob seus cuidados e influência.

Permanecer em paz, ao contrário do que muitos supõem, não significa se render ou capitular.

Permanecer em paz implica não se deixar moldar pela percepção alheia quando esta desafia o comportamento necessário para alcançar objetivos, desdenhando da fé na providência divina.

Permanecer em paz permite identificar o oportunismo daqueles que se aproveitam de um ambiente de medo, incertezas e abandono da fé.

É, antes de tudo, reconhecer que temos acesso à verdadeira fonte da paz incondicional.

Paz incondicional que não depende das circunstâncias, dos acordos, das conveniências ou dos arranjos.

Paz que nos capacita olhar para o horizonte, mesmo diante de promessas de tempestades, mantendo o coração cheio de esperança.

Essa paz não está disponível no mercado de soluções convencionais, nas composições políticas ou nos atos dos poderes.

Essa paz reside na esperança depositada no Eterno e em Seu Cristo, confiantes de que Ele sempre trabalha para aqueles que Nele esperam.

Não por acaso, voltando àquela sexta-feira, quando o domingo chegou, após a ressurreição, aqueles homens e mulheres amedrontados, incapazes de compreender completamente o que acontecera, receberam a única coisa capaz de reorganizar suas vidas, propósitos e prioridades.

Não receberam armas, cursos ou promessas.

Ele simplesmente disse: “Paz seja convosco.”


“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.” (Evangelho de São João 20:19)

Independentemente de suas necessidades naquele momento, sem paz tudo seria em vão.

Uma vez em paz, era hora de abrir as portas e se preparar para a missão que sentiam incumbidos – viver em paz e sem medo.

Aquele que vive em paz semeia paz, e quem vive sem medo mantém um olhar esperançoso sobre o futuro.

Às vésperas do ano 2024, aqui estamos nós, acompanhados de uma palavra que sobreviveu a tantas perseguições, testemunhando o que homens em paz foram capazes realizar.

Acalmemos nossos corações, não porque fomos vencidos e nada mais há por fazer, mas porque compreendemos que através do Cristo temos acesso a uma paz que excede todo entendimento, sendo suficiente para compreendermos a missão para a qual fomos designados e suportarmos as dores do presente tempo.

Que, em 2024, a paz do Eterno, oferecida gratuitamente por meio de Seu Cristo, repouse sobre ti e toda a tua família.
Media is too big
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CHOQUEI - Lacrando Vidas
Autor: Daniel Penin
1/35) Aproveitando o excelente trabalho realizado pelo Daniel Penin, no vídeo acima, vamos relembrar uma thread publicada no X(antigo Twitter) em 26 de agosto de 2020.

Sleeping Giants - A estratégia por trás dos fatos e o
Goebbels do século XXI.


Vamos caminhar um pouco.⤵️
2/35) No dia 14/04/1943, em seu diário sobre a guerra que o governo nazista fazia contra a liberdade de imprensa, Joseph Goebbels, que havia sido jornalista, escreveu:

"Qualquer homem que ainda tenha um resíduo de honra tomará todo cuidado para não se tornar jornalista".

A palavra propaganda apareceu pela primeira vez em 1622, quando o papa Gregório XV convocou uma comissão de cardeais – a Congregatio Propaganda Fiade – para difundir a palavra cristã em missões estrangeiras.⤵️
3/35) Durante 300 anos despertou interesse de muita gente, inclusive de Pavlov, mas foi só em 1925, a partir do primeiro encontro entre Hitler e Goebbels, que os estudos sobre a capacidade de manipular as massas, na teoria e na prática, começaram a se desenvolver cientificamente.

As práticas mais modernas do marketing, baseadas em pesquisas nas emoções humanas mais do que na razão, têm seu berço no nazismo.⤵️
4/35) O movimento nazista na Alemanha dos anos 1920 ainda não era um partido e não chegava a ter 1.000 filiados quando Goebbels, contratado por Hitler, iniciou-se nas primeiras estratégias do que hoje chamamos de marketing, para difundir as ideias do nacional-socialismo.⤵️

A apropriação da cor vermelha para confeccionar os cartazes publicitários marcou um primeiro e pequeno golpe para desestabilizar as ideias comunistas.⤵️
5/35) Domínio das emoções

Goebbels, que já era doutor em filosofia, aprofundou-se nas ideias de Marx, Engels e Rathenow, com o único objetivo de combatê-las, atacando-as com sutileza e ironia nas fraquezas e com força e dogmatismo em seus pontos fortes.


Obs.: São fatos históricos - não confundir com defesa à favor do socialismo.

Tenham paciência e conheçamos os caminhos que Goebbels traçou e o quanto podemos identificar nele os elementos dos fatos presentes em nosso tempo.

"A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à
emoção e ao instinto."


A frase acima, que encerra os princípios éticos do marketing ultramoderno, foi proferida em 1934 por Goebbels – o homem que ficou ao lado de Hitler até o fim.⤵️
6/35) Craque na oratória, Goebbels costumava dizer que ‘as grandes revoluções não são feitas por intelectuais e grandes escritores, mas por grandes oradores’.

Goebbels sabia como aproveitar até mesmo os insultos dirigidos aos nazistas, fazendo tamanha elucubração com as palavras que o nacional-socialismo só crescia e se fortalecia, enquanto o comunismo arrefecia.

Segundo Goebbels, ministro de Esclarecimento e Propaganda do Terceiro Reich, "depois que a propaganda conscientizou todo um povo a respeito de uma ideia, a organização pode obter o máximo de benefícios com a ajuda apenas de um punhado de pessoas".⤵️
7/35) Na Alemanha, Goebbels mantinha o domínio das emoções do povo e o ministério que dirigia contava com vários departamentos que se ocupavam de cultura e publicidade, rádio, cinema, teatro, música e arte, política, lei e finanças, cerimonial, juventude, problemas raciais e viagens, e o mais curioso: proteção contra a contrapropaganda no país e no exterior.

Um homem, um jornal e a propaganda que preparou o ambiente para o domínio do Nazismo.

O Der Stürmer foi o jornal anti-semita mais notório da Alemanha.

O líder provincial nazista [Gauleiter] Julius Streicher, era um antigo professor de escola secundária que havia se transformado em ativista nazista, e era o editor e diretor daquele jornal.⤵️
8/35) O jornal foi publicado por mais de 20 anos, de 1923 a 1945, divulgando histórias sensacionalistas de "assassinatos rituais", crimes sexuais e fraudes financeiras teoricamente cometidas por judeus.

Durante a República de Weimar, as alegações ofensivas e difamatórias do Der Stürmer tinham como resultado frequente a abertura de processos judiciais contra Streicher e contra o jornal por parte das organizações e dos políticos judeus afetados pelas suas mentiras.⤵️
9/35) Após a chegada dos nazistas ao poder, a fortuna do jornal e de seu editor cresceu rapidamente.

A circulação cresceu drasticamente, de 14.000 exemplares em 1927 para quase 500.000 em 1935.

Embora os visitantes estrangeiros e muitos alemães, incluindo alguns propagandistas nazistas, achassem o jornal (que só falava sobre esse assunto) ofensivo, Hitler se recusava a mandar fechá-lo, mesmo após o Tribunal do Partido Nazista remover Streicher de seus cargos políticos e do partido devido a corrupção.

Em toda a década de 30, os alemães encontravam o Der Stürmer à venda em todas as calçadas e esquinas da Alemanha.

Para promover sua propaganda anti-semita e aumentar a circulação do jornal, Streicher forjava diversas notícias.⤵️
10/35) Para manter sempre cheias as caixas onde o jornal era expostos e eventualmente atender ao crescente número de assinaturas, por vezes ele ampliava a circulação do jornal para 2 milhões de unidades.

Os Novos Caminhos da Propaganda:

Cinema, Rádio e Televisão.

Os nazistas entenderam como utilizar o poder de atração das tecnologias então emergentes, como o cinema, os auto-falantes, o rádio e a televisão, a serviço da sua propaganda.⤵️
11/35) Essas tecnologias ofereceram aos líderes nazistas mais uma forma de disseminação de suas mensagens ideológicas, sendo também um veículo para reforçar a invenção da Volksgemeinschaft, a Comunidade Nacional alemã, através de experiências auditivas e visuais direcionadas ao público "germânico".

Após 1933, serviços de rádio passaram a transmitir os discursos de Hitler para residências, fábricas e até mesmo pelas ruas da cidade através dos auto-falantes.⤵️
12/35) Os oficiais do Ministério da Propaganda, sob o controle de Goebbels, compreenderam como o rádio era potencialmente promissor para a difusão da propaganda.

O Ministério investiu significativamente na produção de um radio barato, o Volksempfänger(Rádio do Povo), para aumentar as vendas.

Em 1935, cerca de 1.5 milhão desses rádios haviam sido vendidos, conferindo à Alemanha um dos maiores públicos de ouvintes do mundo.

Em 1935, a Alemanha se tornou a primeira nação a introduzir o serviço de televisão regular.

Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda, viu o enorme potencial desse tipo de mídia para a divulgação da propaganda nazista, embora acreditasse que a melhor opção eram as exibições coletivas como no cinema ou no teatro.⤵️