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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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1/15) Você já ouviu os termos "Deus Ex Machina" e "Deus EM Machina"?

Vamos caminhar um pouco.⤵️
2/15) "Deus Ex Machina" remete a trama por meio da qual um problema aparentemente insolúvel em uma história é repentina e abruptamente resolvido por uma ocorrência inesperada e improvável.⤵️
3/15) Origem do termo "Deus Ex Machina".

O termo foi cunhado a partir das convenções do antigo teatro grego, onde atores que representavam deuses eram trazidos para o palco usando uma máquina.⤵️

A máquina pode ser um guindaste [mecânico] usado para abaixar os atores de cima ou uma plataforma(também conhecido como riser ou tribuna).

Ésquilo apresentou a ideia e ela foi usada com frequência para resolver o conflito e encerrar a dramatização.⤵️
4/15) O dispositivo está associado principalmente à tragédia grega, embora também tenha aparecido em comédias.

No contexto dos espetáculos, sua função era, geralmente, resolver uma situação de enredo sem o qual esta seria insolúvel, para surpreender o público, para conduzir o conto a um "final feliz" ou agir como um artifício cômico.⤵️
5/15) Resumindo:

O termo "Deus Ex Machina" pode ser utilizado sempre que um problema aparentemente insolúvel é repentina e abruptamente resolvido por uma ocorrência inesperada e/ou improvável.

Qual a importância destas informações?⤵️
6/15) Em maio de 2017, o Grupo de Interfaces Futuras da Universidade Carnegie Mellon começou desenvolver um recurso pelo qual um smartphone pudesse identificar outros dispositivos eletrônicos apenas por seus campos magnéticos, o que absolutamente tudo que usa eletricidade emite.

A proposta consistia em fazer um celular “sentir” qualquer eletrônico que esteja ligado, incluindo aparelhos que não fosse equivalente aos chamados smart(inteligentes).⤵️
7/15) Lembra do problema aparentemente insolúvel que é repentina e abruptamente resolvido por uma ocorrência inesperada e/ou improvável?

O grupo de pesquisadores construiu um protótipo para o experimento, baseados num Moto G 2013 modificado para ser capaz de captar ondas eletromagnéticas.

O projeto foi batizado de "Deus EM Machina", um trocadilho com a expressão “Deus Ex Machina”, mas trocando o Ex por EM, do Eletromagnetismo.

Qual o problema aparentemente insolúvel que "Deus EM Machina" propõe uma solução?⤵️
8/15) Conectar-se a qualquer dispositivo apenas com base na assinatura eletromagnética.

Como o protótipo funcionou nos testes?

O "Deus EM Machina" funcionou reconhecendo o campo eletromagnético dos dispositivos e identificando-os com a ajuda de machine learning em tempo real.

Como o eletromagnetismo de cada dispositivo é diferente um do outro, esse campo detectado funcionou como uma assinatura digital de cada aparelho.

Qual foi mesmo a solução?

Identificação por uma assinatura Eletromagnética.⤵️
9/15) A partir da identificação do "dispositivo", o "Deus EM Machina", controlado por uma inteligência artificial, ativa diferentes serviços e aplicativos para controlar cada um dos dispositivos identificados pelo campo magnético.

Bastando que o usuário aproximasse o celular de uma TV para o "Deus EM Machina" automaticamente abrir um app que funciona como controle remoto após reconhecer o eletrodoméstico.

Isso serve também para um condicionador de ar, roteadores, geladeiras e até luminárias.⤵️
10/15) Resumindo:

sempre que algo for identificado pelo smartphone, alguma ação é realizada, seja abrir um aplicativo específico diretamente ligado ao controle ou configuração do que foi reconhecido ou mesmo acessar um website – uma lista de receitas ao se aproximar do micro-ondas, por exemplo.

Toda a demonstração com o protótipo foi possível graças a solução encontrada - estabelecer uma forma de obter uma assinatura eletromagnética com a qual fosse possível conectar-se a determinados aparelhos, mesmo quando estes não possuíssem tal característica como recurso nativo(de fábrica).⤵️
11/15) Claro que atualmente o "Deus EM Machina" é o grande conceito por trás do IoT (internet das coisas) que usará a possibilidade de identificar um dispositivo e estabelecer com o mesmo algum grau de interoperabilidade.⤵️
12/15) Quais foram os criadores e/ou apoiadores do "Deus EM Machina"?

Robert Xiao, Gierad Laput, Yang Zhang, e Chris Harrison.

Nos recortes estão os principais patrocinadores do evento realizado em 2017.

Talvez isto nos ajude a entender a conduta de gigantes da Big Tech as quais assumiram para si um papel que nenhum legislador outorgou-lhes.⤵️
13/15) Novamente, qual o problema, aparentemente insolúvel, para o qual "Deus EM Machina" propõe uma solução?

Integrar dispositivos com auxílio da Inteligência Artificial mesmo que não tenham originalmente sidos desenvolvidos com tal capacidade.

Vou repetir e faça uma reflexão considerando você e suas capacidades naturais:

Integrar dispositivos com auxílio da Inteligência Artificial mesmo que não tenham originalmente sidos desenvolvidos com tal capacidade.⤵️