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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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21/43) Estabelecer e coordenar a formulação de padrões básicos de processo foi o ponto alto desta grande estratégia deflagrada no início de 2018, realizada com sucesso pela Academia Chinesa de Engenharia.

Ficou evidente que ela apresentava planos ambiciosos para a China remodelar a indústria de tecnologia global.⤵️
22/43) Devido à sua importância para garantir a liderança global tão perseguida pela China, os investidores estrangeiros foram apresentados ao "Plano China Standards 2035", quer operassem ou não diretamente na indústria de tecnologia.⤵️
23/43) Quais são os padrões da indústria?

Simplificando, a indústria de tecnologia, junto com outras indústrias em todo o mundo, usa processos e especificações padronizados para garantir que os produtos sejam construídos para funcionarem juntos perfeitamente.⤵️
24/43) Se cada país ou empresa definisse seus próprios padrões, as tecnologias não seriam capazes de funcionar facilmente com produtos projetados por outras empresas ou em outros mercados.

Na verdade, os padrões permitem que os produtos sejam projetados e produzidos em escala e usados ​​em todo o mundo.

O que implica considerar que ter a China liderando a padronização em uma escala global, teremos, direta ou indiretamente, toda a tecnologia mundial regulamentada nos padrões que ela definir.⤵️
25/43) Os padrões não são úteis apenas para resolver questões práticas de compatibilidade, mas também porque aceleram a "inovação".

Quando as empresas usam padrões abertos em vez de padrões proprietários, elas não precisam dedicar recursos para desenvolver seus próprios sistemas internos e, em vez disso, podem seguir as práticas estabelecidas.

Entretanto, o caminho proposto poderá ser uma armadilha capaz de dar a China um controle ilimitado e ameaçador para a soberania de outras nações.

Um caso que merece toda a nossa atenção.⤵️
26/43) Principalmente quando estudiosos perceberam o fracasso que a China experimentou ao propor o "Made in China 2025 (MIC 2025)".

Entre seus vários objetivos, o MIC 2025 buscava aumentar o conteúdo nacional de componentes e materiais essenciais para 40 por cento até 2020 e 70 por cento até 2025.⤵️
27/43) O plano referia-se explicitamente a quanto do mercado de tecnologia da China poderia ser controlado por empresas chinesas e quantos componentes em diferentes produtos precisavam ser 'Made in China'.⤵️
28/43) O objetivo final do MIC 2025 de ser a autossuficiência das empresas domésticas permitiria às empresas chinesas competir por uma posição maior nos mercados globais.⤵️
29/43) Muitos empresários estrangeiros na China viram o esforço para tornar as empresas nacionais autossuficientes como criando um campo de atuação injusto no mercado chinês, o que teria um efeito de arrastamento em outros mercados à medida que as empresas chinesas se expandissem no exterior.⤵️
30/43) Além disso, grandes players passaram a ver este campo de atuação injusto pela ótica dos subsídios e financiamentos da China para empresas estatais ou favorecidas como potencialmente prejudiciais para os investidores estrangeiros e o setor privado de seus países.⤵️
31/43) Diante da rejeição clara enfrentada pela China ao seu programa "Made in China 2025", este sofre uma profunda reformulação pelo qual os mesmos objetivos pudessem ser alcançados.

Desta vez em um ritmo muito mais acelerado e numa escala global.⤵️
32/43) Foi a partir desta reformulação que China lança um novo e ambicioso plano para escrever padrões globais para a próxima geração de tecnologia, um movimento que pode ter enormes implicações para as indústrias de tecnologia em todo o mundo.⤵️
33/43) Embora Made in China 2025 tenha atraído a ira do exterior e tenha sido posteriormente enterrado por legisladores, o plano China Standards 2035 mostra que Pequim possui uma enorme capacidade para adequar suas ambições a melhor forma que lhe permita vencer resistências sem recuar.

Como tal, o projeto China Standards 2035 endossa e baseia-se no Made in China 2025.⤵️
34/43) Na verdade, o objetivo deste último - transformar a China em um produtor e inovador de tecnologia líder - é um trampolim para alcançar o primeiro.⤵️
35/43) O plano China Standards 2035, na verdade, traçou um plano, sob o comando de Pequim, com a missão de conduzir as principais empresas de tecnologia na definição de padrões globais para tecnologias emergentes como a Internet 5G/6G, a Internet das Coisas(IoT) e inteligência artificial, entre outras áreas.

"Aqui você percebe as razões pela disputa acirrada pelo 5G por parte da China".⤵️
36/43) Portanto, de muitas maneiras, Made in China 2025 e China Standards 2035 são duas partes da mesma estratégia.

Antes de estabelecer padrões globais, a China precisava tornar-se autossuficiente no projeto e na produção de produtos de alta tecnologia como semicondutores, para os quais o país ainda dependia em grande parte de empresas estrangeiras.

Devido ao estágio de desenvolvimento da China na época do boom da internet, os líderes governamentais geralmente consideram que a China perdeu a oportunidade de definir padrões para produtos como smartphones e software.⤵️
37/43) Assim, os formuladores de políticas enfatizam a importância de a China dominar os campos que, segundo eles, conduzirão a próxima revolução industrial, como automação e tecnologia verde.

"Destaque para trechos dos discursos de Xi Jinping sobre transformação verde".

Isso tomará a forma de apoio governamental para essas indústrias, por exemplo, por meio de investimentos em “nova infraestrutura” que provavelmente farão parte do estímulo econômico pós COVID-19 da China.⤵️
38/43) Para isto, no entanto, o estabelecimento de padrões exigirá que a China impulsione suas empresas e preferências internacionalmente.

Isso inclui aumentar a participação chinesa em organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio(OMC ou WTO para sigla em inglês), onde Pequim já tem uma presença significativa.⤵️