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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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5/15) Criado em dezembro do ano passado, o Lincoln Project é um chamado "super PAC" (sigla em inglês para Comitê de Ação Política).⤵️
6/15) Essas organizações não são ligadas oficialmente a nenhum candidato ou partido, mas podem arrecadar quantidade ilimitada de fundos e fazer campanhas a favor ou contra candidatos ou causas.

Como o Lincoln Project atuou para ganhar a atenção dos apoiadores do presidente? ⤵️
7/15) Eles utilizaram uma série de anúncios criticando o presidente americano.

Estes anúncios foram veiculados muitas vezes nos intervalos dos programas de TV preferidos de Trump, esses anúncios tinham como objetivo não apenas convencer outros republicanos a apoiar Biden mas, principalmente, irritar o presidente e provocar uma resposta.

Algo muito parecido com o que acontece quando a imprensa brasileira provoca o presidente Bolsonaro.⤵️
8/15) Em um dos vídeos mais comentados, divulgado em maio de 2020, o grupo transformou o famoso slogan "Morning in America" ("Manhã na América"), usado na campanha de reeleição de Ronald Reagan em 1984 para projetar otimismo com a situação do país, em "Mourning in America" ("Luto na América"), ao criticar a resposta do governo federal à "pandemia" de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.⤵️
9/15) Diante de imagens de ruas desertas, prédios em ruínas, pessoas em longas filas e em corredores de hospital e uma bandeira americana de cabeça para baixo, o narrador diz que Trump ignorou o "vírus mortal" e que a economia está "em frangalhos". (Não parece a mesma narrativa da imprensa brasileira e alguns que se diziam apoiadores do presidente Bolsonaro?)

"Sob a liderança de Donald Trump, nosso país está mais fraco, mais doente e mais pobre", afirma o narrador.

"E, agora, os americanos se perguntam: se tivermos outros quatro anos disto, ainda existirá uma América?".⤵️
10/15) A divulgação do vídeo provocou reação imediata de Trump, que disparou uma série de twitters, no meio da madrugada, chamando os membros do grupo de "perdedores" e de "RINO (sigla em inglês para "republicanos só no nome") que fracassaram terrivelmente 12 anos atrás, e novamente oito anos atrás, e então foram seriamente derrotados por mim, um estreante na política, quatro anos atrás".⤵️
11/15) O ataque de Trump serviu para alavancar a popularidade do Lincoln Project e impulsionar a arrecadação de doações para o grupo.

O vídeo já teve mais de 30 milhões de visualizações, e o perfil do grupo no Twitter tem mais de 1,3 milhão de seguidores.

Calcula-se que tenha arrecadado mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) em decorrência dos twitters do presidente.

"Nós agradecemos a ele por toda a publicidade gratuita que tem dado ao nosso movimento e aos nossos esforços", disse o estrategista político Reed Galen, um dos fundadores do grupo, em artigo publicado pela rede NBC.

"Mas sua incapacidade de se controlar ilustra ainda mais sua inaptidão para o cargo." Segundo a matéria.⤵️
12/15) Agora veja se você consegue fazer um paralelo de uma declaração do Lincoln Project com algumas feitas por grupos aqui no Brasil:

"Trump e seus facilitadores abandonaram o conservadorismo e os antigos princípios republicanos e os substituíram pelo trumpismo, uma fé vazia liderada por um falso profeta", escreveram em um manifesto publicado no jornal The New York Times em dezembro para anunciar a criação do grupo. ⤵️
13/15) Conhecendo a capacidade dos estrategistas do "Lincoln Project" não é difícil entender a declaração do Parler de que somente depois do dia 20 concluiriam a realocação dos serviços de forma a reestabelecer o acesso à sua plataforma.⤵️
14/15) Sei que muitos não gostariam de uma leitura que apontasse isto, mas o Parler parece ter sido parte da ação dos estrategistas do "Lincoln Project" desde a sua formação. É o que os fatos apontam.

Quanto ao peso histórico que os eventos no Capitólio tanto quanto com o Parler traz mostra que é fundamental olharmos iniciativas semelhantes ao Parler aqui no Brasil e projetos que se assemelham ao Lincoln Project na intenção de fazer surgir uma ala descontente no meio dos apoiadores a fim de legitimar suas ações. Afinal quem suspeitaria daquele que se declara conservador?

Por enquanto não há muito o que falar(é preciso ter cautela).⤵️
15/15) Só lhes asseguro que os estrategistas do Lincoln Project fizeram escola e há grandes chances de termos algo semelhante no Brasil para 2022.

Desta observação surge a importância da descentralização.

Seguir um caminho que concentre os apoiadores do presidente Bolsonaro em uma única plataforma será condicioná-los ao mesmo destino dos EUA quando começarem as mobilizações para impedir uma possível reeleição do presidente Bolsonaro em 2022.

Estejamos atentos e descentralizados. Pois a missão do Lincoln Project é tão clara quanto a que percebemos em alguns grupos aqui no Brasil.
Então surgem duas perguntas:

De qual lado dos conservadores está o Parler?

A declaração de que só retornará após o dia 20 ajuda o Lincoln Project?

Parler como local de concentração dos conservadores pode ser um problema dependendo das respostas às perguntas acima.

Pense!
Lembrem-se: Uma das estratégias muito utilizada para acusar grupos apoiadores dos governos conservadores consiste em:

Infiltrar nestes grupos agentes com a missão de publicar material para ser usado na intenção de acusá-los de "propagadores do discurso de ódio", "fake news", "extrema direita".

Estejam atentos, assim como estamos.
Um dos perigos por trás de App's "divertidos" como TikToK.

O mesmo recurso foi utilizado para detectar uigures e outras minorias na China.
O presidente Donald Trump, aprovou esta segunda-feira(11/01/2021) uma declaração de emergência para o Distrito de Columbia, onde se situa Washington DC, que deverá durar até 24 de janeiro.

Todo este preparo é realmente para Biden ou para um 2º mandato?

O tempo dirá.
Quando vc lê os novos termos do WhatsApp, entende o motivo do meme que o Telegram postou.

Quem dá valor à privacidade nunca concordará com um termo destes.

Zuckerberg está transformando o WhatsApp numa versão ocidental do WeChat.
"As pessoas não querem mais trocar sua privacidade por serviços gratuitos. Eles não querem mais ser reféns de monopólios de tecnologia que parecem pensar que podem se safar com qualquer coisa, desde que seus aplicativos tenham uma massa crítica de usuários." Pavel Durov (Telegram).