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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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A luta de cada um e a batalha de todos.
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Sempre vale a pena relembrar algumas palavras de Donald Trump por ocasião das eleições em 2016.
1) Como justificar a importância de mecanismos para auditar o resultado na apuração das eleições?

Vamos considerar um cenário hipotético.

Numa eleição na cidade de Urbanólolis, com 50 mil habitantes, disputam o cargo de prefeito o candidato A e o B.⤵️
2) O TRE da cidade organiza o pleito e disponibiliza as urnas nos locais de votação.

Às 08:00h abrem-se os portões e os eleitores começam a chegar.


Os presidentes de cada cessão emitem a zerézima(comprovante que demonstra não existir votos no sistema das urnas antes da sua abertura).

Às 17:00h encerra-se o processo de votação.⤵️
3) Os presidentes de cada cessão imprimem o BU(Boletim da Urna) onde será mostrado o total de votos que A e B receberam bem como os totais de votos em branco e nulos.

Os candidatos podem solicitar uma cópia do BU e assim acompanharem os dados quando o resultado oficial for divulgado.

Num determinado boletim o candidato B teve 30 mil votos.

Ao verificar o resultado divulgado pelo TSE constatou que perdeu as eleições para o candidato A.⤵️
4) Diante do resultado de cada BU o candidato B entra com recurso no Tribunal Regional solicitando que os dados sejam recalculados, pois diferem do somatório dos boletins.

Neste momento o mesmo responsável pela organização e realização do pleito, queiram ou não, torna-se suspeito quanto a divergência entre o resultado divulgado e o que registrou o BU emitido em cada sessão.

O responsável que também ocupará a posição de suspeito é quem recepciona o processo e dá providências.

Algum tempo depois o responsável declara que não encontrou problema algum e que o resultado está correto.⤵️
5) Qual seria a outra forma por meio da qual o candidato B poderia solicitar um julgamento que levasse em consideração o BU que apresenta o resultado demonstrando disparidade com o computo final divulgado?

Neste momento todo o processo extremamente seguro será validado única e exclusivamente com base no que o responsável pelo pleito disser.

Caso o responsável diga: O BU apresentado não serve como prova de falha ou vício no processo e não implica no resultado final.⤵️
6) Seria o mesmo que dizer: "O BU não mostra o que o candidato B acha que está vendo".

Ou "O BU não pode ser mais importante que a capacidade de julgamento do responsável pelo pleito".

O que destruiu a segurança das eleições onde A e B concorreram?

Resposta
: A falta de um julgador neutro que possa avaliar todas as provas, inclusive podendo inquirir o responsável na condição de suspeito e não entregar a este o papel de julgador das demandas que ele mesmo, direta ou indiretamente, produziu.⤵️
7) Quem preparou as Uras?

- O responsável pelo pleito.

Quem programou e executou toda a logística de distribuição das urnas?

- O responsável pelo pleito.

Quem disponibilizou as mídias para armazenamento dos dados das Urnas?

- O responsável pelo pleito.

Quem providenciou meios para transmissão digital dos dados de cada urna?

- O responsável pelo pleito.

Quem recepcionou as reclamações sobre o processo quanto as possíveis divergências?

- O responsável pelo pleito.


Quem julgará todas as ações que questionam a lisura do processo?

- O responsável pelo pleito.⤵️
8) Não é uma questão de menor importância.

Trata-se da correção de uma estrutura que não foi criada para privilegiar a transparência.

Estamos falando de um processo que subordina toda uma nação ao poder decisório do organizador do processo, independente do material probatório que for coletado para questionar a lisura do pleito.⤵️
9) No atual modelo eleitoral brasileiro há uma estrutura funcional que mais nos remete a um modelo ditatorial que democrático.

Um modelo onde a figura mais importante torna-se o responsável pelo computo em detrimento do que expressa cada eleitor partícipe.⤵️
10) Chega a ser injusto, cruel em pleno século XXI tenhamos que travar verdadeira batalha por algo flagrantemente urgente em qualquer democracia que se pretenda a máxima transparência nos processos públicos.⤵️
11) A democracia tem esta dívida com o povo brasileiro.

Dívida esta que impõe medidas atenuantes como uma espécie de compliance para os processos eleitorais.

É isto ou a cada pleito voltaremos a velha e mal sinalizada encruzilhada do pós eleição.⤵️
12) Nesta encruzilhada temos vários caminhos a percorrer: seguindo em frente encontraremos o povo que não sabe votar;

à direita teremos os candidatos que compraram votos;⤵️

à esquerda a desconfiança quanto a segurança das urnas

e atrás o responsável pelo processo tendo que soltar notas na imprensa reafirmando pela milionésima vez que todo o processo transcorreu sem nenhum fato que pudesse minar sua credibilidade.⤵️
13) Tem certeza que o processo, neste modelo, é o melhor que a democracia tem a oferecer ao seu povo?

Estão defendendo o que nunca puderam demonstrar para o povo sobre a possibilidade de recontagem dos votos.⤵️
14) Quando, na história do Brasil pós urnas eletrônicas, um pleito foi contestado e uma nova contagem de votos pode ser utilizada para dirimir dúvidas e promover melhor transparência ao processo?

Deveríamos nos envergonhar por percebermos que deixamos chegar a este ponto.

Em 2022, precisaremos mais do que palavras para legitimar o resultado das urnas.

Pensem nisto agora, pois deixar para o ano da eleição é revivermos 2020 sob todos os aspectos que questionam a falta de um mecanismo a garantir possibilidade de recontagem dos votos por meio de auditoria em comprovantes físicos.

Fim.
Muitos devem ter lido matéria da CNN onde, após 10 meses, finalmente traz a questão sobre a China ter omitido informações importantíssimas sobre o COVID-19.
O que teria motivado a CNN após tanto tempo?