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Este canal propõe um olhar diferente sobre os fatos.
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24/74) Outro ponto importante é o fato deste reino de aparência bizarra não ter sido conquistado dando a entender que seu poder teria sido transferido aos seus dez chifres que o manteria vivo e invisível por meio destas nações.

Além dos dez chifres, em sua visão (Daniel 7:8-11) o profeta vê mais um chifre que surgiu entre aqueles dez arrancando com isso três para dar lugar a este que começou pequeno mas, se engrandeceu muito, com um aspecto bastante assustador.⤵️
25/74) Este pequeno chifre cresce e o profeta percebe que possuía olhos e boca de homem e falava com arrogância proferindo blasfêmias.

Este chifre pequeno que se engrandeceu muito está associado ao animal, ainda que esteja entre sua expressão na forma dos dez chifres.

Em Daniel 7: 23 lemos: "Então ele [o anjo] disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.".

Não se precipite nas conclusões, pois não é tão simples quanto abordado aqui.⤵️
26/74) Lembre-se, a forma como foi abordado visa tão somente mostrar o mundo sob a perspectiva das Sagradas Escrituras e com isto reafirmar o controle absoluto do criador sobre os eventos.

Ainda que tais eventos fossem bizarros, cruéis, inimagináveis sob todos os aspectos, o criador nunca perderá o controle.

Há um tempo para tudo enquanto somos provados segundo nossas escolhas.

Isto não significa que Ele não interviria, mas que seria no Seu tempo.

As revelações nos foram deixadas para não perdemos a fé e a esperança de que somos sua criação e como tal sempre devemos lançamos sobre Ele as nossas expectativas quanto ao livramento e a vitória.⤵️
27/74) Então sabemos que há uma representação para os reinos e as sucessões assim como há uma revelação sobre o último reino que não foi conquistado, bem como a sua aparência diferente de todos os outros animais e sem equivalente no reino animal segundo a criação das espécies.

Isto encerra este ponto e nos possibilita seguir para a resposta a nossa pergunta com a qual iniciamos esta thread:

Você já se perguntou porquê Wuhan? Porquê a China?⤵️
28/74) Agora vamos avançar um pouco no tempo, não muito em relação ao período visto até aqui.

O Dragão, as relações comerciais e a primeira rota da seda.


334-326 AEC, Alexandre, o Grande, havia conquistado os países entre o Mediterrâneo oriental e o Punjabi.⤵️
29/74) Enquanto aconteciam as sucessões conforme demonstrado na estátua e na visão do profeta Daniel, após as conquistas de Alexandre, mais de 100 anos depois, ocorre a unificação da China em 221 AEC sob o seu primeiro imperador Qin Shi Huang(guarde este nome).

Neste período que Qin estabeleceu as bases que permitiram o sucesso inigualável do antigo comércio de longa distância que se desenvolveu ao longo da rede de rotas que ficaram conhecidas como as “Rotas da Seda” (Hill,2015; Liu,2010; Graf,2017; Olbrycht,2013; Nickel,2013).⤵️
30/74) Como este feito foi alcançado?

Tudo começou com um projeto de intercâmbio comercial e diplomático.

Como principais potências mundiais, o Imperium Romanum e o antigo Império Chinês das dinastias Qin e Han existiam contemporaneamente.

Tal coexistência teria durado desde meados do século II a.C até a primeira metade do século III d.C.

Entre eles, calcula-se que controlavam metade da população mundial (Scheidel, 2015: 5).⤵️
31/74) Um livro recente sobre geografia na Antiguidade Clássica, um erudito afirmou que “os romanos chegaram até a China, estabelecendo contatos com [a população] local”.

Os romanos, segundo nos dizem, “negociavam com os chineses e tinham contatos recíprocos com a corte já no tempo de Augusto” (Dueck, 2012: 62).⤵️
32/74) Resultados da aproximação com Roma.

A tomada do Egito por Roma não só uniu politicamente toda a bacia do Mediterrâneo, como estabeleceu a rota marítima através do Mar Vermelho e no Oceano Índico como uma alternativa econômica e, assim, incluindo-a no sistema de comércio das “Rotas da Seda” (Speidel, 2015).

As rotas comerciais que ligavam o Oceano Atlântico ao Pacífico foram um dos resultados da união política que surgiu com a vitória de Roma sobre o Egito.⤵️
33/74) A partir do primeiro século EC, fontes de ambos os impérios antigos registrariam um crescente intercâmbio comercial e diplomático, bem como um interesse significativo em relatos escritos sobre o outro e aumentando significativamente o fluxo de comércio.

O crescimento mais importante para a estratégia da China ocorreu no número de emissários e informações compartilhada entre os dois impérios (romano e chinês).⤵️
34/74) Alguns estudiosos sustentaram a tese de que em 122 EC, o imperador romano Adriano, teria ordenado a construção do grande muro de pedra no norte da província da Britânia influenciado pelos relatos de viajantes sobre a Grande Muralha da China.

Tais relatos teriam sido sua fonte inspiradora(Stevens, 1955: 397-399, Breeze, Dobson, 1976: 32. Cf. Campbell, 1989: 371-376).

Até aqui deverá ser suficiente para, ao menos, sabermos que houve uma estratégia de aproximação entre China e Roma conforme a história registrou.

Tal estratégia tinha um objetivo primário - Estabelecer as bases para a criação e domínio das "Rotas da Seda".⤵️
35/74) Agora precisamos olhar o outro lado nesta relação diplomática e comercial que Roma havia estabelecido com a China e saber um pouco mais sobre quem estaria liderando e expandindo o poder da China.

Enquanto o Roma se preparava para ser o palco dos eventos que marcariam o surgimento do cristianismo, do outro lado, o Império Chinês das dinastias Qin e Han se fortalecia.

Precisamos lançar um olhar mais apurado sobre alguns detalhes destas duas dinastias(Quin e Han).⤵️
36/74) Dinastia Qin, 221-207 a.C.

Usando de extrema força, o rei de Qin saiu vencedor da guerra que marcou o final da dinastia Zhou conquistando um território após o outro e os incorporando ao seu reino.

Por volta do ano 221 a.C. ele já havia conquistado quase toda a
China.

Esse rei assumiu o título de Qin Shi Huang Di, que significa "primeiro rei/imperador de Qin".

Ao concentrar o poder em suas mãos, Qin Shi Huang Di (Di = Imperador) se tornou o fundador do Império Chinês.⤵️
37/74) Foi ele quem estabeleceu, pela primeira vez na história, um Estado unificado chinês.

Entre as medidas adotadas por Huang para garantir a unidade do império estavam: adoção de um único sistema de pesos e medidas, de escrita e de moeda em todo o Império.

Para vigiar os outros nobres, Huang ordenou que os antigos governantes dos principados se mudassem para a capital.

Esses nobres foram obrigados a entregar suas armas, que foram fundidas e transformadas em estátuas e sinos.

Huang também promoveu a realização de concursos públicos para o preenchimento de cargos.⤵️
38/74) A intenção do imperador era selecionar os candidatos mais qualificados para ocupar os cargos públicos.

Tratava-se de um sistema inovador para a época, pois os candidatos eram escolhidos com base no mérito e
não na origem social ou por "apadrinhamento".

Por isso, costuma-se dizer que foi na China que surgiu a ideia de meritocracia.

Os funcionários que ocupavam esses cargos públicos se encarregavam de tarefas como cobrar e arrecadar impostos, administrar os recursos etc.

Outra medida adotada por Huang foi o recrutamento de camponeses para trabalharem na construção de obras públicas.⤵️