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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Assim Falou Nietzsche: canal sobre o filósofo no Telegram...
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👆🏼 Estou iniciando um grupo de trocas entre terapeutas online, sobre o fazer terapêutico. Para mais informações acesse este material.
Vivemos numa época onde a psicologia ocupa um lugar de verdade sobre a vida, oferecendo respostas para nossas questões existenciais. Ela nos diz o que é "normal", o que é "saudável", como devemos viver, nos relacionar, sentir, pensar e até como nos comportar.

Mas... quem define esses parâmetros? A quem eles servem?

Este minicurso propõe um espaço de reflexão e questionamento, para quem não se encaixa nos discursos estabelecidos, se inquieta com os rótulos e as respostas prontas. Para questionar e repensar o papel da psicologia na sociedade, muitas vezes servindo ao controle e ajustamento ao invés da liberdade e as diferenças.

Vamos refletir sobre diversas questões fundamentais da psicologia, como a normalidade, a loucura, o cuidado e a saúde mental. O que é ser "normal"? Por que certos modos de vida são diagnosticados como transtornos? A psicologia atua para cuidar ou para controlar? É possível uma psicologia que não reproduza padrões?

Temas:

-Perspectiva crítica na psicologia: desnaturalizando verdades e questionando o discurso psicológico.
-Loucura e normalidade: como se estabeleceu o que hoje entendemos por "normal" ou "desviante"?
-Psicologia e poder: a psicologia atua como ferramenta de controle ou de libertação?
-Despsicologizando: pensar outras possibilidades de cuidado, para além da psicologia tradicional.

Quando?

Data: 14 de junho de 2025 (sábado).
Horário: 9h às 11h (horário de Brasília).
Meio: Google Meet (encontro online).
Valor: R$ 80,00.

Mais informações e inscrições em:
https://www.ex-isto.com/2025/06/psicologia-critica-minicurso-online.html
Os anos de atendimento como filósofo clínico* me levaram a conhecer muitas pessoas que usavam medicamentos psiquiátricos ou gostariam que seus filhos, cônjuges, amigos, colegas de trabalho, entre outros, os usassem. Algo presente de modo convencionalmente aceito na sociedade – o que chamaremos aqui de princípios de verdade – é pensar o remédio como benefício. Afinal, ele deixa a pessoa “bem”.


Na verdade, a medicação voltada para os ditos “transtornos mentais” de vários espectros tornou-se tão presente quanto o uso de dipirona para dor de cabeça. Usam, por exemplo, o clonazepam (rivotril) para dormir e evitar a “ansiedade” como quem toma um chá de camomila. Há quem recorra ao cloridrato de metilfenidato (ritalina) quando precisa se concentrar em uma atividade, como os estudos, evitando o “déficit de atenção”. A venda desses produtos deve ocorrer sob prescrição médica, mas o acesso não é tão difícil quanto se pensa.


Hoje, há pais procurando ajuda medicamentosa para deixar seus filhos mais dóceis dentro de casa; professores indicando psiquiatras para seus alunos ficarem menos bagunceiros na escola; patrões sugerindo aos funcionários um acompanhamento médico para renderem mais no trabalho. Assim, seguem as atrocidades para as pessoas se conformarem forçadamente com o meio onde vivem.

Texto completo em:
https://www.ex-isto.com/2025/06/remedios-para-domesticacao.html
Este minicurso propõe um espaço de reflexão e questionamento, para quem não se encaixa nos discursos estabelecidos, se inquieta com os rótulos e as respostas prontas. Para questionar e repensar o papel da psicologia na sociedade, que muitas vezes serve ao controle e ajustamento ao invés da liberdade e singularidade.

Vamos refletir sobre diversas questões fundamentais da psicologia, como a normalidade, a loucura, o cuidado e a saúde mental. O que é ser "normal"? Por que certos modos de vida são diagnosticados como transtornos? A psicologia atua para cuidar ou para controlar? É possível uma psicologia que não reproduza padrões?

Temas:
-Perspectiva crítica na psicologia
-Loucura e normalidade
-Psicologia e poder
-Despsicologizando

Quando?
Data: 14 de junho de 2025 (sábado).
Horário: 9h às 11h (horário de Brasília).
Meio: Google Meet (online).
Valor: R$ 80,00.

https://www.ex-isto.com/2025/06/psicologia-critica-minicurso-online.html
Nasci em 1984. Dedico estas palavras àqueles que também nasceram nos anos 80.
No início da adolescência, assinava a revista Capricho. Às vezes, deixava de almoçar só para comprar a minha outra revista favorita, Querida — comecei a trabalhar aos 11 anos, na imobiliária do meu pai.

Minha mãe assinava Claudia e Marie Claire. Meu pai e meus irmãos liam o jornal. Não que minha mãe não o lesse — lia, sim. Mas meu pai jamais folheava as revistas femininas. Ele ouvia música. E há algo de libertador no gesto de ouvir uma canção: nela, é possível se reconhecer sem ser guiado, habitar uma história que não é a sua — ou é — sem que se imponha um caminho, sem que se diga como viver. A música não conduz a existência. Ela apenas a acompanha.

As capas das revistas da minha mãe orbitavam entre os temas do romance e da beleza — que, no fundo, são dois nomes para uma mesma coisa. Títulos como “Como salvar seu casamento” ou “Como enlouquecer um homem na cama” surgiam com frequência. Nas minhas revistas adolescentes, o mesmo tema ganhava tom mais suave: “Descubra seu par ideal”.

Por Mayra Coutinho, texto completo em:
https://www.ex-isto.com/2025/06/terapia-tal-qual-revista-marie-clare.html
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Segundo Foucault, a crítica não deve ser entendida como uma técnica de argumentação ou uma ferramenta de avaliação, mas utilizada enquanto uma disposição prática, uma maneira de se relacionar com o presente, com a verdade, com as instituições e as formas de controle.

Trata-se de uma atitude de contraponto ao poder e aos discursos voltados para a condução da conduta humana, seja na escola, no trabalho, na religião, na família, no Estado ou na ciência. A crítica seria uma disposição de interrogar, deslocar e resistir a essas formas de controle.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/critica-foucault.html
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Para Deleuze, a filosofia não deve buscar verdades universais, mas criar conceitos singulares para pensar e lidar com realidades singulares.

Os conceitos não representam o mundo nem são verdades eternas, mas ferramentas. Um conceito não vale para tudo, mas serve para pensar movimentos, configurações e situações específicas.

A filosofia da diferença não busca encontrar essências, mas afirmar a multiplicidade, a heterogeneidade e tudo aquilo que escapa as classificações.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/filosofia-como-criacao.html
Pensar a teoria como uma caixa de ferramentas é uma maneira aberta e não dogmática de utilizar o conhecimento. Em vez de partir de uma teoria para conceber e explicar toda a realidade, essa metáfora sugere que as teorias e os conceitos sejam usados como instrumentos e ferramentas, servindo para algo específico, de forma localizada e situada.

Uma caixa de ferramentas contém chaves, alicates e martelos, que usamos conforme a necessidade ou a situação que precisamos resolver. Entender uma teoria como ferramenta consiste em pensar seus conceitos, métodos e análises como possibilidades e instrumentos para usos particulares e situacionais, sem a pretensão de responder a qualquer questão, mas para um contexto e necessidade.

Neste sentido, a teoria não serviria para explicar o mundo, mas para agir no mundo. Ela deixa de ser contemplativa, para atuar de maneira prática; deixa de ser totalizante, para ser singular. Como uma ferramenta, a teoria pode servir para uma situação específica e não servir para outra. Não há uma teoria que sirva para tudo, cada teoria tem seu uso específico e limitado.

Cada pensador compõe sua "caixa de ferramentas teórica" incluindo saberes, experiências, reflexões e perspectivas. Essa caixa pode ser combinada de diversas maneiras, criando novas ferramentas teóricas, compondo novas configurações e possibilidades. De acordo com Foucault, a teoria não possui valor apenas por seu aspecto argumentativo, mas especialmente quando ela funciona.

Esse entendimento rompe com a ideia tradicional da filosofia como contemplação de verdades eternas, relacionando o pensamento com a ação, criação e experimentação. Pensar não é permanecer sobre da realidade, analisando de cima, mas se envolver na vida concreta, estabelecendo uma relação prática e criativa com as teorias, sem ter de ser fiel a uma escola, fazendo um uso estratégico dos conceitos...

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/teoria-caixa-ferramentas.html
A filosofia de Friedrich Nietzsche (1844–1900) fez um diagnóstico da cultura ocidental, relacionando a "morte de Deus" com o niilismo, propondo uma postura ativa como alternativa ao esvaziamento de sentido gerado pela crise dos valores da tradição.

Em Assim Falou Zaratustra, Nietzsche apresenta a metáfora das "três metamorfoses do espírito" — o camelo, o leão e a criança. Esses conceitos revelam um percurso para superar os antigos valores, abrindo caminho para a criação de novos valores, afirmando a vida de maneira potente e criativa.

O niilismo passivo consiste na aceitação resignada da perda de sentido, caracterizado por atitudes como nostalgia, apatia ou uma entrega a falsas consolações. Contrariando esta postura, Nietzsche propõe o niilismo ativo - um impulso criador que reconhece o colapso dos valores e busca superá-lo por meio da criação de novos.

Essa postura ativa é um prenúncio para a transvaloração de todos os valores - a destruição dos valores decadentes e sua substituição por outros que afirmam a vida em sua plenitude, no que há de bom ou ruim, belo ou feio, harmônico e desarmônico. Desta maneira, o niilista se torna um "espírito livre", um legislador de novas tábuas de valores para si.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/camelo-leao-crianca-nietzsche.html
Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha, é uma figura destacada na discussão contemporânea sobre o poder, a subjetividade e as novas formas de controle na sociedade. Em sua obra, Han introduz os conceitos de psicopolítica e psicopoder, fundamentais para compreender como as dinâmicas de controle e manipulação que operam na era da informação e do neoliberalismo...

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https://www.brunocarrasco.net/2025/07/psicopolitica-psicopoder-han.html
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Neste texto traço um breve panorama dos caminhos da filosofia contemporânea: a fenomenologia, a hermenêutica, o estruturalismo, a genealogia de Nietzsche, a arqueologia de Foucault, a cartografia de Deleuze e Guattari, e o perspectivismo. Cada caminho propõe maneiras de pensar, analisar e conceber a realidade. Suas diferenças não são meramente técnicas, mas distintas proposições para compreender o ser humano, as relações, o mundo, e as interações entre eles...

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/panorama-filosofia-contemporanea.html