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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Foucault contrariou o discurso comum ao pensar a loucura como uma experiência muito anterior à psicologia, percebida por outros saberes antes de chegar na psicologia, que nem sempre foi uma questão médica ou entendida como um problema que necessita de tratamento. Segundo ele, a loucura não é um fato natural, mas uma produção histórica marcada por práticas sociais e discursivas.

As principais questões que comenta em seu livro são: como se transformaram historicamente os entendimentos e as disposições para com a loucura? Como a loucura se tornou um objeto de saber médico, num progressivo domínio da razão sobre a loucura? Quais foram as mudanças de perspectiva, de olhar, de disposição, de sensibilidade e de práticas para com o "louco" na história do ocidente?

Evidenciando a condição histórica dos saberes e das práticas, Foucault entendia que os saberes são resultantes de um conjunto de configurações históricas. Seu método arqueológico buscava escavar as condições de enunciação dos discursos e de sua eleição como verdadeiro ou falso, contrariando a ideia de uma racionalidade global e unitária, buscando as condições de possibilidade históricas dos saberes e das práticas.

Leia o texto em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/05/historia-da-loucura.html
Neste minicurso, vamos pensar filosoficamente como a ansiedade, a hiperatividade, o esgotamento e a autocobrança se tornaram elementos estruturais da vida, e como podemos reagir a isso.

Temas:
-Sociedade do desempenho e do cansaço
-Excesso de estímulos e ansiedade constante
-Cansaço psíquico e esgotamento existencial
-Ausência de silêncio e de contemplação
-Resistência, pausa e outros modos de vida

Data: 23 de maio de 2026 (sábado)
Horário: 9h às 11h30
Formato: Online ao vivo

https://www.ex-isto.com/2026/05/ansiedade-exaustao-minicurso.html
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Neste grupo, vamos pensar com filósofos que romperam esses discursos, desconfiando das verdades estabelecidas, questionando a ideia de sujeito fixo e abrindo espaço para outros modos de pensamento e vida.

Esse grupo não é um espaço de respostas prontas, mas encontros para pensar criticamente os modos de vida contemporâneos, produzir fissuras no pensamento e deslocamentos existenciais.

Mais informações:
https://www.ex-isto.com/2026/05/filosofia-ruptura-grupo.html
Atividade em grupo online, um laboratório filosófico da ruptura, para deslocar os modos comuns de pensar a filosofia e vida.

Neste grupo, vamos pensar com filósofos que romperam esses discursos, desconfiando das verdades estabelecidas, questionando a ideia de sujeito fixo e abrindo espaço para outros modos de pensamento e vida.

20/Maio: A crítica do sujeito
27/Maio: Rompendo com a verdade
03/Junho: Outros modos de vida

Mais infos:
https://www.ex-isto.com/2026/05/filosofia-ruptura-grupo.html
Transmutar a dor em potência de vida é uma característica do pensamento de Nietzsche, concebendo o sofrimento como uma disposição plástica que pode ser transformada em algo distinto, novo e até mesmo criativo.

Seu pensamento não busca nem propõe uma "cura" no sentido terapêutico convencional, mas uma transmutação, utilizando a da como uma matéria para uma vida mais intensa e afirmativa.

Para Nietzsche, o ressentido é aquele que não consegue digerir suas experiências ruins, nem transformar a dor em algo novo, ficando preso ao sofrimento vivido e à mesma ofensa sofrida.

Continue lendo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/05/transformacao-da-dor.html
Para Nietzsche, reviver constantemente uma mágoa ou um sofrimento nos impede a ação e a criação de outros modos de vida. O esquecimento é entendido como uma força vital e plástica, indispensável para abrir espaço ao novo.

Neste vídeo comento sobre a diferença entre o ressentido o criador diante do sofrimento, dialogando com a perspectiva de Friedrich Nietzsche. A superação do sofrimento não consiste em negar ou evitar a dor, mas integrá-la e transformá-la, sem se fixar nela como uma identidade permanente.

https://youtu.be/SYZQlBDqz_Y
Foucault não busca saber se a liberdade é uma essência universal do ser humano, mas entender como somos historicamente constituídos, restringidos, produzidos e configurados, e quais possibilidades nessas condições...
https://youtu.be/o7ovS5atrek
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Atividade em grupo online, um espaço para dialogar sobre a experiência, a percepção, o corpo, as relações de poder e a produção da realidade.

A fenomenologia se iniciou com o intuito de retornar à experiência vivida anterior às abstrações, teorizações e explicações. Um movimento de voltar ao mundo tal como ele nos aparece, buscando compreender como percebemos, sentimos e nos orientamos.

Vivemos implicados em modos de percepção e sentido que são produzidos socialmente, configurando nosso olhar, desejos e possibilidades existenciais. A fenomenologia crítica se coloca a pensar como a história, as normas sociais, as relações de poder, gênero e raça atravessam aquilo que percebemos e sentimos.

Temas:
16/Junho: A volta ao mundo-da-vida
23/Junho: Teoria tradicional e crítica
30/Junho: Para uma fenomenologia crítica

Horário: 15h30 às 17h

Mais informações e inscrições em:
https://www.ex-isto.com/2026/05/fenomenologia-critica-grupo.html
Hábitos, relações, trabalho, leituras, lazer, alimentação, espaços que frequentamos e pessoas que convivemos formam uma configuração que estrutura nossa existência.

Essa configuração não é fixa, mas está em constante construção e transformação, podendo ser reorganizada, desmontada e refeita. Deste modo, vamos reconfigurando e refazendo a nós mesmos...

https://youtu.be/cGa_H68I0ls
Diferente das concepções morais tradicionais, baseadas em noções de certo e errado, bem e mal, Espinosa propõe uma pergunta mais radical e prática: o que aumenta ou diminui nossa potência de agir?

Nesta perspectiva, nossos encontros cotidianos com pessoas, lugares, objetos, atividades e até pensamentos influenciam nossa capacidade de agir, criar, transformar e existir.

Sua ética não consiste num conjunto de regras universais para termos de seguir, mas um exercício contínuo de avaliação dos afetos que nos constituem.

https://youtu.be/BdywM2X4j7w
Contrário da tradição filosófica que buscava verdades universais e essências imutáveis, Nietzsche propôs uma filosofia da interpretação, da criação e da vida. Para ele, a tarefa do filósofo não é descobrir uma verdade sobre o mundo, mas avaliar as ideias, valores e modos de existência que fortalecem ou enfraquecem nossa potência de viver...
https://youtu.be/nO9U4IBRdDI
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