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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Grupo de filosofia prática para pensar o cansaço, a ansiedade, a culpa e a liberdade.

Parece que estamos sempre correndo, mas sem saber exatamente para onde? Ansiedade, excesso de cobrança, sensação de estar sempre devendo algo… Essas experiências são cada vez mais comuns, mas raramente paramos para sobre elas com profundidade.

https://www.ex-isto.com/2026/04/filosofia-pratica-grupo.html
O pensamento difundido "seja sua melhor versão" nos exerce uma tirania silenciosa, uma obrigação de ser produtivo, criativo, otimista, feliz e bem-sucedido todo o tempo. E o resultado disso é uma sensação de esgotamento permanente, um cansaço psíquico crônico.

Vivemos sob o imperativo da performance, cada indivíduo se tornou um empresário de si, responsável por gerir sua vida e energia, para extrair sempre o máximo possível de si. A exploração hoje é autoimposta, e justamente por isso mais eficaz.

https://www.brunocarrasco.net/2026/04/cansaco-permanente.html
A pergunta "quem somos?", que muitas vezes nos ocorre, pressupõe um "eu", uma "identidade", uma "personalidade", ou uma "essência", enfim, algo que revelaria uma espécie de "verdade" ou "fundamento" sobre nós mesmos, que nem sempre parece muito perceptível, mas que pode ser encontrada ou descoberta.

Esse pensamento é muito presente desde Descartes até a psicologia moderna. Porém, Michel Foucault deslocou essa perspectiva para perguntar como nos tornamos. Para ele, não possuímos um núcleo original ou pessoal, mas nos configuramos em meio a práticas sociais e históricas, relações de poder, discursos, instituições e saberes.

Foucault não perguntava "o que é o sujeito?", mas "como nos tornamos sujeito?", pensando como o sujeito foi produzido e se tornou um objeto de saber. Em vez de procurar uma verdade do sujeito, ele investigou os processos que produzem os sujeitos, fazendo uma análise das condições históricas que tornam possíveis certos modos de subjetividade.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/05/como-nos-tornamos.html
Antes nós usávamos a Internet. Hoje a internet nos usa...

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Foucault contrariou o discurso comum ao pensar a loucura como uma experiência muito anterior à psicologia, percebida por outros saberes antes de chegar na psicologia, que nem sempre foi uma questão médica ou entendida como um problema que necessita de tratamento. Segundo ele, a loucura não é um fato natural, mas uma produção histórica marcada por práticas sociais e discursivas.

As principais questões que comenta em seu livro são: como se transformaram historicamente os entendimentos e as disposições para com a loucura? Como a loucura se tornou um objeto de saber médico, num progressivo domínio da razão sobre a loucura? Quais foram as mudanças de perspectiva, de olhar, de disposição, de sensibilidade e de práticas para com o "louco" na história do ocidente?

Evidenciando a condição histórica dos saberes e das práticas, Foucault entendia que os saberes são resultantes de um conjunto de configurações históricas. Seu método arqueológico buscava escavar as condições de enunciação dos discursos e de sua eleição como verdadeiro ou falso, contrariando a ideia de uma racionalidade global e unitária, buscando as condições de possibilidade históricas dos saberes e das práticas.

Leia o texto em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/05/historia-da-loucura.html
Neste minicurso, vamos pensar filosoficamente como a ansiedade, a hiperatividade, o esgotamento e a autocobrança se tornaram elementos estruturais da vida, e como podemos reagir a isso.

Temas:
-Sociedade do desempenho e do cansaço
-Excesso de estímulos e ansiedade constante
-Cansaço psíquico e esgotamento existencial
-Ausência de silêncio e de contemplação
-Resistência, pausa e outros modos de vida

Data: 23 de maio de 2026 (sábado)
Horário: 9h às 11h30
Formato: Online ao vivo

https://www.ex-isto.com/2026/05/ansiedade-exaustao-minicurso.html
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Neste grupo, vamos pensar com filósofos que romperam esses discursos, desconfiando das verdades estabelecidas, questionando a ideia de sujeito fixo e abrindo espaço para outros modos de pensamento e vida.

Esse grupo não é um espaço de respostas prontas, mas encontros para pensar criticamente os modos de vida contemporâneos, produzir fissuras no pensamento e deslocamentos existenciais.

Mais informações:
https://www.ex-isto.com/2026/05/filosofia-ruptura-grupo.html
Atividade em grupo online, um laboratório filosófico da ruptura, para deslocar os modos comuns de pensar a filosofia e vida.

Neste grupo, vamos pensar com filósofos que romperam esses discursos, desconfiando das verdades estabelecidas, questionando a ideia de sujeito fixo e abrindo espaço para outros modos de pensamento e vida.

20/Maio: A crítica do sujeito
27/Maio: Rompendo com a verdade
03/Junho: Outros modos de vida

Mais infos:
https://www.ex-isto.com/2026/05/filosofia-ruptura-grupo.html
Transmutar a dor em potência de vida é uma característica do pensamento de Nietzsche, concebendo o sofrimento como uma disposição plástica que pode ser transformada em algo distinto, novo e até mesmo criativo.

Seu pensamento não busca nem propõe uma "cura" no sentido terapêutico convencional, mas uma transmutação, utilizando a da como uma matéria para uma vida mais intensa e afirmativa.

Para Nietzsche, o ressentido é aquele que não consegue digerir suas experiências ruins, nem transformar a dor em algo novo, ficando preso ao sofrimento vivido e à mesma ofensa sofrida.

Continue lendo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/05/transformacao-da-dor.html
Para Nietzsche, reviver constantemente uma mágoa ou um sofrimento nos impede a ação e a criação de outros modos de vida. O esquecimento é entendido como uma força vital e plástica, indispensável para abrir espaço ao novo.

Neste vídeo comento sobre a diferença entre o ressentido o criador diante do sofrimento, dialogando com a perspectiva de Friedrich Nietzsche. A superação do sofrimento não consiste em negar ou evitar a dor, mas integrá-la e transformá-la, sem se fixar nela como uma identidade permanente.

https://youtu.be/SYZQlBDqz_Y