ex-isto
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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Você não está cansado “só porque trabalhou demais”, mas porque a própria vida foi convertida em performance.

A tecnologia digital e o capitalismo neoliberal reorganizam a existência num regime de atenção fragmentada, produtividade compulsória e visibilidade obrigatória — onde o sujeito virou empresário de si, gerente e funcionário ao mesmo tempo.

https://youtu.be/Yi1KKPkpqEg
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Fomos ensinados a encarar a ciência como uma verdade inquestionável, a reconhecer seus saberes como legítimos e atribuir valor a seus conhecimentos. Entendemos a ciência como uma explicação sobre o mundo e a vida, um desvelamento e uma descrição apurada do real.

Contrapondo a essa perspectiva, o filósofo francês Michel Foucault colocou em questão a posição da ciência em nossa sociedade e o modo como ela atua em nossas vidas, entendendo que o saber científico não "descobre" o mundo, mas produz uma leitura específica de mundo.

Segundo Foucault, a ciência é uma prática histórica de produção discursiva, um modo de organizar entendimentos, enunciados e métodos que oferece uma leitura de mundo, usando termos como "normalidade", "identidade" ou "transtorno", governando condutas e modelos de vida.

https://www.brunocarrasco.net/2026/02/ciencia-saber-foucault.html
Como as tecnologias modificaram nossa relação com o tempo, com as experiências, com as pessoas e com nós mesmos?

Do instante vivido para o “feed infinito”, os smartphones com suas notificações constantes transformaram a experiência em registro, a presença em postagem e a memória em arquivo.

Estamos mais conectados do que nunca, mas também exaustos, dispersos e distantes das experiências. O que as redes sociais fizeram com nossa atenção, nosso tempo e encontros?

https://www.youtube.com/watch?v=w3n4ou6GCZg
Cansaço, ansiedade difusa, sensação de insuficiência e necessidade de exposição. Não são apenas questões individuais, mas uma nova configuração de vida, trabalho e relações.

Esta atividade propõe pensar o cansaço não como falha individual, mas um sintoma histórico de nosso tempo. Partindo da leitura de Byung-Chul Han, vamos pensar o cenário atual em que não somos apenas controlados, mas convocados a nos otimizar continuamente.

Produzir, performar e melhorar a si mesmo são as palavras de ordem de nosso tempo. A vida segue numa lógica do “feed”, correndo sem fim. Os algoritmos configuram nossos desejos, a subjetividade se torna vitrine e a experiência um conteúdo a ser publicado.

A autoexploração e a psicopolítica são técnicas atuais e sutis de controle, que operam não pela repressão, mas pela sedução e o engajamento voluntário. Não se trata apenas de trabalhar demais, mas transformar a vida num projeto ininterrupto de desempenho.

Estamos doentes ou exaustos de um modelo específico de vida?

https://www.ex-isto.com/2026/02/byung-chul-han-exaustao-existencial.html
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Estamos doentes ou exaustos de um modelo específico de vida?

Vamos olhar o cansaço não como falha individual, mas um sintoma histórico de nosso tempo.

10/março:
Por que estamos tão cansados?

17/março:
A vida em modo “feed”

24/março:
Movimentos para resistir

Formato: online, via Google Meet.
Duração: 1h por encontro.
Horário: 16h às 17h.

Os encontros serão gravados e a gravação será enviada por e-mail aos inscritos.

Mais informações em:
https://www.ex-isto.com/2026/02/byung-chul-han-exaustao-existencial.html
Uma proposta teórico-prática para tensionar os fundamentos da identidade, deslocar as estruturas da filosofia tradicional e experimentar outros modos de pensamento e vida.

O intuito não é pensar as teorias como elementos estáveis e acabados, mas operar deslocamentos, questionar evidências e produzir travessias. Não buscar confirmar identidades, mas pensar para provocar, produzir fissuras e movimentos.

Mais informações:
https://www.ex-isto.com/2026/02/dialogos-filosofia-diferenca.html
Como nos tornamos o que somos? E como são produzidas as verdades que nos definem?

Nesta atividade, vamos questionar o que entendemos por "verdade", não como uma essência a ser descoberta, mas efeito de práticas históricas, institucionais e relações de poder-saber, pensando quem a produz, em que condições e quais seus efeitos.

12/Março:
Saber e produção da verdade

19/Março:
Invenção do sujeito moderno

26/Março:
A ética do cuidado de si

Mais informações em:
https://www.ex-isto.com/2026/02/foucault-verdade-e-subjetivacao.html
Hoje teremos o grupo de História da Filosofia com dois gigantes do pensamento ocidental, Platão e Aristóteles.

Neste mês também falaremos sobre as Filosofias Helenísticas, a Patrística e a Escolástica, o Empirismo e o Racionalismo.

Para participar, acesse o link:
https://www.ex-isto.com/2026/01/grupo-estudos-filosofia.html
Romper com moralismos não significa viver sem critérios, mas libertar-se das culpas herdadas, dos julgamentos que diminuem e das regras que seguimos sem questionar. Inspirado na filosofia de Friedrich Nietzsche, este ebook é um convite para rir do moralismo, abrir espaços de liberdade e compor a vida como obra de arte.

Escrito em linguagem acessível, combina ensaios filosóficos, atividades práticas e citações de Nietzsche. Não é um texto acadêmico, mas um convite a experimentar outros modos de pensar e viver, mais libertos, alegres e criativos. Para quem deseja aproximar a filosofia do cotidiano e transformar conceitos em experiências práticas.

Link:
https://www.brunocarrasco.net/p/romper-com-moralismos.html
Estamos acostumados a pensar a ciência como uma prática neutra, objetiva, que simplesmente descobre verdades que já existem no mundo.

Mas, e se a ciência fosse justamente quem produz as ideias de "verdade", bem como de "normal", "sujeito" e "adequado"?

Foucault encarava a ciência não como um espelho da realidade, mas como uma forma de organizar e produzir discursos.

A ciência não apenas descreve o mundo, mas estabelece uma ordem e cria categorias que usamos para entender o "sujeito", o “doente” o “saudável” e o “transtorno”.

Essas categorias não são naturais ou eternas, elas foram construídas em determinados contextos históricos, com intuitos específicos.

Isso significa que o saber científico estabelece também uma relação de poder, que define quem tem autoridade para dizer o que é verdadeiro e quem não tem.

Leia mais sobre em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/02/ciencia-saber-foucault.html
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