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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Para muitas pessoas, receber um diagnóstico de TDAH, depressão ou autismo pode ser um meio de validar suas características distintas. É como se a existência, antes difusa e sem justificativa, ganhasse um contorno. O mal-estar, a diferença, a inadequação e tudo aquilo que era percebido como uma falha pessoal ou erro, passa a ter um “motivo”. Não é preguiça, é depressão; não é desorganização, mas TDAH; não é esquisitice sem causa, mas autismo.

Essa inscrição num vocabulário psiquiátrico possibilita uma forma de reconhecimento que legitima suas peculiaridades. Pode inclusive abrir espaços de solidariedade, sensação de pertencimento e acolhimento entre grupos que compartilham do mesmo signo. Porém, o diagnóstico pode promover alívio e aprisionamento, simultaneamente. O diagnóstico não oferece apenas uma descrição de sintomas, mas emparelha o modo como o sujeito se percebe e narra a si mesmo.

A constatação “estou com ansiedade” aos poucos se transforma em “sou ansioso”. O que antes era uma descrição de um momento específico começa a se tornar o modo como nos percebemos. Aqui está a faca de dois gumes: ao mesmo tempo que alivia, captura. O que poderia ser uma abertura para perceber características que atravessamos, se torna identidade, tomado como destino, delimitando horizontes, estabelecendo o que podemos e o que não podemos, o que somos e o que jamais seremos.

Leia o texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/09/diagnostico-critica.html
Minha terapêutica parte de uma escuta aberta sem pressuposições, reconhecendo e valorizando os distintos modos de existir, considerando as características singulares de cada pessoa. Por meio de um diálogo aberto, com um viés filosófico e contextual, trabalho com dilemas, paradoxos e dinâmicas emocionais, para se perceber maneira mais ampla e encontrar meios próprios de expressão e inserção no mundo. Não reduzo a vida em diagnósticos ou categorias, me interessa tomar contato a complexidade da existência em sua constante transformação.

Página de dúvidas..
https://www.brunocarrasco.net/p/duvidas.html
Que tal pensar filosoficamente a própria vida?

Numa época onde o tempo é escasso e as demandas se multiplicam, muitas vezes seguimos a vida no automático, acumulando decisões mal pensadas, desconfortos mal compreendidos e um sentimento constante de que "falta algo".

A consulta filosófica consiste num momento e espaço de pausa e respiro, dispondo de um diálogo reflexivo e aberto, utilizando a filosofia como ferramenta para pensar e compreender melhor os desafios da vida - dilemas, escolhas, sentidos e valores.

Diferente de uma terapia convencional, não busca diagnosticar nem tratar algo, mas oferecer uma escuta qualificada e aberta, proporcionando reflexões que ampliam as questões e os dilemas que atravessamos, tanto ao nível pessoal como profissional.

Consulta Filosófica:
https://www.brunocarrasco.net/p/consulta-filosofica.html
A não-diretividade na prática terapêutica encara a pessoa em atendimento como o centro do processo terapêutico, deixando que suas questões e sua fala oriente o caminho da terapia, em vez do olhar terapeuta, suas análises ou interpretações.

Nesta perspectiva, o terapeuta se dispõe para a pessoa atendida, indo no caminho do que ela diz e de como comenta sobre algo. Seu foco não se limita às questões momentâneas ou aos sintomas que possam aparecer, mas visa tomar contato com a pessoa como um todo, considerando suas experiências, afetos, contradições e potências.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/terapia-nao-diretiva.html
Qual o intuito da terapia e do terapêutico? Seria para curar, ajustar, tratar — ou talvez compreender, cuidar e abrir-se à novas experiências?

Este grupo de estudos online é um convite para repensar o sentido da terapia e o lugar do terapeuta, explorando o campo do terapêutico para além de técnicas e teorias, como um gesto de escuta e transformação.

Durante quatro encontros vamos dialogar e repensar a prática terapêutica de maneira mais aberta, poética e crítica, num espaço de diálogo, reflexão e trocas entre os participantes.

Datas e temas:
20/Outubro: Caracterização da terapia
27/Outubro: O saber da experiência
03/Novembro: Patologia como modo de ser
10/Novembro: Mal-estar na diferença

Segundas-feiras, das 19h às 20h30 (horário de Brasília)

Mais informações:
https://www.ex-isto.com/2025/10/terapia-grupo-estudos.html
Este breve vocabulário reúne alguns dos principais conceitos, termos e ideias de Friedrich Nietzsche, filósofo e filólogo alemão que questionou os fundamentos da moral, da metafísica, da ideia de verdade e de sujeito no pensamento ocidental.

Trata-se de um guia acessível para quem deseja entender melhor o pensamento de Nietzsche e seus conceitos como "vontade de potência", "eterno retorno", "amor fati" e "além-do-homem". Cada termo foi descrito de maneira sucinta e acessível, com o intuito de auxiliar estudiosos, leitores e curiosos a compreenderem o pensamento nietzschiano - sua filosofia, seus livros e ideias.

Link:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/conceitos-nietzsche.html
E se a terapia não fosse sobre ajustar algo, mas explorar outros modos de pensamento e vida?

Na próxima segunda-feira (20/outubro) iniciaremos um grupo de estudos online sobre a terapia e o terapêutico, para pensar: Qual o intuito da terapia? Curar, ajustar, tratar ou compreender e se abrir a novas experiências?

Um convite para repensar o sentido da terapia e o lugar do terapeuta para além de técnicas e teorias, como um gesto de escuta e transformação...

Vamos falar sobre:
1. A caracterização da terapia
2. O saber da experiência
3. A patologia como modo de ser
4. O mal-estar na diferença

https://www.youtube.com/shorts/rQRBNuidqZs
Conhecer a história da loucura é fundamental para um olhar crítico sobre a psicologia e a psiquiatria, para não naturalizar as categorias clínicas e compreender suas condições históricas de produção. Em vez de pensar a psicologia como um saber neutro, passamos a questionar sua prática social que tanto pode cuidar quanto normalizar, ouvir ou silenciar...

https://www.brunocarrasco.net/2025/10/historia-da-loucura-foucault.html
Vivemos sob uma ditadura da emoção, não nos interessam mais as coisas ou relações, mas as emoções que elas nos provocam. Estamos sempre nos refazendo e nos adaptando. A regra é ser flexível e adaptável às necessidades e variações do mercado. O imperativo atual nos exige uma disposição emocional permanente de trabalhar sob pressão, ser resiliente, não perder o foco e as metas.

Leia o texto em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/captura-das-emocoes.html
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Um bate-papo com o psicólogo e professor Patrício Lauro, que comentou sobre a angústia como caminho de individuação, desenvolvendo um raciocínio sobre a relação com os sentimentos ditos negativos que acompanham essa angústia.

Neste podcast, Patrício abordou a angústia como comunicação, ao invés de patologia, expondo sua diferença com relação à ansiedade, destacando o da perspectiva fenomenológico existencial, reconhecendo os altos e baixos da existência.

Escute o podcast em:
https://www.ex-isto.com/2022/09/podcast-psicologia-diferenca.html
Será que chegamos num ponto em que a própria vida entrou em colapso? Não no sentido de um desastre ou de uma mudança colossal, mas de algo mais íntimo, cotidiano e silencioso, uma sensação de exaustão difusa, uma espécie de burnout da existência.

Vivemos numa sociedade que transformou tudo em desempenho. Não basta viver, é preciso performar e render, mostrar e provar. Todos os aspectos de nossa vida passaram a ser gerenciados, onde até mesmo o descanso precisa ser produtivo, até o prazer precisa ter um propósito.

Penso sobre o que gera essa sensação? Talvez não seja uma questão pessoal, mas um sintoma coletivo e amplo. Estamos adoecendo de uma sociedade de performance, capitalista e narcisista, que converteu o viver em sobrevivência, e a sobrevivência constante drena nossa energia...

Continue lendo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/01/burnout-da-existencia.html
Romper com moralismos não significa viver sem critérios, mas libertar-se das culpas herdadas, dos julgamentos que diminuem e das regras que seguimos sem questionar. Inspirado na filosofia de Friedrich Nietzsche, este ebook é um convite para rir do moralismo, abrir espaços de liberdade e compor a vida como obra de arte.

Escrito em linguagem acessível, combina ensaios filosóficos, atividades práticas e citações de Nietzsche. Não é um texto acadêmico, mas um convite a experimentar outros modos de pensar e viver, mais libertos, alegres e criativos. Para quem deseja aproximar a filosofia do cotidiano e transformar conceitos em experiências práticas.

Link para o Ebook:
https://www.brunocarrasco.net/2025/09/romper-com-moralismos.html
A terapia filosófica é uma abordagem que utiliza a filosofia como ferramenta terapêutica. Em vez de tratar questões existenciais por meio de diagnósticos clínicos, trabalha com elementos como a reflexão, o diálogo e a contemplação, proporcionando uma transformação na disposição de pensar por si, reavaliar valores, ampliar possibilidades de vida e experimentar outros modos de existir.

Seu objetivo não é “curar doenças” ou ajustar comportamentos a um padrão de normalidade, mas abrir espaço para explorar e transformar nossas questões e dilemas, acolhendo a singularidade e as diferenças de cada um, bem como questões existenciais e afetivas sem a um olhar patologizante, repensando sobre nossas atividades, relações e maneiras de se inserir no mundo.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/01/terapia-filosofica-objetivo.html
Costuma-se pensar a moral como uma solução, um manual para o bem-viver e uma bússola para orientar escolhas. A moral nos é apresentada como aquilo que organiza, pacifica e protege. Porém, essa imagem benevolente encobre seus efeitos colaterais. A moral não apenas orienta comportamentos, mas também produz sofrimentos, muitas vezes de maneira silenciosa, legitimada e socialmente bem vista.

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche foi um dos primeiros a questionar a moral. Em vez de perguntar “qual é a moral correta?”, ele trocou a pergunta para “que tipo de vida essa moral produz?”. Deste modo, a moral deixa de ser vista como solução, passando a ser pensada como um problema psicológico, histórico e fisiológico.

Continue lendo em:
https://www.brunocarrasco.net/2026/01/moral-como-problema.html