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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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Depois de um tempo mexendo e remexendo, dei uma atualizada em meu blog, um ateliê filosófico de experimentações de ideias, onde compartilho ensaios numa perspectiva crítica sobre terapia e filosofia.

Se quiser conhecer um pouco de meu trabalho e ideias, segue o link: www.brunocarrasco.net
O grupo online de Co-visão para Terapeutas é um convite para refletir sobre a prática terapêutica, compartilhar experiências e escutar outras perspectivas, num espaço de apoio colaborativo, onde não há hierarquias de saber, mas trocas de ideias e experiências.

Parte da ideia que ninguém detém a verdade sobre o fazer terapêutico. O que interessa é ampliar olhares sobre a terapia, num espaço coletivo de escuta e trocas entre terapeutas, onde partilhamos experiências, angústias e dilemas.

Mais informações em:
https://www.brunocarrasco.net/p/covisao-grupo.html
A noção de “terapia” geralmente nos remete à psicologia clínica ou à psiquiatria, enquanto campo de tratamento de sintomas, doenças ou disfunções. Porém, inspirado em Michel Foucault, seguimos por outro caminho, no sentido de uma terapia que não se restringe à cura ou normalização, mas se abre como prática crítica, exercício de liberdade e de constituição de modos de vida.

Essa terapêutica não se fundamenta na busca de uma essência interior ou de uma verdade psicológica a ser desvelada, mas na análise das forças históricas, sociais, culturais e políticas que atravessam os sujeitos, ao mesmo tempo em que aposta na possibilidade de compor novas formas de existir, destacando o cuidado, a crítica e a invenção de si.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/09/foucault-terapia.html
Nietzsche e sua filosofia - uma introdução:
http://bit.ly/42b0ERo
O pós-estruturalismo pode ser compreendido como um conjunto de experimentos filosóficos que buscam desfazer verdades fixas e abrir o pensamento ao imprevisível. Trata-se de uma filosofia da diferença e da multiplicidade, que nega qualquer centro transcendental e afirma a imanência da vida em seus fluxos e transformações. Em vez de oferecer respostas definitivas, propõe uma atitude de constante crítica, criação e abertura ao novo.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/09/pos-estruturalismo.html
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Para muitas pessoas, receber um diagnóstico de TDAH, depressão ou autismo pode ser um meio de validar suas características distintas. É como se a existência, antes difusa e sem justificativa, ganhasse um contorno. O mal-estar, a diferença, a inadequação e tudo aquilo que era percebido como uma falha pessoal ou erro, passa a ter um “motivo”. Não é preguiça, é depressão; não é desorganização, mas TDAH; não é esquisitice sem causa, mas autismo.

Essa inscrição num vocabulário psiquiátrico possibilita uma forma de reconhecimento que legitima suas peculiaridades. Pode inclusive abrir espaços de solidariedade, sensação de pertencimento e acolhimento entre grupos que compartilham do mesmo signo. Porém, o diagnóstico pode promover alívio e aprisionamento, simultaneamente. O diagnóstico não oferece apenas uma descrição de sintomas, mas emparelha o modo como o sujeito se percebe e narra a si mesmo.

A constatação “estou com ansiedade” aos poucos se transforma em “sou ansioso”. O que antes era uma descrição de um momento específico começa a se tornar o modo como nos percebemos. Aqui está a faca de dois gumes: ao mesmo tempo que alivia, captura. O que poderia ser uma abertura para perceber características que atravessamos, se torna identidade, tomado como destino, delimitando horizontes, estabelecendo o que podemos e o que não podemos, o que somos e o que jamais seremos.

Leia o texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/09/diagnostico-critica.html
Minha terapêutica parte de uma escuta aberta sem pressuposições, reconhecendo e valorizando os distintos modos de existir, considerando as características singulares de cada pessoa. Por meio de um diálogo aberto, com um viés filosófico e contextual, trabalho com dilemas, paradoxos e dinâmicas emocionais, para se perceber maneira mais ampla e encontrar meios próprios de expressão e inserção no mundo. Não reduzo a vida em diagnósticos ou categorias, me interessa tomar contato a complexidade da existência em sua constante transformação.

Página de dúvidas..
https://www.brunocarrasco.net/p/duvidas.html
Que tal pensar filosoficamente a própria vida?

Numa época onde o tempo é escasso e as demandas se multiplicam, muitas vezes seguimos a vida no automático, acumulando decisões mal pensadas, desconfortos mal compreendidos e um sentimento constante de que "falta algo".

A consulta filosófica consiste num momento e espaço de pausa e respiro, dispondo de um diálogo reflexivo e aberto, utilizando a filosofia como ferramenta para pensar e compreender melhor os desafios da vida - dilemas, escolhas, sentidos e valores.

Diferente de uma terapia convencional, não busca diagnosticar nem tratar algo, mas oferecer uma escuta qualificada e aberta, proporcionando reflexões que ampliam as questões e os dilemas que atravessamos, tanto ao nível pessoal como profissional.

Consulta Filosófica:
https://www.brunocarrasco.net/p/consulta-filosofica.html
A não-diretividade na prática terapêutica encara a pessoa em atendimento como o centro do processo terapêutico, deixando que suas questões e sua fala oriente o caminho da terapia, em vez do olhar terapeuta, suas análises ou interpretações.

Nesta perspectiva, o terapeuta se dispõe para a pessoa atendida, indo no caminho do que ela diz e de como comenta sobre algo. Seu foco não se limita às questões momentâneas ou aos sintomas que possam aparecer, mas visa tomar contato com a pessoa como um todo, considerando suas experiências, afetos, contradições e potências.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/terapia-nao-diretiva.html
Qual o intuito da terapia e do terapêutico? Seria para curar, ajustar, tratar — ou talvez compreender, cuidar e abrir-se à novas experiências?

Este grupo de estudos online é um convite para repensar o sentido da terapia e o lugar do terapeuta, explorando o campo do terapêutico para além de técnicas e teorias, como um gesto de escuta e transformação.

Durante quatro encontros vamos dialogar e repensar a prática terapêutica de maneira mais aberta, poética e crítica, num espaço de diálogo, reflexão e trocas entre os participantes.

Datas e temas:
20/Outubro: Caracterização da terapia
27/Outubro: O saber da experiência
03/Novembro: Patologia como modo de ser
10/Novembro: Mal-estar na diferença

Segundas-feiras, das 19h às 20h30 (horário de Brasília)

Mais informações:
https://www.ex-isto.com/2025/10/terapia-grupo-estudos.html
Este breve vocabulário reúne alguns dos principais conceitos, termos e ideias de Friedrich Nietzsche, filósofo e filólogo alemão que questionou os fundamentos da moral, da metafísica, da ideia de verdade e de sujeito no pensamento ocidental.

Trata-se de um guia acessível para quem deseja entender melhor o pensamento de Nietzsche e seus conceitos como "vontade de potência", "eterno retorno", "amor fati" e "além-do-homem". Cada termo foi descrito de maneira sucinta e acessível, com o intuito de auxiliar estudiosos, leitores e curiosos a compreenderem o pensamento nietzschiano - sua filosofia, seus livros e ideias.

Link:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/conceitos-nietzsche.html
E se a terapia não fosse sobre ajustar algo, mas explorar outros modos de pensamento e vida?

Na próxima segunda-feira (20/outubro) iniciaremos um grupo de estudos online sobre a terapia e o terapêutico, para pensar: Qual o intuito da terapia? Curar, ajustar, tratar ou compreender e se abrir a novas experiências?

Um convite para repensar o sentido da terapia e o lugar do terapeuta para além de técnicas e teorias, como um gesto de escuta e transformação...

Vamos falar sobre:
1. A caracterização da terapia
2. O saber da experiência
3. A patologia como modo de ser
4. O mal-estar na diferença

https://www.youtube.com/shorts/rQRBNuidqZs
Conhecer a história da loucura é fundamental para um olhar crítico sobre a psicologia e a psiquiatria, para não naturalizar as categorias clínicas e compreender suas condições históricas de produção. Em vez de pensar a psicologia como um saber neutro, passamos a questionar sua prática social que tanto pode cuidar quanto normalizar, ouvir ou silenciar...

https://www.brunocarrasco.net/2025/10/historia-da-loucura-foucault.html
Vivemos sob uma ditadura da emoção, não nos interessam mais as coisas ou relações, mas as emoções que elas nos provocam. Estamos sempre nos refazendo e nos adaptando. A regra é ser flexível e adaptável às necessidades e variações do mercado. O imperativo atual nos exige uma disposição emocional permanente de trabalhar sob pressão, ser resiliente, não perder o foco e as metas.

Leia o texto em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/10/captura-das-emocoes.html
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Um bate-papo com o psicólogo e professor Patrício Lauro, que comentou sobre a angústia como caminho de individuação, desenvolvendo um raciocínio sobre a relação com os sentimentos ditos negativos que acompanham essa angústia.

Neste podcast, Patrício abordou a angústia como comunicação, ao invés de patologia, expondo sua diferença com relação à ansiedade, destacando o da perspectiva fenomenológico existencial, reconhecendo os altos e baixos da existência.

Escute o podcast em:
https://www.ex-isto.com/2022/09/podcast-psicologia-diferenca.html