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Pesquisas e reflexões sobre a singularidade, o devir e a criação, a partir da filosofia, da psicologia e das artes, em favor de outros modos de vida, mais salutares.

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A filosofia de Friedrich Nietzsche (1844–1900) fez um diagnóstico da cultura ocidental, relacionando a "morte de Deus" com o niilismo, propondo uma postura ativa como alternativa ao esvaziamento de sentido gerado pela crise dos valores da tradição.

Em Assim Falou Zaratustra, Nietzsche apresenta a metáfora das "três metamorfoses do espírito" — o camelo, o leão e a criança. Esses conceitos revelam um percurso para superar os antigos valores, abrindo caminho para a criação de novos valores, afirmando a vida de maneira potente e criativa.

O niilismo passivo consiste na aceitação resignada da perda de sentido, caracterizado por atitudes como nostalgia, apatia ou uma entrega a falsas consolações. Contrariando esta postura, Nietzsche propõe o niilismo ativo - um impulso criador que reconhece o colapso dos valores e busca superá-lo por meio da criação de novos.

Essa postura ativa é um prenúncio para a transvaloração de todos os valores - a destruição dos valores decadentes e sua substituição por outros que afirmam a vida em sua plenitude, no que há de bom ou ruim, belo ou feio, harmônico e desarmônico. Desta maneira, o niilista se torna um "espírito livre", um legislador de novas tábuas de valores para si.

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/camelo-leao-crianca-nietzsche.html
Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha, é uma figura destacada na discussão contemporânea sobre o poder, a subjetividade e as novas formas de controle na sociedade. Em sua obra, Han introduz os conceitos de psicopolítica e psicopoder, fundamentais para compreender como as dinâmicas de controle e manipulação que operam na era da informação e do neoliberalismo...

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/psicopolitica-psicopoder-han.html
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Neste texto traço um breve panorama dos caminhos da filosofia contemporânea: a fenomenologia, a hermenêutica, o estruturalismo, a genealogia de Nietzsche, a arqueologia de Foucault, a cartografia de Deleuze e Guattari, e o perspectivismo. Cada caminho propõe maneiras de pensar, analisar e conceber a realidade. Suas diferenças não são meramente técnicas, mas distintas proposições para compreender o ser humano, as relações, o mundo, e as interações entre eles...

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/panorama-filosofia-contemporanea.html
Torna-te quem tu és - filosofia do martelo, da dança e do abismo

Neste grupo de estudos online vamos perpassar os mais destacados temas da filosofia de Nietzsche, filósofo alemão intempestivo, cujas obras inspiraram profundamente a psicologia, a literatura, a arte e o pensamento contemporâneo.


DATAS E TEMAS

07/agosto:
Introdução ao pensamento nietzschiano

21/agosto:
A crise dos valores e o fim da metafísica

04/setembro:
Filosofia trágica e vontade de verdade

18/setembro:
A vida como criação e transmutação

09/outubro:
Psicologia trágica e afirmação da vida

23/outubro:
A perspectiva da grande saúde

06/novembro:
Genealogia e vontade de potência

20/novembro:
Para a transvaloração dos valores

Encontros quinzenais:
Quintas-feiras - 19h às 20h30
(horário de Brasília)

Mais informações e inscrições em:
www.ex-isto.com
Vamos problematizar o sujeito e os discursos, como fomos historicamente constituídos e abrir brechas para uma crítica do que nos parece natural — investigando os dispositivos que nos atravessam e nos constituem, pensando a liberdade como prática de si.


Datas e temas:

13/agosto: Introdução ao pensamento de Foucault
27/agosto: Arqueologia do saber e regimes de verdade
10/setembro: História da Loucura e a desrazão
24/setembro: Poder disciplinar e os corpos dóceis
15/outubro: Saber-poder e as ciências humanas
29/outubro: Analítica da subjetivação e práticas de si
12/novembro: Cuidado de si e prática da liberdade
26/novembro: A vida assumida como obra de arte

Quartas-feiras, das 19h às 20h30 (horário de Brasília)
Encontros quinzenais

Mais informações e inscrições em:
https://www.ex-isto.com/2025/07/foucault-grupo-de-estudos.html
Por que estamos tão cansados?
https://www.instagram.com/p/DNV585wxoHg/
O sujeito contemporâneo acredita ser “livre” para fazer o que quiser, mas vive se cobrando cada vez mais, hipnotizado pela ideia de produtividade e pelo ideal de alcançar metas. Essa concepção de liberdade é uma armadilha: nos fez exploradores e explorados ao mesmo tempo. O resultado é um cansaço extremo e uma exaustão física e mental gerados pelo desempenho a todo custo...

Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/08/por-que-estamos-cansados.html
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Michel Foucault, criticou a primazia do sujeito como fundamento da experiência. Embora seu pensamento inicial tenha influências da fenomenologia, ele se afastou da experiência existencial e da ideia de um sujeito transcendental ou originário. Em vez disso, propôs uma análise histórica e arqueológica dos saberes e das relações de poder que configuram os modos de subjetividade e o que entendemos por "sujeito".

"Penso, pelo contrário, que o sujeito se constitui através das práticas de sujeição ou, de maneira mais autônoma, através de práticas de liberação, de liberdade."
(Michel Foucault, em 'Uma estética da existência')

Enquanto a fenomenologia existencial busca descrever as estruturas da experiência vivida, Foucault investigou como as condições históricas e sociais configuram os modos de ser e agir, os saberes, as relações de poder e os regimes de verdade. Para Foucault, não há uma existência a ser desvelada, mas processos contingentes de subjetivação, que emergem e variam conforme o tempo, o espaço e as condições históricas.

Texto completo em:
https://www.ex-isto.com/2025/08/foucault-fenomenologia-diferencas.html