Nasci em 1984. Dedico estas palavras àqueles que também nasceram nos anos 80.
No início da adolescência, assinava a revista Capricho. Às vezes, deixava de almoçar só para comprar a minha outra revista favorita, Querida — comecei a trabalhar aos 11 anos, na imobiliária do meu pai.
Minha mãe assinava Claudia e Marie Claire. Meu pai e meus irmãos liam o jornal. Não que minha mãe não o lesse — lia, sim. Mas meu pai jamais folheava as revistas femininas. Ele ouvia música. E há algo de libertador no gesto de ouvir uma canção: nela, é possível se reconhecer sem ser guiado, habitar uma história que não é a sua — ou é — sem que se imponha um caminho, sem que se diga como viver. A música não conduz a existência. Ela apenas a acompanha.
As capas das revistas da minha mãe orbitavam entre os temas do romance e da beleza — que, no fundo, são dois nomes para uma mesma coisa. Títulos como “Como salvar seu casamento” ou “Como enlouquecer um homem na cama” surgiam com frequência. Nas minhas revistas adolescentes, o mesmo tema ganhava tom mais suave: “Descubra seu par ideal”.
Por Mayra Coutinho, texto completo em:
https://www.ex-isto.com/2025/06/terapia-tal-qual-revista-marie-clare.html
No início da adolescência, assinava a revista Capricho. Às vezes, deixava de almoçar só para comprar a minha outra revista favorita, Querida — comecei a trabalhar aos 11 anos, na imobiliária do meu pai.
Minha mãe assinava Claudia e Marie Claire. Meu pai e meus irmãos liam o jornal. Não que minha mãe não o lesse — lia, sim. Mas meu pai jamais folheava as revistas femininas. Ele ouvia música. E há algo de libertador no gesto de ouvir uma canção: nela, é possível se reconhecer sem ser guiado, habitar uma história que não é a sua — ou é — sem que se imponha um caminho, sem que se diga como viver. A música não conduz a existência. Ela apenas a acompanha.
As capas das revistas da minha mãe orbitavam entre os temas do romance e da beleza — que, no fundo, são dois nomes para uma mesma coisa. Títulos como “Como salvar seu casamento” ou “Como enlouquecer um homem na cama” surgiam com frequência. Nas minhas revistas adolescentes, o mesmo tema ganhava tom mais suave: “Descubra seu par ideal”.
Por Mayra Coutinho, texto completo em:
https://www.ex-isto.com/2025/06/terapia-tal-qual-revista-marie-clare.html
ex-isto - filosofia e psicologia
Terapia tal qual revista Marie Clare
Filosofia, psicologia e artes, temas como o devir, a singularidade e a criação, visando possibilitar outras perspectivas de pensamento e vida.
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Segundo Foucault, a crítica não deve ser entendida como uma técnica de argumentação ou uma ferramenta de avaliação, mas utilizada enquanto uma disposição prática, uma maneira de se relacionar com o presente, com a verdade, com as instituições e as formas de controle.
Trata-se de uma atitude de contraponto ao poder e aos discursos voltados para a condução da conduta humana, seja na escola, no trabalho, na religião, na família, no Estado ou na ciência. A crítica seria uma disposição de interrogar, deslocar e resistir a essas formas de controle.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/critica-foucault.html
Trata-se de uma atitude de contraponto ao poder e aos discursos voltados para a condução da conduta humana, seja na escola, no trabalho, na religião, na família, no Estado ou na ciência. A crítica seria uma disposição de interrogar, deslocar e resistir a essas formas de controle.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/critica-foucault.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Crítica em Foucault
A noção de crítica em Foucault ultrapassa os limites tradicionais da filosofia, sendo um modo de viver e pensar...
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Para Deleuze, a filosofia não deve buscar verdades universais, mas criar conceitos singulares para pensar e lidar com realidades singulares.
Os conceitos não representam o mundo nem são verdades eternas, mas ferramentas. Um conceito não vale para tudo, mas serve para pensar movimentos, configurações e situações específicas.
A filosofia da diferença não busca encontrar essências, mas afirmar a multiplicidade, a heterogeneidade e tudo aquilo que escapa as classificações.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/filosofia-como-criacao.html
Os conceitos não representam o mundo nem são verdades eternas, mas ferramentas. Um conceito não vale para tudo, mas serve para pensar movimentos, configurações e situações específicas.
A filosofia da diferença não busca encontrar essências, mas afirmar a multiplicidade, a heterogeneidade e tudo aquilo que escapa as classificações.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/filosofia-como-criacao.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Filosofia como criação e experimentação
Para Deleuze, a filosofia não deve buscar verdades universais, mas criar conceitos singulares para pensar e lidar com realidades singulares...
ex-isto | existencialismo, psicologia e filosofia
Nietzsche, o eterno retorno e meu amor por roupas
Nietzsche, o eterno retorno e meu amor por roupas
ex-isto - filosofia e psicologia
Nietzsche, o eterno retorno e meu amor por roupas
Filosofia, psicologia e artes, temas como o devir, a singularidade e a criação, visando possibilitar outras perspectivas de pensamento e vida.
Pensar a teoria como uma caixa de ferramentas é uma maneira aberta e não dogmática de utilizar o conhecimento. Em vez de partir de uma teoria para conceber e explicar toda a realidade, essa metáfora sugere que as teorias e os conceitos sejam usados como instrumentos e ferramentas, servindo para algo específico, de forma localizada e situada.
Uma caixa de ferramentas contém chaves, alicates e martelos, que usamos conforme a necessidade ou a situação que precisamos resolver. Entender uma teoria como ferramenta consiste em pensar seus conceitos, métodos e análises como possibilidades e instrumentos para usos particulares e situacionais, sem a pretensão de responder a qualquer questão, mas para um contexto e necessidade.
Neste sentido, a teoria não serviria para explicar o mundo, mas para agir no mundo. Ela deixa de ser contemplativa, para atuar de maneira prática; deixa de ser totalizante, para ser singular. Como uma ferramenta, a teoria pode servir para uma situação específica e não servir para outra. Não há uma teoria que sirva para tudo, cada teoria tem seu uso específico e limitado.
Cada pensador compõe sua "caixa de ferramentas teórica" incluindo saberes, experiências, reflexões e perspectivas. Essa caixa pode ser combinada de diversas maneiras, criando novas ferramentas teóricas, compondo novas configurações e possibilidades. De acordo com Foucault, a teoria não possui valor apenas por seu aspecto argumentativo, mas especialmente quando ela funciona.
Esse entendimento rompe com a ideia tradicional da filosofia como contemplação de verdades eternas, relacionando o pensamento com a ação, criação e experimentação. Pensar não é permanecer sobre da realidade, analisando de cima, mas se envolver na vida concreta, estabelecendo uma relação prática e criativa com as teorias, sem ter de ser fiel a uma escola, fazendo um uso estratégico dos conceitos...
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/teoria-caixa-ferramentas.html
Uma caixa de ferramentas contém chaves, alicates e martelos, que usamos conforme a necessidade ou a situação que precisamos resolver. Entender uma teoria como ferramenta consiste em pensar seus conceitos, métodos e análises como possibilidades e instrumentos para usos particulares e situacionais, sem a pretensão de responder a qualquer questão, mas para um contexto e necessidade.
Neste sentido, a teoria não serviria para explicar o mundo, mas para agir no mundo. Ela deixa de ser contemplativa, para atuar de maneira prática; deixa de ser totalizante, para ser singular. Como uma ferramenta, a teoria pode servir para uma situação específica e não servir para outra. Não há uma teoria que sirva para tudo, cada teoria tem seu uso específico e limitado.
Cada pensador compõe sua "caixa de ferramentas teórica" incluindo saberes, experiências, reflexões e perspectivas. Essa caixa pode ser combinada de diversas maneiras, criando novas ferramentas teóricas, compondo novas configurações e possibilidades. De acordo com Foucault, a teoria não possui valor apenas por seu aspecto argumentativo, mas especialmente quando ela funciona.
Esse entendimento rompe com a ideia tradicional da filosofia como contemplação de verdades eternas, relacionando o pensamento com a ação, criação e experimentação. Pensar não é permanecer sobre da realidade, analisando de cima, mas se envolver na vida concreta, estabelecendo uma relação prática e criativa com as teorias, sem ter de ser fiel a uma escola, fazendo um uso estratégico dos conceitos...
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/06/teoria-caixa-ferramentas.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Teoria como caixa de ferramentas
Em vez de partir de uma teoria conceber e explicar a realidade ou para compor verdades, usamos as teorias como ferramentas, que servem para...
A filosofia de Friedrich Nietzsche (1844–1900) fez um diagnóstico da cultura ocidental, relacionando a "morte de Deus" com o niilismo, propondo uma postura ativa como alternativa ao esvaziamento de sentido gerado pela crise dos valores da tradição.
Em Assim Falou Zaratustra, Nietzsche apresenta a metáfora das "três metamorfoses do espírito" — o camelo, o leão e a criança. Esses conceitos revelam um percurso para superar os antigos valores, abrindo caminho para a criação de novos valores, afirmando a vida de maneira potente e criativa.
O niilismo passivo consiste na aceitação resignada da perda de sentido, caracterizado por atitudes como nostalgia, apatia ou uma entrega a falsas consolações. Contrariando esta postura, Nietzsche propõe o niilismo ativo - um impulso criador que reconhece o colapso dos valores e busca superá-lo por meio da criação de novos.
Essa postura ativa é um prenúncio para a transvaloração de todos os valores - a destruição dos valores decadentes e sua substituição por outros que afirmam a vida em sua plenitude, no que há de bom ou ruim, belo ou feio, harmônico e desarmônico. Desta maneira, o niilista se torna um "espírito livre", um legislador de novas tábuas de valores para si.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/camelo-leao-crianca-nietzsche.html
Em Assim Falou Zaratustra, Nietzsche apresenta a metáfora das "três metamorfoses do espírito" — o camelo, o leão e a criança. Esses conceitos revelam um percurso para superar os antigos valores, abrindo caminho para a criação de novos valores, afirmando a vida de maneira potente e criativa.
O niilismo passivo consiste na aceitação resignada da perda de sentido, caracterizado por atitudes como nostalgia, apatia ou uma entrega a falsas consolações. Contrariando esta postura, Nietzsche propõe o niilismo ativo - um impulso criador que reconhece o colapso dos valores e busca superá-lo por meio da criação de novos.
Essa postura ativa é um prenúncio para a transvaloração de todos os valores - a destruição dos valores decadentes e sua substituição por outros que afirmam a vida em sua plenitude, no que há de bom ou ruim, belo ou feio, harmônico e desarmônico. Desta maneira, o niilista se torna um "espírito livre", um legislador de novas tábuas de valores para si.
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/camelo-leao-crianca-nietzsche.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Camelo, leão e criança em Nietzsche
A metáfora das três metamorfoses do espírito — camelo, leão e criança — revela o caminho para superar os antigos valores pela criação de novos...
Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha, é uma figura destacada na discussão contemporânea sobre o poder, a subjetividade e as novas formas de controle na sociedade. Em sua obra, Han introduz os conceitos de psicopolítica e psicopoder, fundamentais para compreender como as dinâmicas de controle e manipulação que operam na era da informação e do neoliberalismo...
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/psicopolitica-psicopoder-han.html
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/psicopolitica-psicopoder-han.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Psicopolítica e psicopoder
Han introduz os conceitos de psicopolítica e psicopoder, fundamentais para compreender como as dinâmicas de controle e manipulação que operam...
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ex-isto | existencialismo, psicologia e filosofia
Inexistir
Inexistir
ex-isto - filosofia e psicologia
Inexistir
Quando o vento passa em um quintal, quase sem ser percebido, muda as coisas do lugar. Assim, a tecnologia avança como um vento sobre a existência...
Neste texto traço um breve panorama dos caminhos da filosofia contemporânea: a fenomenologia, a hermenêutica, o estruturalismo, a genealogia de Nietzsche, a arqueologia de Foucault, a cartografia de Deleuze e Guattari, e o perspectivismo. Cada caminho propõe maneiras de pensar, analisar e conceber a realidade. Suas diferenças não são meramente técnicas, mas distintas proposições para compreender o ser humano, as relações, o mundo, e as interações entre eles...
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/panorama-filosofia-contemporanea.html
Texto completo em:
https://www.brunocarrasco.net/2025/07/panorama-filosofia-contemporanea.html
Bruno Carrasco - terapeuta e professor
Panorama da filosofia contemporânea
Um panorama comparativo entre a fenomenologia, a hermenêutica, o estruturalismo, a genealogia, a arqueologia, a cartografia e o perspectivismo...
ex-isto | existencialismo, psicologia e filosofia
Nietzsche - Grupo de estudos
Nietzsche - Grupo de estudos
ex-isto - filosofia e psicologia
Nietzsche - Grupo de estudos
Grupo de estudos sobre Nietzsche - Torna-te quem tu és - a filosofia do martelo, da dança e do abismo...
Torna-te quem tu és - filosofia do martelo, da dança e do abismo
Neste grupo de estudos online vamos perpassar os mais destacados temas da filosofia de Nietzsche, filósofo alemão intempestivo, cujas obras inspiraram profundamente a psicologia, a literatura, a arte e o pensamento contemporâneo.
DATAS E TEMAS
07/agosto:
Introdução ao pensamento nietzschiano
21/agosto:
A crise dos valores e o fim da metafísica
04/setembro:
Filosofia trágica e vontade de verdade
18/setembro:
A vida como criação e transmutação
09/outubro:
Psicologia trágica e afirmação da vida
23/outubro:
A perspectiva da grande saúde
06/novembro:
Genealogia e vontade de potência
20/novembro:
Para a transvaloração dos valores
Encontros quinzenais:
Quintas-feiras - 19h às 20h30
(horário de Brasília)
Mais informações e inscrições em:
www.ex-isto.com
Neste grupo de estudos online vamos perpassar os mais destacados temas da filosofia de Nietzsche, filósofo alemão intempestivo, cujas obras inspiraram profundamente a psicologia, a literatura, a arte e o pensamento contemporâneo.
DATAS E TEMAS
07/agosto:
Introdução ao pensamento nietzschiano
21/agosto:
A crise dos valores e o fim da metafísica
04/setembro:
Filosofia trágica e vontade de verdade
18/setembro:
A vida como criação e transmutação
09/outubro:
Psicologia trágica e afirmação da vida
23/outubro:
A perspectiva da grande saúde
06/novembro:
Genealogia e vontade de potência
20/novembro:
Para a transvaloração dos valores
Encontros quinzenais:
Quintas-feiras - 19h às 20h30
(horário de Brasília)
Mais informações e inscrições em:
www.ex-isto.com
Vamos problematizar o sujeito e os discursos, como fomos historicamente constituídos e abrir brechas para uma crítica do que nos parece natural — investigando os dispositivos que nos atravessam e nos constituem, pensando a liberdade como prática de si.
Datas e temas:
13/agosto: Introdução ao pensamento de Foucault
27/agosto: Arqueologia do saber e regimes de verdade
10/setembro: História da Loucura e a desrazão
24/setembro: Poder disciplinar e os corpos dóceis
15/outubro: Saber-poder e as ciências humanas
29/outubro: Analítica da subjetivação e práticas de si
12/novembro: Cuidado de si e prática da liberdade
26/novembro: A vida assumida como obra de arte
Quartas-feiras, das 19h às 20h30 (horário de Brasília)
Encontros quinzenais
Mais informações e inscrições em:
https://www.ex-isto.com/2025/07/foucault-grupo-de-estudos.html
Datas e temas:
13/agosto: Introdução ao pensamento de Foucault
27/agosto: Arqueologia do saber e regimes de verdade
10/setembro: História da Loucura e a desrazão
24/setembro: Poder disciplinar e os corpos dóceis
15/outubro: Saber-poder e as ciências humanas
29/outubro: Analítica da subjetivação e práticas de si
12/novembro: Cuidado de si e prática da liberdade
26/novembro: A vida assumida como obra de arte
Quartas-feiras, das 19h às 20h30 (horário de Brasília)
Encontros quinzenais
Mais informações e inscrições em:
https://www.ex-isto.com/2025/07/foucault-grupo-de-estudos.html
ex-isto - filosofia e vida
Foucault - grupo de estudos
Filosofia, psicologia e artes, temas como o devir, a singularidade e a criação, visando possibilitar outras perspectivas de pensamento e vida.
Por que estamos tão cansados?
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