Resíduos, meio ambiente e estado
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Você sabe o que são biossoluções? São "soluções baseadas na biologia" que servem como alternativas ou complementos a métodos tradicionais, muitas vezes químicos ou sintéticos.
​As biossoluções são um pilar central da bioeconomia, que busca o desenvolvimento econômico baseado em recursos biológicos renováveis. Amesterdan Data Collective elaborou em outubro 2025 um relatório sobre biossoluções para o Brasil. Temos as versões em inglês e português. Vale a leitura. Abaixo os relatórios. Bom aproveito! 👇🏻
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Impacto Econômico Global e Brasileiro das Biossoluções é o relatório preparado pela ADC (Amsterdam Data Collective) e encomendado pela Novonesis, examina o impacto econômico global e, especificamente, no Brasil, das biossoluções. O estudo estabelece uma definição padronizada de biossoluções para permitir análises econômicas consistentes e projeta um crescimento significativo, estimando que o valor da produção global poderá ultrapassar 4,92 trilhões de reais até 2035, com o Brasil atingindo cerca de 232,6 bilhões de reais em um cenário de alto crescimento. A análise detalha da metodologia utilizada, baseada em modelos de insumo-produto, para quantificar os efeitos econômicos diretos e indiretos (como criação de mais de 276 mil empregos no Brasil até 2035), e fornece recomendações políticas para o Brasil consolidar sua liderança na bioeconomia. O texto ressalta que as biossoluções são cruciais para a segurança energética, alimentar e para a transição para uma economia de baixo carbono.
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PodCast Resíduos Meio Ambiente Estado - Biossoluções no Brasil 🎤
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O governo federal editou dois decretos. O 11.961/24 (Institui o Comitê Interinstitucional da Taxonomia Sustentável Brasileira) e o recentíssimo 12.705/25 (Estabelece a Taxonomia Sustentável Brasileira - TSB como instrumento do Plano de Transformação Ecológica do Poder Executivo federal). Ambos você pode acessar clicando o hiperlink. Mas o que isto tem a ver com ESG e o que o governo quer? Não deixe de ler o post abaixo 👇🏻
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PLANO DE TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA. Este é o nome da principal agenda do Ministério da Fazenda que está por trás da criação do CITSB e da TSB. E a razão destes atos podem ser interpretados em 3 níveis: 1) econômico; 2) geopolítico e, 3) político-administrativo. Siga a trend 👇🏻
1. O Nível Econômico: "O Dicionário do Dinheiro"

Este é o objetivo mais direto e pragmático, liderado pelo Ministério da Fazenda.

O mundo está inundado com o que se chama de "finanças verdes" (green finance) — trilhões de dólares em fundos de investimento (privados e soberanos) que procuram projetos alinhados a critérios ESG (Ambientais, Sociais e de Governança).

O problema é: como um investidor na Noruega ou em Singapura sabe que um projeto de hidrogênio verde no Ceará ou uma concessão florestal na Amazônia é realmente "verde"?

O que a TSB faz: Ela cria um "dicionário" ou "selo" oficial. A TSB diz ao mercado nacional e internacional: "Se um projeto está classificado aqui, o governo brasileiro atesta que ele contribui para nossas metas climáticas e sociais".

O que o governo quer com isso: Atrair capital privado. O governo sabe que não tem recursos públicos (orçamentários) para financiar sozinho a transição energética e a reindustrialização. A TSB é uma ferramenta para "destravar" o investimento privado (nacional e internacional), dando a segurança jurídica e a transparência que o investidor precisa e combatendo o "greenwashing" (quando uma empresa só parece verde).
2. O Nível Geopolítico: "O Soft Power Verde"

Este é o objetivo da Presidência e do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores).

O perfil político do atual governo busca recolocar o Brasil como um líder global, especialmente no Sul Global e em fóruns como G20 e BRICS. A pauta climática é, hoje, a principal arena de disputa e cooperação internacional.

O que a TSB/CITSB fazem: Elas sinalizam ao mundo (especialmente à Europa, que já tem sua própria taxonomia e está implementando o CBAM, um imposto de carbono na fronteira) que o Brasil está levando a sério suas metas climáticas (Acordo de Paris).

O que o governo quer com isso:

Ganhar "soft power": Usar a agenda ambiental como principal trunfo diplomático do Brasil.

Talvez proteger o agro e a indústria: Ao ter sua própria taxonomia, o Brasil se antecipa a barreiras comerciais. Se a Europa disser que a soja brasileira não é "verde", o Brasil terá sua própria classificação técnica (TSB) para contra-argumentar e negociar em bases mais favoráveis.

Liderança: O Brasil se torna um dos primeiros grandes países em desenvolvimento a ter uma taxonomia desse porte, servindo de modelo para outros.
3. O Nível Político-Administrativo: "O Controle da Batalha"

Este é o objetivo mais interno e pragmático, e explica a criação do CITSB (o Comitê).

Definir o que é "sustentável" é uma das batalhas políticas mais ferozes da atualidade.

O agronegócio vai brigar para que a pecuária de baixo carbono seja "verde".

O Ministério do Meio Ambiente vai querer critérios rigorosos para o desmatamento.

O Ministério de Minas e Energia vai debater se grandes hidrelétricas são "sustentáveis" (são energia limpa, mas têm alto impacto social e local).

O setor de biocombustíveis vai querer garantir que o etanol seja classificado na melhor categoria possível.

Se cada ministério criar sua própria definição, o resultado será o caos regulatório.

O que o CITSB faz: Ele centraliza essa disputa. É a arena oficial onde o Ministério da Fazenda, o Meio Ambiente, a Agricultura, a Indústria e Minas e Energia vão negociar (e brigar) para chegar a uma definição unificada.

O que o governo quer com isso: Governança e controle. Ao criar um comitê interministerial (CITSB) para gerir a TSB, o governo garante que a decisão final será unificada e alinhada à estratégia central do Palácio do Planalto, em vez de fragmentada por interesses setoriais.
Resumindo

O governo quer usar a TSB (a taxonomia) como a principal ferramenta para induzir a economia a seguir o caminho da "transformação ecológica", usando o capital privado como motor.

E quer usar o CITSB (o comitê) para controlar a narrativa e as definições técnicas dessa transformação, arbitrando as disputas inevitáveis entre os diferentes setores econômicos e alas do próprio governo.
A grande questão

🤔na prática, qual será o resultado da Taxonomia Sustentável Brasileira? Será usada como ferramenta política para pressionar setores? Será usada como forma de benefícios a todos? Aguardo sua resposta nos comentários! 🧐
Imagine que você fosse um dos três porquinhos. Qual casa você gostaria de morar para enfrentar o lobo mau? Palha, madeira ou tijolos? E se eu te falar que agora, saindo das fábulas infantis, você tivesse a opção de escolher uma casa de plástico? Pelo menos é a proposta do governo do Amazonas para moradias sociais. Não deixe de ler a matéria 👉🏻 aqui 👈🏻
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Fim da Inércia: Nova Lei Traz Agilidade à Poda e Corte de Árvores
Foi publicada a Lei 15.299/2025 que representa um marco na desburocratização da gestão urbana e na proteção da vida, corrigindo distorções na Lei de Crimes Ambientais.
​O que muda na prática?
Prazo Fatal: O órgão ambiental tem agora o limite de 45 dias para responder a pedidos de supressão fundamentados em risco de acidente.
Autorização Tácita: Caso a administração permaneça em silêncio após o prazo, a poda ou corte passa a ser considerada tacitamente autorizada.
​Afastamento de Crime: A execução do serviço nessas condições deixa de ser tipificada como crime ambiental, seja em áreas públicas ou privadas.
​Rigor Técnico Mantido: A medida exige obrigatoriamente laudo técnico de profissional habilitado para atestar o perigo, garantindo que a segurança jurídica venha acompanhada de responsabilidade técnica.
​Esta alteração legislativa é um avanço essencial para que o "interesse comum" não seja prejudicado pela demora estatal, permitindo que o cidadão e o gestor público ajam preventivamente contra riscos iminentes. Abaixo segue a íntegra da lei 15.299/2025. 👇🏻
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Vai ocorrer em Maringá no Paraná o Fórum Internacional de Saneamento de Maringá. Esta sendo organizado pela agência de regulação de Saneamento Básico - Orcispar ( Órgão Regulador de Saneamento do Paraná) e coorganizado pela Abrasan ( Associação Brasileira de Saneamento). Há nomes confirmados da Itália, Espanha e Portugal. Em breve postaremos mais informações.
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🌐 O Surgimento do ESG 2.0: Uma Mudança nas Prioridades Globais
O cenário geopolítico e econômico recente tem provocado discussões sobre uma possível evolução — ou metamorfose — do conceito de ESG. Segundo análises recentes, estamos presenciando o nascimento do que alguns especialistas chamam de ESG 2.0.
Nesta nova perspectiva, as prioridades das grandes potências parecem estar mudando de foco em resposta a crises energéticas e necessidades de crescimento acelerado. Enquanto o ESG tradicional foca em critérios Ambientais, Sociais e de Governança, o ESG 2.0 propõe uma nova leitura para as siglas:
* E (Economia): O foco retorna fortemente para o crescimento econômico e a reindustrialização.
* S (Segurança): Prioridade total à segurança energética e ao estoque de energia barata para consumo e produção.
* G (Geopolítica): As decisões são moldadas pelas tensões e alianças globais, influenciando como os países gerem seus recursos.
O que isso sinaliza?
Países como China, Índia e Estados Unidos têm demonstrado movimentos que priorizam a disponibilidade de energia (mesmo de fontes fósseis) em detrimento de metas ambientais imediatas. Na Europa, a necessidade de aquecimento e sobrevivência econômica forçou o retorno a combustíveis tradicionais.
Para o setor de resíduos e meio ambiente, essa mudança sugere um cenário onde as soluções ambientais precisarão estar cada vez mais alinhadas à viabilidade econômica e à segurança estratégica das nações.
Assista à análise completa 👉🏻aqui 👈🏻
O que me diz? Na prática o Estado também pratica greenwashing?