CEFT - João Eigen (canal público)
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Canal público de divulgação do CEFT - Centro de Estudos do Fenômeno Totalitário.

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Inês, sei que você já é adulta e até me sinto um pouco envergonhado de dizer isso, mas não é porque alguém ou algum grupo se diz “antifascista” que ele realmente o seja.

Se você pedir para qualquer autodeclarado militante “antifascista” que explique as ideias fascistas como o corporativismo de Alfredo Rocco, ou o sindicalismo nacional de Sergio Panunzio, ou o attualismo filosófico de Gentile, eu te garanto que não saberão. Porque não sabem o que é fascismo e, portanto, não estão capacitados para se dizerem “antifascistas”. Logo, é perfeitamente possível que sejam militantes, criminosos ou terroristas com seus próprios planos, usando apenas o rótulo da luta “contra o fascismo” para enganar os outros.

Acho que já está na hora de parar de acreditar em qualquer palavra que você ouve por aí e começar a desenvolver pensamento crítico.
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É porque você acha que a elite política, jurídica e acadêmica desse país quer resolver esses problemas: não quer.

Como eles vivem num mundo à parte, protegidos por seguranças armados e em condomínios melhores, o que lhes parece o perigo mais iminente são opiniões, falas e textos que eles julgam escandalosos e fora dos padrões progressistas que lhes foram ensinados.

O mundo da maioria da população brasileira real, de renda baixa e vivendo nos centros urbanos e favelas, não lhes diz nada senão como interesse sociológico e subsídio ideológico para suas expressões condescendentes de empatia. O cidadão brasileiro, trucidado, de um lado, pela criminalidade urbana e pelas facções criminosas, e, do outro, pelo imposto e pela inflação, é, em grande medida, incompreensível para essa elite que atua que nem o Dom Quixote: ao criminalizar palavras, expressões e intenções, acham que estão efetivamente lutando contra agressores, assassinos e estupradores.

Por isso, depois desse grande circo de beatificação mútua, eles vão comemorar como a nossa “democracia” é robusta enquanto a burocracia obediente começa a multar, censurar e prender pessoas por suas opiniões e falas, e o bandido faz a transição de regime e aproveita a saidinha para cometer mais crimes.
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Não consigo deixar de lembrar das “microagressões” que a esquerda woke chamava de “fascismo homeopático e indireto”, algo que supostamente replicava “estruturas de opressão”. Aquela bobajada que virou meme, que o resto do mundo já está jogando no lixo - mas o Brasil, ao que parece, resolveu capitanear essa loucura.

É, também, um sinal de uma sociedade doente, moralmente perdida e incapaz de discernir o importante do supérfluo: o Estado exercendo seu poder draconiano para criminalizar expressões genéricas de aspectos desagradáveis e inconvenientes do convívio social, enquanto afrouxa as penas de encarceramento, solta criminosos violentos, concede-lhes cada vez mais leniência e se recusa a enfrentar o tráfico armado que coloniza vastas extensões do território nacional e transforma cidadãos brasileiros em escravos.

É um país indo para o abismo numa orgia de violência urbana e tráfico de drogas, enquanto os idiotas aplaudem a criação de mais leis cheias de palavras portentosas, aspirações humanitárias e incisos confusos - um prato cheio para a judicialização do convívio social, com censura, burocracia, desconfiança entre as pessoas e engenharia social.
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Não sei se vocês viram, mas trecho de um PL da Senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que busca criar uma Política Nacional do Combate à Misoginia.

Sim, está escrito, mesmo que a sua fala/informações SEJA VERDADE, se a mulher se sentir ofendida, poderá te processar por injúria misógina.

A mulher vai se tornando o único ser do mundo que vai se proteger de até mesmo perceber e ser informada da realidade. Se há privilégio maior no universo, eu realmente não sei qual é.

Como dizia Groucho Marx:

"Afinal, você vai acreditar em quem? Em mim ou nos seus olhos?"
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Não deixa de ser curioso como a modernidade, que se gabava de ser profundamente igualitária e de não fazer mais discriminações perante a lei, transformou-se num festival de discriminações legais destinadas a sinalizar virtudes.

Tudo isso seria irrelevante e seria resolvido simplesmente com a manutenção da penalização do crime de homicídio, com suas clássicas atenuantes e agravantes, e os raros casos de excludentes de ilicitude relacionados ao estado mental do acusado. Pena mínima de 30 anos, prisão perpétua ou pena de morte para o homicídio doloso - e ponto final.

Mas não. A busca pela hierarquização dos tipos de vida humana mais ou menos valiosas continua, criando novas ramificações legais que escancaram que alguns são mais valorizados que outros. Na prática, quase nada muda na realidade penal brasileira nem na vida das pessoas acossadas pelo crime, mas enraíza na consciência popular a ideia de que existe uma hierarquia de valor entre as vidas humanas.
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Em menos de 4 anos desde o lançamento do GPT em novembro de 2022, a I.A já produziu mais textos que a humanidade inteira desde 1500.

Claro, são textos baseados e alimentados em toda essa base humana de séculos, e, em sua maioria, respostas de prompts simples e genéricos. No caso, podemos dizer que a I.A conseguiu produzir mais textos esquecíveis e descartáveis do que toda a humanidade em cinco séculos... parabéns... eu acho.

A atenção e o tempo das pessoas não mudou muito, continua um recurso escasso - então, quem está lendo todos esses textos que, por definição, não podem ser lidos por humanos em meros 3 anos? IAs lendo IAs para produzir mais textos de IAs? Bizarro.

Acho que todo mundo já percebeu a enxurrada de textos típicos de GPT, aquele estilo genérico com ares de importância mas que se traem a si mesmos com a formulazinha da contraposição e os exemplos retirados da Wikipédia. Vejo vários todo dia, já os reconheço de longe e, acreditem, muitos influenciadores grandes os usam... e são muito ruins. A tendência é piorar.

De qualquer modo e naturalmente, sempre escreverei meus textos porque amo fazer isso e faz parte de minha filosofia de trabalho. Se há alguma coisa que irá ser um "moat" - isto é, te diferenciar nesse oceano de texto insosso -, será a sua reputação e estilo. É a única aposta viável.
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Foto colorizada de um abatido Josef Stálin numa madrugada de final de agosto de 1941, no Kremlin. Ele acabara de receber a notícia que a capital ucraniana Kiev havia sido completamente cercada pela Werhmacht nazista.

Foi uma calamidade para as forças soviéticas. Com duas divisões dizimadas e Kiev prestes a cair, os nazistas haviam conquistado uma vantagem geográfica enorme e estavam bem posicionados para avançar sobre Moscou. Stálin certamente pensava em como tudo havia mudado tão rápido, pois apenas quatro meses antes uma invasão nazista lhe parecia impensável. Esse foi o seu grande erro.

Stálin, pelo que sabemos, já havia sido alertado sobre altas chances de uma invasão nazista em dezembro de 1940, quando um espião soviético infiltrado na Wehrmacht avisou a NKVD. O relatório falava de uma "invasão iminente", mas Stálin o descartou e mandou a mãe do espião "tomar no meio do cu". Stálin acreditava que todos os alertas sobre uma possível invasão nazista - e foram muitos - eram fabricações da Gestapo para provocá-lo a tomar alguma ação precipitada, o que daria justificativa para o ataque alemão.

A cúpula política soviética permaneceu em negacionismo até a madrugada de 22 de junho de 1941, quando a invasão finalmente começou. Naquela mesma manhã, o embaixador alemão entregou a Molotov a declaração de guerra. Molotov empalideceu, chamou o embaixador de “traidor” depois de “tudo que a União Soviética havia feito pelo Terceiro Reich”, e correu para avisar os outros. Mas o estrago já estava feito. A negligência da cúpula soviética em se preparar adequadamente para a invasão nazista custou a vida de milhões de soviéticos já nos primeiros meses da guerra e quase entregou a vitória nas mãos de Hitler.

A foto encapsula todas essa angústia que devia estar passando pela cabeça de Stálin meses após o início da Operação Barbarossa. Ela foi tirada pelo editor-chefe do jornal Komsomolskaya Pravda, Boris Sergeyevich, que secretamente desobedeceu à ordem de destruí-la.
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O parâmetro cognitivo e de cientificidade da teoria econômica comunista é, aparentemente, a ingenuidade idealista de uma criança de 07 anos de idade. Pensando bem, até que faz sentido.

Para uma criança, ignorante dos problemas do mundo e do fenômeno insuperável da escassez, se existem casas, comida e remédios, por que não entregá-los a todas as pessoas? Por que ainda existem pessoas pobres se podemos apenas imprimir dinheiro... todos ficariam ricos, não?! Se temos economias avaliadas em trilhões de dólares, por que não usamos esse dinheiro para que todos tenham casa, carro, celular etc.. É tudo culpa da "má administração" capitalista e a imposição da "escassez artificial". A escassez foi superada - raciocinam ambos a criança e o comunista.

Lênin falava, já em 1917, que o problema da administração dos meios de produção já havia sido resolvido e que bastava apenas aplicar métodos de contabilidade e matemática financeira com ábacos e calculadoras. A simplória mente infantil! E também é digno de nota que nem Mao Tsé-Tung e nem Fidel Castro sequer leram todos os livros do cânone marxista - como os volumes d'O Capital -, mas já se julgavam capazes de estatizar os meios de produção e dirigir uma economia planificada: os trabalhadores sabem administrar as fábricas!

O fato é que o comunista é apenas um adulto cuja mente funciona como a de uma criança de 07 anos: não entende princípios básicos de economia, encanta-se facilmente com palavras bonitas e complexas como "dialética" e, quando contestado, apela para o chilique histérico e acusatório vendo nos adultos os "inimigos" que devem ser eliminados.

Eduquem suas crianças para que suas mentes evoluam e não fiquem presa na idade mental dos 07 anos, porque aí a entrada num PCdoB da vida é mais que garantido.
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O movimento punk nunca foi um movimento de pessoas politicamente inteligentes. Sejamos francos. Lá nos anos 1970, quando o punk se popularizou, era comum os punks usarem a Hakenkreuz nazista, aquela do fundo branco e vermelho, para escandalizarem os os "mais velhos" e os "pais". Sim, era tosco assim mesmo.

Nunca me esqueço de uma entrevista que a Siouxsie Sioux, a vocalista da banda Siouxsie And The Banshees, deu sobre por que usava a Hakenkreuz nazista:

"Era uma coisa contra pais e mães. A gente odiava os mais velhos sempre batendo na mesma tecla sobre Hitler, com aquele 'Nós mostramos pra ele' e aquele orgulho presunçoso. Era uma forma de ver uma pessoa assim ficar completamente vermelha de raiva".

A geração dos pais da Siouxsie foi a geração que lutou, morreu e sofreu para literalmente derrotar os nazistas na Segunda Guerra. A jovem anarquista e politizada não gostava que seus pais se gabassem de ter derrotado Hitler, a maior ameaça existencial que o seu país havia enfrentando até então. Daí ela decidiu usar camisetas com a Hakenkreuz do inimigo que matou os colegas de seus pais... simplesmente patético.

O problema é que se o seu movimento é baseado numa tosca e infantil interpretação do anarquismo clássico e cujo intuito é apenas "ser do contra" e escandalizar qualquer autoridade ou valor, então é um movimento autodestrutivo, contraditório e imbecil.

Dito e feito: o infame drogado, assassino e suicida Sid Vicious, da banda Sex Pistols, também andava na rua com uma camiseta da Hakenkreuz nazi. Mas aí, no filme póstumo dedicado a ele, o que os "radicais anarquistas" fizeram? Revisaram a história, colocando o ator Gary Oldman vestido de Sid Vicious com uma camiseta cheia de símbolos soviéticos. Parece que nem a história escapa da imbecilidade punk.

E agora, no século XXI, os punks não melhoraram, continuam idiotas: trocaram o "niilismo" adolescente contra todas as autoridades e valores, para se tornarem fantoches de pautas ideológicas progressistas, chegando ao ponto de sair na rua para... "caçar nazistas". Aí tu vai perguntar pro punk quem são os nazistas e onde eles estão, ele não te responderá alguma localização de célula neonazi, não, vai falar dos "conservadores" e "bolsonaristas", ou até mesmo do Nikolas Ferreira.

Patético, como sempre. Eu até curto alguns artistas punks, mas a cultura e a fãbase é tão baixo QI desde os anos 70 que sempre me afastou - ainda bem, eu acho.
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O mito do "comunismo democrático" é a última defesa dos comunistas para defenderem suas ditaduras de estimação. Lembrem-se que o nome oficial da Coreia do Norte é "República Popular Democrática da Coreia", e que o camboja de Pol Pot era chamado de "Kampuchea Democrático". Mas por que há essa relação de marxismo-comunismo e democracia?

O marxismo tem, na sua última aspiração, o ideal de criar uma sociedade onde os trabalhadores, agor a última "classe" na história, controlariam democraticamente os meios de produção. Justamente porque, como não haveria mais nenhuma classe social além do proletariado, igualmente não hveria mais exploração e opressão, resultando num harmonioso e democrático controle dos meios de produção.

Claro, é idealismo e nunca foi concretizado na história. Mas é por isso que governos de inspiração marxista se autointitulam "democráticos", porque acham que a centralização dos meios de produção no Estado é um caminho para democratizar a sua utilização entre toda a classe trabalhadora.

A realidade é bem mais lúgubre, claro. Ao invés de um uso democrático, todos os "socialismos reais" criaram uma nova classe monopolizadora dos meios de produção sem qualquer responsabilidade ou limite legal: o Partido Revolucionário. No capitalismo, a burguesia controla os meios de produção mas é responsável por eles perante o Estado de Direito; a revolução destrói toda possibilidade de responsabilidade legal e transforma os novos detentores dos meios de produção numa classe super-poderosa e sem qualquer freio legal.

Na estranha dialética da história, o que os marxistas viam como a opressão caracteristicamente socialista acabou se realizando através das revoluções que eles afirmavam ser o fim do uso monopolista e irresponsável dos meios de produção. A dialética pregou uma peça irônica no próprio materialismo-histórico-dialético.
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O projeto histórico que o Elias Jabbour quer encabeçar com uma frente ampla de esquerdistas e nachinalistas já é natimorto, porque não consegue nem ter a força retórica e a coragem de atacar os inimigos internos do país e do Estado - o narcotráfico.

Pior ainda: ele quer ser leniente e “entrar num acordo” com os grupos que escravizam comunidades inteiras, matam cidadãos brasileiros e jogam rios de drogas nas cidades que intoxicam as novas gerações. E ainda mostra como ele é extremamente ingênuo para alguém supostamente tão conhecedor das dinâmicas políticas e econômicas: acha que o tráfico vai abrir mão de um mercado lucrativo e que ajuda na manutenção de territórios conquistados através de um mero “acordo” sendo que atualmente nem há incentivos para que os traficantes o façam.

Um projeto político brasileiro para o século XXI que não tenha como um de seus pontos centrais o extermínio de toda facção criminosa e o tráfico de entorpecentes é besteira. Ou defendemos o nosso país e eliminamos os inimigos internos que ameaçam nossos cidadãos e tomam a jurisdição do Estado, ou nem há mais motivo para o Brasil continuar existindo.

Um Estado que não destrói seus inimigos internos já está entrando na sua decadência terminal, e o projeto do Jabbour e a presidência do Lula são sintomas óbvios disso.

https://video.twimg.com/amplify_video/2038332612289220608/vid/avc1/1920x1080/JfPuXRom21gO3Xq5.mp4?tag=21
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Isso já foi feito: pelo Khmer Vermelho no Camboja de Pol Pot.

Entre 1975 e 1979, os comunistas khmer realmente acreditavam que a medicina ocidental era corrompida por "métodos" e "princípios burgueses", que a levavam a ser massificada, monetizada e transformada em método de controle da classe trabalhadora. Eles queriam avançar um novo tipo de medicina mais voltada para as raízes da cultura cambojana.

Como fizeram isso? Os cadres do Khmer Vermelho ganhavam autorização para proceder com experimentos médicos em cobaias humanas vivas nas prisões do regime - já que eram "traidores" e "sabotadores" da Revolução, por que não torná-los úteis cobaias médicos, não é mesmo? Primeiro, usavam as cobaias como "fazendas de sangue" para o regime, e as vítimas eram trazidas vendadas ao local e deitadas de costas, sendo algemadas a uma cama para que o sangue fosse retirado - sem a higiene devida. O líder da principal prisão, S-21, testemunhou perante o Tribunal Penal Internacional que "algumas centenas de pessoas morreram assim".

Em outras partes do regime, cirurgias fatais eram às vezes realizadas em prisioneiros anestesiados para ensinar anatomia aos novos médicos através de procedimentos "freestyle" alinhados com a antiga "medicina cambojana". Como também foram mortos para fazer "experimentos científicos", onde vários prisioneiros, vivos e mortos, foram abertos de diversas formas para descobrir quanto tempo um corpo na água levaria para flutuar de volta à superfície, por exemplo. E isso tudo no intuito de perfectibilizar "novas pílulas".

Isso mesmo, o regime estava empenhado em desenvolver medicamentos "revolucionários" que misturavam receitas ocidentais com tradicionais. Há dezenas de cadernos médicos, alguns diretamente de S-21, muitos mencionando os efeitos e usos de drogas ocidentais como penicilina, insulina e progesterona. Nada de medicina e hospitais ocidentais: tudo feito através da "metodologia científica" do marxismo-leninismo-maoísmo alinhado com tradições khmer.
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Esse PL 1424/2026 da Tabata Amaral tem alguns problemas que o povo soviético Jones, do seu jeito infantilóide, apontou com alguma competência.

Malgrado a burrice do Jones de nem saber o que é fascismo, nem nazismo e nem sionismo, o PL fala o seguinte:

"§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a Israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas
".

Isso daria a entender que esquerdiotas como o Jones e suas críticas sem nexo, como a de que Israel é "nazifascista", ou outras como "colonialista", "genocida", não seriam penalizadas por esse PL. Afinal, esquerdiotas chamam os EUA e a maioria dos países europeus de nazifascistas, genocidas, colonialistas etc., algo que não seria exclusividade de Israel devido à sua característica de "coletividade judaica". O critério dessas críticas não é fundamentado na realidade mas apenas na histeria ideológica dos críticos como o Jones.

A meu ver, essas críticas são válidas e dentro da liberdade de expressão. O problema é que a relação entre esses dois parágrafos é uma linha tênue que tem que ser mais robustamente definida. Por exemplo, o PL se furta a fundamentar essa questão no Art. 3º quando diz:

"As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida".

Terceirizar as definições de um projeto de lei brasileiro para uma entidade não-governamental estrangeira não é boa prática legislativa. E, verificando a tal lista do AIMH, encontrei o seguinte:

1) “Negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação, por exemplo, afirmando que a existência do Estado de Israel é um empreendimento racista.”

2) "Efetuar comparações entre a política israelita contemporânea e a dos nazis.

O problema do 1) é que é logicamente possível criticar a legitimidade de Israel sem, ao mesmo tempo, negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação. Criticar a legitimidade das ações que levaram à fundação de Israel não é automaticamente um ataque ao direito de autodeterminação dos judeus, porque pode muito bem ser apenas uma crítica ao modo como a fundação de Israel foi feito. E se os agentes históricos da época foram racistas e praticaram crimes para fundar o Estado de Israel? Ou isso é uma impossibilidade absoluta? É proibido alguém acreditar nisso como, de fato, alguns historiadores e acadêmicos acreditam? Vão ser presos por antissemitismo só porque empreenderam essas interpretações históricas?

O 2), por sua vez, também não é logicamente impossível. Israel não poderia cometer crimes de guerra com algum modus operandi que foi utilizado pela Alemanha Nazista? Que tipo de "políticas exclusiva e caracteristicamente nazistas" não poderiam ser associadas à Israel? A falta dessa definição deixa em aberto a possibilidade de judicialização de sérios debates sobre a condução do Estado de Israel em suas atividades políticas e militares. Seria bom definir isso antes de aprovar um PL desses.

Por óbvio, eu não acredito que Israel e/ou o sionismo sejam similares ao Estado Nazi e/ou ao nazismo, mas esse 2) é deveras vago e ambíguo que é inaceitável que seja passado dessa forma: "EFETUAR COMPARAÇÕES" sem qualquer parâmetro sobre o que está sendo comparado. E por que efetuar tais comparações seria crime de antissemitismo se se está comparando a atuação político-militar de um Estado - "política israelita" - e não dos judeus por serem judeus?

Naturalmente, preocupo-me com a liberdade de expressão e não quero que cidadãos brasileiros sejam multados ou presos por criticarem, mesmo que de forma severa ou até imbecil, o Estado de Israel - um Estado que, como qualquer outro, pode e, quando necessário, deve ser criticado. As ambiguidades deste PL, tal como está redigido atualmente, são inaceitáveis e representam uma ameaça significativa à liberdade de expressão.

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Edit muito boa feita pelo usuário “Pequeno_Protestante” kkkkklll

E tenho que concordar com ele, se meu filho aparecesse com “O Fascismo Eterno” do Umberto Eco em casa, a coisa ficaria feia.

No mais, já é um truísmo afirmar a obsolescência desse livreto do Eco. Vou deixar aqui um post do meu Substack onde refuto o “Fascismo Eterno” ponto por ponto:

https://open.substack.com/pub/ceft/p/refutando-umberto-eco?r=54v93l&utm_medium=ios
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"O Deus bíblico é um Deus fascista, ele é totalitário, ele pune realmente as pessoas para poder mostrar para as outras fazer as outras a obedecê-lo, sob pena de matar mulheres, crianças animais...".

Essa é a fala de uma tal de "Aline Câmara" que me enviaram ontem a noite, e achei engraçadíssima, porque não apenas é anacrônica e tosca, mas confunde a função da justiça cósmica, comum a todo mito antigo, com o "fascismo", isto é, uma suposta severidade assassina e "totalitária". Incrível como nunca passou pela cabeça da Aline que, sendo Deus o literal criador do universo, seus parâmetros de justiça e punição não podem ser "totalitários" num sentido pejorativo como aplicados à um governo humano, porque são os próprios parâmetros definidores do universo que ele mesmo criou.

De qualquer forma, é sintoma de horrorosa tendência moderna, típica da pseudointelectualidade militante, de usar o anacronismo conceitual em prol de sua causa, criando espantalhos como o "fascismo" transformado em violência brutal e sem sentido, e os transmutando para o cancelamento de aspectos morais e culturais sem qualquer nexo com o espantalho criado.

Não é ignorância, é má-fé e vontade de militar mesmo, porque o adjetivo "fascista", malgrado sua cansada existência atual, ainda é útil para escandalizar e atacar o alvo escolhido, e continuará a sê-lo se não continuarmos ridicularizar toda e qualquer tentativa tosca de usá-lo arma de ataque nas lutas políticas e intelectuais.
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Já falei, mas vou repetir: O Lula é o grande entrave histórico que está impedindo o avanço da dialética das forças políticas brasileiras.

O PT e o PSDB foram os principais herdeiros do espólio positivista da tecnocracia militar, e transformaram a Nova República num labirinto insano de políticas redistributivas e tributárias falidas, sustentadas pelo suor do trabalhador e destinadas a corromper a população brasileira com bolsa-isso-bolsa-aquilo enquanto as contas públicas são dragadas para o abismo. É uma espiral de morte que não tardará a encerrar seu ciclo, mas é o Lula que ainda a mantém viva.

O PSDB já foi para a lata de lixo da história, como deveria, agora só falta o PT e sua figura-mor, Lula, que, sozinho, ainda polariza a política brasileira, impedindo-a de avançar novas forças, personalidades e projetos. O Brasil não consegue escapar dessa figura obtusa, anacrônica e cansada, que arrisca nos jogar em mais quatro anos das mesmas promessas, mesmas mentiras, mesmos projetos políticos e econômicos fracassados de duas décadas atrás.

Citando novamente um post que fiz há algumas semanas: Se Getúlio Vargas teve que intencionalmente deixar a vida para entrar na história, Lula se apega à vida para impedir a história.
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Foto colorizada de soldados alemães durante a Primeira Guerra Mundial, no front francês de Fournes en Weppes em abril de 1915. Da esquerda para a direita: Enrst Schmidt, Anton Bachmann e Adolf Hitler. Aos pés do trio está o fox terrier branco, Foxl.

A aparição do cachorrinho Foxl no Regimento List, que Hitler servia, é misteriosa. Relatos dos ex-membros do regimento afirmam que ele fugiu do lado britânico e, atravessando o front, engraçou-se com os soldados alemães, e Hitler ficou particularmente apegado. Relatos posteriores afirmam que Foxl virou o mascote do regimento e Hitler seu instrutor que lhe ensinava truques como andar nas patas traseiras e subir escadas, além de ajudar com os cuidados do animal. A amizade do animal com os soldados do regimento durou dois anos quando, em 1917 durante a transferência para a Alsácia, Foxl desapareceu.

Hitler nunca o esqueceu porque, em abril de 1942 nos seus diálogos à mesa durante a guerra (Tischgespräche im Führerhauptquartier), o mencionou da seguinta forma:

"Eu gostava tanto dele [...] compartilhava tudo com ele, à noite ele dormia comigo. Eu jamais o teria dado a alguém por prêmio algum". E sobre o seu desaparecimento: "O desgraçado que fez isso comigo [levou Foxl embora] nem imagina o mal que me causou".

Ernst Schmidt, o soldado à esquerda na foto, corroborou vários desses relatos embora tenha se tornado um fiel seguidor de Hitler e membro do Partido Nazi. Foi agraciado pelo regime após 1933 e frequentemente visitava Hitler na Chancelaria até se tornar Chefe Distrital do Partido pela cidade de Garching. Sobreviveu a Segunda Guerra e morreu de velhice em 1985.

O homem do meio, Anton Bachmann, também era mensageiro e, ao lado de Hitler, cumpria a mesma tarefa perigosa. Hitler e Bachmann receberam ambos a Cruz de Ferro Segunda Classe quando salvaram a vida do Tenente-Coronel Philipp Engelhardt entre novembro-dezembro de 1914. A versão mais aceita do que aconteceu é a de que ambos os soldados perceberam Engelhardt se descuidar e se expor ao fogo inimigo, o que os levou a derrubá-lo e protegê-lo com seus corpos.

Bachmann foi movido para o front Leste e morreu em combate provavelmente na Romênia entre 1916-1917. Hitler, ao que se sabe, nunca o mencionou publicamente e nem por escrito.
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A transformação que o regime político brasileiro sofreu por iniciativa do Supremo Tribunal Federal há quase uma década não tem similar no mundo e nem na história política brasileira. É algo novo, sui generis, e deve ser compreendida através de novas categorias conceituais.

No século XX, as ditaduras eram criações de partidos e grupos populares que tomavam conta do Executivo e subjugavam os outros poderes, transformando-os em meros balcões de chancela do regime. No caso do Brasil de Vargas, uma "ditadura da toga" foi instalada e, à época, era reconhecida por esse nome - mas foi criação do Executivo varguista para "constitucionalizar" o Estado Novo.

O caso do atual Judiciário é radicalmente diferente. A sua existência institucional precede quaisquer dos atuais partidos e políticos populares, e acabou se tornando o principal vetor de poder porque a aceitação universal da "democracia" e a "constitucionalização" do sistema jurídico lhe concedeu poder de manejo interpretativo dos princípios do próprio sistema.

Essas peculiaridades renderam ao Supremo o papel de intérprete dos princípios que moldam o processo legislativo e a validação da funcionalidade da democracia. Por causa disso, as decisões monocráticas, súmulas vinculantes e decisões colegiadas provindas do Supremo se tornaram o de facto lastro da legitimidade do sistema político, mesmo que contrariando outras regras constitucionais, infraconstitucionais ou a jurisprudência do próprio Supremo.

É uma mistura curiosa de ditadura homeopática que se esgueira pelas brechas da interpretação constitucional, rendendo "relativo" tal ou qual direito fundamental quando for necessário, e confunde os atônitos espectadores através dos complexos meandros da administração pública: uma portaria interna transforma uma lei federal em letra morta; o direito fundamental da liberdade de expressão é relativizado numa decisão monocrática em sede cautelar; a jurisdição do Tribunal se estende sobre outras com fundamento num Inquérito sem prazo final etc. etc.

O público e outros players do sistema político foram lentamente inseridos numa realidade kafkiana que mescla a legitimidade da democracia com atos autoritários proferidos num juridiquês incompreensível. Os representantes do povo que, supostamente, deveriam ser a vontade popular mais democrática possível que se encarna no Legislativo, são agrilhoados e precisam da chancela colegiada do Judiciário para saber se podem atuar de acordo com os regimentos internos de suas casas.

Criticar os atos dos ministros se tornou, ipso facto, um atentado contra a democracia, porque, talvez na guinada patrimonialista mais extrema, sutil e sem cerimônias da história brasileira, tecnocratas judiciários conseguiram se transformar na palavra final daquela Vontade Geral aludida pelos philosophes, como Rousseau. Não é mais a celebrada democracia cuja aspiração moveu o constituinte de 1988, mas uma versão emasculada daquela democracia totalitária que Jacob Talmon exemplificou com os jacobinos sanguinários. Ao invés de cabeças rolando, contudo, há a prisão preventiva infundada, o lawfare que paralisa a vida da vítima e a passivo-agressiva “relativização” dos direitos fundamentais que, até ontem, podiam ser contados como uma conquista civilizacional contra o autoritarismo. Não mais.

É a tirania entediante do juridiquês opaco, do autoritarismo constitucionalmente interpretado e da necessidade de fingir que tudo ainda é a conquista democrática que o final do século passado nos prometeu como remédio para os males que estamos atualmente enfrentando. Sinto que estamos só afundando lentamente nesse autoritarismo de laudas processuais e seções de julgamento, e "devidas vênias vossas excelências" etc. etc.
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A Editora Boitempo, a maior editora marxista brasileira, fez um lançamento ontem do livro "Fascismo e Liberalismo: Afinidades Seletivas", do Álvaro Bianchi - ele é o maior especialista em Antonio Gramsci no Brasil.

Ele foi TRUCIDADO nos comentários porque OUSOU questionar se o liberalismo/neoliberalismo têm algo a ver com o fascismo/neofascismo, e propôs uma conceituação mais crítica e inteligente: não associá-los diretamente, mas como círculos interseccionados cujas afinidades são parciais e contextuais. Foi acusado de trabalhar para o ESTADÃO e ter algo com ISRAEL (?!?!)

Sério, é engraçadíssimo quando alguém insta o esquerdista médio a pensar criticamente e ele só reage babando de raiva.

Os melhores comentários coloquei na thread aqui do X:

https://x.com/joaoeigen/status/2039788238185840847
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Aqui está a diferença de um Vladimir Lênin para um Ian Neves.

Lênin, oriundo da pequena burguesia e herdeiro de latifúndios que explorava para tirar renda de aluguéis, jamais vacilaria desse modo. Ele mesmo acusava os outros de terem atitudes “pequeno-burguesas” e batia no peito afirmando que o apenas partido dele e seus camaradas intelectuais criaria a consciência de classe. Não viveu “na quebrada” como um camponês fudido ou um proletário urbano? Lênin só respondia:

“Foda-se, seu pequeno-burguês de merda. Eu que crio, dirijo e digo quem tem consciência de classe. O Partido de Vanguarda é meu”.

E aí você seria expulso do Partido ou, se fosse depois de 1917, escravizado num campo de trabalho ou fuzilado. Seu traidor de mentalidade pequeno-burguesa.

Já o Ian Neves… vacila e fica todo sem jeito quando questionado se viveu num prédio em localidade periférica… se na parte “boa” ou na “quebrada”. Só olhe a linguagem corporal e a “vontade de ficar perto da família”… típica mentalidade “pequeno-burguesa”. Estremeceu-se todo só de ser questionado por um cara da quebrada.

Lênin o fuzilaria só por essa performance patética.

https://x.com/ancap_freestyle/status/2039784852367503706?s=46
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Isso é absolutamente falso.

Sim, Adolf Hitler nunca renunciou publica e formalmente sua fé católica, mas não precisava fazê-lo, porque ele já a havia largado ao se tornar um adulto e confessadamente não ia à Igreja. Seu amigo da infância, August Kubizek, afirmou que Hitler desenvolveu um desdém pela Igreja e só ia à Missa por causa de sua devota mãe, Klara. Quando ela faleceu, continua Kubizek, Hitler simplesmente parou de falar e frequentar a Igreja.

De fato, Hitler, Rosenberg, Goebbels, Himmler, Hess, Gross e vários outros nazistas achavam o cristianismo uma religião parasitária e internacionalista que havia sido imposta ao mundo ariano-germânico por judeus sagazes. Tanto que num discurso de 1936 Hitler disse que "pela primeira vez em milênio um Estado germânico está sendo fundado pela raça, e não pela religião". Um marco histórico para os arianos, segundo Hitler.

Como ele era um político, e sabia que a população alemã era em sua maioria católica e/ou protestante, Hitler fez seu papel público e não hostilizou desnecessariamente as igrejas, mas tentou "estatizá-las" através do "cristianismo positivo", na intenção de controlá-las e transformá-las num tipo de "cristianismo ariano" condizente com a interpretação da história germânica que o Partido Nazi queria avançar.

A Igreja Católica não gostou disso e protestou, e Hitler, a partir de 1936, passou a hostilizar os católicos alemães. Em suas conversas privadas, Hitler retratava a Igreja como uma "hierarquia obsoleta de padrecos" que fora "fundada por judeus" que haviam usado a figura de Cristo para suas distorções, de modo que o futuro do cristianismo numa Europa nazificada seria incerto e lúgubre.

Hitler não queria "salvar a velha cristandade" do "comunismo ateu soviético", mas queria salvar o que ele acreditava ser a herança biológica e cultural da raça nórdico-ariana dos judeus e seus instrumentos: o marxismo, o cristianismo "distorcido" - catolicismo - e o bolchevismo.
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