O projeto histórico que o Elias Jabbour quer encabeçar com uma frente ampla de esquerdistas e nachinalistas já é natimorto, porque não consegue nem ter a força retórica e a coragem de atacar os inimigos internos do país e do Estado - o narcotráfico.
Pior ainda: ele quer ser leniente e “entrar num acordo” com os grupos que escravizam comunidades inteiras, matam cidadãos brasileiros e jogam rios de drogas nas cidades que intoxicam as novas gerações. E ainda mostra como ele é extremamente ingênuo para alguém supostamente tão conhecedor das dinâmicas políticas e econômicas: acha que o tráfico vai abrir mão de um mercado lucrativo e que ajuda na manutenção de territórios conquistados através de um mero “acordo” sendo que atualmente nem há incentivos para que os traficantes o façam.
Um projeto político brasileiro para o século XXI que não tenha como um de seus pontos centrais o extermínio de toda facção criminosa e o tráfico de entorpecentes é besteira. Ou defendemos o nosso país e eliminamos os inimigos internos que ameaçam nossos cidadãos e tomam a jurisdição do Estado, ou nem há mais motivo para o Brasil continuar existindo.
Um Estado que não destrói seus inimigos internos já está entrando na sua decadência terminal, e o projeto do Jabbour e a presidência do Lula são sintomas óbvios disso.
https://video.twimg.com/amplify_video/2038332612289220608/vid/avc1/1920x1080/JfPuXRom21gO3Xq5.mp4?tag=21
Pior ainda: ele quer ser leniente e “entrar num acordo” com os grupos que escravizam comunidades inteiras, matam cidadãos brasileiros e jogam rios de drogas nas cidades que intoxicam as novas gerações. E ainda mostra como ele é extremamente ingênuo para alguém supostamente tão conhecedor das dinâmicas políticas e econômicas: acha que o tráfico vai abrir mão de um mercado lucrativo e que ajuda na manutenção de territórios conquistados através de um mero “acordo” sendo que atualmente nem há incentivos para que os traficantes o façam.
Um projeto político brasileiro para o século XXI que não tenha como um de seus pontos centrais o extermínio de toda facção criminosa e o tráfico de entorpecentes é besteira. Ou defendemos o nosso país e eliminamos os inimigos internos que ameaçam nossos cidadãos e tomam a jurisdição do Estado, ou nem há mais motivo para o Brasil continuar existindo.
Um Estado que não destrói seus inimigos internos já está entrando na sua decadência terminal, e o projeto do Jabbour e a presidência do Lula são sintomas óbvios disso.
https://video.twimg.com/amplify_video/2038332612289220608/vid/avc1/1920x1080/JfPuXRom21gO3Xq5.mp4?tag=21
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Isso já foi feito: pelo Khmer Vermelho no Camboja de Pol Pot.
Entre 1975 e 1979, os comunistas khmer realmente acreditavam que a medicina ocidental era corrompida por "métodos" e "princípios burgueses", que a levavam a ser massificada, monetizada e transformada em método de controle da classe trabalhadora. Eles queriam avançar um novo tipo de medicina mais voltada para as raízes da cultura cambojana.
Como fizeram isso? Os cadres do Khmer Vermelho ganhavam autorização para proceder com experimentos médicos em cobaias humanas vivas nas prisões do regime - já que eram "traidores" e "sabotadores" da Revolução, por que não torná-los úteis cobaias médicos, não é mesmo? Primeiro, usavam as cobaias como "fazendas de sangue" para o regime, e as vítimas eram trazidas vendadas ao local e deitadas de costas, sendo algemadas a uma cama para que o sangue fosse retirado - sem a higiene devida. O líder da principal prisão, S-21, testemunhou perante o Tribunal Penal Internacional que "algumas centenas de pessoas morreram assim".
Em outras partes do regime, cirurgias fatais eram às vezes realizadas em prisioneiros anestesiados para ensinar anatomia aos novos médicos através de procedimentos "freestyle" alinhados com a antiga "medicina cambojana". Como também foram mortos para fazer "experimentos científicos", onde vários prisioneiros, vivos e mortos, foram abertos de diversas formas para descobrir quanto tempo um corpo na água levaria para flutuar de volta à superfície, por exemplo. E isso tudo no intuito de perfectibilizar "novas pílulas".
Isso mesmo, o regime estava empenhado em desenvolver medicamentos "revolucionários" que misturavam receitas ocidentais com tradicionais. Há dezenas de cadernos médicos, alguns diretamente de S-21, muitos mencionando os efeitos e usos de drogas ocidentais como penicilina, insulina e progesterona. Nada de medicina e hospitais ocidentais: tudo feito através da "metodologia científica" do marxismo-leninismo-maoísmo alinhado com tradições khmer.
Entre 1975 e 1979, os comunistas khmer realmente acreditavam que a medicina ocidental era corrompida por "métodos" e "princípios burgueses", que a levavam a ser massificada, monetizada e transformada em método de controle da classe trabalhadora. Eles queriam avançar um novo tipo de medicina mais voltada para as raízes da cultura cambojana.
Como fizeram isso? Os cadres do Khmer Vermelho ganhavam autorização para proceder com experimentos médicos em cobaias humanas vivas nas prisões do regime - já que eram "traidores" e "sabotadores" da Revolução, por que não torná-los úteis cobaias médicos, não é mesmo? Primeiro, usavam as cobaias como "fazendas de sangue" para o regime, e as vítimas eram trazidas vendadas ao local e deitadas de costas, sendo algemadas a uma cama para que o sangue fosse retirado - sem a higiene devida. O líder da principal prisão, S-21, testemunhou perante o Tribunal Penal Internacional que "algumas centenas de pessoas morreram assim".
Em outras partes do regime, cirurgias fatais eram às vezes realizadas em prisioneiros anestesiados para ensinar anatomia aos novos médicos através de procedimentos "freestyle" alinhados com a antiga "medicina cambojana". Como também foram mortos para fazer "experimentos científicos", onde vários prisioneiros, vivos e mortos, foram abertos de diversas formas para descobrir quanto tempo um corpo na água levaria para flutuar de volta à superfície, por exemplo. E isso tudo no intuito de perfectibilizar "novas pílulas".
Isso mesmo, o regime estava empenhado em desenvolver medicamentos "revolucionários" que misturavam receitas ocidentais com tradicionais. Há dezenas de cadernos médicos, alguns diretamente de S-21, muitos mencionando os efeitos e usos de drogas ocidentais como penicilina, insulina e progesterona. Nada de medicina e hospitais ocidentais: tudo feito através da "metodologia científica" do marxismo-leninismo-maoísmo alinhado com tradições khmer.
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Esse PL 1424/2026 da Tabata Amaral tem alguns problemas que o povo soviético Jones, do seu jeito infantilóide, apontou com alguma competência.
Malgrado a burrice do Jones de nem saber o que é fascismo, nem nazismo e nem sionismo, o PL fala o seguinte:
"§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a Israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas".
Isso daria a entender que esquerdiotas como o Jones e suas críticas sem nexo, como a de que Israel é "nazifascista", ou outras como "colonialista", "genocida", não seriam penalizadas por esse PL. Afinal, esquerdiotas chamam os EUA e a maioria dos países europeus de nazifascistas, genocidas, colonialistas etc., algo que não seria exclusividade de Israel devido à sua característica de "coletividade judaica". O critério dessas críticas não é fundamentado na realidade mas apenas na histeria ideológica dos críticos como o Jones.
A meu ver, essas críticas são válidas e dentro da liberdade de expressão. O problema é que a relação entre esses dois parágrafos é uma linha tênue que tem que ser mais robustamente definida. Por exemplo, o PL se furta a fundamentar essa questão no Art. 3º quando diz:
"As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida".
Terceirizar as definições de um projeto de lei brasileiro para uma entidade não-governamental estrangeira não é boa prática legislativa. E, verificando a tal lista do AIMH, encontrei o seguinte:
1) “Negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação, por exemplo, afirmando que a existência do Estado de Israel é um empreendimento racista.”
2) "Efetuar comparações entre a política israelita contemporânea e a dos nazis.”
O problema do 1) é que é logicamente possível criticar a legitimidade de Israel sem, ao mesmo tempo, negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação. Criticar a legitimidade das ações que levaram à fundação de Israel não é automaticamente um ataque ao direito de autodeterminação dos judeus, porque pode muito bem ser apenas uma crítica ao modo como a fundação de Israel foi feito. E se os agentes históricos da época foram racistas e praticaram crimes para fundar o Estado de Israel? Ou isso é uma impossibilidade absoluta? É proibido alguém acreditar nisso como, de fato, alguns historiadores e acadêmicos acreditam? Vão ser presos por antissemitismo só porque empreenderam essas interpretações históricas?
O 2), por sua vez, também não é logicamente impossível. Israel não poderia cometer crimes de guerra com algum modus operandi que foi utilizado pela Alemanha Nazista? Que tipo de "políticas exclusiva e caracteristicamente nazistas" não poderiam ser associadas à Israel? A falta dessa definição deixa em aberto a possibilidade de judicialização de sérios debates sobre a condução do Estado de Israel em suas atividades políticas e militares. Seria bom definir isso antes de aprovar um PL desses.
Por óbvio, eu não acredito que Israel e/ou o sionismo sejam similares ao Estado Nazi e/ou ao nazismo, mas esse 2) é deveras vago e ambíguo que é inaceitável que seja passado dessa forma: "EFETUAR COMPARAÇÕES" sem qualquer parâmetro sobre o que está sendo comparado. E por que efetuar tais comparações seria crime de antissemitismo se se está comparando a atuação político-militar de um Estado - "política israelita" - e não dos judeus por serem judeus?
Naturalmente, preocupo-me com a liberdade de expressão e não quero que cidadãos brasileiros sejam multados ou presos por criticarem, mesmo que de forma severa ou até imbecil, o Estado de Israel - um Estado que, como qualquer outro, pode e, quando necessário, deve ser criticado. As ambiguidades deste PL, tal como está redigido atualmente, são inaceitáveis e representam uma ameaça significativa à liberdade de expressão.
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Malgrado a burrice do Jones de nem saber o que é fascismo, nem nazismo e nem sionismo, o PL fala o seguinte:
"§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a Israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas".
Isso daria a entender que esquerdiotas como o Jones e suas críticas sem nexo, como a de que Israel é "nazifascista", ou outras como "colonialista", "genocida", não seriam penalizadas por esse PL. Afinal, esquerdiotas chamam os EUA e a maioria dos países europeus de nazifascistas, genocidas, colonialistas etc., algo que não seria exclusividade de Israel devido à sua característica de "coletividade judaica". O critério dessas críticas não é fundamentado na realidade mas apenas na histeria ideológica dos críticos como o Jones.
A meu ver, essas críticas são válidas e dentro da liberdade de expressão. O problema é que a relação entre esses dois parágrafos é uma linha tênue que tem que ser mais robustamente definida. Por exemplo, o PL se furta a fundamentar essa questão no Art. 3º quando diz:
"As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida".
Terceirizar as definições de um projeto de lei brasileiro para uma entidade não-governamental estrangeira não é boa prática legislativa. E, verificando a tal lista do AIMH, encontrei o seguinte:
1) “Negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação, por exemplo, afirmando que a existência do Estado de Israel é um empreendimento racista.”
2) "Efetuar comparações entre a política israelita contemporânea e a dos nazis.”
O problema do 1) é que é logicamente possível criticar a legitimidade de Israel sem, ao mesmo tempo, negar ao povo judeu o seu direito à autodeterminação. Criticar a legitimidade das ações que levaram à fundação de Israel não é automaticamente um ataque ao direito de autodeterminação dos judeus, porque pode muito bem ser apenas uma crítica ao modo como a fundação de Israel foi feito. E se os agentes históricos da época foram racistas e praticaram crimes para fundar o Estado de Israel? Ou isso é uma impossibilidade absoluta? É proibido alguém acreditar nisso como, de fato, alguns historiadores e acadêmicos acreditam? Vão ser presos por antissemitismo só porque empreenderam essas interpretações históricas?
O 2), por sua vez, também não é logicamente impossível. Israel não poderia cometer crimes de guerra com algum modus operandi que foi utilizado pela Alemanha Nazista? Que tipo de "políticas exclusiva e caracteristicamente nazistas" não poderiam ser associadas à Israel? A falta dessa definição deixa em aberto a possibilidade de judicialização de sérios debates sobre a condução do Estado de Israel em suas atividades políticas e militares. Seria bom definir isso antes de aprovar um PL desses.
Por óbvio, eu não acredito que Israel e/ou o sionismo sejam similares ao Estado Nazi e/ou ao nazismo, mas esse 2) é deveras vago e ambíguo que é inaceitável que seja passado dessa forma: "EFETUAR COMPARAÇÕES" sem qualquer parâmetro sobre o que está sendo comparado. E por que efetuar tais comparações seria crime de antissemitismo se se está comparando a atuação político-militar de um Estado - "política israelita" - e não dos judeus por serem judeus?
Naturalmente, preocupo-me com a liberdade de expressão e não quero que cidadãos brasileiros sejam multados ou presos por criticarem, mesmo que de forma severa ou até imbecil, o Estado de Israel - um Estado que, como qualquer outro, pode e, quando necessário, deve ser criticado. As ambiguidades deste PL, tal como está redigido atualmente, são inaceitáveis e representam uma ameaça significativa à liberdade de expressão.
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Edit muito boa feita pelo usuário “Pequeno_Protestante” kkkkklll
E tenho que concordar com ele, se meu filho aparecesse com “O Fascismo Eterno” do Umberto Eco em casa, a coisa ficaria feia.
No mais, já é um truísmo afirmar a obsolescência desse livreto do Eco. Vou deixar aqui um post do meu Substack onde refuto o “Fascismo Eterno” ponto por ponto:
https://open.substack.com/pub/ceft/p/refutando-umberto-eco?r=54v93l&utm_medium=ios
E tenho que concordar com ele, se meu filho aparecesse com “O Fascismo Eterno” do Umberto Eco em casa, a coisa ficaria feia.
No mais, já é um truísmo afirmar a obsolescência desse livreto do Eco. Vou deixar aqui um post do meu Substack onde refuto o “Fascismo Eterno” ponto por ponto:
https://open.substack.com/pub/ceft/p/refutando-umberto-eco?r=54v93l&utm_medium=ios
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"O Deus bíblico é um Deus fascista, ele é totalitário, ele pune realmente as pessoas para poder mostrar para as outras fazer as outras a obedecê-lo, sob pena de matar mulheres, crianças animais...".
Essa é a fala de uma tal de "Aline Câmara" que me enviaram ontem a noite, e achei engraçadíssima, porque não apenas é anacrônica e tosca, mas confunde a função da justiça cósmica, comum a todo mito antigo, com o "fascismo", isto é, uma suposta severidade assassina e "totalitária". Incrível como nunca passou pela cabeça da Aline que, sendo Deus o literal criador do universo, seus parâmetros de justiça e punição não podem ser "totalitários" num sentido pejorativo como aplicados à um governo humano, porque são os próprios parâmetros definidores do universo que ele mesmo criou.
De qualquer forma, é sintoma de horrorosa tendência moderna, típica da pseudointelectualidade militante, de usar o anacronismo conceitual em prol de sua causa, criando espantalhos como o "fascismo" transformado em violência brutal e sem sentido, e os transmutando para o cancelamento de aspectos morais e culturais sem qualquer nexo com o espantalho criado.
Não é ignorância, é má-fé e vontade de militar mesmo, porque o adjetivo "fascista", malgrado sua cansada existência atual, ainda é útil para escandalizar e atacar o alvo escolhido, e continuará a sê-lo se não continuarmos ridicularizar toda e qualquer tentativa tosca de usá-lo arma de ataque nas lutas políticas e intelectuais.
Essa é a fala de uma tal de "Aline Câmara" que me enviaram ontem a noite, e achei engraçadíssima, porque não apenas é anacrônica e tosca, mas confunde a função da justiça cósmica, comum a todo mito antigo, com o "fascismo", isto é, uma suposta severidade assassina e "totalitária". Incrível como nunca passou pela cabeça da Aline que, sendo Deus o literal criador do universo, seus parâmetros de justiça e punição não podem ser "totalitários" num sentido pejorativo como aplicados à um governo humano, porque são os próprios parâmetros definidores do universo que ele mesmo criou.
De qualquer forma, é sintoma de horrorosa tendência moderna, típica da pseudointelectualidade militante, de usar o anacronismo conceitual em prol de sua causa, criando espantalhos como o "fascismo" transformado em violência brutal e sem sentido, e os transmutando para o cancelamento de aspectos morais e culturais sem qualquer nexo com o espantalho criado.
Não é ignorância, é má-fé e vontade de militar mesmo, porque o adjetivo "fascista", malgrado sua cansada existência atual, ainda é útil para escandalizar e atacar o alvo escolhido, e continuará a sê-lo se não continuarmos ridicularizar toda e qualquer tentativa tosca de usá-lo arma de ataque nas lutas políticas e intelectuais.
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Já falei, mas vou repetir: O Lula é o grande entrave histórico que está impedindo o avanço da dialética das forças políticas brasileiras.
O PT e o PSDB foram os principais herdeiros do espólio positivista da tecnocracia militar, e transformaram a Nova República num labirinto insano de políticas redistributivas e tributárias falidas, sustentadas pelo suor do trabalhador e destinadas a corromper a população brasileira com bolsa-isso-bolsa-aquilo enquanto as contas públicas são dragadas para o abismo. É uma espiral de morte que não tardará a encerrar seu ciclo, mas é o Lula que ainda a mantém viva.
O PSDB já foi para a lata de lixo da história, como deveria, agora só falta o PT e sua figura-mor, Lula, que, sozinho, ainda polariza a política brasileira, impedindo-a de avançar novas forças, personalidades e projetos. O Brasil não consegue escapar dessa figura obtusa, anacrônica e cansada, que arrisca nos jogar em mais quatro anos das mesmas promessas, mesmas mentiras, mesmos projetos políticos e econômicos fracassados de duas décadas atrás.
Citando novamente um post que fiz há algumas semanas: Se Getúlio Vargas teve que intencionalmente deixar a vida para entrar na história, Lula se apega à vida para impedir a história.
O PT e o PSDB foram os principais herdeiros do espólio positivista da tecnocracia militar, e transformaram a Nova República num labirinto insano de políticas redistributivas e tributárias falidas, sustentadas pelo suor do trabalhador e destinadas a corromper a população brasileira com bolsa-isso-bolsa-aquilo enquanto as contas públicas são dragadas para o abismo. É uma espiral de morte que não tardará a encerrar seu ciclo, mas é o Lula que ainda a mantém viva.
O PSDB já foi para a lata de lixo da história, como deveria, agora só falta o PT e sua figura-mor, Lula, que, sozinho, ainda polariza a política brasileira, impedindo-a de avançar novas forças, personalidades e projetos. O Brasil não consegue escapar dessa figura obtusa, anacrônica e cansada, que arrisca nos jogar em mais quatro anos das mesmas promessas, mesmas mentiras, mesmos projetos políticos e econômicos fracassados de duas décadas atrás.
Citando novamente um post que fiz há algumas semanas: Se Getúlio Vargas teve que intencionalmente deixar a vida para entrar na história, Lula se apega à vida para impedir a história.
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Foto colorizada de soldados alemães durante a Primeira Guerra Mundial, no front francês de Fournes en Weppes em abril de 1915. Da esquerda para a direita: Enrst Schmidt, Anton Bachmann e Adolf Hitler. Aos pés do trio está o fox terrier branco, Foxl.
A aparição do cachorrinho Foxl no Regimento List, que Hitler servia, é misteriosa. Relatos dos ex-membros do regimento afirmam que ele fugiu do lado britânico e, atravessando o front, engraçou-se com os soldados alemães, e Hitler ficou particularmente apegado. Relatos posteriores afirmam que Foxl virou o mascote do regimento e Hitler seu instrutor que lhe ensinava truques como andar nas patas traseiras e subir escadas, além de ajudar com os cuidados do animal. A amizade do animal com os soldados do regimento durou dois anos quando, em 1917 durante a transferência para a Alsácia, Foxl desapareceu.
Hitler nunca o esqueceu porque, em abril de 1942 nos seus diálogos à mesa durante a guerra (Tischgespräche im Führerhauptquartier), o mencionou da seguinta forma:
"Eu gostava tanto dele [...] compartilhava tudo com ele, à noite ele dormia comigo. Eu jamais o teria dado a alguém por prêmio algum". E sobre o seu desaparecimento: "O desgraçado que fez isso comigo [levou Foxl embora] nem imagina o mal que me causou".
Ernst Schmidt, o soldado à esquerda na foto, corroborou vários desses relatos embora tenha se tornado um fiel seguidor de Hitler e membro do Partido Nazi. Foi agraciado pelo regime após 1933 e frequentemente visitava Hitler na Chancelaria até se tornar Chefe Distrital do Partido pela cidade de Garching. Sobreviveu a Segunda Guerra e morreu de velhice em 1985.
O homem do meio, Anton Bachmann, também era mensageiro e, ao lado de Hitler, cumpria a mesma tarefa perigosa. Hitler e Bachmann receberam ambos a Cruz de Ferro Segunda Classe quando salvaram a vida do Tenente-Coronel Philipp Engelhardt entre novembro-dezembro de 1914. A versão mais aceita do que aconteceu é a de que ambos os soldados perceberam Engelhardt se descuidar e se expor ao fogo inimigo, o que os levou a derrubá-lo e protegê-lo com seus corpos.
Bachmann foi movido para o front Leste e morreu em combate provavelmente na Romênia entre 1916-1917. Hitler, ao que se sabe, nunca o mencionou publicamente e nem por escrito.
A aparição do cachorrinho Foxl no Regimento List, que Hitler servia, é misteriosa. Relatos dos ex-membros do regimento afirmam que ele fugiu do lado britânico e, atravessando o front, engraçou-se com os soldados alemães, e Hitler ficou particularmente apegado. Relatos posteriores afirmam que Foxl virou o mascote do regimento e Hitler seu instrutor que lhe ensinava truques como andar nas patas traseiras e subir escadas, além de ajudar com os cuidados do animal. A amizade do animal com os soldados do regimento durou dois anos quando, em 1917 durante a transferência para a Alsácia, Foxl desapareceu.
Hitler nunca o esqueceu porque, em abril de 1942 nos seus diálogos à mesa durante a guerra (Tischgespräche im Führerhauptquartier), o mencionou da seguinta forma:
"Eu gostava tanto dele [...] compartilhava tudo com ele, à noite ele dormia comigo. Eu jamais o teria dado a alguém por prêmio algum". E sobre o seu desaparecimento: "O desgraçado que fez isso comigo [levou Foxl embora] nem imagina o mal que me causou".
Ernst Schmidt, o soldado à esquerda na foto, corroborou vários desses relatos embora tenha se tornado um fiel seguidor de Hitler e membro do Partido Nazi. Foi agraciado pelo regime após 1933 e frequentemente visitava Hitler na Chancelaria até se tornar Chefe Distrital do Partido pela cidade de Garching. Sobreviveu a Segunda Guerra e morreu de velhice em 1985.
O homem do meio, Anton Bachmann, também era mensageiro e, ao lado de Hitler, cumpria a mesma tarefa perigosa. Hitler e Bachmann receberam ambos a Cruz de Ferro Segunda Classe quando salvaram a vida do Tenente-Coronel Philipp Engelhardt entre novembro-dezembro de 1914. A versão mais aceita do que aconteceu é a de que ambos os soldados perceberam Engelhardt se descuidar e se expor ao fogo inimigo, o que os levou a derrubá-lo e protegê-lo com seus corpos.
Bachmann foi movido para o front Leste e morreu em combate provavelmente na Romênia entre 1916-1917. Hitler, ao que se sabe, nunca o mencionou publicamente e nem por escrito.
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A transformação que o regime político brasileiro sofreu por iniciativa do Supremo Tribunal Federal há quase uma década não tem similar no mundo e nem na história política brasileira. É algo novo, sui generis, e deve ser compreendida através de novas categorias conceituais.
No século XX, as ditaduras eram criações de partidos e grupos populares que tomavam conta do Executivo e subjugavam os outros poderes, transformando-os em meros balcões de chancela do regime. No caso do Brasil de Vargas, uma "ditadura da toga" foi instalada e, à época, era reconhecida por esse nome - mas foi criação do Executivo varguista para "constitucionalizar" o Estado Novo.
O caso do atual Judiciário é radicalmente diferente. A sua existência institucional precede quaisquer dos atuais partidos e políticos populares, e acabou se tornando o principal vetor de poder porque a aceitação universal da "democracia" e a "constitucionalização" do sistema jurídico lhe concedeu poder de manejo interpretativo dos princípios do próprio sistema.
Essas peculiaridades renderam ao Supremo o papel de intérprete dos princípios que moldam o processo legislativo e a validação da funcionalidade da democracia. Por causa disso, as decisões monocráticas, súmulas vinculantes e decisões colegiadas provindas do Supremo se tornaram o de facto lastro da legitimidade do sistema político, mesmo que contrariando outras regras constitucionais, infraconstitucionais ou a jurisprudência do próprio Supremo.
É uma mistura curiosa de ditadura homeopática que se esgueira pelas brechas da interpretação constitucional, rendendo "relativo" tal ou qual direito fundamental quando for necessário, e confunde os atônitos espectadores através dos complexos meandros da administração pública: uma portaria interna transforma uma lei federal em letra morta; o direito fundamental da liberdade de expressão é relativizado numa decisão monocrática em sede cautelar; a jurisdição do Tribunal se estende sobre outras com fundamento num Inquérito sem prazo final etc. etc.
O público e outros players do sistema político foram lentamente inseridos numa realidade kafkiana que mescla a legitimidade da democracia com atos autoritários proferidos num juridiquês incompreensível. Os representantes do povo que, supostamente, deveriam ser a vontade popular mais democrática possível que se encarna no Legislativo, são agrilhoados e precisam da chancela colegiada do Judiciário para saber se podem atuar de acordo com os regimentos internos de suas casas.
Criticar os atos dos ministros se tornou, ipso facto, um atentado contra a democracia, porque, talvez na guinada patrimonialista mais extrema, sutil e sem cerimônias da história brasileira, tecnocratas judiciários conseguiram se transformar na palavra final daquela Vontade Geral aludida pelos philosophes, como Rousseau. Não é mais a celebrada democracia cuja aspiração moveu o constituinte de 1988, mas uma versão emasculada daquela democracia totalitária que Jacob Talmon exemplificou com os jacobinos sanguinários. Ao invés de cabeças rolando, contudo, há a prisão preventiva infundada, o lawfare que paralisa a vida da vítima e a passivo-agressiva “relativização” dos direitos fundamentais que, até ontem, podiam ser contados como uma conquista civilizacional contra o autoritarismo. Não mais.
É a tirania entediante do juridiquês opaco, do autoritarismo constitucionalmente interpretado e da necessidade de fingir que tudo ainda é a conquista democrática que o final do século passado nos prometeu como remédio para os males que estamos atualmente enfrentando. Sinto que estamos só afundando lentamente nesse autoritarismo de laudas processuais e seções de julgamento, e "devidas vênias vossas excelências" etc. etc.
No século XX, as ditaduras eram criações de partidos e grupos populares que tomavam conta do Executivo e subjugavam os outros poderes, transformando-os em meros balcões de chancela do regime. No caso do Brasil de Vargas, uma "ditadura da toga" foi instalada e, à época, era reconhecida por esse nome - mas foi criação do Executivo varguista para "constitucionalizar" o Estado Novo.
O caso do atual Judiciário é radicalmente diferente. A sua existência institucional precede quaisquer dos atuais partidos e políticos populares, e acabou se tornando o principal vetor de poder porque a aceitação universal da "democracia" e a "constitucionalização" do sistema jurídico lhe concedeu poder de manejo interpretativo dos princípios do próprio sistema.
Essas peculiaridades renderam ao Supremo o papel de intérprete dos princípios que moldam o processo legislativo e a validação da funcionalidade da democracia. Por causa disso, as decisões monocráticas, súmulas vinculantes e decisões colegiadas provindas do Supremo se tornaram o de facto lastro da legitimidade do sistema político, mesmo que contrariando outras regras constitucionais, infraconstitucionais ou a jurisprudência do próprio Supremo.
É uma mistura curiosa de ditadura homeopática que se esgueira pelas brechas da interpretação constitucional, rendendo "relativo" tal ou qual direito fundamental quando for necessário, e confunde os atônitos espectadores através dos complexos meandros da administração pública: uma portaria interna transforma uma lei federal em letra morta; o direito fundamental da liberdade de expressão é relativizado numa decisão monocrática em sede cautelar; a jurisdição do Tribunal se estende sobre outras com fundamento num Inquérito sem prazo final etc. etc.
O público e outros players do sistema político foram lentamente inseridos numa realidade kafkiana que mescla a legitimidade da democracia com atos autoritários proferidos num juridiquês incompreensível. Os representantes do povo que, supostamente, deveriam ser a vontade popular mais democrática possível que se encarna no Legislativo, são agrilhoados e precisam da chancela colegiada do Judiciário para saber se podem atuar de acordo com os regimentos internos de suas casas.
Criticar os atos dos ministros se tornou, ipso facto, um atentado contra a democracia, porque, talvez na guinada patrimonialista mais extrema, sutil e sem cerimônias da história brasileira, tecnocratas judiciários conseguiram se transformar na palavra final daquela Vontade Geral aludida pelos philosophes, como Rousseau. Não é mais a celebrada democracia cuja aspiração moveu o constituinte de 1988, mas uma versão emasculada daquela democracia totalitária que Jacob Talmon exemplificou com os jacobinos sanguinários. Ao invés de cabeças rolando, contudo, há a prisão preventiva infundada, o lawfare que paralisa a vida da vítima e a passivo-agressiva “relativização” dos direitos fundamentais que, até ontem, podiam ser contados como uma conquista civilizacional contra o autoritarismo. Não mais.
É a tirania entediante do juridiquês opaco, do autoritarismo constitucionalmente interpretado e da necessidade de fingir que tudo ainda é a conquista democrática que o final do século passado nos prometeu como remédio para os males que estamos atualmente enfrentando. Sinto que estamos só afundando lentamente nesse autoritarismo de laudas processuais e seções de julgamento, e "devidas vênias vossas excelências" etc. etc.
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A Editora Boitempo, a maior editora marxista brasileira, fez um lançamento ontem do livro "Fascismo e Liberalismo: Afinidades Seletivas", do Álvaro Bianchi - ele é o maior especialista em Antonio Gramsci no Brasil.
Ele foi TRUCIDADO nos comentários porque OUSOU questionar se o liberalismo/neoliberalismo têm algo a ver com o fascismo/neofascismo, e propôs uma conceituação mais crítica e inteligente: não associá-los diretamente, mas como círculos interseccionados cujas afinidades são parciais e contextuais. Foi acusado de trabalhar para o ESTADÃO e ter algo com ISRAEL (?!?!)
Sério, é engraçadíssimo quando alguém insta o esquerdista médio a pensar criticamente e ele só reage babando de raiva.
Os melhores comentários coloquei na thread aqui do X:
https://x.com/joaoeigen/status/2039788238185840847
Ele foi TRUCIDADO nos comentários porque OUSOU questionar se o liberalismo/neoliberalismo têm algo a ver com o fascismo/neofascismo, e propôs uma conceituação mais crítica e inteligente: não associá-los diretamente, mas como círculos interseccionados cujas afinidades são parciais e contextuais. Foi acusado de trabalhar para o ESTADÃO e ter algo com ISRAEL (?!?!)
Sério, é engraçadíssimo quando alguém insta o esquerdista médio a pensar criticamente e ele só reage babando de raiva.
Os melhores comentários coloquei na thread aqui do X:
https://x.com/joaoeigen/status/2039788238185840847
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João Eigen (@joaoeigen) on X
Vamos rir um pouco: a Boitempo (@editoraboitempo), a maior editora marxista brasileira, lançou o livro "Fascismo e Liberalismo: Afinidades Seletivas", do Álvaro Bianchi - ele é o maior especialista em Antonio Gramsci no Brasil.
O que Álvaro faz nesse livro…
O que Álvaro faz nesse livro…
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Aqui está a diferença de um Vladimir Lênin para um Ian Neves.
Lênin, oriundo da pequena burguesia e herdeiro de latifúndios que explorava para tirar renda de aluguéis, jamais vacilaria desse modo. Ele mesmo acusava os outros de terem atitudes “pequeno-burguesas” e batia no peito afirmando que o apenas partido dele e seus camaradas intelectuais criaria a consciência de classe. Não viveu “na quebrada” como um camponês fudido ou um proletário urbano? Lênin só respondia:
“Foda-se, seu pequeno-burguês de merda. Eu que crio, dirijo e digo quem tem consciência de classe. O Partido de Vanguarda é meu”.
E aí você seria expulso do Partido ou, se fosse depois de 1917, escravizado num campo de trabalho ou fuzilado. Seu traidor de mentalidade pequeno-burguesa.
Já o Ian Neves… vacila e fica todo sem jeito quando questionado se viveu num prédio em localidade periférica… se na parte “boa” ou na “quebrada”. Só olhe a linguagem corporal e a “vontade de ficar perto da família”… típica mentalidade “pequeno-burguesa”. Estremeceu-se todo só de ser questionado por um cara da quebrada.
Lênin o fuzilaria só por essa performance patética.
https://x.com/ancap_freestyle/status/2039784852367503706?s=46
Lênin, oriundo da pequena burguesia e herdeiro de latifúndios que explorava para tirar renda de aluguéis, jamais vacilaria desse modo. Ele mesmo acusava os outros de terem atitudes “pequeno-burguesas” e batia no peito afirmando que o apenas partido dele e seus camaradas intelectuais criaria a consciência de classe. Não viveu “na quebrada” como um camponês fudido ou um proletário urbano? Lênin só respondia:
“Foda-se, seu pequeno-burguês de merda. Eu que crio, dirijo e digo quem tem consciência de classe. O Partido de Vanguarda é meu”.
E aí você seria expulso do Partido ou, se fosse depois de 1917, escravizado num campo de trabalho ou fuzilado. Seu traidor de mentalidade pequeno-burguesa.
Já o Ian Neves… vacila e fica todo sem jeito quando questionado se viveu num prédio em localidade periférica… se na parte “boa” ou na “quebrada”. Só olhe a linguagem corporal e a “vontade de ficar perto da família”… típica mentalidade “pequeno-burguesa”. Estremeceu-se todo só de ser questionado por um cara da quebrada.
Lênin o fuzilaria só por essa performance patética.
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Aqui o Ian Neves foi esculachado
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Isso é absolutamente falso.
Sim, Adolf Hitler nunca renunciou publica e formalmente sua fé católica, mas não precisava fazê-lo, porque ele já a havia largado ao se tornar um adulto e confessadamente não ia à Igreja. Seu amigo da infância, August Kubizek, afirmou que Hitler desenvolveu um desdém pela Igreja e só ia à Missa por causa de sua devota mãe, Klara. Quando ela faleceu, continua Kubizek, Hitler simplesmente parou de falar e frequentar a Igreja.
De fato, Hitler, Rosenberg, Goebbels, Himmler, Hess, Gross e vários outros nazistas achavam o cristianismo uma religião parasitária e internacionalista que havia sido imposta ao mundo ariano-germânico por judeus sagazes. Tanto que num discurso de 1936 Hitler disse que "pela primeira vez em milênio um Estado germânico está sendo fundado pela raça, e não pela religião". Um marco histórico para os arianos, segundo Hitler.
Como ele era um político, e sabia que a população alemã era em sua maioria católica e/ou protestante, Hitler fez seu papel público e não hostilizou desnecessariamente as igrejas, mas tentou "estatizá-las" através do "cristianismo positivo", na intenção de controlá-las e transformá-las num tipo de "cristianismo ariano" condizente com a interpretação da história germânica que o Partido Nazi queria avançar.
A Igreja Católica não gostou disso e protestou, e Hitler, a partir de 1936, passou a hostilizar os católicos alemães. Em suas conversas privadas, Hitler retratava a Igreja como uma "hierarquia obsoleta de padrecos" que fora "fundada por judeus" que haviam usado a figura de Cristo para suas distorções, de modo que o futuro do cristianismo numa Europa nazificada seria incerto e lúgubre.
Hitler não queria "salvar a velha cristandade" do "comunismo ateu soviético", mas queria salvar o que ele acreditava ser a herança biológica e cultural da raça nórdico-ariana dos judeus e seus instrumentos: o marxismo, o cristianismo "distorcido" - catolicismo - e o bolchevismo.
Sim, Adolf Hitler nunca renunciou publica e formalmente sua fé católica, mas não precisava fazê-lo, porque ele já a havia largado ao se tornar um adulto e confessadamente não ia à Igreja. Seu amigo da infância, August Kubizek, afirmou que Hitler desenvolveu um desdém pela Igreja e só ia à Missa por causa de sua devota mãe, Klara. Quando ela faleceu, continua Kubizek, Hitler simplesmente parou de falar e frequentar a Igreja.
De fato, Hitler, Rosenberg, Goebbels, Himmler, Hess, Gross e vários outros nazistas achavam o cristianismo uma religião parasitária e internacionalista que havia sido imposta ao mundo ariano-germânico por judeus sagazes. Tanto que num discurso de 1936 Hitler disse que "pela primeira vez em milênio um Estado germânico está sendo fundado pela raça, e não pela religião". Um marco histórico para os arianos, segundo Hitler.
Como ele era um político, e sabia que a população alemã era em sua maioria católica e/ou protestante, Hitler fez seu papel público e não hostilizou desnecessariamente as igrejas, mas tentou "estatizá-las" através do "cristianismo positivo", na intenção de controlá-las e transformá-las num tipo de "cristianismo ariano" condizente com a interpretação da história germânica que o Partido Nazi queria avançar.
A Igreja Católica não gostou disso e protestou, e Hitler, a partir de 1936, passou a hostilizar os católicos alemães. Em suas conversas privadas, Hitler retratava a Igreja como uma "hierarquia obsoleta de padrecos" que fora "fundada por judeus" que haviam usado a figura de Cristo para suas distorções, de modo que o futuro do cristianismo numa Europa nazificada seria incerto e lúgubre.
Hitler não queria "salvar a velha cristandade" do "comunismo ateu soviético", mas queria salvar o que ele acreditava ser a herança biológica e cultural da raça nórdico-ariana dos judeus e seus instrumentos: o marxismo, o cristianismo "distorcido" - catolicismo - e o bolchevismo.
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A maluquice dos dias modernos às vezes gera postagens curiosas e engraçadas. Essas seriam as atuais "bandeiras hitleristas", isto é, que herdaram o espírito e as ideias de Hitler. Conseguem adivinhar o critério para essa seleção?
Os países hitleristas primários, supostamente os MAIS hitleristas, são: 1) Estônia, 2) Israel, 3) Polônia, 4) Letôna. Obviamente, Israel está ali porque o idiota acha que sionismo é nazismo ou algo que o valha - o que é falso -, mas e os outros três? É porque são inimigos declarados da Rússia de Putin, e querem unir a Europa contra uma invasão russa.
Mas.. se esse é o critério mesmo - mais plausível que eu achei -, porque a Ucrânia estaria apenas na fileira dos países hitleristas secundários se ela é o país engajada numa guerra contra a Rússia? Do mesmo modo, os EUA, a Inglaterra e a Alemanha figuram como membros poderosos da OTAN.
No setor terciário a coisa fica mais óbvia.. e mais estranha: Taiwan, obviamente, porque é inimiga da China, e a Coreia do Sul porque é inimiga da Coreia do Norte. Mas por que Canadá, Suécia e Finlândia? Não consigo achar um critério lógico que justifique todos esses países estruturados dessa forma.
O autor do post é claramente um comunista, mas agora fica a dúvida se é apenas um shitpost ou uma esquizofrenia ideológica tão grave que nem eu consegui compreender - e olha que me esforço diariamente para compreender o pensamento ideológico histérico.
Os países hitleristas primários, supostamente os MAIS hitleristas, são: 1) Estônia, 2) Israel, 3) Polônia, 4) Letôna. Obviamente, Israel está ali porque o idiota acha que sionismo é nazismo ou algo que o valha - o que é falso -, mas e os outros três? É porque são inimigos declarados da Rússia de Putin, e querem unir a Europa contra uma invasão russa.
Mas.. se esse é o critério mesmo - mais plausível que eu achei -, porque a Ucrânia estaria apenas na fileira dos países hitleristas secundários se ela é o país engajada numa guerra contra a Rússia? Do mesmo modo, os EUA, a Inglaterra e a Alemanha figuram como membros poderosos da OTAN.
No setor terciário a coisa fica mais óbvia.. e mais estranha: Taiwan, obviamente, porque é inimiga da China, e a Coreia do Sul porque é inimiga da Coreia do Norte. Mas por que Canadá, Suécia e Finlândia? Não consigo achar um critério lógico que justifique todos esses países estruturados dessa forma.
O autor do post é claramente um comunista, mas agora fica a dúvida se é apenas um shitpost ou uma esquizofrenia ideológica tão grave que nem eu consegui compreender - e olha que me esforço diariamente para compreender o pensamento ideológico histérico.
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Última aparição pública e oficial de Adolf Hilter como Chanceler antes de seu suicídio no bunker. Foto colorizada e datada de 20 de março de 1945.
Hitler saiu de seu bunker para congratular e entregar a Cruz de Ferro aos jovens soldados da juventude hitlerista - Hitlerjugend -, que haviam se destacado por bravura de alguma forma. Alfred Czech, então o mais jovem do grupo, relatou a cena dessa forma décadas depois:
"Hitler parou diante de mim e disse:
- Então, você é o mais jovem de todos. Não teve medo quando resgatou aqueles soldados?
Ao qual eu respondi:
- Não, meu Führer! - “Nein, mein Führer!”
Hitler sorriu, deu um tapinha no meu ombro, beliscou minha bochecha e disse:
- Continue assim".
Hitler costumava beliscar a bochecha dos subordinados quando aprovava seu comportamento, um truque carismático que ele provavelmente aprendeu com Napoleão, que tinha o hábito de beliscar levemente o lóbulo da orelha dos soldados quando os elogiava. De fato, muitos relatos posteriores, tanto de Hitler quanto de Napoleão, costumam destacar esses leves beliscões como estimados sinais de aprovação que os recebedores orgulhosamente recontavam e que se tornavam objeto de desejo entre os colegas.
Atrás de Hitler está Arthur Axmann, o líder da juventude hitlerista - Reichsjugendführer - desde 1940. Entusiasta do nazismo, ele se juntou ao movimento ainda muito jovem, em 1928, aos 15 anos. Destacou-se rapidamente e, no momento dessa foto, tinha apenas 32 anos, já sendo um dos principais conselheiros do círculo interno de Hitler. Se você prestar atenção na foto, notará que a mão do braço de direito de Axmann é preta não porque ele está usando uma luva, mas porque é uma prótese. Axmann perdeu seu braço direito em 1941 no front Oeste, e foi condecorado com a Cruz de Ferro segunda classe. Sobreviveu a guerra e morreu em 1996.
Há vídeo desse momento que mostra o braço esquerdo de Hitler tremendo do que se imagina ser os estágios iniciais do Parkinson, e os relatos desses meses finais frequentemente mencionam um curioso contraste do corpo decadente do Führer enquanto sua mente e a disposição para os longo monólogos continuavam intactos.
Hitler saiu de seu bunker para congratular e entregar a Cruz de Ferro aos jovens soldados da juventude hitlerista - Hitlerjugend -, que haviam se destacado por bravura de alguma forma. Alfred Czech, então o mais jovem do grupo, relatou a cena dessa forma décadas depois:
"Hitler parou diante de mim e disse:
- Então, você é o mais jovem de todos. Não teve medo quando resgatou aqueles soldados?
Ao qual eu respondi:
- Não, meu Führer! - “Nein, mein Führer!”
Hitler sorriu, deu um tapinha no meu ombro, beliscou minha bochecha e disse:
- Continue assim".
Hitler costumava beliscar a bochecha dos subordinados quando aprovava seu comportamento, um truque carismático que ele provavelmente aprendeu com Napoleão, que tinha o hábito de beliscar levemente o lóbulo da orelha dos soldados quando os elogiava. De fato, muitos relatos posteriores, tanto de Hitler quanto de Napoleão, costumam destacar esses leves beliscões como estimados sinais de aprovação que os recebedores orgulhosamente recontavam e que se tornavam objeto de desejo entre os colegas.
Atrás de Hitler está Arthur Axmann, o líder da juventude hitlerista - Reichsjugendführer - desde 1940. Entusiasta do nazismo, ele se juntou ao movimento ainda muito jovem, em 1928, aos 15 anos. Destacou-se rapidamente e, no momento dessa foto, tinha apenas 32 anos, já sendo um dos principais conselheiros do círculo interno de Hitler. Se você prestar atenção na foto, notará que a mão do braço de direito de Axmann é preta não porque ele está usando uma luva, mas porque é uma prótese. Axmann perdeu seu braço direito em 1941 no front Oeste, e foi condecorado com a Cruz de Ferro segunda classe. Sobreviveu a guerra e morreu em 1996.
Há vídeo desse momento que mostra o braço esquerdo de Hitler tremendo do que se imagina ser os estágios iniciais do Parkinson, e os relatos desses meses finais frequentemente mencionam um curioso contraste do corpo decadente do Führer enquanto sua mente e a disposição para os longo monólogos continuavam intactos.
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José Dirceu, o ex-mensaleiro que coordenou a VERDADEIRA tentativa de golpe ao desviar verba pública para transformar o Legislativo em órgão de chancela do Executivo, fez um dos comentários mais reveladores últimos tempos:
"[Jornalista]: Os escândalos [Master, INSS, Lulinha etc.] sobrepuseram a tudo.
[Dirceu]: Sim, e nós vamos disputar a eleição para discutir os problemas do Brasil ou, novamente, a corrupção?
O [ex-presidente] Jânio Quadros ia acabar com a corrupção, o Collor ia acabar com a corrupção, o Bolsonaro também. A ditadura militar se dizia contra a corrupção. E deu no que Deu.
Eu, de verdade, acredito que nós temos condições de retomar a pauta que interessa ao país".
Quero vos lembrar que esse é o mesmo Dirceu que, nos anos 90, foi um dos principais articuladores da campanha pela "ética na política", voltada para moralizar a República que, segundo os petistas na época, havia se tornado a "mais corrupta do mundo"... por causa das privatizações do FHC. O que aconteceu quando ele o PT chegaram ao poder? Progatonizaram os maiores escândalos de corrupção e tentativa de golpe desde 1964.
E agora? Dirceu afirmou que a corrupção não é pauta importante para o país, e que tentar acabar com ela aparentemente é inútil porque "deu no que deu", isto é, na volta do próprio Zé Dirceu à relevância política. Então, talvez ele esteja certo: se uma pessoa com o passado dele é convidada a opinar sobre corrupção, ética e justiça no maior jornal do país, em vez de ser presa, ostracizada ou ridicularizada, então a corrupção deixou de ser um problema real e se transformou apenas em uma nota editorial para gerar ad sense.
Não consigo pensar em nenhuma outra figura política brasileira que represente tão bem a falência generalizada do país quanto Zé Dirceu. Sua mera existência pública é extremamente desmoralizante.
"[Jornalista]: Os escândalos [Master, INSS, Lulinha etc.] sobrepuseram a tudo.
[Dirceu]: Sim, e nós vamos disputar a eleição para discutir os problemas do Brasil ou, novamente, a corrupção?
O [ex-presidente] Jânio Quadros ia acabar com a corrupção, o Collor ia acabar com a corrupção, o Bolsonaro também. A ditadura militar se dizia contra a corrupção. E deu no que Deu.
Eu, de verdade, acredito que nós temos condições de retomar a pauta que interessa ao país".
Quero vos lembrar que esse é o mesmo Dirceu que, nos anos 90, foi um dos principais articuladores da campanha pela "ética na política", voltada para moralizar a República que, segundo os petistas na época, havia se tornado a "mais corrupta do mundo"... por causa das privatizações do FHC. O que aconteceu quando ele o PT chegaram ao poder? Progatonizaram os maiores escândalos de corrupção e tentativa de golpe desde 1964.
E agora? Dirceu afirmou que a corrupção não é pauta importante para o país, e que tentar acabar com ela aparentemente é inútil porque "deu no que deu", isto é, na volta do próprio Zé Dirceu à relevância política. Então, talvez ele esteja certo: se uma pessoa com o passado dele é convidada a opinar sobre corrupção, ética e justiça no maior jornal do país, em vez de ser presa, ostracizada ou ridicularizada, então a corrupção deixou de ser um problema real e se transformou apenas em uma nota editorial para gerar ad sense.
Não consigo pensar em nenhuma outra figura política brasileira que represente tão bem a falência generalizada do país quanto Zé Dirceu. Sua mera existência pública é extremamente desmoralizante.
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E se a Primeira Guerra nunca tivesse acontecido?
Me mandaram esse meme e o achei engraçadíssimo - seria esse o Hitler do universo alternativo onde nem a Primeira Guerra nem a Revolução Russa tivessem ocorrido? Vamos especular com o que sabemos da vida de Hitler.
Sabemos que o jovem Hitler, entre 1908 e 1914, falhou duas vezes em suas tentativas de ingressar na Escola de Belas Artes de Viena e não possuía o diploma do ensino médio necessário para cursar engenharia ou arquitetura na Bauschule. Diante disso, o que Hitler fez? Ficou vagabundeando entre Viena e Munique como um artista itinerante, vivendo à margem da sociedade e caindo frequentemente na pobreza. Trabalhava esporadicamente quando precisava de dinheiro e aparentemente se contentava com uma vida ociosa e boêmia de classe baixa.
Não sabemos por que ele permaneceu, dos 18 aos 25 anos, nesse estilo de vida, nem por que não se empenhou para ingressar em alguma escola artística ou obter o diploma para cursar arquitetura. Essa vida foi interrompida pela Primeira Guerra e, de acordo com seu relato em Mein Kampf, foi o evento que mudou sua vida - ele “se ajoelhou e ergueu as mãos aos céus em agradecimento” pela guerra. Sem ela, o que ele teria feito? Ao que tudo indica, talvez continuasse nesse estilo de vida errático e sem rumo até ser forçado pela idade a buscar alguma carreira estável. Daí, talvez voltasse a se empenhar nas artes ou em qualquer carreira que lhe garantisse sustento financeiro. Ou teria cometido suicídio, pois Reinhold Hanisch, que o conheceu, relatou que Hitler tinha períodos depressivos.
De qualquer forma, teria esse hipotético Hitler entrado no KPD, o Partido Comunista? Não é um óbvio "não", muito porque, durante os anos antes da guerra, Hitler mal deixou rastros de seu ódio ao marxismo e à "social-democracia", como era chamado. Em verdade, pelo menos até 1919, ele nutria alguma simpatia pela ala social-democrata nacionalista do SPD, o Partido Social-Democrata da Alemanha, radicalizando-se um pouco mais tarde. Seu ódio aos judeus, contudo, é anterior ao seu ódio ao marxismo.
Nesse sentido, sua primeira manifestação antissemita conhecida ocorreu em 1915, pouco antes de ir para a guerra, quando ele relata já ter um “ódio pelos semitas”, e os associava ao capitalismo, um ódio muito provavelmente adquirido em seus dias em Viena. Portanto, é igualmente provável que Hitler, se tivesse desenvolvido seus interesses políticos, teria se tornado um militante social-democrata antissemita e anticapitalista, ou nacionalista antissemita e anticapitalista nos movimentos völkisch.
Digo militante porque é bastante improvável que uma Alemanha e uma Áustria sem o caos e a destruição do pós-guerra conseguissem gerar o ambiente no qual Hitler se radicalizou e descobriu sua “vocação” para a liderança política, também porque muitos dos personagens que o radicalizaram não lhe teriam sido acessíveis. E nem mesmo a sua ideologia "hitlerista" e nazista teria se desenvolvido porque as tentativas de revolução comunista em novembro-dezembro de 1918 foram cruciais para Hitler associar o marxismo com o judaísmo. Provavelmente, Hitler teria continuado apenas um antissemita e anticapitalista, e não teorizado uma conspiração mundial de judeus adicionando o marxismo ao caldeirão ideológico.
A pintura mais provável desse exercício contrafactual é a de Hitler como um pintor menor e excêntrico, politizado e ativo na social-democracia ou no movimento völkisch, mas uma nota de rodapé na história alemã - ou nem isso.
Me mandaram esse meme e o achei engraçadíssimo - seria esse o Hitler do universo alternativo onde nem a Primeira Guerra nem a Revolução Russa tivessem ocorrido? Vamos especular com o que sabemos da vida de Hitler.
Sabemos que o jovem Hitler, entre 1908 e 1914, falhou duas vezes em suas tentativas de ingressar na Escola de Belas Artes de Viena e não possuía o diploma do ensino médio necessário para cursar engenharia ou arquitetura na Bauschule. Diante disso, o que Hitler fez? Ficou vagabundeando entre Viena e Munique como um artista itinerante, vivendo à margem da sociedade e caindo frequentemente na pobreza. Trabalhava esporadicamente quando precisava de dinheiro e aparentemente se contentava com uma vida ociosa e boêmia de classe baixa.
Não sabemos por que ele permaneceu, dos 18 aos 25 anos, nesse estilo de vida, nem por que não se empenhou para ingressar em alguma escola artística ou obter o diploma para cursar arquitetura. Essa vida foi interrompida pela Primeira Guerra e, de acordo com seu relato em Mein Kampf, foi o evento que mudou sua vida - ele “se ajoelhou e ergueu as mãos aos céus em agradecimento” pela guerra. Sem ela, o que ele teria feito? Ao que tudo indica, talvez continuasse nesse estilo de vida errático e sem rumo até ser forçado pela idade a buscar alguma carreira estável. Daí, talvez voltasse a se empenhar nas artes ou em qualquer carreira que lhe garantisse sustento financeiro. Ou teria cometido suicídio, pois Reinhold Hanisch, que o conheceu, relatou que Hitler tinha períodos depressivos.
De qualquer forma, teria esse hipotético Hitler entrado no KPD, o Partido Comunista? Não é um óbvio "não", muito porque, durante os anos antes da guerra, Hitler mal deixou rastros de seu ódio ao marxismo e à "social-democracia", como era chamado. Em verdade, pelo menos até 1919, ele nutria alguma simpatia pela ala social-democrata nacionalista do SPD, o Partido Social-Democrata da Alemanha, radicalizando-se um pouco mais tarde. Seu ódio aos judeus, contudo, é anterior ao seu ódio ao marxismo.
Nesse sentido, sua primeira manifestação antissemita conhecida ocorreu em 1915, pouco antes de ir para a guerra, quando ele relata já ter um “ódio pelos semitas”, e os associava ao capitalismo, um ódio muito provavelmente adquirido em seus dias em Viena. Portanto, é igualmente provável que Hitler, se tivesse desenvolvido seus interesses políticos, teria se tornado um militante social-democrata antissemita e anticapitalista, ou nacionalista antissemita e anticapitalista nos movimentos völkisch.
Digo militante porque é bastante improvável que uma Alemanha e uma Áustria sem o caos e a destruição do pós-guerra conseguissem gerar o ambiente no qual Hitler se radicalizou e descobriu sua “vocação” para a liderança política, também porque muitos dos personagens que o radicalizaram não lhe teriam sido acessíveis. E nem mesmo a sua ideologia "hitlerista" e nazista teria se desenvolvido porque as tentativas de revolução comunista em novembro-dezembro de 1918 foram cruciais para Hitler associar o marxismo com o judaísmo. Provavelmente, Hitler teria continuado apenas um antissemita e anticapitalista, e não teorizado uma conspiração mundial de judeus adicionando o marxismo ao caldeirão ideológico.
A pintura mais provável desse exercício contrafactual é a de Hitler como um pintor menor e excêntrico, politizado e ativo na social-democracia ou no movimento völkisch, mas uma nota de rodapé na história alemã - ou nem isso.
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Então, pelo símbolo soviético ostentado no nick do sujeito, como poderíamos definir o seu "caráter"?
Ele me lembrou o Elias Jabbour que há alguns meses atrás falou que Vladimir Lênin fora o ser humano mais completo de toda a história, o parâmetro absoluto das possibilidades morais, maior até que qualquer santidade registrada na história. Jabbour e esse cara do X compartilham o mesmo "caráter". Qual seria?
O caráter de enganar a si mesmo dizendo que não existe verdade para poder mentir sempre que lhe for conveniente - e encobrir com mais uma desculpa de que o faz "pela causa" ou "pelo Partido". O caráter de trair seus amigos quando lhe for conveniente, porque se tornaram, magicamente, "espiões" e "sabotadores". O caráter de mandar milhões de pessoas trabalhar como escravas para seus objetivos enquanto posa defensor dos "trabalhadores oprimidos". O caráter de julgar as crenças e modos de vida alheia como "burgueses e corruptores" enquanto idolatra sujeitos como Joseph Stálin, que engravidou uma menina de 13 anos de idade. O caráter de conscientemente distorcer a história para poder enganar os outros e lhes convencer que sua ideologia está destinada ao sucesso "pela história" que você acabou de distorcer. E a lista poderia se alongar ainda mais.
A ironia, claro, é que Marx achava que a moral não existia para além de uma consequência dos fenômenos materiais, e os comunistas usam esse pressuposto para se pagarem de "amorais", "científicos" e "neutros" porque estariam apenas "cumprindo a história", enquanto se tornam o pior dos moralistas: o moralista satânico que desnatura toda a moralidade e a torna instrumento do cinismo e da mentira.
Esse é o "caráter" de gente como Elias Jabbour e esse militante do X - e eles são uma força corruptora monstruosa na vida social e intelectual.
Ele me lembrou o Elias Jabbour que há alguns meses atrás falou que Vladimir Lênin fora o ser humano mais completo de toda a história, o parâmetro absoluto das possibilidades morais, maior até que qualquer santidade registrada na história. Jabbour e esse cara do X compartilham o mesmo "caráter". Qual seria?
O caráter de enganar a si mesmo dizendo que não existe verdade para poder mentir sempre que lhe for conveniente - e encobrir com mais uma desculpa de que o faz "pela causa" ou "pelo Partido". O caráter de trair seus amigos quando lhe for conveniente, porque se tornaram, magicamente, "espiões" e "sabotadores". O caráter de mandar milhões de pessoas trabalhar como escravas para seus objetivos enquanto posa defensor dos "trabalhadores oprimidos". O caráter de julgar as crenças e modos de vida alheia como "burgueses e corruptores" enquanto idolatra sujeitos como Joseph Stálin, que engravidou uma menina de 13 anos de idade. O caráter de conscientemente distorcer a história para poder enganar os outros e lhes convencer que sua ideologia está destinada ao sucesso "pela história" que você acabou de distorcer. E a lista poderia se alongar ainda mais.
A ironia, claro, é que Marx achava que a moral não existia para além de uma consequência dos fenômenos materiais, e os comunistas usam esse pressuposto para se pagarem de "amorais", "científicos" e "neutros" porque estariam apenas "cumprindo a história", enquanto se tornam o pior dos moralistas: o moralista satânico que desnatura toda a moralidade e a torna instrumento do cinismo e da mentira.
Esse é o "caráter" de gente como Elias Jabbour e esse militante do X - e eles são uma força corruptora monstruosa na vida social e intelectual.
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O Elias Jabbour acha que mandar um projeto de lei ao Congresso funcionária como propaganda política capaz de convencer as pessoas de que Flávio Bolsonaro é o "candidato dos ricos, milionários, bilionários e rentistas".
Só que essa não cola para quem sabe um pouquinho de história econômica brasileira. Quem foi o presidente neste século que mais beneficiou o rentismo e o enriquecimento ocioso dos ricos? Lula - recorde de Selic 17%. O governo Bolsonaro foi de 6% em média, o pesadelo para o rentismo.
E o governo para os "bilionários"? É, não foi Bolsonaro não, foi o "usual suspect", Luiz Inácio, que usou o dinheiro do BNDES para engordar o bolso dos bilionários da JBS, Odebrecht, Eike Batista, mega-empreiteiras como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS etc.. Todas empresas e bilionários ligados com o petismo e financiadores notórios das campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Depois das falcatruas, receberam um "tapinha nas costas" com a renegociação de suas dívidas em termos bem amigáveis, com até absorção de parte delas pelo Tesouro Brasileiro. Trouxa é o trabalhador brasileiro que pagou essa conta.
Mas sim, eu sei que o Jabbour não é tonto a esse ponto. Ele sabe muito bem de tudo isso e aposta - quiçá corretamente - na ignorância abissal do eleitor médio brasileiro, que provavelmente verá Lula falando que “irá acabar com a escala 6x1” só porque enviou um mero projeto de lei ao Congresso e chegará exatamente nessa conclusão desejada. Afinal, para acreditar e votar em Lula só sendo burro nesse nível.
Só que essa não cola para quem sabe um pouquinho de história econômica brasileira. Quem foi o presidente neste século que mais beneficiou o rentismo e o enriquecimento ocioso dos ricos? Lula - recorde de Selic 17%. O governo Bolsonaro foi de 6% em média, o pesadelo para o rentismo.
E o governo para os "bilionários"? É, não foi Bolsonaro não, foi o "usual suspect", Luiz Inácio, que usou o dinheiro do BNDES para engordar o bolso dos bilionários da JBS, Odebrecht, Eike Batista, mega-empreiteiras como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS etc.. Todas empresas e bilionários ligados com o petismo e financiadores notórios das campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Depois das falcatruas, receberam um "tapinha nas costas" com a renegociação de suas dívidas em termos bem amigáveis, com até absorção de parte delas pelo Tesouro Brasileiro. Trouxa é o trabalhador brasileiro que pagou essa conta.
Mas sim, eu sei que o Jabbour não é tonto a esse ponto. Ele sabe muito bem de tudo isso e aposta - quiçá corretamente - na ignorância abissal do eleitor médio brasileiro, que provavelmente verá Lula falando que “irá acabar com a escala 6x1” só porque enviou um mero projeto de lei ao Congresso e chegará exatamente nessa conclusão desejada. Afinal, para acreditar e votar em Lula só sendo burro nesse nível.
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Benito Mussolini e seu secretário Alessandro Pavolini em meio ao povo de Milão, em dezembro de 1944. Como é perceptível pela expressão do Duce, nada ia bem - e ainda iria piorar.
Desde julho de 1943, o norte da Itália - Milão inclusa - havia caído sobre o comando nazista e se transformado na "República Social Italiana" (RSI), um Estado-fantoche que Hitler usava para tentar impedir o avanço dos exércitos americanos estacionados no sul do país. Mussolini, resgatado da prisão por tropas da SS, foi plantado como o Duce da RSI.
No momento dessa foto, os reveses no norte de África e no front soviético eram irreversíveis, e a guerra estava perdida - Mussolini sabia disso. Mussolini aproveitou a ocasião para discursar no centro de Milão e, alguns dias depois, no Teatro Lirico. Seriam os últimos de sua carreira. O "Duce" nem sequer existia mais: incapaz de aglutinar o fervor das massas e tendo se transformado num líder vassalo do ditador alemão, ninguém mais fora de um diminuto círculo de seguidores confiava na liderança de Mussolini. Abatido e depressivo, Mussolini passava as noites resmungando e maldizendo as circunstâncias e todos aqueles que o "traíram" em seu diário.
Esses dias deprimentes se encerraram em 28 de abril de 1945, quando ambos Mussolini e Pavolini foram executados e seus corpos pendurados na famosa Piazzale Loreto no dia seguinte. Aliás, não muito longe de onde essa foto foi tirada.
Desde julho de 1943, o norte da Itália - Milão inclusa - havia caído sobre o comando nazista e se transformado na "República Social Italiana" (RSI), um Estado-fantoche que Hitler usava para tentar impedir o avanço dos exércitos americanos estacionados no sul do país. Mussolini, resgatado da prisão por tropas da SS, foi plantado como o Duce da RSI.
No momento dessa foto, os reveses no norte de África e no front soviético eram irreversíveis, e a guerra estava perdida - Mussolini sabia disso. Mussolini aproveitou a ocasião para discursar no centro de Milão e, alguns dias depois, no Teatro Lirico. Seriam os últimos de sua carreira. O "Duce" nem sequer existia mais: incapaz de aglutinar o fervor das massas e tendo se transformado num líder vassalo do ditador alemão, ninguém mais fora de um diminuto círculo de seguidores confiava na liderança de Mussolini. Abatido e depressivo, Mussolini passava as noites resmungando e maldizendo as circunstâncias e todos aqueles que o "traíram" em seu diário.
Esses dias deprimentes se encerraram em 28 de abril de 1945, quando ambos Mussolini e Pavolini foram executados e seus corpos pendurados na famosa Piazzale Loreto no dia seguinte. Aliás, não muito longe de onde essa foto foi tirada.
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A Brenda Laranja ataca novamente - lembram-se dela? A comunista que disse num áudio vazado que sionistas E JUDEUS deveriam morre em campos de concentração com câmaras de gás. A nossa militante comunista que enche Heinrich Himmler, Reinhard Heydrich e Adolf Eichmann de orgulho soltou mais essa pérola!
Não apenas é uma fala ignóbil e racista, mas historicamente sem sentido. Ela quer pintar os "árabes muçulmanos" como oprimidos de "toda a história"... ela só se esquece que esses mesmos árabes muçulmanos promoveram um dois expansionismos colonialistas mais assassinos e destruidores da história da humanidade, competindo com luminares como Gengis Khan.
Do século VII ao século IX, onde arrasaram países e civilizações inteiras no Oriente-Médio, África e península ibérica. Não apenas pelo menos algumas dezenas de milhões de pessoas morreram nas guerras promovidas pelos muçulmanos árabes durante os séculos, como cerca de 13 (!!) milhões de negros africanos foram escravizados e comercializados na África, o que preparou o mercado para o futuro navegador europeu ampliar para o outro continente. Perto disso, os crimes de Israel são mera flatulência histórica.
É sintomático de nosso tempo que idiotas preconceituosas como a Brenda Laranja AINDA tenham qualquer relevância na internet - ela é chamada para podcasts... como do Magalzão -, e isso não diminuirá enquanto não pegarmos toda e qualquer oportunidade de ridicularizá-los e ostracizá-los do espaço público.
É impressionante, tentou insultar sulistas, judeus e brancos mas só conseguiu mostrar que, como todo comunista, é uma imbecil que nem entende o básico de história.
Não apenas é uma fala ignóbil e racista, mas historicamente sem sentido. Ela quer pintar os "árabes muçulmanos" como oprimidos de "toda a história"... ela só se esquece que esses mesmos árabes muçulmanos promoveram um dois expansionismos colonialistas mais assassinos e destruidores da história da humanidade, competindo com luminares como Gengis Khan.
Do século VII ao século IX, onde arrasaram países e civilizações inteiras no Oriente-Médio, África e península ibérica. Não apenas pelo menos algumas dezenas de milhões de pessoas morreram nas guerras promovidas pelos muçulmanos árabes durante os séculos, como cerca de 13 (!!) milhões de negros africanos foram escravizados e comercializados na África, o que preparou o mercado para o futuro navegador europeu ampliar para o outro continente. Perto disso, os crimes de Israel são mera flatulência histórica.
É sintomático de nosso tempo que idiotas preconceituosas como a Brenda Laranja AINDA tenham qualquer relevância na internet - ela é chamada para podcasts... como do Magalzão -, e isso não diminuirá enquanto não pegarmos toda e qualquer oportunidade de ridicularizá-los e ostracizá-los do espaço público.
É impressionante, tentou insultar sulistas, judeus e brancos mas só conseguiu mostrar que, como todo comunista, é uma imbecil que nem entende o básico de história.
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Hoje às 19h participarei novamente do BeyondTheCave Podcast.
Tema: as origens esquecidas dos socialismos racial, antissemita e nacional - tema do meu segundo livro! (Que talvez saia esse ano).
Todos convidados! Hoje às 19h:
https://youtube.com/live/FkEObanPoOQ?feature=share
Tema: as origens esquecidas dos socialismos racial, antissemita e nacional - tema do meu segundo livro! (Que talvez saia esse ano).
Todos convidados! Hoje às 19h:
https://youtube.com/live/FkEObanPoOQ?feature=share
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