Forwarded from Sombra do Louco
Na antiguidade, cada árvore, cada nascente, cada riacho, cada colina tinha seu próprio genius loci, seu espírito guardião. Esses espíritos eram acessíveis aos homens, mas muito diferentes dos homens; centauros, sátiros e sereias mostram essa ambivalência. Antes de cortar uma árvore, minerar uma montanha ou represar um riacho, era importante aplacar o espírito responsável por aquela situação específica e mantê-lo aplacado. Ao destruir o animismo pagão, o cristianismo tornou possível explorar a natureza com indiferença aos sentimentos dos objetos naturais.
Traduzido de The Historical Roots of Our Ecologic Crisis, de Lynn White
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“O homem completo não é aquele que foge do prazer, mas o que, tendo-o provado, não se deixa arrastar ao excesso.”
– Aristipo
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Já param pra observar a beleza do sistema digestivo e do quanto esse processo de digestão pode ser visto em varias outras situações da vida?
Primeiro você ingere o alimento, que em si é algo vivo, é um indivíduo (ou era). Dai esse alimento passa por diversos processos (digestão mecânica, química, etc) mas repare que a logica do sistema digestivo é sempre a mesma, reduzir aquele ser ingerido a uma massa indiferenciável, pegar dessa massa o que for necessário para que você possa se fortalecer e descartar oque não é útil.
Essa massa indiferenciável, o que ela realmente é? O que isso significa? Você consegue encontar paralelos desse processo com outras coisas na sociedade?
São coisas para se pensar, ou... digerir...
Primeiro você ingere o alimento, que em si é algo vivo, é um indivíduo (ou era). Dai esse alimento passa por diversos processos (digestão mecânica, química, etc) mas repare que a logica do sistema digestivo é sempre a mesma, reduzir aquele ser ingerido a uma massa indiferenciável, pegar dessa massa o que for necessário para que você possa se fortalecer e descartar oque não é útil.
Essa massa indiferenciável, o que ela realmente é? O que isso significa? Você consegue encontar paralelos desse processo com outras coisas na sociedade?
São coisas para se pensar, ou... digerir...
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Forwarded from Instituto Baldur
Você já pensou em mentir para o Google e Par o ChatGPT? Do tipo contar a eles algo que nunca aconteceu, algo que você nunca sentiu, pedir ajuda para lidar com um colega chato que não existe de um trabalho que você não tem.
O que é uma mentira? O que é uma ilusão? O que o seu histórico do ChatGPT (e outras platformas de IA) e Google representam, e para quem?
O que é uma mentira? O que é uma ilusão? O que o seu histórico do ChatGPT (e outras platformas de IA) e Google representam, e para quem?
Forwarded from Instituto Baldur
Os humanos tendem a esquecer que a verdade divina absoluta é infinitamente maior do que sua pequena religião, filosofia ou seita escolhida. No entanto, isso não significa que esses métodos sejam inválidos ou inúteis, mas devem ser entendidos como ferramentas de iluminação em vez de caminhos superiores em propriedade exclusiva da verdade divina absoluta.
— Sri Avadhuteshwar Baba Surya Ram.
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Resumo do conto de Lanval
1. O encontro de Lanval com a dama mágica
[...] Deitado assim, olhou rio abaixo e viu duas donzelas vindo, mais belas que quaisquer outras que já vira: estavam ricamente vestidas com túnicas justas de púrpura escura e seus rostos eram muito belos. A mais velha levava pratos de ouro, bem e finamente trabalhados, e a outra carregava uma toalha.
Foram diretamente até onde o cavaleiro estava deitado e Lanval, que era muito cortês, levantou-se para recebê-las. Elas o saudaram e então entregaram sua mensagem: “Senhor Lanval, minha dama, que é muito digna, sábia e bela, nos enviou por você. Venha conosco, pois o conduziremos em segurança. Veja, sua tenda está ali perto.”
O cavaleiro foi com elas, deixando para trás o cavalo, que pastava no prado. Levaram-no até a tenda, que era tão bela e bem equipada que nem mesmo a rainha Semíramis, no auge de sua riqueza, poder e sabedoria, nem o imperador Otaviano, poderiam ter custeado sequer o lado direito dela. [...]
Dentro da tenda estava a donzela que superava em beleza o lírio e a rosa nova quando desabrocha no verão. [...]
A donzela chamou o cavaleiro, que se aproximou e sentou-se diante da cama. “Lanval,” disse ela, “meu belo amigo, por sua causa vim de minha terra. Vim de longe em sua busca e, se você for digno e cortês, nenhum imperador, conde ou rei terá sentido tanta alegria ou felicidade quanto você, pois amo-o acima de tudo.”
[...] Ela concedeu-lhe seu amor e seu corpo. [...] “Amado,” disse ela, “advirto, ordeno e rogo que não revele este segredo a ninguém! [...]” Ele respondeu que faria o que ela ordenasse.
Deitou-se com ela na cama: agora Lanval estava bem instalado. [...]
“Amado,” disse ela, “levante-se! Você não pode ficar mais. Vá, e eu permanecerei, mas lhe direi uma coisa: sempre que desejar falar comigo, [...] estarei com você para cumprir sua vontade. Nenhum homem, exceto você, poderá me ver ou ouvir minha voz.”
Ao ouvir isso, Lanval ficou muito contente e, beijando-a, levantou-se. [...]
2. O reencontro e a partida final para Avalon
[...] Quando ela entrou no palácio, ninguém jamais havia visto mulher tão bela. Desmontou diante do rei e, diante de todos, deixou cair o manto para que pudessem vê-la melhor. O rei, que era bem-educado, levantou-se para saudá-la, e todos os outros a honraram e ofereceram seus serviços.
Quando a haviam contemplado e elogiado muito sua beleza, ela falou, pois não queria demorar-se:
“Rei, amei um de seus vassalos, Lanval, que está ali. Por causa do que ele disse, foi acusado em sua corte, e não quero que sofra dano algum. Saiba que a rainha se enganou, pois ele jamais buscou seu amor. Quanto à jactância que fez, se eu puder absolvê-lo, que seus barões o libertem!”
O rei aceitou que fosse como os juízes decidissem. Não havia um só que não achasse que Lanval se defendera com êxito, e assim foi libertado pela decisão deles.
A donzela, que tinha muitos servos, então partiu, pois o rei não podia retê-la.
Do lado de fora do salão havia um grande bloco de mármore escuro sobre o qual homens armados subiam ao sair da corte do rei. Lanval subiu nele e, quando a donzela passou pela porta, saltou de um só pulo para a garupa do palafrém atrás dela.
Partiu com ela para Avalon, como os bretões contam, para uma ilha muito bela. Foi ali que o jovem foi levado, e nunca mais se ouviu falar dele, nem posso contar mais nada.
Fonte: Lais de Maria de França
1. O encontro de Lanval com a dama mágica
[...] Deitado assim, olhou rio abaixo e viu duas donzelas vindo, mais belas que quaisquer outras que já vira: estavam ricamente vestidas com túnicas justas de púrpura escura e seus rostos eram muito belos. A mais velha levava pratos de ouro, bem e finamente trabalhados, e a outra carregava uma toalha.
Foram diretamente até onde o cavaleiro estava deitado e Lanval, que era muito cortês, levantou-se para recebê-las. Elas o saudaram e então entregaram sua mensagem: “Senhor Lanval, minha dama, que é muito digna, sábia e bela, nos enviou por você. Venha conosco, pois o conduziremos em segurança. Veja, sua tenda está ali perto.”
O cavaleiro foi com elas, deixando para trás o cavalo, que pastava no prado. Levaram-no até a tenda, que era tão bela e bem equipada que nem mesmo a rainha Semíramis, no auge de sua riqueza, poder e sabedoria, nem o imperador Otaviano, poderiam ter custeado sequer o lado direito dela. [...]
Dentro da tenda estava a donzela que superava em beleza o lírio e a rosa nova quando desabrocha no verão. [...]
A donzela chamou o cavaleiro, que se aproximou e sentou-se diante da cama. “Lanval,” disse ela, “meu belo amigo, por sua causa vim de minha terra. Vim de longe em sua busca e, se você for digno e cortês, nenhum imperador, conde ou rei terá sentido tanta alegria ou felicidade quanto você, pois amo-o acima de tudo.”
[...] Ela concedeu-lhe seu amor e seu corpo. [...] “Amado,” disse ela, “advirto, ordeno e rogo que não revele este segredo a ninguém! [...]” Ele respondeu que faria o que ela ordenasse.
Deitou-se com ela na cama: agora Lanval estava bem instalado. [...]
“Amado,” disse ela, “levante-se! Você não pode ficar mais. Vá, e eu permanecerei, mas lhe direi uma coisa: sempre que desejar falar comigo, [...] estarei com você para cumprir sua vontade. Nenhum homem, exceto você, poderá me ver ou ouvir minha voz.”
Ao ouvir isso, Lanval ficou muito contente e, beijando-a, levantou-se. [...]
2. O reencontro e a partida final para Avalon
[...] Quando ela entrou no palácio, ninguém jamais havia visto mulher tão bela. Desmontou diante do rei e, diante de todos, deixou cair o manto para que pudessem vê-la melhor. O rei, que era bem-educado, levantou-se para saudá-la, e todos os outros a honraram e ofereceram seus serviços.
Quando a haviam contemplado e elogiado muito sua beleza, ela falou, pois não queria demorar-se:
“Rei, amei um de seus vassalos, Lanval, que está ali. Por causa do que ele disse, foi acusado em sua corte, e não quero que sofra dano algum. Saiba que a rainha se enganou, pois ele jamais buscou seu amor. Quanto à jactância que fez, se eu puder absolvê-lo, que seus barões o libertem!”
O rei aceitou que fosse como os juízes decidissem. Não havia um só que não achasse que Lanval se defendera com êxito, e assim foi libertado pela decisão deles.
A donzela, que tinha muitos servos, então partiu, pois o rei não podia retê-la.
Do lado de fora do salão havia um grande bloco de mármore escuro sobre o qual homens armados subiam ao sair da corte do rei. Lanval subiu nele e, quando a donzela passou pela porta, saltou de um só pulo para a garupa do palafrém atrás dela.
Partiu com ela para Avalon, como os bretões contam, para uma ilha muito bela. Foi ali que o jovem foi levado, e nunca mais se ouviu falar dele, nem posso contar mais nada.
Fonte: Lais de Maria de França
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Forwarded from 𝐃𝐚𝐫𝐤 • 𝐀𝐫𝐭𝐬
Na pedra fria, Arno Breker talhou algo que o mundo moderno odeia: a ordem, a hierarquia, a beleza objetiva. Em uma época em que as elites globais promovem a dissolução cultural, celebrando a feiura e o relativismo como “arte”, sua obra ergue-se como desafio silencioso. É um grito contra o caos do igualitarismo e contra a tirania do mercado que reduz o espírito humano à mercadoria. O mármore de Breker não retrata indivíduos efêmeros, mas arquétipos eternos imagens que evocam força, disciplina e transcendência. Trata-se de uma estética que não pede desculpas, que não negocia com o niilismo, mas que recorda: a verdadeira arte é sempre vertical, sempre busca o alto.
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Forwarded from Berserker Bostileiro
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He who cannot obey himself will be commanded
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