Trabalho
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IA não reduz o trabalho — ela o intensifica
Uma das promessas da IA é que ela pode reduzir a carga de trabalho para que os funcionários possam se concentrar em tarefas mais valiosas e envolventes. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, as ferramentas de IA não reduzem o trabalho, elas o intensificam de forma consistente: no estudo, os funcionários trabalharam em um ritmo mais acelerado, assumiram um escopo mais amplo de tarefas e prolongaram o trabalho por mais horas do dia.

Ver também: A tendência é que a IA nos leve a trabalhar ainda mais

#ia
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Jornada diária de até 12h e salário em moeda estrangeira: a polêmica reforma trabalhista de Milei
A reforma de Milei introduz o conceito de "negociação salarial dinâmica": Em vez de o salário e outros termos trabalhistas ficarem fixos durante toda a vigência do contrato, a lei permitiria que empregadores revisassem esses termos depois da assinatura, ajustando variáveis como salário e benefícios com maior "flexibilidade" , possivelmente com base em desempenho, produtividade ou "negociação" individual.

#liberalismo #argentina
Sexta-feira é o novo sábado
Yago Álvarez Barba: "A primeira pergunta é obrigatória: por que reduzir a jornada de trabalho? O que isso melhoraria?"
Pedro Gomes: "Porque a economia vai melhorar. É uma inovação social, uma forma melhor de organizar a economia no século XXI. Acredito nos argumentos sobre bem-estar e felicidade, o componente de gênero, o meio ambiente e que temos que viver a vida. Mas deixo tudo isso de lado, porque o grande ceticismo que existe em relação a esse assunto está no fator econômico. Por isso escrevi meu livro, para explicar que a economia vai melhorar com a redução da jornada de trabalho, que ela nunca será prejudicada, e para demonstrar que é a melhor forma de organização econômica para os tempos atuais.
Já se passaram mais de 50 anos desde que tornamos normal a semana de cinco dias, e veja o quanto a sociedade mudou. A tecnologia que usamos, o digital, a velocidade da comunicação que existe agora e o tipo de trabalho que fazemos. Antes havia mais trabalhos de fábrica com trabalho mais intenso em termos físicos, mas agora há muitos trabalhos que exigem mais esforço mental e intelectual. A duração das nossas vidas, a estrutura da família ou o papel das mulheres também mudaram. Tudo é diferente, mas continuamos a organizar a economia da mesma forma. Trabalhamos cinco dias como se fosse uma constante matemática, quando na realidade é uma construção social, política e econômica, razão pela qual devemos adaptar essa jornada à tecnologia, à sociedade ou à economia. Todas essas mudanças estruturais, que estão 50 anos atrasadas, tornam obsoletas a organização da economia em uma semana de cinco dias. Uma jornada de quatro dias é muito melhor."
Entrevista com Pedro Gomes

Ver também: Estudo desconstrói argumentos contra fim da 6×1 e aponta mais empregos e crescimento do PIB

#economia
▫️Geração Z: homens com diploma enfrentam desemprego igual aos sem formação
▫️Ter faculdade impulsiona o salário? Pesquisa diz que sim
No Brasil, o impacto do ensino superior sobre a renda continua sendo muito forte quando analisamos o conjunto da população adulta. Estudos baseados na PNAD Contínua do IBGE e em relatórios da OCDE indicam que trabalhadores com ensino superior completo ganham, em média, cerca de 126% a 148% a mais do que aqueles com apenas ensino médio.
Em valores médios recentes, trabalhadores sem diploma recebem cerca de R$ 2,6 mil, enquanto os diplomados ficam perto de R$ 7,5 mil mensais.
Isso significa que, no agregado, o diploma continua sendo um dos fatores mais associados a rendimentos mais altos no país. Parte da explicação é estrutural: a parcela da população adulta com ensino superior ainda é relativamente pequena — cerca de 20,5% dos brasileiros com 25 anos ou mais — o que mantém esse grupo relativamente escasso e valorizado no mercado.
No entanto, esse diferencial salarial vem diminuindo gradualmente. Em 2012, quem tinha ensino superior ganhava em média 152% a mais que quem tinha ensino médio; em 2024, essa diferença caiu para cerca de 126%.
Entre as razões apontadas pelos economistas estão a expansão do acesso ao ensino superior, o aumento da informalidade entre trabalhadores mais escolarizados e mudanças no mercado de trabalho. Ou seja, o diploma ainda “paga”, mas um pouco menos do que pagava no passado.
É nesse contexto que surgem manchetes sobre dificuldades de jovens diplomados. Entre trabalhadores muito jovens — especialmente recém-formados — o diploma nem sempre garante emprego imediato. O mercado tende a valorizar experiência, e muitos recém-graduados competem entre si por vagas iniciais. Isso pode gerar períodos de desemprego ou subemprego logo após a formatura, o que aparece nas estatísticas de alguns grupos da geração Z. Com o passar dos anos, porém, o diferencial de renda costuma crescer, pois os diplomados têm maior acesso a ocupações mais qualificadas e melhor remuneradas.
Outro ponto importante é que o impacto do diploma não é igual para homens e mulheres. As mulheres brasileiras, em média, têm níveis de escolaridade mais altos e maiores taxas de conclusão do ensino superior.
Mesmo assim, continuam recebendo menos que os homens em todos os níveis de escolaridade. No caso de trabalhadores com ensino superior completo, por exemplo, o rendimento médio masculino chega a cerca de R$ 7.347, enquanto o feminino fica em torno de R$ 4.591.
Isso mostra que o diploma melhora a renda das mulheres, mas não elimina as desigualdades de gênero no mercado de trabalho.


#formacaosuperior #universidade
Os empregos menos ameaçados pela IA, segundo a Anthropic
Levantamento indica oito áreas com menor exposição à automação, muitas delas fora do universo digital.