Eu só queria saber o porquê. Eu só queria saber o porquê Assim como nasci sem pedir Um dia, Da mesma maneira Irei embora sem querer Por quê? Para quê? Qual a finalidade de me fazer gostar das coisas? Se um dia Os abraços As vozes que comigo falam Não vão mais ressoar?
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E até mesmo Talvez a única coisa que eu pense e deseje tanto Quanto amar Estou falando dele O pensamento Como essas Linhas Que descem Nem mesmo ele Não mais existirá... Por quê?
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Decidir Na vida todos os dias tomamos decisões e, elas são como bifurcações.
Quem escolhe no almoço arroz e feijão talvez não coma macarrão-, evidentemente que, certas decisões serão sempre mais importante do que outras.
O importante é sermos capazes de decidir para que, "o vento da vida" não decida por nós, sabendo sempre que quando decidimos e escolhemos usamos uma de nossas capacidades e, crescemos!
Quem escolhe no almoço arroz e feijão talvez não coma macarrão-, evidentemente que, certas decisões serão sempre mais importante do que outras.
O importante é sermos capazes de decidir para que, "o vento da vida" não decida por nós, sabendo sempre que quando decidimos e escolhemos usamos uma de nossas capacidades e, crescemos!
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Quem dera Quem dera se tudo que eu escrevesse ou dissesse, tal como uma "moeda nova" fosse do interesse de todos. Ou que todos gostassem de mim-, não desconsiderando meus defeitos mas, sim, como um humano muito humano. E longe de querer ter uma importância "megalomaníaca," não fica a pergunta: existe o que seja do interesse de todos independente de país, cultura e idade?
"A ânsia de eternidade." O sério Norueguês chamou minha atenção assim que entrou no jipe em companhia de um casal de americanos. Tinha cerca de 40 anos, estatura mediana, cabelos louros, como a maioria dos escandinavos, mas olhos castanhos e um semblante um tanto abatido. Apresentou-se como Frank Andersen, e lembro que cheguei a pensar que talvez pertencesse àquela rara categoria de seres humanos que a vida toda se sentem oprimidos na Terra pela brevidade da existência e pela falta de espírito. Essa suposição se dissipou quando, naquela mesma noite, soube que ele era biólogo evolutivo. Para quem já tem certa predisposição à melancolia, a biologia evolutiva deve ser uma experiência bem pouco reconfortante.
Sentado à escrivaninha na minha casa de Croydon, olho para um cartão postal amassado, datado de Barcelona, 26 de maio de 1992. O postal mostra uma foto da Sagrada Família, a catedral inacabada de Gaudí e traz no verso:
Meu querido Frank,
Chegarei a Oslo terça, mas não vou sozinha. Tudo vai ser diferente a partir de agora, você tem que estar preparado. Não me chame! Quero sentir seu corpo antes que haja palavras entre nós. Lembra da bebida mágica? logo você vai tomar algumas gotas. Às vezes tenho medo. Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve?
Sempre sua
Vera.
Frank me mostrou de repente o postal com aquelas torres altas uma tarde em que tomávamos cerveja no bar do Maravu. Eu tinha lhe contado que perdera Sheila, alguns dias antes, e Frank continuou ali, sentado por um bom momento, até que com um gesto brusco, tirou a carteira do bolso e puxou um cartão-postal dobrado, que imediatamente desdobrou e pôs em cima da mesa. O texto estava escrito em espanhol, mas o Norueguês traduziu palavra por palavra. Parecia precisar da minha ajuda para assimilar o que acabava de traduzir.
-Quem é Vera?-perguntei. -Vocês eram casados?
Aquiesceu com um movimento de cabeça.
-A gente se conheceu na Espanha, e no fim dos anos 80. Passados alguns meses, já vivíamos juntos em Oslo.
-E o relacionamento terminou?
Negou com a cabeça, mas disse:
-Ela voltou a Barcelona dez anos depois. Foi no outono passado.
-Vera não é um nome tipicamente espanhol-objetei.-Nem catalão.
-É o nome de um povoado da Andaluzia-explicou.-Segundo sua família, ela foi concebida lá.
Ela foi a Barcelona visitar a família?
De novo negou com a cabeça.
- Foi apresentar sua tese de Doutorado.
-Não diga.
Sobre as migrações da espécie humana a partir da África.-Vera é paleontóloga.
-E quem ela levou a Oslo?
Frank olhou para o fundo do copo.
-Sonja-disse sem mais nem menos.
-Sonja?
-Nossa filha, Sonja.
-Quer dizer que vocês tem uma filha? Apontou para o postal.
-Foi assim que fiquei sabendo que Vera estava grávida.
-De você?
Estremeceu.
-A menina era minha filha, sim.
Compreendi que alguma coisa devia ter ido mal e tentei adivinhar o que poderia ter acontecido.
Mas eu tinha outro ponto de referência e falei:
-E a tal "bebida mágica", da qual você ia provar algumas gotas? Soa bastante tentador.
Hesitou. Depois sorriu com certa timidez antes de negar a importância daquilo.
-Nada, bobagem, coisas da Vera.
Chamei o garçom e pedi outra cerveja. Frank mal havia tocado na dele.
-Conte-pedi.
E Frank contou:
-Tínhamos em comum a mesma sede intransigente de vida. Ou será que devo chamar isso de "ânsia de eternidade?" Não sei se compreende o que quero dizer.
Claro que compreendia. Senti o coração bater no peito e pensei que devia me acalmar. Ergui a palma da mão pra lhe dar a entender que não precisava me explicar o que era ânsia de eternidade. Ele entendeu.
Aparentemente, não era a primeira vez que Frank tentava explicar o que queria dizer com aquela história de ânsia de eternidade. Acrescentou:
Sentado à escrivaninha na minha casa de Croydon, olho para um cartão postal amassado, datado de Barcelona, 26 de maio de 1992. O postal mostra uma foto da Sagrada Família, a catedral inacabada de Gaudí e traz no verso:
Meu querido Frank,
Chegarei a Oslo terça, mas não vou sozinha. Tudo vai ser diferente a partir de agora, você tem que estar preparado. Não me chame! Quero sentir seu corpo antes que haja palavras entre nós. Lembra da bebida mágica? logo você vai tomar algumas gotas. Às vezes tenho medo. Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve?
Sempre sua
Vera.
Frank me mostrou de repente o postal com aquelas torres altas uma tarde em que tomávamos cerveja no bar do Maravu. Eu tinha lhe contado que perdera Sheila, alguns dias antes, e Frank continuou ali, sentado por um bom momento, até que com um gesto brusco, tirou a carteira do bolso e puxou um cartão-postal dobrado, que imediatamente desdobrou e pôs em cima da mesa. O texto estava escrito em espanhol, mas o Norueguês traduziu palavra por palavra. Parecia precisar da minha ajuda para assimilar o que acabava de traduzir.
-Quem é Vera?-perguntei. -Vocês eram casados?
Aquiesceu com um movimento de cabeça.
-A gente se conheceu na Espanha, e no fim dos anos 80. Passados alguns meses, já vivíamos juntos em Oslo.
-E o relacionamento terminou?
Negou com a cabeça, mas disse:
-Ela voltou a Barcelona dez anos depois. Foi no outono passado.
-Vera não é um nome tipicamente espanhol-objetei.-Nem catalão.
-É o nome de um povoado da Andaluzia-explicou.-Segundo sua família, ela foi concebida lá.
Ela foi a Barcelona visitar a família?
De novo negou com a cabeça.
- Foi apresentar sua tese de Doutorado.
-Não diga.
Sobre as migrações da espécie humana a partir da África.-Vera é paleontóloga.
-E quem ela levou a Oslo?
Frank olhou para o fundo do copo.
-Sonja-disse sem mais nem menos.
-Sonja?
-Nossa filha, Sonja.
-Quer dizer que vocês tem uma filha? Apontou para o postal.
-Foi assim que fiquei sabendo que Vera estava grávida.
-De você?
Estremeceu.
-A menina era minha filha, sim.
Compreendi que alguma coisa devia ter ido mal e tentei adivinhar o que poderia ter acontecido.
Mas eu tinha outro ponto de referência e falei:
-E a tal "bebida mágica", da qual você ia provar algumas gotas? Soa bastante tentador.
Hesitou. Depois sorriu com certa timidez antes de negar a importância daquilo.
-Nada, bobagem, coisas da Vera.
Chamei o garçom e pedi outra cerveja. Frank mal havia tocado na dele.
-Conte-pedi.
E Frank contou:
-Tínhamos em comum a mesma sede intransigente de vida. Ou será que devo chamar isso de "ânsia de eternidade?" Não sei se compreende o que quero dizer.
Claro que compreendia. Senti o coração bater no peito e pensei que devia me acalmar. Ergui a palma da mão pra lhe dar a entender que não precisava me explicar o que era ânsia de eternidade. Ele entendeu.
Aparentemente, não era a primeira vez que Frank tentava explicar o que queria dizer com aquela história de ânsia de eternidade. Acrescentou:
-Nunca tinha encontrado numa mulher essa necessidade irresistível. Vera era uma pessoa calorosa e realista. Mas também vivia no seu mundo, melhor dizendo, no mundo da paleontologia. Era das que se orientam mais verticalmente do que horizontalmente.
-Como?
-Não lhe interessava o que acontece na rua, ou no espelho. Era bonita, muito bonita. Mas nunca a vi folheando uma revista feminina.
Ele continuava sentado, mexendo a cerveja com o dedo.
-Contou-me que, quando jovem, tinha tido muitas fantasias sobre uma bebida mágica que lhe concederia a vida eterna depois que tivesse bebido metade da dose. Assim, disporia de um tempo ilimitado para encontrar o homem a quem daria a outra metade e poderia ter certeza que um dia encontraria esse homem da sua vida, se não na semana seguinte, pelo menos depois de cem ou mil anos.
Apontei para o postal.
Frank sorriu com resignação:
-Quando voltou de Barcelona, naquele verão de 92, declarou solenemente que, de uma maneira ou de outra tínhamos tomado algumas gotas da bebida mágica com que sonhava desde pequena. Pensava no filho que ia nascer. Algo de nós dois já tinha começado a viver a sua própria vida, dizia ela. Algo que talvez desse frutos durante milhares de anos.
-A posteridade você quer dizer?
-Sim era nisso que ela pensava. De fato, todos os seres humanos da Terra descendem de uma mulher que viveu na África faz algumas centenas de milhares de anos.
Tomou um gole da cerveja e como não disse mais nada durante um bom tempo, tentei fazê-lo prosseguir.
Continue, se quiser-falei.
Olhou-me nos olhos. Foi como se, por um instante, avaliasse se eu era ou não um homem em quem poderia confiar. Continuou:
Quando chegou a Oslo me garantiu, que não teria hesitado em compartilhar comigo a bebida mágica se a tivesse. Obviamente não me deu nenhuma "bebida mágica", mas, de todo modo, eu vivi aquilo como um grande momento. Considerei uma coisa sublime o fato de que ousasse fazer uma escolha irreversível.
Com um gesto de cabeça declarei-me de acordo.
-Já não é comum as pessoas se prometerem fidelidade eterna. Ficam juntas no que é bom, mas logo que vem o que é ruim, muitas simplesmente se separam.
Pareceu de repente um pouco irritadiço:
-Creio que me lembro literalmente do ela disse: "Para mim só existe um homem e uma Terra, e se sinto isso tão intensamente é porque só vivo uma vida".
-Que declaração mais singular disse eu.-E o que aconteceu em seguida?
Foi bem seco. Conntou-me que tinham perdido Sonja quando ela estava com quatro anos e meio, e que,desde então, a convivência dos dois se tornara impossível. Era muita dor sob o mesmo teto explicou Frank. E ficou contemplando o coqueiral.
[...]
Acendi um cigarro.
-Continuo pensando nessa bebida de que você falou-disse. -Nem todo mundo ousaria prova-la.
Acho que a maioria não provaria.
-Pus o isqueiro na mesa, apontei para ele e sussurrei:
-Esse é um isqueiro mágico. Se você o acender agora viverá eternamente na Terra.
Ele me encarou fixamente, sem sorrir. Suas pupilas pareceram se iluminar.
-Mas tem que pensar muito bem nisso-precisei,-porque só vai ter uma oportunidade e nunca poderá voltar atrás na decisão que tomar.
-Não tem importância-replicou com altivez, e não tive certeza da escolha que ele faria.
-Quer viver até a idade normal do ser humano?-perguntei solenemente? Ou quer ficar na Terra por todos os séculos dos séculos?
Frank ergueu o isqueiro lenta mas decididamente e o acendeu.
Aquilo me impressionou. Fazia quase uma semana que eu estava na ilha, e finalmente não me sentia tão só.
-Não somos muitos -comentei.
Afinal sorriu, um sorriso largo. Creio que o nosso encontro o impressionou tanto quanto a mim.
-Não, parece que não somos tantos assim-admitiu.
Endireitou-se e me estendeu a mão por cima do copo de cerveja.
Foi como se tivéssemos confiado um ao outro que pertencíamos à mesma ordem seleta. Nem a Frank nem a mim metia medo a ideia de viver eternamente. O que nos aterrorizava era o contrário.
***
Trechos do livro "Maya o romance da criação". Do mesmo autor de "O mundo de Sofia".
-Como?
-Não lhe interessava o que acontece na rua, ou no espelho. Era bonita, muito bonita. Mas nunca a vi folheando uma revista feminina.
Ele continuava sentado, mexendo a cerveja com o dedo.
-Contou-me que, quando jovem, tinha tido muitas fantasias sobre uma bebida mágica que lhe concederia a vida eterna depois que tivesse bebido metade da dose. Assim, disporia de um tempo ilimitado para encontrar o homem a quem daria a outra metade e poderia ter certeza que um dia encontraria esse homem da sua vida, se não na semana seguinte, pelo menos depois de cem ou mil anos.
Apontei para o postal.
Frank sorriu com resignação:
-Quando voltou de Barcelona, naquele verão de 92, declarou solenemente que, de uma maneira ou de outra tínhamos tomado algumas gotas da bebida mágica com que sonhava desde pequena. Pensava no filho que ia nascer. Algo de nós dois já tinha começado a viver a sua própria vida, dizia ela. Algo que talvez desse frutos durante milhares de anos.
-A posteridade você quer dizer?
-Sim era nisso que ela pensava. De fato, todos os seres humanos da Terra descendem de uma mulher que viveu na África faz algumas centenas de milhares de anos.
Tomou um gole da cerveja e como não disse mais nada durante um bom tempo, tentei fazê-lo prosseguir.
Continue, se quiser-falei.
Olhou-me nos olhos. Foi como se, por um instante, avaliasse se eu era ou não um homem em quem poderia confiar. Continuou:
Quando chegou a Oslo me garantiu, que não teria hesitado em compartilhar comigo a bebida mágica se a tivesse. Obviamente não me deu nenhuma "bebida mágica", mas, de todo modo, eu vivi aquilo como um grande momento. Considerei uma coisa sublime o fato de que ousasse fazer uma escolha irreversível.
Com um gesto de cabeça declarei-me de acordo.
-Já não é comum as pessoas se prometerem fidelidade eterna. Ficam juntas no que é bom, mas logo que vem o que é ruim, muitas simplesmente se separam.
Pareceu de repente um pouco irritadiço:
-Creio que me lembro literalmente do ela disse: "Para mim só existe um homem e uma Terra, e se sinto isso tão intensamente é porque só vivo uma vida".
-Que declaração mais singular disse eu.-E o que aconteceu em seguida?
Foi bem seco. Conntou-me que tinham perdido Sonja quando ela estava com quatro anos e meio, e que,desde então, a convivência dos dois se tornara impossível. Era muita dor sob o mesmo teto explicou Frank. E ficou contemplando o coqueiral.
[...]
Acendi um cigarro.
-Continuo pensando nessa bebida de que você falou-disse. -Nem todo mundo ousaria prova-la.
Acho que a maioria não provaria.
-Pus o isqueiro na mesa, apontei para ele e sussurrei:
-Esse é um isqueiro mágico. Se você o acender agora viverá eternamente na Terra.
Ele me encarou fixamente, sem sorrir. Suas pupilas pareceram se iluminar.
-Mas tem que pensar muito bem nisso-precisei,-porque só vai ter uma oportunidade e nunca poderá voltar atrás na decisão que tomar.
-Não tem importância-replicou com altivez, e não tive certeza da escolha que ele faria.
-Quer viver até a idade normal do ser humano?-perguntei solenemente? Ou quer ficar na Terra por todos os séculos dos séculos?
Frank ergueu o isqueiro lenta mas decididamente e o acendeu.
Aquilo me impressionou. Fazia quase uma semana que eu estava na ilha, e finalmente não me sentia tão só.
-Não somos muitos -comentei.
Afinal sorriu, um sorriso largo. Creio que o nosso encontro o impressionou tanto quanto a mim.
-Não, parece que não somos tantos assim-admitiu.
Endireitou-se e me estendeu a mão por cima do copo de cerveja.
Foi como se tivéssemos confiado um ao outro que pertencíamos à mesma ordem seleta. Nem a Frank nem a mim metia medo a ideia de viver eternamente. O que nos aterrorizava era o contrário.
***
Trechos do livro "Maya o romance da criação". Do mesmo autor de "O mundo de Sofia".
Você já pensou no que significa a sua identidade e com ela, a sua singularidade? aquilo que só você é?
Parece uma ideia espetacular que depois que morrermos e ainda que se passem 100, 1000 ou um milhão de anos ABSOLUTAMENTE NINGUÉM será como eu ou você?
Ainda que se fizessem clones e houvesse a igualdade na aparência física ou no tom de voz por exemplo, ainda assim sua singularidade apareceria.
Não sei, acredito que isso nos torne especiais, assim como cada grão de areia tem a sua importância para completar a areia do mar.
E mesmo quando eu e você já tivermos "ido dormir" para que outros tomem o nosso lugar, podemos com orgulho saber que o que fomos neste palco, pela eternidade não se repetirá!
Parece uma ideia espetacular que depois que morrermos e ainda que se passem 100, 1000 ou um milhão de anos ABSOLUTAMENTE NINGUÉM será como eu ou você?
Ainda que se fizessem clones e houvesse a igualdade na aparência física ou no tom de voz por exemplo, ainda assim sua singularidade apareceria.
Não sei, acredito que isso nos torne especiais, assim como cada grão de areia tem a sua importância para completar a areia do mar.
E mesmo quando eu e você já tivermos "ido dormir" para que outros tomem o nosso lugar, podemos com orgulho saber que o que fomos neste palco, pela eternidade não se repetirá!
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É preciso nos afastarmos Quando mesmo junto de outros Não encontramos par... Porque fácil é no meio de uma multidão Fingir sorrisos e se "camuflar" Difícil é sozinho Saber se encontrar!
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Se eu não tenho você Se eu não tenho você Brinco de ser Deus e te crio Com materiais leves Para que não andasse Ao invés disso Saltearia... Também teria Os mais belos olhos Lábios sensíveis De toque desejável aos homens Teu cérebro teria a matéria Da mais bonita estrela Sua inteligência seria Elegante A frente dos de mais...
❤8
Tua voz Uma mistura de mel Com a corda vocal de um pássaro Sendo doce e cantante... Nome? não teria Porque estaria Mais à semelhança De um anjo E depois dessa invenção minha Eu estaria satisfeito Pois você seria exatamente igual A mulher, a garota, a menina Que eu conheço!
❤9
A alegria que vem do sol Eu costumo usar muitas formas de me referir ao sol e isso não é à toa... Com ele acredito que sentimos alegria e também força, como diria Nietzsche: O que seria do sol sem eu para iluminar? ou Platão que simbolizava o "verdadeiro conhecimento" com as coisas sendo vistas pela luz do sol. Para além de tudo isso, não é uma beleza que ele pareça manter a mesma força e intensidade depois de tanto tempo? até a melancolia de uma vida "pacata" ele é capaz de retirar quando pensamos no privilégio que é ter ele se irradiando sobre o corpo... ou ainda, na sorte de uma paixão pelo caminho, ele nos parece existir "para os dois apaixonados."
❤6
Medo Eu tenho medo Eu tenho medo E medo de ter medo Medo às vezes sem saber o porquê.... Medo do coração que acelera, ser o mesmo que pode parar Medo do que não chegou e o que pode vir Medo de amar e ao mesmo tempo, de não ser amado... Mais do que esse medo "de tudo e de nada" Medo de Por culpa do medo Apesar de vivo Não viver!
❤9👍1
Perspectiva E se mudássemos o "eu quero ser feliz" para o "eu sou feliz?" e mais ainda: independente da situação que nos ocorresse. Afinal o ser feliz não vem de ser? ou depende do que temos ou queremos? é essa resposta que pode mudar tudo!
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