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Crimes & Psicologia Criminal
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Está no ar mais um OAV Opinião

Neste episódio, Daniel Cruz comenta sobre o assassino em série Anthony Sowell, falecido no último dia 8 de fevereiro.

⭕️ OAV Opinião 4: Anthony Sowell, o Estrangulador de Cleveland

Escute em spoti.fi/3u1BtxF

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UM DESAPARECIMENTO. UM SERIAL KILLER

Essa história começa em 18 de dezembro de 1993 quando uma jovem mãe de 29 anos chamada Lydie Logé desapareceu de sua casa em Saint-Christophe-le-Jajolet, na região da Normandia. Logé estava depressiva devido a um processo de divórcio e os investigadores do caso concluíram que ela simplesmente fugiu para tentar lidar sozinha com seus demônios. Ela jamais foi vista novamente.

Vinte e três anos depois, investigando os desaparecimentos de uma criança e de uma mulher, a polícia francesa resolveu dar mais uma vasculhada no caminhão do assassino em série Michel Fourniret, capturado três anos antes. Eles buscavam quaisquer vestígios de DNA para análises e acabaram encontrando um fio de cabelo, cujo DNA apontou para Lydie Logé. O fato de Nicolas, filho do psicopata, residir em Orne, uma cidade distante apenas 7 minutos de Saint-Christophe-le-Jajolet, na época do desaparecimento de Logé, convenceu os investigadores.

E no último domingo, o jornal francês Le Parisien noticiou que Michel Fourniret foi formalmente indiciado pelo assassinato de Lydie Logé. Segundo o jornal, ao ver fotos da vítima, Fourniret disse: "Não tenho certeza, mas esse rosto eu conheço. Esses traços não são desconhecidos para mim. Se este DNA foi descoberto, é porque ela atravessou o meu caminho".

Conhecido como o "Ogro de Ardennes", Fourniret confessou 12 assassinatos na França e Bélgica entre 1987 e 2003. Mas esse número pode não representar nem a metade de suas vítimas. Recentemente escrevemos sobre a descoberta do DNA de 12 possíveis vítimas do psicopata em um colchão que pertenceu à irmã do assassino.

Quase 30 anos depois, Lydie Logé pode enfim estar recebendo a sua justiça.

Não deixe de ler:

*Michel Fourniret: DNA pode ter descoberto 12 novas vítimas do serial killer francês*

Leia em: https://bit.ly/2G9y1wy

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Em 1960, um dos fugitivos nazistas mais procurados do planeta foi capturado. Um dos arquitetos do holocausto, Adolf Eichmann foi o responsável pela eficiente logística de deportação em massa de judeus até os campos de extermínio.


Quando seu julgamento começou, todos esperavam encontrar um monstro, uma aberração psiquiátrica. Perguntado se sentia culpa pela morte de milhões de judeus, ele respondeu: "Não."

Essa era a resposta que todos esperavam de um monstro, certo? Coisa de psicopata.

Adolf Eichmann era um psicopata? Nem um pouco. Ele não era doente, apenas um funcionário-padrão. No fim, agiu "certo" e para o "bem" de um sistema, esse, sim, essencialmente mal.

Seu caso não era o de um antissemita, mas sim um homem comum, dominado pelo trabalho, e foi isso o que mais assustou o mundo. "Esse novo tipo de criminoso comete seus crimes sob circunstâncias que tornam impossível para ele saber ou sentir que está fazendo algo errado, é a banalidade do mal", escreveu a filósofa Hannah Arendt.

Para o psicólogo social Philip Zimbardo, viver num sistema maligno leva pessoas boas a agir de uma forma má. Basta seguir uma fórmula para chegar à obediência absoluta a uma autoridade má. Nesse sistema, há papeis bem definidos, como "guarda" ou "maquinista", que faz a pessoa acreditar que apenas cumpre seu trabalho, e não se veja responsável por um mal maior. As regras desses papeis devem parecer razoáveis, mas vagas o suficiente para serem distorcidas.

Então, cria-se uma nova língua. Expressões negativas como "reprimir" são trocadas por "manter a ordem social". Aqui, é provável que já exista um bode expiatório, um inimigo comum "responsável" por todos os males.

A ação deve começar com passos aparentemente inofensivos, mas que aos poucos vão se agravando. E a figura da autoridade, apesar dos atos maus que ordena, deve também trazer uma aura de justiça, a de mensageiro de um fim desejável que justifique os meios indesejáveis. Está pronta a receita do mal.

Sendo brasileiro, vivendo o hoje e com a experiência de anos e anos de vida, afirmo sem sombra de dúvidas: estamos cercados de Adolf Eichmann's... e de gente pior também.

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Em março de 1984, Christopher Laverack, uma criança de apenas 9 anos de idade, desapareceu misteriosamente de dentro de sua casa em Humberside, Inglaterra. Seus pais haviam saído e voltaram 1 hora e 10 minutos depois, e encontraram a casa vazia.

As esperanças do casal transformaram-se em desespero quando o corpo de Christopher foi encontrado em um canal dois dias depois. Ele foi violentamente espancado com um objeto contundente e sofreu abuso sexual. O seu corpo estava dentro de um grande saco plástico. Ao lado havia um tijolo.

A conclusão era óbvia: alguém sequestrou Christopher, o assassinou em algum local e descartou o corpo no canal. Sem nenhuma evidência contundente, com o tempo o caso se tornou um dos maiores mistérios criminais da história da Inglaterra, um mistério que só seria resolvido 28 anos depois.

Em março de 2002, um homem chamado Melvyn Read foi preso acusado de abusar sexualmente de quatro meninos. Nada demais até aí se esse mesmo Melvyn Read não fosse o tio de Christopher. O caso do menino foi reaberto e Read se tornou o principal suspeito. O caso, porém, era muito complexo e a polícia não tinha nenhuma evidência científica contra ele. Quando Read faleceu aos 65 anos, três semanas antes do término de sua pena, a chance de uma confissão foi sepultada junto com ele.

Mas a perseverança dos detetives e uma ajudazinha da ciência forense fizeram toda a diferença.

Querendo saber se Laverack estivera no jardim do seu tio no dia do sequestro, a polícia pediu ajuda à Dra. Patricia Wiltshire, especialista no estudo de esporos de pólens e vegetais. Análises forenses foram realizadas nas roupas que o menino vestia no dia do crime e no tijolo encontrado ao lado do corpo.

Esporos de pólens e outros materiais vegetais oriundos do jardim do tio pedófilo foram encontrados nos sapatos e na roupa de Laverack. O tijolo encontrado junto ao corpo continha vestígios de substâncias também presentes no jardim do tio, ou seja, o tijolo havia estado no jardim de Read.

Finalmente, em 2012, a polícia inglesa fechou o caso. Christopher Laverack foi assassinado pelo próprio tio, delatado pelos esporos microscópicos de seu jardim.

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Muitos não conhecem essa história, mas um dos piores assassinos da máfia de Nova Iorque esteve no Brasil. E digo a vocês, ele não veio aqui a passeio.

Essa história envolve cocaína, uma das piores famílias mafiosas da história americana, o maior narcotraficante de todos os tempos, dois irmãos traficantes brasileiros e, no meio dessa gente boa, o psicopata Richard Kuklinski.

Essa é uma história desconhecida de assassinatos há muito tempo cometidos numa pacata rua do bairro de Ipanema.

OAV Opinião 5: Richard Kuklinski no Brasil

Escute em http://spoti.fi/3bjzqMQ

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A PeacockTV lançou o primeiro trailer de "John Wayne Gacy: Devil in Disguise", uma docusérie em seis partes sobre o bizarro assassino em série conhecido como "O Palhaço Assassino".


Publicado no canal oficial da Peacock no YouTube, o trailer começa com imagens de uma entrevista com Gacy em 1992, onde ele diz: "Eu não tenho necessidade de conversar com a mídia. Eles estão procurando por sensacionalismo e pelo monstro". Em outro momento do trailer, o infame psicopata revela: "Os mortos não incomodam você. É com os vivos que você tem que se preocupar".

De acordo com a Peacock, a série mostrará imagens nunca antes vistas da entrevista de Gacy em 1992, assim como entrevistas com familiares, tanto das vítimas quanto de Gacy, incluindo a sua segunda esposa. A docusérie está prevista para estrear em 25 de março.

Essa famosa entrevista dada pelo serial killer para a rede CBS em 1992 é antológica e mostra um psicopata completamente alheio a todo mal que causou.

Para engambelar suas vítimas, Gacy usava o "truque das algemas". Uma vez que os adolescentes prendiam as próprias mãos, Gacy os espancava, retirava suas roupas, os amordaçava com as cuecas deles e os estuprava.

Após o abuso, Gacy enrolava uma corda em volta do pescoço da vítima e colocava um cabo de martelo entre os nós. "Cortava o ar", explicou ele na entrevista para a CBS. "Foi o único nó que aprendi. Então, se você for matar alguém, você simplesmente coloca em torno do pescoço e torce [o cabo] três ou quatro vezes ou o que seja, até a pessoa parar de se mover", conclui ele, demonstrando a técnica com um barbante dado pelo entrevistador, no momento mais bizarro da entrevista.

Ele fez isso 33 vezes.

Não deixe de ler nosso texto sobre o "Palhaço Assassino"

John Wayne Gacy, o Palhaço Assassino

Leia em: http://bit.ly/1iTtp4Y

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