Forwarded from ESTETC (𝑵𝑮𝑯 ● 𝑰𝒁𝑨𝑵𝑨𝑮𝑰)
Esse é o momento em que o amor se torna vulnerável. A mesa tá posta. O pão é partido. E entre os que partilham o mesmo alimento, tem um que já decidiu entregar.
Jesus não pergunta "quem". Ele sabe. A pergunta que faz, "um de vós", não é pra se informar. É pra abrir espaço. É pra que cada um, ao perguntar "sou eu, porventura?", encontre o traidor que habita no próprio peito.
Porque todo mundo trai. Todo mundo, em algum momento, escolhe o prato do mundo contra a mesa do amor. Todo mundo põe a mão no mesmo prato que Ele, e ainda assim, entrega.
A resposta a Judas é um abismo: "Tu o disseste". Não é condenação. É espelho. Judas ouve de Jesus a verdade que já carregava em si. O amor não o expulsa, só o reconhece.
A ignorância é raiz de todo mal. Judas age na escuridão, mas também age no coração de cada um. Quarta-feira Santa é o dia em que a gente se reconhece no traidor. Não pra se afundar em culpa, mas pra ver que mesmo ali, na mesa, com a mão no mesmo prato, Ele ainda oferece o pão.
Judas sai. Mas Jesus já sabia. E deixou que ficasse até o fim, porque o amor não apressa a queda de ninguém.
Que a gente possa, hoje, perguntar com sinceridade: "sou eu, Senhor?" E na resposta silenciosa, encontrar não o horror de quem é, mas a possibilidade de, mesmo assim, ficar.
Jesus não pergunta "quem". Ele sabe. A pergunta que faz, "um de vós", não é pra se informar. É pra abrir espaço. É pra que cada um, ao perguntar "sou eu, porventura?", encontre o traidor que habita no próprio peito.
Porque todo mundo trai. Todo mundo, em algum momento, escolhe o prato do mundo contra a mesa do amor. Todo mundo põe a mão no mesmo prato que Ele, e ainda assim, entrega.
A resposta a Judas é um abismo: "Tu o disseste". Não é condenação. É espelho. Judas ouve de Jesus a verdade que já carregava em si. O amor não o expulsa, só o reconhece.
A ignorância é raiz de todo mal. Judas age na escuridão, mas também age no coração de cada um. Quarta-feira Santa é o dia em que a gente se reconhece no traidor. Não pra se afundar em culpa, mas pra ver que mesmo ali, na mesa, com a mão no mesmo prato, Ele ainda oferece o pão.
Judas sai. Mas Jesus já sabia. E deixou que ficasse até o fim, porque o amor não apressa a queda de ninguém.
Que a gente possa, hoje, perguntar com sinceridade: "sou eu, Senhor?" E na resposta silenciosa, encontrar não o horror de quem é, mas a possibilidade de, mesmo assim, ficar.