De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivΓͺ-lo em cada vΓ£o momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angΓΊstia de quem vive
Quem sabe a solidΓ£o, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que nΓ£o seja imortal, posto que Γ© chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivΓͺ-lo em cada vΓ£o momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angΓΊstia de quem vive
Quem sabe a solidΓ£o, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que nΓ£o seja imortal, posto que Γ© chama
Mas que seja infinito enquanto dure
β€4
O amor verdadeiro Γ© o ato mais descompromissado e gratuito que existe. Enquanto as paixΓ΅es dizem "tu tens algo que eu desejo, e embora nΓ£o necessite, vou tomar de ti atΓ© que esteja satisfeito" o amor Γ© aquele que grita que dar-te-ei algo ou a mim mesmo para que te traga felicidade". Pois a minha felicidade repousa na tua, e se estiveres feliz entΓ£o estarei eu.
Mas muito se fala sobre o quΓ£o arriscado - uma tragΓ©dia - Γ© dar-se a si mesmo para a felicidade alheia, e entretanto pouco se fala sobre quando entregamos nossa felicidade nas mΓ£os daquele que sacrificarΓ‘ a prΓ³pria para nos devolver a mesma satisfaΓ§Γ£o, cria-se uma espΓ©cie de ouroboros que se alimenta do ciclo em que se satisfaz satisfazendo a satisfaΓ§Γ£o.
AtΓ© mesmo ao saber que criamos o risco de nos machucar quando nos permitimos a esse tipo de contexto dos amantes - pois amantes sΓ£o os que amam - e dos companheiros - pois se acompanham - aqueles que se diferenciam preferem amar mais que a mΓ©dia do que antecipar tragΓ©dias azedando assim coraΓ§Γ£o desnecessariamente.
Mas muito se fala sobre o quΓ£o arriscado - uma tragΓ©dia - Γ© dar-se a si mesmo para a felicidade alheia, e entretanto pouco se fala sobre quando entregamos nossa felicidade nas mΓ£os daquele que sacrificarΓ‘ a prΓ³pria para nos devolver a mesma satisfaΓ§Γ£o, cria-se uma espΓ©cie de ouroboros que se alimenta do ciclo em que se satisfaz satisfazendo a satisfaΓ§Γ£o.
AtΓ© mesmo ao saber que criamos o risco de nos machucar quando nos permitimos a esse tipo de contexto dos amantes - pois amantes sΓ£o os que amam - e dos companheiros - pois se acompanham - aqueles que se diferenciam preferem amar mais que a mΓ©dia do que antecipar tragΓ©dias azedando assim coraΓ§Γ£o desnecessariamente.
Amor Γ© fogo que arde sem se ver; Γ ferida que dΓ³i e nΓ£o se sente; Γ um contentamento descontente; Γ dor que desatina sem doer; Γ um nΓ£o querer mais que bem querer; Γ solitΓ‘rio andar por entre a gente; Γ nunca contentar-se de contente; Γ cuidar que se ganha em se perder; Γ querer estar preso por vontade; Γ servir a quem vence, o vencedor; Γ ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos coraΓ§Γ΅es humanos amizade, Se tΓ£o contrΓ‘rio a si Γ© o mesmo Amor? LuΓs de CamΓ΅es
