Assistindo a live do Ricardo Carvalho e da Ana Costa Couto no Instagram @grupoecompanhia fiquei pensando sobre o significado de “devanear” nas nossas vidas e me lembrei de uma leitura que havia feito a tempos atrás sobre o devaneio do artista, do louco e da criança.
O artista devaneia e traz em sua arte um devaneio impregnado de estética e métodos que lhe foram embutidos pelo mundo adulto e moderno. O louco devaneia, mas se perde em seus devaneios de forma desgovernada. Já a criança, sem o primeiro despertar da consciência consegue devanear para buscar nesse campo poético e ancestral respostas simples para a vida. Como um ser novo no mundo consegue viver no mundo simbólico e retirar dele hipóteses para seus questionamentos sem o crivo da verdade absoluta da modernidade.
Certa vez, a Ana me contou uma história do seu neto Theo que serve como exemplo para nossa reflexão agora. Num belo dia, o Theo solta a voz e anuncia para sua família que havia descoberto porque ninguém encontrava o pote de ouro no final do arco-irís.
“O arco-íris é um círculo e como o círculo não tem fim é impossível que alguém encontre o pote de ouro no fim dele.” (Não sei você, mas eu achei essa hipótese magnífica)
Eis que dias depois, um adulto consegue filmar um lindo círculo de 7 cores no céu e a teoria de Theo é validada. Nós erramos ao denominar aquele elemento: Não é um ARCO-íris é um CÍRCULO-íris e uma criança descobriu isso antes de nós - adultos pensantes donos da verdade científica.
Como educadora das infâncias essa live me trouxe muitas reflexões. O mundo moderno na busca pela verdade absoluta, pela visão do homem racional começou a matar toda teoria que pudesse vim do coração ou de um campo ancestral do qual a razão não conseguisse explicar. Sendo assim, devanear se tornou pejorativo, coisa de louco. O que trouxe a morte do devaneio por parte dos adultos - apenas pelos adultos, pois as crianças continuam a devanear e lutar pelo seu lugar no mundo.
Quando a Ana traz uma Weblive com o tema “Abrindo o Coração da Liderança”, eu fico a pensar que seja esse o caminho que muitos adultos precisam traçar para voltar a ver o mundo com a sensibilidade que têm as crianças.
Manoel de Barros, maravilhoso poeta das infâncias, já dizia que preferia viver no mundo das desimportâncias onde menino é capaz de ouvir a cor dos pássaros. Malaguzzi, educador italiano, aconselhava que na dúvida as educadoras seguissem as crianças. O Ricardo Carvalho na live “A arte da liderança humana” acaba de aconselhar líderes corporativos a se criançalizar e a Ana Costa Couto a liderarem com o coração. Eu fico a pensar:
Ainda resta dúvida de que as respostas estão nas crianças?
Fernanda Costa Perez
Professora de crianças e fundadora do Quintal Interativo.
Assista a live do Ricardo Carvalho e da Ana Costa Couto no Instagram:
https://www.instagram.com/tv/CRFcXXSJBnT/?utm_source=ig_web_copy_link
O artista devaneia e traz em sua arte um devaneio impregnado de estética e métodos que lhe foram embutidos pelo mundo adulto e moderno. O louco devaneia, mas se perde em seus devaneios de forma desgovernada. Já a criança, sem o primeiro despertar da consciência consegue devanear para buscar nesse campo poético e ancestral respostas simples para a vida. Como um ser novo no mundo consegue viver no mundo simbólico e retirar dele hipóteses para seus questionamentos sem o crivo da verdade absoluta da modernidade.
Certa vez, a Ana me contou uma história do seu neto Theo que serve como exemplo para nossa reflexão agora. Num belo dia, o Theo solta a voz e anuncia para sua família que havia descoberto porque ninguém encontrava o pote de ouro no final do arco-irís.
“O arco-íris é um círculo e como o círculo não tem fim é impossível que alguém encontre o pote de ouro no fim dele.” (Não sei você, mas eu achei essa hipótese magnífica)
Eis que dias depois, um adulto consegue filmar um lindo círculo de 7 cores no céu e a teoria de Theo é validada. Nós erramos ao denominar aquele elemento: Não é um ARCO-íris é um CÍRCULO-íris e uma criança descobriu isso antes de nós - adultos pensantes donos da verdade científica.
Como educadora das infâncias essa live me trouxe muitas reflexões. O mundo moderno na busca pela verdade absoluta, pela visão do homem racional começou a matar toda teoria que pudesse vim do coração ou de um campo ancestral do qual a razão não conseguisse explicar. Sendo assim, devanear se tornou pejorativo, coisa de louco. O que trouxe a morte do devaneio por parte dos adultos - apenas pelos adultos, pois as crianças continuam a devanear e lutar pelo seu lugar no mundo.
Quando a Ana traz uma Weblive com o tema “Abrindo o Coração da Liderança”, eu fico a pensar que seja esse o caminho que muitos adultos precisam traçar para voltar a ver o mundo com a sensibilidade que têm as crianças.
Manoel de Barros, maravilhoso poeta das infâncias, já dizia que preferia viver no mundo das desimportâncias onde menino é capaz de ouvir a cor dos pássaros. Malaguzzi, educador italiano, aconselhava que na dúvida as educadoras seguissem as crianças. O Ricardo Carvalho na live “A arte da liderança humana” acaba de aconselhar líderes corporativos a se criançalizar e a Ana Costa Couto a liderarem com o coração. Eu fico a pensar:
Ainda resta dúvida de que as respostas estão nas crianças?
Fernanda Costa Perez
Professora de crianças e fundadora do Quintal Interativo.
Assista a live do Ricardo Carvalho e da Ana Costa Couto no Instagram:
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