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Estaria o youtuber católico Bernardo Küster defendendo o darwinismo social, ou apenas cometendo uma ingênua falácia naturalista?
Vem comigo desmascarar mais um charlatão da internet.
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BERNARDO KÜSTER E O CACHORRO DO CARREFOUR | DARWINISMO SOCIAL | FALÁCIA NATURALISTA | ABORTO
Estaria o youtuber católico Bernardo Küster defendendo o darwinismo social, ou apenas cometendo uma ingênua falácia naturalista? ▬▬▬▬▬ 💰 Seja um apoiador do ...
Este é de longe o mais bem elaborado diálogo filosófico entre um comedor de carne e um vegano que você vai ver. Michael Huemer é o filósofo que o escreveu.
Dois amigos estudantes de filosofia, V (vegano) e C (comedor de carne), dialogam sobre a validade moral de comer carne. Ao longo do texto, V convence C de que existem muitos problemas em seu estilo de vida carnívoro. C, então, começa a apelar para o ceticismo moral, uma tática comum e conveniente quando os argumentos a favor da exploração de animais são enfraquecidos. Abaixo colo a parte do diálogo que, ao meu ver, é inovadora sobre o assunto:
V — Esse tipo de ceticismo só parece surgir quando as pessoas são criticadas por comportamentos que não querem mudar e não têm mais argumentos para defendê-los. Só aí começam a sentir ceticismo pela moralidade. No resto do tempo, não têm problema em aceitar juízos morais.
C — Que quer dizer? Não saio por aí emitindo juízos sobre as pessoas o tempo todo!
V — Deixe-me dar-lhe um exemplo. Digamos que a pessoa A está processando a pessoa B, e estamos no júri. Precisamos decidir se B lesou A de uma maneira que mereça compensação.
C — Não é o papel do júri decidir apenas se B fez algo ilegal?
V — Suponha que a lei diz que A merece compensação somente se B o lesou.
C — Okay.
V — Acontece que o que B fez foi destruir o carro de A com um martelo, só por diversão, causando $2000 de danos. Várias pessoas testemunharam a situação.
C — Parece um caso fácil. A ganha os $2000.
V — Não tão rápido! Há alguns filósofos no júri: um metafísico, um teórico político, um epistemólogo e um eticista. O metafísico argumenta que B não é responsável por sua ação, porque o livre-arbítrio não existe.
C — Acho que isso faria sentido…
V — O teórico político diz que a ação de B não foi errada porque os direitos à propriedade são ilegítimos. O epistemólogo afirma que não podemos aceitar o depoimento das testemunhas visuais até se provar que os sentidos são confiáveis. Por fim, o eticista diz que não existem fatos morais, então B não poderia ter feito algo errado.
C — Acho que é por isso que, em geral, não permitem filósofos no júri.
V — (Ri) Sem dúvida. Então, como votaria?
C — Se eu concordasse com um desses filósofos, teria de apoiar o acusado.
V — Correto. Mas como efetivamente votaria? Diria que B não fez algo errado?
C — Não. Pessoalmente, adjudicaria mesmo assim os $2000 a A.
V — Então as teorias filosóficas céticas não o impedem de fazer juízos morais sobre o comportamento de outra pessoa.
C — Não.
V — Inclusive, logo que lhe contei a história, disse que parecia um caso fácil.
C — Sim, parecia.
V — Bem, o caso do vegetarianismo ético é igualmente fácil. Não há mais dúvida quanto à injustiça de comer carne do que quanto à injustiça de destruir o carro de outrem por diversão — ou quanto à injustiça de espancar crianças ou de matar por dinheiro ou de qualquer outra coisa paradigmaticamente errada. Você não sairia por aí fazendo essas outras coisas só porque pode não haver fatos morais, pois não?
C — Não. Mas acha realmente que ser vegetariano é uma decisão simples e clara, como decidir não matar pessoas por dinheiro?
V — Basicamente, sim. No seu núcleo, a questão é: eu apoio uma coisa que causa enormes quantidades de dor e de sofrimento em troca de benefícios pequenos para mim? É só isso. Não é “São as vidas humanas mais valiosas que as animais?” Não é “Existem valores objetivos?” nem “Qual é a base dos direitos?” É somente sobre causar enorme sofrimento por ganhos pequenos.
criticanarede.com/animais.html
Dois amigos estudantes de filosofia, V (vegano) e C (comedor de carne), dialogam sobre a validade moral de comer carne. Ao longo do texto, V convence C de que existem muitos problemas em seu estilo de vida carnívoro. C, então, começa a apelar para o ceticismo moral, uma tática comum e conveniente quando os argumentos a favor da exploração de animais são enfraquecidos. Abaixo colo a parte do diálogo que, ao meu ver, é inovadora sobre o assunto:
V — Esse tipo de ceticismo só parece surgir quando as pessoas são criticadas por comportamentos que não querem mudar e não têm mais argumentos para defendê-los. Só aí começam a sentir ceticismo pela moralidade. No resto do tempo, não têm problema em aceitar juízos morais.
C — Que quer dizer? Não saio por aí emitindo juízos sobre as pessoas o tempo todo!
V — Deixe-me dar-lhe um exemplo. Digamos que a pessoa A está processando a pessoa B, e estamos no júri. Precisamos decidir se B lesou A de uma maneira que mereça compensação.
C — Não é o papel do júri decidir apenas se B fez algo ilegal?
V — Suponha que a lei diz que A merece compensação somente se B o lesou.
C — Okay.
V — Acontece que o que B fez foi destruir o carro de A com um martelo, só por diversão, causando $2000 de danos. Várias pessoas testemunharam a situação.
C — Parece um caso fácil. A ganha os $2000.
V — Não tão rápido! Há alguns filósofos no júri: um metafísico, um teórico político, um epistemólogo e um eticista. O metafísico argumenta que B não é responsável por sua ação, porque o livre-arbítrio não existe.
C — Acho que isso faria sentido…
V — O teórico político diz que a ação de B não foi errada porque os direitos à propriedade são ilegítimos. O epistemólogo afirma que não podemos aceitar o depoimento das testemunhas visuais até se provar que os sentidos são confiáveis. Por fim, o eticista diz que não existem fatos morais, então B não poderia ter feito algo errado.
C — Acho que é por isso que, em geral, não permitem filósofos no júri.
V — (Ri) Sem dúvida. Então, como votaria?
C — Se eu concordasse com um desses filósofos, teria de apoiar o acusado.
V — Correto. Mas como efetivamente votaria? Diria que B não fez algo errado?
C — Não. Pessoalmente, adjudicaria mesmo assim os $2000 a A.
V — Então as teorias filosóficas céticas não o impedem de fazer juízos morais sobre o comportamento de outra pessoa.
C — Não.
V — Inclusive, logo que lhe contei a história, disse que parecia um caso fácil.
C — Sim, parecia.
V — Bem, o caso do vegetarianismo ético é igualmente fácil. Não há mais dúvida quanto à injustiça de comer carne do que quanto à injustiça de destruir o carro de outrem por diversão — ou quanto à injustiça de espancar crianças ou de matar por dinheiro ou de qualquer outra coisa paradigmaticamente errada. Você não sairia por aí fazendo essas outras coisas só porque pode não haver fatos morais, pois não?
C — Não. Mas acha realmente que ser vegetariano é uma decisão simples e clara, como decidir não matar pessoas por dinheiro?
V — Basicamente, sim. No seu núcleo, a questão é: eu apoio uma coisa que causa enormes quantidades de dor e de sofrimento em troca de benefícios pequenos para mim? É só isso. Não é “São as vidas humanas mais valiosas que as animais?” Não é “Existem valores objetivos?” nem “Qual é a base dos direitos?” É somente sobre causar enorme sofrimento por ganhos pequenos.
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Criticanarede
Diálogos sobre o vegetarianismo ético