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O cão morto no Carrefour só causa revolta porque cães nos são familiares, nutrimos afeto por eles durante uma vida toda, e fomos aculturados com a noção de que "o cão é o melhor amigo do homem".
Mesmo reconhecendo essa simbiose entre nós e os cães, ainda assim o que geralmente conta para nossa sensação de "dever de protegê-los" é o valor que retiramos de relações entre espécies distintas que, sem auxílio de instrumental racional, conseguem fazer brotar Virtudes humanas a partir de uma relação passional, onde empatia, carinho e afeto nutrido ao longo de uma vida tornam-se expressivos.
Assim sendo, quando vemos um cão sofrer, especialmente por mãos humanas, somos confrontados com os valores tão caros à nossa mentalidade ocidental, e a incoerência da realidade joga na nossa cara que, se o cão é nosso melhor amigo, ainda assim não conseguimos retribuir o respeito que eles nutrem por nós. A ferida da moralidade comum é aberta e fica exposta, exigindo alguma remediação, seja demitindo o funcionário que espancou o cachorro, seja rolando a linha do tempo pra não ver mais a faceta da crueldade humana que ronda entre nós.
O segurança foi cruel, de fato. Ainda assim, basta trocarmos o personagem "cão" por ratos, baratas ou quaisquer tipos de animais que por qualquer motivo sejam interpretados como indesejáveis (como o cão de fato foi visto na ocasião, pois se espera de grandes estabelecimentos uma higienização onde cães de rua não são nunca bem-vindos) e, pronto, espancamento e morte tornam-se socialmente toleráveis.
As pessoas estão certas quando reclamam da injustiça praticada por humanos contra cães. A questão é até que ponto nos preocupamos mesmo com a injustiça, e não com o fato de que estamos sendo obrigados a confrontar valores antagônicos entre barbárie e civilização, onde nos prostramos a ser bastiões da defesa daqueles que não podem se defender, porém apenas até a página dois, desmerecendo que o mesmo acontece de forma muito mais generalizada, o tempo todo e mesmo por culpa direta nossa, com outras espécies que esquecemos de considerar.
O cão não existe mais, trata-se de um cadáver, uma vida que não terá mais experiências para viver. Que a justiça seja feita, e que possamos reconhecer que a verdadeira justiça está menos em remediar situações e mais em evitar que aconteçam. Expandir nosso círculo moral para contemplar outros animais que não apenas "pets" é o passo que o processo civilizacional exige que devamos dar. Assim não apenas seremos mais justos, como também mais coerentes.
Mesmo reconhecendo essa simbiose entre nós e os cães, ainda assim o que geralmente conta para nossa sensação de "dever de protegê-los" é o valor que retiramos de relações entre espécies distintas que, sem auxílio de instrumental racional, conseguem fazer brotar Virtudes humanas a partir de uma relação passional, onde empatia, carinho e afeto nutrido ao longo de uma vida tornam-se expressivos.
Assim sendo, quando vemos um cão sofrer, especialmente por mãos humanas, somos confrontados com os valores tão caros à nossa mentalidade ocidental, e a incoerência da realidade joga na nossa cara que, se o cão é nosso melhor amigo, ainda assim não conseguimos retribuir o respeito que eles nutrem por nós. A ferida da moralidade comum é aberta e fica exposta, exigindo alguma remediação, seja demitindo o funcionário que espancou o cachorro, seja rolando a linha do tempo pra não ver mais a faceta da crueldade humana que ronda entre nós.
O segurança foi cruel, de fato. Ainda assim, basta trocarmos o personagem "cão" por ratos, baratas ou quaisquer tipos de animais que por qualquer motivo sejam interpretados como indesejáveis (como o cão de fato foi visto na ocasião, pois se espera de grandes estabelecimentos uma higienização onde cães de rua não são nunca bem-vindos) e, pronto, espancamento e morte tornam-se socialmente toleráveis.
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Estaria o youtuber católico Bernardo Küster defendendo o darwinismo social, ou apenas cometendo uma ingênua falácia naturalista?
Vem comigo desmascarar mais um charlatão da internet.
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BERNARDO KÜSTER E O CACHORRO DO CARREFOUR | DARWINISMO SOCIAL | FALÁCIA NATURALISTA | ABORTO
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