NA IMPRENSA - O que filósofos dizem sobre o futuro ministro da Educação
Professores de grandes universidades classificam como "desconhecido" Ricardo Vélez Rodríguez, indicado por Jair Bolsonaro.
Adriano Correia, presidente da Anpof e professor na Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que não havia deparado antes com o nome do futuro ministro e critica a posição adotada por Vélez em artigos e entrevistas:
"Os artigos dele são militantes, no sentido de desqualificar opositores, sem um real debate de ideias. Esse grupo de pesquisadores do qual ele faz parte, ligados ao Instituto Brasileiro de Filosofia, tem um pensamento conservador católico que trata a diversidade de hábitos como um problema. Usam o liberalismo para defender suas ideias quando o liberalismo defende a escola pública e universal desde a Revolução Francesa".
https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2018/11/o-que-filosofos-dizem-sobre-o-futuro-ministro-da-educacao-cjp0ayy1j0h3x01pih6u4kdf5.html
Professores de grandes universidades classificam como "desconhecido" Ricardo Vélez Rodríguez, indicado por Jair Bolsonaro.
Adriano Correia, presidente da Anpof e professor na Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que não havia deparado antes com o nome do futuro ministro e critica a posição adotada por Vélez em artigos e entrevistas:
"Os artigos dele são militantes, no sentido de desqualificar opositores, sem um real debate de ideias. Esse grupo de pesquisadores do qual ele faz parte, ligados ao Instituto Brasileiro de Filosofia, tem um pensamento conservador católico que trata a diversidade de hábitos como um problema. Usam o liberalismo para defender suas ideias quando o liberalismo defende a escola pública e universal desde a Revolução Francesa".
https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2018/11/o-que-filosofos-dizem-sobre-o-futuro-ministro-da-educacao-cjp0ayy1j0h3x01pih6u4kdf5.html
GaúchaZH
O que filósofos dizem sobre o futuro ministro da Educação
Professores de grandes universidades classificam como "desconhecido" Ricardo Vélez Rodríguez, indicado por Jair Bolsonaro
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Ambições filosóficas pra popularização da filosofia em tempos digitais:
— Podcast semanal de filosofia
— Site comunitário BR ao estilo Aeon, Quillete e Areo
— Site BR de notícias sobre filosofia ao estilo Philosophy News
— Site pessoal pra dar uma de blogueirinha e ter um portfólio
— Canal de vídeos comunitário ao estilo BláBláLogia
— "TEDx Filosófico" rodando pelas universidades do Brasil com palestras foda e curtas de filosofia
— App de geolocalização de eventos filosóficos pelo Brasil
— "Treta News" filosófico pra fazer o debate de ideias complexas ser atraente no mundo da fofoca
— Revista "Tititi" de filosofia, onde a vida pessoal de filósofos será espalhada tal como de subcelebridades
— "Porta dos Fundos" filosófico (e o próprio Porta sabe como fazer isso, vide os vídeos "PERDIDO" e "FILOSOFIA NOS DIAS DE HOJE")
— E muito mais (cansei de imaginar doidera)
O Filosofismo Cultural precisa de você!
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— Revista "Tititi" de filosofia, onde a vida pessoal de filósofos será espalhada tal como de subcelebridades
— "Porta dos Fundos" filosófico (e o próprio Porta sabe como fazer isso, vide os vídeos "PERDIDO" e "FILOSOFIA NOS DIAS DE HOJE")
— E muito mais (cansei de imaginar doidera)
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Este é definitivamente o melhor resumo de ideias filosóficas com suas respectivas concordâncias e discordâncias que eu já vi.
As pessoas que fizeram isso tiveram um trabalho braçal de se admirar.
www.denizcemonduygu.com/philo/browse/
As pessoas que fizeram isso tiveram um trabalho braçal de se admirar.
www.denizcemonduygu.com/philo/browse/
History of Philosophy - Summarized & Visualized
An interactive summary of the history of philosophy showing the dis/agreement relationships between ideas
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O cão morto no Carrefour só causa revolta porque cães nos são familiares, nutrimos afeto por eles durante uma vida toda, e fomos aculturados com a noção de que "o cão é o melhor amigo do homem".
Mesmo reconhecendo essa simbiose entre nós e os cães, ainda assim o que geralmente conta para nossa sensação de "dever de protegê-los" é o valor que retiramos de relações entre espécies distintas que, sem auxílio de instrumental racional, conseguem fazer brotar Virtudes humanas a partir de uma relação passional, onde empatia, carinho e afeto nutrido ao longo de uma vida tornam-se expressivos.
Assim sendo, quando vemos um cão sofrer, especialmente por mãos humanas, somos confrontados com os valores tão caros à nossa mentalidade ocidental, e a incoerência da realidade joga na nossa cara que, se o cão é nosso melhor amigo, ainda assim não conseguimos retribuir o respeito que eles nutrem por nós. A ferida da moralidade comum é aberta e fica exposta, exigindo alguma remediação, seja demitindo o funcionário que espancou o cachorro, seja rolando a linha do tempo pra não ver mais a faceta da crueldade humana que ronda entre nós.
O segurança foi cruel, de fato. Ainda assim, basta trocarmos o personagem "cão" por ratos, baratas ou quaisquer tipos de animais que por qualquer motivo sejam interpretados como indesejáveis (como o cão de fato foi visto na ocasião, pois se espera de grandes estabelecimentos uma higienização onde cães de rua não são nunca bem-vindos) e, pronto, espancamento e morte tornam-se socialmente toleráveis.
As pessoas estão certas quando reclamam da injustiça praticada por humanos contra cães. A questão é até que ponto nos preocupamos mesmo com a injustiça, e não com o fato de que estamos sendo obrigados a confrontar valores antagônicos entre barbárie e civilização, onde nos prostramos a ser bastiões da defesa daqueles que não podem se defender, porém apenas até a página dois, desmerecendo que o mesmo acontece de forma muito mais generalizada, o tempo todo e mesmo por culpa direta nossa, com outras espécies que esquecemos de considerar.
O cão não existe mais, trata-se de um cadáver, uma vida que não terá mais experiências para viver. Que a justiça seja feita, e que possamos reconhecer que a verdadeira justiça está menos em remediar situações e mais em evitar que aconteçam. Expandir nosso círculo moral para contemplar outros animais que não apenas "pets" é o passo que o processo civilizacional exige que devamos dar. Assim não apenas seremos mais justos, como também mais coerentes.
Mesmo reconhecendo essa simbiose entre nós e os cães, ainda assim o que geralmente conta para nossa sensação de "dever de protegê-los" é o valor que retiramos de relações entre espécies distintas que, sem auxílio de instrumental racional, conseguem fazer brotar Virtudes humanas a partir de uma relação passional, onde empatia, carinho e afeto nutrido ao longo de uma vida tornam-se expressivos.
Assim sendo, quando vemos um cão sofrer, especialmente por mãos humanas, somos confrontados com os valores tão caros à nossa mentalidade ocidental, e a incoerência da realidade joga na nossa cara que, se o cão é nosso melhor amigo, ainda assim não conseguimos retribuir o respeito que eles nutrem por nós. A ferida da moralidade comum é aberta e fica exposta, exigindo alguma remediação, seja demitindo o funcionário que espancou o cachorro, seja rolando a linha do tempo pra não ver mais a faceta da crueldade humana que ronda entre nós.
O segurança foi cruel, de fato. Ainda assim, basta trocarmos o personagem "cão" por ratos, baratas ou quaisquer tipos de animais que por qualquer motivo sejam interpretados como indesejáveis (como o cão de fato foi visto na ocasião, pois se espera de grandes estabelecimentos uma higienização onde cães de rua não são nunca bem-vindos) e, pronto, espancamento e morte tornam-se socialmente toleráveis.
As pessoas estão certas quando reclamam da injustiça praticada por humanos contra cães. A questão é até que ponto nos preocupamos mesmo com a injustiça, e não com o fato de que estamos sendo obrigados a confrontar valores antagônicos entre barbárie e civilização, onde nos prostramos a ser bastiões da defesa daqueles que não podem se defender, porém apenas até a página dois, desmerecendo que o mesmo acontece de forma muito mais generalizada, o tempo todo e mesmo por culpa direta nossa, com outras espécies que esquecemos de considerar.
O cão não existe mais, trata-se de um cadáver, uma vida que não terá mais experiências para viver. Que a justiça seja feita, e que possamos reconhecer que a verdadeira justiça está menos em remediar situações e mais em evitar que aconteçam. Expandir nosso círculo moral para contemplar outros animais que não apenas "pets" é o passo que o processo civilizacional exige que devamos dar. Assim não apenas seremos mais justos, como também mais coerentes.