Debate no INT - Queda dos Mercados - Riscos e Proteções
No debate de hoje trataremos a queda recente, os riscos e metodologias bastante diretas de proteção para vocês adotarem rapidamente.
Teremos espaço para tirar dúvidas também.
Participem ao vivo. Debates não ficam gravados. 19h00 no INT.
www.findocs.com.br
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Fretes marítimos e a inflação
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Gráfico do Ibovespa dolarizado desde 1968.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
Hoje às 19h00 teremos um debate sobre Fleury, SulAmérica e o setor de saúde.
Discutiremos os riscos e as oportunidades do setor para que vocês possam ganhar dinheiro em tempos vindouros.
Link já disponível na plataforma.
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COPOM – A última reunião do ano
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
No acumulado do ano: o investidor estrangeiro ingressou diretamente com R$57.3 bilhões na bolsa, sendo o maior comprador do período, enquanto o investidor institucional (muito representado por fundos de investimentos compostos por pessoas físicas) já acumula um resgate cavalar de R$65.4 bi, mostrando um movimento contrário e reforçando uma das principais razões da que do mercado nos últimos meses, visto que resgate de cotista significa maior força vendedora.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Após ter atingido uma máxima de 12,51% no dia 28/10, os juros seguem em queda rumo a terceira semana consecutiva, atualmente próximos aos 10%.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
Projeção que as instituições financeiras possuíam em relação a SELIC – pesquisa realizada em dezembro de 2020, há um ano. No total, 82 instituições foram consultadas, nenhuma acertou, visto que a SELIC provavelmente fechará em 9,25% no ano.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Preço sobre lucro do índice da bolsa brasileira atualmente bem abaixo da média histórica (negociando a 8x face uma média histórica de 11,3x).
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
INT - Aula 101 - Como Montar uma Carteira de Dividendos
Na aula de hoje teremos um roteiro detalhado para você construir uma carteira focada em dividendos.
Passaremos pelos setores mais importantes, as estratégias e metodologias de gestão. Uma aula para você nunca mais cair no papo furado de quem só sabe olhar dividend yield.
Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
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Na aula de hoje teremos um roteiro detalhado para você construir uma carteira focada em dividendos.
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Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
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Inflação de novembro – veio ruim, mas tá bom.
Divulgado o IPCA de novembro de 2021 agora pela manhã, o número veio abaixo das expectativas, sendo de 0,95% no período contra um consenso de 1,10%.
Já está ficando repetitivo dizer, mas mais uma vez a inflação do mês veio fortemente pressionada por conta do preço dos combustíveis. O grupo de transportes representou 0,72% dos 0,95% totais da inflação do período, com a gasolina subindo 7,38%, o etanol subindo 10,53%, o óleo diesel subindo 7,48% e o gás veicular subindo 4,30%.
Alguns grupos mostraram estabilidade ou queda (alimentação e bebidas -0,04%, saúde e cuidados pessoais -0,57%, educação 0,02% e comunicação 0,09%), reforçando que o principal problema que enfrentamos tem sido a alta do preço dos combustíveis, que em dezembro tendem a dar uma aliviada e surpreender positivamente dado o fato de que o barril de petróleo e o câmbio estão negociando em valores bem abaixo de novembro.
É válido ressaltar que uma alta no preço dos combustíveis, assim como no preço da energia elétrica, causa um problema em cascata na economia: por fazerem parte da matriz de custos da produção de qualquer bem existente, se os custos sobem, o preço de todos os bens sobe também.
Como dito, face um cenário onde o câmbio e o petróleo cooperem (ao menos estabilizando) e o nível de chuvas siga positivo, há grandes chances do IPCA surpreender positivamente em dezembro.
Até então, a inflação acumulada no ano é de 9,26%, sendo o grupo de transportes o com maior alta, de quase 60%.
Divulgado o IPCA de novembro de 2021 agora pela manhã, o número veio abaixo das expectativas, sendo de 0,95% no período contra um consenso de 1,10%.
Já está ficando repetitivo dizer, mas mais uma vez a inflação do mês veio fortemente pressionada por conta do preço dos combustíveis. O grupo de transportes representou 0,72% dos 0,95% totais da inflação do período, com a gasolina subindo 7,38%, o etanol subindo 10,53%, o óleo diesel subindo 7,48% e o gás veicular subindo 4,30%.
Alguns grupos mostraram estabilidade ou queda (alimentação e bebidas -0,04%, saúde e cuidados pessoais -0,57%, educação 0,02% e comunicação 0,09%), reforçando que o principal problema que enfrentamos tem sido a alta do preço dos combustíveis, que em dezembro tendem a dar uma aliviada e surpreender positivamente dado o fato de que o barril de petróleo e o câmbio estão negociando em valores bem abaixo de novembro.
É válido ressaltar que uma alta no preço dos combustíveis, assim como no preço da energia elétrica, causa um problema em cascata na economia: por fazerem parte da matriz de custos da produção de qualquer bem existente, se os custos sobem, o preço de todos os bens sobe também.
Como dito, face um cenário onde o câmbio e o petróleo cooperem (ao menos estabilizando) e o nível de chuvas siga positivo, há grandes chances do IPCA surpreender positivamente em dezembro.
Até então, a inflação acumulada no ano é de 9,26%, sendo o grupo de transportes o com maior alta, de quase 60%.