O IPCA-15 (a medição do IPCA entre o dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês atual) veio 1,17% - levemente acima da estimativa da mediana do mercado (1,14%) e abaixo do teto de expectativa (1,32%).
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.
Checklist para Compra de Criptoativos
Onde encontrar informações sobre criptomoedas? Como escolher uma corretora e uma wallet?
Na aula de hoje teremos um passo a passo para vocês se orientarem na imensidão que é o universo das criptomoedas. Desde as estruturas iniciais até as aplicações em portfolio.
Um compêndio definitivo evitar que você abra os olhos tarde demais.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
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Justificando um pouco sobre a atual queda que o mercado tem passado nos últimos meses...
Como já mencionamos: parte significativa ocorre por conta do saque que os investidores fazem do dinheiro que possuem alocado em fundos de investimentos.
No momento que um cotista requisita o resgate, caso o gestor não possua caixa para honrar - e quase sempre ocorre - é necessário que ele venda parte dos seus ativos. O cenário desenhado é um ciclo perverso.
O mercado está caindo, o cotista pede resgate por isso, o gestor precisa liquidar parte de suas posições pra honrar o resgate e com isso a força vendedora aumenta, fazendo com que o mercado caia ainda mais e retornemos ao início do ciclo.
Desde outubro, com o aumento da SELIC e da instabilidade política do país, a captação líquida dos fundos de ações está negativa - isso é, recebendo mais saques do que depósitos.
Cabe a reflexão sobre o momento mais difícil de investir em renda variável: ir contra o fluxo e se abster de todos os ruídos, comprando na baixa e aproveitando as boas oportunidades, e não comprando na alta e vendendo na baixa como muitos cotistas tem feito.
Como já mencionamos: parte significativa ocorre por conta do saque que os investidores fazem do dinheiro que possuem alocado em fundos de investimentos.
No momento que um cotista requisita o resgate, caso o gestor não possua caixa para honrar - e quase sempre ocorre - é necessário que ele venda parte dos seus ativos. O cenário desenhado é um ciclo perverso.
O mercado está caindo, o cotista pede resgate por isso, o gestor precisa liquidar parte de suas posições pra honrar o resgate e com isso a força vendedora aumenta, fazendo com que o mercado caia ainda mais e retornemos ao início do ciclo.
Desde outubro, com o aumento da SELIC e da instabilidade política do país, a captação líquida dos fundos de ações está negativa - isso é, recebendo mais saques do que depósitos.
Cabe a reflexão sobre o momento mais difícil de investir em renda variável: ir contra o fluxo e se abster de todos os ruídos, comprando na baixa e aproveitando as boas oportunidades, e não comprando na alta e vendendo na baixa como muitos cotistas tem feito.
Debate no INT - Queda dos Mercados - Riscos e Proteções
No debate de hoje trataremos a queda recente, os riscos e metodologias bastante diretas de proteção para vocês adotarem rapidamente.
Teremos espaço para tirar dúvidas também.
Participem ao vivo. Debates não ficam gravados. 19h00 no INT.
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Fretes marítimos e a inflação
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Gráfico do Ibovespa dolarizado desde 1968.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
Hoje às 19h00 teremos um debate sobre Fleury, SulAmérica e o setor de saúde.
Discutiremos os riscos e as oportunidades do setor para que vocês possam ganhar dinheiro em tempos vindouros.
Link já disponível na plataforma.
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COPOM – A última reunião do ano
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
No acumulado do ano: o investidor estrangeiro ingressou diretamente com R$57.3 bilhões na bolsa, sendo o maior comprador do período, enquanto o investidor institucional (muito representado por fundos de investimentos compostos por pessoas físicas) já acumula um resgate cavalar de R$65.4 bi, mostrando um movimento contrário e reforçando uma das principais razões da que do mercado nos últimos meses, visto que resgate de cotista significa maior força vendedora.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Após ter atingido uma máxima de 12,51% no dia 28/10, os juros seguem em queda rumo a terceira semana consecutiva, atualmente próximos aos 10%.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
Projeção que as instituições financeiras possuíam em relação a SELIC – pesquisa realizada em dezembro de 2020, há um ano. No total, 82 instituições foram consultadas, nenhuma acertou, visto que a SELIC provavelmente fechará em 9,25% no ano.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Preço sobre lucro do índice da bolsa brasileira atualmente bem abaixo da média histórica (negociando a 8x face uma média histórica de 11,3x).
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.