Call de Debate no INT
Falaremos dos principais resultados divulgados até agora, de Itaú, Bradesco, SulAmérica até as principais empresas de energia.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês.
Ao vivo às 19h00. Link já disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
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Ainda sobre inflação...
O crescimento da inflação não só no Brasil – mas no mundo – tem assustado grande parte das pessoas. Com esse temor, não tardou a aparecer os profetas do apocalipse utilizando a insegurança dos que conhecem menos sobre o assunto para venderem o próprio peixe, explorando narrativas de catástrofe social e afins.
O cenário não é positivo, longe disso. Diversas medidas tomadas no ano passado para conter os efeitos do isolamento social e da pandemia estão gerando consequências agora: absolutamente todas as grandes economias do globo tem sofrido de alta inflação. Até mesmo a zona do euro que experenciava a deflação ou inflação zero há certo tempo, tem atingido máximas dos últimos 20 ou 30 anos. Os EUA também merecem destaque – sendo o bastião da solidez econômica da era moderna, de uma inflação de 1,2% em outubro de 2020, registrou em outubro de 2021 uma inflação de 6,2% - sim, um aumento cavalar de 5,0% (o que é muito para o cenário americano).
Já no Brasil, acumulando uma inflação de 10,6% nos últimos 12 meses, alguns apelam até mesmo a trazer de volta o fantasma de hiperinflação, dizendo que estamos à beira do colapso que ocorreu nos anos oitenta. Grande mentira.
O livro que recomendamos agora, passeia pela história da moeda do Brasil sem grandes tecnicidades, com um linguajar simples, aprazível e realista, mostrando que o cenário que tínhamos antes do plano real, era uma verdadeira anomalia, digna de ser chamada de “terra sem lei”, e que um cenário hiperinflacionário hoje beira zero de probabilidade.
Inflação machuca. É inegável. A inflação se resume a perda de poder de compra dos agentes econômicos – perda essa que quase sempre não é recuperada, a não ser com o passar do tempo. É por isso que é de extrema importância que todos tenham educação financeira o suficiente para se proteger dela, afinal, tão importante quanto ganhar dinheiro, é preservá-lo.
Enfim, a recomendação de leitura é: “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da Miriam Leitão. Com quase 500 páginas, essa obra irá mostrar como o Brasil antes do plano real não é nem um pouco comparável ao Brasil de hoje, apesar de estarmos longe do cenário ideal.
O crescimento da inflação não só no Brasil – mas no mundo – tem assustado grande parte das pessoas. Com esse temor, não tardou a aparecer os profetas do apocalipse utilizando a insegurança dos que conhecem menos sobre o assunto para venderem o próprio peixe, explorando narrativas de catástrofe social e afins.
O cenário não é positivo, longe disso. Diversas medidas tomadas no ano passado para conter os efeitos do isolamento social e da pandemia estão gerando consequências agora: absolutamente todas as grandes economias do globo tem sofrido de alta inflação. Até mesmo a zona do euro que experenciava a deflação ou inflação zero há certo tempo, tem atingido máximas dos últimos 20 ou 30 anos. Os EUA também merecem destaque – sendo o bastião da solidez econômica da era moderna, de uma inflação de 1,2% em outubro de 2020, registrou em outubro de 2021 uma inflação de 6,2% - sim, um aumento cavalar de 5,0% (o que é muito para o cenário americano).
Já no Brasil, acumulando uma inflação de 10,6% nos últimos 12 meses, alguns apelam até mesmo a trazer de volta o fantasma de hiperinflação, dizendo que estamos à beira do colapso que ocorreu nos anos oitenta. Grande mentira.
O livro que recomendamos agora, passeia pela história da moeda do Brasil sem grandes tecnicidades, com um linguajar simples, aprazível e realista, mostrando que o cenário que tínhamos antes do plano real, era uma verdadeira anomalia, digna de ser chamada de “terra sem lei”, e que um cenário hiperinflacionário hoje beira zero de probabilidade.
Inflação machuca. É inegável. A inflação se resume a perda de poder de compra dos agentes econômicos – perda essa que quase sempre não é recuperada, a não ser com o passar do tempo. É por isso que é de extrema importância que todos tenham educação financeira o suficiente para se proteger dela, afinal, tão importante quanto ganhar dinheiro, é preservá-lo.
Enfim, a recomendação de leitura é: “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da Miriam Leitão. Com quase 500 páginas, essa obra irá mostrar como o Brasil antes do plano real não é nem um pouco comparável ao Brasil de hoje, apesar de estarmos longe do cenário ideal.
Bolsa barata ou cara?
Com a deterioração das expectativas sobre o cenário econômico interno por conta das incertezas em relação ao fiscal e a desaceleração da economia global, desde o início de junho a nossa bolsa entrou em forte tendência de baixa, saindo dos 130 mil pontos para os atuais 103 mil pontos – um acumulo de 21,2% de queda desde então.
Apesar dos números, alguns dados são interessantes.
Hoje aproximadamente 85% das ações que constituem o índice da nossa bolsa estão abaixo da média móvel de preço dos últimos 100 dias úteis. Historicamente dizendo, esse número gira em torno de 40%.
A queda dos últimos meses tem sido agravada principalmente por saques feitos pelos cotistas de fundos multimercado, forçando gestores a vender parte dos ativos e criando um ciclo negativo onde a venda dos ativos para honras resgates dos cotistas causa queda das ações, e a queda das ações faz com que mais pessoas resgatem dinheiro dos fundos.
Vale lembrar que indicadores apenas indicam, isso é, não devem ser determinantes face a tomada de decisões, e os números aqui expostos servem apenas como evidencia do atual cenário e não são certeza de ponto algum, mas apenas evidências.
Com a deterioração das expectativas sobre o cenário econômico interno por conta das incertezas em relação ao fiscal e a desaceleração da economia global, desde o início de junho a nossa bolsa entrou em forte tendência de baixa, saindo dos 130 mil pontos para os atuais 103 mil pontos – um acumulo de 21,2% de queda desde então.
Apesar dos números, alguns dados são interessantes.
Hoje aproximadamente 85% das ações que constituem o índice da nossa bolsa estão abaixo da média móvel de preço dos últimos 100 dias úteis. Historicamente dizendo, esse número gira em torno de 40%.
A queda dos últimos meses tem sido agravada principalmente por saques feitos pelos cotistas de fundos multimercado, forçando gestores a vender parte dos ativos e criando um ciclo negativo onde a venda dos ativos para honras resgates dos cotistas causa queda das ações, e a queda das ações faz com que mais pessoas resgatem dinheiro dos fundos.
Vale lembrar que indicadores apenas indicam, isso é, não devem ser determinantes face a tomada de decisões, e os números aqui expostos servem apenas como evidencia do atual cenário e não são certeza de ponto algum, mas apenas evidências.
Debate no INT
Carreira e certificações. Bateremos um papo sobre as principais habilitações do mercado para que vocês apliquem ao próprio contexto, além de avaliarem nos profissionais que contratam.
Teremos espaço para dúvidas, como sempre.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já na plataforma.
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O IPCA-15 (a medição do IPCA entre o dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês atual) veio 1,17% - levemente acima da estimativa da mediana do mercado (1,14%) e abaixo do teto de expectativa (1,32%).
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.
Checklist para Compra de Criptoativos
Onde encontrar informações sobre criptomoedas? Como escolher uma corretora e uma wallet?
Na aula de hoje teremos um passo a passo para vocês se orientarem na imensidão que é o universo das criptomoedas. Desde as estruturas iniciais até as aplicações em portfolio.
Um compêndio definitivo evitar que você abra os olhos tarde demais.
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Justificando um pouco sobre a atual queda que o mercado tem passado nos últimos meses...
Como já mencionamos: parte significativa ocorre por conta do saque que os investidores fazem do dinheiro que possuem alocado em fundos de investimentos.
No momento que um cotista requisita o resgate, caso o gestor não possua caixa para honrar - e quase sempre ocorre - é necessário que ele venda parte dos seus ativos. O cenário desenhado é um ciclo perverso.
O mercado está caindo, o cotista pede resgate por isso, o gestor precisa liquidar parte de suas posições pra honrar o resgate e com isso a força vendedora aumenta, fazendo com que o mercado caia ainda mais e retornemos ao início do ciclo.
Desde outubro, com o aumento da SELIC e da instabilidade política do país, a captação líquida dos fundos de ações está negativa - isso é, recebendo mais saques do que depósitos.
Cabe a reflexão sobre o momento mais difícil de investir em renda variável: ir contra o fluxo e se abster de todos os ruídos, comprando na baixa e aproveitando as boas oportunidades, e não comprando na alta e vendendo na baixa como muitos cotistas tem feito.
Como já mencionamos: parte significativa ocorre por conta do saque que os investidores fazem do dinheiro que possuem alocado em fundos de investimentos.
No momento que um cotista requisita o resgate, caso o gestor não possua caixa para honrar - e quase sempre ocorre - é necessário que ele venda parte dos seus ativos. O cenário desenhado é um ciclo perverso.
O mercado está caindo, o cotista pede resgate por isso, o gestor precisa liquidar parte de suas posições pra honrar o resgate e com isso a força vendedora aumenta, fazendo com que o mercado caia ainda mais e retornemos ao início do ciclo.
Desde outubro, com o aumento da SELIC e da instabilidade política do país, a captação líquida dos fundos de ações está negativa - isso é, recebendo mais saques do que depósitos.
Cabe a reflexão sobre o momento mais difícil de investir em renda variável: ir contra o fluxo e se abster de todos os ruídos, comprando na baixa e aproveitando as boas oportunidades, e não comprando na alta e vendendo na baixa como muitos cotistas tem feito.
Debate no INT - Queda dos Mercados - Riscos e Proteções
No debate de hoje trataremos a queda recente, os riscos e metodologias bastante diretas de proteção para vocês adotarem rapidamente.
Teremos espaço para tirar dúvidas também.
Participem ao vivo. Debates não ficam gravados. 19h00 no INT.
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Fretes marítimos e a inflação
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Ainda falando sobre a inflação - um assunto inevitavelmente recorrente, o preço das fretagens marítimas não podem ser ignorados.
Com algumas rotas acumulando altas de quase 400% no ano (como é o caso de Shangai - Rotterdam), os números reforçam o fato de que a explosão inflacionária não é um problema isolado da nossa economia, causando um efeito em cascata praticamente em todos os países do planeta e evidenciado em todas as etapas da cadeia de produção.
Essa alta de custo de frete tem ocorrido principalmente por conta das medidas de isolamento praticadas no ano passado entre outras medidas de tentativa de contenção e controle da Covid, forçando o fechamento temporário de algumas rotas e como consequência o congestionamento de navios cargueiros, cruciais na logística global.
Apesar da alta, alguns indicadores tem demonstrado expressiva melhora (algumas rotas chegaram a passar dos 500% de aumento), mas ainda é cedo para afirmar a tendência de queda.
Se o frete sobe, o custo dos produtos também - mas provavelmente o pior já passou e não é o primeiros dos indicadores que indicam uma possível tranquilizada no cenário inflacionário.
Gráfico do Ibovespa dolarizado desde 1968.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
A ciclicidade e as "chacoalhadas" são perceptíveis, mostrando que, embora tenhamos passado por diversos eventos negativos em termos macroeconômicos (hiperinflação, regime militar, impeachments presidenciais, mais de 5 mudanças de moeda, drama político), a tendência de alta é clara e o país não acabou - e hoje sequer estamos perto de um cenário tão negativo como já tivemos antes.
Afinal, não podemos esquecer: estamos em um mercado emergente - não espere a tranquilidade de um país de primeiro mundo.
Gráfico elaborado com dados do Economatica e Yahoo Finance.
Hoje às 19h00 teremos um debate sobre Fleury, SulAmérica e o setor de saúde.
Discutiremos os riscos e as oportunidades do setor para que vocês possam ganhar dinheiro em tempos vindouros.
Link já disponível na plataforma.
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Discutiremos os riscos e as oportunidades do setor para que vocês possam ganhar dinheiro em tempos vindouros.
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COPOM – A última reunião do ano
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
No acumulado do ano: o investidor estrangeiro ingressou diretamente com R$57.3 bilhões na bolsa, sendo o maior comprador do período, enquanto o investidor institucional (muito representado por fundos de investimentos compostos por pessoas físicas) já acumula um resgate cavalar de R$65.4 bi, mostrando um movimento contrário e reforçando uma das principais razões da que do mercado nos últimos meses, visto que resgate de cotista significa maior força vendedora.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.