Quando falamos sobre mercados alternativos, estamos falando sobre tudo: mercado de luxo (relógios), mercado de artes, mercados de criptos... Quando o mercado está demasiadamente eufórico, esses mercados alternativos sobem feito foguete. O motivo é simples: liquidez alta, dinheiro sobrando na praça e qualquer opção de investimento se torna válida.
Por isso citamos os NFTs de macacos. No auge da bolha do ano passado, a sandice estava tão descontrolada que tinha gente pagando quase uma dezena de milhão em .png de macacos, pedras e afins. Da pra justificar isso? Talvez, abordando sobre lavagem de dinheiro e afins, mas se você ver esses mercados passando por um forte boom, é sinal que a liquidez já saiu de controle, e se a liquidez saiu de controle, pode ter certeza que o mercado já está eufórico e próximo do topo.
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Com o cenário ainda nebuloso sobre a política de Covid Zero na China, não se sabe se Xi Jinping irá ceder e abrir logo a economia do país (muita coisa já está voltando ao normal, como os dados apontam), ou seguirá praticando a política de isolamento que impacta completamente o crescimento econômico do país.
No gráfico acima, estão as principais empresas brasileiras (com outras da América Latina) que dependem da China.
Com 81% da receita dependendo da China, a CSN Mineração é a que mais está relacionada ao país, enquanto outras gigantes (como a própria Vale) tem 50% da receita vindo de lá.
Ou seja, se você investe em alguma dessas companhias ou até mesmo pretende, que fique claro como funciona a dinâmica e que uma desaceleração chinesa faz mais preço do que qualquer fundamento (e o oposto também é verdadeiro).
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Principais estatais da bolsa ($PETR4, $BBAS3, $CPLE3, $CMIG3, $SBSP3, $SAPR3, $CSMG3 e $CXSE3) já apresentaram uma queda de R$ 257 bilhões de valor de mercado total desde seu pico da época eleitoral.
O cenário tem se deteriorado cada vez mais, principalmente nessa semana após a votação que realiza uma mudança na Lei das Estatais, e vai em linha com o que sempre comentamos, que apesar de algumas companhias serem verdadeiras minas de ouro (Petrobras e Banco do Brasil, principalmente), o risco de ingerência é crescente.
Na ponta da Petrobras, o maior risco vem de uma intervenção que prejudique o financeiro da companhia: para quem não se lembra, entre 2010 e 2014 o governo da época subsidiou o preço dos combustíveis para controlar a inflação na marra, causando um endividamento recorde que chegou a ameaçar a sustentabilidade da dívida do Brasil na época (para se ter ideia, a ideia genial da época era de tomar dívida em dólar e subsidiar os combustíveis aqui mesmo com um cenário de pressão sobre o câmbio).
Na ponta do Banco do Brasil, o maior risco vem de uma intervenção que prejudique a qualidade de crédito da companhia: também entre 2010 e 2014 o governo da época utilizou os bancos públicos para dar crédito barato para estimular a economia. Um país que tem bancos públicos, não precisa de Banco Central, ora, caso o BCB não deseje alterar a política monetária para estimular o país, basta utilizar algum banco público (como o Banco do Brasil) para dar crédito. Esse é um risco.
Enfim, trataremos sobre o cenário das estatais, os riscos e possíveis oportunidades no debate de domingo. Serão mais de duas horas para conversar com os assinantes sobre esse tema e todas as empresas do escopo, não só sobre a Petro e o Banco do Brasil.
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Na ponta da Petrobras, o maior risco vem de uma intervenção que prejudique o financeiro da companhia: para quem não se lembra, entre 2010 e 2014 o governo da época subsidiou o preço dos combustíveis para controlar a inflação na marra, causando um endividamento recorde que chegou a ameaçar a sustentabilidade da dívida do Brasil na época (para se ter ideia, a ideia genial da época era de tomar dívida em dólar e subsidiar os combustíveis aqui mesmo com um cenário de pressão sobre o câmbio).
Na ponta do Banco do Brasil, o maior risco vem de uma intervenção que prejudique a qualidade de crédito da companhia: também entre 2010 e 2014 o governo da época utilizou os bancos públicos para dar crédito barato para estimular a economia. Um país que tem bancos públicos, não precisa de Banco Central, ora, caso o BCB não deseje alterar a política monetária para estimular o país, basta utilizar algum banco público (como o Banco do Brasil) para dar crédito. Esse é um risco.
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A bolsa brasileira deu mais retorno que a bolsa americana nos últimos 55 anos.
Mesmo com todas as crises, a destruição de valor dos últimos 10 anos e a desvalorização da nossa moeda entre 2010 e 2022, a bolsa brasileira deu mais retorno que a bolsa americana, e já chegou a dar mais do que o dobro de retorno.
Sabendo da emoção que as pessoas tem ao tratar sobre esse assunto, já deixamos esclarecido de antemão que a intenção presente não é minimizar os riscos ou apontar qualquer característica isolada de julgamento sobre alguma gestão presidencial. A intenção é mostrar qual é a dinâmica da nossa bolsa de valores e como essa história de fim do Brasil ou receios sobre crises são bem comuns, e caso você não se conforme logo com todo esse cenário de terrorismo que as entidades midiáticas fazem questão de reforçar, a cada quatro anos, em cada eleição presidencial, você irá beirar flertar com a venda dos seus ativos e nunca dará a real chance para sua carteira de investimentos rentabilizar e atingir o prestígio da valorização do longo prazo. Lembra de tudo aquilo que você leu em livros do Buffett, Lynch, Marks, Siegel entre outros investidores de longo prazo defendendo investimentos de décadas? Pois então, estamos no momento mais complicado, o momento de incerteza, risco e baixa de mercado, esse é o desafio de carregar investimentos por anos, afinal, se vivêssemos sempre em ritmo de bull market, seria fácil demais.
O gráfico acima se refere ao índice IBOV dolarizado desde 1968 em base 100. Foi escolhida essa data pois foi em 1968 que o índice da nossa bolsa foi criado – época em que havia no Brasil mais de 20 bolsas de valores operando em diversos estados diferentes.
Ao longo desses 55 anos, o Brasil passou não por uma nem duas crises, mas diversas, citaremos as principais.
Na década de 60 houve uma crise interna forte por conta do alto endividamento que o país entrou no período da ditadura militar afundando completamente a balança de pagamentos, com o cenário externo incerto e agravado por conta da guerra do Vietnã.
Na década de 70 houve uma crise externa forte por conta do fim do padrão-ouro (praticamente um calote dos EUA no mundo) e logo em seguida as crises do petróleo, que elevaram o preço do barril de petróleo em mais de 200% por conta do embargo que os países da OPEP deram aos EUA. Junto, a guerra do Vietnã ainda se desenrolava, junto da guerra do Yom Kipur e a guerra entre o Irã e o Iraque.
Na década de 80, houve uma crise interna forte, resultado do hiperendividamento do país na época da ditadura militar que acabou levando o Brasil ao seu período conhecido como a “década perdida” por conta da estagnação econômica, resultando no início de uma hiperinflação sem precedentes que obrigaria o país a trocar sua moeda diversas vezes. Vale aqui pontuar algo interessante: o Brasil tinha uma dívida externa colossal nessa época e esse foi um dos principais fatores da instabilidade da dívida. Dívida externa não se rola – ou você paga ou você quebra, e é justamente o que ocorreu com o país, é por isso que tanto se fala dos benefícios de se ter uma dívida interna. No cenário externo, a guerra entre e o Irã e o Iraque ainda acontecendo junto de crise nos EUA.
Na década de 90 houve crise externa forte e interna forte. Inicialmente uma crise se desenrolou no México, com o país declarando a moratória de sua dívida, causando um temor generalizado sobre os países emergentes, o que desencadeou uma fuga de investidores de todos esses países, sendo o Brasil uma das vítimas. Logo depois, mais uma crise, quando o Banco Central Brasileiros decidiu abandonar o sistema de bandas cambiais e deixar o câmbio flutuante. Junto de tudo isso, uma bolha se formava no mercado americano e o Brasil passou metade da década com uma hiperinflação que chegou a ser registrada como uma das maiores do planeta.
Mesmo com todas as crises, a destruição de valor dos últimos 10 anos e a desvalorização da nossa moeda entre 2010 e 2022, a bolsa brasileira deu mais retorno que a bolsa americana, e já chegou a dar mais do que o dobro de retorno.
Sabendo da emoção que as pessoas tem ao tratar sobre esse assunto, já deixamos esclarecido de antemão que a intenção presente não é minimizar os riscos ou apontar qualquer característica isolada de julgamento sobre alguma gestão presidencial. A intenção é mostrar qual é a dinâmica da nossa bolsa de valores e como essa história de fim do Brasil ou receios sobre crises são bem comuns, e caso você não se conforme logo com todo esse cenário de terrorismo que as entidades midiáticas fazem questão de reforçar, a cada quatro anos, em cada eleição presidencial, você irá beirar flertar com a venda dos seus ativos e nunca dará a real chance para sua carteira de investimentos rentabilizar e atingir o prestígio da valorização do longo prazo. Lembra de tudo aquilo que você leu em livros do Buffett, Lynch, Marks, Siegel entre outros investidores de longo prazo defendendo investimentos de décadas? Pois então, estamos no momento mais complicado, o momento de incerteza, risco e baixa de mercado, esse é o desafio de carregar investimentos por anos, afinal, se vivêssemos sempre em ritmo de bull market, seria fácil demais.
O gráfico acima se refere ao índice IBOV dolarizado desde 1968 em base 100. Foi escolhida essa data pois foi em 1968 que o índice da nossa bolsa foi criado – época em que havia no Brasil mais de 20 bolsas de valores operando em diversos estados diferentes.
Ao longo desses 55 anos, o Brasil passou não por uma nem duas crises, mas diversas, citaremos as principais.
Na década de 60 houve uma crise interna forte por conta do alto endividamento que o país entrou no período da ditadura militar afundando completamente a balança de pagamentos, com o cenário externo incerto e agravado por conta da guerra do Vietnã.
Na década de 70 houve uma crise externa forte por conta do fim do padrão-ouro (praticamente um calote dos EUA no mundo) e logo em seguida as crises do petróleo, que elevaram o preço do barril de petróleo em mais de 200% por conta do embargo que os países da OPEP deram aos EUA. Junto, a guerra do Vietnã ainda se desenrolava, junto da guerra do Yom Kipur e a guerra entre o Irã e o Iraque.
Na década de 80, houve uma crise interna forte, resultado do hiperendividamento do país na época da ditadura militar que acabou levando o Brasil ao seu período conhecido como a “década perdida” por conta da estagnação econômica, resultando no início de uma hiperinflação sem precedentes que obrigaria o país a trocar sua moeda diversas vezes. Vale aqui pontuar algo interessante: o Brasil tinha uma dívida externa colossal nessa época e esse foi um dos principais fatores da instabilidade da dívida. Dívida externa não se rola – ou você paga ou você quebra, e é justamente o que ocorreu com o país, é por isso que tanto se fala dos benefícios de se ter uma dívida interna. No cenário externo, a guerra entre e o Irã e o Iraque ainda acontecendo junto de crise nos EUA.
Na década de 90 houve crise externa forte e interna forte. Inicialmente uma crise se desenrolou no México, com o país declarando a moratória de sua dívida, causando um temor generalizado sobre os países emergentes, o que desencadeou uma fuga de investidores de todos esses países, sendo o Brasil uma das vítimas. Logo depois, mais uma crise, quando o Banco Central Brasileiros decidiu abandonar o sistema de bandas cambiais e deixar o câmbio flutuante. Junto de tudo isso, uma bolha se formava no mercado americano e o Brasil passou metade da década com uma hiperinflação que chegou a ser registrada como uma das maiores do planeta.
Nos anos 2000, houve a segunda maior crise financeira já registrada na história, sendo que alguns ousam dizer que foi a maior. Em 2008 a bolha imobiliária americana estourou, e não era uma bolha qualquer, na verdade, a bolha era tão grande que dois dos bancos mais seguros e tradicionais do país quebraram, gerando uma onda de desconfiança nos agentes econômicos e o medo de que o sistema financeiro global iria colapsar – e não é exagero. Um efeito dominó de calote de dívida poderia ocorrer, obrigando que o Banco Central Americano entrasse em ação e resolvesse a situação. Apesar do papel de herói, vale sempre destacar que um dos motivos dessa bolha foi o próprio Banco Central Americano, que estimulou a economia tá onde não dava mais, criando crédito sujo e plantando artificialidade no país por anos. Esse cenário de terror causou uma desaceleração também na economia brasileira, além, obviamente, de uma forte crise nos países desenvolvidos.
Em 2014, outra crise, agora interna. Com o governo da época adotando medidas populistas e de estímulo insustentável na economia brasileira desde 2010, a economia do país já não era mais sustentável com tanta artificialidade e em 2014 a bomba explodiu. O país teve sua pior crise econômica já registrada e junto desencadeou uma crise política, piorando ainda mais a relação de confiança dos investidores com o país.
Em 2020, a última crise, agora global. Com a pandemia do coronavírus, países foram fechados, medidas econômicas nunca antes praticadas passaram a ser adotadas em larga escala, trilhões e trilhões de dólares foram impressos pelos países para estimular suas economias, cadeias logísticas foram quebradas gerando gargalos e durante um longo período a economia global foi tirada da tomada. Um episódio que ainda será objeto de estudo por muitos anos e hoje, quase em 2023, ainda há efeitos dessa crise que podem ser identificados com grande facilidade. Como agravante, em fevereiro de 2022 a Rússia atacou a Ucrânia, iniciando uma guerra que culminaria em sanções inimagináveis ao país, que hoje é uma potência energética, causando instabilidade no mercado de fertilizantes, petróleo, trigo entre outros que são vitais para o funcionamento econômico global. Há também fortes incertezas sobre a China, com alguns citando possível desaceleração que agrava ainda mais o cenário.
Ou seja, a paz completa não existe.
Talvez seja mórbido dizer isso, mas se você investe no mercado de renda variável, sempre haverá algo para te tirar a paz que será reciclado nos noticiários até que você se canse de ler. O investidor que ama os jornais, nunca terá paz. Nunca. Na história, nunca tivemos um período de calmaria sem qualquer fator de preocupação porque isso simplesmente não existe. É assim que funciona a economia: com incertezas a todo momento.
Mesmo com todo esse cenário de incerteza, guerras, crise e afins, a bolsa brasileira triunfou. Mesmo com hiperinflação, impeachments, trocas de moedas, corrupção, turbulência política e afins, a bolsa brasileira triunfou.
De 1968 até hoje, a bolsa brasileira multiplicou seu valor em mais de 300 vezes, sendo que no ápice de sua valorização, em 2008, chegou a mais de 700 vezes. Desde 2008 o país tem passado por crises e crises, como mencionamos acima no texto, começando pela crise do Subprime, entrando na crise de 2014 e então, quando nos aproximamos de uma melhora, chegou a pandemia, causando um efeito avassalador não no Brasil, mas no mundo.
Em meio a todas essas turbulências, presidentes vem e vão, crises vem e vão e o dólar sobe e desce, mas boas empresas seguem existindo. No período hiperinflacionário, empresas boas continuaram sustentando a economia interna e prestando seus serviços para fora, e face a insustentabilidade da moeda nacional, adotava-se o dólar. Empresas se adaptaram, cresceram e enriqueceram seus acionistas. Empresas são ativos reais, que negociam ativos reais e repassam inflação e ao longo de todos esses anos, é por isso que a bolsa sempre segue seu caminho para cima, porque é disso que ela é formada, de empresas.
Em 2014, outra crise, agora interna. Com o governo da época adotando medidas populistas e de estímulo insustentável na economia brasileira desde 2010, a economia do país já não era mais sustentável com tanta artificialidade e em 2014 a bomba explodiu. O país teve sua pior crise econômica já registrada e junto desencadeou uma crise política, piorando ainda mais a relação de confiança dos investidores com o país.
Em 2020, a última crise, agora global. Com a pandemia do coronavírus, países foram fechados, medidas econômicas nunca antes praticadas passaram a ser adotadas em larga escala, trilhões e trilhões de dólares foram impressos pelos países para estimular suas economias, cadeias logísticas foram quebradas gerando gargalos e durante um longo período a economia global foi tirada da tomada. Um episódio que ainda será objeto de estudo por muitos anos e hoje, quase em 2023, ainda há efeitos dessa crise que podem ser identificados com grande facilidade. Como agravante, em fevereiro de 2022 a Rússia atacou a Ucrânia, iniciando uma guerra que culminaria em sanções inimagináveis ao país, que hoje é uma potência energética, causando instabilidade no mercado de fertilizantes, petróleo, trigo entre outros que são vitais para o funcionamento econômico global. Há também fortes incertezas sobre a China, com alguns citando possível desaceleração que agrava ainda mais o cenário.
Ou seja, a paz completa não existe.
Talvez seja mórbido dizer isso, mas se você investe no mercado de renda variável, sempre haverá algo para te tirar a paz que será reciclado nos noticiários até que você se canse de ler. O investidor que ama os jornais, nunca terá paz. Nunca. Na história, nunca tivemos um período de calmaria sem qualquer fator de preocupação porque isso simplesmente não existe. É assim que funciona a economia: com incertezas a todo momento.
Mesmo com todo esse cenário de incerteza, guerras, crise e afins, a bolsa brasileira triunfou. Mesmo com hiperinflação, impeachments, trocas de moedas, corrupção, turbulência política e afins, a bolsa brasileira triunfou.
De 1968 até hoje, a bolsa brasileira multiplicou seu valor em mais de 300 vezes, sendo que no ápice de sua valorização, em 2008, chegou a mais de 700 vezes. Desde 2008 o país tem passado por crises e crises, como mencionamos acima no texto, começando pela crise do Subprime, entrando na crise de 2014 e então, quando nos aproximamos de uma melhora, chegou a pandemia, causando um efeito avassalador não no Brasil, mas no mundo.
Em meio a todas essas turbulências, presidentes vem e vão, crises vem e vão e o dólar sobe e desce, mas boas empresas seguem existindo. No período hiperinflacionário, empresas boas continuaram sustentando a economia interna e prestando seus serviços para fora, e face a insustentabilidade da moeda nacional, adotava-se o dólar. Empresas se adaptaram, cresceram e enriqueceram seus acionistas. Empresas são ativos reais, que negociam ativos reais e repassam inflação e ao longo de todos esses anos, é por isso que a bolsa sempre segue seu caminho para cima, porque é disso que ela é formada, de empresas.
O investidor que investe em empresas de alta qualidade pode sofrer no curto prazo com as chacoalhadas mais fortes do mercado, mas é questão de ser minimamente racional e inteligente aqui: quando a crise realmente aperta, quem é que sobrevive? Exatamente: as grandes empresas. Não é a fintech minúscula que vive no prejuízo, é o Itaú gigante com sua carteira trilionária e seus quase 100 anos de história. Não é a empresa minúscula do varejo de vestuário com margem apertada, é a Renner gigante com suas milhares de lojas e seus quase 60 anos de história. Não é a empresa minúscula do varejo farmacêutico com margem apertada, é a Raia Drogasil com sua operação digital que atende todo território nacional e suas mais de 2.000 lojas operantes. Não estamos falando que gigantes não quebram, mas que são as com maior probabilidade de triunfar.
Se você quer se proteger, você precisa investir em boas empresas. São elas que atravessam as crises, são elas que fazem a economia girar e são elas que vão absorver o mercado destruído que os menores acabam desaparecendo.
Empresas crescem e se adaptam. Crises vem e vão. Empresas ficam.
Toda essa turbulência que você vê hoje, ocorre a cada quatro anos. Em 2026 você estará novamente em um ambiente de pressão por conta de política. Certamente você verá que grande parte das empresas valorizaram, afinal, são essas empresas as responsáveis por sustentar a economia, e novamente você verá as mesmas histórias de fim do Brasil, com alguns investidores mais preocupados em espalhar o terror do que aproveitar as oportunidades que tanto falavam ao ler os livros do Warren Buffett... ler não é suficiente – praticar o que leu é obrigatório.
Como recomendação de leitura para esse tema, o novo livro do Barsi é uma boa pedida – uma narrativa que trata sobre o investimento na bolsa de valores desde a época do início desse gráfico. A cada quatro anos vão tentar te convencer de que a bolsa brasileira vai acabar, e você tem duas opções: acreditar equivocadamente que isso é verdade e contrariar todos os dados, ou aproveitar as oportunidades.
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Toda essa turbulência que você vê hoje, ocorre a cada quatro anos. Em 2026 você estará novamente em um ambiente de pressão por conta de política. Certamente você verá que grande parte das empresas valorizaram, afinal, são essas empresas as responsáveis por sustentar a economia, e novamente você verá as mesmas histórias de fim do Brasil, com alguns investidores mais preocupados em espalhar o terror do que aproveitar as oportunidades que tanto falavam ao ler os livros do Warren Buffett... ler não é suficiente – praticar o que leu é obrigatório.
Como recomendação de leitura para esse tema, o novo livro do Barsi é uma boa pedida – uma narrativa que trata sobre o investimento na bolsa de valores desde a época do início desse gráfico. A cada quatro anos vão tentar te convencer de que a bolsa brasileira vai acabar, e você tem duas opções: acreditar equivocadamente que isso é verdade e contrariar todos os dados, ou aproveitar as oportunidades.
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Como identificar empresas com vantagens poderosas
Esse é um assunto que o Buffett adora. Sempre que aborda sobre sua filosofia de investimentos, o lendário investir fala sobre os “moats”. Esses moats nada mais são do que barreiras de entrada para novas companhias em determinado segmento, e o termo é inspirado na arquitetura de castelo, com seus gigantes fossos que os protegem – logo, empresas que possuem moats significam empresas que possuem obstáculos de entrada que dificultam a vida de seus concorrentes.
No texto abaixo citaremos 7 típicas barreiras de entradas que podem beneficiar uma empresa e gerar mais segurança para o investidor. Barreiras de entradas que proporcionam maiores chances de boa rentabilidade para as empresas. Junto, exemplificaremos com algumas empresas brasileiras.
1. Necessidade alta de capital: setores e segmentos onde abrir uma companhia demanda investimentos altíssimos, eis uma poderosa barreira de entrada. São poucos que realmente aceitam tomar o risco de começar um negócio contratando dívida e investindo milhões (ou até bilhões) de reais. Além disso, esse tipo de movimento depende muito da conjuntura econômica, que determina a taxa de juros e pode complicar ainda mais a alavancagem necessária. Uma empresa que possui essa vantagem aqui no Brasil, é a WEG. Boa parte das companhias do setor industrial (em especial alguns segmentos) contemplam.
2. Canais de distribuição: algo que tem se popularizado cada vez mais, é o sistema de marketplace. O market place nada mais é do que um ambiente onde diversas lojas se reúnem e vendem seus produtos, isso é o que a maioria já sabe. O que nem todos sabem é que esses market places são criados por algumas companhias em específico. Uma vez que esse ambiente de compra e venda de produtos se populariza, passa a se tornar uma grande vantagem para a companhia, visto que o efeito de rede (lojistas anunciam porque sabem que é o lugar onde mais há pessoas e pessoas vão direto para o lugar porque sabem que é onde mais há lojistas) fortalece esse canal. Aqui daremos dois exemplos. O primeiro, de certo, o Mercado Livre: não é necessário dizer que seu efeito de rede no canal de distribuição virou uma potência. Hoje a companhia é uma das maiores da América Latina e dificilmente imaginamos algum substituto. O segundo, a Raia Drogasil, sim, uma farmacêutica. A Raia Drogasil tem investido cada vez mais em sua operação de market place e hoje é o maior market place farmacêutico do país, além de ser a maior farmácia digital, também. Sua operação de market place é tão grande que grande parte de seus concorrentes utilizam.
3. Escala: esse ponto se refere basicamente ao tamanho da companhia. Companhias gigantes tem vantagens igualmente gigantes. Quando uma empresa é grande demais e consegue escalar o seu tamanho para novas regiões ou mercados, ela se beneficia das suas operações já bem estruturadas para competir. Um exemplo fácil seria a Ambev. Hoje a companhia tem quase 60% do mercado de cerveja nacional em suas mãos e gera bilhões e bilhões de reais de lucro anualmente. Esse tamanho agigantado permite que ela já entre com força nos segmentos derivados (sucos entre outras bebidas) e invista forte em novas inciativas, vide o Zé Delivery, que pouca gente que é da Ambev. Além disso, outra vantagem é que quando se é gigante, a companhia consegue operar com margens menores. A Ambev consegue fazer mais promoções, vender seus produtos por preços menores e conquistar mais clientes por meio do preço dos produtos, coisa que empresas menores não podem por conta das margens mais apertadas. O mesmo se aplica para bancos e quaisquer outras companhias com escalas colossais. Quanto maior, mais vantagens.
Esse é um assunto que o Buffett adora. Sempre que aborda sobre sua filosofia de investimentos, o lendário investir fala sobre os “moats”. Esses moats nada mais são do que barreiras de entrada para novas companhias em determinado segmento, e o termo é inspirado na arquitetura de castelo, com seus gigantes fossos que os protegem – logo, empresas que possuem moats significam empresas que possuem obstáculos de entrada que dificultam a vida de seus concorrentes.
No texto abaixo citaremos 7 típicas barreiras de entradas que podem beneficiar uma empresa e gerar mais segurança para o investidor. Barreiras de entradas que proporcionam maiores chances de boa rentabilidade para as empresas. Junto, exemplificaremos com algumas empresas brasileiras.
1. Necessidade alta de capital: setores e segmentos onde abrir uma companhia demanda investimentos altíssimos, eis uma poderosa barreira de entrada. São poucos que realmente aceitam tomar o risco de começar um negócio contratando dívida e investindo milhões (ou até bilhões) de reais. Além disso, esse tipo de movimento depende muito da conjuntura econômica, que determina a taxa de juros e pode complicar ainda mais a alavancagem necessária. Uma empresa que possui essa vantagem aqui no Brasil, é a WEG. Boa parte das companhias do setor industrial (em especial alguns segmentos) contemplam.
2. Canais de distribuição: algo que tem se popularizado cada vez mais, é o sistema de marketplace. O market place nada mais é do que um ambiente onde diversas lojas se reúnem e vendem seus produtos, isso é o que a maioria já sabe. O que nem todos sabem é que esses market places são criados por algumas companhias em específico. Uma vez que esse ambiente de compra e venda de produtos se populariza, passa a se tornar uma grande vantagem para a companhia, visto que o efeito de rede (lojistas anunciam porque sabem que é o lugar onde mais há pessoas e pessoas vão direto para o lugar porque sabem que é onde mais há lojistas) fortalece esse canal. Aqui daremos dois exemplos. O primeiro, de certo, o Mercado Livre: não é necessário dizer que seu efeito de rede no canal de distribuição virou uma potência. Hoje a companhia é uma das maiores da América Latina e dificilmente imaginamos algum substituto. O segundo, a Raia Drogasil, sim, uma farmacêutica. A Raia Drogasil tem investido cada vez mais em sua operação de market place e hoje é o maior market place farmacêutico do país, além de ser a maior farmácia digital, também. Sua operação de market place é tão grande que grande parte de seus concorrentes utilizam.
3. Escala: esse ponto se refere basicamente ao tamanho da companhia. Companhias gigantes tem vantagens igualmente gigantes. Quando uma empresa é grande demais e consegue escalar o seu tamanho para novas regiões ou mercados, ela se beneficia das suas operações já bem estruturadas para competir. Um exemplo fácil seria a Ambev. Hoje a companhia tem quase 60% do mercado de cerveja nacional em suas mãos e gera bilhões e bilhões de reais de lucro anualmente. Esse tamanho agigantado permite que ela já entre com força nos segmentos derivados (sucos entre outras bebidas) e invista forte em novas inciativas, vide o Zé Delivery, que pouca gente que é da Ambev. Além disso, outra vantagem é que quando se é gigante, a companhia consegue operar com margens menores. A Ambev consegue fazer mais promoções, vender seus produtos por preços menores e conquistar mais clientes por meio do preço dos produtos, coisa que empresas menores não podem por conta das margens mais apertadas. O mesmo se aplica para bancos e quaisquer outras companhias com escalas colossais. Quanto maior, mais vantagens.
4. Regulamentação: esse ponto é o mais puro retrato do Brasil. Acredite, a alta regulamentação e a burocracia são vantagens na maioria das vezes. O fato de uma empresa precisar de centenas de licenças, pedidos formais, enrolação jurídica entre outros pontos altamente burocráticos para operar, é considerado um moat. Uma empresa que ilustra isso aqui no Brasil é a Sanepar. A Sanepar funciona por meio de contratos que duram décadas, está num setor completamente controlado e inspecionado. Mesmo com o marco do saneamento facilitando a entrada das companhias no setor, a burocracia ainda é forte e são poucos os players que optam por entrar num mercado tão problemático em termos jurídicos. Quanto mais “chato” for em termos burocráticos, mais segura está a companhia.
5. Propriedade intelectual: patentes. Basicamente. Propriedade intelectual se refere as vantagens que uma companhia tem em relação a exclusividade de seus produtos. É um ponto bem específico, e a melhor definição aqui é em relação as farmacêuticas. São poucas as companhias brasileiras que se encaixam aqui, mas a Blau Farmacêutica ou a Hypera servem.
6. Diferenciação de produtos: marca forte. Quando se fala em marca forte, não é difícil de pensar em companhias que se associam a isso, sendo a principal, a Apple. As pessoas não dizem que tem um celular, elas dizem que tem um “iPhone”. É basicamente por essa linha. Empresas que possuem marcas fortes conseguem se beneficiar da preferência dos consumidores, veja, certamente você conhece alguém que ao ir ao mercado, sempre opta pela mesma marca de alimentos, mesmo que o preço suba um pouco, e talvez até mesmo você seja essa pessoa. É sobre isso que estamos falando aqui. A M. Dias Branco, a Camil e a Renner são bons exemplos disso aqui no Brasil, sendo que a Renner apesar de não ser uma marca propriamente dita, é quase sempre a preferida para a compra de roupas de custo benefício em shoppings. Marca forte, concorrência enfraquecida.
7. Custos de mudança: esse ponto é meio controverso, mas realista. Sabe quando você se torna cliente de um produto ou uma companhia, está tão acostumado e enraizado a ela e só de pensar em mudar te da preguiça porque você sabe que daria um trabalho gigante? É sobre isso que estamos falando. Geralmente clientes de bancos e empresas de telecomunicação estão nesse rol. A maior parte da clientela liga somente para o preço, sendo que a preguiça e os custos para mudar de serviço acabam desestimulando a mudança. Alguém que usa a Vivo, por exemplo, e quer mudar para a Claro, pode se sentir desincentivado ao saber que terá que ir a alguma agência da companhia, assinar papéis, fazer portabilidade... e o cenário é ainda pior quando se trata de mudança de internet fixa com visita de clientes, agendamento e afins. Bancos também gozam desse benefício: clientes com décadas de uso, com seus cartões, investimentos já na instituição e afins, ficam completamente desestimulados ao pensar em todo o trabalho que terão. O custo da mudança pode ser alto, e não falamos necessariamente do custo financeiro.
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5. Propriedade intelectual: patentes. Basicamente. Propriedade intelectual se refere as vantagens que uma companhia tem em relação a exclusividade de seus produtos. É um ponto bem específico, e a melhor definição aqui é em relação as farmacêuticas. São poucas as companhias brasileiras que se encaixam aqui, mas a Blau Farmacêutica ou a Hypera servem.
6. Diferenciação de produtos: marca forte. Quando se fala em marca forte, não é difícil de pensar em companhias que se associam a isso, sendo a principal, a Apple. As pessoas não dizem que tem um celular, elas dizem que tem um “iPhone”. É basicamente por essa linha. Empresas que possuem marcas fortes conseguem se beneficiar da preferência dos consumidores, veja, certamente você conhece alguém que ao ir ao mercado, sempre opta pela mesma marca de alimentos, mesmo que o preço suba um pouco, e talvez até mesmo você seja essa pessoa. É sobre isso que estamos falando aqui. A M. Dias Branco, a Camil e a Renner são bons exemplos disso aqui no Brasil, sendo que a Renner apesar de não ser uma marca propriamente dita, é quase sempre a preferida para a compra de roupas de custo benefício em shoppings. Marca forte, concorrência enfraquecida.
7. Custos de mudança: esse ponto é meio controverso, mas realista. Sabe quando você se torna cliente de um produto ou uma companhia, está tão acostumado e enraizado a ela e só de pensar em mudar te da preguiça porque você sabe que daria um trabalho gigante? É sobre isso que estamos falando. Geralmente clientes de bancos e empresas de telecomunicação estão nesse rol. A maior parte da clientela liga somente para o preço, sendo que a preguiça e os custos para mudar de serviço acabam desestimulando a mudança. Alguém que usa a Vivo, por exemplo, e quer mudar para a Claro, pode se sentir desincentivado ao saber que terá que ir a alguma agência da companhia, assinar papéis, fazer portabilidade... e o cenário é ainda pior quando se trata de mudança de internet fixa com visita de clientes, agendamento e afins. Bancos também gozam desse benefício: clientes com décadas de uso, com seus cartões, investimentos já na instituição e afins, ficam completamente desestimulados ao pensar em todo o trabalho que terão. O custo da mudança pode ser alto, e não falamos necessariamente do custo financeiro.
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Oportunidades no mercado: como elas (possivelmente) surgem
O ano de 2022 tem sido péssimo para o mercado americano. Depois de quase uma década inteira de bonança, o índice da bolsa (S&P500) caminha para ter uma das piores performances de toda a sua histórica, com uma queda de mais de 20% no ano. Absolutamente qualquer pessoa que fosse questionada sobre isso o ano passado, certamente não adivinharia um movimento do tipo – e quem adivinhou, torcemos muito para que tenha ficado vendido no índice.
Quando pegamos a rentabilidade das maiores empresas do índice, a situação fica ainda pior, e mosta como o buraco é bem mais embaixo. A Apple caiu 25%, a Microsoft caiu 29%, a Alphabet (Google) caiu 40%, a Amazon caiu 50% e a Tesla caiu 65%. Neste texto, falaremos sobre a Amazon e como o mercado abre oportunidades aos investidores mais pacientes nesses momentos mais turbulentos.
No primeiro gráfico consta o preço da ação da Amazon entre o primeiro pregão do ano de 2022 até o último pregão de quando este texto era escrito (24/12/2022).
Como mencionamos mais acima, desde o começo do ano a gigante do varejo e do setor de tecnologia em nuvem perdeu metade do seu valor de mercado, isso é, saiu de US$ 1.7 trilhão para os atuais US$ 850 bilhões ou algo próximo. O motivo é simples: a Amazon está sofrendo de duas formas diferentes lá nos EUA, sendo (I) a inflação reduziu suas margens violentamente, sendo que a empresa decidiu segurar o preço dos produtos para ganhar mais mercado em vez de repassar para os consumidores a alta para os consumidores – ou seja, ela arcando com o custo, e (II) aumento de juros nos EUA para desacelerar a economia tendendo a uma redução de consumo que pode afetar a empresa, além do sempre falado aumento de custo de alavancagem, que apesar do juros lá nos EUA ser de fato bem mais baixo, as empresas gigantes tem dívidas centibilionárias (no caso da Amazon, é de US$ 128 bilhões) e uma empresa com margem mais apertada tende a sofrer mais com isso (lembrando que margem de varejo é baixa, no caso da Amazon, a cada US$ 100 de faturamento, apenas US$ 4 vira lucro).
Agora, vamos ao que interessa: como oportunidades podem surgir no mercado.
O preço da ação da Amazon hoje é o mesmo preço que estava a ação em dezembro de 2018. Vamos ver como a empresa mudou de lá para cá.
Para fim de comparação, pegamos os dados de 2021, visto que 2022 ainda não fechou e o terceiro trimestre é de extrema importância para o setor devido as datas festivas.
Em três anos, entre 2018 e 2021 (dezembro a dezembro), a Amazon elevou seu patrimônio em 221% (de US$ 43 bilhões para US$ 138 bilhões), dobrou sua receita líquida (de US$ 232 bilhões para US$ 470 bilhões), aumentou seu resultado operacional em 164% (de US$ 28 bilhões para US$ 74 bilhões), o lucro cresceu 230%, (de US$ 10 bilhões para US$ 33 bilhões) e o market share do e-commerce nos EUA cresceu 11 pontos percentuais, de 40% para 51%.
Nesse meio tempo, cotação da ação da Amazon subiu, desceu, subiu, desceu, bateu quase US$ 160, sendo que hoje, com todo esse crescimento entregue, voltou ao mesmo patamar de 2018, como mostramos na tabela.
Não utilizamos os dados de 2022 pelo motivo citado no texto: seria injusto comparar os dados sem o fechamento do último trimestre, que costuma ser o mais forte para o varejo, mas é necessário pontuar também que 2021 foi um ano atípico e mais forte em resultados por conta da bonança econômica global com tanto dinheiro impresso pelos bancos centrais ao redor do globo.
Face a isso, você pode optar por duas óticas, distintas, que dependem da sua análise e do seu conhecimento sobre a companhia e o segmento:
(I) Todo esse crescimento da Amazon nos últimos anos não se repetirá, sendo que há até o risco dela diminuir, ou seja, o preço da ação está correto e refletindo perfeitamente o futuro da companhia.
(II) Todo esse crescimento da Amazon nos últimos anos refletiu em crescimento forte da companhia, ganho de participação no mercado e ela atravessará essa turbulência, saindo mais forte e em breve retornando ao mesmo patamar que esteve em 2021.
O ano de 2022 tem sido péssimo para o mercado americano. Depois de quase uma década inteira de bonança, o índice da bolsa (S&P500) caminha para ter uma das piores performances de toda a sua histórica, com uma queda de mais de 20% no ano. Absolutamente qualquer pessoa que fosse questionada sobre isso o ano passado, certamente não adivinharia um movimento do tipo – e quem adivinhou, torcemos muito para que tenha ficado vendido no índice.
Quando pegamos a rentabilidade das maiores empresas do índice, a situação fica ainda pior, e mosta como o buraco é bem mais embaixo. A Apple caiu 25%, a Microsoft caiu 29%, a Alphabet (Google) caiu 40%, a Amazon caiu 50% e a Tesla caiu 65%. Neste texto, falaremos sobre a Amazon e como o mercado abre oportunidades aos investidores mais pacientes nesses momentos mais turbulentos.
No primeiro gráfico consta o preço da ação da Amazon entre o primeiro pregão do ano de 2022 até o último pregão de quando este texto era escrito (24/12/2022).
Como mencionamos mais acima, desde o começo do ano a gigante do varejo e do setor de tecnologia em nuvem perdeu metade do seu valor de mercado, isso é, saiu de US$ 1.7 trilhão para os atuais US$ 850 bilhões ou algo próximo. O motivo é simples: a Amazon está sofrendo de duas formas diferentes lá nos EUA, sendo (I) a inflação reduziu suas margens violentamente, sendo que a empresa decidiu segurar o preço dos produtos para ganhar mais mercado em vez de repassar para os consumidores a alta para os consumidores – ou seja, ela arcando com o custo, e (II) aumento de juros nos EUA para desacelerar a economia tendendo a uma redução de consumo que pode afetar a empresa, além do sempre falado aumento de custo de alavancagem, que apesar do juros lá nos EUA ser de fato bem mais baixo, as empresas gigantes tem dívidas centibilionárias (no caso da Amazon, é de US$ 128 bilhões) e uma empresa com margem mais apertada tende a sofrer mais com isso (lembrando que margem de varejo é baixa, no caso da Amazon, a cada US$ 100 de faturamento, apenas US$ 4 vira lucro).
Agora, vamos ao que interessa: como oportunidades podem surgir no mercado.
O preço da ação da Amazon hoje é o mesmo preço que estava a ação em dezembro de 2018. Vamos ver como a empresa mudou de lá para cá.
Para fim de comparação, pegamos os dados de 2021, visto que 2022 ainda não fechou e o terceiro trimestre é de extrema importância para o setor devido as datas festivas.
Em três anos, entre 2018 e 2021 (dezembro a dezembro), a Amazon elevou seu patrimônio em 221% (de US$ 43 bilhões para US$ 138 bilhões), dobrou sua receita líquida (de US$ 232 bilhões para US$ 470 bilhões), aumentou seu resultado operacional em 164% (de US$ 28 bilhões para US$ 74 bilhões), o lucro cresceu 230%, (de US$ 10 bilhões para US$ 33 bilhões) e o market share do e-commerce nos EUA cresceu 11 pontos percentuais, de 40% para 51%.
Nesse meio tempo, cotação da ação da Amazon subiu, desceu, subiu, desceu, bateu quase US$ 160, sendo que hoje, com todo esse crescimento entregue, voltou ao mesmo patamar de 2018, como mostramos na tabela.
Não utilizamos os dados de 2022 pelo motivo citado no texto: seria injusto comparar os dados sem o fechamento do último trimestre, que costuma ser o mais forte para o varejo, mas é necessário pontuar também que 2021 foi um ano atípico e mais forte em resultados por conta da bonança econômica global com tanto dinheiro impresso pelos bancos centrais ao redor do globo.
Face a isso, você pode optar por duas óticas, distintas, que dependem da sua análise e do seu conhecimento sobre a companhia e o segmento:
(I) Todo esse crescimento da Amazon nos últimos anos não se repetirá, sendo que há até o risco dela diminuir, ou seja, o preço da ação está correto e refletindo perfeitamente o futuro da companhia.
(II) Todo esse crescimento da Amazon nos últimos anos refletiu em crescimento forte da companhia, ganho de participação no mercado e ela atravessará essa turbulência, saindo mais forte e em breve retornando ao mesmo patamar que esteve em 2021.
Nessas horas, é sempre válido lembrar que o mercado opera os ativos com um perfil mais de curto prazo, isso é, diferente dos investidores de longo prazo que pensam em décadas, o preço de tela dos ativos costuma refletir a companhia em um período de tempo mais limitado, considerando a curva de juros, a taxa livre de risco e custo de oportunidade, fazendo com que ativos desvalorizem face a problemas temporários.
Esse não é um texto de recomendação a compra de ações da Amazon, longe disso: é apenas um estudo de caso para mostrar como o preço de uma ação pode retornar a patamares passados mesmo que o crescimento entre os períodos comparados seja extremamente forte. No caso da Amazon, como você viu, ela se tornou a segunda maior varejista do planeta na área do e-commerce, a maior empresa do segmento de computação em nuvem e o preço da ação derreteu pela metade, refletindo temores sobre a incerteza do ativo nos próximos trimestres.
E assim surgem as oportunidades – esse mesmo racional se aplica a absolutamente qualquer ativo do mercado, lembrando sempre que cabe ao investidor a análise para reconhecer os riscos do negócio.
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Esse não é um texto de recomendação a compra de ações da Amazon, longe disso: é apenas um estudo de caso para mostrar como o preço de uma ação pode retornar a patamares passados mesmo que o crescimento entre os períodos comparados seja extremamente forte. No caso da Amazon, como você viu, ela se tornou a segunda maior varejista do planeta na área do e-commerce, a maior empresa do segmento de computação em nuvem e o preço da ação derreteu pela metade, refletindo temores sobre a incerteza do ativo nos próximos trimestres.
E assim surgem as oportunidades – esse mesmo racional se aplica a absolutamente qualquer ativo do mercado, lembrando sempre que cabe ao investidor a análise para reconhecer os riscos do negócio.
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Gráfico de fluxo da bolsa de valores desde o começo do ano.
Basicamente, o investidor estrangeiro aumentou a posição em R$ 115 bilhões até o momento, enquanto o investidor local (brasileiros via fundos de investimento, em sua maioria, por isso o "institucionais" está vendendo sem parar.
O grupo de pessoas físicas (CPFs que investem por conta) merece também destaque, com fluxo positivo no ano.
Vale mencionar que historicamente o investidor estrangeiro sempre se posiciona antes de momentos de alta do mercado, se aproveitando justamente de ativos mais baratos.
Basicamente, o investidor estrangeiro aumentou a posição em R$ 115 bilhões até o momento, enquanto o investidor local (brasileiros via fundos de investimento, em sua maioria, por isso o "institucionais" está vendendo sem parar.
O grupo de pessoas físicas (CPFs que investem por conta) merece também destaque, com fluxo positivo no ano.
Vale mencionar que historicamente o investidor estrangeiro sempre se posiciona antes de momentos de alta do mercado, se aproveitando justamente de ativos mais baratos.
O que você está fazendo na bolsa atualmente?
Anonymous Poll
63%
Comprando
2%
Vendendo
35%
Apenas observando
Se você pensou no Warren Buffett, se enganou. Apesar do Oráculo de Omaha ser um investidor gigante, histórico e memorável, as 15 dicas que passaremos aqui foram extraídas de obras e ensaios de outro investidor: Benjamin Graham.
O Ben Graham é considerado o pai do investimento em valor e foi ninguém menos do que o mentor e professor do Buffett. Foi ele que revolucionou o investimento na bolsa de valores e deu início a carreira do velhinho centibilionário que tanto conhecemos.
Sabe aquele livro “O Investidor Inteligente” que tanto é falado? Pois é – é da autoria do Graham.
Abaixo, passaremos 15 ideias breves que o gigante passou ao longo de sua história, seja por obras, ensaios ou entrevistas.
1. Controle suas emoções: para obter sucesso nos investimentos, você não precisa de um QI elevado ou reinventar a roda. O que você precisa é controlar as suas emoções e ter uma boa estratégia que te permita tomar decisões inteligentes, o que significa não especular.
2. Disciplina e coragem: a rentabilidade dos seus investimentos no curto prazo pouco importa. Tenha disciplina para seguir com sua estratégia e coragem para não ter influenciado pelo humor de outros investidores, principalmente em tempos de pessimismo excessivo e de profetas do apocalipse tomando conta dos ambientes de debate.
3. Seja um contrarian: um contrarian é alguém que costuma adotar uma posição contrária ao consenso. Em sua obra “O Investidor Inteligente”, Graham aborda muito sobre vender para os otimistas e comprar dos pessimistas. É mais o menos nessa linha: quando todos estão pessimistas, significa que as oportunidades estão com as melhores margens de segurança.
4. Tenha um plano: não interessa se você está batendo o mercado ou não – o que interessa é você ter um plano, metas e focar em atingi-las. Saber onde você quer chegar, no caso, ou você jamais saberá o que fazer.
5. Mercados de baixa são oportunidade: seguindo a linha sobre o que citamos sobre ser contrarian, quanto maior o medo do mercado, mais oportunidade há para você. Essa é a magia do mercado acionário, nesses momentos de aversão a risco é justamente o momento que ele apresenta maior segurança por conta dos preços das ações extremamente afundados e margens de segurança maiores. As vezes basta um único bear market bem aproveitado para mudar completamente seu patamar financeiro.
6. Você é um investidor: invista, não especule. Comprar uma ação é como se você estivesse comprando uma parte de uma empresa para você, isso é, você está se tornando um dono de um negócio. Por que raios você especularia ou compraria algo que não deseja ter ou gerir?
7. Dessa vez NÃO É diferente: a caixa alta é proposital. Em absolutamente todo bull market há alguém dizendo um “dessa vez é diferente”. Não, não é. Você se lembra do boom de 2020 no setor tech e de cripto, com tanta gente falando que dessa vez era diferente. Não foi. Essa frase, para se ter ideia, é comentada pelo Graham na década de 40, isso mostra como esse papinho não é novo.
8. Foco nos fundamentos: não seja um analista de cotação. No longo prazo, o preço da ação segue o lucro e o desempenho da companhia e só isso interessa. Dane-se o preço da ação desde que a empresa tenha premissas sólidas e bons números. Inevitavelmente a ação irá valorizar, e as vezes ela dobra de preço mais rápido do que você espera.
9. Você também é a chave: investir trata muito sobre números e contabilidade, mas principalmente sobre psicologia e controle emocional. Foque em você, esqueça a rentabilidade dos outros e não transforme sua jornada em uma competição com outra pessoa – esse é o caminho para sucumbir e tomar decisões erradas. Siga seu plano.
10. Use o Sr. Mercado ao seu favor: no livro “O Investidor Inteligente”, Graham faz uma analogia simples e breve sobre o Sr. Mercado – se você ainda não conhece, pesquise no Google agora mesmo e leia. O Sr. Mercado é um eufórico-depressivo e você pode usar isso ao seu valor, sempre se beneficiando de sua volatilidade.
O Ben Graham é considerado o pai do investimento em valor e foi ninguém menos do que o mentor e professor do Buffett. Foi ele que revolucionou o investimento na bolsa de valores e deu início a carreira do velhinho centibilionário que tanto conhecemos.
Sabe aquele livro “O Investidor Inteligente” que tanto é falado? Pois é – é da autoria do Graham.
Abaixo, passaremos 15 ideias breves que o gigante passou ao longo de sua história, seja por obras, ensaios ou entrevistas.
1. Controle suas emoções: para obter sucesso nos investimentos, você não precisa de um QI elevado ou reinventar a roda. O que você precisa é controlar as suas emoções e ter uma boa estratégia que te permita tomar decisões inteligentes, o que significa não especular.
2. Disciplina e coragem: a rentabilidade dos seus investimentos no curto prazo pouco importa. Tenha disciplina para seguir com sua estratégia e coragem para não ter influenciado pelo humor de outros investidores, principalmente em tempos de pessimismo excessivo e de profetas do apocalipse tomando conta dos ambientes de debate.
3. Seja um contrarian: um contrarian é alguém que costuma adotar uma posição contrária ao consenso. Em sua obra “O Investidor Inteligente”, Graham aborda muito sobre vender para os otimistas e comprar dos pessimistas. É mais o menos nessa linha: quando todos estão pessimistas, significa que as oportunidades estão com as melhores margens de segurança.
4. Tenha um plano: não interessa se você está batendo o mercado ou não – o que interessa é você ter um plano, metas e focar em atingi-las. Saber onde você quer chegar, no caso, ou você jamais saberá o que fazer.
5. Mercados de baixa são oportunidade: seguindo a linha sobre o que citamos sobre ser contrarian, quanto maior o medo do mercado, mais oportunidade há para você. Essa é a magia do mercado acionário, nesses momentos de aversão a risco é justamente o momento que ele apresenta maior segurança por conta dos preços das ações extremamente afundados e margens de segurança maiores. As vezes basta um único bear market bem aproveitado para mudar completamente seu patamar financeiro.
6. Você é um investidor: invista, não especule. Comprar uma ação é como se você estivesse comprando uma parte de uma empresa para você, isso é, você está se tornando um dono de um negócio. Por que raios você especularia ou compraria algo que não deseja ter ou gerir?
7. Dessa vez NÃO É diferente: a caixa alta é proposital. Em absolutamente todo bull market há alguém dizendo um “dessa vez é diferente”. Não, não é. Você se lembra do boom de 2020 no setor tech e de cripto, com tanta gente falando que dessa vez era diferente. Não foi. Essa frase, para se ter ideia, é comentada pelo Graham na década de 40, isso mostra como esse papinho não é novo.
8. Foco nos fundamentos: não seja um analista de cotação. No longo prazo, o preço da ação segue o lucro e o desempenho da companhia e só isso interessa. Dane-se o preço da ação desde que a empresa tenha premissas sólidas e bons números. Inevitavelmente a ação irá valorizar, e as vezes ela dobra de preço mais rápido do que você espera.
9. Você também é a chave: investir trata muito sobre números e contabilidade, mas principalmente sobre psicologia e controle emocional. Foque em você, esqueça a rentabilidade dos outros e não transforme sua jornada em uma competição com outra pessoa – esse é o caminho para sucumbir e tomar decisões erradas. Siga seu plano.
10. Use o Sr. Mercado ao seu favor: no livro “O Investidor Inteligente”, Graham faz uma analogia simples e breve sobre o Sr. Mercado – se você ainda não conhece, pesquise no Google agora mesmo e leia. O Sr. Mercado é um eufórico-depressivo e você pode usar isso ao seu valor, sempre se beneficiando de sua volatilidade.
11. Sossegue: o patrimônio é como um sabonete, quanto mais você mexe, menor ele costuma ficar. O motivo? Taxas, impostos e operações que dão errado. Apenas invista e deixa o tempo fazer o seu trabalho, te remunerando com dividendos, bonificações e afins. Patrimônio se acumula, não se gira.
12. Custos importam: evite pagar taxas e afins. Não faz sentido você pagar uma corretagem de 5% sobre o valor da ordem se hoje existe corretora cobrando R$ 4,00 ou até mesmo zero. Outras taxas também devem ser consideradas.
13. Tenha uma boa tese de investimento: saiba porque você está comprando ou vendendo um ativo. Nunca invista em uma ação somente porque o preço vai subir, nem venda somente porque o preço vai cair. Apenas invista quando você compreender o real valor do negócio por trás da ação e tiver segurança para entender completamente como a companhia funciona em crises.
14. Não pague caro: aqui não falamos sobre necessariamente método de fluxo de caixa descontado, planilhas de valuation com precisão de números decimais e afins, mas simplesmente o obvio. Sabe aquela ação que você viu valendo 500 vezes o lucro e que tem que crescer 50% por ano por 10 anos para justificar o atual preço? Então, pode ter certeza que é cilada. Se a ação está com um preço mirando um cenário perfeito e um céu de brigadeiro, provavelmente em algum momento seu preço vai derreter por conta de um simples fator dando errado. Não pague exageradamente caro – tudo tem limite. Não é um apelo a comprar tudo a preço exato com precisão de centavos, mas o contrário, uma chamada a atenção para não ser enganado.
15. Tenha paciência: sucesso nos investimentos é sobre tempo, paciência e disciplina. O simples funciona, sempre funciona. Você não vai enriquecer nem multiplicar seu patrimônio em dois anos. Não é em vão que os maiores investidores e mais ricos são todos carecas ou possuem cabelos brancos. O que importa é o tempo, o longo prazo, e continuar no mercado nesse meio tempo, isso é, sobreviver, não é necessário entregar rentabilidades estratosféricas, mas ter seu patrimônio valorizando sempre, mesmo que pouco, com o seu trabalho permitindo aportes recorrentes. O jogo se define basicamente nisso: paciência.
Não espere nada de curto prazo no mercado, nada. Nada além de volatilidade e provavelmente frustrações – pois é isso que resume a vida de um investidor, a frustração. Ele nunca está plenamente satisfeito.
Se compra e logo depois cai, a frustração resulta da impressão de uma má decisão porque investiu em algo errado.
Se compra e logo depois sobe, a frustração resulta da impressão de uma má decisão porque investiu em algo certo e poderia ter investido mais do que o pouco que o percentual de alocação permitiu.
Foque no que você controla, lembre-se que o resultado não necessariamente reflete se uma decisão é boa ou não e eventualmente retorno a esse texto para ler essas 15 “regras” de Graham. É uma linha direta de ideias tiradas diretamente do racional que construiu o Warren Buffett.
Foco nos fundamentos.
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12. Custos importam: evite pagar taxas e afins. Não faz sentido você pagar uma corretagem de 5% sobre o valor da ordem se hoje existe corretora cobrando R$ 4,00 ou até mesmo zero. Outras taxas também devem ser consideradas.
13. Tenha uma boa tese de investimento: saiba porque você está comprando ou vendendo um ativo. Nunca invista em uma ação somente porque o preço vai subir, nem venda somente porque o preço vai cair. Apenas invista quando você compreender o real valor do negócio por trás da ação e tiver segurança para entender completamente como a companhia funciona em crises.
14. Não pague caro: aqui não falamos sobre necessariamente método de fluxo de caixa descontado, planilhas de valuation com precisão de números decimais e afins, mas simplesmente o obvio. Sabe aquela ação que você viu valendo 500 vezes o lucro e que tem que crescer 50% por ano por 10 anos para justificar o atual preço? Então, pode ter certeza que é cilada. Se a ação está com um preço mirando um cenário perfeito e um céu de brigadeiro, provavelmente em algum momento seu preço vai derreter por conta de um simples fator dando errado. Não pague exageradamente caro – tudo tem limite. Não é um apelo a comprar tudo a preço exato com precisão de centavos, mas o contrário, uma chamada a atenção para não ser enganado.
15. Tenha paciência: sucesso nos investimentos é sobre tempo, paciência e disciplina. O simples funciona, sempre funciona. Você não vai enriquecer nem multiplicar seu patrimônio em dois anos. Não é em vão que os maiores investidores e mais ricos são todos carecas ou possuem cabelos brancos. O que importa é o tempo, o longo prazo, e continuar no mercado nesse meio tempo, isso é, sobreviver, não é necessário entregar rentabilidades estratosféricas, mas ter seu patrimônio valorizando sempre, mesmo que pouco, com o seu trabalho permitindo aportes recorrentes. O jogo se define basicamente nisso: paciência.
Não espere nada de curto prazo no mercado, nada. Nada além de volatilidade e provavelmente frustrações – pois é isso que resume a vida de um investidor, a frustração. Ele nunca está plenamente satisfeito.
Se compra e logo depois cai, a frustração resulta da impressão de uma má decisão porque investiu em algo errado.
Se compra e logo depois sobe, a frustração resulta da impressão de uma má decisão porque investiu em algo certo e poderia ter investido mais do que o pouco que o percentual de alocação permitiu.
Foque no que você controla, lembre-se que o resultado não necessariamente reflete se uma decisão é boa ou não e eventualmente retorno a esse texto para ler essas 15 “regras” de Graham. É uma linha direta de ideias tiradas diretamente do racional que construiu o Warren Buffett.
Foco nos fundamentos.
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