Rombo Fiscal, Juros e Queda dos Mercados
Hoje, no INT, teremos um call para discutir as implicações dos eventos recentes no Brasil.
O que fazer? Como se proteger? Por que isso tem tanta importância para o investidor?
Compartilharemos a nossa visão, daremos instruções e teremos espaço para dúvidas e debates sobre esse tema. Participe. Calls de debate não ficam gravados.
No Brasil, você deve estar sempre pronto.
Ao vivo às 19h00. Link já disponível na plataforma.
https://findocs.com.br/
Hoje, no INT, teremos um call para discutir as implicações dos eventos recentes no Brasil.
O que fazer? Como se proteger? Por que isso tem tanta importância para o investidor?
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Preocupante, mas não anormal: a vacância no mercado de lajes corporativas é estrutural e faz parte do negócio.
A pandemia veio como um estouro no mercado imobiliário, mudando a estrutura de algumas empresas e aflorando o racional de que o home office passaria a ser o “novo normal”, praticamente inviabilizando qualquer estrutura física existente. Apesar de sob certa ótica o pensamento estar correto, imóveis e estruturas físicas seguirão existindo.
O gráfico abaixo nos mostra como a vacância no setor de lajes corporativas é completamente cíclica – de tempos em tempos ela atinge um patamar elevado, geralmente na casa dos 20%, e com a reversão de tendência do ciclo imobiliário esse número vira, caindo, até o ciclo virar novamente.
A preocupação que os detentores de fundos imobiliários do setor têm sobre o “novo normal” que citamos é válida, mas talvez desnecessária. Quase 2 anos após o início da pandemia, já é evidente que boa parte das companhias seguirão com suas estruturas físicas – seja de uso integral ou até mesmo híbrido, como algumas tem feito, e convenhamos, reuniões no zoom e encontros remotos não substituem tudo que o presencial pode proporcionar.
Alguns fundos de altíssima qualidade com imóveis de alto padrão tem ilustrado isso bem, mostrando que mesmo num cenário de ciclo imobiliário mais “frio” e um cisne negro como a pandemia que forçou a adoção do trabalho remoto, as companhias seguem contratando cada vez mais espaço para as suas empresas.
A pandemia não foi o único fator que impactou diretamente o setor, talvez sequer tenha sido o principal.
Lembre-se dos ciclos do mercado.
A pandemia veio como um estouro no mercado imobiliário, mudando a estrutura de algumas empresas e aflorando o racional de que o home office passaria a ser o “novo normal”, praticamente inviabilizando qualquer estrutura física existente. Apesar de sob certa ótica o pensamento estar correto, imóveis e estruturas físicas seguirão existindo.
O gráfico abaixo nos mostra como a vacância no setor de lajes corporativas é completamente cíclica – de tempos em tempos ela atinge um patamar elevado, geralmente na casa dos 20%, e com a reversão de tendência do ciclo imobiliário esse número vira, caindo, até o ciclo virar novamente.
A preocupação que os detentores de fundos imobiliários do setor têm sobre o “novo normal” que citamos é válida, mas talvez desnecessária. Quase 2 anos após o início da pandemia, já é evidente que boa parte das companhias seguirão com suas estruturas físicas – seja de uso integral ou até mesmo híbrido, como algumas tem feito, e convenhamos, reuniões no zoom e encontros remotos não substituem tudo que o presencial pode proporcionar.
Alguns fundos de altíssima qualidade com imóveis de alto padrão tem ilustrado isso bem, mostrando que mesmo num cenário de ciclo imobiliário mais “frio” e um cisne negro como a pandemia que forçou a adoção do trabalho remoto, as companhias seguem contratando cada vez mais espaço para as suas empresas.
A pandemia não foi o único fator que impactou diretamente o setor, talvez sequer tenha sido o principal.
Lembre-se dos ciclos do mercado.
Taxa SELIC - Qual a distribuição de probabilidade de aumento na próxima reunião do COPOM?
Para os que tiverem curiosidade de entender as expectativas do mercado para o próximo aumento, vale checar os contratos de opções do COPOM.
As estimativas estão entre 1% e 2%.
Vejam:
https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/datawise/dashboard-publico/opcao-de-copom.htm
Para os que tiverem curiosidade de entender as expectativas do mercado para o próximo aumento, vale checar os contratos de opções do COPOM.
As estimativas estão entre 1% e 2%.
Vejam:
https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/datawise/dashboard-publico/opcao-de-copom.htm
Como esperado, o Banco Central elevou mais uma vez a SELIC – agora com num ritmo um pouco mais acelerado, em vez dos 1,00% esperado e divulgado pela última reunião, o aumento foi de 1,50%, resultando numa atual SELIC de 7,75%.
Para a próxima reunião, o COPOM já deixou contratado mais um aumento de 1,50%, o que nos levará a uma SELIC de 9,25% no final de 2021 caso esse ritmo de inflação siga e não ocorra nenhuma mudança no plano, seja positiva ou negativa.
Com a decisão de hoje, é esperado que as curvas de juros deem uma arrefecida, visto que o stress nas últimas semanas – em especial depois da divulgação do IPCA-15 acima do consenso -foi forte, com o DI de 2024 tendo passado dos 12%.
Para a próxima reunião, o COPOM já deixou contratado mais um aumento de 1,50%, o que nos levará a uma SELIC de 9,25% no final de 2021 caso esse ritmo de inflação siga e não ocorra nenhuma mudança no plano, seja positiva ou negativa.
Com a decisão de hoje, é esperado que as curvas de juros deem uma arrefecida, visto que o stress nas últimas semanas – em especial depois da divulgação do IPCA-15 acima do consenso -foi forte, com o DI de 2024 tendo passado dos 12%.
Investing in The Great Uranium Bull Market – Um livro introdutório – mas completo – sobre a tese do urânio
A energia tem se tornado um assunto recorrente nos últimos meses – assim como no Brasil, a Europa, China e até mesmo os EUA estão sofrendo com uma crise de escassez energética, seja em menor ou maior escala. A solução já é conhecida, mas ainda há certa resistência por falta de conhecimento sobre o assunto: energia nuclear.
O urânio é a base da geração de energia nuclear – com ele é feita a fissão que por sua vez gera a energia na usina. O maior motivo do endosso sobre esse uso de energia, é a sua altíssima eficiência (a energia nuclear é disparadamente a energia mais eficiente existente), seu baixo custo (o maior custo está na criação da usina, tendo em vista o fato de que o urânio em si é abundante e barato) e o fato de que a energia é completamente limpa – sim, limpa. Energia nuclear emite tanta poluição quanto a energia solar, hidrelétrica ou eólica, e poucas sabem disso.
O ponto central da tese é: existe hoje um descasamento gigante entre a quantidade de urânio ofertada no mercado com a potencial demanda futura pelo bem. Para se ter ideia, hoje as mineradoras preferem comprar o urânio a mercado e revender para honrar seus contratos a minerar o bem.
Em algum momento esse descasamento irá causar uma explosão de preço do minério e as mineradoras – assim como as demais empresas da cadeia produtiva do urânio – irão se beneficiar, e esse movimento se tornou ainda mais forte dada a crise energética e metas ESG atuais que os governos pretendem atingir.
Com aproximadamente 200 páginas distribuídas em 8 capítulos, sem enrolação e desenvolvido por investidores experientes da área, este livro irá te introduzir a tese do urânio e mostrar como boa parte das crenças que você tem sobre energia nuclear não fazem sentido algum.
Livro: Investing in The Great Uranium Bull Market
Autor: David Miller e Kevin Brambough
A energia tem se tornado um assunto recorrente nos últimos meses – assim como no Brasil, a Europa, China e até mesmo os EUA estão sofrendo com uma crise de escassez energética, seja em menor ou maior escala. A solução já é conhecida, mas ainda há certa resistência por falta de conhecimento sobre o assunto: energia nuclear.
O urânio é a base da geração de energia nuclear – com ele é feita a fissão que por sua vez gera a energia na usina. O maior motivo do endosso sobre esse uso de energia, é a sua altíssima eficiência (a energia nuclear é disparadamente a energia mais eficiente existente), seu baixo custo (o maior custo está na criação da usina, tendo em vista o fato de que o urânio em si é abundante e barato) e o fato de que a energia é completamente limpa – sim, limpa. Energia nuclear emite tanta poluição quanto a energia solar, hidrelétrica ou eólica, e poucas sabem disso.
O ponto central da tese é: existe hoje um descasamento gigante entre a quantidade de urânio ofertada no mercado com a potencial demanda futura pelo bem. Para se ter ideia, hoje as mineradoras preferem comprar o urânio a mercado e revender para honrar seus contratos a minerar o bem.
Em algum momento esse descasamento irá causar uma explosão de preço do minério e as mineradoras – assim como as demais empresas da cadeia produtiva do urânio – irão se beneficiar, e esse movimento se tornou ainda mais forte dada a crise energética e metas ESG atuais que os governos pretendem atingir.
Com aproximadamente 200 páginas distribuídas em 8 capítulos, sem enrolação e desenvolvido por investidores experientes da área, este livro irá te introduzir a tese do urânio e mostrar como boa parte das crenças que você tem sobre energia nuclear não fazem sentido algum.
Livro: Investing in The Great Uranium Bull Market
Autor: David Miller e Kevin Brambough
Varejo: Características e Perspectivas
O setor de varejo foi o responsável por derreter a carteira de grande parte dos novatos na bolsa.
Na aula de hoje, vocês aprenderão a analisar esse setor, além de conhecer os principais drivers de valor das maiores varejistas brasileiras.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já na plataforma.
www.findocs.com.br
O setor de varejo foi o responsável por derreter a carteira de grande parte dos novatos na bolsa.
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Nubank – Call de Debate no INT
Hoje discutiremos o cenário, as perspectivas e os riscos decorrentes dos últimos movimentos do Nubank.
Vale a pena receber os BDRs? O que fazer depois disso?
Quer você esteja disposto a investir no IPO ou não, você precisará dos insights de hoje.
Conteúdo exclusivo para assinantes. Ao vivo no INT às 19h00.
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Hoje discutiremos o cenário, as perspectivas e os riscos decorrentes dos últimos movimentos do Nubank.
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O preço dos combustíveis tem solução? Talvez, mas é tão simples quanto parece.
Em termo macro, o preço da gasolina sobe por do motivos: barril de petróleo e preço do dólar.
O barril de petróleo está subindo desde o começo do ano (já acumula alta de mais de 80% desde janeiro) por conta de algumas medidas ESG (como os EUA cortando investimentos na própria produção) e retomada econômica mais rápida do que o esperado. Nesse cenário, quem está determinando o preço do barril é a OPEC, mais precisamente a Arábia Saudita – eles não querem aumentar a produção e o preço segue subindo. A razão deles não subirem o preço é simples: o país é completamente dependente desse mercado, quanto mais alto o preço do barril, melhor para eles. Ainda há muita margem para eles ganharem sem que um cenário catastrófico se forme.
O dólar apanhou violentamente desde o começo da crise. Considerando a atual política de preços de combustíveis da Petrobras (de equiparação de preço ao valor do mercado internacional), o preço do barril (dolarizado) subiu. Quanto mais o dólar sobe, mais caro fica o combustível nacional.
Ou seja, as duas variáveis que determinam o preço dos combustíveis subiram – e não subiram pouco, subiram muito.
O que o governo pode fazer sem que sacrifique sua credibilidade e as contas da petroleira que move o setor no país, é utilizar os dividendos que recebe da própria Petrobras para criar um fundo de estabilização de preços (como já foi falado, mas até então não houve mais nenhuma movimentação dessa jogada provavelmente por fator político) para subsidiar parte do combustível com os próprios recursos, reduzir uma parte da carga tributária (independente da esfera, a carga tributária é penosa e a medida que o preço absoluto da gasolina sobe, ela se torna ainda mais pesada, visto que estamos falando de percentuais e 25% de 10 machuca bem mais no bolso de um assalariado do que 25% de 5).
Existem outras alternativas, vide maior abertura do setor, desfragmentação da Petrobras que hoje tem um tamanho e força legítima de uma monopolista no setor de energia (petróleo e gás) do país, mas sabemos que o entrave político dificilmente permite tais coisas.
O subsídio completo do combustível é inviável: apesar do mito circular, não somos autossuficientes em petróleo. Em termos absolutos, produzimos mais barris do que consumimos, mas não é como se pudéssemos pegar esses barris e virar no tanque de nossos carros e dar partida para sair andando. É necessário um processamento da commodity para que ela se torne utilizável, e o petróleo brasileiro não é dos melhores para usar como combustível. Ou seja, é necessário importação de materiais para fazer a “mistura” e torná-lo utilizável.
Sacrificar a companhia também não é alternativa: como vimos em 2015-2016, depois de tanto tempo subsidiando o preço dos combustíveis, o governo teve de praticar os preços de mercado, a inflação explodiu (afinal, os preços mudaram bruscamente na base da cadeia produtiva), o câmbio descontrolou e mergulhamos na pior crise da história do Brasil.
Há também o fator credibilidade – queira ou não, o país depende de capital externo para se mover, e a sinalização de uma intervenção dessa magnitude causaria um êxodo de capital sem precedentes e causaria uma agressão ainda mais forte no câmbio e na curva de juros, que nas últimas semanas já tem sofrido e aumentado consideravelmente o custo da dívida pública do país.
Em resumo: há o que fazer, mas as alternativas são limitadas e o problema não é isolado nacionalmente, mas global. Nos EUA a gasolina subiu mais de 50% desde janeiro, mas obviamente que o impacto em termos de poder de compra lá é insignificante e pouco falado.
Solução simples não existe, e certamente se resolvêssemos o preço do combustível hoje, o controle da inflação para os próximos meses seria certo, afinal, é justamente o grupo de transportes que tem pegado tanto no índice inflacionário nos últimos meses e contaminado os demais setores tornando o custo da cadeia econômica mais alto.
Em termo macro, o preço da gasolina sobe por do motivos: barril de petróleo e preço do dólar.
O barril de petróleo está subindo desde o começo do ano (já acumula alta de mais de 80% desde janeiro) por conta de algumas medidas ESG (como os EUA cortando investimentos na própria produção) e retomada econômica mais rápida do que o esperado. Nesse cenário, quem está determinando o preço do barril é a OPEC, mais precisamente a Arábia Saudita – eles não querem aumentar a produção e o preço segue subindo. A razão deles não subirem o preço é simples: o país é completamente dependente desse mercado, quanto mais alto o preço do barril, melhor para eles. Ainda há muita margem para eles ganharem sem que um cenário catastrófico se forme.
O dólar apanhou violentamente desde o começo da crise. Considerando a atual política de preços de combustíveis da Petrobras (de equiparação de preço ao valor do mercado internacional), o preço do barril (dolarizado) subiu. Quanto mais o dólar sobe, mais caro fica o combustível nacional.
Ou seja, as duas variáveis que determinam o preço dos combustíveis subiram – e não subiram pouco, subiram muito.
O que o governo pode fazer sem que sacrifique sua credibilidade e as contas da petroleira que move o setor no país, é utilizar os dividendos que recebe da própria Petrobras para criar um fundo de estabilização de preços (como já foi falado, mas até então não houve mais nenhuma movimentação dessa jogada provavelmente por fator político) para subsidiar parte do combustível com os próprios recursos, reduzir uma parte da carga tributária (independente da esfera, a carga tributária é penosa e a medida que o preço absoluto da gasolina sobe, ela se torna ainda mais pesada, visto que estamos falando de percentuais e 25% de 10 machuca bem mais no bolso de um assalariado do que 25% de 5).
Existem outras alternativas, vide maior abertura do setor, desfragmentação da Petrobras que hoje tem um tamanho e força legítima de uma monopolista no setor de energia (petróleo e gás) do país, mas sabemos que o entrave político dificilmente permite tais coisas.
O subsídio completo do combustível é inviável: apesar do mito circular, não somos autossuficientes em petróleo. Em termos absolutos, produzimos mais barris do que consumimos, mas não é como se pudéssemos pegar esses barris e virar no tanque de nossos carros e dar partida para sair andando. É necessário um processamento da commodity para que ela se torne utilizável, e o petróleo brasileiro não é dos melhores para usar como combustível. Ou seja, é necessário importação de materiais para fazer a “mistura” e torná-lo utilizável.
Sacrificar a companhia também não é alternativa: como vimos em 2015-2016, depois de tanto tempo subsidiando o preço dos combustíveis, o governo teve de praticar os preços de mercado, a inflação explodiu (afinal, os preços mudaram bruscamente na base da cadeia produtiva), o câmbio descontrolou e mergulhamos na pior crise da história do Brasil.
Há também o fator credibilidade – queira ou não, o país depende de capital externo para se mover, e a sinalização de uma intervenção dessa magnitude causaria um êxodo de capital sem precedentes e causaria uma agressão ainda mais forte no câmbio e na curva de juros, que nas últimas semanas já tem sofrido e aumentado consideravelmente o custo da dívida pública do país.
Em resumo: há o que fazer, mas as alternativas são limitadas e o problema não é isolado nacionalmente, mas global. Nos EUA a gasolina subiu mais de 50% desde janeiro, mas obviamente que o impacto em termos de poder de compra lá é insignificante e pouco falado.
Solução simples não existe, e certamente se resolvêssemos o preço do combustível hoje, o controle da inflação para os próximos meses seria certo, afinal, é justamente o grupo de transportes que tem pegado tanto no índice inflacionário nos últimos meses e contaminado os demais setores tornando o custo da cadeia econômica mais alto.
O cenário perfeito hoje seria de um controle do câmbio para reduzir o preço do barril em reais (visto que nossa moeda foi depreciada excessivamente e o que mais pesou nessa equação), o fundo de estabilização da própria Petrobras e que a OPEP cooperasse para não deixar que o preço do barril de petróleo atingisse patamares tão elevados, mas dificilmente isso acontecerá no curto prazo.
A agenda ESG é necessária e de extrema importância, mas por conta de uma transição mal planejada, o corte de investimentos no setor petroleiro dos EUA fez com que o país perdesse sua soberania produtiva e entregasse o bastão ao cartel que move – literalmente – o planeta. E é de interesse deles que esse barril não caia de preço tão cedo – ao menos não sem que haja algum tipo de negociação por trás.
Em tempo: em reais, o barril de petróleo já acumula uma alta de 86% desde o dia primeiro de janeiro de 2021.
A agenda ESG é necessária e de extrema importância, mas por conta de uma transição mal planejada, o corte de investimentos no setor petroleiro dos EUA fez com que o país perdesse sua soberania produtiva e entregasse o bastão ao cartel que move – literalmente – o planeta. E é de interesse deles que esse barril não caia de preço tão cedo – ao menos não sem que haja algum tipo de negociação por trás.
Em tempo: em reais, o barril de petróleo já acumula uma alta de 86% desde o dia primeiro de janeiro de 2021.
Comparando a taxa real de câmbio do nosso país com os termos de troca (diferença entre o preço de produtos que exportamos e os que importamos) não houve nos últimos 26 anos de história da moeda que usamos atualmente, sequer um registro de descolamento tão grande dos fundamentos como há hoje.
Apesar de ser apenas um indicador que não necessariamente reflete todo o racional de precificação da nossa moeda, é interessante ver o impacto que o drama político e a atual conjuntura tem causado em relação a percepção de risco sobre o país.
O gráfico foi retirado da carta da Equitas, referente ao mês de outubro. Vale a leitura.
https://equitas.com.br/performance-recente-perspectivas-e-detalhamento-do-portfolio-2/amp/
Apesar de ser apenas um indicador que não necessariamente reflete todo o racional de precificação da nossa moeda, é interessante ver o impacto que o drama político e a atual conjuntura tem causado em relação a percepção de risco sobre o país.
O gráfico foi retirado da carta da Equitas, referente ao mês de outubro. Vale a leitura.
https://equitas.com.br/performance-recente-perspectivas-e-detalhamento-do-portfolio-2/amp/
Equitas
Performance Recente, Perspectivas e Detalhamento do Portfólio - Equitas
Performance Recente, Perspectivas e Detalhamento do Portfólio Equitas
Asset Allocation
A técnica correta para montagem, gestão e balanceamento de portfolios.
Na aula de hoje teremos um passo a passo esmiuçado para você dominar essa competência de uma vez por todas.
Ao final, disponibilizaremos o material e a planilha base.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.
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A técnica correta para montagem, gestão e balanceamento de portfolios.
Na aula de hoje teremos um passo a passo esmiuçado para você dominar essa competência de uma vez por todas.
Ao final, disponibilizaremos o material e a planilha base.
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Call de Debate no INT
Falaremos dos principais resultados divulgados até agora, de Itaú, Bradesco, SulAmérica até as principais empresas de energia.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês.
Ao vivo às 19h00. Link já disponível na plataforma.
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Falaremos dos principais resultados divulgados até agora, de Itaú, Bradesco, SulAmérica até as principais empresas de energia.
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Ainda sobre inflação...
O crescimento da inflação não só no Brasil – mas no mundo – tem assustado grande parte das pessoas. Com esse temor, não tardou a aparecer os profetas do apocalipse utilizando a insegurança dos que conhecem menos sobre o assunto para venderem o próprio peixe, explorando narrativas de catástrofe social e afins.
O cenário não é positivo, longe disso. Diversas medidas tomadas no ano passado para conter os efeitos do isolamento social e da pandemia estão gerando consequências agora: absolutamente todas as grandes economias do globo tem sofrido de alta inflação. Até mesmo a zona do euro que experenciava a deflação ou inflação zero há certo tempo, tem atingido máximas dos últimos 20 ou 30 anos. Os EUA também merecem destaque – sendo o bastião da solidez econômica da era moderna, de uma inflação de 1,2% em outubro de 2020, registrou em outubro de 2021 uma inflação de 6,2% - sim, um aumento cavalar de 5,0% (o que é muito para o cenário americano).
Já no Brasil, acumulando uma inflação de 10,6% nos últimos 12 meses, alguns apelam até mesmo a trazer de volta o fantasma de hiperinflação, dizendo que estamos à beira do colapso que ocorreu nos anos oitenta. Grande mentira.
O livro que recomendamos agora, passeia pela história da moeda do Brasil sem grandes tecnicidades, com um linguajar simples, aprazível e realista, mostrando que o cenário que tínhamos antes do plano real, era uma verdadeira anomalia, digna de ser chamada de “terra sem lei”, e que um cenário hiperinflacionário hoje beira zero de probabilidade.
Inflação machuca. É inegável. A inflação se resume a perda de poder de compra dos agentes econômicos – perda essa que quase sempre não é recuperada, a não ser com o passar do tempo. É por isso que é de extrema importância que todos tenham educação financeira o suficiente para se proteger dela, afinal, tão importante quanto ganhar dinheiro, é preservá-lo.
Enfim, a recomendação de leitura é: “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da Miriam Leitão. Com quase 500 páginas, essa obra irá mostrar como o Brasil antes do plano real não é nem um pouco comparável ao Brasil de hoje, apesar de estarmos longe do cenário ideal.
O crescimento da inflação não só no Brasil – mas no mundo – tem assustado grande parte das pessoas. Com esse temor, não tardou a aparecer os profetas do apocalipse utilizando a insegurança dos que conhecem menos sobre o assunto para venderem o próprio peixe, explorando narrativas de catástrofe social e afins.
O cenário não é positivo, longe disso. Diversas medidas tomadas no ano passado para conter os efeitos do isolamento social e da pandemia estão gerando consequências agora: absolutamente todas as grandes economias do globo tem sofrido de alta inflação. Até mesmo a zona do euro que experenciava a deflação ou inflação zero há certo tempo, tem atingido máximas dos últimos 20 ou 30 anos. Os EUA também merecem destaque – sendo o bastião da solidez econômica da era moderna, de uma inflação de 1,2% em outubro de 2020, registrou em outubro de 2021 uma inflação de 6,2% - sim, um aumento cavalar de 5,0% (o que é muito para o cenário americano).
Já no Brasil, acumulando uma inflação de 10,6% nos últimos 12 meses, alguns apelam até mesmo a trazer de volta o fantasma de hiperinflação, dizendo que estamos à beira do colapso que ocorreu nos anos oitenta. Grande mentira.
O livro que recomendamos agora, passeia pela história da moeda do Brasil sem grandes tecnicidades, com um linguajar simples, aprazível e realista, mostrando que o cenário que tínhamos antes do plano real, era uma verdadeira anomalia, digna de ser chamada de “terra sem lei”, e que um cenário hiperinflacionário hoje beira zero de probabilidade.
Inflação machuca. É inegável. A inflação se resume a perda de poder de compra dos agentes econômicos – perda essa que quase sempre não é recuperada, a não ser com o passar do tempo. É por isso que é de extrema importância que todos tenham educação financeira o suficiente para se proteger dela, afinal, tão importante quanto ganhar dinheiro, é preservá-lo.
Enfim, a recomendação de leitura é: “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da Miriam Leitão. Com quase 500 páginas, essa obra irá mostrar como o Brasil antes do plano real não é nem um pouco comparável ao Brasil de hoje, apesar de estarmos longe do cenário ideal.
Bolsa barata ou cara?
Com a deterioração das expectativas sobre o cenário econômico interno por conta das incertezas em relação ao fiscal e a desaceleração da economia global, desde o início de junho a nossa bolsa entrou em forte tendência de baixa, saindo dos 130 mil pontos para os atuais 103 mil pontos – um acumulo de 21,2% de queda desde então.
Apesar dos números, alguns dados são interessantes.
Hoje aproximadamente 85% das ações que constituem o índice da nossa bolsa estão abaixo da média móvel de preço dos últimos 100 dias úteis. Historicamente dizendo, esse número gira em torno de 40%.
A queda dos últimos meses tem sido agravada principalmente por saques feitos pelos cotistas de fundos multimercado, forçando gestores a vender parte dos ativos e criando um ciclo negativo onde a venda dos ativos para honras resgates dos cotistas causa queda das ações, e a queda das ações faz com que mais pessoas resgatem dinheiro dos fundos.
Vale lembrar que indicadores apenas indicam, isso é, não devem ser determinantes face a tomada de decisões, e os números aqui expostos servem apenas como evidencia do atual cenário e não são certeza de ponto algum, mas apenas evidências.
Com a deterioração das expectativas sobre o cenário econômico interno por conta das incertezas em relação ao fiscal e a desaceleração da economia global, desde o início de junho a nossa bolsa entrou em forte tendência de baixa, saindo dos 130 mil pontos para os atuais 103 mil pontos – um acumulo de 21,2% de queda desde então.
Apesar dos números, alguns dados são interessantes.
Hoje aproximadamente 85% das ações que constituem o índice da nossa bolsa estão abaixo da média móvel de preço dos últimos 100 dias úteis. Historicamente dizendo, esse número gira em torno de 40%.
A queda dos últimos meses tem sido agravada principalmente por saques feitos pelos cotistas de fundos multimercado, forçando gestores a vender parte dos ativos e criando um ciclo negativo onde a venda dos ativos para honras resgates dos cotistas causa queda das ações, e a queda das ações faz com que mais pessoas resgatem dinheiro dos fundos.
Vale lembrar que indicadores apenas indicam, isso é, não devem ser determinantes face a tomada de decisões, e os números aqui expostos servem apenas como evidencia do atual cenário e não são certeza de ponto algum, mas apenas evidências.
Debate no INT
Carreira e certificações. Bateremos um papo sobre as principais habilitações do mercado para que vocês apliquem ao próprio contexto, além de avaliarem nos profissionais que contratam.
Teremos espaço para dúvidas, como sempre.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já na plataforma.
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O IPCA-15 (a medição do IPCA entre o dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês atual) veio 1,17% - levemente acima da estimativa da mediana do mercado (1,14%) e abaixo do teto de expectativa (1,32%).
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.
A inflação, mais uma vez, foi impactada pelo alta do preço do grupo de transporte, que representou praticamente metade da inflação do indicador (0,61%).
O lado positivo dos números (embora seja difícil assumir isso, considerando o atual cenário) é de que o grupo de serviços e alimentos tem mostrado pressões menores, enquanto o cerne do problema segue sendo a crise do preço dos combustíveis, que em um possível cenário de alívio do preço do barril do petróleo, a inflação tende a arrefecer substancialmente.
Até o momento, medidas de esforços estão sendo tomadas para tentar conter esse aumento de preço de combustíveis que está ocorrendo globalmente – vide a liberação de uso das reservas de petróleo dos EUA e alguns outros países, mas como já dito, enquanto a OPEP não se movimentar e aumentar o nível de produção ou a demanda arrefecer por força maior, a tendência de alta seguirá.