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Opinião e análise breve – M. Dias Branco ($MDIA3) – 3T/2022

Em mais um trimestre registrado, a M. Dias Branco registrou um bom resultado e mostrou que a corrida pela recuperação das margens ainda está acontecendo e ela está se esforçando por isso. Quem acompanha a companhia trimestralmente, sabe que desde o começo da pandemia a companhia vem sofrendo essa pressão por conta do aumento dos insumos, sendo que no 1T22 caiu um verdadeiro meteoro no segmento, causando altas nunca registradas no preço do trigo por conta do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, dois países de suma importância no cenário de trigo. No 3T22 a companhia mostrou excelente gestão e a busca pelas margens segue. Vamos aos números.

No 3T22 a M. Dias Branco entregou uma receita líquida de R$ 3 bilhões, atingindo um recorde histórico, mais uma vez, e representando um crescimento de 37% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Esse crescimento de receita foi potencializado por diversos fatores: o volume de vendas de biscoitos cresceu 6,7%, o volume de vendas de massas cresceu 3,1% e o volume de vendas de farinha e farelo cresceu 6,6% (lembrando que aqui se refere a toneladas vendidas). Além disso, o preço médio de venda de biscoitos subiu 30%, o preço médio de venda de massas subiu 28% e o preço média de venda de farinha e farelo subiu 29%. No consolidado, a companhia entregou um crescimento de volume de 6% vendido e um crescimento de preço médio de 29%. Esses números são extremamente importantes: a M. Dias Branco está conseguindo repassar inflação (aumento de preço médio) e aumentar os volumes de venda, ponto de extrema importância de análise e o que evidencia a capacidade da companhia de se manter competitiva.

Na linha de market share, houve queda de participação no mercado de biscoitos (de 31,2% para 29,9% entre o 3T21 e o 3T22), aumento no mercado de massas (de 29,5% para 30,1%) e aumento no mercado de farinha e farelo (de 6,0% para 10,0%). Vale lembrar que o market share em momentos de pressão inflacionária (como o que estamos vivendo atualmente) tende a maior volatilidade: as companhias aumentam o preço de seus produtos em ritmo diferente, e essa dinâmica (de uma companhia aumentando o preço antes e outra depois) faz com que as preferências do consumidor mudem no curto prazo. Muitos produtos são escolhidos unicamente pelo preço, logo a companhia que demora mais para repassar os custos e elevar o preço do produto, ganha mercado. A questão é: uma hora ou outra esse preço tem que ser repassado, e no momento que é, a marca mais forte passa a desempenhar seu papel. Ainda assim, com as altas cavalares de preço da M. Dias Branco (preço médio subiu de R$ 4,9 para R$ 6,2 entre o 3T21 e o 3T22) a participação segue praticamente inalterada.

Outro ponto importante que demonstra a força da marca é a capacidade produtiva da companhia: entre o 3T21 e o 3T22 a M. Dias Branco elevou o nível de utilização de capacidade de 67,3% para 65,8%, o que demonstra absorção de mercado. Entre o 2T22 e o 3T22 o aumento foi ainda maior, de 61,5% para 67,3%. Vale destacar que o volume vendido é o maior desde o 4T20, em 482 mil toneladas – lembrando que o 2T20 e 3T20 houve forte evento de não recorrente por conta do fechamento da economia no período, elevando o consumo sobre os produtos da M. Dias Branco, visto que ir comer em restaurantes não era possível.
A linha de custo: outro ponto de atenção para o investidor, linha extremamente problemática desde o 1T22. Ilustrando o que citamos sobre o problema da guerra na Europa, analisando os números da M. Dias Branco fica claro. Entre o 3T21 e o 3T22 o gasto com CPV (custo dos produtos vendidos) subiu de 74% para 78%, impulsionado principalmente pelo preço do trigo, que subiu 55% comparado ao mesmo trimestre do ano passado e representa a maior parte do CPV. Os últimos meses tem sidos positivo nesse sentido, com o preço do trigo e do óleo da palma caindo no mercado global, mas vale lembrar que a M. Dias Branco tem um estoque adquirido ao preço passado, o que causa maior delay para essa queda aparecer nos balanços até que haja renovação. Sobre a linha de despesas operacionais, sem muito a tratar: a companhia mostra a boa gestão com as despesas caindo de 22% da receita líquida para 20% da receita líquida, sendo uma linha onde a companhia tem total controle e tem realizado o trabalho responsável de contenção de aumento de custos.

Em linhas finais, a M. Dias Branco entregou um EBITDA de R$ 333 milhões, representando um crescimento de 16,2% comparado ao mesmo trimestre do ano passado e um lucro líquido de R$ 195 milhões, uma queda de 1% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

O caso da M. Dias Branco vai ser bem simples: um vai e volta de margens até que o mercado se acalme. É bem provável que no 4T22 venha uma melhora forte de margens com mais números recordes (talvez até mesmo lucro), pois o mercado deu uma acalmada nos últimos meses e o trigo foi para baixo (lembrando que existe um tempo de repasse de preço pra companhia por conta dos estoques). A M. Dias Branco está fazendo o que pode quando se trata de repassar custos e está fazendo muito bem – mesmo com toda a turbulência, os números seguem subindo, mas como falamos todo trimestre desde que começamos a comentar sobre o resultado da empresa aqui, não espere que ela entregue margens cada vez maiores estando no olho do furacão como está agora. Essa pressão está ocorrendo e ela trabalha como é possível. Além do repasse de preço ter sido um sucesso mostrando alinhamento com aumento de crescimento de volumes, algumas aquisições (como a Jasmine e a Las Acacias nesse trimestre) reforçam ainda mais o crescimento da companhia. Achamos o resultado muito bom e o market share surpreendeu, que mesmo com esse aumento de preços, não tem sofrido muito.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.

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Quem deu uma analisada em alguns resultados do 3T22, deve ter percebido como algumas companhias sofreram uma verdadeira porrada na linha final de lucro mesmo com crescimento expressivo de receita. As vezes esse efeito é explicado pela inflação, que tem de fato machucado as companhias nos últimos meses, mas para algumas, não foi o caso, na verdade, a maior razão disso tem sido a SELIC. Sim, a SELIC.

Com a SELIC sendo elevada ao atual patamar de 13,75%, as empresas que possuem maior endividamento tem sofrido forte, afinal, com uma taxa de juros nesse patamar, algumas companhias tem o custo da dívida de quase 15% ao ano – ou seja, só de pagamento de juros vai uma verdadeira fortuna minando todo o resultado final da companhia. Peguemos a Ambipar como exemplo para o que falaremos aqui agora.

No 3T22 a Ambipar teve uma receita líquida de R$ 980 milhões, ou seja, com a venda de seus produtos e serviços, a companhia faturou essa quantia. Deduzindo os custos de produto vendido e demais despesas na ordem de R$ 707 milhões, a companhia chegou a um EBITDA de R$ 273 milhões.

Esse EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization) expressa a capacidade operacional da companhia, com as suas operações é isso que ela gerou (diga-se de passagem que o crescimento de EBITDA da companhia foi bem forte comparado ao mesmo trimestre do ano passado) de resultado. Vem então a próxima linha, de depreciação e amortização: deduzindo esses pontos na ordem de R$ 73 milhões, a companhia chegou a um EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) de R$ 200 milhões. E agora chegamos a linha que tem sido problemática para a maior parte das companhias de crescimento.

Desses R$ 200 milhões remanescentes, há a dedução do resultado financeiro (receita financeira – despesa financeira) que nada mais é do quanto a companhia ganhou ou perdeu com dívidas ou aplicações financeiras, seguido da dedução de impostos. Perceba como a linha de resultado financeiro foi responsável por drenar 80% de todo o EBIT gerado pela Ambipar. Basicamente todo o fluxo de geração de lucro que a companhia entregaria, foi utilizado para pagar suas dívidas.

Mais uma vez, isso ocorre por conta da altíssima SELIC que estamos atravessando. Esse é o efeito da SELIC em retardar a economia. Endividamento se torna mais caro, drena toda a capacidade financeira da companhia, desestimula investimento, desestimula consumo e assim em diante.

Isso não é algo isolado ocorrendo somente com a Ambipar. Absolutamente qualquer companhia mais alavancada está passando por esse momento. Normalmente, empresas de crescimento são as que se alavancam, e normalmente, small caps são as empresas de crescimento, e é por isso que você viu boa parte das small caps derreterem. Percebe a fragilidade do momento?

Aí que entra o trabalho de análise do investidor. As perguntas devem ser levantadas para a análise ter maior acurácia: pra quanto será que vai a SELIC? O cenário de juros pode piorar muito? A empresa que eu quero investir consegue sobreviver com essa alavancagem? Essa alavancagem tem gerado um retorno adequado? Quando a SELIC cair haverá melhora das linhas finais?

Tem muita companhia que quando a SELIC cair para 6% ou algo próximo (como é o caso da própria Ambipar) verá o lucro mais do que dobrando por conta da menor necessidade de direcionamento de dinheiro para pagar juros e dívida. Será papo de explosão de lucro comparando trimestre a trimestre e mais caixa livre.

A Ambipar foi utilizada aqui somente a título de exemplo e não se trata de recomendação, sempre valendo ressaltar para ninguém confundir o intuito do texto.

Se você investe em alguma companhia mais alavancada, não se esqueça de levantar as questões ali citadas. É isso que importa. Em algum momento a SELIC vai cair, e esse prejuízo financeiro, também, basta que a companhia tenha capacidade de atravessar esse período e sair viva sem qualquer problema em sua estrutura.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.

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Opinião e análise breve – B3 ($B3SA3) – 3T/2022

Uma análise de resultados da B3 não tem segredos. A empresa é monopolista no Brasil, tem margens obscenas e praticamente imprime dinheiro por ser o único canal possível no mercado de capitais nacional. Invariavelmente, sendo um monopólio, não há pressão de concorrência, não há pressão inflacionária nem qualquer outro fator que acaba minando os resultados de uma companhia que atua num mercado de concorrência no curto prazo. A leitura do seu resultado será breve, mas não espere surpresas. Vamos aos números

No 3T22 a B3 entregou uma receita líquida de R$ 2.2 bilhões, sem crescimento comparado ao mesmo trimestre do ano passado, quando foi R$ 2.2 bilhões. Se desconsiderar a aquisição da Neoway, a B3 teve uma retração de receita de 2%. A queda na receita preocupa os investidores novatos, mas é completamente esperada. Explicamos.

O volume de ações negociadas na bolsa caiu 17%, de R$ 31.5 bilhões por dia no 3T21 para R$ 26.1 bilhões por dia no 3T22. Essa queda é explicada por um único fator: taxa SELIC. Com a SELIC em 13,75%, há bem menos incentivos para investir na bolsa de valores, há bem menos incentivos para especular e bem menos incentivos para exercer uma série de operações que beneficiam a receita da B3, que é o único mercado do país. Além disso, houve queda de todas as linhas de operações de juros, moedas e mercadorias com uma contração de 1,9%. O positivo nisso tudo foi o aumento de volume na prateleira de renda fixa, com um crescimento de emissões de 17%, um crescimento de estoque de quase 35% e um crescimento de investidores no Tesouro Direto de 27%, ultrapassando os 2 milhões. A quantidade de investidores PF na renda variável também cresceu bem, atingindo os 4.5 milhões de CPF únicos representando um crescimento de 37% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

As demais linhas não citaremos por estarem dentro da normalidade, sendo que o lucro líqudio da B3 foi de R$ 1 bilhão, representando uma queda de 12,5% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

Em suma, o resultado veio em linha com o esperado, sem surpresas, sem crescimento forte e refletindo o cenário econômico mais apertado com a elevação da SELIC, diminuindo o estímulo de negociação no mercado de capitais e aumento o fluxo de capital para a renda fixa. Além disso, a B3 também reflete muito as expectativas sobre a economia nos próximos três anos. Novembro, por exemplo, foi um mês caótico para as ações. Até o momento em que escrevemos esse texto, as ações já registram uma queda de quase 27% desde o começo do mês e refletem completamente o cenário de maior incerteza fiscal que o país passa, com o mercado esperando que a SELIC se mantenha elevada por mais tempo e consequentemente a B3 siga com resultados mais mornos por mais tempo.

O resultado da companhia está completamente atrelado a isso: não em vão ela explodiu entre 2019 e 2021, seguindo o crescimento forte de novos investidores da bolsa de valores e aumento de volume de negociação no mercado, em linha com a SELIC baixíssima da época que estimulou os investidores a tomarem mais risco e entrarem na bolsa. Não espere melhoria enquanto a SELIC não cair, a B3 é uma empresa cíclica, de certa forma, e enquanto a SELIC estiver nesse patamar, seu crescimento será completamente limitado por fator macroeconômico. Isso não significa que a empresa esteja indo mal ou que a queda de receita seja algo completamente negativo – é questão de conjuntura apenas.

A companhia segue sendo o monopólio que sempre foi e esses resultados mais “fracos” não são nem de longe motivo de preocupação.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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A queda do mercado de fundos imobiliários assusta muito investidor novato. Com o discurso de que FIIs são menos voláteis e menos arriscados, diversos influenciadores acabaram gerando a impressão de que esses ativos não sofrem da volatilidade que atinge o mercado acionário de tempos em tempos.

O primeiro ponto é: a afirmação é correta. O IFIX (índice dos fundos imobiliários) tem uma volatilidade bem menor do que a do mercado acionário. Pro investidor que ainda é novo e não tem tanta naturalidade com esse sobe e desce de cotações que ocorre em momentos de maior incerteza, o impacto no segmento de fundos imobiliários na maioria das vezes será bem menor em momentos de crise. Com exceção de eventos isolados que atingem sistematicamente o mercado de FIIs (vide pandemia que elevou violentamente a a vacância de alguns segmentos em específico ou o drama sobre a tributação de FIIs que volta e meia aparece para incomodar), se o IFIX estiver caindo, provavelmente o IBOV está pior. Mas há um ponto que atinge em cheio os dois mercados e tem correlação ainda mais com os fundos imobiliários: o juro futuro.

O gráfico acima possui duas linhas: a vermelha se refere aos pontos do índice dos FIIs (IFIX), enquanto a azul se refere a rentabilidade do título IPCA 2035 (que basicamente segue o DI1F35, ponto da curva de juros do ano citado).

Se você bem lembrar, foi entre o dia 10 e o dia 11 de novembro que o mercado panicou com algumas falas do futuro presidente Lula sobre o cenário fiscal do país. Causando incerteza e maior receito do mercado sobre a responsabilidade das contas públicas do país, o mercado quase que como reação instantânea passou a bater nas taxar de juros futuras e o título do Tesouro do patamar de IPCA+5,85% saiu para um patamar de quase IPCA+6,20%. Acredite, apesar de ser um aumento de 0,35pp, esse tipo de impacto nos títulos causa uma ordem de prejuízo na casa dos bilhões quando se trata de dívida pública.

Ao mesmo tempo que o título disparou para cima, o índice do IFIX seguiu praticamente a mesma trajetória só que pelo lado inverso, ou seja, desvalorização. Isso acontece pois o principal fator de precificação dos fundos imobiliários é a taxa de juros longa.

A maior parte dos ativos possuem precificação relativamente previsível dada a natureza de remuneração de 95% de caixa e menor propensão a alavancagem, isso somada a taxa de risco livro mais elevada faz com que o mercado desvalorize os FIIs para justificar o prêmio de risco existente. Veja, se um título completamente livre de risco (Tesouro IPCA+) está aumentando sua remuneração, é justo que os investimentos de maior risco (FIIs) valham menos para justificar esse risco a mais, certo? É daí que vem o prêmio de risco: o mercado cobra um retorno a mais para assumir esse risco a mais existente.

É daí que surgem algumas boas oportunidades, também.

A taxa de juros longa possui grande ciclicidade. Se você buscar o gráfico de rendimento dos títulos mais longos (disponível no site do Tesouro) você verá que é uma verdadeira montanha russa, seguindo praticamente a mesma ciclicidade da nossa economia. Agora é um momento ilustrativo: estamos em um período de taxa mais elevada refletindo os receios do mercado em relação ao cenário fiscal, historicamente dizendo, é bem propensa que essa taxa passe a cair em breve, fazendo com que os ativos de renda variável subam forte. Vale lembrar também que um dos fatores da ciclicidade da taxa de juros é que ela não se sustenta por muito tempo em patamares elevados por conta dos efeitos econômicos: quanto mais tempo elevada, mais propensa a redução por conta da economia que potencialmente vai sendo desestimulada, demandando cada vez menos juros.

Em suma, todas essas quedas e volatilidade pode incomodar, mas a ciclicidade dos juros é um fator de conhecimento obrigatório de todo investidor. Às vezes você tromba com algum tipo de explicação mirabolante sobre a queda dos mercados, e a resposta é bem simples e pode ser traduzida num só gráfico como o que você viu acima.
Lembrando que esse efeito do juros futuro impacta o mercado de renda variável como um todo, e não só os FIIs – ações de empresas alavancadas (em especial do varejo) tendem a sofrer ainda mais por conta do aumento de custo de dívida e do menor estímulo ao consumo com taxas altas por mais tempo.

Não entre em pânico.

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Mais um trimestre de entrega de resultados das companhias da bolsa brasileira, e algumas conclusões podem ser tiradas com o que foi lido ate então.

No 3T22 nós realizamos a análise e leitura de uma boa quantidade de releases, e de forma geral, identificamos alguns pontos principais em comum entre todos eles. Elaboramos a tabela acima para explicar, consolidando o resultado de toda as companhias da bolsa que possuem liquidez com exceção da Petrobras, Vale, Suzano e Braskem – o motivo é o fato de que elas são gigantes demais e extremamente cíclias, distorcendo a análise caso a intenção seja a que temos aqui. Para se ter ideia, todas as empresas da bolsa faturaram R$ 847 bilhões, enquanto a Petrobras, sozinha, teve um faturamento de pouco mais de R$ 170 bilhões, eis a importância de saber tirar esses “outliers” na hora da análise. Vamos elencar os principais pontos que indificamos lendo todos esses resultados e o que achamos do futuro.

No período, a receita das companhias teve um crescimento forte, de quase 17% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, bem acima da inflação acumulada no período, destacando a dinâmica que as empresas possuem de repasse de preço em momentos inflacionários. Por outro lado, O CPV (a principal linha que cresce quando a inflação está mais elevada) teve um crescimento de quase 22%. E esse é um ponto importante para considerar: a inflação ainda está machucando as companhias. Apesar do Brasil ter gozado de um breve período de deflação nos últimos meses, a inflação ainda é um problema sério que precisa ser enfrentado. Estamos longe da solução completa da alta de preços. De fato, tivemos uma melhora expressiva comparado ao cenário de 12 meses atrás, mas é irresponsável alegar que a inflação está resolvida e ainda mais irresponsável trabalhar com análises e projeções considerando que ela já está plenamente controlada. Ela não está e segue batendo em algumas companhias. Pelo lado positivo, está bem menos intensa do que no 1T22 e 2T22, mas ainda longe de estar resolvida. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é a linha do resultado financeiro das companhias. Esse é o destaque do trimestre, sem dúvidas. As receitas financeiras cresceram quase 27%, mas em contra partida, as despesas financeiras cresceram pouco mais de 23% e o resultado financeiro final teve um crescimento de prejuízo de R$ 35 bilhões no 3T21 para R$ 41 bilhões no 3T22, representando uma piora de quase 20%. Esse é o destaque pois essa linha é expressa basicamente pela SELIC: com o nosso ciclo de juros punindo completamente as empresas mais alavancadas, a linha de dinheiro direcionado a pagamento de juros cresceu forte no período e está resultando em destruição de valor evidente para diversas companhias. Algumas companhias tem trabalhado bem com essa alavancagem, vide Ambipar e e Fleury, mas outras estão com um cenário mais duro, vide Magazine Luiza e Via, que registraram prejuízo no resultado financeiro na ordem de R$ 600 milhões – um valor estratosférico de gasto com dívida. E mais uma vez batemos na tecla: se você investe em ações de empresas que se alavancam, sempre dê atenção para a linha do resultado financeiro. Sempre. Empresas sempre quebram crescendo, e essa quebra vem justamente do fato de que se alavancam demais e em momentos mais turbulento acabam não dando conta de arcar com a alavancagem. O investidor pode evidenciar os problemas da alavancagem aos poucos, trimestre a trimestre, vendo que a dívida só cresce, o resultado financeiro só piada e o perfil da dívida se deteriora, com um custo cada vez mais elevado e uma duração cada vez mais curta. Esse é o segundo ponto de atenção dos resultados, voltado somente para empresas de alta alavancagem. As que não se alavancam ou possuem baixa dívida, não é algo a se importar.
Como resultado final, o consolidado das empresas teve uma entrega de lucro líquido de apenas R$ 33 bilhões, representando uma queda de quase 40% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Essa queda brutal de lucro é explicada por (I) inflação ainda batendo na linha de custos, vide o CPV que citamos e (II) resultado financeiro com SELIC mais alta sugando todo o resultado operacional de algumas companhias para o pagamento de juros.

Entre outros fatores a citar, a dívida líquida das companhias cresceu quase 50%, se aproximando dos R$ 1 trilhão, parte resultante de queima de caixa e parte resultante de própria alavancagem com taxas altíssimas como a que já citamos, e a queda das margens, tanto bruta por conta do crescimento de CPV em linha com a inflação quanto a margem líquida por conta do consolidado que já inclui a SELIC altíssima cobrando pelo resultado financeiro.

Enfim, esse é apenas um ponto de vista sob um prisma mais generalista, que inclui todas as companhias da bolsa (com exceção das citadas por fatores de distorçã). A intenção do texto aqui presente é reforçar o que sempre citamos ao analisar empresas e falar sobre investimentos de longo prazo: o cenário está bem difícil para a maioria das companhias. Difícil por conta da SELIC, que tem cobrado forte pelo resultado financeiro de diversas companhias, e difícil por conta da inflação, que tem batido no CPV e comprimido margens com força.

Ainda que o cenário seja difícil, há diversas empresas vencedoras que demonstraram forte melhora de resultado. Exemplos: Porto Seguro conseguindo repassar a inflação para os prêmios emitidos e elevando forte as margens no período, M. Dias Branco conseguindo contornar o cenário caótico de preço do trigo que tem sido ainda mais dificultado por conta da guerra na Europa, Ambev conseguindo passar também a inflação pros produtos (lembranod que ela é fortemente impactada pelo preço do alumínio e trigo) e fazendo a manutenção das margens, Renner, mesmo com a pressão da SELIC retardando o consumo, conseguindo atingir suas margens de antes da pandemia e recorde histórico de receita, RaiaDrogasil também atingnido valores recorde em diversas linhas com a vantagem de atuação num setor extremamente dependente de escala e com demanda que não muda independente de preço... Enfim, você percebeu que todas essas companhias gozam da características de serem líderes de seus setores?

Há também o fato de que algumas companhias extremamente alavancadas terão uma porrada de aumento de lucro quando a SELIC abaixar. O risco atualmente é saber de fato quanto a SELIC irá abaixar: se o próximo governo tiver de fato irresponsabiliade sobre o cenário fiscal, há um risco da SELIC ficar mais tempo do que o esperado em patamares mais elevados ou até mesmo da SELIC aumentar no curto prazo, mas tudo isso é incerto. A questão é que essas empresas alavancadas irão voar quando a SELIC cair – e em algum momento ela vai. O exemplo que gostamos de dar é a Ambipar: o seu gasto com juros no 3T22 foi de aproximadamente R$ 160 milhões. Se a SELIC cair para algo próximo de 6,5% (uma taxa realista para o Brasil considerando um cenário de inflação controlada), seu lucro triplicará considerando zero aumento de receita somente pelo dinheiro que ela deixará de gastar para pagar sua alavancagem. E advinhe o que acontece com a empresa quando o lucro triplica? Pois é.

É por isso que falamos: estude e invista com sabedoria, mesmo com o cenário difícil, sempre existem as empresas vencedoras. Sempre. Empresas boas atravessam crises e se adaptam de acordo com o cenário, e quando a crise acaba, elas crescem ainda mais, ficam ainda mais fortes e aqueles que investem nelas prosperam juntos.
Quanto 4T22, será um período de datas festivas, muitas empresas baterão recordes de resultados (varejistas no geral) e há também a copa do mundo para impulsionar alguns negócios por um mês inteiro, ou seja, espere um 4T22 bem forte. Sobre o 1T23, não arriscaremos dizer nada até que tenhamos maior conhecimento sobre o cenário fiscal, os nomes dados pelo governo para os ministérios entre outros pontos de maior importância. A única coisa que podemos alegar é que a economia do país segue beneficiada pela alta das commodities, que mesmo arrefecidas de certa forma, continuam em um patamar de preço que gera vantagens para o Brasil.


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O resultado do terceiro trimestre do Bradesco foi um verdadeiro balde de água fria no mercado, ao menos a aqueles que gostam e analisam bastante o setor financeiro. Com um aumento de PDD forte no trimestre, a instituição entregou um lucro bem abaixo do esperado e tratou sobre sua expectativa em relação a deterioração do cenário de crédito do país, falando sobre a inadimplência que tem crescido cada vez mais e como os fundamentos tem piorado de forma mais rápida do que era esperado.

Os anos de 2020 e 2021 foram exceções nesse tema: com a pandemia, dívidas foram postergadas, taxas foram reduzidas e diversos indicadores foram para baixo por fatores não recorrentes. Hoje, quase em 2023, a conta desse momento chegou, e é justamente esse o ponto de preocupação que alguns tem. Para ilustrar melhor, usaremos alguns gráficos feitos pelo Guilherme Vieiro, da Armor Capital, e explicaremos de forma simples e breve o que tem acontecido, concluindo como isso pode afetar os grandes bancos no curto prazo. Vamos lá.

O primeiro gráfico se refere a quantidade de saldo da carteira de crédito total de cada linha respectiva. A azul escuro se refere ao crédito dado as pessoas jurídicas, enquanto a linha azul mais claro, se refere ao crédito dado as pessoas físicas.

Perceba como desde 2016 o crédito dado as pessoas jurídicas deu uma bela reduzida em virtude das crises do período. Por lógica, crises diminuem demanda por crédito visto que este é majoritariamente buscado por empresas para planos de expansão e investimento. A desalavancagem de algumas instituições públicas também corroboraram com essa queda. Em 2020, com um novo boom econômico se iniciando, esse número voltou a crescer forte, justamente pela expectativa dos agentes econômicos sobre a retomada da economia do país e a espera por um novo ciclo de crescimento.

Na outra linha, a de crédito dado as pessoas físicas, a desaceleração não ocorreu, e é aqui que surge o principal problema do texto que elaboramos. Desde 2020 o crédito concedido a pessoas físicas acelerou demasiadamente. A princípio, o crédito dado em si não é ruim, mas sim o perfil e a velocidade de crescimento, algo que explicaremos abaixo.

No segundo gráfico, segmentando a carteira de crédito das pessoas físicas, as duas maiores linhas de crescimento foram (I) recursos livros de cartão de crédito, basicamente o crédito concedido via cartão e que a pessoa pode utilizar com absolutamente qualquer coisa que bem entender, e (II) recursos livres total, que engloba todas as linhas de crédito sem direcionamento exato, vide empréstimos que a pessoa contrata também para utilização como bem desejar.

Esses dois números apontam problemas por terem maior inadimplência. Veja, se trata de linha de crédito sem direcionamento, crédito sem garantia, de menor qualidade, a linha de crédito que o banco está mais suscetível a perder por conta de calotes. Na relação de risco e retorno, para o banco, acaba compensando, afinal, é daí que vem aquelas taxas obscenas de quase 500% de crédto no rotativo do cartão ou empréstimos com taxas de 3% ao mês, mas o risco é justamente a inadimplência, o banco não conseguir reaver o dinheiro emprestado. E é o que o terceiro gráfico explica.


O terceiro gráfico se refere ao crescimento de inadimplência de cada segmento da carteira de crédito de pessoas físicas.

Todas as linhas de crédito estão demonstrando crescimento da inadimplência. O crescimento já era algo esperado, como mencionamos, os últimos 2 anos foram repletos de fatores não recorrentes, como postergação de cobrança de dívidas e redução de taxas por conta do período pandêmico, momento em que o orçamento das famílias foi fragilizado.

O problema de fato está na velocidade desse crescimento: a inadimplência está subindo bem mais rápido do que o esperado e já ultrapassou o nível que estava antes da pandemia, alcançando a inadimplência atingida na última crise, entre 2014 e 2016.
Ou seja, há uma conjunção de fatores negativos em relação ao crédito atualmente, e a SELIC no atual patamar tem pressionado ainda mais os indicadores, negativamente dizendo.

É aí que entra a expectativa sobre os grandes bancos que citamos. Bancões possuem perfil de crédito bem distintos. O Itaú e o Bradesco, por exemplo, tem maior exposição a crédito para pessoas físicas, o que pode ser levemente problemático num cenário de crise nesse aspecto. Levemente porque as instituições sabem dar crédito e suas carteiras são predominantemente de rating A+ (excelentes pagadores), mas isso não muda o fato de que o crescimento de PDD por fator de precaução possa ocorrer, vide o que o Bradesco fez no último trimestre.

Há também o fato de que esse crescimento de inadimplência pode causar um efeito dominó na economia, ora, como bem mostramos, grande parte desse crédito é dado via cartão de crédito. Como ficam as varejistas? Como ficam as empresas alavancadas que dependem desse consumo?

A intenção do texto é justamente mostrar como o cenário de crédito pode causar uma chacoalhada no setor bancário ou até mesmo na economia como um todo nos próximos meses, ainda mais a depender de como o Banco Central conduzirá a taxa de juros face ao novo governo que tomará a presidência em 2023, que abertamente já disse que pretende tomar medidas mais expansionistas que acabam gerando ainda mais pressão sobre o Banco Central que é o guardião da moeda e o responsável por domar a fera inflacionária que ameaça o nosso país todo santo mês.

Pode se dizer, mais uma vez, que o movimento do Bradesco foi preventivo, visto que é o banco com maior exposição a crédito dado as pessoas físicas, mas é nessas horas que a solidez de uma instituição se mostra importante: os gigantes podem balançar, mas atravessam e saem mais fortes. Em contrapartida, os menores que tem menor capacidade de absorção de crises, tendem a sofrer mais, e as vezes sequer conseguem atravessar.

Investir em solidez é um dos melhores caminhos para prosperar.

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A renda fixa não é tão fixa quanto a maioria pensa.

Quem compra um título e carrega até o vencimento, certamente não terá surpresas – mas isso é válido somente para quem carrega até o vencimento, coisa que nem todo mundo faz. É bem comum você ver investidores comprando títulos prefixados do próprio Tesouro tomando sustos ao descobrir que num momento de venda não planejada, a operação seria realizada com prejuízo e no final o ocorrido acaba não sendo compreendido.

A partir de janeiro de 2023, todos os investimentos de renda fixa passarão a ser marcados a mercado em seus respectivos sites de bancos, corretoras e afins. Explicamos e usaremos o NTN-B 2050 do Tesouro para exemplificar para vocês.

O gráfico acima é o retorno acumulado do título IPCA+ do Tesouro com vencimento em 2050. No gráfico, há duas linhas: a cinza, que segue consistentemente para cima desde o início, e a laranja, que também segue para cima, mas com maior volatilidade (uma volatilidade cavalar em alguns momentos, diga-se de passagem).

O que você precisa saber é: a rentabilidade que você vê hoje na corretora é a da linha cinza, o retorno acumulado sem a variação de preço do título, simulando o retorno que você tem caso segure o título até a data do vencimento, enquanto o retorno que você passará a ver na corretora será o laranja, que é com a oscilação de preço do título considerando o preço negociado no momento caso você deseje vender antes do vencimento na atual situação de mercado.

É daí que vem os dois termos: a linha cinza é o seu título “marcado na curva”, considerando seu retorno segurando até o vencimento, o que você contratou no momento de compra do título. A linha laranja é o seu título “marcado a mercado”, considerando seu retorno vendendo seu título no momento respectivo.

Essa volatilidade de retorno do título ocorre porque a taxa de rentabilidade do título varia. Ora, imagine que você comprou um título de dívida do Brasil que pague 3,0% a.a até 2050. Com toda a turbulência política, risco fiscal, incertezas e afins, o mercado passa a demandar cada vez mais taxa para financiar essa dívida (comprar os títulos) e isso fez com que a taxa no mercado subisse de 3,0% para 4,0% ao ano. O seu título automaticamente tem seu preço desvalorizado (o preço unitário dele cai, que chamam de PU) para justificar uma taxa mais alta, ou seja, você que comprou o título pagando 3,0% terá enfrentado essa desvalorização por conta da taxa que reduz o preço do título para aumentar a rentabilidade com o passar do tempo.

Mas calma: isso não é motivo de preocupação.

Ao mesmo tempo que seu título desvalorizou porque a taxa subiu (lembre-se: quando a taxa sobe, o preço do título cai para honrar uma taxa mais alta), você agora tem um título que rende mais. Se você segurar esse título até o vencimento, você não perderá dinheiro e receberá o valor que você contrata ao comprar o título da mesma forma. Nada muda.

O único risco existente, é o de você vender esse título antes do vencimento e ter que vende-lo a um preço abaixo do que você pagou – aí sim você perderá dinheiro, e é por isso que é necessário ao comprar um título prefixado ter tanta atenção e se organizar para não tem que realizar a venda do investimento em um mal momento, porque quem determina seu retorno antes do vencimento é o mercado, simplesmente.

Basicamente, essa será a alteração que ocorrerá em janeiro: na pratica, é algo que já ocorre, mas não aparece nas corretoras. Os investidores só não sabem, mas sempre foi assim. A partir de janeiro, em vez do investidor ver seu título marcado na curva, ele verá seu título marcado a mercado. E isso é excelente – evita que decisões desatentas sejam tomadas comprometendo o patrimônio do investidor.

Mais uma vez: se você carrega o título até o vencimento, pouco importa essa variação. Como você pode ver no gráfico, ao longo do tempo as duas rentabilidades caminham juntas, então não vai mudar absolutamente nada além da visualização do título.
Planeje-se bem antes de comprar títulos de vencimentos mais longos, principalmente os que possuem elemento de indexação prefixada. Quem determina o preço desses títulos, é o mercado. Você nunca perderá dinheiro carregando até o vencimento, mas há grandes chances de perder vendendo antes. A renda fixa pode não ser tão fixa assim caso você não tenha a organização necessária para cuidar dos seus investimentos.

Essa mudança não abrange CDBs, LCIs e LCAs, mas caso abranja algum investimento que você tenha, já fica o recado: não tome um susto quando você abrir o site da corretora no começo do ano que vem. A alteração ocorrerá já em janeiro e na prática não mudará absolutamente nada. É apenas um ajuste para os investidores ficarem cientes do real preço de negociação do título no momento. Mais uma vez: a linha cinza é a que você vê hoje, a linha laranja é a que você verá – elas significam a mesma coisa, te levam para o mesmo lugar.

Sempre invista de forma bem planejada, pensando no vencimento e absolutamente nenhuma dessas oscilações de taxa te preocuparão. Você sempre receberá o valor contratado no vencimento. Basta ter objetivos bem estabelecidos para não ter que realizar o desinvestimento de forma inesperada.

Sabemos que estamos sendo chatos, mas mais uma vez: não desespere ao abrir o site da corretora no começo do ano que vem. Na prática, nada mudou, sua rentabilidade não será estragada e o seu patrimônio não será dilapidado – sua rentabilidade continuará sendo a que você contratou para o vencimento.

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