Quanto US$ 1 investido na bolsa americana gerou de retorno desde 1870.
A data é excedida propositalmente – obviamente, não há investidor vivo que tenha começado a investir há 152 anos.
A intenção do gráfico é mostrar como, historicamente, a bolsa americana reagiu durante todos esse tempo e gerou retornos cavalares mesmo com todos os problemas políticos, geopolíticos, sociais e econômicos.
US$ 1 investido em 1870, ajustado pela inflação, se tornou US$ 19.044 na máxima de 2021.
Não importa a dimensão do problema, não importa o momento nem a narrativa que está sendo utilizada para tentar tocar o terror e te tirar do jogo: investir se trata de probabilidade, não de possibilidade. O atual momento com a bolsa americana caindo quase 30% da sua máxima é quase certo um momento excelente para investir. Significa que a bolsa americana não vai mais cair? Mas é claro que não – ninguém sabe quando o índice chegará ao seu limite de baixa, mas significa que o momento atual já te proporciona uma margem de desconto excelente.
Historicamente dizendo, a chance de você investir na bolsa americana hoje e se arrepender daqui 10 anos é nula.
O gráfico mostra: o mercado sobe caindo. E isso não se trata somente do mercado americano. No nosso relatório de InSights Econômicos de maio (InSights Econômicos #03 – Os Ciclos da Bolsa e, De novo, a Inflação) nós mostramos como a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 gerou um retorno maior do que a bolsa americana e pouca gente sabe.
Haverá os momentos de queda, haverá os momentos de alta, e haverá os momentos em que o mercado simplesmente não faz nada, ficando meses de lado, em sua fase de consolidação, até que um boom o leve para outro patamar, e assim agem os ciclos, girando em torno de problemas geopolíticos, guerras, crises econômicas e entraves que parecem não tem solução e que sempre tem.
Investir se trata de probabilidade, não possibilidade. A leitura sempre é sobre o que é provável, não sobre o que é possível. Coloque as chances ao seu favor, como num jogo de poker, e ganhar dinheiro se tornará a consequência.
Para ler todos os nossos relatórios de dados econômicos, textos, análises de resultados de companhias, assistir nossas aulas e ter acesso a todo nosso conteúdo, participe de nossa plataforma! Tudo o que você precisa em uma só assinatura!
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A data é excedida propositalmente – obviamente, não há investidor vivo que tenha começado a investir há 152 anos.
A intenção do gráfico é mostrar como, historicamente, a bolsa americana reagiu durante todos esse tempo e gerou retornos cavalares mesmo com todos os problemas políticos, geopolíticos, sociais e econômicos.
US$ 1 investido em 1870, ajustado pela inflação, se tornou US$ 19.044 na máxima de 2021.
Não importa a dimensão do problema, não importa o momento nem a narrativa que está sendo utilizada para tentar tocar o terror e te tirar do jogo: investir se trata de probabilidade, não de possibilidade. O atual momento com a bolsa americana caindo quase 30% da sua máxima é quase certo um momento excelente para investir. Significa que a bolsa americana não vai mais cair? Mas é claro que não – ninguém sabe quando o índice chegará ao seu limite de baixa, mas significa que o momento atual já te proporciona uma margem de desconto excelente.
Historicamente dizendo, a chance de você investir na bolsa americana hoje e se arrepender daqui 10 anos é nula.
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Haverá os momentos de queda, haverá os momentos de alta, e haverá os momentos em que o mercado simplesmente não faz nada, ficando meses de lado, em sua fase de consolidação, até que um boom o leve para outro patamar, e assim agem os ciclos, girando em torno de problemas geopolíticos, guerras, crises econômicas e entraves que parecem não tem solução e que sempre tem.
Investir se trata de probabilidade, não possibilidade. A leitura sempre é sobre o que é provável, não sobre o que é possível. Coloque as chances ao seu favor, como num jogo de poker, e ganhar dinheiro se tornará a consequência.
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Sobre o crescimento do Brasil atualmente.
Vivemos em tempos obscuros – com a polarização política atingindo níveis alarmantes, são poucos os que possuem maturidade de fato para discutir sobre economia e dados relacionados sem que o viés político e a infantilidade partidária contaminem o discurso. Acima, um gráfico que ilustra o perfeito momento que estamos vivendo no Brasil.
A linha cinza é o índice CRB: um índice que contempla diversas commodities, entre elas o cacau, café, minério de ferro, petróleo entre outras commodities agrícolas.
A linha laranja é a variação do crescimento de PIB do Brasil, não necessita de muita explicação.
Perceba como a correlação entre ambos é altíssima, ou seja, o Brasil hoje goza de uma impulsão econômica não por milagre, nem por força eleitoreira ou canetadas do tipo – o Brasil goza do benefício de um ciclo de commodities, somente. O nosso PIB quase sempre segue o mesmo caminho do preço de algumas commodities, sendo as principais o minério de ferro, petróleo e cesta de produtos agro.
Enquanto o mundo viver esse cenário de incerteza e as commodities continuarem com seu preço pressionado, significa que o Brasil conseguirá vender seus principais produtos por preços mais altos e margens melhores, o que significa que teremos menos pressão sobre o câmbio, superávit nas contas públicas e maior atratividade para receber investimentos do exterior.
Se o cenário seguir em 2023, é bem provável que continuemos com essa bonança econômica de recuperação, com melhora do endividamento do país, queda de desemprego e cortes de impostos aproveitando o superávit das contas públicas.
O jogo vira quando o cenário no mercado de commodities tende a piora, simplesmente, é aí que começa o desafio do crescimento econômico sem qualquer tipo de fator que impulsione a economia interna. Tome cuidado com as narrativas apaixonadas de quem muito se apega a política e pouco tem capacidade (ou vontade) de estudar de verdade para compreender dados e números.
Em resumo, boa parte desse crescimento é resultante do que sempre gera os booms econômicos de nosso país – commodities.
Vivemos em tempos obscuros – com a polarização política atingindo níveis alarmantes, são poucos os que possuem maturidade de fato para discutir sobre economia e dados relacionados sem que o viés político e a infantilidade partidária contaminem o discurso. Acima, um gráfico que ilustra o perfeito momento que estamos vivendo no Brasil.
A linha cinza é o índice CRB: um índice que contempla diversas commodities, entre elas o cacau, café, minério de ferro, petróleo entre outras commodities agrícolas.
A linha laranja é a variação do crescimento de PIB do Brasil, não necessita de muita explicação.
Perceba como a correlação entre ambos é altíssima, ou seja, o Brasil hoje goza de uma impulsão econômica não por milagre, nem por força eleitoreira ou canetadas do tipo – o Brasil goza do benefício de um ciclo de commodities, somente. O nosso PIB quase sempre segue o mesmo caminho do preço de algumas commodities, sendo as principais o minério de ferro, petróleo e cesta de produtos agro.
Enquanto o mundo viver esse cenário de incerteza e as commodities continuarem com seu preço pressionado, significa que o Brasil conseguirá vender seus principais produtos por preços mais altos e margens melhores, o que significa que teremos menos pressão sobre o câmbio, superávit nas contas públicas e maior atratividade para receber investimentos do exterior.
Se o cenário seguir em 2023, é bem provável que continuemos com essa bonança econômica de recuperação, com melhora do endividamento do país, queda de desemprego e cortes de impostos aproveitando o superávit das contas públicas.
O jogo vira quando o cenário no mercado de commodities tende a piora, simplesmente, é aí que começa o desafio do crescimento econômico sem qualquer tipo de fator que impulsione a economia interna. Tome cuidado com as narrativas apaixonadas de quem muito se apega a política e pouco tem capacidade (ou vontade) de estudar de verdade para compreender dados e números.
Em resumo, boa parte desse crescimento é resultante do que sempre gera os booms econômicos de nosso país – commodities.
Sobre os fundos de papel e a inflação.
Você já deve estar exausto de ler sobre esse assunto – praticamente todos os influenciadores da área de investimentos estão falando sobre fundos de papéis, alguns dizendo que hora de vender entre outros pontos – nós discordamos disso.
Foi no final de junho desse ano que foi promulgada a lei que reduziu o ICMS sobre a energia elétrica, transporte público, segmento de comunicação e, principalmente, sobre os combustíveis. Com a lei já em vigor, desde julho a inflação (IPCA) do Brasil tem vindo negativa (deflação) sendo intensificada também pela queda do barril de petróleo e pela estabilidade do câmbio.
Essa deflação tem sido uma pedra no sapato da maioria dos investidores ainda iniciantes, que se preocupam demasiadamente com seus investimentos. Fundos de papel que seguem índices de inflação (seja o IPCA ou o IGP-M), apresentaram forte queda no pagamento dos rendimentos nos últimos três meses, em virtude, novamente, dessa deflação temporária.
Se você tem fundos de papéis, nossa dica é: não se preocupe.
Cedo ou tarde (mais cedo do que tarde) a inflação do país voltará ao seu patamar normal e esses rendimentos normalizarão. Além do mais, existe ainda a chance de em 2023 o ICMS voltar ao mesmo patamar que estava antes do corte e a inflação novamente sofrer uma elevação temporária, com os fundos de papel desempenhando um papel importantíssimo de proteção nesse cenário.
Nós não acreditamos que agora seja momento de vender qualquer fundo de papel que seja – pelo contrário, alguns fundos representam boas oportunidades. Quem sabe fazer leitura de cenário, reconhece que o momento atual é apenas um “não recorrente” e está surfando e investindo da forma certa.
O gráfico, no caso, é a simples correlação entre os fundos de papéis e o IPCA. É um movimento natural, faz parte, e não deve ser preocupação para você – a menos que você tenha fundos ruins em carteira, aí a preocupação deve existir independente do IPCA.
Saiba ler o cenário e identificar as características corretas do fundo que você investe. É completamente impossível você obter sucesso investido sem sequer saber no que você está investindo. O movimento atual sobre os fundos é extremamente simples e sem grandes rodeios e tem muito investidor carregadíssimo de FIIs desse segmento que não fazem a mínima ideia de como agir – isso não deveria acontecer. Você primeiro deve entender como os fundos funcionam, e depois investir neles.
Lembre-se: você está no Brasil – coloque o estudo da história em prática e veja se você identifica sequer um período em que tivemos uma deflação estrutural e contínua. Não existe. Esse é mais um período de soluço que passará batido no gráfico dos ativos em alguns anos. O ganho dos FIIs de papel está no carrego. Compreenda isso e invista com inteligência.
Em nossa plataforma, temos aulas de leitura de cenário econômico e FIIs justamente para você aprender a investir em momentos assim para aproveitar as melhores oportunidades. Não deixe o acaso ditar o futuro da sua carteira, porque uma hora ou outra, ele vai te machucar. Uma aula por dia e você pode mudar completamente a sua vida financeira.
Visite nossa plataforma e venha conhecer nosso conteúdo.
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Foi no final de junho desse ano que foi promulgada a lei que reduziu o ICMS sobre a energia elétrica, transporte público, segmento de comunicação e, principalmente, sobre os combustíveis. Com a lei já em vigor, desde julho a inflação (IPCA) do Brasil tem vindo negativa (deflação) sendo intensificada também pela queda do barril de petróleo e pela estabilidade do câmbio.
Essa deflação tem sido uma pedra no sapato da maioria dos investidores ainda iniciantes, que se preocupam demasiadamente com seus investimentos. Fundos de papel que seguem índices de inflação (seja o IPCA ou o IGP-M), apresentaram forte queda no pagamento dos rendimentos nos últimos três meses, em virtude, novamente, dessa deflação temporária.
Se você tem fundos de papéis, nossa dica é: não se preocupe.
Cedo ou tarde (mais cedo do que tarde) a inflação do país voltará ao seu patamar normal e esses rendimentos normalizarão. Além do mais, existe ainda a chance de em 2023 o ICMS voltar ao mesmo patamar que estava antes do corte e a inflação novamente sofrer uma elevação temporária, com os fundos de papel desempenhando um papel importantíssimo de proteção nesse cenário.
Nós não acreditamos que agora seja momento de vender qualquer fundo de papel que seja – pelo contrário, alguns fundos representam boas oportunidades. Quem sabe fazer leitura de cenário, reconhece que o momento atual é apenas um “não recorrente” e está surfando e investindo da forma certa.
O gráfico, no caso, é a simples correlação entre os fundos de papéis e o IPCA. É um movimento natural, faz parte, e não deve ser preocupação para você – a menos que você tenha fundos ruins em carteira, aí a preocupação deve existir independente do IPCA.
Saiba ler o cenário e identificar as características corretas do fundo que você investe. É completamente impossível você obter sucesso investido sem sequer saber no que você está investindo. O movimento atual sobre os fundos é extremamente simples e sem grandes rodeios e tem muito investidor carregadíssimo de FIIs desse segmento que não fazem a mínima ideia de como agir – isso não deveria acontecer. Você primeiro deve entender como os fundos funcionam, e depois investir neles.
Lembre-se: você está no Brasil – coloque o estudo da história em prática e veja se você identifica sequer um período em que tivemos uma deflação estrutural e contínua. Não existe. Esse é mais um período de soluço que passará batido no gráfico dos ativos em alguns anos. O ganho dos FIIs de papel está no carrego. Compreenda isso e invista com inteligência.
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Opinião e análise breve – WEG ($WEGE3) – 3T/2022
Mais um mês de atropelo da WEG em termos de resultado.
Já está recorrente fazer a leitura dos resultados da companhia e escrever que ela impressionou com seus números, mas simplesmente não há o que fazer: num mundo que está enfrentando a incerteza e boa parte dos países estão ardendo em chamas inflacionárias, a WEG segue atravessando essas intempéries com maestria, sinalizando a experiência da gestão ao tocar o negócio e a qualidade de sua marca, fidelizando os clientes nos momentos mais críticos. A própria gestão mencionou em seu release a surpresa com os números e que a expectativa lá no 1T22 era bem pior.
Pois bem, vamos aos números.
No 3T22 a WEG entregou uma receita líquida de R$ 7.9 bilhões, atingindo, mais uma vez, uma receita histórica em termos trimestrais, com um número representando 27,6% acima do 3T21. A diversificação da sua receita segue boa, sendo metade oriunda do mercado interno e metade oriunda do mercado externo, ou seja, diversificação de moeda, o que protege bem a companhia em momentos mais incertos.
A receita do mercado externo merece menção isolada: a companhia atingiu US$ 757 milhões nesse trimestre, o que significa uma alta de 21,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, sendo que o crescimento de demanda ocorreu em toda as regiões, principalmente nos países da América do Norte (+42,2%) e na Europa (+24%) – mesmo com esse crescimento da Europa, sua representatividade caiu 2,9%, algo não surpreendente considerando o cenário geopolítico atual que tem impactado forte a economia da região. Em relação ao câmbio, entre o 3T21 e o 3T22 praticamente não houve mudança, com o dólar saindo de R$ 5,23 para R$ 5,24 – ou seja, na ponta final da receita líquida, a melhora foi realmente por demanda.
Indo um pouco além e segmentando a receita, vemos que todas suas áreas de negócios desempenharam bem. A área de EEI (equipamentos eletroeletrônicos industriais) cresceu tanto no mercado interno quanto no externo de forma expressiva por conta da melhora do cenário econômico brasileiro e dos segmentos de commodities no exterior, a área de GTD (geração, transmissão e distribuição de energia) cresceu forte no mercado interno em virtude da expansão do uso da energia solar, venda de aerogeradores e infra de transmissão de energia e a área de tintas e vernizes também cresceu em ambos os mercados ainda com demanda aquecida por conta da melhora econômica nacional em termos de infraestrutura e exportação para mercados da América Latina. Lembrando que a área de EEI e a área de GTD representam quase 87% de todo o faturamento da companhia – esse é o foco.
Na área dos custos dos produtos vendidos, uma das principais linhas positivas do release do trimestre. A WEG teve um crescimento de 5,3% de CPV mas uma receita bem maior, ou seja, houve melhoria das margens e a inflação parou de bater na companhia como estava ocorrendo em trimestres passados. A margem bruta da empresa subiu 1,8pp comparado ao 3T21 e 3,2pp comparado ao 2T22, voltando aos 30,6% e mostrando caminho de recuperação de suas operações. Lembrando que o aço e o cobre são os principais produtos que impactam nos seus custos. Essa menor pressão de margens também significou melhora da margem operacional, com um crescimento de 1,3pp em relação ao mesmo trimestre do ano passado e voltando aos 20%. Em resumo, as margens da companhia foram o destaque do trimestre, com a WEG mostrando sua capacidade e sua eficiência operacional.
Finalizando, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1.15 bilhão, representando um crescimento de 42,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e houve melhora da margem de lucro líquido de 1,5pp, subindo para 14,6%.
Demais pontos sobre endividamento e afins não serão mencionados porque a companhia não tem dívida ou qualquer alavancagem relevante para ser citada numa leitura breve como essa.
Mais um mês de atropelo da WEG em termos de resultado.
Já está recorrente fazer a leitura dos resultados da companhia e escrever que ela impressionou com seus números, mas simplesmente não há o que fazer: num mundo que está enfrentando a incerteza e boa parte dos países estão ardendo em chamas inflacionárias, a WEG segue atravessando essas intempéries com maestria, sinalizando a experiência da gestão ao tocar o negócio e a qualidade de sua marca, fidelizando os clientes nos momentos mais críticos. A própria gestão mencionou em seu release a surpresa com os números e que a expectativa lá no 1T22 era bem pior.
Pois bem, vamos aos números.
No 3T22 a WEG entregou uma receita líquida de R$ 7.9 bilhões, atingindo, mais uma vez, uma receita histórica em termos trimestrais, com um número representando 27,6% acima do 3T21. A diversificação da sua receita segue boa, sendo metade oriunda do mercado interno e metade oriunda do mercado externo, ou seja, diversificação de moeda, o que protege bem a companhia em momentos mais incertos.
A receita do mercado externo merece menção isolada: a companhia atingiu US$ 757 milhões nesse trimestre, o que significa uma alta de 21,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, sendo que o crescimento de demanda ocorreu em toda as regiões, principalmente nos países da América do Norte (+42,2%) e na Europa (+24%) – mesmo com esse crescimento da Europa, sua representatividade caiu 2,9%, algo não surpreendente considerando o cenário geopolítico atual que tem impactado forte a economia da região. Em relação ao câmbio, entre o 3T21 e o 3T22 praticamente não houve mudança, com o dólar saindo de R$ 5,23 para R$ 5,24 – ou seja, na ponta final da receita líquida, a melhora foi realmente por demanda.
Indo um pouco além e segmentando a receita, vemos que todas suas áreas de negócios desempenharam bem. A área de EEI (equipamentos eletroeletrônicos industriais) cresceu tanto no mercado interno quanto no externo de forma expressiva por conta da melhora do cenário econômico brasileiro e dos segmentos de commodities no exterior, a área de GTD (geração, transmissão e distribuição de energia) cresceu forte no mercado interno em virtude da expansão do uso da energia solar, venda de aerogeradores e infra de transmissão de energia e a área de tintas e vernizes também cresceu em ambos os mercados ainda com demanda aquecida por conta da melhora econômica nacional em termos de infraestrutura e exportação para mercados da América Latina. Lembrando que a área de EEI e a área de GTD representam quase 87% de todo o faturamento da companhia – esse é o foco.
Na área dos custos dos produtos vendidos, uma das principais linhas positivas do release do trimestre. A WEG teve um crescimento de 5,3% de CPV mas uma receita bem maior, ou seja, houve melhoria das margens e a inflação parou de bater na companhia como estava ocorrendo em trimestres passados. A margem bruta da empresa subiu 1,8pp comparado ao 3T21 e 3,2pp comparado ao 2T22, voltando aos 30,6% e mostrando caminho de recuperação de suas operações. Lembrando que o aço e o cobre são os principais produtos que impactam nos seus custos. Essa menor pressão de margens também significou melhora da margem operacional, com um crescimento de 1,3pp em relação ao mesmo trimestre do ano passado e voltando aos 20%. Em resumo, as margens da companhia foram o destaque do trimestre, com a WEG mostrando sua capacidade e sua eficiência operacional.
Finalizando, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1.15 bilhão, representando um crescimento de 42,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e houve melhora da margem de lucro líquido de 1,5pp, subindo para 14,6%.
Demais pontos sobre endividamento e afins não serão mencionados porque a companhia não tem dívida ou qualquer alavancagem relevante para ser citada numa leitura breve como essa.
Em resumo, finalizamos com a mesma fala que abrimos nossa opinião: foi mais um trimestre de atropelo da WEG. Essa melhora dos números de forma tão expressiva não era algo esperado sequer para a gestão da companhia, como bem citam no release trimestral: é necessário lembrar sempre da conjuntura que estamos vivendo, com crise no mundo desenvolvido, inflação forte, queda de demanda, instabilidade política entre outros pontos e ainda assim a WEG está conseguindo crescer seus resultados de forma fantástica principalmente no mercado interno, com a economia brasileira também surpreendendo, com as empresas realizando grandes investimentos e demandando produtos da WEG.
Manter o pé no chão também é necessário: a situação global está difícil e caótica, mas até o momento, não despontou nenhuma grande crise que batesse no consumo global como uma crise realmente bate. O que é ruim sempre pode piorar, então para o investidor que gosta de projetar cenários, um viés mais pessimista com um cenário mais desafiador é mais provável do que um cenário de bonança. Estamos dizendo que a WEG vai se afundar? Não, obviamente que não, estamos apenas dizendo para não se empolgar com números fortes pois o cenário atual tem mais fatores negativos do que positivo, então uma brecada nesses números da WEG não seria surpresa num cenário de contração do cenário externo.
Mais um trimestre de resultados fortíssimos com a WEG quebrando qualquer modelo de valuation por mais otimista que seja.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
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Manter o pé no chão também é necessário: a situação global está difícil e caótica, mas até o momento, não despontou nenhuma grande crise que batesse no consumo global como uma crise realmente bate. O que é ruim sempre pode piorar, então para o investidor que gosta de projetar cenários, um viés mais pessimista com um cenário mais desafiador é mais provável do que um cenário de bonança. Estamos dizendo que a WEG vai se afundar? Não, obviamente que não, estamos apenas dizendo para não se empolgar com números fortes pois o cenário atual tem mais fatores negativos do que positivo, então uma brecada nesses números da WEG não seria surpresa num cenário de contração do cenário externo.
Mais um trimestre de resultados fortíssimos com a WEG quebrando qualquer modelo de valuation por mais otimista que seja.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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Opinião e análise breve – Ambev ($ABEV3) – 3T/2022
O resultado do terceiro trimestre da Ambev já saiu, e as manchetes, todos já devem ter visto: “queda de lucro”, “lucrou menos”, “lucro desabando” e afins. Sim, houve queda de lucro, mas como sempre falamos ao realizar leituras de resultados, analisar somente a linha de lucro é um erro. É análise fraca. Em alguns casos, é a linha que menos importa dependendo do desempenho do negócio. Na análise abaixo, mostraremos como mesmo com essa queda de lucro em virtude de fatores temporários e não recorrentes, a Ambev demonstrou um crescimento sólido e demonstrou o poder da sua marca em termos de repasse de preço. Vamos lá.
No 3T22 a Ambev apresentou números recordes em duas linhas importantes no consolidado de todas suas operações: a de volume vendido e de receita líquida. Na linha de volume, a companhia atingiu os 46.2 milhões de hectolitros vendidos, com um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida foi de R$ 20.5 bilhões, representando um crescimento de 18,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Essas duas linhas importam porque desconstroem parte daquela narrativa que ouvíamos bastante há alguns anos, quando era dito que as cervejarias artesanais e a Heineken destruiriam a demanda pelos produtos da Ambev. Como falamos todo trimestre, até agora não há qualquer evidência disso, com a companhia sempre crescendo em volume e inclusive repassando a inflação aos seus preços de forma sólida, vide crescimento de receita de quase 20% com pouco aumento de volume vendido.
Ainda sobre receita e volume, trataremos de forma isolada sobre todas as operações da companhia.
Em Cerveja Brasil (principal operação da Ambev) o crescimento de volume ficou estável, próximo de zero, mas a receita cresceu 17,1% - fator que mostra o poder da marca da companhia que mesmo sem crescimento forte de volume vendido, teve aumento forte de receita, conseguindo repassar a inflação ao preço dos produtos sem que o consumidor parasse de consumir.
Em NAB Brasil (bebidas não alcóolicas, segunda maior operação da companhia) o crescimento de volume foi forte, na ordem de 10,2% comparado ao mesmo trimestre, enquanto a receita líquida cresceu incríveis 35,8% - a Ambev ressalta que esse resultado ocorre pelo poder da marca e pelo foco nos produtos certos do portfólio, com destaque as bebidas energéticas, Red Bull, Gatorade, H2OH!, Guaraná e Pepsi Black. Esse é um mercado que a Ambev ainda tem muito espaço para ganhar, inclusive, e está ganhando, como mostram os números acima.
Em CAC (América Central e Caribe) o desempenho foi fraco. O volume caiu 18,7% e a receita caiu 7,4% (mais uma vez, prestar atenção na relação de volume e receita como a empresa trabalha com a dinâmica de repasse de preço), e isso é explicado por fatores maiores fora do controle da companhia: a Repúbica Dominana e o Panamá são dois países de extrema importância nessa operação, sendo que ambos ainda passam por problemas logísticos, problemas inflacionários e esse trimestre inclusive foram atingidos por furacões que acabaram causando queda de consumo e diminuição de saída de casa.
Em LAS (América Latina Sul) houve crescimento de 4,5% do volume e 7,4% da receita. A companhia alega que o crescimento foi impulsionado principalmente por conta das marcas premium na região (Budweiser e Corona). Vale lembrar que aqui tratamos também sobre a Argentina, que está com uma situação caótica e é um dos calos no pé da companhia. Longe de ser preocupante, visto que a importância do país nos resultados da companhia é baixa, mas ainda assim, um fator negativo a ressaltar.
Em Canadá, o volume cresceu 3,4% e a receita cresceu 6,6%, impulsionados pela marca Corona e Stella Artois. A Ambev tem apostado em marcas premium para expandir os negócios fora da região BR/LAS e tem dado certo.
O resultado do terceiro trimestre da Ambev já saiu, e as manchetes, todos já devem ter visto: “queda de lucro”, “lucrou menos”, “lucro desabando” e afins. Sim, houve queda de lucro, mas como sempre falamos ao realizar leituras de resultados, analisar somente a linha de lucro é um erro. É análise fraca. Em alguns casos, é a linha que menos importa dependendo do desempenho do negócio. Na análise abaixo, mostraremos como mesmo com essa queda de lucro em virtude de fatores temporários e não recorrentes, a Ambev demonstrou um crescimento sólido e demonstrou o poder da sua marca em termos de repasse de preço. Vamos lá.
No 3T22 a Ambev apresentou números recordes em duas linhas importantes no consolidado de todas suas operações: a de volume vendido e de receita líquida. Na linha de volume, a companhia atingiu os 46.2 milhões de hectolitros vendidos, com um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida foi de R$ 20.5 bilhões, representando um crescimento de 18,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Essas duas linhas importam porque desconstroem parte daquela narrativa que ouvíamos bastante há alguns anos, quando era dito que as cervejarias artesanais e a Heineken destruiriam a demanda pelos produtos da Ambev. Como falamos todo trimestre, até agora não há qualquer evidência disso, com a companhia sempre crescendo em volume e inclusive repassando a inflação aos seus preços de forma sólida, vide crescimento de receita de quase 20% com pouco aumento de volume vendido.
Ainda sobre receita e volume, trataremos de forma isolada sobre todas as operações da companhia.
Em Cerveja Brasil (principal operação da Ambev) o crescimento de volume ficou estável, próximo de zero, mas a receita cresceu 17,1% - fator que mostra o poder da marca da companhia que mesmo sem crescimento forte de volume vendido, teve aumento forte de receita, conseguindo repassar a inflação ao preço dos produtos sem que o consumidor parasse de consumir.
Em NAB Brasil (bebidas não alcóolicas, segunda maior operação da companhia) o crescimento de volume foi forte, na ordem de 10,2% comparado ao mesmo trimestre, enquanto a receita líquida cresceu incríveis 35,8% - a Ambev ressalta que esse resultado ocorre pelo poder da marca e pelo foco nos produtos certos do portfólio, com destaque as bebidas energéticas, Red Bull, Gatorade, H2OH!, Guaraná e Pepsi Black. Esse é um mercado que a Ambev ainda tem muito espaço para ganhar, inclusive, e está ganhando, como mostram os números acima.
Em CAC (América Central e Caribe) o desempenho foi fraco. O volume caiu 18,7% e a receita caiu 7,4% (mais uma vez, prestar atenção na relação de volume e receita como a empresa trabalha com a dinâmica de repasse de preço), e isso é explicado por fatores maiores fora do controle da companhia: a Repúbica Dominana e o Panamá são dois países de extrema importância nessa operação, sendo que ambos ainda passam por problemas logísticos, problemas inflacionários e esse trimestre inclusive foram atingidos por furacões que acabaram causando queda de consumo e diminuição de saída de casa.
Em LAS (América Latina Sul) houve crescimento de 4,5% do volume e 7,4% da receita. A companhia alega que o crescimento foi impulsionado principalmente por conta das marcas premium na região (Budweiser e Corona). Vale lembrar que aqui tratamos também sobre a Argentina, que está com uma situação caótica e é um dos calos no pé da companhia. Longe de ser preocupante, visto que a importância do país nos resultados da companhia é baixa, mas ainda assim, um fator negativo a ressaltar.
Em Canadá, o volume cresceu 3,4% e a receita cresceu 6,6%, impulsionados pela marca Corona e Stella Artois. A Ambev tem apostado em marcas premium para expandir os negócios fora da região BR/LAS e tem dado certo.
Repetindo: no consolidado a companhia entregou um crescimento de 1,3% no volume atingindo 45.6 milhões de volume e 18,9% de crescimento de receita. A receita por hectolitro também subiu forte, em 17,4%, mostrando o poder da companhia e de suas marcas em repassar seus preços em momentos inflacionários.
O destaque negativo da companhia vai para dois pontos. O primeiro, suas despesas. Ainda com pressão inflacionária, o lucro operacional da companhia caiu 0,5%, fazendo com que o crescimento de volume e receita fosse ofuscado. O segundo ponto foi a linha de resultado financeiro, que por conta de derivativos, a companhia teve um prejuízo no resultado financeiro de R$ 1.25 bilhão.
Esses dois fatores fizeram com que a Ambev entregasse um lucro líquido de R$ 3.2 bilhões, 13,4% abaixo do lucro líquido reportado no mesmo trimestre do ano passado.
Ou seja, a razão da queda do lucro é clara: ainda há pressão inflacionária batendo nas linhas finais e o resultado financeiro também apertou um pouco por conta de derivativos.
Nossa opinião sobre é: esses fatores são temporários. A inflação já tem dado sinal de arrefecimento e uma hora ou outra o cenário irá estabilizar. A lição de casa a Ambev tem feito, conseguindo aumentar o volume vendido da companhia ao passo que repassa preço nos produtos, vide o cenário de Cervejas Brasil, principal linha operacional da companhia, que mesmo sem crescimento significante de volume, teve crescimento forte de receita mostrando como o consumidor ainda compra muito seus produtos mesmo aumentando forte o preço. A melhora nas linhas finais irá ocorrer na calmaria do cenário. Enquanto isso, nenhuma evidência de perda de market share ou afins, como alguns tanto pregavam há alguns anos. Vale também mencionar o crescimento no segmento não alcóolico, segmento de altíssimo potencial que a Ambev tem muito a ganhar espaço ainda.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
O destaque negativo da companhia vai para dois pontos. O primeiro, suas despesas. Ainda com pressão inflacionária, o lucro operacional da companhia caiu 0,5%, fazendo com que o crescimento de volume e receita fosse ofuscado. O segundo ponto foi a linha de resultado financeiro, que por conta de derivativos, a companhia teve um prejuízo no resultado financeiro de R$ 1.25 bilhão.
Esses dois fatores fizeram com que a Ambev entregasse um lucro líquido de R$ 3.2 bilhões, 13,4% abaixo do lucro líquido reportado no mesmo trimestre do ano passado.
Ou seja, a razão da queda do lucro é clara: ainda há pressão inflacionária batendo nas linhas finais e o resultado financeiro também apertou um pouco por conta de derivativos.
Nossa opinião sobre é: esses fatores são temporários. A inflação já tem dado sinal de arrefecimento e uma hora ou outra o cenário irá estabilizar. A lição de casa a Ambev tem feito, conseguindo aumentar o volume vendido da companhia ao passo que repassa preço nos produtos, vide o cenário de Cervejas Brasil, principal linha operacional da companhia, que mesmo sem crescimento significante de volume, teve crescimento forte de receita mostrando como o consumidor ainda compra muito seus produtos mesmo aumentando forte o preço. A melhora nas linhas finais irá ocorrer na calmaria do cenário. Enquanto isso, nenhuma evidência de perda de market share ou afins, como alguns tanto pregavam há alguns anos. Vale também mencionar o crescimento no segmento não alcóolico, segmento de altíssimo potencial que a Ambev tem muito a ganhar espaço ainda.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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Opinião e análise breve – Grendene ($GRND3) – 3T/2022
Um banco que vende sapatos. Não estamos exagerando – é essa percepção que a análise dos resultados da Grendene causa a cada trimestre que passa. Em termos financeiros, os números são extremamente agradáveis, afinal, a empresa é conservadora e gera caixa, lucro e dividendos de forma consistente. Por outro lado, as suas operações parecem estar travadas há um tempo. No 3T22 da Grendene não fui ruim, ainda com a inflação batendo em alguns números, houve melhora, mas esperamos pelo movimento que fará com que ela realmente cresça como vendedora de sapatos. Vamos aos números.
No 3T22 a Grendene entregou uma receita de R$ 910 milhões, 11% acima da receita entregue no mesmo trimestre do ano passado e marcando seu segundo trimestre da história (lembrando que o último trimestre do ano costuma ser o melhor por conta de datas festivas).
A quantidade de pares vendidos, ponto importantíssimo na análise que denota potencial ou linha de crescimento da companhia, seguiu estável, com crescimento de 0,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado com 44.2 milhões de pares. O ponto positivo é a receita por par, que subiu 10,4%, de R$ 18,61 para R$ 20,54 mostrando que a companhia tem obtido sucesso em repassar a inflação para os seus produtos, sem queda de pares vendidos ou sinalização de consumo. Outro dado interessante a mencionar é que a participação de vendas de pares no mercado externo caiu de 19% da receita para 18,5% da receita, mas algo esperado, considerando a situação de alguns mercados de países com a economia ainda em período problemático, seja por fator inflacionário ou qualquer outro aspecto relacionado.
Na linha de CPV (custos de produtos vendidos) há bons sinais. O CPV por par vendido subiu 13,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (de R$ 8,53 para R$ 9,70), mas analisando os últimos 2 anos, percebe-se como é o terceiro trimestre seguido de queda. A máxima que a companhia atingiu foi em fevereiro desse ano, quando explodiu a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e causou a alta do preço de diversas commodities (sendo a Grendene impactada principalmente pelo preço da resina de PVC). De R$ 11,24 em fevereiro desse ano, no último trimestre caiu para os R$ 9,70 cada par, e há sinais claros de queda para o 4T22, ou seja, mais fôlego para as margens da companhia, que tem conseguido repassar o preço para os pares e aproveitará a situação para melhorar o operacional.
Com a pressão inflacionária sobre a operação da companhia ainda em foco, a Grendene registrou um EBITDA de R$ 112 milhões, contra R$ 148 milhões no mesmo período do ano passado, ou seja, uma queda de 24,1%.
Na linha de resultado financeiro da companhia, sua benção e maldição ao mesmo tempo. A Grendene entregou R$ 123 milhões de lucro sob a linha de resultado financeiro, significando um crescimento de 843% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse aumento cavalar foi em virtude do rendimento de aplicações financeiras dado o aumento da SELIC, e da melhora do cenário de renda variável (bolsa a vista, derivativos e afins).
Todos esses fatores levaram a Grendene a reportar um lucro líquido de R$ 198 milhões no trimestre, crescimento de 45,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
Agora, colocando os pingos nos is sobre a razão de acharmos a linha de resultado financeiro da companhia uma maldição e uma benção ao mesmo tempo.
A Grendene tem hoje quase R$ 1.2 bilhão em caixa. Isso é muita coisa para o seu tamanho, mas ela é obrigada a manter um caixa gordo por conta de algumas obrigações que concedem a ela isenção fiscal em seus parques fabris. Achamos isso uma benção porque em um país como o Brasil, com juros alto estrutural e incertezas recorrentes, ela é extremamente conservadora e segura tendo sempre um caixa gigante. Achamos uma maldição porque hoje esse caixa desempenha a maior parte do seu resultado e pode acabar sendo um dos fatores da companhia não se mexer muito.
Um banco que vende sapatos. Não estamos exagerando – é essa percepção que a análise dos resultados da Grendene causa a cada trimestre que passa. Em termos financeiros, os números são extremamente agradáveis, afinal, a empresa é conservadora e gera caixa, lucro e dividendos de forma consistente. Por outro lado, as suas operações parecem estar travadas há um tempo. No 3T22 da Grendene não fui ruim, ainda com a inflação batendo em alguns números, houve melhora, mas esperamos pelo movimento que fará com que ela realmente cresça como vendedora de sapatos. Vamos aos números.
No 3T22 a Grendene entregou uma receita de R$ 910 milhões, 11% acima da receita entregue no mesmo trimestre do ano passado e marcando seu segundo trimestre da história (lembrando que o último trimestre do ano costuma ser o melhor por conta de datas festivas).
A quantidade de pares vendidos, ponto importantíssimo na análise que denota potencial ou linha de crescimento da companhia, seguiu estável, com crescimento de 0,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado com 44.2 milhões de pares. O ponto positivo é a receita por par, que subiu 10,4%, de R$ 18,61 para R$ 20,54 mostrando que a companhia tem obtido sucesso em repassar a inflação para os seus produtos, sem queda de pares vendidos ou sinalização de consumo. Outro dado interessante a mencionar é que a participação de vendas de pares no mercado externo caiu de 19% da receita para 18,5% da receita, mas algo esperado, considerando a situação de alguns mercados de países com a economia ainda em período problemático, seja por fator inflacionário ou qualquer outro aspecto relacionado.
Na linha de CPV (custos de produtos vendidos) há bons sinais. O CPV por par vendido subiu 13,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (de R$ 8,53 para R$ 9,70), mas analisando os últimos 2 anos, percebe-se como é o terceiro trimestre seguido de queda. A máxima que a companhia atingiu foi em fevereiro desse ano, quando explodiu a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e causou a alta do preço de diversas commodities (sendo a Grendene impactada principalmente pelo preço da resina de PVC). De R$ 11,24 em fevereiro desse ano, no último trimestre caiu para os R$ 9,70 cada par, e há sinais claros de queda para o 4T22, ou seja, mais fôlego para as margens da companhia, que tem conseguido repassar o preço para os pares e aproveitará a situação para melhorar o operacional.
Com a pressão inflacionária sobre a operação da companhia ainda em foco, a Grendene registrou um EBITDA de R$ 112 milhões, contra R$ 148 milhões no mesmo período do ano passado, ou seja, uma queda de 24,1%.
Na linha de resultado financeiro da companhia, sua benção e maldição ao mesmo tempo. A Grendene entregou R$ 123 milhões de lucro sob a linha de resultado financeiro, significando um crescimento de 843% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse aumento cavalar foi em virtude do rendimento de aplicações financeiras dado o aumento da SELIC, e da melhora do cenário de renda variável (bolsa a vista, derivativos e afins).
Todos esses fatores levaram a Grendene a reportar um lucro líquido de R$ 198 milhões no trimestre, crescimento de 45,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
Agora, colocando os pingos nos is sobre a razão de acharmos a linha de resultado financeiro da companhia uma maldição e uma benção ao mesmo tempo.
A Grendene tem hoje quase R$ 1.2 bilhão em caixa. Isso é muita coisa para o seu tamanho, mas ela é obrigada a manter um caixa gordo por conta de algumas obrigações que concedem a ela isenção fiscal em seus parques fabris. Achamos isso uma benção porque em um país como o Brasil, com juros alto estrutural e incertezas recorrentes, ela é extremamente conservadora e segura tendo sempre um caixa gigante. Achamos uma maldição porque hoje esse caixa desempenha a maior parte do seu resultado e pode acabar sendo um dos fatores da companhia não se mexer muito.
Não achamos a Grendene ruim, mas alguns pontos como a maior parte do seu lucro vir do resultado financeiro como se ela fosse um banco e a sua venda de pares ter parado no tempo há alguns bons anos são fatores que incomodam. Quando você pega a Arezzo como par de comparação, você percebe movimentos mais agressivos, expansão para outros mercados de moda e aquisições estratégias. Com a Grendene isso não acontece. A Arezzo não é um par perfeito para comparação, de fato, visto que ela ataca outros tipos de público (de classe social mais alta), mas ainda assim fica perceptível como alguns movimentos se encaixariam para maximizar o retorno dos investidores.
Obviamente que entre uma gestão agressiva e irresponsável que leva a empresa pro buraco ou uma gestão mais pé no chão que custa a crescer, a segunda opção é a escolha obvia, mas sejamos sinceros, não existem somente esses dois tipos de gestão.
Aguardemos os próximos capítulos para ver se a Grendene consegue entregar resultados mais interessantes por conta da parceria com a 3G capital entre outros pontos recentes. Por agora, os dois maiores pontos positivos a citar são a capacidade da empresa em repassar a inflação aos produtos, o que tem sido inegavelmente um sucesso, e a solidez de sua estrutura de capital.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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Obviamente que entre uma gestão agressiva e irresponsável que leva a empresa pro buraco ou uma gestão mais pé no chão que custa a crescer, a segunda opção é a escolha obvia, mas sejamos sinceros, não existem somente esses dois tipos de gestão.
Aguardemos os próximos capítulos para ver se a Grendene consegue entregar resultados mais interessantes por conta da parceria com a 3G capital entre outros pontos recentes. Por agora, os dois maiores pontos positivos a citar são a capacidade da empresa em repassar a inflação aos produtos, o que tem sido inegavelmente um sucesso, e a solidez de sua estrutura de capital.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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Opinião e análise breve – Vamos ($VAMO3) – 3T/2022
Se tem um ticker que é autoexplicativo na bolsa brasileira, esse ticker é o da Vamos: definitivamente a empresa tem ido, e parece não querer parar.
Relevando a piada, mais um trimestre em que a Vamos entrega resultados espetaculares sendo um dos principais cases de crescimento da bolsa brasileira. Mesmo com um IPO recente, o que tende a causar desconfiança aos investidores, tem honrado seus planos e o que a companhia pretendia entregar ao longo de 2022 inteiro, conseguiu entregar já no final do terceiro trimestre, ou seja, cumpriu seu guidance com grande folga. Todo esse crescimento, obviamente, tem um custo e traz riscos a estrutura do negócio, e trataremos sobre brevemente por aqui. Vamos aos números.
No 3T22 a frota da Vamos continuou em plena expansão, crescendo 90% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com uma frota total de 38.561 veículos, sendo 7.947 de máquinas e 30.614 e caminhões. Vale mencionar também o crescimento comparado ao trimestre passado (2T22), com um crescimento de 14%, quando a frota total era de 33.940 – em cases de crescimento como o da Vamos, é sempre interessante analisar também as janelas de curto espaço de tempo pois os movimentos que essas companhias costumam realizar são grandes, acelerado, fica evidente como as mudanças são bruscas. A carteira de clientes da companhia também cresceu bem, de 1.470 no 3T21 para 3.042 no 3T22, e a companhia destaca que essa carteira de clientes é bem diversificada em perfis distintos em termos setoriais, o que a protege de crises mais “segmentadas”. Outro ponto positivo. Quanto maior a carteira, maior previsibilidade de receita, e quanto maior a diversificação, menor o risco conjuntural.
Outro ponto interessante a analisar sobre a Vamos, é o valor de mercado de aquisição dos ativos em relação ao valor da FIPE. Sendo uma gigante do segmento, ela consegue comprar esses caminhões por preços mais baixos, e em determinado momento, revender como seminovo com lucro. Para se ter ideia dessa situação, se a Vamos vendesse todos seus ativos hoje mesmo pelo preço da tabela FIPE, lucraria 40% - algo em torno de R$ 1.1 bilhão. Essa é uma de suas vantagens de escala que torna o negócio ainda mais sólido.
Partindo para as linhas financeiras tradicionais, a Vamos registrou uma receita líquida de R$ 1.37 bilhão no 3T22, representando um crescimento de 66% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando registrou R$ 830 milhões. Além do crescimento da receita, o operacional também tem se fortalecido, com um crescimento de EBITDA de 90% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 554 milhões, enquanto o lucro líquido da companhia cresceu 35%, atingindo R$ 150 milhões.
Ou seja, em termos de crescimento, a Vamos tem realizado um trabalho exemplar. Como já mencionamos, é uma das poucas empresas da recente safra de IPOs que tem realmente entregue o que prometeu sem uma porrada de jargões tech para enrolar o investidor. É um case de crescimento clássico onde a alavancagem e a boa gestão demonstram como um plano bem traçado gera resultados satisfatórios. E é sobre isso que veremos agora: alavancagem.
A dívida líquida da Vamos atingiu o valor de R$ 4.4 bilhões no 3T22, representando um crescimento de 132% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Porém, movimentos relevantes ocorreram entre o 2T22 e o 3T22.
Em setembro a companhia realizou um follow on de R$ 641 milhões e captou R$ 1.3 bilhão do mercado. Ambas operações reduziram a alavancagem da companhia, fazendo com que a dívida apresentasse ligeira queda entre o 2T22 e o 3T22 (de R$ 4.6 bilhões para R$ 4.4 bilhões), mas uma forte queda da alavancagem (dívida líquida sobre o EBITDA) de 3.2x no 2T22 para 2.6x no 3T22. Além disso, a Fitch Ratings elevou a nota de crédito da dívida da companhia para AAA, ou seja, hoje a Vamos tem a melhor nota possível em termos de risco de crédito demonstrando risco de inadimplência mínimo segundo a Fitch.
Se tem um ticker que é autoexplicativo na bolsa brasileira, esse ticker é o da Vamos: definitivamente a empresa tem ido, e parece não querer parar.
Relevando a piada, mais um trimestre em que a Vamos entrega resultados espetaculares sendo um dos principais cases de crescimento da bolsa brasileira. Mesmo com um IPO recente, o que tende a causar desconfiança aos investidores, tem honrado seus planos e o que a companhia pretendia entregar ao longo de 2022 inteiro, conseguiu entregar já no final do terceiro trimestre, ou seja, cumpriu seu guidance com grande folga. Todo esse crescimento, obviamente, tem um custo e traz riscos a estrutura do negócio, e trataremos sobre brevemente por aqui. Vamos aos números.
No 3T22 a frota da Vamos continuou em plena expansão, crescendo 90% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com uma frota total de 38.561 veículos, sendo 7.947 de máquinas e 30.614 e caminhões. Vale mencionar também o crescimento comparado ao trimestre passado (2T22), com um crescimento de 14%, quando a frota total era de 33.940 – em cases de crescimento como o da Vamos, é sempre interessante analisar também as janelas de curto espaço de tempo pois os movimentos que essas companhias costumam realizar são grandes, acelerado, fica evidente como as mudanças são bruscas. A carteira de clientes da companhia também cresceu bem, de 1.470 no 3T21 para 3.042 no 3T22, e a companhia destaca que essa carteira de clientes é bem diversificada em perfis distintos em termos setoriais, o que a protege de crises mais “segmentadas”. Outro ponto positivo. Quanto maior a carteira, maior previsibilidade de receita, e quanto maior a diversificação, menor o risco conjuntural.
Outro ponto interessante a analisar sobre a Vamos, é o valor de mercado de aquisição dos ativos em relação ao valor da FIPE. Sendo uma gigante do segmento, ela consegue comprar esses caminhões por preços mais baixos, e em determinado momento, revender como seminovo com lucro. Para se ter ideia dessa situação, se a Vamos vendesse todos seus ativos hoje mesmo pelo preço da tabela FIPE, lucraria 40% - algo em torno de R$ 1.1 bilhão. Essa é uma de suas vantagens de escala que torna o negócio ainda mais sólido.
Partindo para as linhas financeiras tradicionais, a Vamos registrou uma receita líquida de R$ 1.37 bilhão no 3T22, representando um crescimento de 66% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando registrou R$ 830 milhões. Além do crescimento da receita, o operacional também tem se fortalecido, com um crescimento de EBITDA de 90% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 554 milhões, enquanto o lucro líquido da companhia cresceu 35%, atingindo R$ 150 milhões.
Ou seja, em termos de crescimento, a Vamos tem realizado um trabalho exemplar. Como já mencionamos, é uma das poucas empresas da recente safra de IPOs que tem realmente entregue o que prometeu sem uma porrada de jargões tech para enrolar o investidor. É um case de crescimento clássico onde a alavancagem e a boa gestão demonstram como um plano bem traçado gera resultados satisfatórios. E é sobre isso que veremos agora: alavancagem.
A dívida líquida da Vamos atingiu o valor de R$ 4.4 bilhões no 3T22, representando um crescimento de 132% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Porém, movimentos relevantes ocorreram entre o 2T22 e o 3T22.
Em setembro a companhia realizou um follow on de R$ 641 milhões e captou R$ 1.3 bilhão do mercado. Ambas operações reduziram a alavancagem da companhia, fazendo com que a dívida apresentasse ligeira queda entre o 2T22 e o 3T22 (de R$ 4.6 bilhões para R$ 4.4 bilhões), mas uma forte queda da alavancagem (dívida líquida sobre o EBITDA) de 3.2x no 2T22 para 2.6x no 3T22. Além disso, a Fitch Ratings elevou a nota de crédito da dívida da companhia para AAA, ou seja, hoje a Vamos tem a melhor nota possível em termos de risco de crédito demonstrando risco de inadimplência mínimo segundo a Fitch.
Em suma, a Vamos continua honrando seu plano e crescendo de forma acelerada. Sua dívida tem machucado um pouco, vide crescimento de custo médio subindo de 8,3% para 11,9% ao ano com essa elevação da SELIC e afins, mas esse é um dos benefícios que ela possui sendo líder do segmento com uma receita previsível e uma estrutura de capital sólida. Além de tudo isso, hoje o caixa da Vamos é suficiente para honrar todas as dívidas da companhia até 2027, praticamente. Mesmo com o resultado financeiro machucando, o operacional da companhia tem crescido junto com a receita, e provavelmente é uma das que vai brilhar forte no primeiro momento de uma possível queda de nossos juros. Nada disso significa que você deva menosprezar seus riscos relacionados a alavancagem, sempre lembrando.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.
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