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100-baggers – como encontrar ações que multiplicam seu valor em até 100 vezes

Calma, não se trata de um texto apelativo com promessas de enriquecimento fácil ou rápido – pelo contrário, o que abordaremos aqui é uma estratégia de década(s) baseada em estudos valiosos inspirados em um investidor gigante.

Antes, vamos conhecer o termo.

Cunhado pelo lendário investidor Peter Lynch (gestor do Magellan Fund e responsável por uma rentabilidade de nada menos do que 29,2% ao ano por 13 anos), o termo é utilizado para se referir a ações que multiplicam seu valor de mercado por um determinado número. Ou seja: uma 10-bagger é uma empresa que multiplica o seu valor por 10, uma 50-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 50, logo, uma 100-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 100. Um sonho, não? Transformar um investimento de R$ 10.000 em R$ 1 milhão – não é fácil, mas também não é impossível.

O termo cunhado pelo Lynch popularizou justamente pela possibilidade em conseguir obter esse tipo de retorno. Durante seu tempo de gestão, era extremamente comum conseguir 2-baggers, 10-baggers e as vezes até 50-baggers ou 100-baggers. E foi com isso que o investidor conseguiu identificar alguns “padrões” nesse tipo de companhia que multiplica o seu valor em tantas vezes.

Lembrando: não se trata de um texto apelativo buscando mostrar que é fácil ou comum esse tipo de rentabilidade. Se você está lendo já com essa ideia, recomendamos que você pare de ler agora mesmo ou já passe a digerir e lidar com o fato de que dinheiro fácil não existe – muito menos rápido.

Para maximizar a chance de conseguir obter esse tipo de retorno, existem cinco principais pontos a identificar numa empresa que aumentam essas chances: o tamanho da empresa, a qualidade do negócio e da gestão, o crescimento dos resultados, a longevidade do crescimento dos resultados e o preço da ação. Trataremos um por um – e exemplificaremos.

O tamanho da empresa: sejamos realistas – não é impossível uma ação multiplicar seu valor por 100 – basta a ação valorizar 10.000%, e isso já aconteceu com diversas companhias. Quer exemplos? WEG, Engie, Renner, Ambev, Banco do Brasil, Petrobras... Enfim, basta buscar os dinossauros do mercado que você verá que a maioria multiplicou seu valor por pelo menos 10 vezes. A questão é: para ela multiplicar violentamente o seu valor, ela precisa ser pequena.

Empresas crescem, mas o crescimento é limitado ao espaço que existe numa economia, veja, a WEG já multiplicou 330 vezes o seu valor desde que foi listada em bolsa, ela é uma 330-bagger, mas hoje o seu valor de mercado se aproxima de R$ 150 bilhões. Se ela multiplicasse por 100 novamente, ela atingiria um valor de mercado de R$ 15 trilhões, isso é quase do dobro do PIB do Brasil em 2021. Na melhor das hipóteses, ela se expande em outros países e passa a crescer internacionalmente também, mas ainda assim, um crescimento de 100 vezes a colocaria num patamar de valor próximo ao da Apple, uma empresa global, que em 2021 lucrou mais de R$ 500 bilhões e ataca um mercado com bilhões de consumidores.

Se você quer encontrar uma 100-bagger, o primeiro ponto a identificar é uma companhia que seja pequena – não muito mais do que R$ 1 bilhão de valor de mercado, afinal, se ela multiplicar por 100, ela seguirá com um valor realista. Exemplos realistas que multiplicando por 100 ainda cabem no mercado? Oceanpact que valeria próximo de R$ 50 bilhões, Espaço Laser que valeria próximo de R$ 48 bilhões, Neogrid que valeria próximo de R$ 45 bilhões, GetNinjas que valeria próximo de R$ 16 bilhões... enfim – absolutamente nenhuma das empresas citadas aqui tratam de recomendação ou significam que multiplicarão seu valor, pegamos apenas como exemplo de valor de mercado.

Uma 100-bagger sempre é uma empresa pequena. Sempre. Atenção ao valor de mercado.
Qualidade do negócio e da gestão: as empresas que multiplicam seu valor de mercado de forma expressiva sempre possuem um bom produto (isso é, demandado, necessário) e um bom time na gestão. Bom produto se refere a bem que realmente são demandados para o consumo e ganham poder de marca. A WEG, por exemplo, apesar de se tratar do setor industrial, a qualidade dos seus produtos é referência não só no Brasil, mas no mundo. Seus motores são de altíssima qualidade, suas tintas, seus itens do setor elétrico... além de possuírem políticas que protegem e beneficiam o consumidor – quem compra WEG dificilmente se arrepende e passa a comprar WEG sempre. Isso é qualidade de produto.

Qualidade de gestão é sobre a cabeça que está tocando o negócio: pegando a WEG como exemplo, novamente, a companhia sempre foi tocada por seus fundadores, que eram completamente apaixonados pelo que faziam, pela empresa e viam no florescer da companhia a realização. Uma gestão que veste a camisa do tipo, toma boas decisões de alocação de capital e tem interesses alinhados com os investidores. A veia empreendedora nessas horas é um benefício, visto que é daí que surge a paixão em tocar o negócio.

Uma 100-bagger sempre possui um bom produto e uma boa gestão.

Crescimento dos resultados: você se lembra da frase de que “cotação segue o lucro no longo prazo?” – pois bem, aqui é a ilustração dessa expressão.

O potencial de crescimento do lucro da companhia deve ser alto: peguemos como exemplo o Itaú – ele é um gigante que lucra quase R$ 30 bilhões por ano. Sabemos bem que esse lucro não subirá em velocidade acelerada (e calma, isso não invalida o investimento no Itaú, ele só faz parte de um outro grupo de empresas para investir), é impossível, a economia não comporta, o Itaú já é tão grande que seu lucro tem espaço menor para crescer, ou seja, como esperar um crescimento do preço da ação de forma expressiva?

Se o lucro do Itaú multiplicasse por 50, por exemplo, estaríamos falando de um lucro de R$ 1.5 trilhão ao ano. Percebe como com matemática básica é completamente impossível destruir narrativas e ideias inconsistentes? Estamos falando de um banco que já é literalmente o maior do país – só cresceria assim expandindo para fora (o que é improvável por fatores burocráticos, competitivos e regulamentares) ou se passassem a abrir conta corrente fora do planeta terra.

É diferente, por exemplo, de investir em uma fintech menor, que ainda lucra pouco e tem um espaço gigante de mercado para conquistar e crescer. Cotação segue o lucro, simples assim então não espere que uma cotação exploda com o horizonte de crescimento de lucro mais limitado.

Uma 100-bagger sempre possui um mercado gigante e muito lucro para conquistar.

A longevidade do crescimento: em outras palavras, sua perenidade. Veja, existem negócios extraordinários no mercado que explodiram em lucro e multiplicaram seu valor em 100 vezes ou mais, mas tão importante quanto isso, é identificar quão duradouro é esse lucro – é um ponto que ventila bastante a ideia mencionada no fato de qualidade de produto mais acima.

Se trata de uma empresa que vende serviços que o lucro realmente é consistente e duradouro para justificar sua valorização? Ou é um produto com alto risco de cair no esquecimento ou facilmente será engolido pela concorrência por fatores culturais?
A Monster Beverage (aquela marca de energético que todos conhecem) é um caso de empresa que multiplicou seu valor em mais de 700 vezes – e seu produto é simples, um bem de consumo para beber. Isso ilustra perfeitamente o fator de longevidade. Seus lucros são longevos assim como seu crescimento – a menos que bebidas energéticas sejam proibidas, dificilmente a marca perderá espaço. Quando lidamos com produtos de consum alimentício, quase sempre temos uma marca preferida e ali ficamos – seres humanos são avessos a mudanças e ao desconhecido e quase sempre optam por continuar comendo aquilo que gostam e já é bom o suficiente. Perenidade é a palavra – o lucro tem que ser duradouro e o produto tem que tratar de algo que não seja simplesmente uma febre ou algo facilmente destruído por concorrência.

Uma 100-bagger sempre possui recorrência de consumo e difícil competição.

O preço da ação: por último e não menos importante – o quanto você paga na ação. Não, não entraremos no mérito do valuation, na parte complicada sobre custo de capital e afins – atentaremos somente sobre a importância do preço que se paga e como isso influencia na busca de uma valorização expressiva de um ativo.

Um preço de entrada justo na busca de um ativo do tipo, é necessário e você pode evitar pagar demasiadamente carro facilmente comprando sob duas razões (I) em momentos de crise, quando o mercado evidentemente está panicado, evitando tomar risco e tudo desaba de forma sincronizada – isso tem ocorrido bastante ultimamente, vide o próprio mercado americano que até o presente momento já caiu 25% no ano, e (II) analisando o histórico de crescimento, entendendo o setor da companhia e ignorando narrativas.

Em 2020 e 2021, a Magazine Luiza chegou a valer R$ 160 bilhões. Seu preço sobre lucro, em alguns momentos, ultrapassou 500x (!!) sem qualquer tipo de não recorrente ou fator que distorcesse o indicador. A narrativa na época era a que o e-commerce tinha chegado para ficar, o varejo explodiria nos próximos meses e afins. Não estamos sendo engenheiros de obra pronta de forma alguma – temos mais de 2 anos de históricos nas redes sociais de opiniões, repostas, artigos, textos e aulas e na época comentávamos o quão absurdo isso era e que nem na melhor das hipóteses ela conseguiria atingir esse nível de crescimento (lembre-se sobre a utilização da matemática básica que citamos ali em cima). Em pouco tempo o mercado corrigiu essa disfunção e o preço desabou (e aqui temos de assumir que foi uma surpresa e tanto, não esperávamos que fosse cair muito além dos R$ 10 a R$ 8).

Com uma simples leitura sobre o cenário e matemática básica para ver como era injustificável aquele P/L da época, nós ficamos de fora. Foi uma leitura simples, sem necessidade de cálculo de fluxo de caixa descontado e afins. E isso importa.

O investidor que comprou na máxima (ou próximo) não necessariamente perderá seu dinheiro – a empresa pode voltar ao patamar que estava, a questão é que levará tempo e seu ponto de partida para que a empresa valorize 100 vezes é quase impossível. Nos 500x preço sobre lucro a Magalu estava valendo pouco mais de R$ 150 bilhões. Ela não vai valer R$ 15 trilhões. Estamos utilizando a Magalu somente para efeito de exemplificação e facilidade por ser um caso popular, virou uma febre na bolsa nos últimos tempos, mas você pode aplicar o exato mesmo racional que estamos aplicando aqui para qualquer outra empresa. O ponto de partida importa, não se agarre a narrativas e tenha o pé no chão.

Uma 100-bagger sempre é comprada com desconto.

Em suma, esses são os pontos. Repetindo, mais uma vez: não se trata de absolutamente nenhuma promessa de ganho rápido nem fácil, na verdade, essa estratégia é para o longo prazo, uma empresa multiplica seu valor por 10, 50 ou 100 quase sempre em questão de 10, 20 ou 30 anos. E é o longo prazo que você deve buscar. O pilar financeiro é importante na sua vida e você sempre deve seguir investindo e fazendo com que o dinheiro trabalhe para você.
O principal fator dessa estratégia é a paciência, e mesmo que você não consiga necessariamente uma 100-bagger seguindo esses pontos, pode ter certeza, 10-baggers e afins serão comuns.

E se você está se perguntando sobre a importância de empresas mais sólidas na carteira... bem, elas importam e muito. As gigantes com ritmo mais lento de crescimento também desempenham um papel importante na sua carteira sendo um fator de solidez, tendo um futuro mais consistente. Um Itaú, uma WEG, uma Ambev ou uma RaiaDrogasil pode não multiplicar seu valor por 100, mas ainda assim pode multiplicar por 5, 10 ou 20 além de pagar enxurradas de dividendos para o investidor – e tudo isso com solidez.

Não se pode ignorar o fato que na busca de 100-baggers o seu risco aumenta e você se depara com empresas mais incertas, por isso ressaltamos, isso é apenas um complemento de estratégia. Conservadorismo ao investir é algo valioso, não deixe seu futuro financeiro na mão do acaso.

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Um gráfico para explodir a sua mente.

Analisando a taxa de câmbio entre o dólar e o real, é bem comum que nos apeguemos ao passado e desejemos que o dólar volte ao patamar de R$ 2,00 ou R$ 2,50, contra os atuais R$ 5,15 que vivemos hoje – há não muito tempo, 10 anos, praticamente, o dólar estava na casa dos R$ 1,60. Se você quer ver o dólar novamente nesse patamar, desista, é extremamente improvável.

O gráfico acima é o valor do dólar reajusta pelo IPCA e pelo CPI – os índices de inflação do Brasil e dos EUA, respectivamente – isso é, o dólar da época trazido ao valor de hoje (exemplificando, o dólar de janeiro de 2003 equivaleria a R$ 8,00 considerando reajuste de inflação acumulado daquele período até o momento – ou seja, ainda longe da máxima em termos reais).

Todos sabem muito bem como a inflação funciona: faz com que o dinheiro perca valor com o tempo e com isso, quando comparamos preços em períodos diferentes, é necessário reajustar pela inflação, afinal, não faz sentido nenhum você tratar o preço da gasolina de 2005 com o preço da gasolina atual visto que ao longo de 17 anos a moeda acumulou uma desvalorização violenta e todos os preços da economia (inclusive de salários e afins) subiram nominalmente. Para taxa de câmbio, não é diferente.

Foi entre 2002 e 2003, com uma das eleições mais temidas da história (diferente de barulhenta, como é a atual) que o dólar, reajustado pela inflação acumulada do período, chegou ao patamar de R$ 8,00 por um breve momento, com os temores políticos sobre a gestão mais intervencionista do primeiro mandato do Lula. Com o passar dos meses, tendo o mercado digerido o fato de que o Lula estava mais “amigo” do mercado do que o esperado, que a moeda começou a arrefecer.

É por isso que a expectativa – e esperança – de esperar que o dólar caia violentamente a patamares já passados (de R$ 2,00, por exemplo) é completamente inútil: considerando o fato de que a inflação brasileira é sempre maior que a americana (sim, 2022 está sendo uma exceção, a primeira da história, inclusive), a nossa moeda possui uma desvalorização mais acelerada do que o dólar, o que faz com que a taxa de câmbio sempre siga seu caminho para cima. Esse cenário mudaria ou com os EUA tendo uma inflação estrutural mais alta do que a nossa (o que é extremamente improvável, para não dizer impossível) ou com a economia americana entrando em um estágio de desconfiança tão grande que a moeda do país fosse punida, desvalorizando forte – o que é ainda mais improvável, visto que o dólar é a reserva de valor do planeta.

Outro ponto importante a citar é que o câmbio por mais que lateralize durante determinado período, em termos reais, pode significar ganho de poder de compra para o real em termos relativos, visto que significa uma inflação crescente com uma moeda estacionada – veja, se a nossa moeda continua desvalorizando, mas o câmbio não deprecia na mesma proporção, cria-se um movimento contrário de força segurando o valor cambial.

Todo esse texto tem um único objetivo: te lembrar de que absolutamente qualquer análise econômica considerando períodos de tempos diferentes precisa ser realizada com ajuste inflacionário. Qualquer um. Câmbio não é exceção.

Dinheiro perde valor no tempo, e analisar o preço por si só sem desconsiderar a inflação acumulada é algo completamente irrelevante. O dólar a R$ 1 na época que a renda média era de R$ 200 por cabeça tinha um peso – o dólar a R$ 5 em uma época que a renda média por cabeça é R$ 2.200 tem outro peso.

Nunca se esqueça desse fator: ajuste de inflação para qualquer valor analisado.

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A tributação de dividendos é algo que assusta.

Foi em 2021 que o assunto entrou em voga com a proposta da reforma tributária do atual governo – a princípio, a ideia era simples: tributar em 20% os dividendos, sem distinção e sem isenção – simplesmente tributar 20% dos dividendos. Antes, vamos voltar um pouco no tempo e mostrar como esse “problema” não é algo recente.

Até 1995, dividendos eram tributados. Foi somente em 26 de dezembro de 1995, com a Lei nº 9.249/95 que ocorreu a isenção – e desde então permaneceu. Antes disso a alíquota era de 15% e a isenção ocorreu com o intuito de estimular investimentos no país. Obviamente que essa isenção não veio de graça, mas com um aumento de 10% sobre o IRPJ.

Pouco mais de 27 anos depois, o assunto volta à tona e preocupa grande parte dos investidores mais novos. As questões levantadas em meio a essa nebulosidade tributária são sempre as mesmas, buscando compreender se isso irá inviabilizar os investimentos em ações e FIIs, se inviabilizará a estratégia de investimento em dividendos entre outros pontos.

Já adiantando: não. Não irá. Não será 15% de imposto sobre seus dividendos que tornará a estratégia estéril – obviamente, não é algo positivo, ainda mais se isso ocorrer sem um corte de compensação no IRPJ, mas não é como se fosse o fim do mundo – alguns investidores lendários, como o próprio Barsi, já estavam no mercado há décadas, tempos em que dividendos já eram tributados.

A imagem do texto é uma ilustração tomando o mercado de fundos imobiliários como exemplo.

Em momentos assim, não há nenhum cálculo exato para buscar exemplificar como seria de fato o cenário caso a tributação de fato ocorresse: considerando as mesmas condições de temperatura e pressão, o mais próximo para chegar da realidade é um backtest já aplicando a alíquota de tributação para ver como seria a performance dos ativos mesmo com esse imposto aplicado. É disso que o gráfico acima trata.

O gráfico possui 5 linhas: o azul escuro (190%) é o IFIX, a linha vermelha (159%) é o CDI, a linha verde (148%) é o IFIX já descontando 15% de uma possível tributação dessa magnitude, a linha roxa (125%) é o CDI também descontando 15%, e a linha azul claro é o IPCA. Todos os números desde a data de criação do IFIX, o índice dos FIIs.

Perceba como mesmo com uma possível tributação de 15% em cima dos fundos imobiliários, o retorno do índice (lembrando, aqui tratamos de um índice, e uma seleção de ativos sempre maximizará o retorno caso bem realizada) há um bom retorno. Você pode se perguntar “como o retorno pode ser bom se rendeu menos do que o CDI?” – e aqui entram dois pontos importantes: a pandemia, que esmagou a rentabilidade do setor imobiliários por fator de vacância e puxada do juros longo, e a ciclicidade por si só do mercado.

Como mencionado: isso é uma conta de exemplo de worst case scenario somente para ter algo projetar. É obvio que em meio a um cenário de tributação de rendimentos, os fundos podem contornar com algumas medidas e essa rentabilidade sobe – é por isso que o backtest nesse caso é um bom exemplo, ele simplesmente tira 15% como se não houvesse qualquer medida de gestão para reduzir impacto da tributação, e qualquer boa gestão costuma contornar os problemas que enfrenta.

Para dividendos de empresas, não é diferente: pode ter certeza que se em algum momento os dividendos forem tributados, as empresas também darão um jeito de contornar isso, sendo a principal forma com a recompra de ações – meio muito comum de remuneração nos EUA.

Por lá, a maioria das companhias recompram suas ações enquanto pagam dividendos para aumentar o retorno do investidor no longo prazo – numa explicação simples, pense que determinada empresa distribui R$ 1 milhão em dividendos e tem 1 milhão de ações – isso significa R$ 1 por ação. Agora imagine que essa empresa recompre metade de suas ações e realize o mesmo pagamento de R$ 1 milhão – agora o investidor recebe R$ 2 por ação, não mais R$ 1. Formas de contornar esse tipo de problema não são raras.
Por mais que seja triste dizer, nos acreditamos que uma tributação sobre dividendos seja só questão de tempo, seja pela atual gestão de governo ou por uma possível e futura gestão do Lula – é algo inevitável e que praticamente toda a classe política já consolidou a ideia ao tratar sobre a reforma tributária – argumentos para voltarem com isso não falta. A questão é saber como isso será aplicado. O ideal seria uma isenção generosa com um teto alto para não prejudicar empresários menores (lembrando que empresários se remuneram via dividendos, e nem todo empresário é multimilionário como pensa o grosso da cultura popular brasileira) e que FIIs sejam isentos, o que é bem provável que ocorra, visto que o setor imobiliário é um dos principais fomentadores do crescimento econômico do país e uma porrada de 15% sobre esse tipo de rendimento seria um desincentivo gigante num país que já cobra mais impostos do que deveria ao tratar sobre PJ.

Se a tributação de dividendos te incomoda, fique tranquilo – não é como se fosse algo para comemorar, longe disso, mas não é como se fosse o fim do mundo. Essa tributação existiu até pouco tempo atrás e existem em praticamente todos os países mundo afora – a alíquota, caso instaurada num patamar racional e não abusivo, não inviabilizará estratégia nenhuma, não impedirá que você alcance o sucesso ao investir e não é motivo para pânico. Para desgosto, talvez, não é como se pagássemos poucos impostos, mas nem de longe você deve se sentir desestimulado a construir seu patrimônio. É do interesse tanto do investidor quanto das empresas e dos fundos que você investe contornar esse tipo de problema – e há formas simples de fazer isso.

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Quanto US$ 1 investido na bolsa americana gerou de retorno desde 1870.

A data é excedida propositalmente – obviamente, não há investidor vivo que tenha começado a investir há 152 anos.

A intenção do gráfico é mostrar como, historicamente, a bolsa americana reagiu durante todos esse tempo e gerou retornos cavalares mesmo com todos os problemas políticos, geopolíticos, sociais e econômicos.

US$ 1 investido em 1870, ajustado pela inflação, se tornou US$ 19.044 na máxima de 2021.

Não importa a dimensão do problema, não importa o momento nem a narrativa que está sendo utilizada para tentar tocar o terror e te tirar do jogo: investir se trata de probabilidade, não de possibilidade. O atual momento com a bolsa americana caindo quase 30% da sua máxima é quase certo um momento excelente para investir. Significa que a bolsa americana não vai mais cair? Mas é claro que não – ninguém sabe quando o índice chegará ao seu limite de baixa, mas significa que o momento atual já te proporciona uma margem de desconto excelente.

Historicamente dizendo, a chance de você investir na bolsa americana hoje e se arrepender daqui 10 anos é nula.

O gráfico mostra: o mercado sobe caindo. E isso não se trata somente do mercado americano. No nosso relatório de InSights Econômicos de maio (InSights Econômicos #03 – Os Ciclos da Bolsa e, De novo, a Inflação) nós mostramos como a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 gerou um retorno maior do que a bolsa americana e pouca gente sabe.

Haverá os momentos de queda, haverá os momentos de alta, e haverá os momentos em que o mercado simplesmente não faz nada, ficando meses de lado, em sua fase de consolidação, até que um boom o leve para outro patamar, e assim agem os ciclos, girando em torno de problemas geopolíticos, guerras, crises econômicas e entraves que parecem não tem solução e que sempre tem.

Investir se trata de probabilidade, não possibilidade. A leitura sempre é sobre o que é provável, não sobre o que é possível. Coloque as chances ao seu favor, como num jogo de poker, e ganhar dinheiro se tornará a consequência.

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Sobre o crescimento do Brasil atualmente.

Vivemos em tempos obscuros – com a polarização política atingindo níveis alarmantes, são poucos os que possuem maturidade de fato para discutir sobre economia e dados relacionados sem que o viés político e a infantilidade partidária contaminem o discurso. Acima, um gráfico que ilustra o perfeito momento que estamos vivendo no Brasil.

A linha cinza é o índice CRB: um índice que contempla diversas commodities, entre elas o cacau, café, minério de ferro, petróleo entre outras commodities agrícolas.

A linha laranja é a variação do crescimento de PIB do Brasil, não necessita de muita explicação.

Perceba como a correlação entre ambos é altíssima, ou seja, o Brasil hoje goza de uma impulsão econômica não por milagre, nem por força eleitoreira ou canetadas do tipo – o Brasil goza do benefício de um ciclo de commodities, somente. O nosso PIB quase sempre segue o mesmo caminho do preço de algumas commodities, sendo as principais o minério de ferro, petróleo e cesta de produtos agro.

Enquanto o mundo viver esse cenário de incerteza e as commodities continuarem com seu preço pressionado, significa que o Brasil conseguirá vender seus principais produtos por preços mais altos e margens melhores, o que significa que teremos menos pressão sobre o câmbio, superávit nas contas públicas e maior atratividade para receber investimentos do exterior.

Se o cenário seguir em 2023, é bem provável que continuemos com essa bonança econômica de recuperação, com melhora do endividamento do país, queda de desemprego e cortes de impostos aproveitando o superávit das contas públicas.

O jogo vira quando o cenário no mercado de commodities tende a piora, simplesmente, é aí que começa o desafio do crescimento econômico sem qualquer tipo de fator que impulsione a economia interna. Tome cuidado com as narrativas apaixonadas de quem muito se apega a política e pouco tem capacidade (ou vontade) de estudar de verdade para compreender dados e números.

Em resumo, boa parte desse crescimento é resultante do que sempre gera os booms econômicos de nosso país – commodities.
Sobre os fundos de papel e a inflação.

Você já deve estar exausto de ler sobre esse assunto – praticamente todos os influenciadores da área de investimentos estão falando sobre fundos de papéis, alguns dizendo que hora de vender entre outros pontos – nós discordamos disso.

Foi no final de junho desse ano que foi promulgada a lei que reduziu o ICMS sobre a energia elétrica, transporte público, segmento de comunicação e, principalmente, sobre os combustíveis. Com a lei já em vigor, desde julho a inflação (IPCA) do Brasil tem vindo negativa (deflação) sendo intensificada também pela queda do barril de petróleo e pela estabilidade do câmbio.

Essa deflação tem sido uma pedra no sapato da maioria dos investidores ainda iniciantes, que se preocupam demasiadamente com seus investimentos. Fundos de papel que seguem índices de inflação (seja o IPCA ou o IGP-M), apresentaram forte queda no pagamento dos rendimentos nos últimos três meses, em virtude, novamente, dessa deflação temporária.

Se você tem fundos de papéis, nossa dica é: não se preocupe.

Cedo ou tarde (mais cedo do que tarde) a inflação do país voltará ao seu patamar normal e esses rendimentos normalizarão. Além do mais, existe ainda a chance de em 2023 o ICMS voltar ao mesmo patamar que estava antes do corte e a inflação novamente sofrer uma elevação temporária, com os fundos de papel desempenhando um papel importantíssimo de proteção nesse cenário.

Nós não acreditamos que agora seja momento de vender qualquer fundo de papel que seja – pelo contrário, alguns fundos representam boas oportunidades. Quem sabe fazer leitura de cenário, reconhece que o momento atual é apenas um “não recorrente” e está surfando e investindo da forma certa.

O gráfico, no caso, é a simples correlação entre os fundos de papéis e o IPCA. É um movimento natural, faz parte, e não deve ser preocupação para você – a menos que você tenha fundos ruins em carteira, aí a preocupação deve existir independente do IPCA.

Saiba ler o cenário e identificar as características corretas do fundo que você investe. É completamente impossível você obter sucesso investido sem sequer saber no que você está investindo. O movimento atual sobre os fundos é extremamente simples e sem grandes rodeios e tem muito investidor carregadíssimo de FIIs desse segmento que não fazem a mínima ideia de como agir – isso não deveria acontecer. Você primeiro deve entender como os fundos funcionam, e depois investir neles.

Lembre-se: você está no Brasil – coloque o estudo da história em prática e veja se você identifica sequer um período em que tivemos uma deflação estrutural e contínua. Não existe. Esse é mais um período de soluço que passará batido no gráfico dos ativos em alguns anos. O ganho dos FIIs de papel está no carrego. Compreenda isso e invista com inteligência.

Em nossa plataforma, temos aulas de leitura de cenário econômico e FIIs justamente para você aprender a investir em momentos assim para aproveitar as melhores oportunidades. Não deixe o acaso ditar o futuro da sua carteira, porque uma hora ou outra, ele vai te machucar. Uma aula por dia e você pode mudar completamente a sua vida financeira.

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Opinião e análise breve – WEG ($WEGE3) – 3T/2022

Mais um mês de atropelo da WEG em termos de resultado.

Já está recorrente fazer a leitura dos resultados da companhia e escrever que ela impressionou com seus números, mas simplesmente não há o que fazer: num mundo que está enfrentando a incerteza e boa parte dos países estão ardendo em chamas inflacionárias, a WEG segue atravessando essas intempéries com maestria, sinalizando a experiência da gestão ao tocar o negócio e a qualidade de sua marca, fidelizando os clientes nos momentos mais críticos. A própria gestão mencionou em seu release a surpresa com os números e que a expectativa lá no 1T22 era bem pior.

Pois bem, vamos aos números.

No 3T22 a WEG entregou uma receita líquida de R$ 7.9 bilhões, atingindo, mais uma vez, uma receita histórica em termos trimestrais, com um número representando 27,6% acima do 3T21. A diversificação da sua receita segue boa, sendo metade oriunda do mercado interno e metade oriunda do mercado externo, ou seja, diversificação de moeda, o que protege bem a companhia em momentos mais incertos.

A receita do mercado externo merece menção isolada: a companhia atingiu US$ 757 milhões nesse trimestre, o que significa uma alta de 21,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, sendo que o crescimento de demanda ocorreu em toda as regiões, principalmente nos países da América do Norte (+42,2%) e na Europa (+24%) – mesmo com esse crescimento da Europa, sua representatividade caiu 2,9%, algo não surpreendente considerando o cenário geopolítico atual que tem impactado forte a economia da região. Em relação ao câmbio, entre o 3T21 e o 3T22 praticamente não houve mudança, com o dólar saindo de R$ 5,23 para R$ 5,24 – ou seja, na ponta final da receita líquida, a melhora foi realmente por demanda.

Indo um pouco além e segmentando a receita, vemos que todas suas áreas de negócios desempenharam bem. A área de EEI (equipamentos eletroeletrônicos industriais) cresceu tanto no mercado interno quanto no externo de forma expressiva por conta da melhora do cenário econômico brasileiro e dos segmentos de commodities no exterior, a área de GTD (geração, transmissão e distribuição de energia) cresceu forte no mercado interno em virtude da expansão do uso da energia solar, venda de aerogeradores e infra de transmissão de energia e a área de tintas e vernizes também cresceu em ambos os mercados ainda com demanda aquecida por conta da melhora econômica nacional em termos de infraestrutura e exportação para mercados da América Latina. Lembrando que a área de EEI e a área de GTD representam quase 87% de todo o faturamento da companhia – esse é o foco.

Na área dos custos dos produtos vendidos, uma das principais linhas positivas do release do trimestre. A WEG teve um crescimento de 5,3% de CPV mas uma receita bem maior, ou seja, houve melhoria das margens e a inflação parou de bater na companhia como estava ocorrendo em trimestres passados. A margem bruta da empresa subiu 1,8pp comparado ao 3T21 e 3,2pp comparado ao 2T22, voltando aos 30,6% e mostrando caminho de recuperação de suas operações. Lembrando que o aço e o cobre são os principais produtos que impactam nos seus custos. Essa menor pressão de margens também significou melhora da margem operacional, com um crescimento de 1,3pp em relação ao mesmo trimestre do ano passado e voltando aos 20%. Em resumo, as margens da companhia foram o destaque do trimestre, com a WEG mostrando sua capacidade e sua eficiência operacional.

Finalizando, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1.15 bilhão, representando um crescimento de 42,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e houve melhora da margem de lucro líquido de 1,5pp, subindo para 14,6%.

Demais pontos sobre endividamento e afins não serão mencionados porque a companhia não tem dívida ou qualquer alavancagem relevante para ser citada numa leitura breve como essa.
Em resumo, finalizamos com a mesma fala que abrimos nossa opinião: foi mais um trimestre de atropelo da WEG. Essa melhora dos números de forma tão expressiva não era algo esperado sequer para a gestão da companhia, como bem citam no release trimestral: é necessário lembrar sempre da conjuntura que estamos vivendo, com crise no mundo desenvolvido, inflação forte, queda de demanda, instabilidade política entre outros pontos e ainda assim a WEG está conseguindo crescer seus resultados de forma fantástica principalmente no mercado interno, com a economia brasileira também surpreendendo, com as empresas realizando grandes investimentos e demandando produtos da WEG.

Manter o pé no chão também é necessário: a situação global está difícil e caótica, mas até o momento, não despontou nenhuma grande crise que batesse no consumo global como uma crise realmente bate. O que é ruim sempre pode piorar, então para o investidor que gosta de projetar cenários, um viés mais pessimista com um cenário mais desafiador é mais provável do que um cenário de bonança. Estamos dizendo que a WEG vai se afundar? Não, obviamente que não, estamos apenas dizendo para não se empolgar com números fortes pois o cenário atual tem mais fatores negativos do que positivo, então uma brecada nesses números da WEG não seria surpresa num cenário de contração do cenário externo.

Mais um trimestre de resultados fortíssimos com a WEG quebrando qualquer modelo de valuation por mais otimista que seja.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT. Por lá postamos a análise e opinião de dezenas de companhias que não são postadas aqui no Telegram.

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Opinião e análise breve – Ambev ($ABEV3) – 3T/2022

O resultado do terceiro trimestre da Ambev já saiu, e as manchetes, todos já devem ter visto: “queda de lucro”, “lucrou menos”, “lucro desabando” e afins. Sim, houve queda de lucro, mas como sempre falamos ao realizar leituras de resultados, analisar somente a linha de lucro é um erro. É análise fraca. Em alguns casos, é a linha que menos importa dependendo do desempenho do negócio. Na análise abaixo, mostraremos como mesmo com essa queda de lucro em virtude de fatores temporários e não recorrentes, a Ambev demonstrou um crescimento sólido e demonstrou o poder da sua marca em termos de repasse de preço. Vamos lá.

No 3T22 a Ambev apresentou números recordes em duas linhas importantes no consolidado de todas suas operações: a de volume vendido e de receita líquida. Na linha de volume, a companhia atingiu os 46.2 milhões de hectolitros vendidos, com um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida foi de R$ 20.5 bilhões, representando um crescimento de 18,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Essas duas linhas importam porque desconstroem parte daquela narrativa que ouvíamos bastante há alguns anos, quando era dito que as cervejarias artesanais e a Heineken destruiriam a demanda pelos produtos da Ambev. Como falamos todo trimestre, até agora não há qualquer evidência disso, com a companhia sempre crescendo em volume e inclusive repassando a inflação aos seus preços de forma sólida, vide crescimento de receita de quase 20% com pouco aumento de volume vendido.

Ainda sobre receita e volume, trataremos de forma isolada sobre todas as operações da companhia.

Em Cerveja Brasil (principal operação da Ambev) o crescimento de volume ficou estável, próximo de zero, mas a receita cresceu 17,1% - fator que mostra o poder da marca da companhia que mesmo sem crescimento forte de volume vendido, teve aumento forte de receita, conseguindo repassar a inflação ao preço dos produtos sem que o consumidor parasse de consumir.

Em NAB Brasil (bebidas não alcóolicas, segunda maior operação da companhia) o crescimento de volume foi forte, na ordem de 10,2% comparado ao mesmo trimestre, enquanto a receita líquida cresceu incríveis 35,8% - a Ambev ressalta que esse resultado ocorre pelo poder da marca e pelo foco nos produtos certos do portfólio, com destaque as bebidas energéticas, Red Bull, Gatorade, H2OH!, Guaraná e Pepsi Black. Esse é um mercado que a Ambev ainda tem muito espaço para ganhar, inclusive, e está ganhando, como mostram os números acima.

Em CAC (América Central e Caribe) o desempenho foi fraco. O volume caiu 18,7% e a receita caiu 7,4% (mais uma vez, prestar atenção na relação de volume e receita como a empresa trabalha com a dinâmica de repasse de preço), e isso é explicado por fatores maiores fora do controle da companhia: a Repúbica Dominana e o Panamá são dois países de extrema importância nessa operação, sendo que ambos ainda passam por problemas logísticos, problemas inflacionários e esse trimestre inclusive foram atingidos por furacões que acabaram causando queda de consumo e diminuição de saída de casa.

Em LAS (América Latina Sul) houve crescimento de 4,5% do volume e 7,4% da receita. A companhia alega que o crescimento foi impulsionado principalmente por conta das marcas premium na região (Budweiser e Corona). Vale lembrar que aqui tratamos também sobre a Argentina, que está com uma situação caótica e é um dos calos no pé da companhia. Longe de ser preocupante, visto que a importância do país nos resultados da companhia é baixa, mas ainda assim, um fator negativo a ressaltar.

Em Canadá, o volume cresceu 3,4% e a receita cresceu 6,6%, impulsionados pela marca Corona e Stella Artois. A Ambev tem apostado em marcas premium para expandir os negócios fora da região BR/LAS e tem dado certo.