Dados positivos sobre a inflação
Hoje foi divulgado o IPCA-15 de setembro. Popularmente, esse indicador é conhecido como uma prévia da inflação do mês, visto que abrange metade do mês de setembro.
No período, o IPCA-15 foi de -0,37%, contra um consenso de -0,20% do mercado – ou seja, o indicador veio bem melhor do que o consenso da projeção e apresenta ainda deflação significativa.
Essa deflação ocorreu principalmente por conta de três grupos: (I) alimentação e bebidas, sendo impactado principalmente pela queda de preço de produtos de feira, leite e óleos, (II) transportes, sendo impactado por todos os combustíveis refletindo a queda do barril de petróleo no mercado internacional – e aqui vale pontuar que não há mais efeito do ICMS, o corto de imposto ocorreu há meses e já não possui mais efeito sobre o indicador, e (III) comunicação, com redução de preços de planos de telefonia fixa, telefonia móvel e internet.
A sobriedade na análise dos números é obrigatória: ainda que a deflação seja excelente para o momento e não seja mais resultante unicamente do corte do ICMS como alguns tem propagado desonestamente, a alta no acumulado ainda é significativa e alguns grupos seguem pressionados. O principal ponto positivo a ser extraído é: tem ocorrido menor pressão em alimentos e transportes, os dois pilares que acabam contaminando o resto dos grupos.
O principal risco que enxergamos para os próximos meses é uma alta nos juros dos EUA que pode acabar pressionando o nosso câmbio, que como consequência, acabaria causando o mesmo efeito que tivemos entre 2020 e 2021: câmbio depreciando rápido demais causando encarecimento de bens importados e consequentemente fazendo a inflação disparar.
O que pode proteger o país desse cenário é a continuidade desse ciclo virtuoso que o Brasil entrou nos últimos meses, com melhora do cenário fiscal, queda do desemprego e uma conjuntura mais atrativa para investidores externos aliviando o câmbio – mas fica o ponto de atenção: câmbio.
No mais, se a sua máxima for dizer que a inflação em queda não tem refletido em melhora de fato para a economia, lembre-se: nada é tão ruim que não possa piorar. O simples fato de uma estabilidade ou melhora ligeira já é um alento em tempo de crise inflacionária.
Hoje foi divulgado o IPCA-15 de setembro. Popularmente, esse indicador é conhecido como uma prévia da inflação do mês, visto que abrange metade do mês de setembro.
No período, o IPCA-15 foi de -0,37%, contra um consenso de -0,20% do mercado – ou seja, o indicador veio bem melhor do que o consenso da projeção e apresenta ainda deflação significativa.
Essa deflação ocorreu principalmente por conta de três grupos: (I) alimentação e bebidas, sendo impactado principalmente pela queda de preço de produtos de feira, leite e óleos, (II) transportes, sendo impactado por todos os combustíveis refletindo a queda do barril de petróleo no mercado internacional – e aqui vale pontuar que não há mais efeito do ICMS, o corto de imposto ocorreu há meses e já não possui mais efeito sobre o indicador, e (III) comunicação, com redução de preços de planos de telefonia fixa, telefonia móvel e internet.
A sobriedade na análise dos números é obrigatória: ainda que a deflação seja excelente para o momento e não seja mais resultante unicamente do corte do ICMS como alguns tem propagado desonestamente, a alta no acumulado ainda é significativa e alguns grupos seguem pressionados. O principal ponto positivo a ser extraído é: tem ocorrido menor pressão em alimentos e transportes, os dois pilares que acabam contaminando o resto dos grupos.
O principal risco que enxergamos para os próximos meses é uma alta nos juros dos EUA que pode acabar pressionando o nosso câmbio, que como consequência, acabaria causando o mesmo efeito que tivemos entre 2020 e 2021: câmbio depreciando rápido demais causando encarecimento de bens importados e consequentemente fazendo a inflação disparar.
O que pode proteger o país desse cenário é a continuidade desse ciclo virtuoso que o Brasil entrou nos últimos meses, com melhora do cenário fiscal, queda do desemprego e uma conjuntura mais atrativa para investidores externos aliviando o câmbio – mas fica o ponto de atenção: câmbio.
No mais, se a sua máxima for dizer que a inflação em queda não tem refletido em melhora de fato para a economia, lembre-se: nada é tão ruim que não possa piorar. O simples fato de uma estabilidade ou melhora ligeira já é um alento em tempo de crise inflacionária.
A posição confortável do Brasil com a SELIC no atual patamar
O aumento da SELIC foi um dos fatores mais criticados nos últimos tempos – de fato, com uma taxa se aproximando a máxima da última década, foi acesso o sinal de alerta sobre como a nossa economia poderia ser negativamente impactada, visto que quase 14% de juros é um grande freio na atividade produtiva.
Hoje, com o cenário mais claro, fica evidente o acerto do Banco Central ao ter iniciado o ciclo de aumento ainda no começo do ano passado e a intensidade desse aumento de taxa.
Até o momento nesse ano, quase 40 bancos centrais ao redor do planeta elevaram as suas taxas de juros mais de 60 vezes – e apesar dos números assustarem, a maioria dos países sequer se aproximam de uma taxa de juros real e ainda enfrentam problemas seríssimos em termos inflacionários.
O Brasil, junto do México, Arábia Saudita, China e Hong Kong, são os únicos países a gozarem do benefício de uma taxa de juros real, sendo nós atualmente os líderes nesse sentido, com uma taxa real de 5,05%.
Essa tabela levanta a questão sobre dois pontos principais: (I) como a maioria dos países ainda estão bem atrás em todos esses aumentos, diversos países de primeiro mundo estão causando uma verdadeira destruição de valor nunca antes vista na história de forma completamente orquestrada em cima da população, com as taxas de juros reais entre -3% e -10%, e (II) como esse movimento de atraso de aperto monetário é problemático e acaba contaminando a moeda. Explicaremos melhor abaixo.
Se você nos segue no instagram, deve ter visto a publicação que mencionamos que o real é uma das moedas que tem segurado as pontas em 2022 – praticamente todas as moedas do mundo desenvolvido estão sangrando com força, enquanto a moeda brasileira está com ligeira valorização de 5% em 2022. E antes que você pense “ah, mas o real desabou ano passado” – sim, e nada impedia que ele desabasse também esse ano, vide moedas que desabaram e, 2020, 2021 e estão desabando agora.
Esse movimento de desvalorização cambial também ocorre porque o FED está elevando o juros nos EUA, enquanto todos os países ainda estão atrasados para aumentar os juros em suas respectivas casas e causando uma fuga histórica de capital de seus mercados.
Lógica simples: quem irá manter dinheiro em um país de taxas negativas quando outros estão pagando taxas positivas?
É aí que o Brasil tem vantagem no cenário: tendo esse ciclo de juros sido realizado com antecedência, o Brasil conseguiu evitar uma conjuntura de explosão inflacionária esse ano e a manutenção do câmbio, operando dentro da volatilidade de sempre mas sem desandar e desvalorizar em ritmo tão acelerado como nos outros países (reforçando, mais uma vez, que por mais que nossa moeda tenha desvalorizado com força em 2020 e 2021, absolutamente nada impediria o fato de que desvalorizasse também em 2022, ainda mais com a liquidez que temos).
Hoje inclusive o Banco Central emitiu sua ata e deixou claro que não há pressa para a redução da SELIC e a entidade não tomará qualquer decisão sem que ocorra um cenário mais concreto no horizonte – em outras palavras, a SELIC não entrará no seu ciclo de corte nem apontará para ele enquanto o FED não deixar extremamente nítido onde vai parar a taxa de juros dos EUA. Lembrando que uma alta de juros nos EUA coloca absolutamente todos os bancos centrais do planeta contra a parede – o que não está ocorrendo no Brasil, por hora.
Em resumo: não espere uma queda da SELIC tão cedo, enquanto a inflação global não demonstrar perda de força ou o FED falar cristalinamente quando terminará seu ciclo de alta de juros nos EUA, a SELIC seguirá alta para evitar surpresas – ao menos é essa a posição do Banco Central Brasileiro até o momento.
O aumento da SELIC foi um dos fatores mais criticados nos últimos tempos – de fato, com uma taxa se aproximando a máxima da última década, foi acesso o sinal de alerta sobre como a nossa economia poderia ser negativamente impactada, visto que quase 14% de juros é um grande freio na atividade produtiva.
Hoje, com o cenário mais claro, fica evidente o acerto do Banco Central ao ter iniciado o ciclo de aumento ainda no começo do ano passado e a intensidade desse aumento de taxa.
Até o momento nesse ano, quase 40 bancos centrais ao redor do planeta elevaram as suas taxas de juros mais de 60 vezes – e apesar dos números assustarem, a maioria dos países sequer se aproximam de uma taxa de juros real e ainda enfrentam problemas seríssimos em termos inflacionários.
O Brasil, junto do México, Arábia Saudita, China e Hong Kong, são os únicos países a gozarem do benefício de uma taxa de juros real, sendo nós atualmente os líderes nesse sentido, com uma taxa real de 5,05%.
Essa tabela levanta a questão sobre dois pontos principais: (I) como a maioria dos países ainda estão bem atrás em todos esses aumentos, diversos países de primeiro mundo estão causando uma verdadeira destruição de valor nunca antes vista na história de forma completamente orquestrada em cima da população, com as taxas de juros reais entre -3% e -10%, e (II) como esse movimento de atraso de aperto monetário é problemático e acaba contaminando a moeda. Explicaremos melhor abaixo.
Se você nos segue no instagram, deve ter visto a publicação que mencionamos que o real é uma das moedas que tem segurado as pontas em 2022 – praticamente todas as moedas do mundo desenvolvido estão sangrando com força, enquanto a moeda brasileira está com ligeira valorização de 5% em 2022. E antes que você pense “ah, mas o real desabou ano passado” – sim, e nada impedia que ele desabasse também esse ano, vide moedas que desabaram e, 2020, 2021 e estão desabando agora.
Esse movimento de desvalorização cambial também ocorre porque o FED está elevando o juros nos EUA, enquanto todos os países ainda estão atrasados para aumentar os juros em suas respectivas casas e causando uma fuga histórica de capital de seus mercados.
Lógica simples: quem irá manter dinheiro em um país de taxas negativas quando outros estão pagando taxas positivas?
É aí que o Brasil tem vantagem no cenário: tendo esse ciclo de juros sido realizado com antecedência, o Brasil conseguiu evitar uma conjuntura de explosão inflacionária esse ano e a manutenção do câmbio, operando dentro da volatilidade de sempre mas sem desandar e desvalorizar em ritmo tão acelerado como nos outros países (reforçando, mais uma vez, que por mais que nossa moeda tenha desvalorizado com força em 2020 e 2021, absolutamente nada impediria o fato de que desvalorizasse também em 2022, ainda mais com a liquidez que temos).
Hoje inclusive o Banco Central emitiu sua ata e deixou claro que não há pressa para a redução da SELIC e a entidade não tomará qualquer decisão sem que ocorra um cenário mais concreto no horizonte – em outras palavras, a SELIC não entrará no seu ciclo de corte nem apontará para ele enquanto o FED não deixar extremamente nítido onde vai parar a taxa de juros dos EUA. Lembrando que uma alta de juros nos EUA coloca absolutamente todos os bancos centrais do planeta contra a parede – o que não está ocorrendo no Brasil, por hora.
Em resumo: não espere uma queda da SELIC tão cedo, enquanto a inflação global não demonstrar perda de força ou o FED falar cristalinamente quando terminará seu ciclo de alta de juros nos EUA, a SELIC seguirá alta para evitar surpresas – ao menos é essa a posição do Banco Central Brasileiro até o momento.
Existe uma frase nos investimentos que prevalece independente do momento e da situação: invista em dólares. Desde sempre, principalmente para o investidor brasileiro, ainda mais hoje em dia com a quantidade de meios que facilitam esse tipo de investimento, a regra é: compre dólares.
Indo um pouco além, existe uma teoria chamada “dollar smille”, criada pelo gestor de investimentos Stephen Jen Li há mais de 20 anos. A teoria explica, de forma simples, como o dólar é uma moeda que beneficia o investidor – principalmente brasileiro e de países emergentes – em dois extremos de cenários. Explicaremos.
Imagine um gigante sorriso – daí vem o nome da teoria – uma curva que lembra um sorriso. Pense que o eixo vertical se trata do valor do dólar – para cima significa dólar valorizado, enquanto para baixo significa dólar desvalorizado.
Na extremidade da direita, a curva prega um cenário onde o mundo está avesso ao risco, exatamente o momento em que estamos agora: com o mundo inteiro com medo por conta da desaceleração da economia chinesa, da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, da inflação da Europa atingindo níveis alarmantes entre outros pontos, a decisão do mercado é clara, buscar investimento em moeda forte. E não existe moeda mais forte no planeta do que o dólar.
Os EUA é uma potência que representa 25% de toda a economia global, é detentor e manda na moeda que utilizada em pouco mais de 70% das transações do planeta, tem as forças armadas mais poderosas do mundo (acredite, isso conta muito nesse aspecto) e tudo isso proporciona ao país o título de economia mais segura do planeta de forma disparada. Não em vão os títulos de dívida do governo americano são considerados os ativos de menor risco no globo.
Em suma, quando o mundo está com uma economia demasiadamente fraca, vide o atual cenário, o dólar se fortalece pois é para lá que os investidores correm quando o medo toma conta. O dólar é proteção e os EUA e sua moeda se beneficiam num mundo de economia fraca.
Na extremidade da direita, o oposto do cenário citado acima. A curva prega um mercado com um gigantesco apetite de risco, uma economia global forte (e consequentemente a dos EUA), algo que tínhamos lá o final de 2020 e começo de 2021, com os EUA imprimindo trilhões e trilhões de dólares e fazendo sua economia voar alto.
Ainda que oposto ao cenário de uma crise, por incrível que pareça, o dólar também se fortalece, e existe uma série de motivos para isso.
Com uma economia global e americana forte os investidores buscam investir na maior economia do planeta, nas maiores empresas do planeta e reconhecem o potencial de crescimento que o país possui sendo tão agigantado quanto é. Esse cenário drena o capital do planeta e faz os EUA receber dinheiro de absolutamente todos os lugares, com investidores famintos por rentabilidade buscando alternativas de investimentos mais agressivos.
Ou seja, tanto em um cenário de crise global quanto em um cenário de prosperidade global, os EUA sugam tendem a atrair o capital dos investidores de todo o planeta, sendo em um cenário por busca de segurança, e em outro cenário por busca de rentabilidade.
E se você estiver se perguntando sobre o ponto do meio da curva, explicamos.
Esse ponto significa um cenário mais atípico, onde os EUA tem um crescimento baixo enquanto o mundo cresce bem – basicamente, seria um cenário bem difícil de ocorrer onde a maior economia do planeta passa por sérios problemas enquanto todo o resto do globo consegue se desenvolver bem. É um cenário improvável porque uma crise nos EUA tende a impactar todo o globo, fazendo com que não só eles, mas todos os países desenvolvidos também desacelerem. Existem casos a parte, por exemplo, como o Brasil que está voando alto com o atual ciclo de commodities, mas lembrando que aqui tratamos sobre o preço do dólar em escala macro, isso é, abrangendo todo o planeta, e somente o Brasil não faz preço nesse sentido.
Indo um pouco além, existe uma teoria chamada “dollar smille”, criada pelo gestor de investimentos Stephen Jen Li há mais de 20 anos. A teoria explica, de forma simples, como o dólar é uma moeda que beneficia o investidor – principalmente brasileiro e de países emergentes – em dois extremos de cenários. Explicaremos.
Imagine um gigante sorriso – daí vem o nome da teoria – uma curva que lembra um sorriso. Pense que o eixo vertical se trata do valor do dólar – para cima significa dólar valorizado, enquanto para baixo significa dólar desvalorizado.
Na extremidade da direita, a curva prega um cenário onde o mundo está avesso ao risco, exatamente o momento em que estamos agora: com o mundo inteiro com medo por conta da desaceleração da economia chinesa, da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, da inflação da Europa atingindo níveis alarmantes entre outros pontos, a decisão do mercado é clara, buscar investimento em moeda forte. E não existe moeda mais forte no planeta do que o dólar.
Os EUA é uma potência que representa 25% de toda a economia global, é detentor e manda na moeda que utilizada em pouco mais de 70% das transações do planeta, tem as forças armadas mais poderosas do mundo (acredite, isso conta muito nesse aspecto) e tudo isso proporciona ao país o título de economia mais segura do planeta de forma disparada. Não em vão os títulos de dívida do governo americano são considerados os ativos de menor risco no globo.
Em suma, quando o mundo está com uma economia demasiadamente fraca, vide o atual cenário, o dólar se fortalece pois é para lá que os investidores correm quando o medo toma conta. O dólar é proteção e os EUA e sua moeda se beneficiam num mundo de economia fraca.
Na extremidade da direita, o oposto do cenário citado acima. A curva prega um mercado com um gigantesco apetite de risco, uma economia global forte (e consequentemente a dos EUA), algo que tínhamos lá o final de 2020 e começo de 2021, com os EUA imprimindo trilhões e trilhões de dólares e fazendo sua economia voar alto.
Ainda que oposto ao cenário de uma crise, por incrível que pareça, o dólar também se fortalece, e existe uma série de motivos para isso.
Com uma economia global e americana forte os investidores buscam investir na maior economia do planeta, nas maiores empresas do planeta e reconhecem o potencial de crescimento que o país possui sendo tão agigantado quanto é. Esse cenário drena o capital do planeta e faz os EUA receber dinheiro de absolutamente todos os lugares, com investidores famintos por rentabilidade buscando alternativas de investimentos mais agressivos.
Ou seja, tanto em um cenário de crise global quanto em um cenário de prosperidade global, os EUA sugam tendem a atrair o capital dos investidores de todo o planeta, sendo em um cenário por busca de segurança, e em outro cenário por busca de rentabilidade.
E se você estiver se perguntando sobre o ponto do meio da curva, explicamos.
Esse ponto significa um cenário mais atípico, onde os EUA tem um crescimento baixo enquanto o mundo cresce bem – basicamente, seria um cenário bem difícil de ocorrer onde a maior economia do planeta passa por sérios problemas enquanto todo o resto do globo consegue se desenvolver bem. É um cenário improvável porque uma crise nos EUA tende a impactar todo o globo, fazendo com que não só eles, mas todos os países desenvolvidos também desacelerem. Existem casos a parte, por exemplo, como o Brasil que está voando alto com o atual ciclo de commodities, mas lembrando que aqui tratamos sobre o preço do dólar em escala macro, isso é, abrangendo todo o planeta, e somente o Brasil não faz preço nesse sentido.
O dólar sempre caminha entre essas duas extremidades e é por isso que o investidor brasileiro – e não só ele – sempre deve considerar com carinho o investimento em ativos dolarizados.
Investir em dólar é investir em moeda forte – moeda que é buscada tanto em momentos de desespero, quanto em momentos de bonança. Não dizemos de forma alguma que você deve dolarizar 100% do seu patrimônio, mas sim que é uma decisão inteligente você diversificar em uma moeda com tamanha assimetria que se beneficia em todos os cenários.
Dollar Smille se trata disso – uma única imagem simples que resume porque investir em dólar pode ser uma das melhores decisões de sua vida como investidor.
Talvez isso mude algum dia? Talvez. Mas por enquanto, no curto e médio prazo, a chance é zero. Simplesmente não há qualquer alternativa de moeda respaldada em uma economia tão poderosa em todos os sentidos e com tamanha liberdade como é os EUA. Talvez a China fosse uma opção, mas sem chances enquanto houver tamanho controle do Partido Comunista Chinês sobre o yuan.
Invista em dólar, seja escolhendo ativos a dedo ou via ETF – e você investirá com tranquilidade, mas nunca deixe de diversificar também por aqui – apesar de todo o barulho, o Brasil é um país repleto de oportunidades e pouca gente sabe, mas a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 deu bem mais retorno do que a própria bolsa americana.
A única moeda no planeta que se beneficia em ambos os extremos e fará com que o investidor sempre ganhe.
Lembrando: em nossa plataforma temos mais de 300 aulas sobre investimentos, inclusiva em renda variável e ativos internacionais. Quanto antes você começar a investir, melhor para você e mais retorno você terá – o tempo é o maior aliado do investidor.
Visite nosso site!
www.findocs.com.br
Investir em dólar é investir em moeda forte – moeda que é buscada tanto em momentos de desespero, quanto em momentos de bonança. Não dizemos de forma alguma que você deve dolarizar 100% do seu patrimônio, mas sim que é uma decisão inteligente você diversificar em uma moeda com tamanha assimetria que se beneficia em todos os cenários.
Dollar Smille se trata disso – uma única imagem simples que resume porque investir em dólar pode ser uma das melhores decisões de sua vida como investidor.
Talvez isso mude algum dia? Talvez. Mas por enquanto, no curto e médio prazo, a chance é zero. Simplesmente não há qualquer alternativa de moeda respaldada em uma economia tão poderosa em todos os sentidos e com tamanha liberdade como é os EUA. Talvez a China fosse uma opção, mas sem chances enquanto houver tamanho controle do Partido Comunista Chinês sobre o yuan.
Invista em dólar, seja escolhendo ativos a dedo ou via ETF – e você investirá com tranquilidade, mas nunca deixe de diversificar também por aqui – apesar de todo o barulho, o Brasil é um país repleto de oportunidades e pouca gente sabe, mas a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 deu bem mais retorno do que a própria bolsa americana.
A única moeda no planeta que se beneficia em ambos os extremos e fará com que o investidor sempre ganhe.
Lembrando: em nossa plataforma temos mais de 300 aulas sobre investimentos, inclusiva em renda variável e ativos internacionais. Quanto antes você começar a investir, melhor para você e mais retorno você terá – o tempo é o maior aliado do investidor.
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Esperar o momento ideal para investir é um dos maiores erros que você pode cometer
Quem nunca olhou o preço de um ativo em queda e se questionou se era melhorar esperar cair mais ou comprar logo, que atire a primeira pedra. É dessa questão que vem um dos principais erros que os investidores mais novos de mercado cometem ao investir para o longo prazo: esperar o momento ideal para aportar – momento esse que nunca chega.
Na tabela acima, estão listados todos os períodos desde 2009 que a bolsa americana passou por uma correção de 5% ou mais – isso é, teve queda maior que 5%. Junto, está listada a quantidade de dias que durou a queda e as razões da correção segundo o mercado.
Desde 2009, foram 28 quedas acima de 5% e dezenas de motivos para esses movimentos. Ou seja, em absolutamente todo ano, em algum momento e mais de uma vez ao ano, você verá o mercado com algum receio que de alguma forma te dará insegurança para investir.
Simplesmente não existe momento ideal – no momento que um problema é resolvido, o mercado encontrará outro. É o que diz aquela frase: o mercado sobe escala na montanha das preocupações.
Não espere o momento perfeito nem que o mercado tenha tranquilidade: renda variável se trata disso, incerteza e risco – sempre haverá algum receio para justificar que você não compre, e é isso que você deve ignorar para ler os fundamentos das companhias e investir independente desse tipo de preocupação.
Aproveite as oportunidades – a história não repete, mas rima.
A título de curiosidade: a atual queda é a maior já registrada desde 2009, com uma duração de pouco mais de 270 dias.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios e debates para investidores aprenderem a investir com segurança!
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Quem nunca olhou o preço de um ativo em queda e se questionou se era melhorar esperar cair mais ou comprar logo, que atire a primeira pedra. É dessa questão que vem um dos principais erros que os investidores mais novos de mercado cometem ao investir para o longo prazo: esperar o momento ideal para aportar – momento esse que nunca chega.
Na tabela acima, estão listados todos os períodos desde 2009 que a bolsa americana passou por uma correção de 5% ou mais – isso é, teve queda maior que 5%. Junto, está listada a quantidade de dias que durou a queda e as razões da correção segundo o mercado.
Desde 2009, foram 28 quedas acima de 5% e dezenas de motivos para esses movimentos. Ou seja, em absolutamente todo ano, em algum momento e mais de uma vez ao ano, você verá o mercado com algum receio que de alguma forma te dará insegurança para investir.
Simplesmente não existe momento ideal – no momento que um problema é resolvido, o mercado encontrará outro. É o que diz aquela frase: o mercado sobe escala na montanha das preocupações.
Não espere o momento perfeito nem que o mercado tenha tranquilidade: renda variável se trata disso, incerteza e risco – sempre haverá algum receio para justificar que você não compre, e é isso que você deve ignorar para ler os fundamentos das companhias e investir independente desse tipo de preocupação.
Aproveite as oportunidades – a história não repete, mas rima.
A título de curiosidade: a atual queda é a maior já registrada desde 2009, com uma duração de pouco mais de 270 dias.
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100-baggers – como encontrar ações que multiplicam seu valor em até 100 vezes
Calma, não se trata de um texto apelativo com promessas de enriquecimento fácil ou rápido – pelo contrário, o que abordaremos aqui é uma estratégia de década(s) baseada em estudos valiosos inspirados em um investidor gigante.
Antes, vamos conhecer o termo.
Cunhado pelo lendário investidor Peter Lynch (gestor do Magellan Fund e responsável por uma rentabilidade de nada menos do que 29,2% ao ano por 13 anos), o termo é utilizado para se referir a ações que multiplicam seu valor de mercado por um determinado número. Ou seja: uma 10-bagger é uma empresa que multiplica o seu valor por 10, uma 50-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 50, logo, uma 100-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 100. Um sonho, não? Transformar um investimento de R$ 10.000 em R$ 1 milhão – não é fácil, mas também não é impossível.
O termo cunhado pelo Lynch popularizou justamente pela possibilidade em conseguir obter esse tipo de retorno. Durante seu tempo de gestão, era extremamente comum conseguir 2-baggers, 10-baggers e as vezes até 50-baggers ou 100-baggers. E foi com isso que o investidor conseguiu identificar alguns “padrões” nesse tipo de companhia que multiplica o seu valor em tantas vezes.
Lembrando: não se trata de um texto apelativo buscando mostrar que é fácil ou comum esse tipo de rentabilidade. Se você está lendo já com essa ideia, recomendamos que você pare de ler agora mesmo ou já passe a digerir e lidar com o fato de que dinheiro fácil não existe – muito menos rápido.
Para maximizar a chance de conseguir obter esse tipo de retorno, existem cinco principais pontos a identificar numa empresa que aumentam essas chances: o tamanho da empresa, a qualidade do negócio e da gestão, o crescimento dos resultados, a longevidade do crescimento dos resultados e o preço da ação. Trataremos um por um – e exemplificaremos.
O tamanho da empresa: sejamos realistas – não é impossível uma ação multiplicar seu valor por 100 – basta a ação valorizar 10.000%, e isso já aconteceu com diversas companhias. Quer exemplos? WEG, Engie, Renner, Ambev, Banco do Brasil, Petrobras... Enfim, basta buscar os dinossauros do mercado que você verá que a maioria multiplicou seu valor por pelo menos 10 vezes. A questão é: para ela multiplicar violentamente o seu valor, ela precisa ser pequena.
Empresas crescem, mas o crescimento é limitado ao espaço que existe numa economia, veja, a WEG já multiplicou 330 vezes o seu valor desde que foi listada em bolsa, ela é uma 330-bagger, mas hoje o seu valor de mercado se aproxima de R$ 150 bilhões. Se ela multiplicasse por 100 novamente, ela atingiria um valor de mercado de R$ 15 trilhões, isso é quase do dobro do PIB do Brasil em 2021. Na melhor das hipóteses, ela se expande em outros países e passa a crescer internacionalmente também, mas ainda assim, um crescimento de 100 vezes a colocaria num patamar de valor próximo ao da Apple, uma empresa global, que em 2021 lucrou mais de R$ 500 bilhões e ataca um mercado com bilhões de consumidores.
Se você quer encontrar uma 100-bagger, o primeiro ponto a identificar é uma companhia que seja pequena – não muito mais do que R$ 1 bilhão de valor de mercado, afinal, se ela multiplicar por 100, ela seguirá com um valor realista. Exemplos realistas que multiplicando por 100 ainda cabem no mercado? Oceanpact que valeria próximo de R$ 50 bilhões, Espaço Laser que valeria próximo de R$ 48 bilhões, Neogrid que valeria próximo de R$ 45 bilhões, GetNinjas que valeria próximo de R$ 16 bilhões... enfim – absolutamente nenhuma das empresas citadas aqui tratam de recomendação ou significam que multiplicarão seu valor, pegamos apenas como exemplo de valor de mercado.
Uma 100-bagger sempre é uma empresa pequena. Sempre. Atenção ao valor de mercado.
Calma, não se trata de um texto apelativo com promessas de enriquecimento fácil ou rápido – pelo contrário, o que abordaremos aqui é uma estratégia de década(s) baseada em estudos valiosos inspirados em um investidor gigante.
Antes, vamos conhecer o termo.
Cunhado pelo lendário investidor Peter Lynch (gestor do Magellan Fund e responsável por uma rentabilidade de nada menos do que 29,2% ao ano por 13 anos), o termo é utilizado para se referir a ações que multiplicam seu valor de mercado por um determinado número. Ou seja: uma 10-bagger é uma empresa que multiplica o seu valor por 10, uma 50-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 50, logo, uma 100-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 100. Um sonho, não? Transformar um investimento de R$ 10.000 em R$ 1 milhão – não é fácil, mas também não é impossível.
O termo cunhado pelo Lynch popularizou justamente pela possibilidade em conseguir obter esse tipo de retorno. Durante seu tempo de gestão, era extremamente comum conseguir 2-baggers, 10-baggers e as vezes até 50-baggers ou 100-baggers. E foi com isso que o investidor conseguiu identificar alguns “padrões” nesse tipo de companhia que multiplica o seu valor em tantas vezes.
Lembrando: não se trata de um texto apelativo buscando mostrar que é fácil ou comum esse tipo de rentabilidade. Se você está lendo já com essa ideia, recomendamos que você pare de ler agora mesmo ou já passe a digerir e lidar com o fato de que dinheiro fácil não existe – muito menos rápido.
Para maximizar a chance de conseguir obter esse tipo de retorno, existem cinco principais pontos a identificar numa empresa que aumentam essas chances: o tamanho da empresa, a qualidade do negócio e da gestão, o crescimento dos resultados, a longevidade do crescimento dos resultados e o preço da ação. Trataremos um por um – e exemplificaremos.
O tamanho da empresa: sejamos realistas – não é impossível uma ação multiplicar seu valor por 100 – basta a ação valorizar 10.000%, e isso já aconteceu com diversas companhias. Quer exemplos? WEG, Engie, Renner, Ambev, Banco do Brasil, Petrobras... Enfim, basta buscar os dinossauros do mercado que você verá que a maioria multiplicou seu valor por pelo menos 10 vezes. A questão é: para ela multiplicar violentamente o seu valor, ela precisa ser pequena.
Empresas crescem, mas o crescimento é limitado ao espaço que existe numa economia, veja, a WEG já multiplicou 330 vezes o seu valor desde que foi listada em bolsa, ela é uma 330-bagger, mas hoje o seu valor de mercado se aproxima de R$ 150 bilhões. Se ela multiplicasse por 100 novamente, ela atingiria um valor de mercado de R$ 15 trilhões, isso é quase do dobro do PIB do Brasil em 2021. Na melhor das hipóteses, ela se expande em outros países e passa a crescer internacionalmente também, mas ainda assim, um crescimento de 100 vezes a colocaria num patamar de valor próximo ao da Apple, uma empresa global, que em 2021 lucrou mais de R$ 500 bilhões e ataca um mercado com bilhões de consumidores.
Se você quer encontrar uma 100-bagger, o primeiro ponto a identificar é uma companhia que seja pequena – não muito mais do que R$ 1 bilhão de valor de mercado, afinal, se ela multiplicar por 100, ela seguirá com um valor realista. Exemplos realistas que multiplicando por 100 ainda cabem no mercado? Oceanpact que valeria próximo de R$ 50 bilhões, Espaço Laser que valeria próximo de R$ 48 bilhões, Neogrid que valeria próximo de R$ 45 bilhões, GetNinjas que valeria próximo de R$ 16 bilhões... enfim – absolutamente nenhuma das empresas citadas aqui tratam de recomendação ou significam que multiplicarão seu valor, pegamos apenas como exemplo de valor de mercado.
Uma 100-bagger sempre é uma empresa pequena. Sempre. Atenção ao valor de mercado.
Qualidade do negócio e da gestão: as empresas que multiplicam seu valor de mercado de forma expressiva sempre possuem um bom produto (isso é, demandado, necessário) e um bom time na gestão. Bom produto se refere a bem que realmente são demandados para o consumo e ganham poder de marca. A WEG, por exemplo, apesar de se tratar do setor industrial, a qualidade dos seus produtos é referência não só no Brasil, mas no mundo. Seus motores são de altíssima qualidade, suas tintas, seus itens do setor elétrico... além de possuírem políticas que protegem e beneficiam o consumidor – quem compra WEG dificilmente se arrepende e passa a comprar WEG sempre. Isso é qualidade de produto.
Qualidade de gestão é sobre a cabeça que está tocando o negócio: pegando a WEG como exemplo, novamente, a companhia sempre foi tocada por seus fundadores, que eram completamente apaixonados pelo que faziam, pela empresa e viam no florescer da companhia a realização. Uma gestão que veste a camisa do tipo, toma boas decisões de alocação de capital e tem interesses alinhados com os investidores. A veia empreendedora nessas horas é um benefício, visto que é daí que surge a paixão em tocar o negócio.
Uma 100-bagger sempre possui um bom produto e uma boa gestão.
Crescimento dos resultados: você se lembra da frase de que “cotação segue o lucro no longo prazo?” – pois bem, aqui é a ilustração dessa expressão.
O potencial de crescimento do lucro da companhia deve ser alto: peguemos como exemplo o Itaú – ele é um gigante que lucra quase R$ 30 bilhões por ano. Sabemos bem que esse lucro não subirá em velocidade acelerada (e calma, isso não invalida o investimento no Itaú, ele só faz parte de um outro grupo de empresas para investir), é impossível, a economia não comporta, o Itaú já é tão grande que seu lucro tem espaço menor para crescer, ou seja, como esperar um crescimento do preço da ação de forma expressiva?
Se o lucro do Itaú multiplicasse por 50, por exemplo, estaríamos falando de um lucro de R$ 1.5 trilhão ao ano. Percebe como com matemática básica é completamente impossível destruir narrativas e ideias inconsistentes? Estamos falando de um banco que já é literalmente o maior do país – só cresceria assim expandindo para fora (o que é improvável por fatores burocráticos, competitivos e regulamentares) ou se passassem a abrir conta corrente fora do planeta terra.
É diferente, por exemplo, de investir em uma fintech menor, que ainda lucra pouco e tem um espaço gigante de mercado para conquistar e crescer. Cotação segue o lucro, simples assim então não espere que uma cotação exploda com o horizonte de crescimento de lucro mais limitado.
Uma 100-bagger sempre possui um mercado gigante e muito lucro para conquistar.
A longevidade do crescimento: em outras palavras, sua perenidade. Veja, existem negócios extraordinários no mercado que explodiram em lucro e multiplicaram seu valor em 100 vezes ou mais, mas tão importante quanto isso, é identificar quão duradouro é esse lucro – é um ponto que ventila bastante a ideia mencionada no fato de qualidade de produto mais acima.
Se trata de uma empresa que vende serviços que o lucro realmente é consistente e duradouro para justificar sua valorização? Ou é um produto com alto risco de cair no esquecimento ou facilmente será engolido pela concorrência por fatores culturais?
Qualidade de gestão é sobre a cabeça que está tocando o negócio: pegando a WEG como exemplo, novamente, a companhia sempre foi tocada por seus fundadores, que eram completamente apaixonados pelo que faziam, pela empresa e viam no florescer da companhia a realização. Uma gestão que veste a camisa do tipo, toma boas decisões de alocação de capital e tem interesses alinhados com os investidores. A veia empreendedora nessas horas é um benefício, visto que é daí que surge a paixão em tocar o negócio.
Uma 100-bagger sempre possui um bom produto e uma boa gestão.
Crescimento dos resultados: você se lembra da frase de que “cotação segue o lucro no longo prazo?” – pois bem, aqui é a ilustração dessa expressão.
O potencial de crescimento do lucro da companhia deve ser alto: peguemos como exemplo o Itaú – ele é um gigante que lucra quase R$ 30 bilhões por ano. Sabemos bem que esse lucro não subirá em velocidade acelerada (e calma, isso não invalida o investimento no Itaú, ele só faz parte de um outro grupo de empresas para investir), é impossível, a economia não comporta, o Itaú já é tão grande que seu lucro tem espaço menor para crescer, ou seja, como esperar um crescimento do preço da ação de forma expressiva?
Se o lucro do Itaú multiplicasse por 50, por exemplo, estaríamos falando de um lucro de R$ 1.5 trilhão ao ano. Percebe como com matemática básica é completamente impossível destruir narrativas e ideias inconsistentes? Estamos falando de um banco que já é literalmente o maior do país – só cresceria assim expandindo para fora (o que é improvável por fatores burocráticos, competitivos e regulamentares) ou se passassem a abrir conta corrente fora do planeta terra.
É diferente, por exemplo, de investir em uma fintech menor, que ainda lucra pouco e tem um espaço gigante de mercado para conquistar e crescer. Cotação segue o lucro, simples assim então não espere que uma cotação exploda com o horizonte de crescimento de lucro mais limitado.
Uma 100-bagger sempre possui um mercado gigante e muito lucro para conquistar.
A longevidade do crescimento: em outras palavras, sua perenidade. Veja, existem negócios extraordinários no mercado que explodiram em lucro e multiplicaram seu valor em 100 vezes ou mais, mas tão importante quanto isso, é identificar quão duradouro é esse lucro – é um ponto que ventila bastante a ideia mencionada no fato de qualidade de produto mais acima.
Se trata de uma empresa que vende serviços que o lucro realmente é consistente e duradouro para justificar sua valorização? Ou é um produto com alto risco de cair no esquecimento ou facilmente será engolido pela concorrência por fatores culturais?
A Monster Beverage (aquela marca de energético que todos conhecem) é um caso de empresa que multiplicou seu valor em mais de 700 vezes – e seu produto é simples, um bem de consumo para beber. Isso ilustra perfeitamente o fator de longevidade. Seus lucros são longevos assim como seu crescimento – a menos que bebidas energéticas sejam proibidas, dificilmente a marca perderá espaço. Quando lidamos com produtos de consum alimentício, quase sempre temos uma marca preferida e ali ficamos – seres humanos são avessos a mudanças e ao desconhecido e quase sempre optam por continuar comendo aquilo que gostam e já é bom o suficiente. Perenidade é a palavra – o lucro tem que ser duradouro e o produto tem que tratar de algo que não seja simplesmente uma febre ou algo facilmente destruído por concorrência.
Uma 100-bagger sempre possui recorrência de consumo e difícil competição.
O preço da ação: por último e não menos importante – o quanto você paga na ação. Não, não entraremos no mérito do valuation, na parte complicada sobre custo de capital e afins – atentaremos somente sobre a importância do preço que se paga e como isso influencia na busca de uma valorização expressiva de um ativo.
Um preço de entrada justo na busca de um ativo do tipo, é necessário e você pode evitar pagar demasiadamente carro facilmente comprando sob duas razões (I) em momentos de crise, quando o mercado evidentemente está panicado, evitando tomar risco e tudo desaba de forma sincronizada – isso tem ocorrido bastante ultimamente, vide o próprio mercado americano que até o presente momento já caiu 25% no ano, e (II) analisando o histórico de crescimento, entendendo o setor da companhia e ignorando narrativas.
Em 2020 e 2021, a Magazine Luiza chegou a valer R$ 160 bilhões. Seu preço sobre lucro, em alguns momentos, ultrapassou 500x (!!) sem qualquer tipo de não recorrente ou fator que distorcesse o indicador. A narrativa na época era a que o e-commerce tinha chegado para ficar, o varejo explodiria nos próximos meses e afins. Não estamos sendo engenheiros de obra pronta de forma alguma – temos mais de 2 anos de históricos nas redes sociais de opiniões, repostas, artigos, textos e aulas e na época comentávamos o quão absurdo isso era e que nem na melhor das hipóteses ela conseguiria atingir esse nível de crescimento (lembre-se sobre a utilização da matemática básica que citamos ali em cima). Em pouco tempo o mercado corrigiu essa disfunção e o preço desabou (e aqui temos de assumir que foi uma surpresa e tanto, não esperávamos que fosse cair muito além dos R$ 10 a R$ 8).
Com uma simples leitura sobre o cenário e matemática básica para ver como era injustificável aquele P/L da época, nós ficamos de fora. Foi uma leitura simples, sem necessidade de cálculo de fluxo de caixa descontado e afins. E isso importa.
O investidor que comprou na máxima (ou próximo) não necessariamente perderá seu dinheiro – a empresa pode voltar ao patamar que estava, a questão é que levará tempo e seu ponto de partida para que a empresa valorize 100 vezes é quase impossível. Nos 500x preço sobre lucro a Magalu estava valendo pouco mais de R$ 150 bilhões. Ela não vai valer R$ 15 trilhões. Estamos utilizando a Magalu somente para efeito de exemplificação e facilidade por ser um caso popular, virou uma febre na bolsa nos últimos tempos, mas você pode aplicar o exato mesmo racional que estamos aplicando aqui para qualquer outra empresa. O ponto de partida importa, não se agarre a narrativas e tenha o pé no chão.
Uma 100-bagger sempre é comprada com desconto.
Em suma, esses são os pontos. Repetindo, mais uma vez: não se trata de absolutamente nenhuma promessa de ganho rápido nem fácil, na verdade, essa estratégia é para o longo prazo, uma empresa multiplica seu valor por 10, 50 ou 100 quase sempre em questão de 10, 20 ou 30 anos. E é o longo prazo que você deve buscar. O pilar financeiro é importante na sua vida e você sempre deve seguir investindo e fazendo com que o dinheiro trabalhe para você.
Uma 100-bagger sempre possui recorrência de consumo e difícil competição.
O preço da ação: por último e não menos importante – o quanto você paga na ação. Não, não entraremos no mérito do valuation, na parte complicada sobre custo de capital e afins – atentaremos somente sobre a importância do preço que se paga e como isso influencia na busca de uma valorização expressiva de um ativo.
Um preço de entrada justo na busca de um ativo do tipo, é necessário e você pode evitar pagar demasiadamente carro facilmente comprando sob duas razões (I) em momentos de crise, quando o mercado evidentemente está panicado, evitando tomar risco e tudo desaba de forma sincronizada – isso tem ocorrido bastante ultimamente, vide o próprio mercado americano que até o presente momento já caiu 25% no ano, e (II) analisando o histórico de crescimento, entendendo o setor da companhia e ignorando narrativas.
Em 2020 e 2021, a Magazine Luiza chegou a valer R$ 160 bilhões. Seu preço sobre lucro, em alguns momentos, ultrapassou 500x (!!) sem qualquer tipo de não recorrente ou fator que distorcesse o indicador. A narrativa na época era a que o e-commerce tinha chegado para ficar, o varejo explodiria nos próximos meses e afins. Não estamos sendo engenheiros de obra pronta de forma alguma – temos mais de 2 anos de históricos nas redes sociais de opiniões, repostas, artigos, textos e aulas e na época comentávamos o quão absurdo isso era e que nem na melhor das hipóteses ela conseguiria atingir esse nível de crescimento (lembre-se sobre a utilização da matemática básica que citamos ali em cima). Em pouco tempo o mercado corrigiu essa disfunção e o preço desabou (e aqui temos de assumir que foi uma surpresa e tanto, não esperávamos que fosse cair muito além dos R$ 10 a R$ 8).
Com uma simples leitura sobre o cenário e matemática básica para ver como era injustificável aquele P/L da época, nós ficamos de fora. Foi uma leitura simples, sem necessidade de cálculo de fluxo de caixa descontado e afins. E isso importa.
O investidor que comprou na máxima (ou próximo) não necessariamente perderá seu dinheiro – a empresa pode voltar ao patamar que estava, a questão é que levará tempo e seu ponto de partida para que a empresa valorize 100 vezes é quase impossível. Nos 500x preço sobre lucro a Magalu estava valendo pouco mais de R$ 150 bilhões. Ela não vai valer R$ 15 trilhões. Estamos utilizando a Magalu somente para efeito de exemplificação e facilidade por ser um caso popular, virou uma febre na bolsa nos últimos tempos, mas você pode aplicar o exato mesmo racional que estamos aplicando aqui para qualquer outra empresa. O ponto de partida importa, não se agarre a narrativas e tenha o pé no chão.
Uma 100-bagger sempre é comprada com desconto.
Em suma, esses são os pontos. Repetindo, mais uma vez: não se trata de absolutamente nenhuma promessa de ganho rápido nem fácil, na verdade, essa estratégia é para o longo prazo, uma empresa multiplica seu valor por 10, 50 ou 100 quase sempre em questão de 10, 20 ou 30 anos. E é o longo prazo que você deve buscar. O pilar financeiro é importante na sua vida e você sempre deve seguir investindo e fazendo com que o dinheiro trabalhe para você.
O principal fator dessa estratégia é a paciência, e mesmo que você não consiga necessariamente uma 100-bagger seguindo esses pontos, pode ter certeza, 10-baggers e afins serão comuns.
E se você está se perguntando sobre a importância de empresas mais sólidas na carteira... bem, elas importam e muito. As gigantes com ritmo mais lento de crescimento também desempenham um papel importante na sua carteira sendo um fator de solidez, tendo um futuro mais consistente. Um Itaú, uma WEG, uma Ambev ou uma RaiaDrogasil pode não multiplicar seu valor por 100, mas ainda assim pode multiplicar por 5, 10 ou 20 além de pagar enxurradas de dividendos para o investidor – e tudo isso com solidez.
Não se pode ignorar o fato que na busca de 100-baggers o seu risco aumenta e você se depara com empresas mais incertas, por isso ressaltamos, isso é apenas um complemento de estratégia. Conservadorismo ao investir é algo valioso, não deixe seu futuro financeiro na mão do acaso.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios e debates para investidores aprenderem a investir com segurança!
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E se você está se perguntando sobre a importância de empresas mais sólidas na carteira... bem, elas importam e muito. As gigantes com ritmo mais lento de crescimento também desempenham um papel importante na sua carteira sendo um fator de solidez, tendo um futuro mais consistente. Um Itaú, uma WEG, uma Ambev ou uma RaiaDrogasil pode não multiplicar seu valor por 100, mas ainda assim pode multiplicar por 5, 10 ou 20 além de pagar enxurradas de dividendos para o investidor – e tudo isso com solidez.
Não se pode ignorar o fato que na busca de 100-baggers o seu risco aumenta e você se depara com empresas mais incertas, por isso ressaltamos, isso é apenas um complemento de estratégia. Conservadorismo ao investir é algo valioso, não deixe seu futuro financeiro na mão do acaso.
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Um gráfico para explodir a sua mente.
Analisando a taxa de câmbio entre o dólar e o real, é bem comum que nos apeguemos ao passado e desejemos que o dólar volte ao patamar de R$ 2,00 ou R$ 2,50, contra os atuais R$ 5,15 que vivemos hoje – há não muito tempo, 10 anos, praticamente, o dólar estava na casa dos R$ 1,60. Se você quer ver o dólar novamente nesse patamar, desista, é extremamente improvável.
O gráfico acima é o valor do dólar reajusta pelo IPCA e pelo CPI – os índices de inflação do Brasil e dos EUA, respectivamente – isso é, o dólar da época trazido ao valor de hoje (exemplificando, o dólar de janeiro de 2003 equivaleria a R$ 8,00 considerando reajuste de inflação acumulado daquele período até o momento – ou seja, ainda longe da máxima em termos reais).
Todos sabem muito bem como a inflação funciona: faz com que o dinheiro perca valor com o tempo e com isso, quando comparamos preços em períodos diferentes, é necessário reajustar pela inflação, afinal, não faz sentido nenhum você tratar o preço da gasolina de 2005 com o preço da gasolina atual visto que ao longo de 17 anos a moeda acumulou uma desvalorização violenta e todos os preços da economia (inclusive de salários e afins) subiram nominalmente. Para taxa de câmbio, não é diferente.
Foi entre 2002 e 2003, com uma das eleições mais temidas da história (diferente de barulhenta, como é a atual) que o dólar, reajustado pela inflação acumulada do período, chegou ao patamar de R$ 8,00 por um breve momento, com os temores políticos sobre a gestão mais intervencionista do primeiro mandato do Lula. Com o passar dos meses, tendo o mercado digerido o fato de que o Lula estava mais “amigo” do mercado do que o esperado, que a moeda começou a arrefecer.
É por isso que a expectativa – e esperança – de esperar que o dólar caia violentamente a patamares já passados (de R$ 2,00, por exemplo) é completamente inútil: considerando o fato de que a inflação brasileira é sempre maior que a americana (sim, 2022 está sendo uma exceção, a primeira da história, inclusive), a nossa moeda possui uma desvalorização mais acelerada do que o dólar, o que faz com que a taxa de câmbio sempre siga seu caminho para cima. Esse cenário mudaria ou com os EUA tendo uma inflação estrutural mais alta do que a nossa (o que é extremamente improvável, para não dizer impossível) ou com a economia americana entrando em um estágio de desconfiança tão grande que a moeda do país fosse punida, desvalorizando forte – o que é ainda mais improvável, visto que o dólar é a reserva de valor do planeta.
Outro ponto importante a citar é que o câmbio por mais que lateralize durante determinado período, em termos reais, pode significar ganho de poder de compra para o real em termos relativos, visto que significa uma inflação crescente com uma moeda estacionada – veja, se a nossa moeda continua desvalorizando, mas o câmbio não deprecia na mesma proporção, cria-se um movimento contrário de força segurando o valor cambial.
Todo esse texto tem um único objetivo: te lembrar de que absolutamente qualquer análise econômica considerando períodos de tempos diferentes precisa ser realizada com ajuste inflacionário. Qualquer um. Câmbio não é exceção.
Dinheiro perde valor no tempo, e analisar o preço por si só sem desconsiderar a inflação acumulada é algo completamente irrelevante. O dólar a R$ 1 na época que a renda média era de R$ 200 por cabeça tinha um peso – o dólar a R$ 5 em uma época que a renda média por cabeça é R$ 2.200 tem outro peso.
Nunca se esqueça desse fator: ajuste de inflação para qualquer valor analisado.
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Analisando a taxa de câmbio entre o dólar e o real, é bem comum que nos apeguemos ao passado e desejemos que o dólar volte ao patamar de R$ 2,00 ou R$ 2,50, contra os atuais R$ 5,15 que vivemos hoje – há não muito tempo, 10 anos, praticamente, o dólar estava na casa dos R$ 1,60. Se você quer ver o dólar novamente nesse patamar, desista, é extremamente improvável.
O gráfico acima é o valor do dólar reajusta pelo IPCA e pelo CPI – os índices de inflação do Brasil e dos EUA, respectivamente – isso é, o dólar da época trazido ao valor de hoje (exemplificando, o dólar de janeiro de 2003 equivaleria a R$ 8,00 considerando reajuste de inflação acumulado daquele período até o momento – ou seja, ainda longe da máxima em termos reais).
Todos sabem muito bem como a inflação funciona: faz com que o dinheiro perca valor com o tempo e com isso, quando comparamos preços em períodos diferentes, é necessário reajustar pela inflação, afinal, não faz sentido nenhum você tratar o preço da gasolina de 2005 com o preço da gasolina atual visto que ao longo de 17 anos a moeda acumulou uma desvalorização violenta e todos os preços da economia (inclusive de salários e afins) subiram nominalmente. Para taxa de câmbio, não é diferente.
Foi entre 2002 e 2003, com uma das eleições mais temidas da história (diferente de barulhenta, como é a atual) que o dólar, reajustado pela inflação acumulada do período, chegou ao patamar de R$ 8,00 por um breve momento, com os temores políticos sobre a gestão mais intervencionista do primeiro mandato do Lula. Com o passar dos meses, tendo o mercado digerido o fato de que o Lula estava mais “amigo” do mercado do que o esperado, que a moeda começou a arrefecer.
É por isso que a expectativa – e esperança – de esperar que o dólar caia violentamente a patamares já passados (de R$ 2,00, por exemplo) é completamente inútil: considerando o fato de que a inflação brasileira é sempre maior que a americana (sim, 2022 está sendo uma exceção, a primeira da história, inclusive), a nossa moeda possui uma desvalorização mais acelerada do que o dólar, o que faz com que a taxa de câmbio sempre siga seu caminho para cima. Esse cenário mudaria ou com os EUA tendo uma inflação estrutural mais alta do que a nossa (o que é extremamente improvável, para não dizer impossível) ou com a economia americana entrando em um estágio de desconfiança tão grande que a moeda do país fosse punida, desvalorizando forte – o que é ainda mais improvável, visto que o dólar é a reserva de valor do planeta.
Outro ponto importante a citar é que o câmbio por mais que lateralize durante determinado período, em termos reais, pode significar ganho de poder de compra para o real em termos relativos, visto que significa uma inflação crescente com uma moeda estacionada – veja, se a nossa moeda continua desvalorizando, mas o câmbio não deprecia na mesma proporção, cria-se um movimento contrário de força segurando o valor cambial.
Todo esse texto tem um único objetivo: te lembrar de que absolutamente qualquer análise econômica considerando períodos de tempos diferentes precisa ser realizada com ajuste inflacionário. Qualquer um. Câmbio não é exceção.
Dinheiro perde valor no tempo, e analisar o preço por si só sem desconsiderar a inflação acumulada é algo completamente irrelevante. O dólar a R$ 1 na época que a renda média era de R$ 200 por cabeça tinha um peso – o dólar a R$ 5 em uma época que a renda média por cabeça é R$ 2.200 tem outro peso.
Nunca se esqueça desse fator: ajuste de inflação para qualquer valor analisado.
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A tributação de dividendos é algo que assusta.
Foi em 2021 que o assunto entrou em voga com a proposta da reforma tributária do atual governo – a princípio, a ideia era simples: tributar em 20% os dividendos, sem distinção e sem isenção – simplesmente tributar 20% dos dividendos. Antes, vamos voltar um pouco no tempo e mostrar como esse “problema” não é algo recente.
Até 1995, dividendos eram tributados. Foi somente em 26 de dezembro de 1995, com a Lei nº 9.249/95 que ocorreu a isenção – e desde então permaneceu. Antes disso a alíquota era de 15% e a isenção ocorreu com o intuito de estimular investimentos no país. Obviamente que essa isenção não veio de graça, mas com um aumento de 10% sobre o IRPJ.
Pouco mais de 27 anos depois, o assunto volta à tona e preocupa grande parte dos investidores mais novos. As questões levantadas em meio a essa nebulosidade tributária são sempre as mesmas, buscando compreender se isso irá inviabilizar os investimentos em ações e FIIs, se inviabilizará a estratégia de investimento em dividendos entre outros pontos.
Já adiantando: não. Não irá. Não será 15% de imposto sobre seus dividendos que tornará a estratégia estéril – obviamente, não é algo positivo, ainda mais se isso ocorrer sem um corte de compensação no IRPJ, mas não é como se fosse o fim do mundo – alguns investidores lendários, como o próprio Barsi, já estavam no mercado há décadas, tempos em que dividendos já eram tributados.
A imagem do texto é uma ilustração tomando o mercado de fundos imobiliários como exemplo.
Em momentos assim, não há nenhum cálculo exato para buscar exemplificar como seria de fato o cenário caso a tributação de fato ocorresse: considerando as mesmas condições de temperatura e pressão, o mais próximo para chegar da realidade é um backtest já aplicando a alíquota de tributação para ver como seria a performance dos ativos mesmo com esse imposto aplicado. É disso que o gráfico acima trata.
O gráfico possui 5 linhas: o azul escuro (190%) é o IFIX, a linha vermelha (159%) é o CDI, a linha verde (148%) é o IFIX já descontando 15% de uma possível tributação dessa magnitude, a linha roxa (125%) é o CDI também descontando 15%, e a linha azul claro é o IPCA. Todos os números desde a data de criação do IFIX, o índice dos FIIs.
Perceba como mesmo com uma possível tributação de 15% em cima dos fundos imobiliários, o retorno do índice (lembrando, aqui tratamos de um índice, e uma seleção de ativos sempre maximizará o retorno caso bem realizada) há um bom retorno. Você pode se perguntar “como o retorno pode ser bom se rendeu menos do que o CDI?” – e aqui entram dois pontos importantes: a pandemia, que esmagou a rentabilidade do setor imobiliários por fator de vacância e puxada do juros longo, e a ciclicidade por si só do mercado.
Como mencionado: isso é uma conta de exemplo de worst case scenario somente para ter algo projetar. É obvio que em meio a um cenário de tributação de rendimentos, os fundos podem contornar com algumas medidas e essa rentabilidade sobe – é por isso que o backtest nesse caso é um bom exemplo, ele simplesmente tira 15% como se não houvesse qualquer medida de gestão para reduzir impacto da tributação, e qualquer boa gestão costuma contornar os problemas que enfrenta.
Para dividendos de empresas, não é diferente: pode ter certeza que se em algum momento os dividendos forem tributados, as empresas também darão um jeito de contornar isso, sendo a principal forma com a recompra de ações – meio muito comum de remuneração nos EUA.
Por lá, a maioria das companhias recompram suas ações enquanto pagam dividendos para aumentar o retorno do investidor no longo prazo – numa explicação simples, pense que determinada empresa distribui R$ 1 milhão em dividendos e tem 1 milhão de ações – isso significa R$ 1 por ação. Agora imagine que essa empresa recompre metade de suas ações e realize o mesmo pagamento de R$ 1 milhão – agora o investidor recebe R$ 2 por ação, não mais R$ 1. Formas de contornar esse tipo de problema não são raras.
Foi em 2021 que o assunto entrou em voga com a proposta da reforma tributária do atual governo – a princípio, a ideia era simples: tributar em 20% os dividendos, sem distinção e sem isenção – simplesmente tributar 20% dos dividendos. Antes, vamos voltar um pouco no tempo e mostrar como esse “problema” não é algo recente.
Até 1995, dividendos eram tributados. Foi somente em 26 de dezembro de 1995, com a Lei nº 9.249/95 que ocorreu a isenção – e desde então permaneceu. Antes disso a alíquota era de 15% e a isenção ocorreu com o intuito de estimular investimentos no país. Obviamente que essa isenção não veio de graça, mas com um aumento de 10% sobre o IRPJ.
Pouco mais de 27 anos depois, o assunto volta à tona e preocupa grande parte dos investidores mais novos. As questões levantadas em meio a essa nebulosidade tributária são sempre as mesmas, buscando compreender se isso irá inviabilizar os investimentos em ações e FIIs, se inviabilizará a estratégia de investimento em dividendos entre outros pontos.
Já adiantando: não. Não irá. Não será 15% de imposto sobre seus dividendos que tornará a estratégia estéril – obviamente, não é algo positivo, ainda mais se isso ocorrer sem um corte de compensação no IRPJ, mas não é como se fosse o fim do mundo – alguns investidores lendários, como o próprio Barsi, já estavam no mercado há décadas, tempos em que dividendos já eram tributados.
A imagem do texto é uma ilustração tomando o mercado de fundos imobiliários como exemplo.
Em momentos assim, não há nenhum cálculo exato para buscar exemplificar como seria de fato o cenário caso a tributação de fato ocorresse: considerando as mesmas condições de temperatura e pressão, o mais próximo para chegar da realidade é um backtest já aplicando a alíquota de tributação para ver como seria a performance dos ativos mesmo com esse imposto aplicado. É disso que o gráfico acima trata.
O gráfico possui 5 linhas: o azul escuro (190%) é o IFIX, a linha vermelha (159%) é o CDI, a linha verde (148%) é o IFIX já descontando 15% de uma possível tributação dessa magnitude, a linha roxa (125%) é o CDI também descontando 15%, e a linha azul claro é o IPCA. Todos os números desde a data de criação do IFIX, o índice dos FIIs.
Perceba como mesmo com uma possível tributação de 15% em cima dos fundos imobiliários, o retorno do índice (lembrando, aqui tratamos de um índice, e uma seleção de ativos sempre maximizará o retorno caso bem realizada) há um bom retorno. Você pode se perguntar “como o retorno pode ser bom se rendeu menos do que o CDI?” – e aqui entram dois pontos importantes: a pandemia, que esmagou a rentabilidade do setor imobiliários por fator de vacância e puxada do juros longo, e a ciclicidade por si só do mercado.
Como mencionado: isso é uma conta de exemplo de worst case scenario somente para ter algo projetar. É obvio que em meio a um cenário de tributação de rendimentos, os fundos podem contornar com algumas medidas e essa rentabilidade sobe – é por isso que o backtest nesse caso é um bom exemplo, ele simplesmente tira 15% como se não houvesse qualquer medida de gestão para reduzir impacto da tributação, e qualquer boa gestão costuma contornar os problemas que enfrenta.
Para dividendos de empresas, não é diferente: pode ter certeza que se em algum momento os dividendos forem tributados, as empresas também darão um jeito de contornar isso, sendo a principal forma com a recompra de ações – meio muito comum de remuneração nos EUA.
Por lá, a maioria das companhias recompram suas ações enquanto pagam dividendos para aumentar o retorno do investidor no longo prazo – numa explicação simples, pense que determinada empresa distribui R$ 1 milhão em dividendos e tem 1 milhão de ações – isso significa R$ 1 por ação. Agora imagine que essa empresa recompre metade de suas ações e realize o mesmo pagamento de R$ 1 milhão – agora o investidor recebe R$ 2 por ação, não mais R$ 1. Formas de contornar esse tipo de problema não são raras.
Por mais que seja triste dizer, nos acreditamos que uma tributação sobre dividendos seja só questão de tempo, seja pela atual gestão de governo ou por uma possível e futura gestão do Lula – é algo inevitável e que praticamente toda a classe política já consolidou a ideia ao tratar sobre a reforma tributária – argumentos para voltarem com isso não falta. A questão é saber como isso será aplicado. O ideal seria uma isenção generosa com um teto alto para não prejudicar empresários menores (lembrando que empresários se remuneram via dividendos, e nem todo empresário é multimilionário como pensa o grosso da cultura popular brasileira) e que FIIs sejam isentos, o que é bem provável que ocorra, visto que o setor imobiliário é um dos principais fomentadores do crescimento econômico do país e uma porrada de 15% sobre esse tipo de rendimento seria um desincentivo gigante num país que já cobra mais impostos do que deveria ao tratar sobre PJ.
Se a tributação de dividendos te incomoda, fique tranquilo – não é como se fosse algo para comemorar, longe disso, mas não é como se fosse o fim do mundo. Essa tributação existiu até pouco tempo atrás e existem em praticamente todos os países mundo afora – a alíquota, caso instaurada num patamar racional e não abusivo, não inviabilizará estratégia nenhuma, não impedirá que você alcance o sucesso ao investir e não é motivo para pânico. Para desgosto, talvez, não é como se pagássemos poucos impostos, mas nem de longe você deve se sentir desestimulado a construir seu patrimônio. É do interesse tanto do investidor quanto das empresas e dos fundos que você investe contornar esse tipo de problema – e há formas simples de fazer isso.
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Se a tributação de dividendos te incomoda, fique tranquilo – não é como se fosse algo para comemorar, longe disso, mas não é como se fosse o fim do mundo. Essa tributação existiu até pouco tempo atrás e existem em praticamente todos os países mundo afora – a alíquota, caso instaurada num patamar racional e não abusivo, não inviabilizará estratégia nenhuma, não impedirá que você alcance o sucesso ao investir e não é motivo para pânico. Para desgosto, talvez, não é como se pagássemos poucos impostos, mas nem de longe você deve se sentir desestimulado a construir seu patrimônio. É do interesse tanto do investidor quanto das empresas e dos fundos que você investe contornar esse tipo de problema – e há formas simples de fazer isso.
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Quanto US$ 1 investido na bolsa americana gerou de retorno desde 1870.
A data é excedida propositalmente – obviamente, não há investidor vivo que tenha começado a investir há 152 anos.
A intenção do gráfico é mostrar como, historicamente, a bolsa americana reagiu durante todos esse tempo e gerou retornos cavalares mesmo com todos os problemas políticos, geopolíticos, sociais e econômicos.
US$ 1 investido em 1870, ajustado pela inflação, se tornou US$ 19.044 na máxima de 2021.
Não importa a dimensão do problema, não importa o momento nem a narrativa que está sendo utilizada para tentar tocar o terror e te tirar do jogo: investir se trata de probabilidade, não de possibilidade. O atual momento com a bolsa americana caindo quase 30% da sua máxima é quase certo um momento excelente para investir. Significa que a bolsa americana não vai mais cair? Mas é claro que não – ninguém sabe quando o índice chegará ao seu limite de baixa, mas significa que o momento atual já te proporciona uma margem de desconto excelente.
Historicamente dizendo, a chance de você investir na bolsa americana hoje e se arrepender daqui 10 anos é nula.
O gráfico mostra: o mercado sobe caindo. E isso não se trata somente do mercado americano. No nosso relatório de InSights Econômicos de maio (InSights Econômicos #03 – Os Ciclos da Bolsa e, De novo, a Inflação) nós mostramos como a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 gerou um retorno maior do que a bolsa americana e pouca gente sabe.
Haverá os momentos de queda, haverá os momentos de alta, e haverá os momentos em que o mercado simplesmente não faz nada, ficando meses de lado, em sua fase de consolidação, até que um boom o leve para outro patamar, e assim agem os ciclos, girando em torno de problemas geopolíticos, guerras, crises econômicas e entraves que parecem não tem solução e que sempre tem.
Investir se trata de probabilidade, não possibilidade. A leitura sempre é sobre o que é provável, não sobre o que é possível. Coloque as chances ao seu favor, como num jogo de poker, e ganhar dinheiro se tornará a consequência.
Para ler todos os nossos relatórios de dados econômicos, textos, análises de resultados de companhias, assistir nossas aulas e ter acesso a todo nosso conteúdo, participe de nossa plataforma! Tudo o que você precisa em uma só assinatura!
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Não importa a dimensão do problema, não importa o momento nem a narrativa que está sendo utilizada para tentar tocar o terror e te tirar do jogo: investir se trata de probabilidade, não de possibilidade. O atual momento com a bolsa americana caindo quase 30% da sua máxima é quase certo um momento excelente para investir. Significa que a bolsa americana não vai mais cair? Mas é claro que não – ninguém sabe quando o índice chegará ao seu limite de baixa, mas significa que o momento atual já te proporciona uma margem de desconto excelente.
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