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Corte de ICMS vai deixar uma conta para nós pagarmos? Não exatamente.
Um dos pontos que os céticos em relação ao corte do ICMS mais constatam, é o fato de que esse corte de imposto pode “deixar uma conta” para nós, a população, pagarmos, isso é, com os estados arrecadando menos dinheiro, alguns acham que haverá um buraco nas contas que terá que ser compensado com mais impostos e coisas do tipo. A afirmação é falsa e não conversa com a realidade – ao menos quando avaliamos dados.
Há algum tempo citamos que o Estado (de forma geral, da esfera federal aos governos regionais) está atingindo níveis altíssimos de arrecadação por conta da inflação, atividade econômica e ciclo das commodities. O gráfico acima é a ilustração disso.
A linha azul claro é o superávit que os governos regionais atingiram nos últimos 12 meses, perceba que desse número começou a disparar no início de 2020 como resultado principalmente da alta dos combustíveis, que é o maior fator de arrecadação da esfera. Combustíveis mais caros resultam em mais dinheiro no bolso dos estados – não em vão o superávit acumulado entre 2020 e 2022 é de R$210 bilhões na esfera dos governos regionais. Sim, R$ 210 bilhões.
Ou seja: qualquer argumento que você veja alegando uma “conta para pagar”, que isso “tira dinheiro dos estados” ou coisas do tipo, é afirmação falsa – disseminação de desinformação.
Os estados, assim como o Governo Central, estão com um grau altíssimo de arrecadação por conta do ciclo que estamos vivendo entre outros fatores. Não há perda de arrecadação, não há buraco fiscal algum.
Defender 30% de tributação sobre um dos bens que mais impactam as camadas mais vulneráveis da sociedade mesmo face a bonança da arrecadação pública é algo questionável.
Se sobra dinheiro para o Estado, é ele que tem que reduzir seus gastos para compensar a população que o sustenta, e não o contrário.
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Há algum tempo citamos que o Estado (de forma geral, da esfera federal aos governos regionais) está atingindo níveis altíssimos de arrecadação por conta da inflação, atividade econômica e ciclo das commodities. O gráfico acima é a ilustração disso.
A linha azul claro é o superávit que os governos regionais atingiram nos últimos 12 meses, perceba que desse número começou a disparar no início de 2020 como resultado principalmente da alta dos combustíveis, que é o maior fator de arrecadação da esfera. Combustíveis mais caros resultam em mais dinheiro no bolso dos estados – não em vão o superávit acumulado entre 2020 e 2022 é de R$210 bilhões na esfera dos governos regionais. Sim, R$ 210 bilhões.
Ou seja: qualquer argumento que você veja alegando uma “conta para pagar”, que isso “tira dinheiro dos estados” ou coisas do tipo, é afirmação falsa – disseminação de desinformação.
Os estados, assim como o Governo Central, estão com um grau altíssimo de arrecadação por conta do ciclo que estamos vivendo entre outros fatores. Não há perda de arrecadação, não há buraco fiscal algum.
Defender 30% de tributação sobre um dos bens que mais impactam as camadas mais vulneráveis da sociedade mesmo face a bonança da arrecadação pública é algo questionável.
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7 dicas valiosas sobre investimentos segundo John Bogle
O John Bogle foi um dos maiores nomes dos investimentos que nem todos conhecem.
Fundador da Vanguard Group (uma das maiores gestoras de investimentos do planeta com US$ 7.5 trilhões sob gestão) e creditado por ser o pai dos ETFs, foi ele o criador do primeiro fundo de índice da história. Uma revolução nos investimentos.
Seus 90 anos de história trouxeram diversas lições, entre livros escritos, entrevistas concedidas e muito material criado, segundo Bogle, em um de seus ensaios ele resumiu seus mais de 70 anos de experiência no mercado em 7 lições:
1. Apenas invista. O maior risco pra o investidor, não é a volatilidade de curto prazo, mas sim o fato de não obter um retorno suficiente sobre seu capital à medida que se acumula sob a ótica de acumulo de capital. Sempre invista, tenha consistência e foque no tempo – tempo sempre ganha de taxa. Tenha consistência.
2. O tempo é o seu amigo. Investir deve ser um hábito, e quanto antes você desenvolver esse hábito, melhor e você apreciará mais cedo a mágica do efeito dos juros compostos. Como Bogle cita, até mesmos os investimentos mais modestos realizados na década de 30 trouxeram retornos astronômicos para ele, mesmo com taxas tímidas, o tempo fez o seu trabalho. Mais uma vez o gigante da ênfase na importância do fator “tempo”.
3. Agir de forma impulsiva pode ser seu maior inimigo: elimine a emoção da sua estratégia de investimentos – e mesmo que não esteja na estratégia, evite isso ao máximo. Tenha expectativas racionais sobre o retorno futuro dos ativos que você investe (isso é, evite narrativas fantasiosas de retornos estratosféricos que quase sempre culminam em destruição de patrimônio) e evite absolutamente qualquer ruído que você conceber por notícias ou boatos do mercado. O ser humano odeia a incerteza, e é justamente por isso que ele sempre busca explicar fatores aleatórios de curto prazo – a questão é que explicar não significa que está correto. Não agir por impulso e ignorar burburinhos te evitará muita dor de cabeça.
4. A aritmética básica funciona: o retorno líquido é simplesmente o retorno bruto do seu portfólio de investimentos menos os custos incorridos – incluindo impostos. Seja superavitário, invista o que sobra do seu dinheiro e evite colocar os números contra você girando seus investimentos a todo momento empilhando taxas e impostos que destruirão completamente o seu retorno. Pense que seu portfólio é como um sabonete – quanto mais mexe, menor fica – isso obviamente sobre a ótica de venda incessante de ativos buscando acertar timing e afins.
5. Atenha-se à simplicidade: você não precisa reinventar a roda. Não precisa. É tentadora a ideia de criar uma metodologia inovadora ou uma estratégia disruptiva de investimentos, mas dificilmente isso funciona. O mercado é antigo, muito já foi tentado e existe documental o suficiente para mostrar que o simples é que funciona. Uma alocação sensata entre ações, títulos e reservas de caixa; uma seleção diversificada de ativos e cuidado com o risco e retorno serão fatores mais do que suficientes para você prosperar com seus investimentos. Você não precisa reinventar a roda.
6. Nunca esqueça a regressão à média: um retorno violentamente alto de um ativo no curto prazo é bem suscetível a uma queda, não se emocione com gráficos parabólicos. Em momentos de euforia e ciclos de alta, é bem comum ver alguns ativos passando por rallys admiráveis que praticamente sussurram nos ouvidos e imploram pelos seus investimentos – tome muito cuidado com isso. O mercado não é bobo e não deixa dinheiro na mesa, é bem provável que em algum momento esse ativo passe por uma regressão à média.
O John Bogle foi um dos maiores nomes dos investimentos que nem todos conhecem.
Fundador da Vanguard Group (uma das maiores gestoras de investimentos do planeta com US$ 7.5 trilhões sob gestão) e creditado por ser o pai dos ETFs, foi ele o criador do primeiro fundo de índice da história. Uma revolução nos investimentos.
Seus 90 anos de história trouxeram diversas lições, entre livros escritos, entrevistas concedidas e muito material criado, segundo Bogle, em um de seus ensaios ele resumiu seus mais de 70 anos de experiência no mercado em 7 lições:
1. Apenas invista. O maior risco pra o investidor, não é a volatilidade de curto prazo, mas sim o fato de não obter um retorno suficiente sobre seu capital à medida que se acumula sob a ótica de acumulo de capital. Sempre invista, tenha consistência e foque no tempo – tempo sempre ganha de taxa. Tenha consistência.
2. O tempo é o seu amigo. Investir deve ser um hábito, e quanto antes você desenvolver esse hábito, melhor e você apreciará mais cedo a mágica do efeito dos juros compostos. Como Bogle cita, até mesmos os investimentos mais modestos realizados na década de 30 trouxeram retornos astronômicos para ele, mesmo com taxas tímidas, o tempo fez o seu trabalho. Mais uma vez o gigante da ênfase na importância do fator “tempo”.
3. Agir de forma impulsiva pode ser seu maior inimigo: elimine a emoção da sua estratégia de investimentos – e mesmo que não esteja na estratégia, evite isso ao máximo. Tenha expectativas racionais sobre o retorno futuro dos ativos que você investe (isso é, evite narrativas fantasiosas de retornos estratosféricos que quase sempre culminam em destruição de patrimônio) e evite absolutamente qualquer ruído que você conceber por notícias ou boatos do mercado. O ser humano odeia a incerteza, e é justamente por isso que ele sempre busca explicar fatores aleatórios de curto prazo – a questão é que explicar não significa que está correto. Não agir por impulso e ignorar burburinhos te evitará muita dor de cabeça.
4. A aritmética básica funciona: o retorno líquido é simplesmente o retorno bruto do seu portfólio de investimentos menos os custos incorridos – incluindo impostos. Seja superavitário, invista o que sobra do seu dinheiro e evite colocar os números contra você girando seus investimentos a todo momento empilhando taxas e impostos que destruirão completamente o seu retorno. Pense que seu portfólio é como um sabonete – quanto mais mexe, menor fica – isso obviamente sobre a ótica de venda incessante de ativos buscando acertar timing e afins.
5. Atenha-se à simplicidade: você não precisa reinventar a roda. Não precisa. É tentadora a ideia de criar uma metodologia inovadora ou uma estratégia disruptiva de investimentos, mas dificilmente isso funciona. O mercado é antigo, muito já foi tentado e existe documental o suficiente para mostrar que o simples é que funciona. Uma alocação sensata entre ações, títulos e reservas de caixa; uma seleção diversificada de ativos e cuidado com o risco e retorno serão fatores mais do que suficientes para você prosperar com seus investimentos. Você não precisa reinventar a roda.
6. Nunca esqueça a regressão à média: um retorno violentamente alto de um ativo no curto prazo é bem suscetível a uma queda, não se emocione com gráficos parabólicos. Em momentos de euforia e ciclos de alta, é bem comum ver alguns ativos passando por rallys admiráveis que praticamente sussurram nos ouvidos e imploram pelos seus investimentos – tome muito cuidado com isso. O mercado não é bobo e não deixa dinheiro na mesa, é bem provável que em algum momento esse ativo passe por uma regressão à média.
7. Mantenha-se em curso: independente do que aconteça com o mercado, atenha-se a sua estratégia e mantenha-se em curso. É de fato difícil ir em direção contrária ao mercado e investir em momentos que tudo cai e parece que o mundo vai acabar, mas é justamente em momentos como esse que os melhores aportes são realizados. A mudança abrupta da sua estratégia e o comprometimento dos seus aportes pode ser algo devastador para sua carteira no longo prazo. Ignorar as narrativas que fazem terror ao emocional, os anunciadores da hecatombe econômica e coisas do tipo irá te ajudar muito, mas independente do que aconteça, siga com sua estratégia e mantenha os aportes.
Como última dica, recomendamos fortemente a leitura do livro “O Investidor de Bom Senso”, escrito pelo John Bogle – é essencial que o investidor conheça sobre as lições que esse gigante tem a ensinar.
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Dividend Yield: porque a maioria dos investidores erra ao analisar esse indicador
A estratégia de dividendos talvez seja a estratégia mais tradicional da bolsa de valores – sendo extremamente popular no exterior, ela é ainda mais aqui no Brasil, impulsionada principalmente por conta do lendário investidor Luiz Barsi, com seus 83 anos de idade e quase 70 anos de experiência de mercado, sendo um defensor inveterado da estratégia e a porta de entrada de diversos investidores novos para o mercado acionário.
Nosso texto não é um contraponto a estratégia – pelo contrário, assim como a maioria dos investidores, achamos que a estratégia de dividendos é uma das melhores existentes no mercado pois caso praticada de forma correta, fará com que o investidor compre apenas empresas fenomenais, visto que pagamento de dividendo com recorrência em em maior quantidade é quase sempre sinal de boa saúde financeira de uma companhia.
A intenção aqui é mostrar como a leitura do dividend yield de forma equivocada pode acabar tirando do seu leque de opções diversas empresas de altíssimo valor. A estratégia de dividendos é excelente e precisa saber ser feita – não é tão somente abrir algum site consolidador de dados que existe aos montes hoje em dia, comprar ações com 6% de dividend yield e esperar para ganhar dinheiro – muito investidor se afunda com isso, inclusive, ao perceber tardiamente que fez algo errado.
Pois bem, nesse estudo explicativo pegamos uma empresa velha de mercado (RaiaDrogasil) e que não é uma “pagadora de dividendos” justamente para mostrar como uma companhia que não é uma pagadora de dividendos também pode desempenhar esse papel na sua carteira ao longo do tempo – e pouca gente se dá conta disso.
Na tabela, há alguns dados da RaiaDrogasil desde os anos 2000.
Na primeira coluna, seu lucro líquido = que em 2000 foi de R$ 2 milhões, enquanto em 2021 foi de R$ 760 milhões.
Na segunda coluna, os dividendos distribuídos pela companhia, que em 2000 foi R$ 1 milhão, enquanto em 2021 foi R$ 265 milhões.
Na terceira coluna, seu payout, que nada mais é do que o percentual do lucro líquido que a companhia distribuiu como proventos para seus acionistas. Ou seja, em 2000 a RaiaDrogasil realizou um payout de 50% (pagou metade do seu lucro como proventos aos acionistas) enquanto em 2021 ela pagou 35% do lucro como proventos para os acionistas.
Na quarta, quinta e sexta colunas, os dividendos pagos por ação e respectivo yields considerando o preço da ação nos períodos (a Droga Raia e a Drogasil realizaram fusão em 2011 e alguns dados como a quantidade de ações emitidas são impossíveis de encontrar, o que impossibilitou o cálculo de dividendo por ação e yield de 2000 e 2005).
Primeiramente, perceba um fator estrutural: a RaiaDrogasil nunca foi uma boa pagadora de dividendos. A tabela está resumida e datando de 5 em 5 anos, mas a média histórica de seu payout sempre foi de 33,8% nos últimos 22 anos – ou seja, a companhia destina apenas um terço do lucro gerado para remunerar diretamente seus acionistas com proventos. Isso por si só já causaria um efeito de recusa sobre o ativo para quem procura bons pagamentos de dividendos – o que nos leva a outro indicador, seu dividend yield. Como dissemos, infelizmente não temos dados de 2000 e 2005, mas desde 2011, a média de seu dividend yield anual foi de 0,86%.
Veja: os dois indicadores principais de análise de dividendos deixam bem evidente que a companhia é uma péssima pagadora de dividendos. E isso é verdade – é impossível de alegar que uma companhia que paga somente um terço do seu lucro por ano em proventos e possui um yield de menos de 1% caracteriza uma boa pagadora de dividendos. Mas achamos legal analisar sobre outra ótica.
Ao longo do tempo, é natural que as empresas bem geridas valorizem. No caso da RaiaDrogasil, enquanto em 2000 a ação da companhia estava na casa de um centavo, em 2021 seu preço fechou nos R$ 24,30. Pegue agora a coluna de dividendo por ação e compare com o preço da ação em períodos passados.
A estratégia de dividendos talvez seja a estratégia mais tradicional da bolsa de valores – sendo extremamente popular no exterior, ela é ainda mais aqui no Brasil, impulsionada principalmente por conta do lendário investidor Luiz Barsi, com seus 83 anos de idade e quase 70 anos de experiência de mercado, sendo um defensor inveterado da estratégia e a porta de entrada de diversos investidores novos para o mercado acionário.
Nosso texto não é um contraponto a estratégia – pelo contrário, assim como a maioria dos investidores, achamos que a estratégia de dividendos é uma das melhores existentes no mercado pois caso praticada de forma correta, fará com que o investidor compre apenas empresas fenomenais, visto que pagamento de dividendo com recorrência em em maior quantidade é quase sempre sinal de boa saúde financeira de uma companhia.
A intenção aqui é mostrar como a leitura do dividend yield de forma equivocada pode acabar tirando do seu leque de opções diversas empresas de altíssimo valor. A estratégia de dividendos é excelente e precisa saber ser feita – não é tão somente abrir algum site consolidador de dados que existe aos montes hoje em dia, comprar ações com 6% de dividend yield e esperar para ganhar dinheiro – muito investidor se afunda com isso, inclusive, ao perceber tardiamente que fez algo errado.
Pois bem, nesse estudo explicativo pegamos uma empresa velha de mercado (RaiaDrogasil) e que não é uma “pagadora de dividendos” justamente para mostrar como uma companhia que não é uma pagadora de dividendos também pode desempenhar esse papel na sua carteira ao longo do tempo – e pouca gente se dá conta disso.
Na tabela, há alguns dados da RaiaDrogasil desde os anos 2000.
Na primeira coluna, seu lucro líquido = que em 2000 foi de R$ 2 milhões, enquanto em 2021 foi de R$ 760 milhões.
Na segunda coluna, os dividendos distribuídos pela companhia, que em 2000 foi R$ 1 milhão, enquanto em 2021 foi R$ 265 milhões.
Na terceira coluna, seu payout, que nada mais é do que o percentual do lucro líquido que a companhia distribuiu como proventos para seus acionistas. Ou seja, em 2000 a RaiaDrogasil realizou um payout de 50% (pagou metade do seu lucro como proventos aos acionistas) enquanto em 2021 ela pagou 35% do lucro como proventos para os acionistas.
Na quarta, quinta e sexta colunas, os dividendos pagos por ação e respectivo yields considerando o preço da ação nos períodos (a Droga Raia e a Drogasil realizaram fusão em 2011 e alguns dados como a quantidade de ações emitidas são impossíveis de encontrar, o que impossibilitou o cálculo de dividendo por ação e yield de 2000 e 2005).
Primeiramente, perceba um fator estrutural: a RaiaDrogasil nunca foi uma boa pagadora de dividendos. A tabela está resumida e datando de 5 em 5 anos, mas a média histórica de seu payout sempre foi de 33,8% nos últimos 22 anos – ou seja, a companhia destina apenas um terço do lucro gerado para remunerar diretamente seus acionistas com proventos. Isso por si só já causaria um efeito de recusa sobre o ativo para quem procura bons pagamentos de dividendos – o que nos leva a outro indicador, seu dividend yield. Como dissemos, infelizmente não temos dados de 2000 e 2005, mas desde 2011, a média de seu dividend yield anual foi de 0,86%.
Veja: os dois indicadores principais de análise de dividendos deixam bem evidente que a companhia é uma péssima pagadora de dividendos. E isso é verdade – é impossível de alegar que uma companhia que paga somente um terço do seu lucro por ano em proventos e possui um yield de menos de 1% caracteriza uma boa pagadora de dividendos. Mas achamos legal analisar sobre outra ótica.
Ao longo do tempo, é natural que as empresas bem geridas valorizem. No caso da RaiaDrogasil, enquanto em 2000 a ação da companhia estava na casa de um centavo, em 2021 seu preço fechou nos R$ 24,30. Pegue agora a coluna de dividendo por ação e compare com o preço da ação em períodos passados.
Em 2010 a Raia Drogasil pagou R$ 0,01 por ação – é o mesmo valor que a ação da companhia valia em 2000. Em 2015 ela pagou R$ 0,11 – quase 3 vezes o valor que estava a ação em 2005. Em 2021 ela pagou R$ 0,22 por ação – isso é 22 vezes o valor da ação em 2000.
O ponto central é: ao longo do tempo, o preço da ação sobe, os indicadores acompanham e até mesmo investimentos em companhias que não são pagadoras de dividendos podem trazer retornos cavalares de dividendos para o investidor com um “brinde” de uma valorização forte no ativo.
Quando você for analisar um ativo para investir e olhar somente sob a ótica do dividend yield, é bem provável que você esteja cometendo um terrível erro que pode custar o seu dinheiro lá na frente. Analise também o payout e veja o histórico do valor do ativo para evidenciar como o crescimento pode fazer com que o seu yield on cost (o dividend yield do ativo considerando seu preço de compra) se torne gigante com o tempo.
Outro bom exemplo sobre isso é a Ambev, veja, muita gente descarta investir no ativo pelo seu yield ser baixo – não estamos aqui advogando para você investir no ativo nem nada do tipo, mas a maioria analisa o ativo de forma errada e tem uma conclusão completamente distorcida.
A Ambev quase sempre paga acima de 80% do seu lucro em dividendos. Se você busca investir em dividendos é o payout médio dela em relação ao possível lucro futuro que ela dará que você tem que analisar. Em seu caso, é um payout de 80% com um lucro que tem crescido todo ano em um ritmo próximo de 10%. Em uma situação do tipo, se o lucro da companhia dobra e o payout se mantém, a quantidade que ela paga em dividendos também dobra, e consequentemente o seu yield on cost também, mas por estar analisando somente o dividend yield de tela (que considera os valores de tela, e não os que você pagou) você tem uma conclusão distorcida e consequentemente toma uma decisão errada.
Analise o payout, faça uma tabela semelhante a que fizemos acima e tire suas próprias conclusões: no longo prazo, qualquer ativo tem potencial de gerar retornos altíssimos para o investidor em termos de proventos, até mesmo aqueles ativos que não são populares quando falamos sobre dividendos.
O preço de tela engana e pode te fazer tomar decisões erradas – investir é mais do que entrar em algum site que consolida indicadores ou usar filtros para encontrar ações com dividend yield acima de 6%. Faça uma análise muito bem feita sobre o histórico - preço de tela engana.
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Quando você for analisar um ativo para investir e olhar somente sob a ótica do dividend yield, é bem provável que você esteja cometendo um terrível erro que pode custar o seu dinheiro lá na frente. Analise também o payout e veja o histórico do valor do ativo para evidenciar como o crescimento pode fazer com que o seu yield on cost (o dividend yield do ativo considerando seu preço de compra) se torne gigante com o tempo.
Outro bom exemplo sobre isso é a Ambev, veja, muita gente descarta investir no ativo pelo seu yield ser baixo – não estamos aqui advogando para você investir no ativo nem nada do tipo, mas a maioria analisa o ativo de forma errada e tem uma conclusão completamente distorcida.
A Ambev quase sempre paga acima de 80% do seu lucro em dividendos. Se você busca investir em dividendos é o payout médio dela em relação ao possível lucro futuro que ela dará que você tem que analisar. Em seu caso, é um payout de 80% com um lucro que tem crescido todo ano em um ritmo próximo de 10%. Em uma situação do tipo, se o lucro da companhia dobra e o payout se mantém, a quantidade que ela paga em dividendos também dobra, e consequentemente o seu yield on cost também, mas por estar analisando somente o dividend yield de tela (que considera os valores de tela, e não os que você pagou) você tem uma conclusão distorcida e consequentemente toma uma decisão errada.
Analise o payout, faça uma tabela semelhante a que fizemos acima e tire suas próprias conclusões: no longo prazo, qualquer ativo tem potencial de gerar retornos altíssimos para o investidor em termos de proventos, até mesmo aqueles ativos que não são populares quando falamos sobre dividendos.
O preço de tela engana e pode te fazer tomar decisões erradas – investir é mais do que entrar em algum site que consolida indicadores ou usar filtros para encontrar ações com dividend yield acima de 6%. Faça uma análise muito bem feita sobre o histórico - preço de tela engana.
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Dados positivos sobre a inflação
Hoje foi divulgado o IPCA-15 de setembro. Popularmente, esse indicador é conhecido como uma prévia da inflação do mês, visto que abrange metade do mês de setembro.
No período, o IPCA-15 foi de -0,37%, contra um consenso de -0,20% do mercado – ou seja, o indicador veio bem melhor do que o consenso da projeção e apresenta ainda deflação significativa.
Essa deflação ocorreu principalmente por conta de três grupos: (I) alimentação e bebidas, sendo impactado principalmente pela queda de preço de produtos de feira, leite e óleos, (II) transportes, sendo impactado por todos os combustíveis refletindo a queda do barril de petróleo no mercado internacional – e aqui vale pontuar que não há mais efeito do ICMS, o corto de imposto ocorreu há meses e já não possui mais efeito sobre o indicador, e (III) comunicação, com redução de preços de planos de telefonia fixa, telefonia móvel e internet.
A sobriedade na análise dos números é obrigatória: ainda que a deflação seja excelente para o momento e não seja mais resultante unicamente do corte do ICMS como alguns tem propagado desonestamente, a alta no acumulado ainda é significativa e alguns grupos seguem pressionados. O principal ponto positivo a ser extraído é: tem ocorrido menor pressão em alimentos e transportes, os dois pilares que acabam contaminando o resto dos grupos.
O principal risco que enxergamos para os próximos meses é uma alta nos juros dos EUA que pode acabar pressionando o nosso câmbio, que como consequência, acabaria causando o mesmo efeito que tivemos entre 2020 e 2021: câmbio depreciando rápido demais causando encarecimento de bens importados e consequentemente fazendo a inflação disparar.
O que pode proteger o país desse cenário é a continuidade desse ciclo virtuoso que o Brasil entrou nos últimos meses, com melhora do cenário fiscal, queda do desemprego e uma conjuntura mais atrativa para investidores externos aliviando o câmbio – mas fica o ponto de atenção: câmbio.
No mais, se a sua máxima for dizer que a inflação em queda não tem refletido em melhora de fato para a economia, lembre-se: nada é tão ruim que não possa piorar. O simples fato de uma estabilidade ou melhora ligeira já é um alento em tempo de crise inflacionária.
Hoje foi divulgado o IPCA-15 de setembro. Popularmente, esse indicador é conhecido como uma prévia da inflação do mês, visto que abrange metade do mês de setembro.
No período, o IPCA-15 foi de -0,37%, contra um consenso de -0,20% do mercado – ou seja, o indicador veio bem melhor do que o consenso da projeção e apresenta ainda deflação significativa.
Essa deflação ocorreu principalmente por conta de três grupos: (I) alimentação e bebidas, sendo impactado principalmente pela queda de preço de produtos de feira, leite e óleos, (II) transportes, sendo impactado por todos os combustíveis refletindo a queda do barril de petróleo no mercado internacional – e aqui vale pontuar que não há mais efeito do ICMS, o corto de imposto ocorreu há meses e já não possui mais efeito sobre o indicador, e (III) comunicação, com redução de preços de planos de telefonia fixa, telefonia móvel e internet.
A sobriedade na análise dos números é obrigatória: ainda que a deflação seja excelente para o momento e não seja mais resultante unicamente do corte do ICMS como alguns tem propagado desonestamente, a alta no acumulado ainda é significativa e alguns grupos seguem pressionados. O principal ponto positivo a ser extraído é: tem ocorrido menor pressão em alimentos e transportes, os dois pilares que acabam contaminando o resto dos grupos.
O principal risco que enxergamos para os próximos meses é uma alta nos juros dos EUA que pode acabar pressionando o nosso câmbio, que como consequência, acabaria causando o mesmo efeito que tivemos entre 2020 e 2021: câmbio depreciando rápido demais causando encarecimento de bens importados e consequentemente fazendo a inflação disparar.
O que pode proteger o país desse cenário é a continuidade desse ciclo virtuoso que o Brasil entrou nos últimos meses, com melhora do cenário fiscal, queda do desemprego e uma conjuntura mais atrativa para investidores externos aliviando o câmbio – mas fica o ponto de atenção: câmbio.
No mais, se a sua máxima for dizer que a inflação em queda não tem refletido em melhora de fato para a economia, lembre-se: nada é tão ruim que não possa piorar. O simples fato de uma estabilidade ou melhora ligeira já é um alento em tempo de crise inflacionária.
A posição confortável do Brasil com a SELIC no atual patamar
O aumento da SELIC foi um dos fatores mais criticados nos últimos tempos – de fato, com uma taxa se aproximando a máxima da última década, foi acesso o sinal de alerta sobre como a nossa economia poderia ser negativamente impactada, visto que quase 14% de juros é um grande freio na atividade produtiva.
Hoje, com o cenário mais claro, fica evidente o acerto do Banco Central ao ter iniciado o ciclo de aumento ainda no começo do ano passado e a intensidade desse aumento de taxa.
Até o momento nesse ano, quase 40 bancos centrais ao redor do planeta elevaram as suas taxas de juros mais de 60 vezes – e apesar dos números assustarem, a maioria dos países sequer se aproximam de uma taxa de juros real e ainda enfrentam problemas seríssimos em termos inflacionários.
O Brasil, junto do México, Arábia Saudita, China e Hong Kong, são os únicos países a gozarem do benefício de uma taxa de juros real, sendo nós atualmente os líderes nesse sentido, com uma taxa real de 5,05%.
Essa tabela levanta a questão sobre dois pontos principais: (I) como a maioria dos países ainda estão bem atrás em todos esses aumentos, diversos países de primeiro mundo estão causando uma verdadeira destruição de valor nunca antes vista na história de forma completamente orquestrada em cima da população, com as taxas de juros reais entre -3% e -10%, e (II) como esse movimento de atraso de aperto monetário é problemático e acaba contaminando a moeda. Explicaremos melhor abaixo.
Se você nos segue no instagram, deve ter visto a publicação que mencionamos que o real é uma das moedas que tem segurado as pontas em 2022 – praticamente todas as moedas do mundo desenvolvido estão sangrando com força, enquanto a moeda brasileira está com ligeira valorização de 5% em 2022. E antes que você pense “ah, mas o real desabou ano passado” – sim, e nada impedia que ele desabasse também esse ano, vide moedas que desabaram e, 2020, 2021 e estão desabando agora.
Esse movimento de desvalorização cambial também ocorre porque o FED está elevando o juros nos EUA, enquanto todos os países ainda estão atrasados para aumentar os juros em suas respectivas casas e causando uma fuga histórica de capital de seus mercados.
Lógica simples: quem irá manter dinheiro em um país de taxas negativas quando outros estão pagando taxas positivas?
É aí que o Brasil tem vantagem no cenário: tendo esse ciclo de juros sido realizado com antecedência, o Brasil conseguiu evitar uma conjuntura de explosão inflacionária esse ano e a manutenção do câmbio, operando dentro da volatilidade de sempre mas sem desandar e desvalorizar em ritmo tão acelerado como nos outros países (reforçando, mais uma vez, que por mais que nossa moeda tenha desvalorizado com força em 2020 e 2021, absolutamente nada impediria o fato de que desvalorizasse também em 2022, ainda mais com a liquidez que temos).
Hoje inclusive o Banco Central emitiu sua ata e deixou claro que não há pressa para a redução da SELIC e a entidade não tomará qualquer decisão sem que ocorra um cenário mais concreto no horizonte – em outras palavras, a SELIC não entrará no seu ciclo de corte nem apontará para ele enquanto o FED não deixar extremamente nítido onde vai parar a taxa de juros dos EUA. Lembrando que uma alta de juros nos EUA coloca absolutamente todos os bancos centrais do planeta contra a parede – o que não está ocorrendo no Brasil, por hora.
Em resumo: não espere uma queda da SELIC tão cedo, enquanto a inflação global não demonstrar perda de força ou o FED falar cristalinamente quando terminará seu ciclo de alta de juros nos EUA, a SELIC seguirá alta para evitar surpresas – ao menos é essa a posição do Banco Central Brasileiro até o momento.
O aumento da SELIC foi um dos fatores mais criticados nos últimos tempos – de fato, com uma taxa se aproximando a máxima da última década, foi acesso o sinal de alerta sobre como a nossa economia poderia ser negativamente impactada, visto que quase 14% de juros é um grande freio na atividade produtiva.
Hoje, com o cenário mais claro, fica evidente o acerto do Banco Central ao ter iniciado o ciclo de aumento ainda no começo do ano passado e a intensidade desse aumento de taxa.
Até o momento nesse ano, quase 40 bancos centrais ao redor do planeta elevaram as suas taxas de juros mais de 60 vezes – e apesar dos números assustarem, a maioria dos países sequer se aproximam de uma taxa de juros real e ainda enfrentam problemas seríssimos em termos inflacionários.
O Brasil, junto do México, Arábia Saudita, China e Hong Kong, são os únicos países a gozarem do benefício de uma taxa de juros real, sendo nós atualmente os líderes nesse sentido, com uma taxa real de 5,05%.
Essa tabela levanta a questão sobre dois pontos principais: (I) como a maioria dos países ainda estão bem atrás em todos esses aumentos, diversos países de primeiro mundo estão causando uma verdadeira destruição de valor nunca antes vista na história de forma completamente orquestrada em cima da população, com as taxas de juros reais entre -3% e -10%, e (II) como esse movimento de atraso de aperto monetário é problemático e acaba contaminando a moeda. Explicaremos melhor abaixo.
Se você nos segue no instagram, deve ter visto a publicação que mencionamos que o real é uma das moedas que tem segurado as pontas em 2022 – praticamente todas as moedas do mundo desenvolvido estão sangrando com força, enquanto a moeda brasileira está com ligeira valorização de 5% em 2022. E antes que você pense “ah, mas o real desabou ano passado” – sim, e nada impedia que ele desabasse também esse ano, vide moedas que desabaram e, 2020, 2021 e estão desabando agora.
Esse movimento de desvalorização cambial também ocorre porque o FED está elevando o juros nos EUA, enquanto todos os países ainda estão atrasados para aumentar os juros em suas respectivas casas e causando uma fuga histórica de capital de seus mercados.
Lógica simples: quem irá manter dinheiro em um país de taxas negativas quando outros estão pagando taxas positivas?
É aí que o Brasil tem vantagem no cenário: tendo esse ciclo de juros sido realizado com antecedência, o Brasil conseguiu evitar uma conjuntura de explosão inflacionária esse ano e a manutenção do câmbio, operando dentro da volatilidade de sempre mas sem desandar e desvalorizar em ritmo tão acelerado como nos outros países (reforçando, mais uma vez, que por mais que nossa moeda tenha desvalorizado com força em 2020 e 2021, absolutamente nada impediria o fato de que desvalorizasse também em 2022, ainda mais com a liquidez que temos).
Hoje inclusive o Banco Central emitiu sua ata e deixou claro que não há pressa para a redução da SELIC e a entidade não tomará qualquer decisão sem que ocorra um cenário mais concreto no horizonte – em outras palavras, a SELIC não entrará no seu ciclo de corte nem apontará para ele enquanto o FED não deixar extremamente nítido onde vai parar a taxa de juros dos EUA. Lembrando que uma alta de juros nos EUA coloca absolutamente todos os bancos centrais do planeta contra a parede – o que não está ocorrendo no Brasil, por hora.
Em resumo: não espere uma queda da SELIC tão cedo, enquanto a inflação global não demonstrar perda de força ou o FED falar cristalinamente quando terminará seu ciclo de alta de juros nos EUA, a SELIC seguirá alta para evitar surpresas – ao menos é essa a posição do Banco Central Brasileiro até o momento.
Existe uma frase nos investimentos que prevalece independente do momento e da situação: invista em dólares. Desde sempre, principalmente para o investidor brasileiro, ainda mais hoje em dia com a quantidade de meios que facilitam esse tipo de investimento, a regra é: compre dólares.
Indo um pouco além, existe uma teoria chamada “dollar smille”, criada pelo gestor de investimentos Stephen Jen Li há mais de 20 anos. A teoria explica, de forma simples, como o dólar é uma moeda que beneficia o investidor – principalmente brasileiro e de países emergentes – em dois extremos de cenários. Explicaremos.
Imagine um gigante sorriso – daí vem o nome da teoria – uma curva que lembra um sorriso. Pense que o eixo vertical se trata do valor do dólar – para cima significa dólar valorizado, enquanto para baixo significa dólar desvalorizado.
Na extremidade da direita, a curva prega um cenário onde o mundo está avesso ao risco, exatamente o momento em que estamos agora: com o mundo inteiro com medo por conta da desaceleração da economia chinesa, da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, da inflação da Europa atingindo níveis alarmantes entre outros pontos, a decisão do mercado é clara, buscar investimento em moeda forte. E não existe moeda mais forte no planeta do que o dólar.
Os EUA é uma potência que representa 25% de toda a economia global, é detentor e manda na moeda que utilizada em pouco mais de 70% das transações do planeta, tem as forças armadas mais poderosas do mundo (acredite, isso conta muito nesse aspecto) e tudo isso proporciona ao país o título de economia mais segura do planeta de forma disparada. Não em vão os títulos de dívida do governo americano são considerados os ativos de menor risco no globo.
Em suma, quando o mundo está com uma economia demasiadamente fraca, vide o atual cenário, o dólar se fortalece pois é para lá que os investidores correm quando o medo toma conta. O dólar é proteção e os EUA e sua moeda se beneficiam num mundo de economia fraca.
Na extremidade da direita, o oposto do cenário citado acima. A curva prega um mercado com um gigantesco apetite de risco, uma economia global forte (e consequentemente a dos EUA), algo que tínhamos lá o final de 2020 e começo de 2021, com os EUA imprimindo trilhões e trilhões de dólares e fazendo sua economia voar alto.
Ainda que oposto ao cenário de uma crise, por incrível que pareça, o dólar também se fortalece, e existe uma série de motivos para isso.
Com uma economia global e americana forte os investidores buscam investir na maior economia do planeta, nas maiores empresas do planeta e reconhecem o potencial de crescimento que o país possui sendo tão agigantado quanto é. Esse cenário drena o capital do planeta e faz os EUA receber dinheiro de absolutamente todos os lugares, com investidores famintos por rentabilidade buscando alternativas de investimentos mais agressivos.
Ou seja, tanto em um cenário de crise global quanto em um cenário de prosperidade global, os EUA sugam tendem a atrair o capital dos investidores de todo o planeta, sendo em um cenário por busca de segurança, e em outro cenário por busca de rentabilidade.
E se você estiver se perguntando sobre o ponto do meio da curva, explicamos.
Esse ponto significa um cenário mais atípico, onde os EUA tem um crescimento baixo enquanto o mundo cresce bem – basicamente, seria um cenário bem difícil de ocorrer onde a maior economia do planeta passa por sérios problemas enquanto todo o resto do globo consegue se desenvolver bem. É um cenário improvável porque uma crise nos EUA tende a impactar todo o globo, fazendo com que não só eles, mas todos os países desenvolvidos também desacelerem. Existem casos a parte, por exemplo, como o Brasil que está voando alto com o atual ciclo de commodities, mas lembrando que aqui tratamos sobre o preço do dólar em escala macro, isso é, abrangendo todo o planeta, e somente o Brasil não faz preço nesse sentido.
Indo um pouco além, existe uma teoria chamada “dollar smille”, criada pelo gestor de investimentos Stephen Jen Li há mais de 20 anos. A teoria explica, de forma simples, como o dólar é uma moeda que beneficia o investidor – principalmente brasileiro e de países emergentes – em dois extremos de cenários. Explicaremos.
Imagine um gigante sorriso – daí vem o nome da teoria – uma curva que lembra um sorriso. Pense que o eixo vertical se trata do valor do dólar – para cima significa dólar valorizado, enquanto para baixo significa dólar desvalorizado.
Na extremidade da direita, a curva prega um cenário onde o mundo está avesso ao risco, exatamente o momento em que estamos agora: com o mundo inteiro com medo por conta da desaceleração da economia chinesa, da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, da inflação da Europa atingindo níveis alarmantes entre outros pontos, a decisão do mercado é clara, buscar investimento em moeda forte. E não existe moeda mais forte no planeta do que o dólar.
Os EUA é uma potência que representa 25% de toda a economia global, é detentor e manda na moeda que utilizada em pouco mais de 70% das transações do planeta, tem as forças armadas mais poderosas do mundo (acredite, isso conta muito nesse aspecto) e tudo isso proporciona ao país o título de economia mais segura do planeta de forma disparada. Não em vão os títulos de dívida do governo americano são considerados os ativos de menor risco no globo.
Em suma, quando o mundo está com uma economia demasiadamente fraca, vide o atual cenário, o dólar se fortalece pois é para lá que os investidores correm quando o medo toma conta. O dólar é proteção e os EUA e sua moeda se beneficiam num mundo de economia fraca.
Na extremidade da direita, o oposto do cenário citado acima. A curva prega um mercado com um gigantesco apetite de risco, uma economia global forte (e consequentemente a dos EUA), algo que tínhamos lá o final de 2020 e começo de 2021, com os EUA imprimindo trilhões e trilhões de dólares e fazendo sua economia voar alto.
Ainda que oposto ao cenário de uma crise, por incrível que pareça, o dólar também se fortalece, e existe uma série de motivos para isso.
Com uma economia global e americana forte os investidores buscam investir na maior economia do planeta, nas maiores empresas do planeta e reconhecem o potencial de crescimento que o país possui sendo tão agigantado quanto é. Esse cenário drena o capital do planeta e faz os EUA receber dinheiro de absolutamente todos os lugares, com investidores famintos por rentabilidade buscando alternativas de investimentos mais agressivos.
Ou seja, tanto em um cenário de crise global quanto em um cenário de prosperidade global, os EUA sugam tendem a atrair o capital dos investidores de todo o planeta, sendo em um cenário por busca de segurança, e em outro cenário por busca de rentabilidade.
E se você estiver se perguntando sobre o ponto do meio da curva, explicamos.
Esse ponto significa um cenário mais atípico, onde os EUA tem um crescimento baixo enquanto o mundo cresce bem – basicamente, seria um cenário bem difícil de ocorrer onde a maior economia do planeta passa por sérios problemas enquanto todo o resto do globo consegue se desenvolver bem. É um cenário improvável porque uma crise nos EUA tende a impactar todo o globo, fazendo com que não só eles, mas todos os países desenvolvidos também desacelerem. Existem casos a parte, por exemplo, como o Brasil que está voando alto com o atual ciclo de commodities, mas lembrando que aqui tratamos sobre o preço do dólar em escala macro, isso é, abrangendo todo o planeta, e somente o Brasil não faz preço nesse sentido.
O dólar sempre caminha entre essas duas extremidades e é por isso que o investidor brasileiro – e não só ele – sempre deve considerar com carinho o investimento em ativos dolarizados.
Investir em dólar é investir em moeda forte – moeda que é buscada tanto em momentos de desespero, quanto em momentos de bonança. Não dizemos de forma alguma que você deve dolarizar 100% do seu patrimônio, mas sim que é uma decisão inteligente você diversificar em uma moeda com tamanha assimetria que se beneficia em todos os cenários.
Dollar Smille se trata disso – uma única imagem simples que resume porque investir em dólar pode ser uma das melhores decisões de sua vida como investidor.
Talvez isso mude algum dia? Talvez. Mas por enquanto, no curto e médio prazo, a chance é zero. Simplesmente não há qualquer alternativa de moeda respaldada em uma economia tão poderosa em todos os sentidos e com tamanha liberdade como é os EUA. Talvez a China fosse uma opção, mas sem chances enquanto houver tamanho controle do Partido Comunista Chinês sobre o yuan.
Invista em dólar, seja escolhendo ativos a dedo ou via ETF – e você investirá com tranquilidade, mas nunca deixe de diversificar também por aqui – apesar de todo o barulho, o Brasil é um país repleto de oportunidades e pouca gente sabe, mas a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 deu bem mais retorno do que a própria bolsa americana.
A única moeda no planeta que se beneficia em ambos os extremos e fará com que o investidor sempre ganhe.
Lembrando: em nossa plataforma temos mais de 300 aulas sobre investimentos, inclusiva em renda variável e ativos internacionais. Quanto antes você começar a investir, melhor para você e mais retorno você terá – o tempo é o maior aliado do investidor.
Visite nosso site!
www.findocs.com.br
Investir em dólar é investir em moeda forte – moeda que é buscada tanto em momentos de desespero, quanto em momentos de bonança. Não dizemos de forma alguma que você deve dolarizar 100% do seu patrimônio, mas sim que é uma decisão inteligente você diversificar em uma moeda com tamanha assimetria que se beneficia em todos os cenários.
Dollar Smille se trata disso – uma única imagem simples que resume porque investir em dólar pode ser uma das melhores decisões de sua vida como investidor.
Talvez isso mude algum dia? Talvez. Mas por enquanto, no curto e médio prazo, a chance é zero. Simplesmente não há qualquer alternativa de moeda respaldada em uma economia tão poderosa em todos os sentidos e com tamanha liberdade como é os EUA. Talvez a China fosse uma opção, mas sem chances enquanto houver tamanho controle do Partido Comunista Chinês sobre o yuan.
Invista em dólar, seja escolhendo ativos a dedo ou via ETF – e você investirá com tranquilidade, mas nunca deixe de diversificar também por aqui – apesar de todo o barulho, o Brasil é um país repleto de oportunidades e pouca gente sabe, mas a bolsa brasileira dolarizada desde 1968 deu bem mais retorno do que a própria bolsa americana.
A única moeda no planeta que se beneficia em ambos os extremos e fará com que o investidor sempre ganhe.
Lembrando: em nossa plataforma temos mais de 300 aulas sobre investimentos, inclusiva em renda variável e ativos internacionais. Quanto antes você começar a investir, melhor para você e mais retorno você terá – o tempo é o maior aliado do investidor.
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Esperar o momento ideal para investir é um dos maiores erros que você pode cometer
Quem nunca olhou o preço de um ativo em queda e se questionou se era melhorar esperar cair mais ou comprar logo, que atire a primeira pedra. É dessa questão que vem um dos principais erros que os investidores mais novos de mercado cometem ao investir para o longo prazo: esperar o momento ideal para aportar – momento esse que nunca chega.
Na tabela acima, estão listados todos os períodos desde 2009 que a bolsa americana passou por uma correção de 5% ou mais – isso é, teve queda maior que 5%. Junto, está listada a quantidade de dias que durou a queda e as razões da correção segundo o mercado.
Desde 2009, foram 28 quedas acima de 5% e dezenas de motivos para esses movimentos. Ou seja, em absolutamente todo ano, em algum momento e mais de uma vez ao ano, você verá o mercado com algum receio que de alguma forma te dará insegurança para investir.
Simplesmente não existe momento ideal – no momento que um problema é resolvido, o mercado encontrará outro. É o que diz aquela frase: o mercado sobe escala na montanha das preocupações.
Não espere o momento perfeito nem que o mercado tenha tranquilidade: renda variável se trata disso, incerteza e risco – sempre haverá algum receio para justificar que você não compre, e é isso que você deve ignorar para ler os fundamentos das companhias e investir independente desse tipo de preocupação.
Aproveite as oportunidades – a história não repete, mas rima.
A título de curiosidade: a atual queda é a maior já registrada desde 2009, com uma duração de pouco mais de 270 dias.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios e debates para investidores aprenderem a investir com segurança!
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Quem nunca olhou o preço de um ativo em queda e se questionou se era melhorar esperar cair mais ou comprar logo, que atire a primeira pedra. É dessa questão que vem um dos principais erros que os investidores mais novos de mercado cometem ao investir para o longo prazo: esperar o momento ideal para aportar – momento esse que nunca chega.
Na tabela acima, estão listados todos os períodos desde 2009 que a bolsa americana passou por uma correção de 5% ou mais – isso é, teve queda maior que 5%. Junto, está listada a quantidade de dias que durou a queda e as razões da correção segundo o mercado.
Desde 2009, foram 28 quedas acima de 5% e dezenas de motivos para esses movimentos. Ou seja, em absolutamente todo ano, em algum momento e mais de uma vez ao ano, você verá o mercado com algum receio que de alguma forma te dará insegurança para investir.
Simplesmente não existe momento ideal – no momento que um problema é resolvido, o mercado encontrará outro. É o que diz aquela frase: o mercado sobe escala na montanha das preocupações.
Não espere o momento perfeito nem que o mercado tenha tranquilidade: renda variável se trata disso, incerteza e risco – sempre haverá algum receio para justificar que você não compre, e é isso que você deve ignorar para ler os fundamentos das companhias e investir independente desse tipo de preocupação.
Aproveite as oportunidades – a história não repete, mas rima.
A título de curiosidade: a atual queda é a maior já registrada desde 2009, com uma duração de pouco mais de 270 dias.
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100-baggers – como encontrar ações que multiplicam seu valor em até 100 vezes
Calma, não se trata de um texto apelativo com promessas de enriquecimento fácil ou rápido – pelo contrário, o que abordaremos aqui é uma estratégia de década(s) baseada em estudos valiosos inspirados em um investidor gigante.
Antes, vamos conhecer o termo.
Cunhado pelo lendário investidor Peter Lynch (gestor do Magellan Fund e responsável por uma rentabilidade de nada menos do que 29,2% ao ano por 13 anos), o termo é utilizado para se referir a ações que multiplicam seu valor de mercado por um determinado número. Ou seja: uma 10-bagger é uma empresa que multiplica o seu valor por 10, uma 50-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 50, logo, uma 100-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 100. Um sonho, não? Transformar um investimento de R$ 10.000 em R$ 1 milhão – não é fácil, mas também não é impossível.
O termo cunhado pelo Lynch popularizou justamente pela possibilidade em conseguir obter esse tipo de retorno. Durante seu tempo de gestão, era extremamente comum conseguir 2-baggers, 10-baggers e as vezes até 50-baggers ou 100-baggers. E foi com isso que o investidor conseguiu identificar alguns “padrões” nesse tipo de companhia que multiplica o seu valor em tantas vezes.
Lembrando: não se trata de um texto apelativo buscando mostrar que é fácil ou comum esse tipo de rentabilidade. Se você está lendo já com essa ideia, recomendamos que você pare de ler agora mesmo ou já passe a digerir e lidar com o fato de que dinheiro fácil não existe – muito menos rápido.
Para maximizar a chance de conseguir obter esse tipo de retorno, existem cinco principais pontos a identificar numa empresa que aumentam essas chances: o tamanho da empresa, a qualidade do negócio e da gestão, o crescimento dos resultados, a longevidade do crescimento dos resultados e o preço da ação. Trataremos um por um – e exemplificaremos.
O tamanho da empresa: sejamos realistas – não é impossível uma ação multiplicar seu valor por 100 – basta a ação valorizar 10.000%, e isso já aconteceu com diversas companhias. Quer exemplos? WEG, Engie, Renner, Ambev, Banco do Brasil, Petrobras... Enfim, basta buscar os dinossauros do mercado que você verá que a maioria multiplicou seu valor por pelo menos 10 vezes. A questão é: para ela multiplicar violentamente o seu valor, ela precisa ser pequena.
Empresas crescem, mas o crescimento é limitado ao espaço que existe numa economia, veja, a WEG já multiplicou 330 vezes o seu valor desde que foi listada em bolsa, ela é uma 330-bagger, mas hoje o seu valor de mercado se aproxima de R$ 150 bilhões. Se ela multiplicasse por 100 novamente, ela atingiria um valor de mercado de R$ 15 trilhões, isso é quase do dobro do PIB do Brasil em 2021. Na melhor das hipóteses, ela se expande em outros países e passa a crescer internacionalmente também, mas ainda assim, um crescimento de 100 vezes a colocaria num patamar de valor próximo ao da Apple, uma empresa global, que em 2021 lucrou mais de R$ 500 bilhões e ataca um mercado com bilhões de consumidores.
Se você quer encontrar uma 100-bagger, o primeiro ponto a identificar é uma companhia que seja pequena – não muito mais do que R$ 1 bilhão de valor de mercado, afinal, se ela multiplicar por 100, ela seguirá com um valor realista. Exemplos realistas que multiplicando por 100 ainda cabem no mercado? Oceanpact que valeria próximo de R$ 50 bilhões, Espaço Laser que valeria próximo de R$ 48 bilhões, Neogrid que valeria próximo de R$ 45 bilhões, GetNinjas que valeria próximo de R$ 16 bilhões... enfim – absolutamente nenhuma das empresas citadas aqui tratam de recomendação ou significam que multiplicarão seu valor, pegamos apenas como exemplo de valor de mercado.
Uma 100-bagger sempre é uma empresa pequena. Sempre. Atenção ao valor de mercado.
Calma, não se trata de um texto apelativo com promessas de enriquecimento fácil ou rápido – pelo contrário, o que abordaremos aqui é uma estratégia de década(s) baseada em estudos valiosos inspirados em um investidor gigante.
Antes, vamos conhecer o termo.
Cunhado pelo lendário investidor Peter Lynch (gestor do Magellan Fund e responsável por uma rentabilidade de nada menos do que 29,2% ao ano por 13 anos), o termo é utilizado para se referir a ações que multiplicam seu valor de mercado por um determinado número. Ou seja: uma 10-bagger é uma empresa que multiplica o seu valor por 10, uma 50-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 50, logo, uma 100-bagger é uma empresa que multiplica seu valor por 100. Um sonho, não? Transformar um investimento de R$ 10.000 em R$ 1 milhão – não é fácil, mas também não é impossível.
O termo cunhado pelo Lynch popularizou justamente pela possibilidade em conseguir obter esse tipo de retorno. Durante seu tempo de gestão, era extremamente comum conseguir 2-baggers, 10-baggers e as vezes até 50-baggers ou 100-baggers. E foi com isso que o investidor conseguiu identificar alguns “padrões” nesse tipo de companhia que multiplica o seu valor em tantas vezes.
Lembrando: não se trata de um texto apelativo buscando mostrar que é fácil ou comum esse tipo de rentabilidade. Se você está lendo já com essa ideia, recomendamos que você pare de ler agora mesmo ou já passe a digerir e lidar com o fato de que dinheiro fácil não existe – muito menos rápido.
Para maximizar a chance de conseguir obter esse tipo de retorno, existem cinco principais pontos a identificar numa empresa que aumentam essas chances: o tamanho da empresa, a qualidade do negócio e da gestão, o crescimento dos resultados, a longevidade do crescimento dos resultados e o preço da ação. Trataremos um por um – e exemplificaremos.
O tamanho da empresa: sejamos realistas – não é impossível uma ação multiplicar seu valor por 100 – basta a ação valorizar 10.000%, e isso já aconteceu com diversas companhias. Quer exemplos? WEG, Engie, Renner, Ambev, Banco do Brasil, Petrobras... Enfim, basta buscar os dinossauros do mercado que você verá que a maioria multiplicou seu valor por pelo menos 10 vezes. A questão é: para ela multiplicar violentamente o seu valor, ela precisa ser pequena.
Empresas crescem, mas o crescimento é limitado ao espaço que existe numa economia, veja, a WEG já multiplicou 330 vezes o seu valor desde que foi listada em bolsa, ela é uma 330-bagger, mas hoje o seu valor de mercado se aproxima de R$ 150 bilhões. Se ela multiplicasse por 100 novamente, ela atingiria um valor de mercado de R$ 15 trilhões, isso é quase do dobro do PIB do Brasil em 2021. Na melhor das hipóteses, ela se expande em outros países e passa a crescer internacionalmente também, mas ainda assim, um crescimento de 100 vezes a colocaria num patamar de valor próximo ao da Apple, uma empresa global, que em 2021 lucrou mais de R$ 500 bilhões e ataca um mercado com bilhões de consumidores.
Se você quer encontrar uma 100-bagger, o primeiro ponto a identificar é uma companhia que seja pequena – não muito mais do que R$ 1 bilhão de valor de mercado, afinal, se ela multiplicar por 100, ela seguirá com um valor realista. Exemplos realistas que multiplicando por 100 ainda cabem no mercado? Oceanpact que valeria próximo de R$ 50 bilhões, Espaço Laser que valeria próximo de R$ 48 bilhões, Neogrid que valeria próximo de R$ 45 bilhões, GetNinjas que valeria próximo de R$ 16 bilhões... enfim – absolutamente nenhuma das empresas citadas aqui tratam de recomendação ou significam que multiplicarão seu valor, pegamos apenas como exemplo de valor de mercado.
Uma 100-bagger sempre é uma empresa pequena. Sempre. Atenção ao valor de mercado.