Se você está investindo somente em renda fixa, é bem provável que você esteja deixando dinheiro em cima da mesa.
Em tempos de SELIC na casa dos 14,0%, é raro você encontrar alguém que dê atenção para a renda variável. Afinal, estamos falando aqui de receber algo na ordem dos 1,1% ao mês sem absolutamente nenhum risco – face a isso, qualquer estímulo de tomada de risco é completamente destruído e o investidor acaba optando pelo conforto dos 1,1% ao mês sem risco. Essa decisão quase sempre é errada e faz o investidor perder dinheiro – na melhor das hipóteses, deixar de ganhar (muito).
Na imagem temos 4 gráficos – todos produzidos pela XP investimentos.
O primeiro gráfico se refere ao PL do nosso índice. Atualmente, ele está num nível ainda menor do que o atingido em 2008, ano a qual o mercado global inteiro esperava o fim do capitalismo por conta do boom da crise imobiliária americana. Acredite, não é exagero: a falência estrutural bancária dos EUA causava terror e a percepção de um efeito dominó que comprometeria todo o sistema financeiro global. Naquela época, os mercados sangraram em todos os cantos do planeta, e o P/L da bolsa foi de algo na ordem de 7x em sua mínima. Atualmente o P/L da nossa bolsa está em 6,2x, isso significa que ele está 44% abaixo da média histórica, bem abaixo da ordem de um desvio padrão. Primeiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O segundo gráfico se refere ao prêmio de risco do mercado. O número se refere a rentabilidade esperada da renda variável menos a taxa de juros real do país. A média histórica do nosso mercado é de 5,1% - atualmente esse prêmio de risco está em 10,2%, literalmente o dobro. Segundo indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O terceiro gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo a Vale e a Petrobras, a razão da exclusão é o fato de que elas são gigantes e acabam enviesando o índice. Considerando essa métrica, também estamos abaixo da média, que é de 12,5x, enquanto estamos na ordem de 9,5x atualmente. Aqui gostamos de dar nossa opinião: excluir essas duas companhias faz sentido, mas também pode ser um erro. Elas são responsáveis por uma entrada violenta de dinheiro no país e a razão de um impulso econômico de gigante magnitude. As duas gigantes e gerando lucros multibilionários, significa um cenário econômico mais saudável para o país principalmente sob o prisma fiscal. Considere esse ponto, também. Terceiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O quarto e último gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo absolutamente todas as empresas de commodities. Aqui é a extrapolação máxima (e forçada) para contestar o argumento de que a bolsa só apresenta um P/L baixo por conta de commodities. Excluindo todas essas companhias (o que é algo exagerado por fatores estruturais, como citamos, considerando que o benefício do crescimento de todas essas companhias proporciona crescimento a toda economia do país) o P/L também está abaixo da média histórica. Quarto indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
Agora, a parte importante: você está deixando dinheiro na mesa ao abrir mão da diversificação para investir somente em SELIC – que em breve começará a cair.
A máxima nos investimentos é que quando a SELIC está rendendo bem, significa que a renda variável está proporcionando retornos ainda melhores! O motivo não é nenhum segredo, ora: se a taxa de juros está tão alta, significa que o próprio mercado dará conta de reduzir o preço das ações e proporcionar esse desconto por questão de custo de oportunidade e prêmio de risco. Simples, não?
Em tempos de SELIC na casa dos 14,0%, é raro você encontrar alguém que dê atenção para a renda variável. Afinal, estamos falando aqui de receber algo na ordem dos 1,1% ao mês sem absolutamente nenhum risco – face a isso, qualquer estímulo de tomada de risco é completamente destruído e o investidor acaba optando pelo conforto dos 1,1% ao mês sem risco. Essa decisão quase sempre é errada e faz o investidor perder dinheiro – na melhor das hipóteses, deixar de ganhar (muito).
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O primeiro gráfico se refere ao PL do nosso índice. Atualmente, ele está num nível ainda menor do que o atingido em 2008, ano a qual o mercado global inteiro esperava o fim do capitalismo por conta do boom da crise imobiliária americana. Acredite, não é exagero: a falência estrutural bancária dos EUA causava terror e a percepção de um efeito dominó que comprometeria todo o sistema financeiro global. Naquela época, os mercados sangraram em todos os cantos do planeta, e o P/L da bolsa foi de algo na ordem de 7x em sua mínima. Atualmente o P/L da nossa bolsa está em 6,2x, isso significa que ele está 44% abaixo da média histórica, bem abaixo da ordem de um desvio padrão. Primeiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O segundo gráfico se refere ao prêmio de risco do mercado. O número se refere a rentabilidade esperada da renda variável menos a taxa de juros real do país. A média histórica do nosso mercado é de 5,1% - atualmente esse prêmio de risco está em 10,2%, literalmente o dobro. Segundo indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O terceiro gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo a Vale e a Petrobras, a razão da exclusão é o fato de que elas são gigantes e acabam enviesando o índice. Considerando essa métrica, também estamos abaixo da média, que é de 12,5x, enquanto estamos na ordem de 9,5x atualmente. Aqui gostamos de dar nossa opinião: excluir essas duas companhias faz sentido, mas também pode ser um erro. Elas são responsáveis por uma entrada violenta de dinheiro no país e a razão de um impulso econômico de gigante magnitude. As duas gigantes e gerando lucros multibilionários, significa um cenário econômico mais saudável para o país principalmente sob o prisma fiscal. Considere esse ponto, também. Terceiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
O quarto e último gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo absolutamente todas as empresas de commodities. Aqui é a extrapolação máxima (e forçada) para contestar o argumento de que a bolsa só apresenta um P/L baixo por conta de commodities. Excluindo todas essas companhias (o que é algo exagerado por fatores estruturais, como citamos, considerando que o benefício do crescimento de todas essas companhias proporciona crescimento a toda economia do país) o P/L também está abaixo da média histórica. Quarto indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.
Agora, a parte importante: você está deixando dinheiro na mesa ao abrir mão da diversificação para investir somente em SELIC – que em breve começará a cair.
A máxima nos investimentos é que quando a SELIC está rendendo bem, significa que a renda variável está proporcionando retornos ainda melhores! O motivo não é nenhum segredo, ora: se a taxa de juros está tão alta, significa que o próprio mercado dará conta de reduzir o preço das ações e proporcionar esse desconto por questão de custo de oportunidade e prêmio de risco. Simples, não?
Se você não tem um perfil de investidor que se atrai por risco e busca investir em ações entre outros produtos de renda variável, esse texto não é para você. Esse texto é para o investidor que gosta de renda variável, ama investir em ações, tem uma carteira plenamente diversificada, mas tem desconsiderado completamente investir na classe porque acha que está se beneficiando investindo somente em renda fixa para movimentar o capital para a renda variável somente quando o juros começar a cair. Não faça isso. Será tarde demais e você deixará todas as oportunidades passarem.
Existem alguns gatilhos que podem destravar o crescimento da nossa bolsa, as próprias eleições é um desses gatilhos. Os dados econômicos tem surpreendido fortemente, mas é inegável que independente de quão bom sejam os dados, o investidor ainda tem cautela por conta do risco eleitoral. Independente disso, não abra mão da diversificação. Honre seu asset location.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Repita isso até que você nunca mais esqueça. Não deixe as oportunidades passarem batido. Estude e aproveite as oportunidades que estão a sua frente. As vezes basta um único bull market para mudar completamente a sua vida. Uma única subida na bolsa para você descobrir que era mais fácil do que parecia.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Diversifique. Aproveite as oportunidades. Não queira ser o mais esperto da sala rotacionando seus investimentos somente quando a SELIC cair, há alguns gestores multibilionários no mercado que certamente já estão prontos para tomar esse movimento antes de todos nós, fazendo com que seja tarde demais.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Mantenha a diversificação!
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Existem alguns gatilhos que podem destravar o crescimento da nossa bolsa, as próprias eleições é um desses gatilhos. Os dados econômicos tem surpreendido fortemente, mas é inegável que independente de quão bom sejam os dados, o investidor ainda tem cautela por conta do risco eleitoral. Independente disso, não abra mão da diversificação. Honre seu asset location.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
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A ilustração do funcionamento da recompra de ações.
Você provavelmente já ouviu falar que a recompra de ações é uma ferramenta poderia de remuneração aos acionistas. Na prática, é uma lógica simples: a empresa recompra as ações, as cancela e consequentemente isso reduz a quantidade de ações circulantes.
Um lucro que antes era para ser distribuído para 10 bilhões de ações, agora será distribuído para 9 bilhões de ações, por exemplo. Como consequência, agora haverá menos ações para diluir a quantidade de lucro distribuído. E é isso que a imagem acima exemplifica.
Entre o 2T21 e o 2T22, a JBS teve uma queda de 9,8% de seu lucro líquido, mas no mesmo período, a companhia esteve com 3 programas de recompras de ações (137 milhões de ações com término para novembro de 2022, 116 milhões de ações com término para setembro de 2023, e 113 milhões de ações para novembro de 2023).
Como resultado, mesmo com essa queda de lucro líquido do período, o lucro por ação subiu, de R$ 1,75 para R$ 1,78. Ou seja, mesmo com menos lucro, o fato de a ação ter reduzido a quantidade de ações ainda beneficiou o acionista e fez com que o lucro menor fosse neutralizado.
Essa mecânica é importantíssima e também remunera o acionista no longo prazo – e remunera em grande parte. Nos EUA isso é completamente normal, com dividendos sendo tributados por lá, algumas empresas tem robustos programas de recompras, dedicando bilhões e bilhões de dólares para isso.
Quase sempre as recompras de ações são ótimos movimentos e tendem a gerar grandes vantagens aos investidores no longo prazo – salvando raros casos são incentivadas por movimentos de tomada de controle quando a companhia não possui tag along e coisas do tipo.
Se você ver uma boa companhia anunciando recompra, comemore. Você será beneficiado.
Para ver quaisquer programas de recompras de ações, acesse pelo próprio site da B3.
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Você provavelmente já ouviu falar que a recompra de ações é uma ferramenta poderia de remuneração aos acionistas. Na prática, é uma lógica simples: a empresa recompra as ações, as cancela e consequentemente isso reduz a quantidade de ações circulantes.
Um lucro que antes era para ser distribuído para 10 bilhões de ações, agora será distribuído para 9 bilhões de ações, por exemplo. Como consequência, agora haverá menos ações para diluir a quantidade de lucro distribuído. E é isso que a imagem acima exemplifica.
Entre o 2T21 e o 2T22, a JBS teve uma queda de 9,8% de seu lucro líquido, mas no mesmo período, a companhia esteve com 3 programas de recompras de ações (137 milhões de ações com término para novembro de 2022, 116 milhões de ações com término para setembro de 2023, e 113 milhões de ações para novembro de 2023).
Como resultado, mesmo com essa queda de lucro líquido do período, o lucro por ação subiu, de R$ 1,75 para R$ 1,78. Ou seja, mesmo com menos lucro, o fato de a ação ter reduzido a quantidade de ações ainda beneficiou o acionista e fez com que o lucro menor fosse neutralizado.
Essa mecânica é importantíssima e também remunera o acionista no longo prazo – e remunera em grande parte. Nos EUA isso é completamente normal, com dividendos sendo tributados por lá, algumas empresas tem robustos programas de recompras, dedicando bilhões e bilhões de dólares para isso.
Quase sempre as recompras de ações são ótimos movimentos e tendem a gerar grandes vantagens aos investidores no longo prazo – salvando raros casos são incentivadas por movimentos de tomada de controle quando a companhia não possui tag along e coisas do tipo.
Se você ver uma boa companhia anunciando recompra, comemore. Você será beneficiado.
Para ver quaisquer programas de recompras de ações, acesse pelo próprio site da B3.
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Enfim, se a economia brasileira está surpreendendo tanto... por que a bolsa não anda?
A melhora surpreendente da economia brasileira em 2022 não é fator de opinião – é uma realidade.
Como já mencionamos em outras textos, começamos o ano com o mercado apostando em recessão ou crescimento pífio de nossa economia, isso é, um PIB negativo ou um PIB com crescimento marginal, e até o momento, faltando quatro meses para terminar o ano, os indicadores continuam surpreendendo – e o gráfico acima ilustra isso, com a mediana de crescimento do PIB brasileiro segundo o Boletim Focus, que começou o ano em 0,1% e já está em 2,4%.
É difícil encontrar um só dado que não esteja ventilando ares positivos.
Sob a ótica do desemprego, caminhamos para fechar o ano na casa dos 8,0%, enquanto em janeiro nem sequer o mais dos otimistas cogitavam esse tipo de movimento, com projeções falando em algo próximo de 10% (lembrando aqui que 2,0pp é muita coisa quando tratamos de desemprego – papo de milhões de pessoas com renda).
Sob a ótica do consumo, dados também mais fortes do que o esperado. Ainda que a base comparativa seja relativamente injusta (2020 e 2021 foram anos repletos de fatores não recorrentes como pagamento de FGTS, auxílios e outros benefícios que esquentaram o varejo acima do normal) o consumo ainda está aquecido, inclusive isso causou preocupações no Banco Central Brasileiro até certo ponto, questionando a necessidade de um aumento de juros aquém do esperado.
Sob a ótica fiscal, superávit. Muito se fala sobre o corte do ICMS ser um erro que criará uma conta que teremos de pagar depois, mas a maioria fala sem sequer saber sobre o que de fato está falando, reproduzindo apenas opiniões vistas por aí. O Brasil está com superávit em suas contas públicas, algo que não ocorrida há mais de 5 anos. Graças ao ciclo das commodities e também pela inflação, o Estado está arrecadando valores recordes e está sobrando dinheiro – literalmente. Não vamos entrar nos detalhes nesse assunto pois já fizemos em outras oportunidades com textos redigidos exclusivamente para tratar sobre o prisma fiscal do país (e se você ainda não leu, leia logo).
Sob a ótica da renda, melhora. Longe de sermos a Suíça que alguns acham que somos, mas a renda média habitual subiu pelo quarto mês consecutivo segundo apuração da PNAD de agosto. Repetindo, primeiro retomam os empregos, depois a renda. É completamente impossível economicamente dizendo que um país com desemprego baixo não tenha um crescimento de renda da população, assim como é completamente improvável ver a renda crescendo com um desemprego de dois dígitos. Oferta e demanda explicam.
Sob a ótica do PIB, revisões e mais revisões. Começamos o ano falando sobre recessão e provavelmente terminaremos o ano crescendo algo próximo – ou talvez até mais – de 3,0%. Pode parecer pouco, mas num mundo onde a Europa e a China enfrentam crises gigantes e os EUA luta para controlar uma inflação explosiva, nosso país apresentar esse cenário é motivo de comemoração – estamos literalmente parecendo uma ilha em meio a um planeta onde diversos lugares estão pegando fogo.
Mediante isso, você provavelmente se pergunta... “mas e aí, com tanta melhora, porque a bolsa não sobe!?”. Nós temos duas explicações – não excludentes. Talvez estejam certas, talvez não.
A melhora surpreendente da economia brasileira em 2022 não é fator de opinião – é uma realidade.
Como já mencionamos em outras textos, começamos o ano com o mercado apostando em recessão ou crescimento pífio de nossa economia, isso é, um PIB negativo ou um PIB com crescimento marginal, e até o momento, faltando quatro meses para terminar o ano, os indicadores continuam surpreendendo – e o gráfico acima ilustra isso, com a mediana de crescimento do PIB brasileiro segundo o Boletim Focus, que começou o ano em 0,1% e já está em 2,4%.
É difícil encontrar um só dado que não esteja ventilando ares positivos.
Sob a ótica do desemprego, caminhamos para fechar o ano na casa dos 8,0%, enquanto em janeiro nem sequer o mais dos otimistas cogitavam esse tipo de movimento, com projeções falando em algo próximo de 10% (lembrando aqui que 2,0pp é muita coisa quando tratamos de desemprego – papo de milhões de pessoas com renda).
Sob a ótica do consumo, dados também mais fortes do que o esperado. Ainda que a base comparativa seja relativamente injusta (2020 e 2021 foram anos repletos de fatores não recorrentes como pagamento de FGTS, auxílios e outros benefícios que esquentaram o varejo acima do normal) o consumo ainda está aquecido, inclusive isso causou preocupações no Banco Central Brasileiro até certo ponto, questionando a necessidade de um aumento de juros aquém do esperado.
Sob a ótica fiscal, superávit. Muito se fala sobre o corte do ICMS ser um erro que criará uma conta que teremos de pagar depois, mas a maioria fala sem sequer saber sobre o que de fato está falando, reproduzindo apenas opiniões vistas por aí. O Brasil está com superávit em suas contas públicas, algo que não ocorrida há mais de 5 anos. Graças ao ciclo das commodities e também pela inflação, o Estado está arrecadando valores recordes e está sobrando dinheiro – literalmente. Não vamos entrar nos detalhes nesse assunto pois já fizemos em outras oportunidades com textos redigidos exclusivamente para tratar sobre o prisma fiscal do país (e se você ainda não leu, leia logo).
Sob a ótica da renda, melhora. Longe de sermos a Suíça que alguns acham que somos, mas a renda média habitual subiu pelo quarto mês consecutivo segundo apuração da PNAD de agosto. Repetindo, primeiro retomam os empregos, depois a renda. É completamente impossível economicamente dizendo que um país com desemprego baixo não tenha um crescimento de renda da população, assim como é completamente improvável ver a renda crescendo com um desemprego de dois dígitos. Oferta e demanda explicam.
Sob a ótica do PIB, revisões e mais revisões. Começamos o ano falando sobre recessão e provavelmente terminaremos o ano crescendo algo próximo – ou talvez até mais – de 3,0%. Pode parecer pouco, mas num mundo onde a Europa e a China enfrentam crises gigantes e os EUA luta para controlar uma inflação explosiva, nosso país apresentar esse cenário é motivo de comemoração – estamos literalmente parecendo uma ilha em meio a um planeta onde diversos lugares estão pegando fogo.
Mediante isso, você provavelmente se pergunta... “mas e aí, com tanta melhora, porque a bolsa não sobe!?”. Nós temos duas explicações – não excludentes. Talvez estejam certas, talvez não.
(I) Eleições. Você já deve ter ouvido centenas de vezes que as eleições trazem incerteza sobre o mercado acionário de um país, certo? Isso está acontecendo. Nossa bolsa está passando por forte volatilidade esse ano. Em julho chegamos ao fundo do ano encostando nos 95.000 pontos do IBOV, mas cá estamos agora em algo próximo de 110.000 pontos. Na nossa leitura, esse cenário ocorre principalmente por conta da incerteza do cenário eleitoral. É difícil acreditar que o “big Money” virá ao país sem ter real certeza sobre a situação do Brasil em 2023 em termos de gestão. Não falamos aqui sobre Lula e Bolsonaro apenas, mas veja, num cenário onde ocorra a vitória do Lula, por exemplo, o mercado sequer sabe direito ainda o nome que irá tomar a cadeira do ministério da economia. Alguns burburinhos apontam o Marcos Lisboa sob a gestão do Lula, o mesmo que fez parte do governo em seu primeiro mandato, mas ainda assim, sem certezas. O que é necessário saber aqui é: o mercado odeia o escuro. Ele tem medo de escuro. O problema é não saber de fato o que virá. Quando há medo e risco, ele é precificado. O problema é não saber o que há em sua frente. Esse escuro causa uma trava no mercado que impossibilita projeções, planos e ideias. Enquanto não houver solução do entrave do cenário eleitoral, dificilmente acreditamos em uma esticada do mercado.
(II) Fim do ciclo. Acreditamos também que parte do mercado tenha receio de um possível fim de ciclo das commodities ou algo semelhante que acabe fazendo com que os ventos que sopram hoje a favor da economia do nosso país, passem a soprar em direção contrária. O Brasil se beneficia muito de commodities nas alturas. Nossa economia bomba, nosso câmbio se beneficia, nossa dívida torna mais fácil de ser paga e nosso fiscal melhora. Uma virada de ciclo tornaria o cenário do país mais desafiador, o que traria de volta fantasmas que enfrentávamos lá pra 2020.
Ou seja, o gatilho de destrave do mercado provavelmente será o passar do cenário eleitoral – não que isso signifique que o mercado explodirá, mas que boa parte da incerteza será deixada do horizonte. É impossível ignorar também o fator de custo de oportunidade – com uma taxa de juros no atual patamar, enquanto o Banco Central Brasileiro não sinalizar de fato uma mudança de tendência da SELIC, o mercado não acomodará.
E face a todos esses fatores, não poderíamos finalizar citando algo importante que muita gente acaba esquecendo... essa melhora econômica nada mais é do que um fator conduzido pelas empresas que movem a economia. Se a economia está melhorando, significa que existem empresas crescendo nesse cenário. Bolsa não é PIB, mas as empresas que estão nela tem grande parcela nisso. Uma atividade econômica forte é provável sinônimo de resultados fortes de forma geral no 3T22 e, caso siga, no 4T22 em diante.
Não deixe de investir nem tente acertar o momento certo. Tempo no mercado sempre ganha de tentar acertar o tempo do mercado.
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(II) Fim do ciclo. Acreditamos também que parte do mercado tenha receio de um possível fim de ciclo das commodities ou algo semelhante que acabe fazendo com que os ventos que sopram hoje a favor da economia do nosso país, passem a soprar em direção contrária. O Brasil se beneficia muito de commodities nas alturas. Nossa economia bomba, nosso câmbio se beneficia, nossa dívida torna mais fácil de ser paga e nosso fiscal melhora. Uma virada de ciclo tornaria o cenário do país mais desafiador, o que traria de volta fantasmas que enfrentávamos lá pra 2020.
Ou seja, o gatilho de destrave do mercado provavelmente será o passar do cenário eleitoral – não que isso signifique que o mercado explodirá, mas que boa parte da incerteza será deixada do horizonte. É impossível ignorar também o fator de custo de oportunidade – com uma taxa de juros no atual patamar, enquanto o Banco Central Brasileiro não sinalizar de fato uma mudança de tendência da SELIC, o mercado não acomodará.
E face a todos esses fatores, não poderíamos finalizar citando algo importante que muita gente acaba esquecendo... essa melhora econômica nada mais é do que um fator conduzido pelas empresas que movem a economia. Se a economia está melhorando, significa que existem empresas crescendo nesse cenário. Bolsa não é PIB, mas as empresas que estão nela tem grande parcela nisso. Uma atividade econômica forte é provável sinônimo de resultados fortes de forma geral no 3T22 e, caso siga, no 4T22 em diante.
Não deixe de investir nem tente acertar o momento certo. Tempo no mercado sempre ganha de tentar acertar o tempo do mercado.
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O investimento em urânio é uma das teses mais promissoras atualmente.
A tese gira em torno de um ponto simples: o mundo não tem outra alternativa senão o uso da energia nuclear para sustentar seu crescimento atual. São duas opções, ou a energia nuclear é adotada em larga escala, ou o uso de energia suja continua condenando todo o meio ambiente e deixando de lado o ESG.
Nós não acreditamos no segundo ponto, por isso investimos em urânio há alguns anos.
O urânio é o combustível dos reatores nucleares e é questão de tempo até que a energia nuclear seja cada vez mais utilizada ao redor do planeta. O problema é: existe uma disfunção gigante nesse mercado atualmente.
Já aconteceu em 1976, já aconteceu em 2007 e provavelmente vai acontecer novamente em pouco tempo: o preço do urânio dispara para cima porque o mercado é completamente disfuncional, problemático e controlado. E da pra investir nesse mercado para ganhar dinheiro com isso – nos últimos ciclos foi mais de 20x em pouco tempo.
Nós escrevemos um relatório com quase 150 páginas te ensinando a investir nisso. Não é promessa de ganho, não é “oportunidade milagrosa” nem essas narrativas que você vê por aí de dinheiro fácil – é uma tese educacional que te ensina do zero a investir nesse mercado e te fazer entender absolutamente tudo que você precisa para diversificar seus investimentos em algo com maior potencial de retorno.
É um prato cheio para quem gosta de diversificar em teses mais peculiares. Por aqui, investimos há quase 3 anos e temos completa convicção da tese – e se você acha que o urânio já subiu demais ou algo do tipo, não, a tese está apenas no começo.
Como já falamos algumas vezes: não há outra alternativa – a energia nuclear é a única solução.
Para ler no nosso relatório, acesse nossa plataforma – além dele, você terá acesso a todo nosso conteúdo numa só assinatura.
www.findocs.com.br
A tese gira em torno de um ponto simples: o mundo não tem outra alternativa senão o uso da energia nuclear para sustentar seu crescimento atual. São duas opções, ou a energia nuclear é adotada em larga escala, ou o uso de energia suja continua condenando todo o meio ambiente e deixando de lado o ESG.
Nós não acreditamos no segundo ponto, por isso investimos em urânio há alguns anos.
O urânio é o combustível dos reatores nucleares e é questão de tempo até que a energia nuclear seja cada vez mais utilizada ao redor do planeta. O problema é: existe uma disfunção gigante nesse mercado atualmente.
Já aconteceu em 1976, já aconteceu em 2007 e provavelmente vai acontecer novamente em pouco tempo: o preço do urânio dispara para cima porque o mercado é completamente disfuncional, problemático e controlado. E da pra investir nesse mercado para ganhar dinheiro com isso – nos últimos ciclos foi mais de 20x em pouco tempo.
Nós escrevemos um relatório com quase 150 páginas te ensinando a investir nisso. Não é promessa de ganho, não é “oportunidade milagrosa” nem essas narrativas que você vê por aí de dinheiro fácil – é uma tese educacional que te ensina do zero a investir nesse mercado e te fazer entender absolutamente tudo que você precisa para diversificar seus investimentos em algo com maior potencial de retorno.
É um prato cheio para quem gosta de diversificar em teses mais peculiares. Por aqui, investimos há quase 3 anos e temos completa convicção da tese – e se você acha que o urânio já subiu demais ou algo do tipo, não, a tese está apenas no começo.
Como já falamos algumas vezes: não há outra alternativa – a energia nuclear é a única solução.
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Dados sobre a inflação e possível cenário futuro da SELIC
Em mais uma prévia do IGP-M mensurado pela FGV, a inflação segue apresentando números negativo – em outras palavras, deflação.
Apesar da alegação de que o número ocorre unicamente pelo preço dos combustíveis, não é verdade. Dos 3 grupos que constituem o IGP-M, todos apresentaram deflação.
O IPA (índice que mensura a variação de preço de produtos do agro e da indústria no atacado) apresentou deflação de 1,01%, o IPC (índice que mensura a variação de preço de uma cesta de consumo típico de famílias entre 1 e 33 salários mínimos) apresentou deflação de 0,24% e o INCC (índice que mensura a variação de preço de produtos do setor de construção) apresentou deflação de 0,07%. Vale destacar principalmente o fato de que o IPA é o que está apresentando maior queda e o de maior importância, representando menos pressão principalmente sobre bens da indústria e do setor agro, que basicamente constituem a base de consumo da população.
O IGP-M não é o IPCA, então é perigoso alegar que uma deflação nesse índice signifique uma deflação também pro consumidor final e é de bom tom explicar que um IGP-M em deflação evidencia e apresenta fortes chances de um IPCA no mesmo trajeto – talvez não deflacionário, mas com desaceleração forte de inflação.
Ainda assim, pro mês de setembro, mais um período de deflação ainda é extremamente provável caso o cenário externo continue corroborando e o barril de petróleo derretendo de preço. Vale lembrar também que a Petrobras tem um pequeno espaço para realizar mais cortes no preço dos combustíveis, em ordem com a política de PPI, com a defasagem no preço da gasolina sempre trabalhando entre 5% e 10% acima do preço internacional (alguns dias chegou a passar dos 13%).
Com isso, enxergamos dois cenários possíveis:
(I) O IPCA segue em queda no acumulado de 12 meses refletindo a melhora do cenário agro interno e o cenário externo tangendo principalmente o preço do barril de petróleo – esses dois fatores somados a estabilidade do câmbio já controlam muito bem nosso índice e evita que ocorra os disparos que já presenciamos algumas vezes. Nesse cenário o Banco Central deve reavaliar essa SELIC e adiantar o ciclo de queda, visto que a taxa de juros real já está num nível obsceno. É necessário que existe solidez para que esse ciclo de queda de fato seja adiantado, afinal, ficar mexendo nos juros não é simples e a autoridade monetária máxima do país tomar algum tipo de medida e depois ter que dar para trás é o tipo de sinalização destrutiva que absolutamente nenhum investidor quer ver – expressa incerteza e que nem sequer a autoridade sabe de fato o que está fazendo.
(II) O cenário externo demonstra melhora e os preços retomam, fazendo com que principalmente o barril de petróleo retorne a patamares mais altos (hoje operando na casa dos US$ 90 o barril, enquanto estava a mais de US$ 120 o barril um tempo atrás) e o IPCA seja fortemente pressionado, o que invalida completamente um ciclo mais rápido de queda e a necessidade da manutenção de um juros real ainda elevado para não pressionar o câmbio e causar o efeito de consequências que tivemos no início da pandemia, com juros real de Suíça e câmbio disparando por não refletir a realidade do risco que o país possui.
Considerando a atual conjuntura, a gente acha mais provável o primeiro cenário do que o segundo – a situação na Europa atualmente é difícil com uma provável crise estourando em breve por lá, além de uma desaceleração na economia chinesa (que por mais que esteja ocorrendo em magnitude menor do que a esperada) forçando boa parte da cesta de commodities para baixo.
Para 2023 existem também dois desafios que não podem ser ignorados (e que também determinam a trajetória da SELIC): resultado eleitoral e corte de ICMS dos combustíveis.
Em mais uma prévia do IGP-M mensurado pela FGV, a inflação segue apresentando números negativo – em outras palavras, deflação.
Apesar da alegação de que o número ocorre unicamente pelo preço dos combustíveis, não é verdade. Dos 3 grupos que constituem o IGP-M, todos apresentaram deflação.
O IPA (índice que mensura a variação de preço de produtos do agro e da indústria no atacado) apresentou deflação de 1,01%, o IPC (índice que mensura a variação de preço de uma cesta de consumo típico de famílias entre 1 e 33 salários mínimos) apresentou deflação de 0,24% e o INCC (índice que mensura a variação de preço de produtos do setor de construção) apresentou deflação de 0,07%. Vale destacar principalmente o fato de que o IPA é o que está apresentando maior queda e o de maior importância, representando menos pressão principalmente sobre bens da indústria e do setor agro, que basicamente constituem a base de consumo da população.
O IGP-M não é o IPCA, então é perigoso alegar que uma deflação nesse índice signifique uma deflação também pro consumidor final e é de bom tom explicar que um IGP-M em deflação evidencia e apresenta fortes chances de um IPCA no mesmo trajeto – talvez não deflacionário, mas com desaceleração forte de inflação.
Ainda assim, pro mês de setembro, mais um período de deflação ainda é extremamente provável caso o cenário externo continue corroborando e o barril de petróleo derretendo de preço. Vale lembrar também que a Petrobras tem um pequeno espaço para realizar mais cortes no preço dos combustíveis, em ordem com a política de PPI, com a defasagem no preço da gasolina sempre trabalhando entre 5% e 10% acima do preço internacional (alguns dias chegou a passar dos 13%).
Com isso, enxergamos dois cenários possíveis:
(I) O IPCA segue em queda no acumulado de 12 meses refletindo a melhora do cenário agro interno e o cenário externo tangendo principalmente o preço do barril de petróleo – esses dois fatores somados a estabilidade do câmbio já controlam muito bem nosso índice e evita que ocorra os disparos que já presenciamos algumas vezes. Nesse cenário o Banco Central deve reavaliar essa SELIC e adiantar o ciclo de queda, visto que a taxa de juros real já está num nível obsceno. É necessário que existe solidez para que esse ciclo de queda de fato seja adiantado, afinal, ficar mexendo nos juros não é simples e a autoridade monetária máxima do país tomar algum tipo de medida e depois ter que dar para trás é o tipo de sinalização destrutiva que absolutamente nenhum investidor quer ver – expressa incerteza e que nem sequer a autoridade sabe de fato o que está fazendo.
(II) O cenário externo demonstra melhora e os preços retomam, fazendo com que principalmente o barril de petróleo retorne a patamares mais altos (hoje operando na casa dos US$ 90 o barril, enquanto estava a mais de US$ 120 o barril um tempo atrás) e o IPCA seja fortemente pressionado, o que invalida completamente um ciclo mais rápido de queda e a necessidade da manutenção de um juros real ainda elevado para não pressionar o câmbio e causar o efeito de consequências que tivemos no início da pandemia, com juros real de Suíça e câmbio disparando por não refletir a realidade do risco que o país possui.
Considerando a atual conjuntura, a gente acha mais provável o primeiro cenário do que o segundo – a situação na Europa atualmente é difícil com uma provável crise estourando em breve por lá, além de uma desaceleração na economia chinesa (que por mais que esteja ocorrendo em magnitude menor do que a esperada) forçando boa parte da cesta de commodities para baixo.
Para 2023 existem também dois desafios que não podem ser ignorados (e que também determinam a trajetória da SELIC): resultado eleitoral e corte de ICMS dos combustíveis.
O resultado eleitoral dita parte dessa trajetória por conta da política econômica que o governo vencedor pode adotar. Política expansionista de forma demasiada pode superaquecer o consumo e distorcer o cenário de preços (semelhante ao que vimos no auge da pandemia) o que obrigaria o Banco Central a seguir com a manutenção dos juros, enquanto uma política econômica mais sóbria sinalizaria respeito ao crescimento natural da economia sem implicar em problemas fiscais ou distorções de preço, mantendo o câmbio aliviado.
O corte de ICMS vemos muitos alegarem que é lei, impossível de revogar, que já é certeza e coisas do tipo – calma lá. Aqui é o Brasil, um país cujo até mesmo o passado é incerto. Não é necessário dizer que o risco jurídico aqui é gigante e se pudessem, alguns mudariam até mesmo a força da gravidade por meio da canetada estatal. Tome cuidado com essa convicção sobre o corte de ICMS pois ela não faz muito sentido. A volta do ICMS aos patamares “normais” (é até cômico dizer que é normal pagar 30% de ICMS sobre combustível, mas infelizmente é), faria com que o preço dos combustíveis, energia elétrica, bens de comunicação e transporte coletivo tivessem seus preços elevados novamente. Não acreditamos que algum dia algum governante simplesmente acorde e decida o cancelamento desse corte de ICMS, seria um tiro no pé gigante que causaria uma estilingada de preços de diversos bens, mas um corte gradual ou até mesmo o risco da diminuição desse corte existe. Não ignore a possibilidade. Como dito, no Brasil até mesmo o passado é incerto.
No mais, apenas traçando alguns cenários possíveis em relação ao que estamos vendo hoje – investir é um jogo de probabilidades, somente. Você sempre trabalha com as probabilidades ao seu favor.
Os dados inflacionários seguem demonstrando excelentes números e tudo isso enquanto a arrecadação bate valores recordes, sem ameaçar o cenário fiscal do país. É o cenário perfeito de retomada econômica para nós.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
O corte de ICMS vemos muitos alegarem que é lei, impossível de revogar, que já é certeza e coisas do tipo – calma lá. Aqui é o Brasil, um país cujo até mesmo o passado é incerto. Não é necessário dizer que o risco jurídico aqui é gigante e se pudessem, alguns mudariam até mesmo a força da gravidade por meio da canetada estatal. Tome cuidado com essa convicção sobre o corte de ICMS pois ela não faz muito sentido. A volta do ICMS aos patamares “normais” (é até cômico dizer que é normal pagar 30% de ICMS sobre combustível, mas infelizmente é), faria com que o preço dos combustíveis, energia elétrica, bens de comunicação e transporte coletivo tivessem seus preços elevados novamente. Não acreditamos que algum dia algum governante simplesmente acorde e decida o cancelamento desse corte de ICMS, seria um tiro no pé gigante que causaria uma estilingada de preços de diversos bens, mas um corte gradual ou até mesmo o risco da diminuição desse corte existe. Não ignore a possibilidade. Como dito, no Brasil até mesmo o passado é incerto.
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Infográfico sobre os dados dos atuais reatores nucleares em operação e em fase de construção.
Dois pontos de atenção: China e Índia. Os dois países que tem tomado a dianteira do crescimento global são extremamente favoráveis ao uso da energia nuclear – além de possuírem planos de expansão.
Entre outros países que tem se inclinado a inclusão da energia nuclear na matriz de geração de energia elétrica, estão a Coréia do Sul, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
Lembrando que o atual cenário energético da Europa é um fator que beneficia a tese do urânio e estava completamente fora do radar até o começo do ano.
Dois pontos de atenção: China e Índia. Os dois países que tem tomado a dianteira do crescimento global são extremamente favoráveis ao uso da energia nuclear – além de possuírem planos de expansão.
Entre outros países que tem se inclinado a inclusão da energia nuclear na matriz de geração de energia elétrica, estão a Coréia do Sul, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
Lembrando que o atual cenário energético da Europa é um fator que beneficia a tese do urânio e estava completamente fora do radar até o começo do ano.
Ações protegem contra a inflação, mas não seja enganado por mantras por aí
Quem leu os resultados das companhias do segundo trimestre desse ano, certamente percebeu como o crescimento da receita foi forte: enquanto no 2T21 a receita líquida foi de R$ 894 bilhões, no 2T22 a receita líquida foi de R$ 1.079 – ou seja, o mercado superou o marco do trilhão e apresentou um crescimento de pouco mais de 20% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. De qualquer forma, não é da receita que uma companhia vive – então vamos um pouco além e falar sobre os outros números que importam.
Quando olhamos sob a ótica do operacional, isso é, o EBITDA das 335 empresas apuradas (lembrando que esse número não é aleatório, mas sim a quantidade de companhias do nosso mercado que possuem liquidez), o crescimento ainda é claro – em menor escala, mas há crescimento (o que significa compressão das margens), com o EBITDA subindo de R$ 277 bilhões no 2T21 para R$ 291 bilhões no 2T22, um crescimento de 5,1%.
O problema ocorre quando chegamos na linha de lucro líquido: dos R$ 170 bilhões no 2T21, houve queda para os R$ 122 bilhões no 2T22, representando uma derrocada de violentos 28,4% comparando os dois trimestres. Um cenário de terror, praticamente.
Nas linhas das margens, a ilustração desse cenário: tanto a margem bruta, quanto a margem EBITDA quanto a margem líquida também sofreram pressão no período, atingindo números bem mais baixos dos registrados no ano passado.
A explicação para isso tudo gira em torno de uma só palavra, que você já deve estar cansado de ouvir: inflação.
Por um lado, o crescimento de receita é excelente, sinalizando que ainda que as companhias estejam atravessando um péssimo período, o mercado ainda está aquecido e parte dos preços está sendo repassado, mas pelo lado do lucro, percebe-se que ainda há muito trabalho a ser feito em termos de repasse de inflação.
Como já mencionamos diversas vezes, um mantra é repetido constantemente aos novos investidores do mercado acionário: “ações protegem contra a inflação! Boas empresas protegem contra a inflação!” – isso é real, pura verdade, e não é questão de opinião ou achismo, é uma afirmação pautada não em décadas, mas mais de um século (literalmente) de dados. O que esquecem de dizer é: essa proteção não ocorre no curto prazo nem é algo instantâneo.
No momento que as companhias sofrem com a inflação, elas precisam de tempo para se adequar a esse problema. Estoques, concorrência, participação de mercado, entraves regulatórios... Peguemos a M. Dias Branco, gigante produtora de massas e biscoitos da bolsa.
Desde o ano passado ela tem sofrido com compressão de margens por conta do aumento do preço do trigo. Sua dinâmica é bem simples: ela compra o trigo, processa, desenvolve os seus produtos e então vende ao consumidor final. Na base produtiva com o preço do trigo subindo no mercado internacional, significa que ela terá forte aumento de custos, afinal, sua matéria-prima encareceu.
A princípio, o investidor (e não só o investidor, mas absolutamente qualquer consumidor) pensa: empresas não sofrem com inflação, elas repassam os preços – tanto faz esses aumentos. Não é verdade. Talvez seja no médio prazo, mas não no curto prazo.
Por mais que a M. Dias Branco possa repassar 100% do seus custos aos seus produtos no curto prazo, ela não faz isso porque (I) existem outros players no mercado concorrendo com ela, se ela repassa 100% dos custos de uma só vez, ela perde espaço para a concorrência e fere o nome de sua marca, (II) a lei é dura e sabemos muito bem quão complicado é esse assunto de aumento de preços aqui no Brasil, com a maior parte da população achando que as empresas são as grandes inimigas sendo que são apenas veículos que sofrem e repassam custos – e o Estado (principalmente políticos) utilizam essa veia emocional como palanque para ganhar popularidade, e (III) há também a dinâmica de estoques que causa certa “disfunção” de timing quando o assunto é repasse de preços.
Quem leu os resultados das companhias do segundo trimestre desse ano, certamente percebeu como o crescimento da receita foi forte: enquanto no 2T21 a receita líquida foi de R$ 894 bilhões, no 2T22 a receita líquida foi de R$ 1.079 – ou seja, o mercado superou o marco do trilhão e apresentou um crescimento de pouco mais de 20% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. De qualquer forma, não é da receita que uma companhia vive – então vamos um pouco além e falar sobre os outros números que importam.
Quando olhamos sob a ótica do operacional, isso é, o EBITDA das 335 empresas apuradas (lembrando que esse número não é aleatório, mas sim a quantidade de companhias do nosso mercado que possuem liquidez), o crescimento ainda é claro – em menor escala, mas há crescimento (o que significa compressão das margens), com o EBITDA subindo de R$ 277 bilhões no 2T21 para R$ 291 bilhões no 2T22, um crescimento de 5,1%.
O problema ocorre quando chegamos na linha de lucro líquido: dos R$ 170 bilhões no 2T21, houve queda para os R$ 122 bilhões no 2T22, representando uma derrocada de violentos 28,4% comparando os dois trimestres. Um cenário de terror, praticamente.
Nas linhas das margens, a ilustração desse cenário: tanto a margem bruta, quanto a margem EBITDA quanto a margem líquida também sofreram pressão no período, atingindo números bem mais baixos dos registrados no ano passado.
A explicação para isso tudo gira em torno de uma só palavra, que você já deve estar cansado de ouvir: inflação.
Por um lado, o crescimento de receita é excelente, sinalizando que ainda que as companhias estejam atravessando um péssimo período, o mercado ainda está aquecido e parte dos preços está sendo repassado, mas pelo lado do lucro, percebe-se que ainda há muito trabalho a ser feito em termos de repasse de inflação.
Como já mencionamos diversas vezes, um mantra é repetido constantemente aos novos investidores do mercado acionário: “ações protegem contra a inflação! Boas empresas protegem contra a inflação!” – isso é real, pura verdade, e não é questão de opinião ou achismo, é uma afirmação pautada não em décadas, mas mais de um século (literalmente) de dados. O que esquecem de dizer é: essa proteção não ocorre no curto prazo nem é algo instantâneo.
No momento que as companhias sofrem com a inflação, elas precisam de tempo para se adequar a esse problema. Estoques, concorrência, participação de mercado, entraves regulatórios... Peguemos a M. Dias Branco, gigante produtora de massas e biscoitos da bolsa.
Desde o ano passado ela tem sofrido com compressão de margens por conta do aumento do preço do trigo. Sua dinâmica é bem simples: ela compra o trigo, processa, desenvolve os seus produtos e então vende ao consumidor final. Na base produtiva com o preço do trigo subindo no mercado internacional, significa que ela terá forte aumento de custos, afinal, sua matéria-prima encareceu.
A princípio, o investidor (e não só o investidor, mas absolutamente qualquer consumidor) pensa: empresas não sofrem com inflação, elas repassam os preços – tanto faz esses aumentos. Não é verdade. Talvez seja no médio prazo, mas não no curto prazo.
Por mais que a M. Dias Branco possa repassar 100% do seus custos aos seus produtos no curto prazo, ela não faz isso porque (I) existem outros players no mercado concorrendo com ela, se ela repassa 100% dos custos de uma só vez, ela perde espaço para a concorrência e fere o nome de sua marca, (II) a lei é dura e sabemos muito bem quão complicado é esse assunto de aumento de preços aqui no Brasil, com a maior parte da população achando que as empresas são as grandes inimigas sendo que são apenas veículos que sofrem e repassam custos – e o Estado (principalmente políticos) utilizam essa veia emocional como palanque para ganhar popularidade, e (III) há também a dinâmica de estoques que causa certa “disfunção” de timing quando o assunto é repasse de preços.
Ou seja, no curto prazo não há qualquer repasse de inflação e as ações não protegem como a maioria pensa. Não protegem. Salvando as exceções das companhias que possuem indexação em seus contratos e repassam prontamente a inflação para os preços (como são as companhias do setor elétrico) ou companhias mais commoditizadas que caracterizam proteção por se tratarem da base da produção da economia, não espere proteção contra a inflação no curto prazo.
Foi no segundo trimestre que a M. Dias Branco já repassou boa parte da inflação nos seus preços (saindo de R$ 4,90 o preço médio do kg dos seus produtos para R$ 6,0), mas sofreu bem em alguns trimestres antes disso – você deve se lembrar da ação subindo quase 25% no dia... pois então, foi o mercado digerindo finalmente a ideia de que a inflação pela companhia estava sendo repassada, apesar do tempo de espera.
Por que estamos escrevendo esse texto? Para lembrar sempre que em momentos de turbulência econômica os números podem causar maior ceticismo e te induzir ao erro, fazendo você questionar de fato quão legítimo é dizer que as ações são boas protetoras de patrimônio pro longo prazo... pois pode ter certeza – elas são, mas assim como qualquer movimento econômico, essa proteção leva tempo. As empresas repassam a inflação para os seus produtos aos poucos, até que suas margens estejam plenamente ajustadas para o real nível de mercado e então o cenário estabiliza.
Ações protegem contra a inflação no longo prazo e ainda faremos um texto dissecando esses dados de mais de um século de mercado que citamos. Se você investe em companhias boas, apenas acompanhe os fundamentos trimestralmente e se acostume – esse sobe e desce de margens faz parte do cenário.
Se você busca proteção no curto prazo, vá atrás da renda fixa. Se você busca proteção e multiplicação de capital no longo prazo, a renda variável é o seu lugar – mas lembre-se, selecionando bons ativos e investindo de fato em empresas que tem essa capacidade de repasse.
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Foi no segundo trimestre que a M. Dias Branco já repassou boa parte da inflação nos seus preços (saindo de R$ 4,90 o preço médio do kg dos seus produtos para R$ 6,0), mas sofreu bem em alguns trimestres antes disso – você deve se lembrar da ação subindo quase 25% no dia... pois então, foi o mercado digerindo finalmente a ideia de que a inflação pela companhia estava sendo repassada, apesar do tempo de espera.
Por que estamos escrevendo esse texto? Para lembrar sempre que em momentos de turbulência econômica os números podem causar maior ceticismo e te induzir ao erro, fazendo você questionar de fato quão legítimo é dizer que as ações são boas protetoras de patrimônio pro longo prazo... pois pode ter certeza – elas são, mas assim como qualquer movimento econômico, essa proteção leva tempo. As empresas repassam a inflação para os seus produtos aos poucos, até que suas margens estejam plenamente ajustadas para o real nível de mercado e então o cenário estabiliza.
Ações protegem contra a inflação no longo prazo e ainda faremos um texto dissecando esses dados de mais de um século de mercado que citamos. Se você investe em companhias boas, apenas acompanhe os fundamentos trimestralmente e se acostume – esse sobe e desce de margens faz parte do cenário.
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Você já deve ter ouvido falar que o nosso Banco Central começou a agir antes das demais autoridades monetárias dos países elevando a taxa de juros do Brasil ainda no começo de 2021. Nós mesmos já falamos isso diversas vezes na nossa caixinha de perguntas no Instagram. Não é novidade.
O gráfico acima é a ilustração disso: o ritmo do aumento da taxa de juros das principais economias do planeta.
A princípio, o movimento é péssimo, ainda mais considerando a magnitude desse aumento de juros, beirando os 14% e com um potencial altíssimo de destroçar a atividade econômica do país. Porém, sob o prisma relativo, assim como o Brasil foi o primeiro país a começar o ciclo de aumento, temos um grande potencial de ser também o primeiro a iniciar a reversão desse ciclo, apresentando antes dos pares um controle inflacionário desejável – um assunto difícil de ser tratado atualmente, visto que popularmente a redução da inflação está sendo creditada unicamente pelo corte do ICMS, o que não é procede e já abordamos em outro texto com outros indicadores econômicos.
Sobre esse ciclo da SELIC, achamos importante pontuar dois fatores:
(I) Não necessariamente teremos de aumentar a SELIC mais do que já foi elevada até o momento – o efeito da taxa de juros de um país tem efeito limitado para conter a inflação. A maioria dos investidores criaram essa falsa associação onde a taxa de juros dos EUA em um patamar maior significa uma SELIC em patamar maior, visto que a taxa nos EUA mais alta poderia causar fuga de capital no Brasil e depreciar nosso câmbio, forçando aumento da SELIC para tornar novamente o país atrativo e reduzir o câmbio na ponta final. Não funciona de forma estrita como pensam. Uma elevação desmedida da SELIC pressiona a dívida pública, que por conseguinte começa a ameaçar a sustentabilidade do pagamento da dívida e a pressão do câmbio vem de outra forma. Resumindo: elevar mais a SELIC pode fazer com que o câmbio fique ainda mais depreciado.
(II) A taxa de juros dos EUA não é a única determinante da nossa taxa de juros. Assim como o último ciclo das commodities que tivemos entre 2000 e 2006 aproximadamente, o Brasil pode entrar em um ciclo virtuoso de crescimento novamente, fazendo com que a taxa de juros seja o fator que menos importa em meio a tantos pontos de decisão para os investidores que colocam dinheiro aqui dentro. Com um cenário de crescimento e de teor atrativo para o investidor, temos capital entrando, menor pressão no câmbio, mais investimentos no país e mais motivos para a SELIC ser reduzida. Resumindo: não ache que o Banco Central balize nossa taxa de juros somente pela taxa de juros dos EUA. Economia é mais do que comparativo de duas variáveis.
Ademais, achamos importante elencar esses dois pontos sobre esse assunto de juros pois a inflação nos EUA parece não ceder e cada vez mais o mercado acredita que os juros por lá será elevado a níveis inimagináveis – digamos que 6% ou 7% é uma realidade caso a inflação demonstre ser mais persistente do que parece.
Em meio a todo esse barulho, o investidor tem que descontruir esse viés de ancoragem e essa relação exata de condições. O aumento dos juros nos EUA pressiona sim os juros por aqui, mas não só. O aumento de juros nos EUA pode sim obrigar o Banco Central brasileiro a elevar mais a SELIC, mas não só. Não existe motivo nenhum para o BCB elevar a SELIC além do atual patamar se o cenário internet estiver fluindo em ventos positivos como tem fluido nos últimos meses – pelo contrário, caso o ritmo siga, num cenário base, o Brasil tem a chance de ser um dos primeiros países a começar esse ciclo de reversão de juros.
A questão é: não ancore absolutamente nenhuma análise num só número – suas opiniões sempre refletem nas suas decisões, e é extremamente perigoso que essas opiniões distorçam as análises que você realiza.
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A princípio, o movimento é péssimo, ainda mais considerando a magnitude desse aumento de juros, beirando os 14% e com um potencial altíssimo de destroçar a atividade econômica do país. Porém, sob o prisma relativo, assim como o Brasil foi o primeiro país a começar o ciclo de aumento, temos um grande potencial de ser também o primeiro a iniciar a reversão desse ciclo, apresentando antes dos pares um controle inflacionário desejável – um assunto difícil de ser tratado atualmente, visto que popularmente a redução da inflação está sendo creditada unicamente pelo corte do ICMS, o que não é procede e já abordamos em outro texto com outros indicadores econômicos.
Sobre esse ciclo da SELIC, achamos importante pontuar dois fatores:
(I) Não necessariamente teremos de aumentar a SELIC mais do que já foi elevada até o momento – o efeito da taxa de juros de um país tem efeito limitado para conter a inflação. A maioria dos investidores criaram essa falsa associação onde a taxa de juros dos EUA em um patamar maior significa uma SELIC em patamar maior, visto que a taxa nos EUA mais alta poderia causar fuga de capital no Brasil e depreciar nosso câmbio, forçando aumento da SELIC para tornar novamente o país atrativo e reduzir o câmbio na ponta final. Não funciona de forma estrita como pensam. Uma elevação desmedida da SELIC pressiona a dívida pública, que por conseguinte começa a ameaçar a sustentabilidade do pagamento da dívida e a pressão do câmbio vem de outra forma. Resumindo: elevar mais a SELIC pode fazer com que o câmbio fique ainda mais depreciado.
(II) A taxa de juros dos EUA não é a única determinante da nossa taxa de juros. Assim como o último ciclo das commodities que tivemos entre 2000 e 2006 aproximadamente, o Brasil pode entrar em um ciclo virtuoso de crescimento novamente, fazendo com que a taxa de juros seja o fator que menos importa em meio a tantos pontos de decisão para os investidores que colocam dinheiro aqui dentro. Com um cenário de crescimento e de teor atrativo para o investidor, temos capital entrando, menor pressão no câmbio, mais investimentos no país e mais motivos para a SELIC ser reduzida. Resumindo: não ache que o Banco Central balize nossa taxa de juros somente pela taxa de juros dos EUA. Economia é mais do que comparativo de duas variáveis.
Ademais, achamos importante elencar esses dois pontos sobre esse assunto de juros pois a inflação nos EUA parece não ceder e cada vez mais o mercado acredita que os juros por lá será elevado a níveis inimagináveis – digamos que 6% ou 7% é uma realidade caso a inflação demonstre ser mais persistente do que parece.
Em meio a todo esse barulho, o investidor tem que descontruir esse viés de ancoragem e essa relação exata de condições. O aumento dos juros nos EUA pressiona sim os juros por aqui, mas não só. O aumento de juros nos EUA pode sim obrigar o Banco Central brasileiro a elevar mais a SELIC, mas não só. Não existe motivo nenhum para o BCB elevar a SELIC além do atual patamar se o cenário internet estiver fluindo em ventos positivos como tem fluido nos últimos meses – pelo contrário, caso o ritmo siga, num cenário base, o Brasil tem a chance de ser um dos primeiros países a começar esse ciclo de reversão de juros.
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