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Opinião e análise breve – PetroRio ($PRIO3) – 2T/2022


Em tempos de alta do barril de petróleo, só se fala em Petrobras. Todos querem ganhar dinheiro com o momento, a Petrobras é, de fato, uma impressora de dinheiro nesse cenário e entrega lucro centiblionários – e nessa seara de tratar somente sobre ela ao abordar sobre o petróleo, as menores acabam passando despercebidas. Estamos falando sobre a Petrorio.

A PetroRio é uma já velha de bolsa. Ela nasceu da reestruturação de uma companhia que estava listada em bolsa desde 2010, a HRT, mudando de nome 5 anos depois para o que usa atualmente. Antes disso, era apenas mais uma empresa problemática do mercado, dando prejuízos, flertando com a bancarrota.

Em 2015 seu turnaround finalmente ocorreu e ela começou a mostrar solidez de fato. Daí pra frente, mesmo com a ciclicidade do de petróleo, ela deslanchou, e no 2T22, reforçou ainda mais sua consolidação com números fortíssimos e diversos recordes. Vamos tratar sobre. Lembrando que a companhia registra seus números em dólares americanos.

É bom começar falando sobre o release do 2T22 da companhia com o seu trunfo: seu lifting cost. O lifting cost nada mais é do que o custo médio de extração de petróleo de um barril. A PetroRio no trimestre apresentou um lifting cost de US$ 11.1 por barril, enquanto no 2T21 esse custo foi de US$ 14.2 por barril. Indo um pouco além, a companhia reduziu esse custo de uma máxima de US$ 44.2 por barril no 1T18 e vem reduzindo trimestre a trimestre consistentemente – algo extraordinário que eleva significativamente suas margens e eficiência.

Ainda sobre indicadores operacionais, o preço do brent médio do 2T22 foi de US$ 112 (contra US$ 69 no 2T21) enquanto o preço médio de venda do barril da companhia foi de US$ 108 (contra US$ 67 no 2T21), ou seja, um crescimento expressivo de 62% por barril, sendo que o custo de extração foram míseros US$ 11.2 – lembrando que a taxa de câmbio no período “prejudicou” os resultados, caindo 7% (de R$ 5,29 no 2T21 pra R$ 4,92 no 2T22).

Na linha de produção, a companhia entregou um montante equivalente a 33.3 mil barris produzidos por dia, contra 31.2 mil no 2T21, representando uma alta de 7%. Apesar disso, o recorde de produção foi registrado no 1T22 numa quantia de 35.1 mil barris por dia. A queda em relação ao 1T22 é explicada pelo fechamento de alguns poços, além de algumas pausas para manutenção e planos de revitalização – ou seja, não é um sinal de deterioração.

Nas linhas operacionais, mais recordes da companhia. A receita total da Petrorio foi de US$ 377 milhões, representando uma alta de 95% em relação ao 2T21. Seu lucro operacional subiu 127%, para US$ 249 milhões, tendo uma melhora de margem de 9,0pp para 66% (aqui o lifting cost mostra a sua cara, com a companhia tendo uma margem operacional altíssima, quase obscena) e um lucro líquido de US$ 140 milhões, representando uma alta de 112% no período.

Nós passamos pelos números de forma rápida pois não há nada de negativo a ser mencionado. O crescimento com os indicadores operacionais, falam por si só. A empresa nesse cenário de alta do barril de petróleo é uma genuína impressora de dinheiro e está surfando muito bem, principalmente considerando o fato de que sua expansão de dá via aquisições de campos e outras companhias menores e mesmo assim a margem tem melhorado, e não se deteriorado, como normalmente acontece com aquisições.

Dado o seu caixa gigante de US$ 1.3 bilhões, hoje a companhia não possui problemas com dívidas – sendo que a alavancagem é zero e seu caixa é suficiente para pagar toda a sua dívida quando quiser (e 70% dela está ancorada no longo prazo para ser paga apenas depois de 2026). Fora isso, existe também o fato de que ela tem reduzido o custo da dívida para níveis baixíssimos e seu operacional no atual momento do ciclo gera muito resultado.
Entre outros pontos, não entraremos em detalhes para não alongar muito o texto, mas caso o investidor tenha interesse, vale averiguais os campos de extração e seus devidos números – já adiantando que todos estão saudáveis e plenamente operantes com a companhia realizando a expansão via aquisições.

A PetroRIo é um ovo de ouro na bolsa brasileira, mas possui o risco cíclico em sua estrutura. Hoje está tudo maravilhoso, mas tem que saber também que em algum momento do ciclo o Brent pode ir para a região dos U$ 60 novamente. Não tornaria a companhia inoperante de forma alguma, ainda mais considerando que seu lifting cost é extremamente baixo, mas levaria os resultados para um patamar menor do que metade do que está ocorrendo atualmente. Ela é forte e tem uma ótima gestão, realizou um belo turnaround e está num segmento interessante para fatores cíclicos, mas não é uma Petrobras da vida que gera bilhões e bilhões de caixa livre independente do cenário.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Hoje o Governo Central divulgou um superávit de R$ 19.3 bilhões em julho, totalizando já um superávit de quase R$ 115 bilhões (somente do Governo Central) nos últimos 12 meses – algo na ordem de 1,5% do PIB. Considerando também o resultado dos estados a ser somado e considerado mais à frente, esse superávit fica na ordem de 2,0% do PIB.

Outro fator que está fora do radar que pouca gente mencionou nos últimos dias, foi sobre a reforma de previdência: a economia de recursos proporcionado pela reforma deve atingir algo em torno de R$ 156 bilhões nos últimos 3 anos em termos acumulados, enquanto era projetado uma economia de R$ 87 bilhões – ou seja, o impacto é positivo em algo próximo de 79% acima do projetado.

Como já mencionamos em outro texto na semana passada: esse superávit é resultado de três fatores principais, sendo (I) a retomada da atividade econômica bem acima do esperado, com a queda do desemprego acelerando, (II) o ciclo das commodities, com forte impacto positivo nas contas públicas beneficiando as exportações do país – em outras palavras, o Brasil tem tudo o que o mundo precisa atualmente, e (III) a inflação, que inegavelmente ajuda nessas horas, por pior que ela seja, gera um benefício econômico sob a ótica das contas públicas – lembrando que esses valores já são todos deflacionados e indicam crescimento real.

Em suma, caso o cenário persista em 2023, o Brasil seguirá surfando forte e de forma benéfica esse ciclo de commodities, assim como foi lá para 2006. Ao que parece, o risco eleitoral tem ofuscado bastante esses ganhos econômicos do país nas últimas semanas, mas eles valem ser mencionados – em termos macro, até o momento, o Brasil está indo muito bem e aproveitando ao máximo o ciclo que beneficia o cenário.
Sem muita relação com o assunto, mas apenas complementando: hoje saíram dados do IGP-M e houve forte desaceleração em todos os grupos do índice, alimentos principalmente, com o indicador apresentando uma deflação de 0,70% - o que evidencia menor pressão sobre o preço dos bens e propicia um cenário de afrouxamento na SELIC talvez antes do esperado.
Quer ter sucesso ao investir em ações? Invista também nas gigantes de seus respectivos segmentos.

Crises vem e vão, já falamos sobre isso dezenas de vezes. Uma recessão não significa que é o fim do mundo, mas somente uma fase natural do ciclo econômico. Isso não significa que seja algo bom – pelo contrário, milhões de novos desempregados, empresas fechando as portas e queda de renda são fatores desoladores, ainda mais considerando que esse tipo de problema costuma afetar principalmente pessoas mais vulneráveis socialmente e agravar ainda mais os entraves relacionados a desigualdade.

Em meio a toda a turbulência e empresas tendo de fechar suas portas, algumas vão na contramão.

Não necessariamente crescem, mas em vez de contrair suas operações e realizar demissões em massa, conseguem segurar as pontas e sobreviver ao cenário até que as coisas melhorem. Geralmente, esse movimento é realizado pelas gigantes do segmento.

O gráfico acima se refere ao crescimento da receita líquida das Lojas Renner em relação ao PMC, direcionado a receita nominal do varejo de vestuário – isso é, o crescimento da receita líquida de seu setor.

A Renner é um exemplo de gigante de seu segmento atuante – o exemplo perfeito para o que queremos mostrar para você aqui. A companhia é a líder do segmento de vestuário do país com aproximadamente 15% do market share nacional. Durante a pandemia, suas portas foram fechadas e ela sofreu fortemente com isso – com 99% das suas lojas presentes em shoppings centers, ela foi uma das varejistas de vestuários mais afetadas do mercado visto que os shoppings tiveram medidas restritivas mais severas que outros segmentos. Nesse meio tempo, a empresa aproveitou o problema para explorá-lo e resolvê-lo, investindo bilhões em sua infraestrutura digital, criando um dos maiores centros de distribuições do país, investindo um aplicativo de celular fluído e em tecnologia.

Antes da pandemia o segmento digital da Renner era quase inexistente – fraquíssimo, representava um percentual irrelevante da receita da empresa e sequer era citado em suas apresentações de resultados. Hoje representa entre 13% e 15% da receita total e tem crescido todo trimestre, com um volume de mercadoria de pouco mais de meio bilhão de reais.

Com um 2020 conturbado e repleto de investimentos, em 2021, ainda com as restrições prejudicando forte suas operações, a companhia conseguiu utilizar seu tamanho e seus recursos como vantagem competitiva para ganhar mercado – e isso foi o que houve: enquanto o crescimento de receita líquida do setor de vestuário foi de aproximadamente 20%, o das Lojas Renner ultrapassou os 40%. Em 2022, até o momento, enquanto o crescimento do segmento está em aproximadamente 20%, o crescimento das Lojas Renner está em torno de 20%.

Em meio a todos os obstáculos que o segmento tem enfrentado, a gigante do segmento segurou as pontas na crise, investiu, cresceu e agora está absorvendo parte do mercado que ficou na mão, seja por conta de falências ou companhias que estão desempenhando mal sem conseguir atravessar a crise.

Embora seja algo triste a citar, é um fato e não pode ser ignorado: enquanto os menores tendem a quebrar ou sumir nas crises, os gigantes persistem e crescem, saindo ainda mais fortes do que entraram. É isso que líderes de mercado fazem. É isso que a Renner tem feito.

Diversas companhias da bolsa se enquadram nesse tipo de cenário: M. Dias Branco, Ambev, Fleury, Arezzo, Grupo Soma... o ponto aqui é: quem é grande e bem gerido, geralmente consegue lidar bem com a crise. Não é uma certeza, afinal, não existem certezas no mercado e a Cogna está aí para provar o ponto oposto: gigante e líder do segmento, foi uma das piores (ou talvez a pior) a atravessar a crise, numa tempestade perfeita de altíssima alavancagem com queda violenta de receita.

Gigantes tendem a se beneficiar de crises. Em termos ilustrativos, pense numa piscina: quanto mais alta a água fica, mais os menores sofrem, até o momento que a água fica tão alta que a única opção é sair da piscina, se não o afogamento.
Eis a ótica que você deve enxergar ao investir nos respectivos líderes de seus mercados. Nem tudo na vida dos investimentos é potencial de upside, retorno explosivo e afins.

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Se você está investindo somente em renda fixa, é bem provável que você esteja deixando dinheiro em cima da mesa.

Em tempos de SELIC na casa dos 14,0%, é raro você encontrar alguém que dê atenção para a renda variável. Afinal, estamos falando aqui de receber algo na ordem dos 1,1% ao mês sem absolutamente nenhum risco – face a isso, qualquer estímulo de tomada de risco é completamente destruído e o investidor acaba optando pelo conforto dos 1,1% ao mês sem risco. Essa decisão quase sempre é errada e faz o investidor perder dinheiro – na melhor das hipóteses, deixar de ganhar (muito).

Na imagem temos 4 gráficos – todos produzidos pela XP investimentos.

O primeiro gráfico se refere ao PL do nosso índice. Atualmente, ele está num nível ainda menor do que o atingido em 2008, ano a qual o mercado global inteiro esperava o fim do capitalismo por conta do boom da crise imobiliária americana. Acredite, não é exagero: a falência estrutural bancária dos EUA causava terror e a percepção de um efeito dominó que comprometeria todo o sistema financeiro global. Naquela época, os mercados sangraram em todos os cantos do planeta, e o P/L da bolsa foi de algo na ordem de 7x em sua mínima. Atualmente o P/L da nossa bolsa está em 6,2x, isso significa que ele está 44% abaixo da média histórica, bem abaixo da ordem de um desvio padrão. Primeiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O segundo gráfico se refere ao prêmio de risco do mercado. O número se refere a rentabilidade esperada da renda variável menos a taxa de juros real do país. A média histórica do nosso mercado é de 5,1% - atualmente esse prêmio de risco está em 10,2%, literalmente o dobro. Segundo indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O terceiro gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo a Vale e a Petrobras, a razão da exclusão é o fato de que elas são gigantes e acabam enviesando o índice. Considerando essa métrica, também estamos abaixo da média, que é de 12,5x, enquanto estamos na ordem de 9,5x atualmente. Aqui gostamos de dar nossa opinião: excluir essas duas companhias faz sentido, mas também pode ser um erro. Elas são responsáveis por uma entrada violenta de dinheiro no país e a razão de um impulso econômico de gigante magnitude. As duas gigantes e gerando lucros multibilionários, significa um cenário econômico mais saudável para o país principalmente sob o prisma fiscal. Considere esse ponto, também. Terceiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O quarto e último gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo absolutamente todas as empresas de commodities. Aqui é a extrapolação máxima (e forçada) para contestar o argumento de que a bolsa só apresenta um P/L baixo por conta de commodities. Excluindo todas essas companhias (o que é algo exagerado por fatores estruturais, como citamos, considerando que o benefício do crescimento de todas essas companhias proporciona crescimento a toda economia do país) o P/L também está abaixo da média histórica. Quarto indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

Agora, a parte importante: você está deixando dinheiro na mesa ao abrir mão da diversificação para investir somente em SELIC – que em breve começará a cair.

A máxima nos investimentos é que quando a SELIC está rendendo bem, significa que a renda variável está proporcionando retornos ainda melhores! O motivo não é nenhum segredo, ora: se a taxa de juros está tão alta, significa que o próprio mercado dará conta de reduzir o preço das ações e proporcionar esse desconto por questão de custo de oportunidade e prêmio de risco. Simples, não?
Se você não tem um perfil de investidor que se atrai por risco e busca investir em ações entre outros produtos de renda variável, esse texto não é para você. Esse texto é para o investidor que gosta de renda variável, ama investir em ações, tem uma carteira plenamente diversificada, mas tem desconsiderado completamente investir na classe porque acha que está se beneficiando investindo somente em renda fixa para movimentar o capital para a renda variável somente quando o juros começar a cair. Não faça isso. Será tarde demais e você deixará todas as oportunidades passarem.

Existem alguns gatilhos que podem destravar o crescimento da nossa bolsa, as próprias eleições é um desses gatilhos. Os dados econômicos tem surpreendido fortemente, mas é inegável que independente de quão bom sejam os dados, o investidor ainda tem cautela por conta do risco eleitoral. Independente disso, não abra mão da diversificação. Honre seu asset location.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.

Repita isso até que você nunca mais esqueça. Não deixe as oportunidades passarem batido. Estude e aproveite as oportunidades que estão a sua frente. As vezes basta um único bull market para mudar completamente a sua vida. Uma única subida na bolsa para você descobrir que era mais fácil do que parecia.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Diversifique. Aproveite as oportunidades. Não queira ser o mais esperto da sala rotacionando seus investimentos somente quando a SELIC cair, há alguns gestores multibilionários no mercado que certamente já estão prontos para tomar esse movimento antes de todos nós, fazendo com que seja tarde demais.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Mantenha a diversificação!

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A ilustração do funcionamento da recompra de ações.

Você provavelmente já ouviu falar que a recompra de ações é uma ferramenta poderia de remuneração aos acionistas. Na prática, é uma lógica simples: a empresa recompra as ações, as cancela e consequentemente isso reduz a quantidade de ações circulantes.

Um lucro que antes era para ser distribuído para 10 bilhões de ações, agora será distribuído para 9 bilhões de ações, por exemplo. Como consequência, agora haverá menos ações para diluir a quantidade de lucro distribuído. E é isso que a imagem acima exemplifica.

Entre o 2T21 e o 2T22, a JBS teve uma queda de 9,8% de seu lucro líquido, mas no mesmo período, a companhia esteve com 3 programas de recompras de ações (137 milhões de ações com término para novembro de 2022, 116 milhões de ações com término para setembro de 2023, e 113 milhões de ações para novembro de 2023).

Como resultado, mesmo com essa queda de lucro líquido do período, o lucro por ação subiu, de R$ 1,75 para R$ 1,78. Ou seja, mesmo com menos lucro, o fato de a ação ter reduzido a quantidade de ações ainda beneficiou o acionista e fez com que o lucro menor fosse neutralizado.

Essa mecânica é importantíssima e também remunera o acionista no longo prazo – e remunera em grande parte. Nos EUA isso é completamente normal, com dividendos sendo tributados por lá, algumas empresas tem robustos programas de recompras, dedicando bilhões e bilhões de dólares para isso.

Quase sempre as recompras de ações são ótimos movimentos e tendem a gerar grandes vantagens aos investidores no longo prazo – salvando raros casos são incentivadas por movimentos de tomada de controle quando a companhia não possui tag along e coisas do tipo.

Se você ver uma boa companhia anunciando recompra, comemore. Você será beneficiado.

Para ver quaisquer programas de recompras de ações, acesse pelo próprio site da B3.

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Enfim, se a economia brasileira está surpreendendo tanto... por que a bolsa não anda?

A melhora surpreendente da economia brasileira em 2022 não é fator de opinião – é uma realidade.

Como já mencionamos em outras textos, começamos o ano com o mercado apostando em recessão ou crescimento pífio de nossa economia, isso é, um PIB negativo ou um PIB com crescimento marginal, e até o momento, faltando quatro meses para terminar o ano, os indicadores continuam surpreendendo – e o gráfico acima ilustra isso, com a mediana de crescimento do PIB brasileiro segundo o Boletim Focus, que começou o ano em 0,1% e já está em 2,4%.

É difícil encontrar um só dado que não esteja ventilando ares positivos.

Sob a ótica do desemprego, caminhamos para fechar o ano na casa dos 8,0%, enquanto em janeiro nem sequer o mais dos otimistas cogitavam esse tipo de movimento, com projeções falando em algo próximo de 10% (lembrando aqui que 2,0pp é muita coisa quando tratamos de desemprego – papo de milhões de pessoas com renda).

Sob a ótica do consumo, dados também mais fortes do que o esperado. Ainda que a base comparativa seja relativamente injusta (2020 e 2021 foram anos repletos de fatores não recorrentes como pagamento de FGTS, auxílios e outros benefícios que esquentaram o varejo acima do normal) o consumo ainda está aquecido, inclusive isso causou preocupações no Banco Central Brasileiro até certo ponto, questionando a necessidade de um aumento de juros aquém do esperado.

Sob a ótica fiscal, superávit. Muito se fala sobre o corte do ICMS ser um erro que criará uma conta que teremos de pagar depois, mas a maioria fala sem sequer saber sobre o que de fato está falando, reproduzindo apenas opiniões vistas por aí. O Brasil está com superávit em suas contas públicas, algo que não ocorrida há mais de 5 anos. Graças ao ciclo das commodities e também pela inflação, o Estado está arrecadando valores recordes e está sobrando dinheiro – literalmente. Não vamos entrar nos detalhes nesse assunto pois já fizemos em outras oportunidades com textos redigidos exclusivamente para tratar sobre o prisma fiscal do país (e se você ainda não leu, leia logo).

Sob a ótica da renda, melhora. Longe de sermos a Suíça que alguns acham que somos, mas a renda média habitual subiu pelo quarto mês consecutivo segundo apuração da PNAD de agosto. Repetindo, primeiro retomam os empregos, depois a renda. É completamente impossível economicamente dizendo que um país com desemprego baixo não tenha um crescimento de renda da população, assim como é completamente improvável ver a renda crescendo com um desemprego de dois dígitos. Oferta e demanda explicam.

Sob a ótica do PIB, revisões e mais revisões. Começamos o ano falando sobre recessão e provavelmente terminaremos o ano crescendo algo próximo – ou talvez até mais – de 3,0%. Pode parecer pouco, mas num mundo onde a Europa e a China enfrentam crises gigantes e os EUA luta para controlar uma inflação explosiva, nosso país apresentar esse cenário é motivo de comemoração – estamos literalmente parecendo uma ilha em meio a um planeta onde diversos lugares estão pegando fogo.

Mediante isso, você provavelmente se pergunta... “mas e aí, com tanta melhora, porque a bolsa não sobe!?”. Nós temos duas explicações – não excludentes. Talvez estejam certas, talvez não.
(I) Eleições. Você já deve ter ouvido centenas de vezes que as eleições trazem incerteza sobre o mercado acionário de um país, certo? Isso está acontecendo. Nossa bolsa está passando por forte volatilidade esse ano. Em julho chegamos ao fundo do ano encostando nos 95.000 pontos do IBOV, mas cá estamos agora em algo próximo de 110.000 pontos. Na nossa leitura, esse cenário ocorre principalmente por conta da incerteza do cenário eleitoral. É difícil acreditar que o “big Money” virá ao país sem ter real certeza sobre a situação do Brasil em 2023 em termos de gestão. Não falamos aqui sobre Lula e Bolsonaro apenas, mas veja, num cenário onde ocorra a vitória do Lula, por exemplo, o mercado sequer sabe direito ainda o nome que irá tomar a cadeira do ministério da economia. Alguns burburinhos apontam o Marcos Lisboa sob a gestão do Lula, o mesmo que fez parte do governo em seu primeiro mandato, mas ainda assim, sem certezas. O que é necessário saber aqui é: o mercado odeia o escuro. Ele tem medo de escuro. O problema é não saber de fato o que virá. Quando há medo e risco, ele é precificado. O problema é não saber o que há em sua frente. Esse escuro causa uma trava no mercado que impossibilita projeções, planos e ideias. Enquanto não houver solução do entrave do cenário eleitoral, dificilmente acreditamos em uma esticada do mercado.

(II) Fim do ciclo. Acreditamos também que parte do mercado tenha receio de um possível fim de ciclo das commodities ou algo semelhante que acabe fazendo com que os ventos que sopram hoje a favor da economia do nosso país, passem a soprar em direção contrária. O Brasil se beneficia muito de commodities nas alturas. Nossa economia bomba, nosso câmbio se beneficia, nossa dívida torna mais fácil de ser paga e nosso fiscal melhora. Uma virada de ciclo tornaria o cenário do país mais desafiador, o que traria de volta fantasmas que enfrentávamos lá pra 2020.

Ou seja, o gatilho de destrave do mercado provavelmente será o passar do cenário eleitoral – não que isso signifique que o mercado explodirá, mas que boa parte da incerteza será deixada do horizonte. É impossível ignorar também o fator de custo de oportunidade – com uma taxa de juros no atual patamar, enquanto o Banco Central Brasileiro não sinalizar de fato uma mudança de tendência da SELIC, o mercado não acomodará.

E face a todos esses fatores, não poderíamos finalizar citando algo importante que muita gente acaba esquecendo... essa melhora econômica nada mais é do que um fator conduzido pelas empresas que movem a economia. Se a economia está melhorando, significa que existem empresas crescendo nesse cenário. Bolsa não é PIB, mas as empresas que estão nela tem grande parcela nisso. Uma atividade econômica forte é provável sinônimo de resultados fortes de forma geral no 3T22 e, caso siga, no 4T22 em diante.

Não deixe de investir nem tente acertar o momento certo. Tempo no mercado sempre ganha de tentar acertar o tempo do mercado.

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O investimento em urânio é uma das teses mais promissoras atualmente.

A tese gira em torno de um ponto simples: o mundo não tem outra alternativa senão o uso da energia nuclear para sustentar seu crescimento atual. São duas opções, ou a energia nuclear é adotada em larga escala, ou o uso de energia suja continua condenando todo o meio ambiente e deixando de lado o ESG.

Nós não acreditamos no segundo ponto, por isso investimos em urânio há alguns anos.

O urânio é o combustível dos reatores nucleares e é questão de tempo até que a energia nuclear seja cada vez mais utilizada ao redor do planeta. O problema é: existe uma disfunção gigante nesse mercado atualmente.

Já aconteceu em 1976, já aconteceu em 2007 e provavelmente vai acontecer novamente em pouco tempo: o preço do urânio dispara para cima porque o mercado é completamente disfuncional, problemático e controlado. E da pra investir nesse mercado para ganhar dinheiro com isso – nos últimos ciclos foi mais de 20x em pouco tempo.

Nós escrevemos um relatório com quase 150 páginas te ensinando a investir nisso. Não é promessa de ganho, não é “oportunidade milagrosa” nem essas narrativas que você vê por aí de dinheiro fácil – é uma tese educacional que te ensina do zero a investir nesse mercado e te fazer entender absolutamente tudo que você precisa para diversificar seus investimentos em algo com maior potencial de retorno.

É um prato cheio para quem gosta de diversificar em teses mais peculiares. Por aqui, investimos há quase 3 anos e temos completa convicção da tese – e se você acha que o urânio já subiu demais ou algo do tipo, não, a tese está apenas no começo.

Como já falamos algumas vezes: não há outra alternativa – a energia nuclear é a única solução.

Para ler no nosso relatório, acesse nossa plataforma – além dele, você terá acesso a todo nosso conteúdo numa só assinatura.

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Dados sobre a inflação e possível cenário futuro da SELIC

Em mais uma prévia do IGP-M mensurado pela FGV, a inflação segue apresentando números negativo – em outras palavras, deflação.

Apesar da alegação de que o número ocorre unicamente pelo preço dos combustíveis, não é verdade. Dos 3 grupos que constituem o IGP-M, todos apresentaram deflação.

O IPA (índice que mensura a variação de preço de produtos do agro e da indústria no atacado) apresentou deflação de 1,01%, o IPC (índice que mensura a variação de preço de uma cesta de consumo típico de famílias entre 1 e 33 salários mínimos) apresentou deflação de 0,24% e o INCC (índice que mensura a variação de preço de produtos do setor de construção) apresentou deflação de 0,07%. Vale destacar principalmente o fato de que o IPA é o que está apresentando maior queda e o de maior importância, representando menos pressão principalmente sobre bens da indústria e do setor agro, que basicamente constituem a base de consumo da população.

O IGP-M não é o IPCA, então é perigoso alegar que uma deflação nesse índice signifique uma deflação também pro consumidor final e é de bom tom explicar que um IGP-M em deflação evidencia e apresenta fortes chances de um IPCA no mesmo trajeto – talvez não deflacionário, mas com desaceleração forte de inflação.

Ainda assim, pro mês de setembro, mais um período de deflação ainda é extremamente provável caso o cenário externo continue corroborando e o barril de petróleo derretendo de preço. Vale lembrar também que a Petrobras tem um pequeno espaço para realizar mais cortes no preço dos combustíveis, em ordem com a política de PPI, com a defasagem no preço da gasolina sempre trabalhando entre 5% e 10% acima do preço internacional (alguns dias chegou a passar dos 13%).

Com isso, enxergamos dois cenários possíveis:

(I) O IPCA segue em queda no acumulado de 12 meses refletindo a melhora do cenário agro interno e o cenário externo tangendo principalmente o preço do barril de petróleo – esses dois fatores somados a estabilidade do câmbio já controlam muito bem nosso índice e evita que ocorra os disparos que já presenciamos algumas vezes. Nesse cenário o Banco Central deve reavaliar essa SELIC e adiantar o ciclo de queda, visto que a taxa de juros real já está num nível obsceno. É necessário que existe solidez para que esse ciclo de queda de fato seja adiantado, afinal, ficar mexendo nos juros não é simples e a autoridade monetária máxima do país tomar algum tipo de medida e depois ter que dar para trás é o tipo de sinalização destrutiva que absolutamente nenhum investidor quer ver – expressa incerteza e que nem sequer a autoridade sabe de fato o que está fazendo.

(II) O cenário externo demonstra melhora e os preços retomam, fazendo com que principalmente o barril de petróleo retorne a patamares mais altos (hoje operando na casa dos US$ 90 o barril, enquanto estava a mais de US$ 120 o barril um tempo atrás) e o IPCA seja fortemente pressionado, o que invalida completamente um ciclo mais rápido de queda e a necessidade da manutenção de um juros real ainda elevado para não pressionar o câmbio e causar o efeito de consequências que tivemos no início da pandemia, com juros real de Suíça e câmbio disparando por não refletir a realidade do risco que o país possui.

Considerando a atual conjuntura, a gente acha mais provável o primeiro cenário do que o segundo – a situação na Europa atualmente é difícil com uma provável crise estourando em breve por lá, além de uma desaceleração na economia chinesa (que por mais que esteja ocorrendo em magnitude menor do que a esperada) forçando boa parte da cesta de commodities para baixo.

Para 2023 existem também dois desafios que não podem ser ignorados (e que também determinam a trajetória da SELIC): resultado eleitoral e corte de ICMS dos combustíveis.
O resultado eleitoral dita parte dessa trajetória por conta da política econômica que o governo vencedor pode adotar. Política expansionista de forma demasiada pode superaquecer o consumo e distorcer o cenário de preços (semelhante ao que vimos no auge da pandemia) o que obrigaria o Banco Central a seguir com a manutenção dos juros, enquanto uma política econômica mais sóbria sinalizaria respeito ao crescimento natural da economia sem implicar em problemas fiscais ou distorções de preço, mantendo o câmbio aliviado.

O corte de ICMS vemos muitos alegarem que é lei, impossível de revogar, que já é certeza e coisas do tipo – calma lá. Aqui é o Brasil, um país cujo até mesmo o passado é incerto. Não é necessário dizer que o risco jurídico aqui é gigante e se pudessem, alguns mudariam até mesmo a força da gravidade por meio da canetada estatal. Tome cuidado com essa convicção sobre o corte de ICMS pois ela não faz muito sentido. A volta do ICMS aos patamares “normais” (é até cômico dizer que é normal pagar 30% de ICMS sobre combustível, mas infelizmente é), faria com que o preço dos combustíveis, energia elétrica, bens de comunicação e transporte coletivo tivessem seus preços elevados novamente. Não acreditamos que algum dia algum governante simplesmente acorde e decida o cancelamento desse corte de ICMS, seria um tiro no pé gigante que causaria uma estilingada de preços de diversos bens, mas um corte gradual ou até mesmo o risco da diminuição desse corte existe. Não ignore a possibilidade. Como dito, no Brasil até mesmo o passado é incerto.

No mais, apenas traçando alguns cenários possíveis em relação ao que estamos vendo hoje – investir é um jogo de probabilidades, somente. Você sempre trabalha com as probabilidades ao seu favor.

Os dados inflacionários seguem demonstrando excelentes números e tudo isso enquanto a arrecadação bate valores recordes, sem ameaçar o cenário fiscal do país. É o cenário perfeito de retomada econômica para nós.

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Infográfico sobre os dados dos atuais reatores nucleares em operação e em fase de construção.

Dois pontos de atenção: China e Índia. Os dois países que tem tomado a dianteira do crescimento global são extremamente favoráveis ao uso da energia nuclear – além de possuírem planos de expansão.

Entre outros países que tem se inclinado a inclusão da energia nuclear na matriz de geração de energia elétrica, estão a Coréia do Sul, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

Lembrando que o atual cenário energético da Europa é um fator que beneficia a tese do urânio e estava completamente fora do radar até o começo do ano.