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Opinião sobre os resultados divulgados pelas companhias no segundo trimestre desse ano.

Com praticamente todas as companhias tendo já divulgado seus resultados do último trimestre, é possível ter algum tipo de opinião mais bem embasada em termos técnicos em relação ao desempenho do cenário econômico do país.

De forma geral, de todos resultados que realizamos a leitura – isso é, centenas de companhias de dezenas de segmentos diferentes abrangendo todo o cenário: a maioria das companhias surpreenderam positivamente. Sim, positivamente – estamos dizendo mais uma vez aquilo que os dados econômicos vêm mostrando desde o começo do ano, de que a recuperação da economia brasileira é genuína e tem sido bem melhor do que o esperado.

Alguns segmentos, ainda estão sofrendo forte com o cenário inflacionário, vide o de seguros de autos e varejão de supermercados. Outros, como tradicionalmente sabido, estão atravessando muito bem, como os bancos, mostrando como são colossos resilientes que desempenham bem seja em cenários turbulentos ou cenários de maior bonança econômica.

Outros segmentos tem sofrido violentamente por conta da pressão da SELIC: aqui as varejistas se destacaram. Na verdade, não só as varejistas, mas quaisquer companhias alavancadas. O problema é que as varejistas estão passando pela tempestade perfeita que nunca desejaram ter: uma pressão forte no segmento de consumo principal que possuem (vide Via e Magalu vendendo menos os produtos de linha branca) enquanto uma SELIC de quase 14% ao ano tem sugado todo o dinheiro do caixa, obrigando gastos com pagamento de dívidas que não existiam há pouco mais de 1 ano, quando a SELIC ainda era algo na ordem de 2% ao ano.

Uma série de empresas surpreenderam forte, apesar de quem estuda, saber que tais surpresas não são tão surpreendentes assim: aqui falamos sobre a M. Dias Branco. É a ilustração perfeita de como um cenário turbulento pode desafiar completamente a convicção de um bom investidor. Por mais que os fundamentos continuem sólidos e você saiba que toda a alta do preço do trigo é apenas algo transitório resultante de um impasse geopolítico, a queda contínua da cotação da ação incomoda e faz você questionar toda suas convicções. Até que o resultado da companhia é entregue e ela mostra a consolidação de tudo aquilo que você já esperava: uma líder de mercado aumentando o preço dos seus produtos, ganhando margem e utilizando do poder de sua marca para atravessar a crise – momento onde os gigantes se tornam ainda maiores e os pequenos infelizmente acabam perdendo mercado e deixando de existir por não conseguir atravessar toda a turbulência. A Renner e a Ambev, outros dois colossos líderes de seus respectivos mercados também serve de exemplo: ambas as companhias tiveram ganhos de market share na crise. É aquilo: os grandes ganham o mercado dos pequenos que não conseguiram atravessar.

Na ponta das commodities, a incógnita segue. Apesar da forte queda do preço de uma série de commodities desde o começo do ano, absolutamente ninguém sabe de fato em qual parte do ciclo estamos. E quem disser a você com completa convicção que sabe, desconfie. De um lado temos países desenvolvidos, como os EUA, com alguns dados apontando possível desaceleração econômica, vide queda de PIB, ao mesmo tempo, os dados de emprego são entregues mostrando números cada vez mais fortes, com praticamente toda a população do país empregada e a abertura de vagas de empregos surpreendendo. Isso é: o fim de um ciclo de commodities é pintado pela desaceleração de uma economia. Uma parte do mercado acredita que essa desaceleração ocorrerá em breve, e com isso, as commodities desabam, pois haverá menos investimento em infraestrutura e consumo de bens de expansão. Outra parte do mercado entende que as economias se reerguerão mais rápido do que a maioria imagina, e em breve as commodities voltarão a ser fortemente demandadas.
Nesse cenário as companhias como a Vale, Petrobras e outras commoditizadas negociam por preços praticamente obscenos, lembrando daquela máxima: empresa de commodity com preço sobre lucro baixo é evidência de fim de ciclo. Por obvio, se o mercado espera que as commodities vão desabar, significa o fim do ciclo e consequentemente piores resultados para as empresas do segmento. Ainda assim, as gigantes desse setor no Brasil estão entregando números ainda fortíssimos, com dividend yield surpreendentes e dezenas de bilhões em geração de caixa. Talvez um prato cheio para quem aceita tomar um risco um pouco maior.

Como mencionamos, de forma geral, a maioria dos resultados nos surpreendeu positivamente. Infelizmente o varejo – em específico os varejões como Magalu e Via – estão sofrendo forte por conta de uma base comparativa “injusta” (afinal, 2021 foi um ano recheado de estímulos econômicos) e uma alavancagem destrutiva com a SELIC na casa dos 14%, mas vimos muitos outros dados que apontam retomada econômica mais sólida (vide empresas de shoppings, assim como FIIs do mesmo segmento, que já apontam números mais fortes que 2019).

O Brasil tem uma posição beneficiada economicamente na atual situação do planeta com a “independência” que temos em relação a produção de uma série de bens básicos (comida e energia) além de nossa neutralidade que tem garantido o fluxo normal de importação de fertilizantes entre outros produtos essenciais para o funcionamento agro do país (diferente da Europa, que está literalmente cortando o pouco da produção que tem porque os maiores produtores de fertilizantes do planeta estão sancionados).

Acreditamos que a SELIC já atingiu o topo (afinal, de 13,75% pra 14,00% tanto faz, caso haja mais um aumento, embora não deva passar disso) e o país pode começar a enxergar uma queda significativa de juros ainda no começo do ano que vem. Nessa ordem, como sempre falamos, não tente ser o mais esperto da sala achando que você conseguirá pegar o momento exato que preceda um rally da bolsa brasileira caso os juros comecem a desabar, vendendo toda sua renda fixa para investir em renda variável no momento que ocorrer o primeiro corte da SELIC. O mercado antecipa esse tipo de movimento com questão de meses – não dias nem semanas. O melhor momento para investir em ações é “sempre”, lembrando sempre daquela frase – tempo no mercado é melhor do que tentar acertar o tempo do mercado.

O 3T22 será interessante para mostrar como seguirá a dinâmica de várias empresas que continuam mostrando resultados mais fortes, além da continuidade dessa SELIC que tem deteriorado o quadro de muitas companhias mais alavancadas.

Resumindo: o 2T22 nos surpreendeu positivamente na maioria dos resultados, consolidando o que os dados tem mostrado de uma atividade econômica mais forte do país – ainda longe do ideal, mas mostrando recuperação em sua gradualidade. Isso não significa que você possa desrespeitar sua estratégia de alocação de capital – siga firme.

Daqui 3 meses a temporada do 3T22 começará, e estaremos aqui, novamente, conversando com vocês sobre a maioria dos ativos mais populares ou interessantes de nossa bolsa. Em nossa plataforma vocês podem realizar a leitura de diversos resultados que analisamos além dos que foram postados aqui, além de mais de 250 horas de aulas, milhares de páginas de relatórios, teses de investimentos e afins. Tudo isso numa só assinatura.

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Aproveitando o espaço pra falar um pouco sobre um dos cases mais conturbados dos últimos anos... Cogna.

A companhia foi completamente destruída pela pandemia. Ao lado do segmento de turismo, o segmento de educação sofreu um revés nunca antes visto com a obrigatoriedade do fechamento de suas unidades de ensino e a transição das aulas para o 100% digital.

Essa transição causou diversos problemas, entre eles, o principal: a fuga de uma série de alunos das instituições. Para somar, um cenário econômico problemático onde o desemprego explodiu, a inflação começou a apertar e o orçamento das famílias começou a ficar cada vez menor dando menos espaço para os gastos “desnecessários”.

Com tudo isso, a Cogna passou pela tempestade perfeita que nunca desejou ter passado.

Com uma alavancagem altíssima e um custo de dívida colossal, todos esses problemas levaram a companhia a um cenário financeiro caótico de prejuízos bilionários e o derretimento de suas ações, fazendo com que a companhia registrasse quase 80% de queda desde o inicio da pandemia.

Essa situação atraiu muito investidor por um fator: turnaround.

Hoje a Cogna, junto da Oi e outras companhias problemáticas, desempenha o papel de companhia de reestruturação. Em termos simples, uma companhia que dificilmente sairá da situação atual que está, mas caso saia, as suas ações explodirão em preço, dando retornos altíssimos. Assim foi com a Magazine Luiza entre 2015 e atualmente, que mesmo com toda a queda recente, a ação ainda registra uma alta de mais de 1.000% por conta do sucesso de seu turnaround, saindo de um cenário de empresa quebrada para uma das maiores varejistas do país.

Um dado sobre a Cogna é interessante de mencionar, e denota certa evolução no seu processo de reestruturação: a evolução da base EAD.

Um dos planos da Cogna é fazer com que a companhia se digitalize – isso é, tenha cursos presenciais apenas em casos mais específicos. A pandemia mostrou que grande parte do público prefere de fato o digital. Grande parte do público opta pelo ensino virtual por fator de tempo, despesas e conforto. Escolas de ensino gigantes têm optado cada vez mais por esse tipo de estruturação e tem dado muito certo, é acessibilidade em essência.

Entre 2017 e o último trimestre de 2022, a Cogna conseguiu expandir a base de seus alunos para o digital em 26,0pp – isso é, enquanto em 2017 apenas 55% da sua base de alunos era via EAD, hoje esse número está na casa dos 81% e tem crescido consistentemente trimestre a trimestre, tornando hoje, entre todas as companhias de educação listadas em bolsa, a que está mais exposta a esse tipo de estrutura.

Essa mudança estrutural somada ao corte de custos da companhia é inclusive um dos motivos que a Cogna voltou ao lucro operacional nos últimos trimestres, mostrando que a iniciativa tem dado certo.

Se você investe na Cogna, lembre-se: atualmente os principais drivers de mudança para que a companhia saia do buraco são qualitativos. A companhia deseja digitalizar boa parte de seus segmentos de ensino e tirar das costas grandes custos fixos que seus campos de ensino demandavam.

É difícil, alias, tratar sobre a empresa depois que alguns influenciadores acabaram fazendo com que ela se tornasse chacota, mas não busque investir nesse tipo de companhia para enriquecer rapidamente ou coisas do tipo. Esses cases de turnaround são complexos e raramente dão certo. A cada Magalu que obtém sucesso, outra dezena de Ricardos Eletros vão a falência e acabam sendo esquecidas. Lendo os dados do 2T22 da Cogna, achamos válido tratar sobre esse assunto de turnaround, ainda mais reconhecendo um ponto positivo nos seus dados como esse que mostramos aqui agora.

Nós daremos uma análise mais aprofundada no relatório mensal que emitimos no INT e por lá faremos uma leitura mais completa sobre o resultado do trimestre, além de diversas outras companhias.
Nunca é demais ressaltar: não trate empresas de turnaround como oportunidade de ganho de dinheiro rápido – dificilmente essas reestruturações dão certo. Se você deseja se expor a cases do tipo (vide Oi, Cogna e afins) destine um percentual pequeno do seu capital, coisa de 1% ou 2% - ainda mais considerando que esses ativos costumam multiplicar em várias vezes seus valores e o ganho será alto mesmo com baixa exposição.
Sim, impostos devem ser reduzidos.

O debate sobre o corte de impostos no Brasil, assim como a maioria dos assuntos de natureza econômica, se tornou briga política. Hoje é quase impossível opinar sobre a razoabilidade desses cortes de impostos sem que existe alguém trazendo a discussão qualquer fator político com viés de invalidação aos dados citados.

Aliás, dados têm sido amplamente ignorados. Em tempos de pandemia, o termo “negacionista” se popularizou justamente por conta da postura que muitos tomaram ao começar a negar dados referentes ao cenário sanitário, e hoje, por mais irônico que seja, os que mais utilizavam o termo praticam o mesmo tipo de postura quando se trata de finanças e economia.

Nossa intenção aqui é tentar jogar uma luz sobre o assunto mostrando como muito tem sido alegado negativamente sobre cortes de impostos recentes sem trazer números para a mesa e que ao analisar os dados de fato, fatores interessantes podem ser evidenciados – além de nossa opinião, como sempre, sobre o assunto. Enfim.

O gráfico do texto é a evolução da carga tributária brasileira, de autoria da economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória. É a soma da receita de arrecadação de impostos de absolutamente todas as esferas do Estado – municipal, estadual e federal em relação ao PIB.

Percebe-se que desde 1997, quando o Brasil passou pela “revolução” do plano real em seu cenário monetário, o número subiu forte, fazendo com que esse percentual trabalhasse na faixa dos 32% aos 34%. Nós não vamos abordar uma análise que contemple toda a série histórica para não alongar desnecessariamente o texto, mas essa informação é importante: desde 2003, estivemos entre os 32% e os 34%.

No mesmo tempo, o Brasil caracteriza o papel de um dos países com carga tributária mais pesada e complexa do mundo. Na América Latina, esse percentual é de uma média de 23%. Na OCDE (bloco composto diversificado com potências que possuem perfil para tributação mais alta) a média é 33%. Ou seja – o Brasil tem um número bem acima de seus pares emergentes (América Latina) e em linha com um bloco de potências econômicas que aguentam esse tipo de carga tributária por já serem desenvolvidos.

Sendo assim: os números atuais.

Desde 2020 a arrecadação tributária disparou no país. Como mostra o gráfico, saiu da casa dos 32% e atingiu os 34%. Dados preliminares até o momento de 2022 apontam que em junho inclusive o número já passou dos 34,2%. Essa forte alta no período tem explicação.

(I) Alta das commodities: como sempre mencionamos, o Brasil é um país de commodities. Nossa economia é completamente baseada no agronegócio (soja, milho, café, celulose, pecuária e afins) além de outros produtos, como o petróleo e o segmento de mineração. O mundo está na fase da alta do ciclo das commodities, com todos os preços desses produtos em patamares mais altos. Como o Brasil é um gigante produtor e exportador, significa que ele ganha muito dinheiro com isso – ou seja, as contas públicas enchem com arrecadação da venda disso. Você percebe a pernada de alta de arrecadação de 2003? Pois é, o mesmo ciclo que estamos passando agora, passamos nessa época – não em vão o país teve um crescimento tão bom no período.

(II) Crescimento da economia brasileira: sim, a economia está crescendo. O desemprego caiu de 14,9% no começo de 2021 para a casa dos 9,0% atualmente. O consumo tem atingido números recordes dos últimos anos. A renda, mesmo que lentamente, tem retomado. Com maior entrada de dinheiro no país por conta do ciclo, a economia prospera. Maior renda e produtividade aumenta a arrecadação.

(III) Inflação: ela não pode ser ignorada – isso é um ponto de atenção. Se você ver um analista ignorando o impacto da inflação na arrecadação, é bem provável que haja viés por trás. A inflação corroborou com o aumento da arrecadação de forma significativa. Não foi somente por isso, alegar que foi só por conta da inflação também é viés – tem ocorrido aumento de arrecadação real forte e próximo dos 10%. Todos os dados são mensurados já com os devidos deflatores.
Em suma: o Brasil está passando pelo momento do ciclo que nos cantamos há algum tempo, o boom das commodities. O crescimento brasileiro tem completa relação com isso. Se as commodities seguirem nesse patamar alto, a arrecadação vai continuar subindo em relação ao PIB e atingiremos valores obscenos (não que atualmente não seja).

Aqui fica a grande questão do atual debate: por que raios não devemos cortar impostos em um cenário como o atual?

O país nunca arrecadou tanto dinheiro com impostos como tem arrecadado atualmente. Uma conjunção de fatores tem beneficiado o cenário fiscal brasileiro (vide queda de PIB da casa dos 90% para os 72% atualmente, superávits nas contas públicas e arrecadação recorde de impostos) e não há momento mais propício para cortar impostos do que agora. Simplesmente não há.

Se a arrecadação está aumentando e estamos gerando superávit, significa que está literalmente sobrando dinheiro no orçamento do Estado – temos um cenário fiscal superavitário e que está bem acima de qualquer projeção que o mercado havia traçado!

As duas opções que o governo pode tomar em relação a isso é: (I) cortar impostos aproveitando que a arrecadação subiu, potencializando o crescimento econômico fazendo com que o país cresça ainda mais e entre naquele ciclo virtuoso onde sobra mais dinheiro na mão da população, esse dinheiro é injetado na economia, a produtividade sobe, mais empregos e renda é gerado e por conseguinte o crescimento segue, ou (II) o Estado arranja mais gastos, visto que há mais dinheiro arrecadado.

O problema da segunda decisão é: na narrativa de que o Estado deve tomar cuidado cortando impostos, a elite política se aproveita e utiliza desse dinheiro residual para criar gastos que não existem – sem contar, obviamente, os ralos da corrupção que existem nos meandros do nosso sistema que todos sabem. Isso é – dar espaço para que o lobo conduza as ovelhas.

É dever do Estado que a tributação sobre a população seja reduzida mediante recorde de arrecadação, caso contrário somos nós os responsáveis por arcarem com uma máquina inflada que absorve todo dinheiro extra que é gerado. Corte de imposto significa mais dinheiro na mão da população, dinheiro na mão de quem realmente produziu.

Você pode estar se questionando: “tudo bem, todo esse corte é aceitável agora, estamos com arrecadação recorde... mas isso é só por conta das commodities – commodities caindo, sofreremos!” – e aí que entra a palavra mais usada da economia: depende.

Sim, haverá queda de receita com impostos caso as commodities desabem. Essa é a principal força motriz da arrecadação brasileira. A questão é que uma redução um percentual 1,0pp de arrecadação/PIB não é o fim do mundo que muitos pintam por aí, e uma queda de commodities também causaria menor inflação, que por sua vez, também criaria um cenário propício ao crescimento econômico. Além disso, existe um timing sobre as medidas a serem tomadas: imagine que essa série de corte de impostos realizadas consigam seguir com o impulso ao cenário econômico brasileiro. Mesmo que o ciclo perdure por mais 2 anos e nesse meio tempo a taxa de desemprego caia para 6%, por exemplo – pense na arrecadação que o Estado terá graças a esse cenário de maior produtividade. Em resumo, uma variável compensa a outra, literalmente, e é necessário aproveitar essas janelas de arrecadação maior para realizar as mudanças que não poderiam ser feitas em outros tempos.

Nossa opinião é clara e cristalina: o Estado deve reduzir impostos sempre que houver espaço. Hoje o cenário fiscal está propício a isso. Não é dever da população arcar com um Estado inchado e muito menos pagar 50% de imposto sobre combustível para pagar contas de uma má gestão. Se há espaço para cortar, que corte e a população utilize dos próprios frutos que gerou com a força de seu trabalho.
Acreditamos sim que há uma veia eleitoreira em cada decisão de corte de imposto que tem sido tomada atualmente, apesar de ocorrer cortes de impostos desde 2019, muitos que já poderiam ter sido tomados há um bom tempo foram tomados apenas recentemente, mas isso não significa que as medidas necessárias devam parar de ser tomadas somente por estarmos em ano de eleição. A narrativa sobre “medida eleitoreira” é perigosa justamente por isso – tira completamente a legitimidade dos dados com um espantalho argumentativo de viés político.

Se trata de dados, números, fatos. Pouco importa sua opinião política. O mundo real conversa com a realidade, e nem tudo é questão de opinião. O fato é que hoje há espaço para corte de imposto, a opinião é você quem decide: se é a favor ou não do corte. Nós somos, e independente do governo, seja ele do Bolsonaro, Lula ou Cabo Daciolo, se os dados apontarem uma arrecadação recorde de impostos, por mais que esteja perto das eleições e beneficie qualquer candidato que seja, defenderemos corte de impostos, novamente, sendo o beneficiado o Bolsonaro, Lula ou Cabo Daciolo.

Não deixe que o viés político sustente uma narrativa inexistente. Muita gente tem falado que “pagaremos a conta” e que “o risco fiscal é gigante”, mas não tem falado sobre número nenhum, um discurso inflado de achismos para criar uma postura intelectual falsa.

Conta nós já estamos pagando: eu, você e qualquer outra pessoa que você conhece, a arrecadação de impostos em relação ao PIB nunca foi tão alta, e sem corte de impostos, continuará crescendo, atingindo níveis recordes, enquanto uma parcela das pessoas por aí é contra redução porque ouviu algum boato de risco fiscal ou acha que cortar imposto é medida eleitoreira. Até quanto devemos chegar? 37%? 40%? Você não acha que já paga imposto demais?

No final das contas, aquele que mais achava estar sendo de fato responsável, é quem mais está defendendo que o bolso do brasileiro seja sugado pelo Estado.

Não deixe seu viés político ofuscar a sua capacidade de analisar os dados.

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Opinião e análise breve – PetroRio ($PRIO3) – 2T/2022


Em tempos de alta do barril de petróleo, só se fala em Petrobras. Todos querem ganhar dinheiro com o momento, a Petrobras é, de fato, uma impressora de dinheiro nesse cenário e entrega lucro centiblionários – e nessa seara de tratar somente sobre ela ao abordar sobre o petróleo, as menores acabam passando despercebidas. Estamos falando sobre a Petrorio.

A PetroRio é uma já velha de bolsa. Ela nasceu da reestruturação de uma companhia que estava listada em bolsa desde 2010, a HRT, mudando de nome 5 anos depois para o que usa atualmente. Antes disso, era apenas mais uma empresa problemática do mercado, dando prejuízos, flertando com a bancarrota.

Em 2015 seu turnaround finalmente ocorreu e ela começou a mostrar solidez de fato. Daí pra frente, mesmo com a ciclicidade do de petróleo, ela deslanchou, e no 2T22, reforçou ainda mais sua consolidação com números fortíssimos e diversos recordes. Vamos tratar sobre. Lembrando que a companhia registra seus números em dólares americanos.

É bom começar falando sobre o release do 2T22 da companhia com o seu trunfo: seu lifting cost. O lifting cost nada mais é do que o custo médio de extração de petróleo de um barril. A PetroRio no trimestre apresentou um lifting cost de US$ 11.1 por barril, enquanto no 2T21 esse custo foi de US$ 14.2 por barril. Indo um pouco além, a companhia reduziu esse custo de uma máxima de US$ 44.2 por barril no 1T18 e vem reduzindo trimestre a trimestre consistentemente – algo extraordinário que eleva significativamente suas margens e eficiência.

Ainda sobre indicadores operacionais, o preço do brent médio do 2T22 foi de US$ 112 (contra US$ 69 no 2T21) enquanto o preço médio de venda do barril da companhia foi de US$ 108 (contra US$ 67 no 2T21), ou seja, um crescimento expressivo de 62% por barril, sendo que o custo de extração foram míseros US$ 11.2 – lembrando que a taxa de câmbio no período “prejudicou” os resultados, caindo 7% (de R$ 5,29 no 2T21 pra R$ 4,92 no 2T22).

Na linha de produção, a companhia entregou um montante equivalente a 33.3 mil barris produzidos por dia, contra 31.2 mil no 2T21, representando uma alta de 7%. Apesar disso, o recorde de produção foi registrado no 1T22 numa quantia de 35.1 mil barris por dia. A queda em relação ao 1T22 é explicada pelo fechamento de alguns poços, além de algumas pausas para manutenção e planos de revitalização – ou seja, não é um sinal de deterioração.

Nas linhas operacionais, mais recordes da companhia. A receita total da Petrorio foi de US$ 377 milhões, representando uma alta de 95% em relação ao 2T21. Seu lucro operacional subiu 127%, para US$ 249 milhões, tendo uma melhora de margem de 9,0pp para 66% (aqui o lifting cost mostra a sua cara, com a companhia tendo uma margem operacional altíssima, quase obscena) e um lucro líquido de US$ 140 milhões, representando uma alta de 112% no período.

Nós passamos pelos números de forma rápida pois não há nada de negativo a ser mencionado. O crescimento com os indicadores operacionais, falam por si só. A empresa nesse cenário de alta do barril de petróleo é uma genuína impressora de dinheiro e está surfando muito bem, principalmente considerando o fato de que sua expansão de dá via aquisições de campos e outras companhias menores e mesmo assim a margem tem melhorado, e não se deteriorado, como normalmente acontece com aquisições.

Dado o seu caixa gigante de US$ 1.3 bilhões, hoje a companhia não possui problemas com dívidas – sendo que a alavancagem é zero e seu caixa é suficiente para pagar toda a sua dívida quando quiser (e 70% dela está ancorada no longo prazo para ser paga apenas depois de 2026). Fora isso, existe também o fato de que ela tem reduzido o custo da dívida para níveis baixíssimos e seu operacional no atual momento do ciclo gera muito resultado.
Entre outros pontos, não entraremos em detalhes para não alongar muito o texto, mas caso o investidor tenha interesse, vale averiguais os campos de extração e seus devidos números – já adiantando que todos estão saudáveis e plenamente operantes com a companhia realizando a expansão via aquisições.

A PetroRIo é um ovo de ouro na bolsa brasileira, mas possui o risco cíclico em sua estrutura. Hoje está tudo maravilhoso, mas tem que saber também que em algum momento do ciclo o Brent pode ir para a região dos U$ 60 novamente. Não tornaria a companhia inoperante de forma alguma, ainda mais considerando que seu lifting cost é extremamente baixo, mas levaria os resultados para um patamar menor do que metade do que está ocorrendo atualmente. Ela é forte e tem uma ótima gestão, realizou um belo turnaround e está num segmento interessante para fatores cíclicos, mas não é uma Petrobras da vida que gera bilhões e bilhões de caixa livre independente do cenário.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Hoje o Governo Central divulgou um superávit de R$ 19.3 bilhões em julho, totalizando já um superávit de quase R$ 115 bilhões (somente do Governo Central) nos últimos 12 meses – algo na ordem de 1,5% do PIB. Considerando também o resultado dos estados a ser somado e considerado mais à frente, esse superávit fica na ordem de 2,0% do PIB.

Outro fator que está fora do radar que pouca gente mencionou nos últimos dias, foi sobre a reforma de previdência: a economia de recursos proporcionado pela reforma deve atingir algo em torno de R$ 156 bilhões nos últimos 3 anos em termos acumulados, enquanto era projetado uma economia de R$ 87 bilhões – ou seja, o impacto é positivo em algo próximo de 79% acima do projetado.

Como já mencionamos em outro texto na semana passada: esse superávit é resultado de três fatores principais, sendo (I) a retomada da atividade econômica bem acima do esperado, com a queda do desemprego acelerando, (II) o ciclo das commodities, com forte impacto positivo nas contas públicas beneficiando as exportações do país – em outras palavras, o Brasil tem tudo o que o mundo precisa atualmente, e (III) a inflação, que inegavelmente ajuda nessas horas, por pior que ela seja, gera um benefício econômico sob a ótica das contas públicas – lembrando que esses valores já são todos deflacionados e indicam crescimento real.

Em suma, caso o cenário persista em 2023, o Brasil seguirá surfando forte e de forma benéfica esse ciclo de commodities, assim como foi lá para 2006. Ao que parece, o risco eleitoral tem ofuscado bastante esses ganhos econômicos do país nas últimas semanas, mas eles valem ser mencionados – em termos macro, até o momento, o Brasil está indo muito bem e aproveitando ao máximo o ciclo que beneficia o cenário.
Sem muita relação com o assunto, mas apenas complementando: hoje saíram dados do IGP-M e houve forte desaceleração em todos os grupos do índice, alimentos principalmente, com o indicador apresentando uma deflação de 0,70% - o que evidencia menor pressão sobre o preço dos bens e propicia um cenário de afrouxamento na SELIC talvez antes do esperado.
Quer ter sucesso ao investir em ações? Invista também nas gigantes de seus respectivos segmentos.

Crises vem e vão, já falamos sobre isso dezenas de vezes. Uma recessão não significa que é o fim do mundo, mas somente uma fase natural do ciclo econômico. Isso não significa que seja algo bom – pelo contrário, milhões de novos desempregados, empresas fechando as portas e queda de renda são fatores desoladores, ainda mais considerando que esse tipo de problema costuma afetar principalmente pessoas mais vulneráveis socialmente e agravar ainda mais os entraves relacionados a desigualdade.

Em meio a toda a turbulência e empresas tendo de fechar suas portas, algumas vão na contramão.

Não necessariamente crescem, mas em vez de contrair suas operações e realizar demissões em massa, conseguem segurar as pontas e sobreviver ao cenário até que as coisas melhorem. Geralmente, esse movimento é realizado pelas gigantes do segmento.

O gráfico acima se refere ao crescimento da receita líquida das Lojas Renner em relação ao PMC, direcionado a receita nominal do varejo de vestuário – isso é, o crescimento da receita líquida de seu setor.

A Renner é um exemplo de gigante de seu segmento atuante – o exemplo perfeito para o que queremos mostrar para você aqui. A companhia é a líder do segmento de vestuário do país com aproximadamente 15% do market share nacional. Durante a pandemia, suas portas foram fechadas e ela sofreu fortemente com isso – com 99% das suas lojas presentes em shoppings centers, ela foi uma das varejistas de vestuários mais afetadas do mercado visto que os shoppings tiveram medidas restritivas mais severas que outros segmentos. Nesse meio tempo, a empresa aproveitou o problema para explorá-lo e resolvê-lo, investindo bilhões em sua infraestrutura digital, criando um dos maiores centros de distribuições do país, investindo um aplicativo de celular fluído e em tecnologia.

Antes da pandemia o segmento digital da Renner era quase inexistente – fraquíssimo, representava um percentual irrelevante da receita da empresa e sequer era citado em suas apresentações de resultados. Hoje representa entre 13% e 15% da receita total e tem crescido todo trimestre, com um volume de mercadoria de pouco mais de meio bilhão de reais.

Com um 2020 conturbado e repleto de investimentos, em 2021, ainda com as restrições prejudicando forte suas operações, a companhia conseguiu utilizar seu tamanho e seus recursos como vantagem competitiva para ganhar mercado – e isso foi o que houve: enquanto o crescimento de receita líquida do setor de vestuário foi de aproximadamente 20%, o das Lojas Renner ultrapassou os 40%. Em 2022, até o momento, enquanto o crescimento do segmento está em aproximadamente 20%, o crescimento das Lojas Renner está em torno de 20%.

Em meio a todos os obstáculos que o segmento tem enfrentado, a gigante do segmento segurou as pontas na crise, investiu, cresceu e agora está absorvendo parte do mercado que ficou na mão, seja por conta de falências ou companhias que estão desempenhando mal sem conseguir atravessar a crise.

Embora seja algo triste a citar, é um fato e não pode ser ignorado: enquanto os menores tendem a quebrar ou sumir nas crises, os gigantes persistem e crescem, saindo ainda mais fortes do que entraram. É isso que líderes de mercado fazem. É isso que a Renner tem feito.

Diversas companhias da bolsa se enquadram nesse tipo de cenário: M. Dias Branco, Ambev, Fleury, Arezzo, Grupo Soma... o ponto aqui é: quem é grande e bem gerido, geralmente consegue lidar bem com a crise. Não é uma certeza, afinal, não existem certezas no mercado e a Cogna está aí para provar o ponto oposto: gigante e líder do segmento, foi uma das piores (ou talvez a pior) a atravessar a crise, numa tempestade perfeita de altíssima alavancagem com queda violenta de receita.

Gigantes tendem a se beneficiar de crises. Em termos ilustrativos, pense numa piscina: quanto mais alta a água fica, mais os menores sofrem, até o momento que a água fica tão alta que a única opção é sair da piscina, se não o afogamento.
Eis a ótica que você deve enxergar ao investir nos respectivos líderes de seus mercados. Nem tudo na vida dos investimentos é potencial de upside, retorno explosivo e afins.

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Se você está investindo somente em renda fixa, é bem provável que você esteja deixando dinheiro em cima da mesa.

Em tempos de SELIC na casa dos 14,0%, é raro você encontrar alguém que dê atenção para a renda variável. Afinal, estamos falando aqui de receber algo na ordem dos 1,1% ao mês sem absolutamente nenhum risco – face a isso, qualquer estímulo de tomada de risco é completamente destruído e o investidor acaba optando pelo conforto dos 1,1% ao mês sem risco. Essa decisão quase sempre é errada e faz o investidor perder dinheiro – na melhor das hipóteses, deixar de ganhar (muito).

Na imagem temos 4 gráficos – todos produzidos pela XP investimentos.

O primeiro gráfico se refere ao PL do nosso índice. Atualmente, ele está num nível ainda menor do que o atingido em 2008, ano a qual o mercado global inteiro esperava o fim do capitalismo por conta do boom da crise imobiliária americana. Acredite, não é exagero: a falência estrutural bancária dos EUA causava terror e a percepção de um efeito dominó que comprometeria todo o sistema financeiro global. Naquela época, os mercados sangraram em todos os cantos do planeta, e o P/L da bolsa foi de algo na ordem de 7x em sua mínima. Atualmente o P/L da nossa bolsa está em 6,2x, isso significa que ele está 44% abaixo da média histórica, bem abaixo da ordem de um desvio padrão. Primeiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O segundo gráfico se refere ao prêmio de risco do mercado. O número se refere a rentabilidade esperada da renda variável menos a taxa de juros real do país. A média histórica do nosso mercado é de 5,1% - atualmente esse prêmio de risco está em 10,2%, literalmente o dobro. Segundo indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O terceiro gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo a Vale e a Petrobras, a razão da exclusão é o fato de que elas são gigantes e acabam enviesando o índice. Considerando essa métrica, também estamos abaixo da média, que é de 12,5x, enquanto estamos na ordem de 9,5x atualmente. Aqui gostamos de dar nossa opinião: excluir essas duas companhias faz sentido, mas também pode ser um erro. Elas são responsáveis por uma entrada violenta de dinheiro no país e a razão de um impulso econômico de gigante magnitude. As duas gigantes e gerando lucros multibilionários, significa um cenário econômico mais saudável para o país principalmente sob o prisma fiscal. Considere esse ponto, também. Terceiro indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

O quarto e último gráfico se refere ao P/L da bolsa excluindo absolutamente todas as empresas de commodities. Aqui é a extrapolação máxima (e forçada) para contestar o argumento de que a bolsa só apresenta um P/L baixo por conta de commodities. Excluindo todas essas companhias (o que é algo exagerado por fatores estruturais, como citamos, considerando que o benefício do crescimento de todas essas companhias proporciona crescimento a toda economia do país) o P/L também está abaixo da média histórica. Quarto indicador de que a bolsa oferece oportunidade atrativa.

Agora, a parte importante: você está deixando dinheiro na mesa ao abrir mão da diversificação para investir somente em SELIC – que em breve começará a cair.

A máxima nos investimentos é que quando a SELIC está rendendo bem, significa que a renda variável está proporcionando retornos ainda melhores! O motivo não é nenhum segredo, ora: se a taxa de juros está tão alta, significa que o próprio mercado dará conta de reduzir o preço das ações e proporcionar esse desconto por questão de custo de oportunidade e prêmio de risco. Simples, não?
Se você não tem um perfil de investidor que se atrai por risco e busca investir em ações entre outros produtos de renda variável, esse texto não é para você. Esse texto é para o investidor que gosta de renda variável, ama investir em ações, tem uma carteira plenamente diversificada, mas tem desconsiderado completamente investir na classe porque acha que está se beneficiando investindo somente em renda fixa para movimentar o capital para a renda variável somente quando o juros começar a cair. Não faça isso. Será tarde demais e você deixará todas as oportunidades passarem.

Existem alguns gatilhos que podem destravar o crescimento da nossa bolsa, as próprias eleições é um desses gatilhos. Os dados econômicos tem surpreendido fortemente, mas é inegável que independente de quão bom sejam os dados, o investidor ainda tem cautela por conta do risco eleitoral. Independente disso, não abra mão da diversificação. Honre seu asset location.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.
Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor.

Repita isso até que você nunca mais esqueça. Não deixe as oportunidades passarem batido. Estude e aproveite as oportunidades que estão a sua frente. As vezes basta um único bull market para mudar completamente a sua vida. Uma única subida na bolsa para você descobrir que era mais fácil do que parecia.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Diversifique. Aproveite as oportunidades. Não queira ser o mais esperto da sala rotacionando seus investimentos somente quando a SELIC cair, há alguns gestores multibilionários no mercado que certamente já estão prontos para tomar esse movimento antes de todos nós, fazendo com que seja tarde demais.

Quando a renda fixa está boa, a renda variável está ainda melhor. Mantenha a diversificação!

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