Opinião e análise breve – Itaú ($ITUB3) – 2T/2022
Já está virando rotina dizer que o resultado entregue pelos bancões foi forte.
Todo trimestre a mesma coisa – e não é por ter expectativas baixas, mas porque realmente os números em absolutamente todas as linhas surpreendem. Mesmo com tantos ataques aos gigantes do segmento, os números seguem fortes, crescendo e sem qualquer evidência de que vão piorar. Em mais um trimestre o Itaú mostrou como seus quase 80 anos de história não negam a experiência obtida e praticada. Enfim, vamos aos números.
No 2T22 o Itaú entregou uma receita de produto bancário de R$ 35.2 bilhões, 16,2% acima do resultado do mesmo período do ano passado. Esse resultado foi potencializado por dois fatores principais: (I) crescimento da margem financeira com clientes (a diferença entre o dinheiro que eles emprestam e recebem de juros com clientes) que cresceu 30,9% para R$ 22 bilhões e (II) o aumento da receita de prestação serviços que cresceu 8,3% para R$ 10.4 bilhões no trimestre. O destaque negativo vai para a margem com o mercado, que teve uma queda de 67,4% para R$ 650 milhões, explicado por (I) marcação de títulos na curva e operações da tesouraria no banco no que tange trading – apesar da queda, é normal. Queda de lucro não significa prejuízo e existem períodos mais fortes e mais fracos nesse ponto a depender das condições do mercado.
Ainda sobre a receita de prestação de serviços, vale uma atenção especial para olhar os números com mais calma. Como sempre falamos, essa é a principal linha que as fintechs e o Pix atacam – uma linha que naturalmente o mercado acredita que irá contrair. Até o momento, 6 anos depois da criação dessa narrativa, esse problema ainda não ocorreu. A receita de prestação de serviços foi potencializada pela linha de cartões (+19,2% atingindo R$ 3.7 bilhões, impulsionada pelos benefícios e programas de pontos que aumentaram a base de clientes), a administração de recursos (principalmente por conta de taxa de performance de fundos de investimento no período) e até mesmo a receita com serviços de conta corrente cresceu, mesmo que de forma tímida, em 3,6%. Algo reconhecível, visto que esse número deveria estar contraindo fortemente com o ataque da concorrência.
A carteira de crédito atingiu quase R$ 1.1 trilhão, com um crescimento de 21,9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas pessoas físicas (crescimento de 33,1% no período) e o destaque negativo vai para a Argentina e Chile, que contraíram 2,0% e 8,1% respectivamente – ambos países que estão passando por problemas econômicos expressivos, explicando essa queda do trimestre. De qualquer forma menos de 8% da carteira é representada por esses dois países e essa contração ligeira não foi suficiente para ofuscar o crescimento forte dentro do Brasil.
Ainda sobre crédito, vale também mencionar que o Itaú tem 96% dos seus clientes da carteira de crédito com rating acima de C, e 50% AA, que é o melhor rating possível. Ou seja, apesar da forte expansão da carteira de crédito, ela está sendo bem realizada, com crédito dado de forma seletiva e sem empréstimos mais arriscados. O que nos leva a outro número importante: a inadimplência. Comprovando essa qualidade da carteira mencionada, a inadimplência do Itaú cresceu apenas 0,3pp comparado ao mesmo trimeste do ano passado, atingindo 2,7%. Em relação ao 1T22 o número ficou estável. Esse é um ponto reconhecível, visto que a maioria das instituições estão passando por aumento de inadimplência mais forte, como notamos analisando o release do Bradesco e da Porto. Ou seja, não é exagero afirmar que o Itaú sabe muito bem para quem emprestar dinheiro.
Já está virando rotina dizer que o resultado entregue pelos bancões foi forte.
Todo trimestre a mesma coisa – e não é por ter expectativas baixas, mas porque realmente os números em absolutamente todas as linhas surpreendem. Mesmo com tantos ataques aos gigantes do segmento, os números seguem fortes, crescendo e sem qualquer evidência de que vão piorar. Em mais um trimestre o Itaú mostrou como seus quase 80 anos de história não negam a experiência obtida e praticada. Enfim, vamos aos números.
No 2T22 o Itaú entregou uma receita de produto bancário de R$ 35.2 bilhões, 16,2% acima do resultado do mesmo período do ano passado. Esse resultado foi potencializado por dois fatores principais: (I) crescimento da margem financeira com clientes (a diferença entre o dinheiro que eles emprestam e recebem de juros com clientes) que cresceu 30,9% para R$ 22 bilhões e (II) o aumento da receita de prestação serviços que cresceu 8,3% para R$ 10.4 bilhões no trimestre. O destaque negativo vai para a margem com o mercado, que teve uma queda de 67,4% para R$ 650 milhões, explicado por (I) marcação de títulos na curva e operações da tesouraria no banco no que tange trading – apesar da queda, é normal. Queda de lucro não significa prejuízo e existem períodos mais fortes e mais fracos nesse ponto a depender das condições do mercado.
Ainda sobre a receita de prestação de serviços, vale uma atenção especial para olhar os números com mais calma. Como sempre falamos, essa é a principal linha que as fintechs e o Pix atacam – uma linha que naturalmente o mercado acredita que irá contrair. Até o momento, 6 anos depois da criação dessa narrativa, esse problema ainda não ocorreu. A receita de prestação de serviços foi potencializada pela linha de cartões (+19,2% atingindo R$ 3.7 bilhões, impulsionada pelos benefícios e programas de pontos que aumentaram a base de clientes), a administração de recursos (principalmente por conta de taxa de performance de fundos de investimento no período) e até mesmo a receita com serviços de conta corrente cresceu, mesmo que de forma tímida, em 3,6%. Algo reconhecível, visto que esse número deveria estar contraindo fortemente com o ataque da concorrência.
A carteira de crédito atingiu quase R$ 1.1 trilhão, com um crescimento de 21,9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas pessoas físicas (crescimento de 33,1% no período) e o destaque negativo vai para a Argentina e Chile, que contraíram 2,0% e 8,1% respectivamente – ambos países que estão passando por problemas econômicos expressivos, explicando essa queda do trimestre. De qualquer forma menos de 8% da carteira é representada por esses dois países e essa contração ligeira não foi suficiente para ofuscar o crescimento forte dentro do Brasil.
Ainda sobre crédito, vale também mencionar que o Itaú tem 96% dos seus clientes da carteira de crédito com rating acima de C, e 50% AA, que é o melhor rating possível. Ou seja, apesar da forte expansão da carteira de crédito, ela está sendo bem realizada, com crédito dado de forma seletiva e sem empréstimos mais arriscados. O que nos leva a outro número importante: a inadimplência. Comprovando essa qualidade da carteira mencionada, a inadimplência do Itaú cresceu apenas 0,3pp comparado ao mesmo trimeste do ano passado, atingindo 2,7%. Em relação ao 1T22 o número ficou estável. Esse é um ponto reconhecível, visto que a maioria das instituições estão passando por aumento de inadimplência mais forte, como notamos analisando o release do Bradesco e da Porto. Ou seja, não é exagero afirmar que o Itaú sabe muito bem para quem emprestar dinheiro.
Outro ponto importante é o índice de eficiência do banco. Desde o 2T21 o índice vem caindo de forma consistente, trimestre a trimestre, saindo dos 44,5% para os 40,8% atualmente. Esse número significa o quanto da receita as despesas representam – ou seja, quanto menor, melhor, literalmente significa que o banco tem aumentado sua eficiência. O que nos leva a outro número, o retorno sobre seu patrimônio líquido. O itaú tem elevado seu retorno sobre patrimônio com consistência, também, voltando aos patamares históricos que aventam alta eficiência da instituição, saindo de 18,9% no 2T21 para 20,8% atualmente, um valor altíssimo.
Todos esses números convergiram para um lucro líquido de R$ 7.76 bilhões, o que representa uma alta de quase 18% e um recorde de lucro histórico num trimestre.
Enfim, mais um resultado forte do Itaú onde não enxergamos qualquer tipo de impacto negativo da concorrência em seus principais números. O principal que mais gostamos foi o controle da inadimplência com o crescimento forte de todas as linhas, principalmente crédito. Inclusive no guidance para 2022 o Itaú elevou todas suas projeções, esperando um crescimento de até 17,5% da sua carteira de crédito, 27% da sua margem financeira com clientes e 9% da sua receita de prestação de serviços. Um bom trimestre.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Todos esses números convergiram para um lucro líquido de R$ 7.76 bilhões, o que representa uma alta de quase 18% e um recorde de lucro histórico num trimestre.
Enfim, mais um resultado forte do Itaú onde não enxergamos qualquer tipo de impacto negativo da concorrência em seus principais números. O principal que mais gostamos foi o controle da inadimplência com o crescimento forte de todas as linhas, principalmente crédito. Inclusive no guidance para 2022 o Itaú elevou todas suas projeções, esperando um crescimento de até 17,5% da sua carteira de crédito, 27% da sua margem financeira com clientes e 9% da sua receita de prestação de serviços. Um bom trimestre.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – Banco do Brasil ($BBAS3) – 2T/2022
Mais uma vez o Banco do Brasil demonstra como companhia estatal também pode ser exemplo de excelência em gestão, superando com grande folga as projeções de resultados mais otimistas do mercado e dessa vez até mesmo os resultados do gigante do setor: o Itaú. Vamos aos números.
No 1T22 o Banco do Brasil entregou uma margem financeira de R$ 14.1 bilhões - resultado 23% acima do atingido no mesmo trimestre do ano passado. A margem financeira foi impulsionada por dois fatores: (o) operações de crédito, resultante da expansão da carteira que o banco tem realizado nos últimos trimestres, e um resultado forte da tesouraria (+136%) que subiu de R$ 3.1 bilhões para R$ 5.8 bilhões graças ao crescimento de sua carteira de títulos de renda fixa - ambos impulsionados pelo cenário se juros.
Na receita de prestação de serviços, outro banco sem qualquer evidência do "risco fintech" que tem sido ventilado no segmento nos últimos 6 anos e tomado proporções cada vez maiores. Essa linha de resultados do Banco do Brasil cresceu 9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com praticamente todas as linhas crescendo, com destaque a administração de fundos de investimentos (+17,5%), cartões (+14,7%) e seguros, previdência e capitalização (+5,7%). Até mesmo serviços se conta corrente tiveram um ligeiro crescimento (+0,3%) mesmo com toda a pressão de fintechs e do Pix - uma linha que deveria apresentar contração e segue em crescimento.
Toda essa melhoria na margem financeira, receita financeira e crescimento de lucro em participações que o Banco do Brasil tem em outras empresas (+100% de R$ 668 mi para R$ 1.340 mi) fizeram a companhia atingir uma receita operacional recorde de R$ 28.9 bilhões, crescimento de 23% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.
Na linha de despesas e Banco do Brasil segue demonstrando responsabilidade e ótimo perfil de gestão no controle de seus gastos. O banco teve um crescimento de pouco mais de 5% de suas despesas, enquanto sua receita disparou mais de 20%, como mencionamos. Isso levou a companhia a atingir um índice de eficiência de 33,2%, caindo seguido há mais de 10 trimestres e no menor valor já registrado na história. Ponto interessante a citar é que o Banco do Brasil tem o menor índice de eficiência entre seus pares privados. Lembrando: no índice de eficiência, quanto menor o número, melhor - a grosso modo significa quanto da receita está sendo gasta para gerar os resultados do banco.
Sem grandes surpresas na carteira de crédito, segue se expandido com força tendo crescido 20% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 920 bilhões. O destaque vai ao segmento agro, sendo o que mais cresceu (+27%). A inadimplência teve ligeiro crescimento, insignificante, de 0,1pp, e o banco segue com a menor inadimplência entre seus pares. A razão disso é uma concentração maior em crédito para o segmento agro, que costuma ter melhor perfil de pagamento e consequentemente menos inadimplência.
O lucro líquido cresceu 54% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 7.8 bilhões, superando o maior banco privado do país e surpreendendo todo o mercado.
Ainda finalizando: o Banco do Brasil da um guidance de seus resultados pro ano todo trimestre. Neste todos os resultados foram revisados para cima, com a companhia esperando lucro líquido de até R$ 30 bi em 2022, além de outros indicadores em melhora.
Mais uma vez o Banco do Brasil demonstra como companhia estatal também pode ser exemplo de excelência em gestão, superando com grande folga as projeções de resultados mais otimistas do mercado e dessa vez até mesmo os resultados do gigante do setor: o Itaú. Vamos aos números.
No 1T22 o Banco do Brasil entregou uma margem financeira de R$ 14.1 bilhões - resultado 23% acima do atingido no mesmo trimestre do ano passado. A margem financeira foi impulsionada por dois fatores: (o) operações de crédito, resultante da expansão da carteira que o banco tem realizado nos últimos trimestres, e um resultado forte da tesouraria (+136%) que subiu de R$ 3.1 bilhões para R$ 5.8 bilhões graças ao crescimento de sua carteira de títulos de renda fixa - ambos impulsionados pelo cenário se juros.
Na receita de prestação de serviços, outro banco sem qualquer evidência do "risco fintech" que tem sido ventilado no segmento nos últimos 6 anos e tomado proporções cada vez maiores. Essa linha de resultados do Banco do Brasil cresceu 9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com praticamente todas as linhas crescendo, com destaque a administração de fundos de investimentos (+17,5%), cartões (+14,7%) e seguros, previdência e capitalização (+5,7%). Até mesmo serviços se conta corrente tiveram um ligeiro crescimento (+0,3%) mesmo com toda a pressão de fintechs e do Pix - uma linha que deveria apresentar contração e segue em crescimento.
Toda essa melhoria na margem financeira, receita financeira e crescimento de lucro em participações que o Banco do Brasil tem em outras empresas (+100% de R$ 668 mi para R$ 1.340 mi) fizeram a companhia atingir uma receita operacional recorde de R$ 28.9 bilhões, crescimento de 23% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.
Na linha de despesas e Banco do Brasil segue demonstrando responsabilidade e ótimo perfil de gestão no controle de seus gastos. O banco teve um crescimento de pouco mais de 5% de suas despesas, enquanto sua receita disparou mais de 20%, como mencionamos. Isso levou a companhia a atingir um índice de eficiência de 33,2%, caindo seguido há mais de 10 trimestres e no menor valor já registrado na história. Ponto interessante a citar é que o Banco do Brasil tem o menor índice de eficiência entre seus pares privados. Lembrando: no índice de eficiência, quanto menor o número, melhor - a grosso modo significa quanto da receita está sendo gasta para gerar os resultados do banco.
Sem grandes surpresas na carteira de crédito, segue se expandido com força tendo crescido 20% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 920 bilhões. O destaque vai ao segmento agro, sendo o que mais cresceu (+27%). A inadimplência teve ligeiro crescimento, insignificante, de 0,1pp, e o banco segue com a menor inadimplência entre seus pares. A razão disso é uma concentração maior em crédito para o segmento agro, que costuma ter melhor perfil de pagamento e consequentemente menos inadimplência.
O lucro líquido cresceu 54% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 7.8 bilhões, superando o maior banco privado do país e surpreendendo todo o mercado.
Ainda finalizando: o Banco do Brasil da um guidance de seus resultados pro ano todo trimestre. Neste todos os resultados foram revisados para cima, com a companhia esperando lucro líquido de até R$ 30 bi em 2022, além de outros indicadores em melhora.
Enfim, chegou num ponto que não dá mais para negar: talvez o banco do Brasil hoje seja o melhor banco do país em termos de resultado. A melhora da evolução do Banco nos últimos anos é evidente, e esse trimestre é simbólico, dado o fato de que os números tenham superado até mesmo os do Itaú em algumas pontas (lembrando que resultado de tesouraria não é algo recorrente e nesse trimestre impactou forte de forma positiva). A elevação do guidance também demonstra como a gestão está comprometida com a melhora da empresa, e infelizmente ao analisar, caímos sempre na mesma amarra - o fato dele ser público. Seu resultado se mostrando o melhor banco do país em termos de números financeiros é indiscutível, assim como o risco da mão do Estado em algum momento podendo colocar em xeque toda essa bonança da instituição. Um dilema para o investidor que gosta da empresa.
Ao lado de Renner e Raia Drogasil, Banco do Brasil faz parte dos resultados mais surpreendentes até o momento.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Ao lado de Renner e Raia Drogasil, Banco do Brasil faz parte dos resultados mais surpreendentes até o momento.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – Taesa ($TAEE11) – 2T/2022
Antes de tratar sobre o resultado da Taesa, é importante que o investidor saiba como realizar a leitura dos números. Na divulgação dos resultados, existe a linha de resultado IFRS e o resultado regulatório.
O resultado IFRS é um resultado “adaptado” do regulatório, isso é, considerando que a Taesa tem certa volatilidade nos seus resultados por conta da sua natureza de geração de receita com suas linhas de transmissão e devidas RAPs, o IFRS ajusta pra deixar a leitura mais clara.
Já o resultado regulatório, é o gerado de fato pela companhia no período, o que realmente deve ser analisado por expressar o seu potencial em continuar gerando seus resultado e caixa.
Enfim – algo simples, mas que o investidor deve saber, visto que a confusão entre esses conceitos pode distorcer completamente a análise dos números e gerar conclusões equivocadas. Vamos aos números – lembrando, fazendo a leitura do regulatório.
No 2T22, a Taesa atingiu R$ 560 milhões de receita líquida, um crescimento de 39,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse crescimento é explicado por dois fatores comuns: (I) o reajuste inflacionário do ciclo de uma série de linhas de transmissão (37,04% de IGP-M acumulado e 8,06% de IPCA) e (II) o início de quatro novas operações, Janaúba, Sant’Ana, ESTE e Aimorés. Esse repasse de inflação para os contratos e as novas linhas de operação compensaram a queda de 50% na RAP de três linhas (Munirah, ATE I e ATE II). Ou seja, um resultado muito bom, com as renovações sempre compensando a queda de receita das RAPs. Não dá para ser considerado forte (ao menos não pela nossa leitura) porque veio em linha – e isso é um dos pontos positivos desse segmento, a sua previsibilidade.
Na linha de custos e despesas, houve um crescimento de 33,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo os R$ 95 milhões. Esse aumento é explicado principalmente pela linha de “outros” com um fator não recorrente, de provisão para contingências trabalhistas. Outras linhas como a de “pessoal” e “serviços de terceiros” também demonstraram aumento (13,7% e 21,7% respectivamente), por conta de reajustes salariais e custos de manutenção e investimentos em algumas linhas de transmissão. Sem o não recorrente de contingências, a despesa teria uma alta dentro da normalidade.
Afirmando o bom desempenho do operacional da Taesa, o EBITDA e sua margem também demonstraram melhoras. O EBITDA cresceu 40,4% para R$ 464 milhões, enquanto a margem cresceu 0,7pp (de 82,3% para 83,0%). Ou seja, melhora na eficiência operacional da companhia no período.
O resultado financeiro líquido foi um prejuízo de R$ 260 milhões, 50,5% maior do que o último trimestre. O resultado é obvio, mas dentro da normalidade. A companhia teve um ganho de R$ 47 milhões com receitas financeiras provenientes de emissão de debentures e volume do seu caixa, mas um gasto de R$ 307 milhões de despesas financeiras (crescimento de 70% no período), o que levou a esse prejuízo de R$ 260 milhões. Os fatores que causaram esse aumento de gasto no lado financeiro são os de sempre: aumento do CDI e do IPCA tornando a dívida mais custosa. Algo transitório, considerando que a SELIC não seguirá em patamar tão alto por tanto tempo e o IPCA já está convergindo para baixo.
Antes de tratar sobre o resultado da Taesa, é importante que o investidor saiba como realizar a leitura dos números. Na divulgação dos resultados, existe a linha de resultado IFRS e o resultado regulatório.
O resultado IFRS é um resultado “adaptado” do regulatório, isso é, considerando que a Taesa tem certa volatilidade nos seus resultados por conta da sua natureza de geração de receita com suas linhas de transmissão e devidas RAPs, o IFRS ajusta pra deixar a leitura mais clara.
Já o resultado regulatório, é o gerado de fato pela companhia no período, o que realmente deve ser analisado por expressar o seu potencial em continuar gerando seus resultado e caixa.
Enfim – algo simples, mas que o investidor deve saber, visto que a confusão entre esses conceitos pode distorcer completamente a análise dos números e gerar conclusões equivocadas. Vamos aos números – lembrando, fazendo a leitura do regulatório.
No 2T22, a Taesa atingiu R$ 560 milhões de receita líquida, um crescimento de 39,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse crescimento é explicado por dois fatores comuns: (I) o reajuste inflacionário do ciclo de uma série de linhas de transmissão (37,04% de IGP-M acumulado e 8,06% de IPCA) e (II) o início de quatro novas operações, Janaúba, Sant’Ana, ESTE e Aimorés. Esse repasse de inflação para os contratos e as novas linhas de operação compensaram a queda de 50% na RAP de três linhas (Munirah, ATE I e ATE II). Ou seja, um resultado muito bom, com as renovações sempre compensando a queda de receita das RAPs. Não dá para ser considerado forte (ao menos não pela nossa leitura) porque veio em linha – e isso é um dos pontos positivos desse segmento, a sua previsibilidade.
Na linha de custos e despesas, houve um crescimento de 33,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo os R$ 95 milhões. Esse aumento é explicado principalmente pela linha de “outros” com um fator não recorrente, de provisão para contingências trabalhistas. Outras linhas como a de “pessoal” e “serviços de terceiros” também demonstraram aumento (13,7% e 21,7% respectivamente), por conta de reajustes salariais e custos de manutenção e investimentos em algumas linhas de transmissão. Sem o não recorrente de contingências, a despesa teria uma alta dentro da normalidade.
Afirmando o bom desempenho do operacional da Taesa, o EBITDA e sua margem também demonstraram melhoras. O EBITDA cresceu 40,4% para R$ 464 milhões, enquanto a margem cresceu 0,7pp (de 82,3% para 83,0%). Ou seja, melhora na eficiência operacional da companhia no período.
O resultado financeiro líquido foi um prejuízo de R$ 260 milhões, 50,5% maior do que o último trimestre. O resultado é obvio, mas dentro da normalidade. A companhia teve um ganho de R$ 47 milhões com receitas financeiras provenientes de emissão de debentures e volume do seu caixa, mas um gasto de R$ 307 milhões de despesas financeiras (crescimento de 70% no período), o que levou a esse prejuízo de R$ 260 milhões. Os fatores que causaram esse aumento de gasto no lado financeiro são os de sempre: aumento do CDI e do IPCA tornando a dívida mais custosa. Algo transitório, considerando que a SELIC não seguirá em patamar tão alto por tanto tempo e o IPCA já está convergindo para baixo.
Na linha de endividamento, houve crescimento de 12% da sua dívida bruta, para os R$ 8.5 bilhões. Apesar da dívida alta, é importante analisar seu perfil, como sempre chamamos a atenção, a dívida em si não é necessariamente ruim, mas como ela é constituída. Hoje apenas 10% da dívida bruta da Taesa é de curto prazo, sendo que no trimestre houve uma redução de 16% dessa dívida de curto prazo. Os outros 90% são de longo prazo e diluídos até 2040. O caixa que a companhia tem hoje possibilita o pagamento dessa dívida de curto prazo 3 vezes. Além disso, sua alavancagem não mudou nos últimos trimestres, estacionou nos 3,7x de dívida líquida sobre o EBITDA (ou 2,0x desconsiderando as coligadas, participações e afins). Além disso, todas as suas dívidas são emitidas com o rating máximo segundo as agências de crédito, o que demonstra a solidez da companhia.
No lucro líquido, houve um crescimento de 27%, de R$ 112 milhões para R$ 142 milhões.
Enfim, como sempre, sem grandes surpresas no resultado da Taesa. A companhia é de um setor seguro e perene (elétrico) e de um segmento tranquilo com fácil repasse inflacionário (transmissão), sua leitura de resultado pode parecer meio complexa aos mais novos no mundo dos investimentos, mas o segredo é conseguir discernir o resultado IFRS do regulatório. A empresa segue renovando seus contratos, tomando mais concessões e expandindo suas linhas, com os resultados mostrando essa expansão. Lembre-se: é um negócio altamente impactado pela inflação. Se você pegar alguns resultados de 2020 e 2021 como referência, pode distorcer, afinal, tivemos um IGP-M e IPCA obsceno que não repetirá (ao menos esperamos que não). O ponto de atenção é sua dívida e suas concessões, mas até então, nenhuma evidência para a preocupação (o que, como sempre lembramos, não significa que você deve menosprezar os riscos).
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
No lucro líquido, houve um crescimento de 27%, de R$ 112 milhões para R$ 142 milhões.
Enfim, como sempre, sem grandes surpresas no resultado da Taesa. A companhia é de um setor seguro e perene (elétrico) e de um segmento tranquilo com fácil repasse inflacionário (transmissão), sua leitura de resultado pode parecer meio complexa aos mais novos no mundo dos investimentos, mas o segredo é conseguir discernir o resultado IFRS do regulatório. A empresa segue renovando seus contratos, tomando mais concessões e expandindo suas linhas, com os resultados mostrando essa expansão. Lembre-se: é um negócio altamente impactado pela inflação. Se você pegar alguns resultados de 2020 e 2021 como referência, pode distorcer, afinal, tivemos um IGP-M e IPCA obsceno que não repetirá (ao menos esperamos que não). O ponto de atenção é sua dívida e suas concessões, mas até então, nenhuma evidência para a preocupação (o que, como sempre lembramos, não significa que você deve menosprezar os riscos).
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – B3 ($B3SA3) – 2T/2022
Um trimestre fraco... e dentro do esperado. A B3 conquista muitos investidores por um só motivo: ser um monopólio. Como bem diz aquela frase: o melhor negócio do mundo é um monopólio bem gerido, e o segundo melhor negócio do mundo, um negócio monopólio mal gerido. No caso da B3, é um monopólio muito bem gerido – com resultados consistentes e um histórico muito bom, mas o assim como grande parte das empresas, seus resultados são cíclicos.
A B3 é a bolsa do país, basicamente. Num país que a SELIC atinge quase 14% e a renda fixa passa a pagar mais de 1% ao mês sem que o investidor tenha que tomar risco, é completamente natural que a bolsa se torne segunda opção e deixe de ser a prioridade de muita gente (apesar de ser um movimento completamente errado nos investimentos). E é justamente isso que aconteceu nesse trimestre (e vem acontecendo desde o ano passado): com a SELIC tão alta, houve menor volume de negociação na bolsa e consequentemente a B3 teve queda de seus resultados. Dentro do esperado, algo natural. Vamos aos números.
No 2T22 a B3 entregou uma receita de R$ 2.2 bilhões, o que representa uma queda de 7,3% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Essa queda de receita ocorreu principalmente pelos seguintes motivos: (I) queda de volume de negociação de ações no mercado à vista de 13,1% (de R$ 33.1 bilhões para R$ 28.8 bilhões de volume diário médio), (II) queda no volume de termo de ações de R$ 427 milhões para R$ 308 milhões no volume médio diário, representando queda percentual de 28% e (III) queda no volume de negociação de contratos de juros em 3,5% (de R$ 2.9 bilhões para R$ 2.8 bilhões de volume médio diário).
Na ponta contrária, o resultado foi impactado positivamente por (I) crescimento do número de investidores PF de 3.1 milhões para 4.3 milhões (+38%), (II) crescimento do número de investidores de tesouro direto de 1.5 milhão para 1.9 milhão (+29%) e (III) a expansão do balcão em produtos de renda fixa, com crescimento na linha de emissões e estoques em todos os segmentos.
A dinâmica da taxa de juros aqui fica evidente quando tratamos sobre o impacto da SELIC na empresa – enquanto o segmento de renda variável contraiu no período, o segmento de renda fixa disparou, resultante dos investidores deixando de lado a tomada de risco e voltando a atenção para produtos como CDBs (que representaram 73% das emissões do trimestre) e relacionados.
Na linha de despesas não há muito o que tratar – houve crescimento de 12,4% no período, mas com uma série de não recorrentes por conta de da aquisição da Neoway, empresa de big data que a B3 adquiriu por quase R$ 2 bilhões. Sem essas não recorrentes a despesa teria subido apenas 3,7%.
Considerando todos esses fatores com certa pressão resultante das despesas não recorrentes, isso é, uma queda de receita somada ao aumento de gastos, a B3 entregou um lucro líquido de R$ 1.09 bilhão, o que significa uma queda de 8,5% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.
A análise da B3 é simples e sem rodeios – trata-se de um monopólio completamente dependente da taxa de juros do país para performar. É uma dinâmica simples: SELIC em 15% afasta investidor da renda variável e reduz a receita da B3. SELIC em 2% atras investidor pra renda variável e aumenta a receita da B3. A companhia também ganha dinheiro com renda fixa graças a CETIP, mas as margens no segmento de renda variável – ainda mais considerando os que vivem girando o patrimônio, fazendo trade, pagando taxas e afins – é bem maior, sendo que a renda fixa dificilmente compensa esses movimentos.
Um trimestre fraco... e dentro do esperado. A B3 conquista muitos investidores por um só motivo: ser um monopólio. Como bem diz aquela frase: o melhor negócio do mundo é um monopólio bem gerido, e o segundo melhor negócio do mundo, um negócio monopólio mal gerido. No caso da B3, é um monopólio muito bem gerido – com resultados consistentes e um histórico muito bom, mas o assim como grande parte das empresas, seus resultados são cíclicos.
A B3 é a bolsa do país, basicamente. Num país que a SELIC atinge quase 14% e a renda fixa passa a pagar mais de 1% ao mês sem que o investidor tenha que tomar risco, é completamente natural que a bolsa se torne segunda opção e deixe de ser a prioridade de muita gente (apesar de ser um movimento completamente errado nos investimentos). E é justamente isso que aconteceu nesse trimestre (e vem acontecendo desde o ano passado): com a SELIC tão alta, houve menor volume de negociação na bolsa e consequentemente a B3 teve queda de seus resultados. Dentro do esperado, algo natural. Vamos aos números.
No 2T22 a B3 entregou uma receita de R$ 2.2 bilhões, o que representa uma queda de 7,3% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Essa queda de receita ocorreu principalmente pelos seguintes motivos: (I) queda de volume de negociação de ações no mercado à vista de 13,1% (de R$ 33.1 bilhões para R$ 28.8 bilhões de volume diário médio), (II) queda no volume de termo de ações de R$ 427 milhões para R$ 308 milhões no volume médio diário, representando queda percentual de 28% e (III) queda no volume de negociação de contratos de juros em 3,5% (de R$ 2.9 bilhões para R$ 2.8 bilhões de volume médio diário).
Na ponta contrária, o resultado foi impactado positivamente por (I) crescimento do número de investidores PF de 3.1 milhões para 4.3 milhões (+38%), (II) crescimento do número de investidores de tesouro direto de 1.5 milhão para 1.9 milhão (+29%) e (III) a expansão do balcão em produtos de renda fixa, com crescimento na linha de emissões e estoques em todos os segmentos.
A dinâmica da taxa de juros aqui fica evidente quando tratamos sobre o impacto da SELIC na empresa – enquanto o segmento de renda variável contraiu no período, o segmento de renda fixa disparou, resultante dos investidores deixando de lado a tomada de risco e voltando a atenção para produtos como CDBs (que representaram 73% das emissões do trimestre) e relacionados.
Na linha de despesas não há muito o que tratar – houve crescimento de 12,4% no período, mas com uma série de não recorrentes por conta de da aquisição da Neoway, empresa de big data que a B3 adquiriu por quase R$ 2 bilhões. Sem essas não recorrentes a despesa teria subido apenas 3,7%.
Considerando todos esses fatores com certa pressão resultante das despesas não recorrentes, isso é, uma queda de receita somada ao aumento de gastos, a B3 entregou um lucro líquido de R$ 1.09 bilhão, o que significa uma queda de 8,5% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.
A análise da B3 é simples e sem rodeios – trata-se de um monopólio completamente dependente da taxa de juros do país para performar. É uma dinâmica simples: SELIC em 15% afasta investidor da renda variável e reduz a receita da B3. SELIC em 2% atras investidor pra renda variável e aumenta a receita da B3. A companhia também ganha dinheiro com renda fixa graças a CETIP, mas as margens no segmento de renda variável – ainda mais considerando os que vivem girando o patrimônio, fazendo trade, pagando taxas e afins – é bem maior, sendo que a renda fixa dificilmente compensa esses movimentos.
No mais, queda de resultado esperado que e que sob a nossa leitura não expressa qualquer problema. O recorde de lucro da companhia foi no primeiro trimestre de 2021, tempo áureo em que a SELIC estava em 2% - isso não é coincidência, é o que move a companhia. Não espere recorde de resultado nem explosão de lucro enquanto estivermos com a SELIC no atual patamar. O que podemos afirmar é que em algum momento a SELIC vai voltar a cair e a B3 a se expandir (não que R$ 1.1 bilhão de lucro num trimestre seja algo ruim, aliás, ainda mais considerando uma margem líquida de quase 50%, praticamente uma impressora de dinheiro).
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – Magazine Luíza ($MGLU3) – 2T/2022
E a maior estrela do mercado financeiro passa por problemas. Não em vão, tem se tornado tão odiada nos últimos trimestres: 97% dos investidores começaram a investir na companhia em 2019, sendo que seu preço de tela hoje está mais de 50% abaixo do patamar da época.
A Magazine Luiza ficou famosíssima por conseguir realizar um turnaround espetacular em seu negócio: a varejista saiu de um cenário duro entre 2015-2016 e cresceu violentamente até 2021... eis que a SELIC passou a subir, a inflação explodiu e a tempestade perfeita para impactar negativamente a companhia se desenhou. Em mais um trimestre a Magalu não sai do lugar e batalha contra os desafios de sua própria alavancagem. Vamos aos números.
No 2T22 a Magalu entregou uma receita líquida de R$ 8.5 bilhões, o que significa uma queda de 5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Apesar dessa queda de receita, o volume de mercadoria vendida no período cresceu 1,3% graças ao marketplace. Destrinchando a linha de receita, fica evidente como foi justamente a operação de marketplace que evitou que um resultado pior fosse entregue – com a própria revenda de suas mercadorias, a Magalu teve uma retração de 6% (de R$ 8.4 bilhões de receita para R$ 7.9 bilhões) mas na linha de prestação de serviços (que agrega o marketplace e o Magalu Pagamentos) cresceu 26,5%, de R$ 498 milhões para R$ 630 milhões de receita. Ou seja, em virtude da linha de receita secundária da companhia que a receita consolidada teve menor impacto negativo.
Indo um pouco além, sob a ótica de crescimento das vendas totais, com exceção do marketplace, praticamente todas as linhas demonstraram retração ou estabilidade, com destaque para o crescimento de venda das mesmas lojas físicas (crescimento orgânico sem aberturas) que caiu 8,2% e do e-commerce da própria companhia que caiu 6,8%. O destaque positivo vai para o marketplace, como mencionado, que cresceu 22%. Um fator que conversa com esses números e a evolução de número de lojas da companhia: a abertura líquida de lojas nos últimos 12 meses foi de 90 (de 1.339 no 2T21 para 1.429 no 2T22), mas no comparativo com o 1T22 houve fechamento de 48 lojas (de 1.477 para 1.429 no 2T22).
Na linha de despesas operacionais, houve crescimento ligeiro, quase que estabilidade (apenas 3,7% de aumento comparado ao mesmo trimestre do ano passado), mas face a uma receita líquida menor, o impacto nas margens foi maior. Enquanto no 2T21 essas despesas representavam 20,9% da receita líquida, no 2T22 elas representaram 22,8% da receita líquida.
A linha de resultado financeiro é um dos principais pontos de análise da companhia, o que mais tem machucado o seu resultado e levado a empresa ao prejuízo no trimestre. No 2T22 a companhia teve uma despesa financeira de R$ 583 milhões, contra uma despesa financeira de R$ 221 milhões no 2T21, representando uma alta de 163%. A despesa foi impulsionada por pagamento de juros tanto com seus próprios empréstimos quanto com linhas relacionadas a Luizacred, seu segmento de crédito próprio. Enquanto no 2T21 o resultado financeiro impactava apenas 2,5% da receita líquida da companhia, no 2T22 representou 5,8%. A sua linha de crédito próprio também foi problemática e houve crescimento forte de inadimplência no período, atingindo 7,7% (acima de 90 dias) no trimestre ou 10,7% total (de 15 a 360 dias), o que representa um valor de R$ 2.1 bilhões não pagos.
Por fim, o lucro líquido da companhia foi negativo (prejuízo, no caso) em -R$135 milhões. O motivo desse prejuízo é claro: aumento violento com gastos de despesas financeiras, aumento da inadimplência da sua própria linha de crédito do Luizacred e uma retração do operacional no período.
E a maior estrela do mercado financeiro passa por problemas. Não em vão, tem se tornado tão odiada nos últimos trimestres: 97% dos investidores começaram a investir na companhia em 2019, sendo que seu preço de tela hoje está mais de 50% abaixo do patamar da época.
A Magazine Luiza ficou famosíssima por conseguir realizar um turnaround espetacular em seu negócio: a varejista saiu de um cenário duro entre 2015-2016 e cresceu violentamente até 2021... eis que a SELIC passou a subir, a inflação explodiu e a tempestade perfeita para impactar negativamente a companhia se desenhou. Em mais um trimestre a Magalu não sai do lugar e batalha contra os desafios de sua própria alavancagem. Vamos aos números.
No 2T22 a Magalu entregou uma receita líquida de R$ 8.5 bilhões, o que significa uma queda de 5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Apesar dessa queda de receita, o volume de mercadoria vendida no período cresceu 1,3% graças ao marketplace. Destrinchando a linha de receita, fica evidente como foi justamente a operação de marketplace que evitou que um resultado pior fosse entregue – com a própria revenda de suas mercadorias, a Magalu teve uma retração de 6% (de R$ 8.4 bilhões de receita para R$ 7.9 bilhões) mas na linha de prestação de serviços (que agrega o marketplace e o Magalu Pagamentos) cresceu 26,5%, de R$ 498 milhões para R$ 630 milhões de receita. Ou seja, em virtude da linha de receita secundária da companhia que a receita consolidada teve menor impacto negativo.
Indo um pouco além, sob a ótica de crescimento das vendas totais, com exceção do marketplace, praticamente todas as linhas demonstraram retração ou estabilidade, com destaque para o crescimento de venda das mesmas lojas físicas (crescimento orgânico sem aberturas) que caiu 8,2% e do e-commerce da própria companhia que caiu 6,8%. O destaque positivo vai para o marketplace, como mencionado, que cresceu 22%. Um fator que conversa com esses números e a evolução de número de lojas da companhia: a abertura líquida de lojas nos últimos 12 meses foi de 90 (de 1.339 no 2T21 para 1.429 no 2T22), mas no comparativo com o 1T22 houve fechamento de 48 lojas (de 1.477 para 1.429 no 2T22).
Na linha de despesas operacionais, houve crescimento ligeiro, quase que estabilidade (apenas 3,7% de aumento comparado ao mesmo trimestre do ano passado), mas face a uma receita líquida menor, o impacto nas margens foi maior. Enquanto no 2T21 essas despesas representavam 20,9% da receita líquida, no 2T22 elas representaram 22,8% da receita líquida.
A linha de resultado financeiro é um dos principais pontos de análise da companhia, o que mais tem machucado o seu resultado e levado a empresa ao prejuízo no trimestre. No 2T22 a companhia teve uma despesa financeira de R$ 583 milhões, contra uma despesa financeira de R$ 221 milhões no 2T21, representando uma alta de 163%. A despesa foi impulsionada por pagamento de juros tanto com seus próprios empréstimos quanto com linhas relacionadas a Luizacred, seu segmento de crédito próprio. Enquanto no 2T21 o resultado financeiro impactava apenas 2,5% da receita líquida da companhia, no 2T22 representou 5,8%. A sua linha de crédito próprio também foi problemática e houve crescimento forte de inadimplência no período, atingindo 7,7% (acima de 90 dias) no trimestre ou 10,7% total (de 15 a 360 dias), o que representa um valor de R$ 2.1 bilhões não pagos.
Por fim, o lucro líquido da companhia foi negativo (prejuízo, no caso) em -R$135 milhões. O motivo desse prejuízo é claro: aumento violento com gastos de despesas financeiras, aumento da inadimplência da sua própria linha de crédito do Luizacred e uma retração do operacional no período.
A companhia sem dúvidas está passando por um período extremamente desafiador. No cenário macroeconômico ela lida com o fato de que a inflação pressionou o orçamento de boa parte da população e reduziu a demanda pelo seus produtos (em especial os de linha branca, que possuem maiores margens) e uma alta violenta da taxa de juros que também força a redução de consumo com maiores incentivos para a poupança (afinal, quando você vê seu dinheiro rendendo 1% ao mês sem risco, você passa a pesar melhor suas decisões de gasto), no cenário micro ela tem que pagar por toda a alavancagem realizada com uma despesa financeira gigante e custosa por conta da SELIC mais alta e um aumento de inadimplência no seus cartões.
Empresas de varejo são completamente dependentes de ciclos econômicos. Não há vendas gordas se não estivermos em tempos de bonança, assim como a alavancagem custa caríssimo em tempos de juros mais alto.
Alguns fatores no segundo semestre desse ano podem impulsionar os resultados da companhia (vide Copa do Mundo, Black Friday, natal e ano novo), mas não esperamos resultados fantásticos como os que ocorriam em 2020 enquanto não houver estabilização do cenário econômico do país e o início do ciclo de queda da SELIC.
Finalizando: se você estiver se perguntando a razão da disparada das varejistas, o melhor que podemos recomendar é que você esqueça esses movimentos de curto prazo. Simplesmente esqueça. Nós poderíamos muito bem fazer como boa parte dos analistas do mercado gostam de fazer, de tentar achar explicação para absolutamente qualquer movimento possível de um ativo no curto prazo, mas a verdade é que não há explicação.
Pode ser algum gigante fazendo compra massiva de ativo movendo preço, pode ser algum bear trap somente para pegar emocionados que irão comprar o ativo agora só porque está subindo, pode ser o mercado apostando na melhora dos resultados por conta do pagamento de auxílios junto a todos esses fatores do segundo semestre que aumenta o consumo dos produtos que essas varejistas vendem, pode ser o mercado mirando menor pressão inflacionária e maior poder de compra para a população gastar dando maior respiro para varejistas, pode ser o mercado mirando uma redução da SELIC pelo BCB em um horizonte mais próximo... enfim, poderíamos passar horas dando motivos aqui, mas um bom investidor se atenta aos fundamentos, não aos movimentos inexplicáveis de curto prazo como alguns tentam explicar a todo custo para ter aquele sentimento de controle sobre o que não conseguem. Esqueça esses movimentos cavalares de curto prazo e foco nos fundamentos. Algumas coisas servem somente para massagear o ego.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Empresas de varejo são completamente dependentes de ciclos econômicos. Não há vendas gordas se não estivermos em tempos de bonança, assim como a alavancagem custa caríssimo em tempos de juros mais alto.
Alguns fatores no segundo semestre desse ano podem impulsionar os resultados da companhia (vide Copa do Mundo, Black Friday, natal e ano novo), mas não esperamos resultados fantásticos como os que ocorriam em 2020 enquanto não houver estabilização do cenário econômico do país e o início do ciclo de queda da SELIC.
Finalizando: se você estiver se perguntando a razão da disparada das varejistas, o melhor que podemos recomendar é que você esqueça esses movimentos de curto prazo. Simplesmente esqueça. Nós poderíamos muito bem fazer como boa parte dos analistas do mercado gostam de fazer, de tentar achar explicação para absolutamente qualquer movimento possível de um ativo no curto prazo, mas a verdade é que não há explicação.
Pode ser algum gigante fazendo compra massiva de ativo movendo preço, pode ser algum bear trap somente para pegar emocionados que irão comprar o ativo agora só porque está subindo, pode ser o mercado apostando na melhora dos resultados por conta do pagamento de auxílios junto a todos esses fatores do segundo semestre que aumenta o consumo dos produtos que essas varejistas vendem, pode ser o mercado mirando menor pressão inflacionária e maior poder de compra para a população gastar dando maior respiro para varejistas, pode ser o mercado mirando uma redução da SELIC pelo BCB em um horizonte mais próximo... enfim, poderíamos passar horas dando motivos aqui, mas um bom investidor se atenta aos fundamentos, não aos movimentos inexplicáveis de curto prazo como alguns tentam explicar a todo custo para ter aquele sentimento de controle sobre o que não conseguem. Esqueça esses movimentos cavalares de curto prazo e foco nos fundamentos. Algumas coisas servem somente para massagear o ego.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – M. Dias Branco ($MDIA3) – 2T/2022
Um respiro nos custos da companhia e sucesso em repasse de preço. Num trimestre forte, a M. Dias Branco conseguiu atingir uma receita líquida recorde e suas margens cresceram de forma expressiva, mostrando como sua estratégia operacional tem dado certo.
Como sempre falamos: o repasse da inflação pode demorar, mas sempre ocorre. Sempre. Não é tão rápido quanto se tivesse investindo em algum título indexado, mas uma hora ou outra, se a companhia quiser seguir sobrevivendo, ela passará a inflação para os seus produtos. E é isso que a M. Dias Branco tem feito. Vamos aos números.
No 2T22 a companhia entregou uma receita líquida de R$ 2.5 bilhões – um recorde histórico, superando com folga os R$ 2.1 bilhões alcançados no 3T21 e representando uma alta de 26% em relação ao 2T21. Pela ótica do volume de vendas (isso é, toneladas de cada produto vendido) houve uma queda de 7% comparando o 2T22 com o 2T21 (de 450 toneladas para 419 toneladas), mas um crescimento de 12% comparando o 1T22 com o 2T22, o que indica recuperação. A princípio preocupante, essa queda de volume é normal e explicada por 2 fatores: (I) a base de comparação é levemente anormal por conta do período de isolamento e pandemia que ocorreu no ano passado, não em totalidade, mas de forma parcial, o que muda os hábitos de consumo das pessoas nessa área e (II) o repasse de preço que a companhia fez aos seus produtos. Lógica simples: se ela eleva o preço do produto, no curto prazo vende-se menos. A questão é que inevitavelmente todas as companhias terão de aumentar seus preços para fazer a manutenção de suas margens, ou seja, é uma queda momentânea, considerando que a M. Dias Branco consegue passar os melhores preços do mercado.
Sob a ótica do preço médio de seus produtos em relação ao R$/Kg, a demonstração da força da marca da companhia: do 2T21 para o 2T22 ela elevou esse preço médio de R$4,4 para R$6,0 o Kg. Indo um pouco além, em 2020, ano que iniciou a pandemia, esse valor era de R$3,4 o Kg. Aqui temos uma ilustração do poder de repasse inflacionário que a companhia possui aos seus produtos, já elevando em 77% o preço médio do kg do início da pandemia até então.
Na linha de market share, apenas um ponto de atenção, mas que pode ser facilmente explicado, também. O segmento de massas atingiu os 31% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 3T21, o segmento de farinha atingiu os 9,2% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 2T21 (merece o destaque, visto que saiu de 5,5% para os 9,2% atualmente, um ganho expressivo) e o segmento de biscoitos é o ponto de atenção. Houve queda de 31,9% no 2T21 para os 29,9% atualmente, sendo que caiu de 33,5% no 1T22. Essa queda é explicada por um fator simples: o aumento de preço dos seus produtos. Realizando a manutenção de suas margens, a M. Dias Branco reajustou o preço de seus produtos e perdeu mercado com isso. Aqui vale pontuar algo importante: o market share é um indicador extremamente volátil em períodos mais curtos, ainda mais em tempos de inflação alta, onde algumas companhias esperam para repassar seus preços, enquanto outras repassam com maior velocidade. Ou seja: tanto ganho quanto perda de participação mais forte no curto prazo é algo que deve ser relevado, visto que o dado pode ser distorcido por esses reajustes.
Entre outros dados interessantes que valem ser mencionados: a verticalização da companhia, uma de suas principais vantagens, atingiu entre 99,5% e 100% tanto em farinha de trigo quanto em gordura, isso reduz expressivamente seus custos. A companhia adquiriu uma marca forte no mercado mais fit, a Jasmine, a Piraquê tem mostrado forte crescimento, crescendo quase 50% no trimestre e afirmado o sucesso de sua estratégia de expansão, e a companhia e segue realizando a alteração de seu mix de seu portfólio de produtos pra marcas mais premium, isso é, produtos de maior margem agregada.
Um respiro nos custos da companhia e sucesso em repasse de preço. Num trimestre forte, a M. Dias Branco conseguiu atingir uma receita líquida recorde e suas margens cresceram de forma expressiva, mostrando como sua estratégia operacional tem dado certo.
Como sempre falamos: o repasse da inflação pode demorar, mas sempre ocorre. Sempre. Não é tão rápido quanto se tivesse investindo em algum título indexado, mas uma hora ou outra, se a companhia quiser seguir sobrevivendo, ela passará a inflação para os seus produtos. E é isso que a M. Dias Branco tem feito. Vamos aos números.
No 2T22 a companhia entregou uma receita líquida de R$ 2.5 bilhões – um recorde histórico, superando com folga os R$ 2.1 bilhões alcançados no 3T21 e representando uma alta de 26% em relação ao 2T21. Pela ótica do volume de vendas (isso é, toneladas de cada produto vendido) houve uma queda de 7% comparando o 2T22 com o 2T21 (de 450 toneladas para 419 toneladas), mas um crescimento de 12% comparando o 1T22 com o 2T22, o que indica recuperação. A princípio preocupante, essa queda de volume é normal e explicada por 2 fatores: (I) a base de comparação é levemente anormal por conta do período de isolamento e pandemia que ocorreu no ano passado, não em totalidade, mas de forma parcial, o que muda os hábitos de consumo das pessoas nessa área e (II) o repasse de preço que a companhia fez aos seus produtos. Lógica simples: se ela eleva o preço do produto, no curto prazo vende-se menos. A questão é que inevitavelmente todas as companhias terão de aumentar seus preços para fazer a manutenção de suas margens, ou seja, é uma queda momentânea, considerando que a M. Dias Branco consegue passar os melhores preços do mercado.
Sob a ótica do preço médio de seus produtos em relação ao R$/Kg, a demonstração da força da marca da companhia: do 2T21 para o 2T22 ela elevou esse preço médio de R$4,4 para R$6,0 o Kg. Indo um pouco além, em 2020, ano que iniciou a pandemia, esse valor era de R$3,4 o Kg. Aqui temos uma ilustração do poder de repasse inflacionário que a companhia possui aos seus produtos, já elevando em 77% o preço médio do kg do início da pandemia até então.
Na linha de market share, apenas um ponto de atenção, mas que pode ser facilmente explicado, também. O segmento de massas atingiu os 31% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 3T21, o segmento de farinha atingiu os 9,2% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 2T21 (merece o destaque, visto que saiu de 5,5% para os 9,2% atualmente, um ganho expressivo) e o segmento de biscoitos é o ponto de atenção. Houve queda de 31,9% no 2T21 para os 29,9% atualmente, sendo que caiu de 33,5% no 1T22. Essa queda é explicada por um fator simples: o aumento de preço dos seus produtos. Realizando a manutenção de suas margens, a M. Dias Branco reajustou o preço de seus produtos e perdeu mercado com isso. Aqui vale pontuar algo importante: o market share é um indicador extremamente volátil em períodos mais curtos, ainda mais em tempos de inflação alta, onde algumas companhias esperam para repassar seus preços, enquanto outras repassam com maior velocidade. Ou seja: tanto ganho quanto perda de participação mais forte no curto prazo é algo que deve ser relevado, visto que o dado pode ser distorcido por esses reajustes.
Entre outros dados interessantes que valem ser mencionados: a verticalização da companhia, uma de suas principais vantagens, atingiu entre 99,5% e 100% tanto em farinha de trigo quanto em gordura, isso reduz expressivamente seus custos. A companhia adquiriu uma marca forte no mercado mais fit, a Jasmine, a Piraquê tem mostrado forte crescimento, crescendo quase 50% no trimestre e afirmado o sucesso de sua estratégia de expansão, e a companhia e segue realizando a alteração de seu mix de seu portfólio de produtos pra marcas mais premium, isso é, produtos de maior margem agregada.
Ainda falando sobre a receita líquida, dissecando o aumento de preço médio de seus produtos, fica ainda mais claro o sucesso da companhia em repassar inflação ao preço. Os biscoitos tiveram aumento de preço médio de 35%, as massas de 34%, a farinha e farelo de 30% e as margarinas e gorduras de 44% - tudo isso em apenas 1 ano.
Na parte de custos, a grande estrela do relatório, responsável pelo respiro que a companhia teve no período. O CPV (custo dos produtos vendidos) da companhia atingiu 78% da receita líquida no 2T21, enquanto agora no 2T22, esse percentual caiu para 71%. Comparando com o 1T22 o cenário fica ainda melhor: estava em 80%. Ou seja, de um trimestre pra outro, a companhia teve uma redução de 9,0pp, um belíssimo respiro de margem. Esse fator é explicado por dois motivos: (I) repasse obvio de custo da M. Dias Brancos sobre o preço de seus produtos e (II) preço médio de aquisição de trigo da M. Dias Branco ser expressivamente mais baixo que do mercado. Para se ter ideia, o preço de mercado da tonelada do trigo é de US$ 450, enquanto a M. Dias Branco pagou em média US$ 353. É válido também dizer que o trigo vem desabando de preço, com mais de 30% de queda acumulada nos últimos meses, mas essa queda foi acentuada principalmente em junho, ou seja, é um efeito que não pegou o trimestre inteiro, sendo que se tivesse ocorrido, a M. Dias Branco se beneficiaria ainda mais. Se o preço do trigo se mantiver no atual patamar, o 3T22 também promete ser ótimo para a companhia.
Finalizando, com todo esse cenário de repasse de preço e queda de custos, a M. Dias Branco entregou um lucro líquido de R$ 234 milhões, representando uma alta de 64% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, e uma margem de lucro líquido de 9,4%, uma melhora de 2,2pp em comparação ao mesmo trimestre do ano passado e 7,4pp comparado ao 1T22. A margem EBITDA também merece menção, retornando ao patamar próximo do pré pandemia, em 14,3%.
Ou seja, o resultado da M. Dias Branco realmente foi surpreendente. Foi uma porrada nas margens que absolutamente ninguém esperava, com uma retomada forte do operacional. O 1T22 foi catastrófico devido a pressão nas margens que a companhia já sofria com a inflação, veio a guerra entre a Rússia e a Ucrânia causando uma disparada no preço do trigo e isso piorou. A análise da companhia deve ser realizada principalmente com o 1T22, não somente com o 2T21, pois sinaliza como ela está conseguindo atravessar toda a turbulência e repassar seus preços num cenário adverso. Pro 3T22, é bem provável mais um trimestre forte caso o preço das commodities não dispare novamente, ainda mais agora que os preços já foram elevados e há chances de a ponta de custos aliviar bem.
Enfim, como sempre falamos: empresas boas sempre repassam a inflação. Nunca ocorre de imediato, mas sempre ocorre. O mercado prega peças e arma armadilhas esmagando o preço da ação fazendo com que o investidor mais novato tema pelo futuro da companhia, mas no final do dia, o que importa são os fundamentos. Apenas os fundamentos.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Na parte de custos, a grande estrela do relatório, responsável pelo respiro que a companhia teve no período. O CPV (custo dos produtos vendidos) da companhia atingiu 78% da receita líquida no 2T21, enquanto agora no 2T22, esse percentual caiu para 71%. Comparando com o 1T22 o cenário fica ainda melhor: estava em 80%. Ou seja, de um trimestre pra outro, a companhia teve uma redução de 9,0pp, um belíssimo respiro de margem. Esse fator é explicado por dois motivos: (I) repasse obvio de custo da M. Dias Brancos sobre o preço de seus produtos e (II) preço médio de aquisição de trigo da M. Dias Branco ser expressivamente mais baixo que do mercado. Para se ter ideia, o preço de mercado da tonelada do trigo é de US$ 450, enquanto a M. Dias Branco pagou em média US$ 353. É válido também dizer que o trigo vem desabando de preço, com mais de 30% de queda acumulada nos últimos meses, mas essa queda foi acentuada principalmente em junho, ou seja, é um efeito que não pegou o trimestre inteiro, sendo que se tivesse ocorrido, a M. Dias Branco se beneficiaria ainda mais. Se o preço do trigo se mantiver no atual patamar, o 3T22 também promete ser ótimo para a companhia.
Finalizando, com todo esse cenário de repasse de preço e queda de custos, a M. Dias Branco entregou um lucro líquido de R$ 234 milhões, representando uma alta de 64% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, e uma margem de lucro líquido de 9,4%, uma melhora de 2,2pp em comparação ao mesmo trimestre do ano passado e 7,4pp comparado ao 1T22. A margem EBITDA também merece menção, retornando ao patamar próximo do pré pandemia, em 14,3%.
Ou seja, o resultado da M. Dias Branco realmente foi surpreendente. Foi uma porrada nas margens que absolutamente ninguém esperava, com uma retomada forte do operacional. O 1T22 foi catastrófico devido a pressão nas margens que a companhia já sofria com a inflação, veio a guerra entre a Rússia e a Ucrânia causando uma disparada no preço do trigo e isso piorou. A análise da companhia deve ser realizada principalmente com o 1T22, não somente com o 2T21, pois sinaliza como ela está conseguindo atravessar toda a turbulência e repassar seus preços num cenário adverso. Pro 3T22, é bem provável mais um trimestre forte caso o preço das commodities não dispare novamente, ainda mais agora que os preços já foram elevados e há chances de a ponta de custos aliviar bem.
Enfim, como sempre falamos: empresas boas sempre repassam a inflação. Nunca ocorre de imediato, mas sempre ocorre. O mercado prega peças e arma armadilhas esmagando o preço da ação fazendo com que o investidor mais novato tema pelo futuro da companhia, mas no final do dia, o que importa são os fundamentos. Apenas os fundamentos.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais!
www.findocs.com.br
Opinião e análise breve – Grupo Mateus ($GMAT3) – 2T/2022
Como já dissemos algumas vezes, a última safra de IPOs da bolsa brasileira foi dura. Dura por um simples motivo: quase 50 companhias abriram capital entre 2020 e 2021, mas da para contar nos dedos as que realmente fizeram por preços condizentes a realidade do negócio, além de que muitas passam longe de ter fundamentos mais sólidos.
Em meio a esse mar de IPOs do período, um ou outro bom ativo em formação pode ser encontrado. Em formação porque faltam dados para realizar análises mais aprofundadas, mas os que estão disponíveis para a leitura, mostram solidez e números interessantes. Esse é o caso do Grupo Mateus.
A companhia está num segmento conturbado – o de varejo, supermercados. Com todas as suas lojas presentes na região Norte e Nordeste do país, seus números tem surpreendido positivamente, mostrando ótima gestão e conservação das margens, algo raro de se ver num segmento como esse. No 2T22, os números continuaram bons. Vamos lá.
No 2T22 o Grupo Mateus entregou uma receita líquida de R$ 5.2 bilhões – número 40% maior do que o atingindo no 2T21, um crescimento expressivo. Esse crescimento de receita foi impulsionado pela abertura de lojas ocorridas nos últimos 12 meses (40 aberturas no total, sendo 13 no varejo, 12 no atacarejo, 15 no eletro e 10 no B2B) e não só por isso. O SSS (same store sales, isso é, crescimento de vendas de forma orgânica no período desconsiderando a abertura de lojas novas) cresceu 15% no período – um crescimento também forte.
Indo um pouco além e dissecando os números por segmento, o crescimento fica mais claro. O varejo teve um crescimento de receita de 33,4%, o atacarejo um crescimento de receita de receita de 47,5% (e aqui vale mencionar que é o segmento mais importante para a companhia, representando 50% do faturamento total do Grupo Mateus), o Eletro cresceu 16% e o B2B 34,6%. Ou seja, houve crescimento de todos os seus segmentos, sendo que o atacarejo foi o de maior e segue sendo o mais importante.
Na linha de lucro bruto, um dos destaques da companhia. O lucro bruto cresceu 36%, enquanto a margem foi de 22,6%. Houve queda de margem de apenas 0,6pp, e apesar de parecer algo negativo, foi um número excelente.
Em períodos de alta inflação, segmentos de varejo de supermercados tendem a perder muito espaço por falta de capacidade de repasse de preço para seus consumidores no curto prazo. Como a gestão destacou, essa perda de margem ocorreu por 3 principais fatores: (I) inflação, que como obvio ataca a margem no curto prazo, (II) o aumento de participação do atacarejo, que estruturalmente possui menores margens e (III) o período de maturação das novas lojas, isso é, toda loja quando inaugurada, leva alguns anos para atingir seu total potencial de retorno. No caso do Grupo Mateus, que abriu 40 lojas no período, há um delay para que elas atinjam seu total potencial, e nesse meio tempo é natural que as margens sofram um pouco. Faz parte do plano de expansão. Mesmo com todos esses fatores, a margem foi praticamente mantida, com uma alteração mínima de 0,6pp.
Na linha de despesas, mais números positivos. A companhia prestou um serviço excelente no controle de gastos no 2T22. Apesar das despesas cresceram 36% no período em comparação ao 2T21, elas representaram apenas 15,1% da receita líquida, uma melhora de 0,4pp comparado ao 2T21. Os destaques de crescimento foram a linha de pessoal e fretes e combustíveis, resultante da expansão da companhia pela contratação de mais funcionários e da expansão logística com centros de distribuições aumentando o tráfego de frota própria.
Como já dissemos algumas vezes, a última safra de IPOs da bolsa brasileira foi dura. Dura por um simples motivo: quase 50 companhias abriram capital entre 2020 e 2021, mas da para contar nos dedos as que realmente fizeram por preços condizentes a realidade do negócio, além de que muitas passam longe de ter fundamentos mais sólidos.
Em meio a esse mar de IPOs do período, um ou outro bom ativo em formação pode ser encontrado. Em formação porque faltam dados para realizar análises mais aprofundadas, mas os que estão disponíveis para a leitura, mostram solidez e números interessantes. Esse é o caso do Grupo Mateus.
A companhia está num segmento conturbado – o de varejo, supermercados. Com todas as suas lojas presentes na região Norte e Nordeste do país, seus números tem surpreendido positivamente, mostrando ótima gestão e conservação das margens, algo raro de se ver num segmento como esse. No 2T22, os números continuaram bons. Vamos lá.
No 2T22 o Grupo Mateus entregou uma receita líquida de R$ 5.2 bilhões – número 40% maior do que o atingindo no 2T21, um crescimento expressivo. Esse crescimento de receita foi impulsionado pela abertura de lojas ocorridas nos últimos 12 meses (40 aberturas no total, sendo 13 no varejo, 12 no atacarejo, 15 no eletro e 10 no B2B) e não só por isso. O SSS (same store sales, isso é, crescimento de vendas de forma orgânica no período desconsiderando a abertura de lojas novas) cresceu 15% no período – um crescimento também forte.
Indo um pouco além e dissecando os números por segmento, o crescimento fica mais claro. O varejo teve um crescimento de receita de 33,4%, o atacarejo um crescimento de receita de receita de 47,5% (e aqui vale mencionar que é o segmento mais importante para a companhia, representando 50% do faturamento total do Grupo Mateus), o Eletro cresceu 16% e o B2B 34,6%. Ou seja, houve crescimento de todos os seus segmentos, sendo que o atacarejo foi o de maior e segue sendo o mais importante.
Na linha de lucro bruto, um dos destaques da companhia. O lucro bruto cresceu 36%, enquanto a margem foi de 22,6%. Houve queda de margem de apenas 0,6pp, e apesar de parecer algo negativo, foi um número excelente.
Em períodos de alta inflação, segmentos de varejo de supermercados tendem a perder muito espaço por falta de capacidade de repasse de preço para seus consumidores no curto prazo. Como a gestão destacou, essa perda de margem ocorreu por 3 principais fatores: (I) inflação, que como obvio ataca a margem no curto prazo, (II) o aumento de participação do atacarejo, que estruturalmente possui menores margens e (III) o período de maturação das novas lojas, isso é, toda loja quando inaugurada, leva alguns anos para atingir seu total potencial de retorno. No caso do Grupo Mateus, que abriu 40 lojas no período, há um delay para que elas atinjam seu total potencial, e nesse meio tempo é natural que as margens sofram um pouco. Faz parte do plano de expansão. Mesmo com todos esses fatores, a margem foi praticamente mantida, com uma alteração mínima de 0,6pp.
Na linha de despesas, mais números positivos. A companhia prestou um serviço excelente no controle de gastos no 2T22. Apesar das despesas cresceram 36% no período em comparação ao 2T21, elas representaram apenas 15,1% da receita líquida, uma melhora de 0,4pp comparado ao 2T21. Os destaques de crescimento foram a linha de pessoal e fretes e combustíveis, resultante da expansão da companhia pela contratação de mais funcionários e da expansão logística com centros de distribuições aumentando o tráfego de frota própria.
Na parte de resultado financeiro e endividamento, sem muito o que falar. A companhia teve um aumento de 144% de gasto com dívida (de R$13.3 milhões para R$ 32 milhões), mas um número bem baixo. O crescimento é o motivo de sempre, alta do CDI e IPCA do período. O endividamento também segue completamente controlado com uma alavancagem baixíssima de 1,1 de dívida líquida sobre EBITDA, com R$1.4 bilhão de dívida líquida sendo que apenas 10% disso é de curto prazo e há caixa de sobra para pagar.
Enfim, com todos esses fatores, a companhia entregou um lucro líqudo de R$ 264 milhões no trimestre, representando um crescimento de 39% comparado ao mesmo período do ano passado. A margem líquida continuar no mesmo patamar, de 5,1%, e isso é ótimo, como mencionamos, mesmo com todos os desafios num segmento difícil a margem está sendo conservada com sucesso.
Na nossa leitura, o Grupo Mateus faz parte da safra boa de IPOs dos últimos 2 anos. IPOs sempre carregando consigo riscos gigantes, principalmente pela falta de histórico e afins, mas tanto por fator qualitativo quanto quantitativo a gestão tem impressionado em tempos tão problemáticos quanto o que estamos vivendo agora. Não se empolgue na leitura dos resultados, mas vale dar uma conferida com maior aprofundamento nesse case que tem mostrado sucesso em seu plano de expansão.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais
Enfim, com todos esses fatores, a companhia entregou um lucro líqudo de R$ 264 milhões no trimestre, representando um crescimento de 39% comparado ao mesmo período do ano passado. A margem líquida continuar no mesmo patamar, de 5,1%, e isso é ótimo, como mencionamos, mesmo com todos os desafios num segmento difícil a margem está sendo conservada com sucesso.
Na nossa leitura, o Grupo Mateus faz parte da safra boa de IPOs dos últimos 2 anos. IPOs sempre carregando consigo riscos gigantes, principalmente pela falta de histórico e afins, mas tanto por fator qualitativo quanto quantitativo a gestão tem impressionado em tempos tão problemáticos quanto o que estamos vivendo agora. Não se empolgue na leitura dos resultados, mas vale dar uma conferida com maior aprofundamento nesse case que tem mostrado sucesso em seu plano de expansão.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite nosso site e venha fazer parte da nossa plataforma e comunidade – são mais de 250h de aulas, textos, relatórios, debates e muito mais