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No 2T22 o vilão foi a despesa financeira, o lucro operacional foi forte, mas por conta da dívida mais alta e o CDI nas alturas, a companhia teve um crescimento de despesa financeira de R$ 43 milhões para R$ 108 milhões, um crescimento de 150%. Não é um número preocupante, mas esmagou bem a margem no período. Chegamos a comentar sobre isso nos trimestres que já passaram e que em tempos de CDI mais alto as empresas com alavancagem tendem a apanhar um pouco mais.

Apesar desse resultado financeiro, o endividamento da Fleury ainda é saudável – não preocupa, mas como sempre falamos, não negligencie nem menospreze os riscos independente do apreço que você tem pela companhia. A dívida líquida sobre o EBITDA cresceu de 1,4x para 1,8x e a companhia tem caixa para bancar suas obrigações até o começo de 2024, ou seja, considerando que a Fleury é forte geradora de caixa, nada alarmante por enquanto. A dívida é facilmente honrável.

Na linha de lucro líquido, cresceu 7,6% comparado ao 2T21, com a margem líquida caindo de 7% para 6,3% - resultado, como mencionamos, da pressão do resultado financeiro com o CDI nas alturas.

Enfim, o resultado da Fleury serve para mostrar como a SELIC alta é nociva para a economia real. Nem de longe uma SELIC de 14% inviabiliza o negócio ou torna a Fleury uma destruidora de valor, mas fica claro como muito dinheiro é sugado do negócio para arcar com dívidas – dinheiro esse que poderia ser direcionado para mais investimento e mais crescimento, gerando mais empregos e melhorando ainda mais a economia real.
O destaque positivo da Fleury vai para seu crescimento, a expansão até o momento tem sido um sucesso com a companhia crescendo tanto organicamente quanto de forma total com suas aquisições, mas o CDI alto comendo pelo resultado financeiro acaba ofuscando o brilho desse crescimento. Não acreditamos que o CDI permaneça nesse patamar alto por muito tempo, e mesmo se permanecer, a Fleury até o momento não tem qualquer evidência de dificuldade para sobreviver ao cenário, com completa capacidade de solvência e pagamento das dívidas, mas quando o CDI cair, espere uma verdadeira potencializada do resultado de toda essa expansão da companhia.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Opinião e análise breve – BB Seguridade ($BBSE3) – 2T/2022

Sem muito o que falar, mais um trimestre como outro qualquer, com o lucro de sempre (literalmente) – apontando para talvez uma “acelerada”.

Quem já buscou por opções de investimento no segmento de seguros da bolsa de valores brasileira, já deve ter se deparado com a BB Seguridade. Os números atraem: lucro alto e consistente, payout alto e consistente e aquela boa caracterização de pagadora de dividendos que a maioria dos investidores gostam. Além disso, seu perfil é diferente das demais do segmento: ela possui ampla participação no segmento rural, o que a torna mais segura em alguns aspectos. Seu único problema é: os números da companhia não saem do lugar já fazem alguns anos, sendo que seu lucro em 2021 foi quase o mesmo 2014. O 2T22 entregou um recorde de lucro que talvez tenha mostrado melhor movimentação da gestão para mudar isso, embora seja cedo para dizer. Enfim, isso não muda o fato de que a empresa pode desempenhar o papel de boa pagadora numa carteira mais conservadora. Vamos aos números.

No 2T22 a BB Seguridade entregou um lucro líquido de R$ 1.4 bilhão, 86,6% acima do lucro atingido no 2T21. No período, todos seus segmentos cresceram forte (lembrando que a holding gera resultados, com a Brasilseg (seguros), Brasilprev (previdência), Brasilcap (capitalização) e com a sua corretora (BB Corretora). O lucro líqudio de fato foi forte, atingindo um recorde histórico para a companhia, mas esse crescimento percentual é explicado principalmente por dois fatores que ocorreram no 2T21 que acabaram esmagando as margens: (I) sinistralidade altíssima no segmento de vida, resultante do infortúnio da pandemia e (II) sinistralidade altíssima no segmento rural, resultante dos problemas climáticos que acabaram prejudicando as safras agros da época, com secas e afins. Ou seja, o resultado de fato foi forte, mas a base de comparação foi relativamente mais fraca por conta de dois fatores que dificilmente se repetem (a não ser que você conte com pandemia e estiagem todo ano) e é necessário tomar cuidado com a percepção tomada sobre os percentuais.

Sobre o resultado financeiro, a companhia reportou um lucro de R$ 166 milhões, uma alta em relação ao 2T21 (que deu prejuízo de R$ 102 milhões) mas uma queda em relação ao 1T22 (que deu lucro de R$ 232 milhões). Aqui vale pontuar um efeito interessante que ocorreu também no balanço da Porto, que alguns investidores se incomodam – a marcação a mercado dos títulos que as companhias possuem. Essa marcação acaba gerando reprecificação dos títulos na curva, o que pode gerar ganhos ou perdas na apuração de curto prazo – que é justamente o que ocorreu aqui também com a BB Seguridade. Não significa necessariamente que a companhia está perdendo dinheiro, a não ser que a venda dos títulos seja realizada.

No segmento de prêmios e sinistro, a ilustração do crescimento do resultado do período. A companhia reportou um crescimento de 23% de prêmios emitidos no 2T22, atingindo R$ 3.9 bilhões, enquanto a sinistralidade teve uma queda de 23,7pp, resultante principalmente do que mencionamos no começo da análise, sobre a melhora no cenário de seguros de vida e do segmento rural. Aqui vale também citar o fato de que a maior parte dos prêmios omitidos foi do segmento rural (+43,1), mostrando a força que a companhia tem nesse sentido.

Entre outras informações interessantes, a companhia sempre divulga seu market share em cada segmentos de seguro, respectivamente. Com exceção do segmento empresarial, todas as outras verticais tiveram crescimento – com destaque ao segmento rural, que é o maior do país e sozinho representa 60,5% de todo o mercado brasileiro.
Enfim, analisando os números, percebe-se o perfil diferente que a companhia possui no segmento de seguros – diferente da Porto, por exemplo, que está sendo fortemente impactada no momento por conta do cenário no mercado de veículos, o BB Seguridade está inserido em outros mercados e tem passado bem por esse momento turbulento. A desvantagem nisso é seu ritmo de crescimento. Enquanto a Porto mais do que dobrou sua receita na última década, o BB Seguridade segue andando de lado, apesar de ter crescido bem esse trimestre e talvez apresentado alguma evidência de aceleração de crescimento. Isso é resultado do segmento que a companhia está inserida e não necessariamente é algo ruim. Dependendo da ótica, um ativo mais conservador que paga tantos dividendos pode desempenhar um papel interessante na carteira, com aquele rótulo de “vacas leiteiras”.

Veremos o caminhar dos resultados da companhia nos próximos trimestres para ver se há algum tipo de guinada a expansão de seus negócios. Lembrando que pelo fato de ser uma holding, a BB Seguridade não reporta receita nem margens, mas apenas o lucro, resultante da equivalência patrimonial.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Opinião e análise breve – Itaú ($ITUB3) – 2T/2022

Já está virando rotina dizer que o resultado entregue pelos bancões foi forte.

Todo trimestre a mesma coisa – e não é por ter expectativas baixas, mas porque realmente os números em absolutamente todas as linhas surpreendem. Mesmo com tantos ataques aos gigantes do segmento, os números seguem fortes, crescendo e sem qualquer evidência de que vão piorar. Em mais um trimestre o Itaú mostrou como seus quase 80 anos de história não negam a experiência obtida e praticada. Enfim, vamos aos números.

No 2T22 o Itaú entregou uma receita de produto bancário de R$ 35.2 bilhões, 16,2% acima do resultado do mesmo período do ano passado. Esse resultado foi potencializado por dois fatores principais: (I) crescimento da margem financeira com clientes (a diferença entre o dinheiro que eles emprestam e recebem de juros com clientes) que cresceu 30,9% para R$ 22 bilhões e (II) o aumento da receita de prestação serviços que cresceu 8,3% para R$ 10.4 bilhões no trimestre. O destaque negativo vai para a margem com o mercado, que teve uma queda de 67,4% para R$ 650 milhões, explicado por (I) marcação de títulos na curva e operações da tesouraria no banco no que tange trading – apesar da queda, é normal. Queda de lucro não significa prejuízo e existem períodos mais fortes e mais fracos nesse ponto a depender das condições do mercado.

Ainda sobre a receita de prestação de serviços, vale uma atenção especial para olhar os números com mais calma. Como sempre falamos, essa é a principal linha que as fintechs e o Pix atacam – uma linha que naturalmente o mercado acredita que irá contrair. Até o momento, 6 anos depois da criação dessa narrativa, esse problema ainda não ocorreu. A receita de prestação de serviços foi potencializada pela linha de cartões (+19,2% atingindo R$ 3.7 bilhões, impulsionada pelos benefícios e programas de pontos que aumentaram a base de clientes), a administração de recursos (principalmente por conta de taxa de performance de fundos de investimento no período) e até mesmo a receita com serviços de conta corrente cresceu, mesmo que de forma tímida, em 3,6%. Algo reconhecível, visto que esse número deveria estar contraindo fortemente com o ataque da concorrência.

A carteira de crédito atingiu quase R$ 1.1 trilhão, com um crescimento de 21,9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas pessoas físicas (crescimento de 33,1% no período) e o destaque negativo vai para a Argentina e Chile, que contraíram 2,0% e 8,1% respectivamente – ambos países que estão passando por problemas econômicos expressivos, explicando essa queda do trimestre. De qualquer forma menos de 8% da carteira é representada por esses dois países e essa contração ligeira não foi suficiente para ofuscar o crescimento forte dentro do Brasil.

Ainda sobre crédito, vale também mencionar que o Itaú tem 96% dos seus clientes da carteira de crédito com rating acima de C, e 50% AA, que é o melhor rating possível. Ou seja, apesar da forte expansão da carteira de crédito, ela está sendo bem realizada, com crédito dado de forma seletiva e sem empréstimos mais arriscados. O que nos leva a outro número importante: a inadimplência. Comprovando essa qualidade da carteira mencionada, a inadimplência do Itaú cresceu apenas 0,3pp comparado ao mesmo trimeste do ano passado, atingindo 2,7%. Em relação ao 1T22 o número ficou estável. Esse é um ponto reconhecível, visto que a maioria das instituições estão passando por aumento de inadimplência mais forte, como notamos analisando o release do Bradesco e da Porto. Ou seja, não é exagero afirmar que o Itaú sabe muito bem para quem emprestar dinheiro.
Outro ponto importante é o índice de eficiência do banco. Desde o 2T21 o índice vem caindo de forma consistente, trimestre a trimestre, saindo dos 44,5% para os 40,8% atualmente. Esse número significa o quanto da receita as despesas representam – ou seja, quanto menor, melhor, literalmente significa que o banco tem aumentado sua eficiência. O que nos leva a outro número, o retorno sobre seu patrimônio líquido. O itaú tem elevado seu retorno sobre patrimônio com consistência, também, voltando aos patamares históricos que aventam alta eficiência da instituição, saindo de 18,9% no 2T21 para 20,8% atualmente, um valor altíssimo.

Todos esses números convergiram para um lucro líquido de R$ 7.76 bilhões, o que representa uma alta de quase 18% e um recorde de lucro histórico num trimestre.

Enfim, mais um resultado forte do Itaú onde não enxergamos qualquer tipo de impacto negativo da concorrência em seus principais números. O principal que mais gostamos foi o controle da inadimplência com o crescimento forte de todas as linhas, principalmente crédito. Inclusive no guidance para 2022 o Itaú elevou todas suas projeções, esperando um crescimento de até 17,5% da sua carteira de crédito, 27% da sua margem financeira com clientes e 9% da sua receita de prestação de serviços. Um bom trimestre.

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Opinião e análise breve – Banco do Brasil ($BBAS3) – 2T/2022

Mais uma vez o Banco do Brasil demonstra como companhia estatal também pode ser exemplo de excelência em gestão, superando com grande folga as projeções de resultados mais otimistas do mercado e dessa vez até mesmo os resultados do gigante do setor: o Itaú. Vamos aos números.

No 1T22 o Banco do Brasil entregou uma margem financeira de R$ 14.1 bilhões - resultado 23% acima do atingido no mesmo trimestre do ano passado. A margem financeira foi impulsionada por dois fatores: (o) operações de crédito, resultante da expansão da carteira que o banco tem realizado nos últimos trimestres, e um resultado forte da tesouraria (+136%) que subiu de R$ 3.1 bilhões para R$ 5.8 bilhões graças ao crescimento de sua carteira de títulos de renda fixa - ambos impulsionados pelo cenário se juros.

Na receita de prestação de serviços, outro banco sem qualquer evidência do "risco fintech" que tem sido ventilado no segmento nos últimos 6 anos e tomado proporções cada vez maiores. Essa linha de resultados do Banco do Brasil cresceu 9% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com praticamente todas as linhas crescendo, com destaque a administração de fundos de investimentos (+17,5%), cartões (+14,7%) e seguros, previdência e capitalização (+5,7%). Até mesmo serviços se conta corrente tiveram um ligeiro crescimento (+0,3%) mesmo com toda a pressão de fintechs e do Pix - uma linha que deveria apresentar contração e segue em crescimento.

Toda essa melhoria na margem financeira, receita financeira e crescimento de lucro em participações que o Banco do Brasil tem em outras empresas (+100% de R$ 668 mi para R$ 1.340 mi) fizeram a companhia atingir uma receita operacional recorde de R$ 28.9 bilhões, crescimento de 23% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

Na linha de despesas e Banco do Brasil segue demonstrando responsabilidade e ótimo perfil de gestão no controle de seus gastos. O banco teve um crescimento de pouco mais de 5% de suas despesas, enquanto sua receita disparou mais de 20%, como mencionamos. Isso levou a companhia a atingir um índice de eficiência de 33,2%, caindo seguido há mais de 10 trimestres e no menor valor já registrado na história. Ponto interessante a citar é que o Banco do Brasil tem o menor índice de eficiência entre seus pares privados. Lembrando: no índice de eficiência, quanto menor o número, melhor - a grosso modo significa quanto da receita está sendo gasta para gerar os resultados do banco.

Sem grandes surpresas na carteira de crédito, segue se expandido com força tendo crescido 20% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 920 bilhões. O destaque vai ao segmento agro, sendo o que mais cresceu (+27%). A inadimplência teve ligeiro crescimento, insignificante, de 0,1pp, e o banco segue com a menor inadimplência entre seus pares. A razão disso é uma concentração maior em crédito para o segmento agro, que costuma ter melhor perfil de pagamento e consequentemente menos inadimplência.

O lucro líquido cresceu 54% comparado ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 7.8 bilhões, superando o maior banco privado do país e surpreendendo todo o mercado.

Ainda finalizando: o Banco do Brasil da um guidance de seus resultados pro ano todo trimestre. Neste todos os resultados foram revisados para cima, com a companhia esperando lucro líquido de até R$ 30 bi em 2022, além de outros indicadores em melhora.
Enfim, chegou num ponto que não dá mais para negar: talvez o banco do Brasil hoje seja o melhor banco do país em termos de resultado. A melhora da evolução do Banco nos últimos anos é evidente, e esse trimestre é simbólico, dado o fato de que os números tenham superado até mesmo os do Itaú em algumas pontas (lembrando que resultado de tesouraria não é algo recorrente e nesse trimestre impactou forte de forma positiva). A elevação do guidance também demonstra como a gestão está comprometida com a melhora da empresa, e infelizmente ao analisar, caímos sempre na mesma amarra - o fato dele ser público. Seu resultado se mostrando o melhor banco do país em termos de números financeiros é indiscutível, assim como o risco da mão do Estado em algum momento podendo colocar em xeque toda essa bonança da instituição. Um dilema para o investidor que gosta da empresa.

Ao lado de Renner e Raia Drogasil, Banco do Brasil faz parte dos resultados mais surpreendentes até o momento.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Opinião e análise breve – Taesa ($TAEE11) – 2T/2022

Antes de tratar sobre o resultado da Taesa, é importante que o investidor saiba como realizar a leitura dos números. Na divulgação dos resultados, existe a linha de resultado IFRS e o resultado regulatório.

O resultado IFRS é um resultado “adaptado” do regulatório, isso é, considerando que a Taesa tem certa volatilidade nos seus resultados por conta da sua natureza de geração de receita com suas linhas de transmissão e devidas RAPs, o IFRS ajusta pra deixar a leitura mais clara.

Já o resultado regulatório, é o gerado de fato pela companhia no período, o que realmente deve ser analisado por expressar o seu potencial em continuar gerando seus resultado e caixa.

Enfim – algo simples, mas que o investidor deve saber, visto que a confusão entre esses conceitos pode distorcer completamente a análise dos números e gerar conclusões equivocadas. Vamos aos números – lembrando, fazendo a leitura do regulatório.

No 2T22, a Taesa atingiu R$ 560 milhões de receita líquida, um crescimento de 39,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse crescimento é explicado por dois fatores comuns: (I) o reajuste inflacionário do ciclo de uma série de linhas de transmissão (37,04% de IGP-M acumulado e 8,06% de IPCA) e (II) o início de quatro novas operações, Janaúba, Sant’Ana, ESTE e Aimorés. Esse repasse de inflação para os contratos e as novas linhas de operação compensaram a queda de 50% na RAP de três linhas (Munirah, ATE I e ATE II). Ou seja, um resultado muito bom, com as renovações sempre compensando a queda de receita das RAPs. Não dá para ser considerado forte (ao menos não pela nossa leitura) porque veio em linha – e isso é um dos pontos positivos desse segmento, a sua previsibilidade.

Na linha de custos e despesas, houve um crescimento de 33,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo os R$ 95 milhões. Esse aumento é explicado principalmente pela linha de “outros” com um fator não recorrente, de provisão para contingências trabalhistas. Outras linhas como a de “pessoal” e “serviços de terceiros” também demonstraram aumento (13,7% e 21,7% respectivamente), por conta de reajustes salariais e custos de manutenção e investimentos em algumas linhas de transmissão. Sem o não recorrente de contingências, a despesa teria uma alta dentro da normalidade.

Afirmando o bom desempenho do operacional da Taesa, o EBITDA e sua margem também demonstraram melhoras. O EBITDA cresceu 40,4% para R$ 464 milhões, enquanto a margem cresceu 0,7pp (de 82,3% para 83,0%). Ou seja, melhora na eficiência operacional da companhia no período.

O resultado financeiro líquido foi um prejuízo de R$ 260 milhões, 50,5% maior do que o último trimestre. O resultado é obvio, mas dentro da normalidade. A companhia teve um ganho de R$ 47 milhões com receitas financeiras provenientes de emissão de debentures e volume do seu caixa, mas um gasto de R$ 307 milhões de despesas financeiras (crescimento de 70% no período), o que levou a esse prejuízo de R$ 260 milhões. Os fatores que causaram esse aumento de gasto no lado financeiro são os de sempre: aumento do CDI e do IPCA tornando a dívida mais custosa. Algo transitório, considerando que a SELIC não seguirá em patamar tão alto por tanto tempo e o IPCA já está convergindo para baixo.
Na linha de endividamento, houve crescimento de 12% da sua dívida bruta, para os R$ 8.5 bilhões. Apesar da dívida alta, é importante analisar seu perfil, como sempre chamamos a atenção, a dívida em si não é necessariamente ruim, mas como ela é constituída. Hoje apenas 10% da dívida bruta da Taesa é de curto prazo, sendo que no trimestre houve uma redução de 16% dessa dívida de curto prazo. Os outros 90% são de longo prazo e diluídos até 2040. O caixa que a companhia tem hoje possibilita o pagamento dessa dívida de curto prazo 3 vezes. Além disso, sua alavancagem não mudou nos últimos trimestres, estacionou nos 3,7x de dívida líquida sobre o EBITDA (ou 2,0x desconsiderando as coligadas, participações e afins). Além disso, todas as suas dívidas são emitidas com o rating máximo segundo as agências de crédito, o que demonstra a solidez da companhia.

No lucro líquido, houve um crescimento de 27%, de R$ 112 milhões para R$ 142 milhões.

Enfim, como sempre, sem grandes surpresas no resultado da Taesa. A companhia é de um setor seguro e perene (elétrico) e de um segmento tranquilo com fácil repasse inflacionário (transmissão), sua leitura de resultado pode parecer meio complexa aos mais novos no mundo dos investimentos, mas o segredo é conseguir discernir o resultado IFRS do regulatório. A empresa segue renovando seus contratos, tomando mais concessões e expandindo suas linhas, com os resultados mostrando essa expansão. Lembre-se: é um negócio altamente impactado pela inflação. Se você pegar alguns resultados de 2020 e 2021 como referência, pode distorcer, afinal, tivemos um IGP-M e IPCA obsceno que não repetirá (ao menos esperamos que não). O ponto de atenção é sua dívida e suas concessões, mas até então, nenhuma evidência para a preocupação (o que, como sempre lembramos, não significa que você deve menosprezar os riscos).

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Opinião e análise breve – B3 ($B3SA3) – 2T/2022

Um trimestre fraco... e dentro do esperado. A B3 conquista muitos investidores por um só motivo: ser um monopólio. Como bem diz aquela frase: o melhor negócio do mundo é um monopólio bem gerido, e o segundo melhor negócio do mundo, um negócio monopólio mal gerido. No caso da B3, é um monopólio muito bem gerido – com resultados consistentes e um histórico muito bom, mas o assim como grande parte das empresas, seus resultados são cíclicos.

A B3 é a bolsa do país, basicamente. Num país que a SELIC atinge quase 14% e a renda fixa passa a pagar mais de 1% ao mês sem que o investidor tenha que tomar risco, é completamente natural que a bolsa se torne segunda opção e deixe de ser a prioridade de muita gente (apesar de ser um movimento completamente errado nos investimentos). E é justamente isso que aconteceu nesse trimestre (e vem acontecendo desde o ano passado): com a SELIC tão alta, houve menor volume de negociação na bolsa e consequentemente a B3 teve queda de seus resultados. Dentro do esperado, algo natural. Vamos aos números.

No 2T22 a B3 entregou uma receita de R$ 2.2 bilhões, o que representa uma queda de 7,3% comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Essa queda de receita ocorreu principalmente pelos seguintes motivos: (I) queda de volume de negociação de ações no mercado à vista de 13,1% (de R$ 33.1 bilhões para R$ 28.8 bilhões de volume diário médio), (II) queda no volume de termo de ações de R$ 427 milhões para R$ 308 milhões no volume médio diário, representando queda percentual de 28% e (III) queda no volume de negociação de contratos de juros em 3,5% (de R$ 2.9 bilhões para R$ 2.8 bilhões de volume médio diário).

Na ponta contrária, o resultado foi impactado positivamente por (I) crescimento do número de investidores PF de 3.1 milhões para 4.3 milhões (+38%), (II) crescimento do número de investidores de tesouro direto de 1.5 milhão para 1.9 milhão (+29%) e (III) a expansão do balcão em produtos de renda fixa, com crescimento na linha de emissões e estoques em todos os segmentos.

A dinâmica da taxa de juros aqui fica evidente quando tratamos sobre o impacto da SELIC na empresa – enquanto o segmento de renda variável contraiu no período, o segmento de renda fixa disparou, resultante dos investidores deixando de lado a tomada de risco e voltando a atenção para produtos como CDBs (que representaram 73% das emissões do trimestre) e relacionados.

Na linha de despesas não há muito o que tratar – houve crescimento de 12,4% no período, mas com uma série de não recorrentes por conta de da aquisição da Neoway, empresa de big data que a B3 adquiriu por quase R$ 2 bilhões. Sem essas não recorrentes a despesa teria subido apenas 3,7%.

Considerando todos esses fatores com certa pressão resultante das despesas não recorrentes, isso é, uma queda de receita somada ao aumento de gastos, a B3 entregou um lucro líquido de R$ 1.09 bilhão, o que significa uma queda de 8,5% comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

A análise da B3 é simples e sem rodeios – trata-se de um monopólio completamente dependente da taxa de juros do país para performar. É uma dinâmica simples: SELIC em 15% afasta investidor da renda variável e reduz a receita da B3. SELIC em 2% atras investidor pra renda variável e aumenta a receita da B3. A companhia também ganha dinheiro com renda fixa graças a CETIP, mas as margens no segmento de renda variável – ainda mais considerando os que vivem girando o patrimônio, fazendo trade, pagando taxas e afins – é bem maior, sendo que a renda fixa dificilmente compensa esses movimentos.
No mais, queda de resultado esperado que e que sob a nossa leitura não expressa qualquer problema. O recorde de lucro da companhia foi no primeiro trimestre de 2021, tempo áureo em que a SELIC estava em 2% - isso não é coincidência, é o que move a companhia. Não espere recorde de resultado nem explosão de lucro enquanto estivermos com a SELIC no atual patamar. O que podemos afirmar é que em algum momento a SELIC vai voltar a cair e a B3 a se expandir (não que R$ 1.1 bilhão de lucro num trimestre seja algo ruim, aliás, ainda mais considerando uma margem líquida de quase 50%, praticamente uma impressora de dinheiro).

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Opinião e análise breve – Magazine Luíza ($MGLU3) – 2T/2022

E a maior estrela do mercado financeiro passa por problemas. Não em vão, tem se tornado tão odiada nos últimos trimestres: 97% dos investidores começaram a investir na companhia em 2019, sendo que seu preço de tela hoje está mais de 50% abaixo do patamar da época.

A Magazine Luiza ficou famosíssima por conseguir realizar um turnaround espetacular em seu negócio: a varejista saiu de um cenário duro entre 2015-2016 e cresceu violentamente até 2021... eis que a SELIC passou a subir, a inflação explodiu e a tempestade perfeita para impactar negativamente a companhia se desenhou. Em mais um trimestre a Magalu não sai do lugar e batalha contra os desafios de sua própria alavancagem. Vamos aos números.

No 2T22 a Magalu entregou uma receita líquida de R$ 8.5 bilhões, o que significa uma queda de 5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Apesar dessa queda de receita, o volume de mercadoria vendida no período cresceu 1,3% graças ao marketplace. Destrinchando a linha de receita, fica evidente como foi justamente a operação de marketplace que evitou que um resultado pior fosse entregue – com a própria revenda de suas mercadorias, a Magalu teve uma retração de 6% (de R$ 8.4 bilhões de receita para R$ 7.9 bilhões) mas na linha de prestação de serviços (que agrega o marketplace e o Magalu Pagamentos) cresceu 26,5%, de R$ 498 milhões para R$ 630 milhões de receita. Ou seja, em virtude da linha de receita secundária da companhia que a receita consolidada teve menor impacto negativo.

Indo um pouco além, sob a ótica de crescimento das vendas totais, com exceção do marketplace, praticamente todas as linhas demonstraram retração ou estabilidade, com destaque para o crescimento de venda das mesmas lojas físicas (crescimento orgânico sem aberturas) que caiu 8,2% e do e-commerce da própria companhia que caiu 6,8%. O destaque positivo vai para o marketplace, como mencionado, que cresceu 22%. Um fator que conversa com esses números e a evolução de número de lojas da companhia: a abertura líquida de lojas nos últimos 12 meses foi de 90 (de 1.339 no 2T21 para 1.429 no 2T22), mas no comparativo com o 1T22 houve fechamento de 48 lojas (de 1.477 para 1.429 no 2T22).

Na linha de despesas operacionais, houve crescimento ligeiro, quase que estabilidade (apenas 3,7% de aumento comparado ao mesmo trimestre do ano passado), mas face a uma receita líquida menor, o impacto nas margens foi maior. Enquanto no 2T21 essas despesas representavam 20,9% da receita líquida, no 2T22 elas representaram 22,8% da receita líquida.

A linha de resultado financeiro é um dos principais pontos de análise da companhia, o que mais tem machucado o seu resultado e levado a empresa ao prejuízo no trimestre. No 2T22 a companhia teve uma despesa financeira de R$ 583 milhões, contra uma despesa financeira de R$ 221 milhões no 2T21, representando uma alta de 163%. A despesa foi impulsionada por pagamento de juros tanto com seus próprios empréstimos quanto com linhas relacionadas a Luizacred, seu segmento de crédito próprio. Enquanto no 2T21 o resultado financeiro impactava apenas 2,5% da receita líquida da companhia, no 2T22 representou 5,8%. A sua linha de crédito próprio também foi problemática e houve crescimento forte de inadimplência no período, atingindo 7,7% (acima de 90 dias) no trimestre ou 10,7% total (de 15 a 360 dias), o que representa um valor de R$ 2.1 bilhões não pagos.

Por fim, o lucro líquido da companhia foi negativo (prejuízo, no caso) em -R$135 milhões. O motivo desse prejuízo é claro: aumento violento com gastos de despesas financeiras, aumento da inadimplência da sua própria linha de crédito do Luizacred e uma retração do operacional no período.
A companhia sem dúvidas está passando por um período extremamente desafiador. No cenário macroeconômico ela lida com o fato de que a inflação pressionou o orçamento de boa parte da população e reduziu a demanda pelo seus produtos (em especial os de linha branca, que possuem maiores margens) e uma alta violenta da taxa de juros que também força a redução de consumo com maiores incentivos para a poupança (afinal, quando você vê seu dinheiro rendendo 1% ao mês sem risco, você passa a pesar melhor suas decisões de gasto), no cenário micro ela tem que pagar por toda a alavancagem realizada com uma despesa financeira gigante e custosa por conta da SELIC mais alta e um aumento de inadimplência no seus cartões.

Empresas de varejo são completamente dependentes de ciclos econômicos. Não há vendas gordas se não estivermos em tempos de bonança, assim como a alavancagem custa caríssimo em tempos de juros mais alto.


Alguns fatores no segundo semestre desse ano podem impulsionar os resultados da companhia (vide Copa do Mundo, Black Friday, natal e ano novo), mas não esperamos resultados fantásticos como os que ocorriam em 2020 enquanto não houver estabilização do cenário econômico do país e o início do ciclo de queda da SELIC.

Finalizando: se você estiver se perguntando a razão da disparada das varejistas, o melhor que podemos recomendar é que você esqueça esses movimentos de curto prazo. Simplesmente esqueça. Nós poderíamos muito bem fazer como boa parte dos analistas do mercado gostam de fazer, de tentar achar explicação para absolutamente qualquer movimento possível de um ativo no curto prazo, mas a verdade é que não há explicação.

Pode ser algum gigante fazendo compra massiva de ativo movendo preço, pode ser algum bear trap somente para pegar emocionados que irão comprar o ativo agora só porque está subindo, pode ser o mercado apostando na melhora dos resultados por conta do pagamento de auxílios junto a todos esses fatores do segundo semestre que aumenta o consumo dos produtos que essas varejistas vendem, pode ser o mercado mirando menor pressão inflacionária e maior poder de compra para a população gastar dando maior respiro para varejistas, pode ser o mercado mirando uma redução da SELIC pelo BCB em um horizonte mais próximo... enfim, poderíamos passar horas dando motivos aqui, mas um bom investidor se atenta aos fundamentos, não aos movimentos inexplicáveis de curto prazo como alguns tentam explicar a todo custo para ter aquele sentimento de controle sobre o que não conseguem. Esqueça esses movimentos cavalares de curto prazo e foco nos fundamentos. Algumas coisas servem somente para massagear o ego.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Opinião e análise breve – M. Dias Branco ($MDIA3) – 2T/2022

Um respiro nos custos da companhia e sucesso em repasse de preço. Num trimestre forte, a M. Dias Branco conseguiu atingir uma receita líquida recorde e suas margens cresceram de forma expressiva, mostrando como sua estratégia operacional tem dado certo.

Como sempre falamos: o repasse da inflação pode demorar, mas sempre ocorre. Sempre. Não é tão rápido quanto se tivesse investindo em algum título indexado, mas uma hora ou outra, se a companhia quiser seguir sobrevivendo, ela passará a inflação para os seus produtos. E é isso que a M. Dias Branco tem feito. Vamos aos números.

No 2T22 a companhia entregou uma receita líquida de R$ 2.5 bilhões – um recorde histórico, superando com folga os R$ 2.1 bilhões alcançados no 3T21 e representando uma alta de 26% em relação ao 2T21. Pela ótica do volume de vendas (isso é, toneladas de cada produto vendido) houve uma queda de 7% comparando o 2T22 com o 2T21 (de 450 toneladas para 419 toneladas), mas um crescimento de 12% comparando o 1T22 com o 2T22, o que indica recuperação. A princípio preocupante, essa queda de volume é normal e explicada por 2 fatores: (I) a base de comparação é levemente anormal por conta do período de isolamento e pandemia que ocorreu no ano passado, não em totalidade, mas de forma parcial, o que muda os hábitos de consumo das pessoas nessa área e (II) o repasse de preço que a companhia fez aos seus produtos. Lógica simples: se ela eleva o preço do produto, no curto prazo vende-se menos. A questão é que inevitavelmente todas as companhias terão de aumentar seus preços para fazer a manutenção de suas margens, ou seja, é uma queda momentânea, considerando que a M. Dias Branco consegue passar os melhores preços do mercado.

Sob a ótica do preço médio de seus produtos em relação ao R$/Kg, a demonstração da força da marca da companhia: do 2T21 para o 2T22 ela elevou esse preço médio de R$4,4 para R$6,0 o Kg. Indo um pouco além, em 2020, ano que iniciou a pandemia, esse valor era de R$3,4 o Kg. Aqui temos uma ilustração do poder de repasse inflacionário que a companhia possui aos seus produtos, já elevando em 77% o preço médio do kg do início da pandemia até então.

Na linha de market share, apenas um ponto de atenção, mas que pode ser facilmente explicado, também. O segmento de massas atingiu os 31% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 3T21, o segmento de farinha atingiu os 9,2% de market share e vem subindo trimestralmente desde o 2T21 (merece o destaque, visto que saiu de 5,5% para os 9,2% atualmente, um ganho expressivo) e o segmento de biscoitos é o ponto de atenção. Houve queda de 31,9% no 2T21 para os 29,9% atualmente, sendo que caiu de 33,5% no 1T22. Essa queda é explicada por um fator simples: o aumento de preço dos seus produtos. Realizando a manutenção de suas margens, a M. Dias Branco reajustou o preço de seus produtos e perdeu mercado com isso. Aqui vale pontuar algo importante: o market share é um indicador extremamente volátil em períodos mais curtos, ainda mais em tempos de inflação alta, onde algumas companhias esperam para repassar seus preços, enquanto outras repassam com maior velocidade. Ou seja: tanto ganho quanto perda de participação mais forte no curto prazo é algo que deve ser relevado, visto que o dado pode ser distorcido por esses reajustes.

Entre outros dados interessantes que valem ser mencionados: a verticalização da companhia, uma de suas principais vantagens, atingiu entre 99,5% e 100% tanto em farinha de trigo quanto em gordura, isso reduz expressivamente seus custos. A companhia adquiriu uma marca forte no mercado mais fit, a Jasmine, a Piraquê tem mostrado forte crescimento, crescendo quase 50% no trimestre e afirmado o sucesso de sua estratégia de expansão, e a companhia e segue realizando a alteração de seu mix de seu portfólio de produtos pra marcas mais premium, isso é, produtos de maior margem agregada.